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Colonizacao micorrizica e fertilidade do solo submetido a fontes e doses de adubacao nitrogenada em Brachiaria brizantha.

Introducao

As pastagens sao constituintes de sistemas complexos formados pelos componentes soloplanta-animal, as quais estao sujeitas as modificacoes antropicas causadas pelo manejo (HAYNES; WILLIAMS, 1993). A adubacao nitrogenada e uma pratica fundamental quando se pretende aumentar a producao da forragem. A ureia e o sulfato de amonio sao as principais formas de nitrogenio (N) utilizadas, porem em condicoes de elevada temperatura, a ausencia de precipitacao imediatamente apos a adubacao e as altas taxas de evaporacao de agua do solo, comum no final do periodo das chuvas, proporcionam grandes perdas do N por volatilizacao (MARTHA JUNIOR et al., 2004).Ademais, o nitrogenio exposto a nitrificacao seguida da lixiviacao do nitrato que se encontra em maior disponibilidade, e citado como um dos principais responsaveis pela intensa acidificacao do solo em pastagens com leguminosas (CONVENTRY; SLATERRY, 1991).

No sentido de reduzir as perdas de N para o meio ambiente e potencializar o efeito dos adubos nas plantas, surge como uma possivel fonte alternativa de adubacao nitrogenada o fertilizante ajifer (subproduto da industria alimenticia resultante do processo de fermentacao glutamica, enriquecido com N). Este apresenta, como vantagem, menores perdas por volatilizacao que, segundo Costa et al. (2003), para cana-de-acucar, acarreta em maior produtividade de massa seca em relacao ao sulfato de amonio e ureia.

Das populacoes que compoem a microbiota do solo, as micorrizas, associacao entre fungos beneficos e especificos do solo e raizes de plantas superiores, assume importante papel nos ecossistemas, pela capacidade de formar associacao com membros da maioria das familias de plantas, e pelos beneficios que conferem as plantas em simbiose (SMITH; READ, 1997). Os fungos micorrizicos arbusculares (FMA) sao empregados visando incrementar o desenvolvimento e a producao das culturas mediante seus efeitos na nutricao das plantas e outros beneficios diretos e indiretos (TRINDADE et al., 2000), visto que sua eficiencia simbiotica resulta de interacoes complexas entre a capacidade do fungo, facilitando a absorcao de fosforo (P) e outros nutrientes pelas plantas hospedeiras (KOIDE, 1991). A simbiose favorece, tambem, a retencao de umidade, a agregacao e a estabilidade dos solos (AUGE et al., 2001), pelos fungos para produzirem grandes volumes de micelio.

Definindo como hipotese que o aumento da fertilidade do solo por meio da adubacao pode provocar alteracoes na taxa de colonizacao micorrizica e, consequentemente, a produtividade da planta, o presente trabalho teve como objetivo verificar o efeito de fontes e doses de adubacao nitrogenada, em profundidades, na colonizacao micorrizica e na fertilidade do solo com Brachiaria brizantha cv. Xaraes.

Material e metodos

O experimento foi conduzido em area do Sindicado Rural no municipio de Aracatuba, localizado na regiao Noroeste do Estado de Sao Paulo. O climatico predominante na regiao e Aw segundo Koppen, caracterizado por verao quente e umido e inverno seco. As medias anuais de temperatura e precipitacao sao, respectivamente, 24,4[grados]C, 1281 mm, com temperatura media maxima de 30,9[grados]C e media minima de 17,9[grados]C.

O periodo experimental foi compreendido dentre os meses de agosto de 2005 a junho de 2006. A area experimental consistiu de uma pastagem de Brachiaria brizantha (Hochst) Stapf. cv. Xaraes, estabelecida ha cinco anos e em plena producao.

O solo foi classificado como Latossolo Vermelho Amarelo, com boa drenagem. A caracterizacao quimica do solo, antes da montagem do experimento, foi efetuada nas profundidades de 0-0,10 e 0,10-0,20 m. Por parcela foram coletadas amostras compostas, constituidas por cinco amostras simples de solo, as quais foram secas a sombra, peneiradas e homogeneizadas. As determinacoes quimicas do solo seguiram a metodologia de Raij et al. (2001), com os seguintes resultados: pH (Ca[Cl.sub.2]): 4,5 e 4,4; MO (g [dm.sup.-3]): 23 e 20; [P.sub.2][O.sub.5] (mg [dm.sup.-3]): 4 e 3; [K.sub.2]O: 6,0 e 3,3; [Ca.sup.2+]: 19 e 17; [Mg.sup.2+]: 8 e 7; H+Al: 22 e 25; [Al.sup.3+]: 5 e 6; SB: 17 e 14; CTC ([mmol.sub.c] [dm.sup.-3]): 52 e 39; V(%): 60 e 52, nas camadas de 0-0,10 e 0,10-0,20 m, respectivamente.

O delineamento experimental foi em blocos casualizados e os tratamentos em arranjo fatorial 3 x 4, envolvendo tres fontes de N (ureia, sulfato de amonio e Ajifer-L40) em quatro doses (0, 100, 200 e 400 kg [ha.sup.-1]) e estudadas em duas profundidades (0 - 0,10 e 0,10 - 0,20 m), com tres repeticoes. As parcelas foram alocadas com dimensoes de 4 x 3 m (tendo 6 [m.sup.2] de area util) e uma faixa de caminhamento de 2,0 m entre as mesmas. Nao foi efetuada a calagem, uma vez que a saturacao por base estava dentro das recomendacoes propostas por Raij et al. (1996) para pastagem.

Apos a primeira chuva, foi realizado o corte de uniformizacao em todas as parcelas e imediatamente foi aplicada a lanco a adubacao de manutencao com fosforo (60 kg [ha.sup.-1] de [P.sub.2][O.sub.5]) na forma de superfosfato simples (RAIJ et al., 1996). As doses de N foram aplicadas em cobertura, parceladas em cinco vezes, sendo a primeira aplicacao apos o primeiro corte e as demais depois de cada corte. Durante o periodo das chuvas foram realizados cinco cortes com intervalos de 28 dias, enquanto no periodo das secas foi realizado um corte no final do mes de junho, totalizando seis cortes anuais. Apos cada corte foi retirada toda massa de forragem das parcelas.

Para a caracterizacao quimica do solo e micorrizica ao final do experimento, em julho de 2006, foi coletada uma amostra composta, constituida por cinco amostras simples de solo, por unidade experimental, nas duas profundidades, as quais foram secas a sombra, peneiradas e homogeneizadas. As raizes encontradas foram separadas, lavadas em agua corrente e preservadas em alcool 50% para futura analise. O preparo das amostras de solo e os procedimentos para a caracterizacao quimica seguiram o descrito anteriormente.

Para determinacao da porcentagem da colonizacao micorrizica (COL) por FMA autoctones, por tratamento, 1 g de raiz anteriormente preservada, foi cortada no comprimento de 1 cm, lavada em agua corrente. Em seguida, foi clarificada em KOH 10%, acidificada com HCl 1%, colorida com azul de tripano 0,05% e preservada em lactoglicerol (PHILLIPS; HAYMAN, 1970). A porcentagem de segmentos colonizados foi verificada em placa quadriculada, e 100 segmentos por amostra foram observados ao microscopio estereoscopio (40x). Consideraram-se infectados os segmentos que apresentavam hifas (externas e internas), vesiculas ou arbusculos.

Parte das amostras compostas de solo de pastagem foi empregada para determinacao do numero de esporos (NESP) de FMA autoctones. Para tanto, 100 g de cada amostra foi homogeneizada e processada, segundo uma associacao dos metodos de decantacao e peneiramento umido (GERDEMANN; NICOLSON, 1963) e de centrifugacao e flutuacao em sacarose (JENKINS, 1974). A quantificacao dos esporos foi realizada em placas com aneis concentricos, em microscopio estereoscopio (40x).

Para a verificacao da producao de forragem foram realizados seis cortes de forma manual, numa area amostral de 1,0 [m.sup.2] a 0,15 m da superficie do chao. A determinacao da massa seca da parte aerea (MSPA) foi obtida por meio da amostragem da forragem retirada do material cortado de cada parcela, a qual foi seca em estufa com ventilacao forcada a 65[grados]C por 72h. Os valores para MSPA da forragem foram obtidos pela media dos valores dos seis cortes.

Foram realizadas a analise de variancia e as complementacoes nas comparacoes de medias de tratamentos por meio do teste de Scott-Knott, o estudo de regressao na analise de tendencia entre doses de N e, posteriormente, a correlacao de Pearson entre as variaveis.

Resultados e discussao

E grande a influencia do local de adubacao nos parametros quimicos do solo, no crescimento e na distribuicao do sistema radicular (MOTTA et al., 2006). No presente trabalho, a camada de solo correspondente a 0,0-0,10 m de profundidade, com o aumento das doses de N aplicadas foram observadas reducoes significativas aos teores de pH, MO, [K.sup.+], [Ca.sup.2+], [Mg.sup.2+], SB e V%. Para a camada de 0,10-0,20 m, apenas os valores de [Ca.sup.2+] diferiram significativamente, com os valores mais elevados nos tratamentos com a aplicacao de ajifer e a ureia, em relacao ao sulfato de amonio (Tabela 1). Nesta mesma camada, foi verificada interacao significativa para as interacoes entre as fontes e doses de N para valores de H+Al, [Al.sup.3+] e CTC (Tabela 2).

Nas condicoes gerais de fertilidade do solo, o pH pode ser um indicador da acidificacao do solo.

No presente trabalho, o aumento da acidez do solo pode estar relacionando a atividade bacteriana do solo que, ao oxidarem formas de N amoniacal, liberam N[O.sub.3]- e [H.sup.+], acidificando ainda mais o solo (MOREIRA; SIQUEIRA, 2006). Desta forma, a liberacao do anion nitrato N[O.sup.3-] pode justificar a reducao dos valores de [K.sup.+] e [Mg.sup.2+] (Tabela 1), pois sua percolacao pelo perfil do solo arrasta consigo estes cations para manter a eletroneutralidade, permanecendo os ions [H.sup.+] nas camadas mais superficiais, acidificando ainda mais o meio, o que culmina com a elevacao da disponibilidade do [Al.sup.+3] que, por sua vez, passa a ocupar os sitios de troca (CTC) no complexo coloidal (BOHNEN et al., 2000).

Os valores de pH correlacionaram positivamente com os teores de [K.sup.+] ([0,355.sup.**]), [Ca.sup.2+] ([0,761.sup.**]), [Mg.sup.2+] ([0,770.sup.**]), SB ([0,815.sup.**]) e V% ([0,886.sup.**]) e negativamente com [H.sup.+]Al ([-0,636.sup.**]) e [Al.sup.3+] ([-0,801.sup.**]). Fato esperado em funcao das alteracoes do pH do solo, estas correlacoes sugerem que a diminuicao do pH ocorreu simultaneamente com a diminuicao dos valores de [K.sup.+], [Ca.sup.2+], [Mg.sup.2+], SB e V%, ao contrario do [H.sup.+]Al e [Al.sup.3+], que se elevam.

Com a aplicacao de 400 kg [ha.sup.-1] observou-se valores mais elevados de [H.sup.+]Al e [Al.sup.3+] no uso do ajifer e o sulfato de amonio na camada superficial do solo (Tabela 2). A aplicacao do sulfato de amonio, como fonte de N, reduziu os valores da CTC do solo, possivelmente resultado de maior acidificacao do solo com o aumento das doses de N. Bohnen et al. (2000) relatam que dada reacao de nitrificacao do sulfato de amonio e absorcao de N[H.sub.4.sup.+] pelas raizes, ocorre liberacao de [H.sup.+], o que acidifica o solo, elevando a disponibilidade de [Al.sup.3+].

A acidificacao atua interferindo na integridade estrutural do solo, prejudicando os processos de formacao de agregados; decomposicao e ciclagem de nutrientes; fixacao de nitrogenio, alem de outros tantos processos desempenhados pela biota do solo (MAXWELL, 1995). A disponibilidade de nutrientes no solo pode determinar a importancia de FMA e presenca de inoculos (ZANGARO et al., 2000). Neste caso, a aplicacao de N nao inibiu nem estimulou a colonizacao de FMA na pastagem de capim Xaraes, embora os valores na camada 0-0,10 m tenham sido superiores (Tabela 3). Esses dados podem ser justificados pela densa associacao das plantas em sistemas de pastagens onde ha maior concentracao de raizes na camada mais superficial (BAREA et al., 1989).

Os baixos valores para COL (Tabela 3) podem ser relacionados a epoca em que a coleta foi realizada, visto que em areas de pastagens continuas de cerrado os valores de COL sao mais abundantes durantes as epocas de chuvas em relacao a de seca, quando podem atingir valores medios de ate 69 e 43%, respectivamente (MIRANDA et al., 2005).

O efeito do N sobre os FMA esta relacionados a disponibilidade de P, pois a colonizacao tem mostrado que em alta disponibilidade de P e baixo teor de N, ha aumento da colonizacao, enquanto em alta disponibilidade de P e alto teor de N, ocorre reducao da colonizacao (SANTOS et al., 2001).

As plantas de braquiaria MG-4 nao-micorrizadas e que nao receberam N em cobertura, exibiram acumulo crescente de P, [K.sup.+] e [Ca.sup.2+] na MSPA, apenas em funcao das doses de P com relacao as micorrizadas. Desta forma, os autores indicaram que os FMA tem acesso a outras fontes de N, alem da mineral (SANTOS et al., 2002).

A producao de MSPA demonstrou valores superiores com a aplicacao do ajifer e ureia, que diferiram estatisticamente do sulfato de amonio (Tabela 3). Uma resposta quadratica (y = 0,0064[x.sup.2] - 3,5775x + 1438; [R.sup.2] = 0,7558) com relacao as doses de N aplicadas foi verificada no tratamento que nao recebeu aplicacao de N, com o maior valor para MSPA (1380,66 kg [ha.sup.-1]). Esses dados foram proximos aos relatados por Botrel et al. (2002), os quais verificaram produtividade media de MSPA para B. brizantha de 1494 kg [ha.sup.-1], produzindo 614,3 kg [ha.sup.-1] durante o inverno e 2.375 kg [ha.sup.-1] durante o verao.

Esta resposta negativa a aplicacao de N pode estar relacionada as necessidades de recuperacao das estruturas da planta forrageira, como a coroa e o sistema radicular e, tambem, a perda da eficiencia do uso do nitrogenio pela pastagem (OLIVEIRA et al., 2005), que pode ser atribuida ao efeito inibitorio do N sobre os FMA autoctones presentes nas raizes. Santos et al. (2001) verificaram queda na producao de MSPA em braquiaria MG-4 micorrizadas quando tratadas com adubos nitrogenados.

Nos ecossistemas nao-perturbados, os fungos formam uma rede micelial permanente que ligam as plantas por uma rede comum de hifas, as quais sao reguladas em funcao dos beneficios que proporcionam as plantas (HODGE, 2000). Neste caso, a pastagem extraia e acumulava N mineralizado da materia organica do solo, indicando que, provavelmente, o sistema de producao da pastagem era capaz de suprir N para manter a producao utilizando a ciclagem de nutrientes, por meio da mineralizacao de materia organica, ate atingir ponto de equilibrio (OLIVEIRA et al., 2005).

A ocorrencia de colonizacao micorrizica em condicoes de campo e regulada em funcao dos beneficios que proporcionam as plantas (FITTER; MERRYWEATHER, 1992). O cultivo de pastagens com braquiaria (Brachiaria dictyoneura) puras e continuas, ao longo dos anos, tende a uma reducao e estabilizacao no numero de esporos no solo (DODD et al., 1990). Para o numero de esporos foram observadas diferencas significativas dentre as fontes sob a aplicacao de 400 kg [ha.sup.-1] de N (Tabela 4). Com o uso da ureia e do sulfato de amonio houve acrescimo no NESP, os quais podem ter ocorrido em virtude do estresse decorrente dos niveis elevados de N no solo.

A quantidade de esporos presentes no solo apresentou correlacao positiva aos valores demonstrados pelo [Al.sup.3+] ([0,275.sup.*]). Assim como no presente trabalho, Correia et al. (2004) relatam que, em solos de cerrado, os esporos de FMA apresentam maior densidade e variedades. Os autores relacionaram os resultados a elevada saturacao de aluminio no horizonte A (0-0,20 m), caracteristico de areas de Cerrado.

Conclusao

O uso do ajifer e da ureia proporciona maior produtividade de massa seca da parte aerea de B. brizantha cv. Xaraes. Em contrapartida, esta sofre reducao a medida que as doses de N se elevavam. A melhor dose de adubacao e aplicacao de 100 kg [ha.sup.-1] de N. As doses mais elevadas de N, na camada 0 a 0,10 m de profundidade, determinam acidificacao do solo e reduzem os valores de MO, [K.sup.+], [Ca.sup.2+], [Mg.sup.2+], SB e V%. A esporulacao, mas nao colonizacao micorrizica, e sensivelmente estimulada em elevadas doses.

DOI: 10.4025/actasciagron.v32i3.4002

Agradecimentos

Ao Siran, por ceder a area para a implantacao do experimento e a empresa Ajinomoto Interamericana, por fornecer o fertilizante ajifer.

Received on June 23, 2008.

Accepted on December 20, 2008.

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License information: This is an open-access article distributed under the terms of the Creative Commons Attribution License, which permits unrestricted use, distribution, and reproduction in any medium, provided the original work is properly cited.

Flavia Cristina Delbem (1), Marcia Helena Scabora (2), Cecilio Viega Soares Filho (1) *, Reges Heinrichs (3), Tiago Augusto Ferrari (1) e Ana Maria Rodrigues Cassiolato (2)

(1) Departamento de Apoio, Producao e Saude Animal, Universidade Estadual Paulista "Julio de Mesquita Filho", Rua Clovis Pestana, 793, Cx. Postal 341, 16050-680, Aracatuba, Sao Paulo, Brasil. (2) Departamento de Fitossanidade Engenharia Rural e Solos, Faculdade de Engenharia de Ilha Solteira, Universidade Estadual Paulista "Julio de Mesquita Filho", Ilha Solteira, Sao Paulo, Brasil. (3) Curso de Zootecnia, Universidade Estadual Paulista "Julio de Mesquita Filho", Dracena, Sao Paulo, Brasil.

* Autorpara correspondencia. E-mail: cecilio@fmva.unesp.br
Tabela 1. Medias e teste de F para as caracteristicas quimicas do
solo nas camadas de 0-0,10 e 0,10-0,20 m de profundidade, submetidas a
fontes e doses de nitrogenio, sobre Brachiaria brizantha cv. Xaraes.

                       pH              MO               P
                   Ca[Cl.sub.2]    g[dm.sup.-3]   mg [dm.sup.-3]

                                     0-0,10 m

Fontes    ajifer       4,33        15,33              2,66
(FN)      ureia        4,25        15,91              2,08
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Doses       0          4,33   a    18,00   a          2,66
(DN)      100          4,55   a    14,55   c          2,11
          200          4,00   b    13,33   c          1,88
          400          4,00   b    16,11   b          2,66
FN                     1,75         0,50   ns         0,79   ns
DN                     6,00   **   11,76   **         1,03   ns
FN x DN                1,75   ns    1,46   ns         1,58   ns
CV%                    7,89        11,38             50,05

                                     0,10-0,20 m

Fontes    ajifer       4,16        15,91              4,50
(FN)      ureia        4,25        14,91              2,91
          SA           3,08        13,75              3,91
Doses       0          4,00        14,00              2,66
(DN)      100          4,33        15,66              4,66
          200          4,22        14,33              3,33
          400          4,11        15,44              4,44
FN                     0,73   ns    2,59   ns         1,07   ns
DN                     1,63         1,10   ns         1,11   ns
FN x DN                2,36   ns    2,30   ns         1,11   ns
CV%                    8,09        15,69             70,89

                   [K.sup.+]    [Ca.sup.2+]   [Mg.sup.2+]
                           [mmol.sub.c][dm.sup.-3]

                                     0-0,10 m

Fontes    ajifer    1,08        10,75          4,33
(FN)      ureia     1,08        10,91          3,91
          SA        1,08         9,58          3,75
Doses       0       1,33   a    12,00   a      5,00
(DN)      100       1,77   a    11,66   a      4,66
          200       0,55   b     8,66   b      3,11
          400       0,66   b     9,33   b      3,22
FN                  0,00   ns    1,75   ns     1,44  ns
DN                 12,33   **    6,89   **    11,35  **
FN x DN             0,30   ns    1,96   ns     0,95  ns
CV%                45,45        18,25         21,65

                                     0,10-0,20 m

Fontes    ajifer    1,33        11,50   a      4,41
(FN)      ureia     1,08        11,16   a      4,75
          SA        1,00         9,66   b      3,91
Doses       0       1,33   a    10,33          3,66
(DN)      100       1,00   b    11,88          4,88
          200       1,33   a    10,88          4,88
          400       0,88   b    10,00          4,00
FN                  2,55   ns    4,32   *      2,49  ns
DN                  3,33   *     2,32   n      4,14  *
FN x DN             0,98   ns    1,65   n      2,14  ns
CV%                33,02        15,10         21,09

                       H+AL        Al3+            SB
                           [mmol.sub.c][dm.sup.-3]

                                     0-0,10 m

Fontes    ajifer   29,75         2,83        16,25
(FN)      ureia    29,25         2,58        15,91
          SA       29,58         3,08        14,41
Doses       0      30,00         2,00        18,33    a
(DN)      100      25,33         1,77        18,11    a
          200      31,33         3,55        12,44    b
          400      31,44         4,00        13,22    b
FN                  0,07   ns    1,22   ns    2,02    ns
DN                  7,15   **   18,0    **   15,49    **
FN x DN             3,50   *     5,32   **    1,94    ns
CV%                10,91        27,65        15,366

                                     0,10-0,20 m

Fontes    ajifer   28,50         2,25        17,25
(FN)      ureia    26,91         1,91        17,00
          SA       28,83         2,33        15,41
Doses       0      28,33         2,66   a    15,33    b
(DN)      100      28,33         1,55   b    17,77    a
          200      26,77         1,88   b    18,22    a
          400      28,88         2,55   a    14,88    b
FN                  0,49   ns    0,92   ns    1,88    ns
DN                  0,29   ns    4,06   *     4,07    *
FN x DN             0,37   ns    0,57   ns    0,89    n
CV%                17,88        36,60        15,14

                   CTC            V
                           [mmol.sub.c][dm.sup.-3]

                                     0-0,10 m

Fontes    ajifer   46,00        35,41
(FN)      ureia    45,16        35,50
          SA       44,00        32,16
Doses       0      48,33        37,66   a
(DN)      100      43,44        41,33   a
          200      43,77        28,77   b
          400      44,66        29,66   b
FN                  1,83   ns    1,58   ns
DN                  6,88   *    12,36   **
FN x DN             3,48   *     2,41   ns
CV%                 5,70        15,22

                                     0,10-0,20 m

Fontes    ajifer   45,75        37,91
(FN)      ureia    43,91        38,75
          SA       44,25        34,83
Doses       0      43,66        35,00
(DN)      100      46,11        38,22
          200      45,00        40,22
          400      43,77        35,22
FN                  0,63   ns    1,34   ns
DN                  0,66   ns    1,49   ns
FN x DN             0,21   ns    0,73   ns
CV%                 9,53        16,59

* e ** significativo a 5 e 1%, respectivamente;
ns = nao-significativo a 5% de probabilidade. Medias seguidas da
mesma letra, na coluna e dentro de cada profundidade, nao diferem
entre si pelo teste Scott-Knott a 5% de probabilidade.
SA = Sulfato de Amonio.

Tabela 2. Medias para H+Al, aluminio ([Al.sup.3+]) e capacidade de
troca cationica (CTC) submetidas a fontes e doses de N, no solo em
pastagem de Brachiaria brizantha cv. Xaraes.

Variaveis        Fontes             Doses de N

                            0      100     200     400

H+Al             ajifer   30,00   24,00   28,00   37,00   a
([mmol.sub.c]    ureia    30,00   26,00   34,00   27,00   b
  [dm.sup.-3])   SA       30,00   26,00   32,00   30,33   b
Al3+             ajifer    2,00    1,33    3,00    5,00   a
([mmol.sub.c]    ureia     2,00    2,33    4,00    2,00   b
  [dm.sup.-3])   SA        2,00    1,66    3,66    5,00   a
CTC              ajifer   48,33   43,66   42,00   50,00   a
                 ureia    48,33   43,33   45,00   43,66   b
                 SA       48,33   43,33   44,00   40,33   b

Variaveis        Fontes   Equacao                [R.sup.2]

                            kg [ha.sup.-1]

H+Al             ajifer   ? = 0,0002[x.sup.2]    0,9139 **
                              -0,048x=29,209
([mmol.sub.c]    ureia    ? = 0,0031x+29,8       [0,0223.sup.ns]
  [dm.sup.-3])   SA       ? = 0,0048x+ 28,734    [0,1060.sup.ns]
Al3+             ajifer   ? = 2E-05[x.sup.2]     0,9172 **
([mmol.sub.c]                 +0,0005x+1,772
  [dm.sup.-3])   ureia    ? = 4E-05[x.sup.2]     0,7106 **
                              +0,0166x+1,7447
                 SA       ? = 7E-06[x.sup.2]     0,8818 **
                              +0,0056x+1,736
CTC              ajifer   ? = 0,0002[x.sup.2]    0,9989 **
                              -0,0666x+48,392
                 ureia    ? = 5E-05[x.sup.2]     0,6458 *
                              -0,0306x+47,657
                 SA       ? = 3E-05[x.sup.2]     0,8651 **
                              -0,0313x+47,7729

Medias seguidas da mesma letra, na coluna nao diferem entre si
pelo teste Scott-Knott a 5% de probabilidade.
* e **: significativo a 5 e 1% de probabilidade, respectivamente.

Tabela 3. Medias, teste de F para porcentagem de colonizacao
micorrizica (COL--%), numero de esporos de fungos
micorrizicos arbusculares (NESP--100 g solo [seco.sup.-1]) e peso da
massa da materia seca da parte aerea (MSPA - kg [ha.sup.-1]), em solo
sob pastagem de Brachiaria brizantha cv. Xaraes.

                   COL            NESP         MSPA

                               0,0-0,10 m
Fontes   ajifer   38,07        364,33          1116,16   a
(FN)      ureia   38,79        388,50          1260,33   a
             SA   39,92        423,16          1072,25   b
Doses         0   40,66        359,33          1380,66   a
(DN)        100   38,90        434,77          1298,22   a
            200   37,20        357,11           864,55   c
            400   38,95        416,77          1054,22   b
FN                 0,80   ns     1,92    ns       4,73   *
DN                 1,38   ns     2,60    ns      20,25   **
FN x DN            1,52   ns     4,32    **       1,18   ns
CV (%)             9,25         18,82            13,63
                                 0,10-0,20 m
Fontes   ajifer   34,00        211,41               --
(FN)      ureia   35,57        155,75               --
             SA   35,75        175,50               --
Doses         0   34,16        255,33    a          --
(FN)        100   36,92        146,22    b          --
            200   37,64        160,66    b          --
            400   31,71        161,33    b          --
FN                 0,29   ns     3,29    ns         --
DN                 1,74   ns     7,79    **         --
FN x DN            0,15   ns     0,75    ns         --
CV%               17,60         29,78               --

*e **significativo a 5 e 1%, respectivamente;
ns = nao-significativo. Medias seguidas de
mesma letra, na coluna nao diferem entre si pelo teste de
Scott-Knott a 5% de probabilidade.

Tabela 4. Medias para numero de esporo (100 g solo seco-1) na
camada de 0,0-0,10 m de profundidade em funcao das fontes e doses de
adubacao nitrogenada em solo sob pastagem de Brachiaria brizantha
cv. Xaraes.

                          Doses

            0      100      200      400

ajifer   359,33   523,33   297,00   277,66b
ureia    359,33   371,33   378,33   427,33a
SA       523,33   409,66   396,00   545,33a

         Equacao                             [R.sup.2]

ajifer   ? = -0,3684x+ 28,8                  0,3179   ns
ureia    ? =0,0003[x.sup.2]+0,0382x+360,69   0,9915   **
SA       ? =0,001[x.sup.2]+0,0357x+369,38    0,9377   **

Medias seguidas da mesma letra, na coluna nao diferem entre si
pelo teste Scott-Knott a 5% de probabilidade.
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Title Annotation:texto en portugues
Author:Delbem, Flavia Cristina; Scabora, Marcia Helena; Soares Filho, Cecilio Viega; Heinrichs, Reges; Ferr
Publication:Acta Scientiarum Agronomy (UEM)
Date:Jul 1, 2010
Words:5630
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