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Coating efficiency of soybean seeds in equipment with spray system/Eficiencia do recobrimento de sementes de soja em equipamento com sistema de aspersao.

INTRODUCAO

O recobrimento das sementes consiste no revestimento destas com uma camada solida muito fina (film coating) formada de solidos dissolvidos ou suspensos em agua. Esta camada forma uma capa, que reveste de forma completa e uniforme toda a cobertura protetora natural das sementes. Assim tratadas, as sementes mantem-se individualizadas, podendo haver ou nao modificacao de sua massa e da sua forma original (MEDEIROS et al., 2004). Mas nao basta um tratamento de sementes de altissimo nivel se a semente nao atende aos atributos geneticos, fisicos, fisiologicos e sanitarios. A producao de uma cultura e dependente muito mais das caracteristicas intrinsecas da semente do que do tratamento nela aplicado. Desta maneira, o recobrimento auxilia no desempenho da semente no campo.

Ha uma carencia de equipamentos nacionais para recobrimento de sementes, sendo necessaria a importacao de maquinario especifico para recobri-las. Esses equipamentos tem como finalidade peliculizar sementes, ou seja, sao capazes de construir uma camada de filme constituida de polimeros e outras substancias de recobrimento. O desenvolvimento de maquinas para recobrimento por empresas nacionais reduziria o custo do tratamento, pois os equipamentos importados tem custo elevado devido a cotacao da moeda e do transporte da maquina do pais de origem ate o Brasil. E preciso ressaltar os problemas com assistencia tecnica e aquisicao de pecas que devem vir do pais de fabricacao do equipamento.

Ha aspectos que merecem destaque quando se trata de equipamentos para tratamento de sementes, como a maior disponibilidade de equipamentos para aplicacao em forma liquida, o uso de menores dosagens, novos produtos, necessidade de maior precisao e monitoramento, melhores perifericos e certificacao do tratamento para sementes de alto valor. O uso do recobrimento de sementes vem aumentando e, portanto, o desenvolvimento e a avaliacao de equipamentos para esta tecnologia sao necessarios.

O equipamento com sistema de aspersao Spray System[R] foi desenvolvido dentro dos padroes exigidos pelas normas tecnicas, visando representar um novo conceito no tratamento de sementes, diferentemente das tratadoras convencionais que utilizam o sistema de "copinhos" para dosar o produto quimico. O sistema e formado por discos impulsores que realizam o tratamento de maneira mais uniforme, pois possibilitam a formacao de uma nevoa de produto que sera depositada sobre a semente. Alem da possibilidade de regulagem da dosagem do produto liquido, tambem regula a vazao de sementes pelo sistema de "chapeu chines". A regulagem da vazao de produto e feita atraves de sistema eletronico que proporciona uma aplicacao exata, evitando desperdicios ou subdosagens. Alem da caixa para produto liquido e em po, o equipamento possui dois recipientes abastecedores com regulagem independente, pois cada um possui sua caixa de comando (GRAZMEC, 2007).

Nesse sentido, o presente trabalho teve o objetivo de avaliar o recobrimento de sementes de soja em uma maquina de tratamento de sementes com sistema de aspersao Spray System[R], em funcao da variacao do grau de umidade das sementes, qualidade fisiologica das sementes tratadas e/ou recobertas e pela intensidade do recobrimento.

MATERIAL E METODOS

O experimento foi realizado na Unidade de Beneficiamento de Sementes (UBS), as avaliacoes laboratoriais foram realizadas no Laboratorio Didatico de Analise de Sementes e a parte de campo foi realizada na Area Experimental e Didatica do Departamento de Fitotecnia, todos pertencentes a Faculdade de Agronomia Eliseu Maciel (FAEM) da UFPel.

O equipamento utilizado foi da marca Grazmec modelo "MTS Spray System[R] 120" o qual apresenta o sistema de discos impulsores, com regulagem da dose atraves do painel de comandos. A regulagem da passagem das sementes pelo equipamento e alterada pela altura do "chapeu chines". Para adequar as doses do polimero com os produtos utilizados e a regulagem da maquina para o recobrimento foram realizados dois testes preliminares na UBS. Os motores do equipamento apresentam a voltagem de 220V e potencia de meio e um cv, a moega da semente e feita de PVC totalizando um peso de 160kg. A altura e a largura do equipamento sao de 1,5 e 1,21m, respectivamente, e o comprimento total e de 2m.

Foi alterada a altura do "chapeu chines" e modificada a dose de produto atraves do comando de vazao. Para verificar a eficiencia do recobrimento, foram tratados 30kg de sementes, buscando o melhor recobrimento pela escala de BURRIS (s.d). A regulagem que proporcionou melhor recobrimento foi com capacidade de tratamento de 50kg de sementes em 92 segundos.

Visando a nao aumentar de forma demasiada o conteudo de umidade das sementes de soja, estas foram tratadas com volume de calda total de 600mL para 100kg de sementes, conforme indicacao da REUNIAO DE PESQUISA DE SOJA DA REGIAO SUL (2006). Os produtos utilizados foram o fungicida Maxin XL[R] com o principio ativo Fludioxonil + Metalaxil M; o inseticida Cruiser[R] a base de Thiametoxam; o aminoacido PT-4-0[R] e os produtos para o recobrimento polimero Polyseed CF[R] + Colorseed[R]. Os tratamentos aplicados com o equipamento foram: 1) testemunha, 2) fungicida (100mL para 100kg de sementes), 3) aminoacido (150mL para 100kg de sementes), 4) polimero (100mL para 100kg de sementes), 5) fungicida + aminoacido, 6) fungicida+inseticida (100mL para 100kg de sementes), 7) fungicida + polimero, 8) fungicida + inseticida + polimero e 9) fungicida + aminoacido + inseticida. O restante da calda foi completada com agua ate atingir o volume de 600mL para 100kg de sementes.

A cultivar de soja utilizada foi 'CD 219 RR', classificada na peneira de furo redondo de 5,0mm, a qual foi armazenada por cinco meses apos a colheita em condicao nao controlada no municipio de Capao do Leao, RS, ate a realizacao dos tratamentos que ocorreram no mes de outubro de 2007.

Realizou-se avaliacao do grau de umidade, massa de 1000 sementes, intensidade de cobertura, emergencia em campo e indice de velocidade de emergencia. O grau de umidade foi determinado pelo metodo da estufa a 105 [+ or -] 3[degrees]C por 24 horas, sendo utilizadas duas repeticoes para cada unidade experimental (BRASIL, 2009). Esta avaliacao foi realizada aos zero, 60, 120 e 180 dias apos o tratamento das sementes. Para a determinacao da massa de 1000 sementes, foram tomadas oito repeticoes contendo cada uma 100 sementes e pesadas em balanca analitica; posteriormente, todas as amostras foram transformadas para teor de agua de 13%, determinando-se a massa de 1000 sementes, de acordo com o indicado nas RAS (BRASIL, 2009).

A intensidade de cobertura das sementes foi determinada visualmente, classificando as sementes quanto a intensidade da pigmentacao (devido a cobertura do polimero e corante) em uma escala de zero a dez, em que zero corresponde as sementes sem cobertura e dez as sementes com cobertura excelente, segundo escala de BURRIS (s.d). Para essa determinacao, foram utilizadas 10 sementes de cada unidade experimental.

As avaliacoes de emergencia em campo e indice de velocidade de emergencia foram realizadas aos zero, 60 e 120 dias apos o tratamento das sementes. Para a determinacao da emergencia em campo, foram utilizadas quatro repeticoes de 50 sementes de cada unidade experimental. As avaliacoes foram realizadas aos 14 dias apos a semeadura, de acordo com TILLMANN & MIRANDA (2006). O indice de velocidade de emergencia foi calculado conjuntamente com a emergencia em campo. As contagens para determinacao do indice de velocidade de emergencia foram realizadas diariamente do quinto dia apos a semeadura ate a estabilizacao da emergencia, posteriormente calculou-se o Indice de Velocidade de Emergencia, de acordo com TILLMANN & MIRANDA (2006). Foram contabilizadas como plantulas emergidas as que apresentaram dois centimetros (2,0cm) de comprimento acima da superficie do solo.

As analises estatisticas foram realizadas pela analise de variancia (ANOVA) e teste de Dunnett a 5% de significancia para a comparacao de medias. Para avaliar a intensidade de cobertura das sementes, foram realizadas duas analises estatisticas dos dados obtidos da escala de 0 a 10 proposta por BURRIS (s.d.). A primeira foi o teste de Scott-Knott a 5% de significancia e a segunda foi com a estatistica descritiva utilizando grafico de caixa.

RESULTADOS E DISCUSSAO

Os resultados do grau de umidade das sementes de soja logo apos o tratamento na maquina demonstraram haver aumento da umidade na maioria dos tratamentos, quando comparados com a testemunha (Tabela 1). Somente os tratamentos: fungicida, aminoacido e fungicida + aminoacido nao diferiram da testemunha quanto a absorcao de agua pelas sementes apos o tratamento. O tratamento que teve maior incremento no grau de umidade durante a aplicacao dos produtos foi o fungicida + inseticida + polimero, no qual houve um incremento de 0,9 pontos percentuais. O incremento no grau de umidade esta relacionado com a absorcao de agua pelas sementes quando estas passavam pelo equipamento.

Na segunda avaliacao aos 60 dias, somente os tratamentos fungicida e aminoacido diferiram da testemunha, a diferenca do grau de umidade foi de 0,8 pontos percentuais. Nas avaliacoes aos 120 e 180 dias apos o tratamento, nao foi observada diferenca entre os tratamentos e a testemunha para o grau de umidade.

Durante o armazenamento, houve alteracao na umidade em todos os tratamentos. A reducao do grau de umidade na avaliacao aos 60 dias apos o tratamento foi de 2,7 pontos percentuais, ja na avaliacao aos 120 dias apos tratamento, ocorreu um aumento de 0,9 pontos percentuais em comparacao com a avaliacao aos 60 dias. Na ultima avaliacao, houve novamente reducao do grau de umidade em 0,7 pontos percentuais, o que demonstra a tendencia das sementes em se equilibrar com o meio ambiente onde foram armazenadas. Apos a primeira reducao do grau de umidade, este nao ultrapassou 13%, valor utilizado para armazenamento. A variacao do grau de umidade esta relacionada com a higroscopidade das sementes de soja, ou seja, tem a capacidade de trocar umidade com o ambiente, ate entrar em equilibrio com o meio (BAUDET & VII .LEI .A. 2006).

Vale ressaltar a importancia da regulagem do equipamento, que deve ser realizada de forma precisa, evitando desperdicio de produtos pela aplicacao de um volume de calda acima do indicado, o que poderia resultar em aumento demasiado no grau de umidade das sementes. Para obtencao de um recobrimento de qualidade, e necessario alterar a quantidade de semente que passa pelo equipamento e consequentemente de produto a ser aplicado em determinado tempo. Dessa forma, evitam-se os excessos ou deficit de calda, o que pode ocasionar aumento no grau de umidade.

Com relacao a massa de 1000 sementes (Tabela 1), nao foi observada diferenca entre os tratamentos e a testemunha, o que demonstra nao haver variacao da massa das sementes devido o tratamento e/ou recobrimento no equipamento utilizado. Resultado que esta relacionado com a pouca deposicao de produtos na superficie da semente, para formar o film coating.

O tratamento que propiciou o melhor recobrimento (Tabela 1) foi o de fungicida + inseticida + polimero, pois obteve nota 8 segundo a escala de BURRIS (s.d.). Em seguida, o melhor recobrimento foi formado pelos tratamentos somente com polimero e o com fungicida + polimero, mostrando que a utilizacao do polimero melhora a aparencia das sementes com o recobrimento. Cabe ressaltar a nao-formacao de um grupo para todos os tratamentos de recobrimento com polimero, o que pode estar relacionado com a regulagem do equipamento em teste. Quando foi realizada a regulagem do equipamento, foi utilizada a calda com o polimero. Porem o tratamento com fungicida + inseticida + polimero demonstrou ser mais eficiente no recobrimento das sementes. Com esses resultados, ressalta-se a importancia dos testes preliminares, tanto no laboratorio como no equipamento utilizado para o recobrimento das sementes. Isso faz recomendar uma regulagem do equipamento para cada tratamento que sera aplicado, no caso, o que resulte em melhor recobrimento das sementes.

Os demais tratamentos testados ficaram agrupados no terceiro (fungicida + aminoacido e fungicida+aminoacido + inseticida) e no quarto grupos (fungicida aminoacido e fungicida + inseticida). Esses tratamentos tem em comum a ausencia de recobrimento devido as caracteristicas dos produtos utilizados, que nao foram polimeros. No caso, pode-se notar uma boa combinacao entre fungicida e aminoacido, os quais individualmente pertenceram ao grupo dos piores recobrimentos e em combinacao passaram para outro grupo de melhor cobertura. Como nao foi aplicado nenhum tratamento na testemunha, esta obteve nota zero.

A analise estatistica descritiva dos dados de recobrimento foi feita atraves da utilizacao de grafico de caixa (Figura 1). O maior valor de mediana e de limite da haste superior (nota nove) foi observado no tratamento fungicida + inseticida + polimero, enquanto o limite da haste inferior ficou proximo de sete. Em relacao a distribuicao dos dados somente neste tratamento, foi observada uma simetria, em que a linha da mediana se encontra no centro dos quartis e as linhas do limite da haste superior e inferior tem aproximadamente o mesmo comprimento. A obtencao desses resultados demonstra a capacidade do equipamento em realizar recobrimento das sementes desde que regulado de forma correta, tanto na vazao de sementes como na dosagem e vazao dos produtos.

[FIGURE 1 OMITTED]

O tratamento somente com o polimero obteve o segundo maior valor do limite da haste superior e mediana, seguido pelo tratamento fungicida + polimero. Os valores do limite da haste inferior foram semelhantes para os dois tratamentos. A distribuicao dos dados para os dois tratamentos foi assimetrica, porem, para o tratamento polimero, e assimetrica a direita, pois o valor da mediana esta mais proximo ao primeiro quartil. Ja o tratamento fungicida + polimero possui distribuicao assimetrica a esquerda, ou seja, a linha da mediana se encontra mais proxima do terceiro quartil.

Os tratamentos sem polimero que obtiveram os valores de mediana em torno de quatro e cinco foram aqueles com fungicida + aminoacidos + inseticida e fungicida + aminoacido. Os demais obtiveram valores de mediana inferiores a quatro. O tratamento com limite da haste superior maior e o fungicida + aminoacido + inseticida, os quais se aproximavam de cinco. Os menores valores do limite da haste inferior estao ao redor de dois e foram observados nos tratamentos com fungicida, aminoacido e fungicida + inseticida.

O recobrimento das sementes com o equipamento por aspersao, utilizando polimeros, e eficaz em relacao os tratamentos sem a utilizacao de polimero. Porem, e necessario realizar testes preliminares para adequar a dose do polimero para a perfeita regulagem do equipamento, buscando obter a maxima cobertura das sementes. Destaca-se tambem que a regulagem do equipamento pode mudar conforme o produto empregado e as caracteristicas fisicas das sementes utilizadas. Trabalhando com recobrimento de sementes de soja BAYS et al. (2007); PEREIRA et al. (2007) constataram resultado semelhante: a aplicacao de polimero assegurou melhor uniformidade aos tratamentos (aderencia, distribuicao e coloracao) e tambem nao prejudicou a qualidade e desempenho das sementes testadas.

Para detectar os efeitos do tratamento na maquina sobre a qualidade fisiologica das sementes, foram realizados os testes de emergencia a campo e indice de velocidade de emergencia (Tabela 2). Os resultados demonstram nao haver efeito negativo do tratamento de sementes com o equipamento, tanto para emergencia em campo, como para o indice de velocidade de emergencia, quando comparado com a testemunha. Tanto para a avaliacao logo apos o tratamento como nas avaliacoes seguintes, nao houve diferenca, o que indica que nao houve efeito significativo nem imediato nem latente do tratamento e/ou recobrimento das sementes de soja. Resultados semelhantes foram obtidos por DINIZ et al. (2006), que trabalharam com sementes de alface, e o revestimento com aminoacido nao afetou a emergencia e o indice de velocidade de emergencia. Avaliando o efeito do polimero em semente de soja, PEREIRA et al. (2009) tambem constataram que nao houve efeito da aplicacao do polimero na emergencia e indice de velocidade de emergencia (IVE).

Porem, pode-se observar que a emergencia em campo das sementes foi visivelmente afetada apos 60 dias de armazenamento, provavelmente em funcao das condicoes ambientais durante o armazenamento, ja que houve aumento do grau de umidade das sementes apos esse periodo (Tabela 1). O mesmo efeito foi observado no IVE apos 60 dias de armazenamento.

Dessa maneira, pode-se verificar que o aumento do grau de umidade nao e fator limitante para a utilizacao do equipamento em teste para recobrimento de sementes. O tratamento aumentou o grau de umidade; no entanto, o aumento nao chegou a 1% e este tambem ocorre nos tratamentos sem polimero, em que o equipamento e comumente utilizado.

Tambem nao foi detectado efeito dos tratamentos nos testes em campo, pois, do mesmo modo que nao ocorreu reducao pelo tratamento das sementes com o equipamento, tambem nao ocorreu incremento significativo pelos tratamentos realizados. Resultados semelhantes foram observados por PEREIRA et al. (2007), que verificaram desempenho semelhante das sementes de soja submetidas ou nao a peliculizacao ate o sexto mes de armazenamento. O tratamento somente com fungicida apresentou os valores mais altos de emergencia em campo nas tres epocas de avaliacao, e o tratamento com aminoacido apresentou o maior valor de indice de velocidade de emergencia, mas nao diferiram.

CONCLUSAO

O aumento no grau de umidade das sementes de soja tratadas e/ou recobertas com o equipamento de sistema de aspersao e inferior a 1%. A emergencia de plantulas, indice de velocidade de emergencia e a massa de 1.000 sementes nao foram afetadas pelo tratamento e/ou recobrimento testados. O uso de polimero melhora a eficiencia do recobrimento das sementes tratadas. Para que o recobrimento seja eficaz o equipamento deve ser regulado a cada mudanca de produto e/ou semente.

REFERENCIAS

BAUDET, L.; VILLELA, F.A. Armazenamento de sementes. In.: PESKE, S.T.et al. (Eds.). Sementes: fundamentos cientificos e tecnologicos. 2ed. Pelotas: UFPel, 2006. Cap.7, p.427-470.

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BRASIL. Ministerio da Agricultura, Pecuaria e Abastecimento. Regras para analise de sementes. Brasilia: Mapa/ACS, 2009. 399p.

BURRIS, J. Film coating recovery quality rating scale. Ames, IA: Seed Science Center, Iowa State University, s.d. 1p.

DINIZ, K. A. et al. Incorporacao de microrganismos, aminoacidos, micronutrientes e reguladores de crescimento em sementes de alface pela tecnica de peliculizacao. Revista Brasileira de Sementes, v.28, n.3, p.37-43, 2006.

GRAZMEC. Manual de operacao e catalogo de pecas spray system. 33p. Disponivel em: <www.grazmec.com.br>. On line. Acesso em: 05 nov.2007.

MEDEIROS, E.M. et al. Modificacoes na condicao fisica das sementes de cenoura em equipamento de recobrimento. Revista Brasileira de Sementes, v.26, n.2, p.70-75, 2004.

PEREIRA, C.E. et al. Desempenho de sementes de soja tratadas com fungicidas e peliculizadas durante o armazenamento. Ciencia e Agrotecnologia, v.31, n.3, p.656-665, 2007. Disponivel em: <http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S141370542007000300009&script=sci_ arttext&tlng=en>. Acesso em: 06 mar. 2010. doi: 10.1590/S1413-70542007000300009.

PEREIRA, C.E. et al. Tratamento fungicida de sementes de soja inoculadas com Colletotrichum truncatum. Ciencia Rural, v.39, n.9, p.2390-2395, 2009. Disponivel em: <http:// submission.scielo.br /index.php/cr/article/view/7394/1628>. Acesso em: 06 mar. 2010. doi: 10.1590/S0103 84782009005000215.

REUNIAO DE PESQUISA DE SOJA DA REGIAO SUL. Indicacoes tecnicas para a cultura da soja no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina 2006/2007. Pelotas, 2006. 237p.

TILLMANN, M.A.A.; MIRANDA D.M. de. Analise de xementes. In.: PESKE, S.T. et al. (Eds.). Sementes: fundamentos cientificos e tecnologicos. 2.ed. Pelotas: UFPel, 2006. Cap.3, p.159-257.

Marcos Paulo Ludwig (I) Orlando Antonio Lucca Filho (II) Leopoldo Baudet (II) Luiz Marcelo Costa Dutra (III) Suemar Alexandre Goncalves Avelar (IV) Renato Lopes Crize (IV) Sandro de Oliveira (IV)

(I) Instituto Federal de Educacao, Ciencia e Tecnologia do Rio Grande do Sul (IFRS), Campus Ibiruba, 98200-000, Ibiruba, RS, Brasil. E-mail: plmarcos1@yahoo.com.br. Autor para correspondencia.

(II) Departamento de Fitotecnia, Universidade Federal de Pelotas (UFPel), Pelotas, RS, Brasil.

(III) Departamento de Fitotecnia, Centro de Ciencias Rurais (CCR), Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), Santa Maria, RS, Brasil.

(IV) Faculdade de Agronomia Eliseu Maciel, UFPel, Pelotas, RS, Brasil.

Recebido para publicacao 07.03.10 Aprovado em 03.02.11 Devolvido pelo autor 16.02.11

CR-3248
Tabela 1--Grau de umidade (%), massa de 1000 sementes (g) e
eficacia do recobrimento de sementes de soja, pela escala de
0 a 10 de BURRIS (s.d.), sem tratamento (testemunha) e
tratadas e/ou recobertas com polimeros, em equipamento com
sistema de aspersao, em quatro avaliacoes (0, 60, 120 e 180
dias apos tratamento).

Tratamentos              Grau de umidade (%)

                         Epocas de avaliacao (dias)

                           0        60     120    180

Testemunha               13,7     10,9     12,5   11,6
Fungicida                13,8     11,7 *   12,2   11,5
Aminoacido               13,9     11,7 *   12,2   11,6
Polimero                 14,1 *   11,4     12,3   11,6
Fungicida + aminoacido   13,9     11,5     12,3   11,5
Fungicida + inseticida   14,2 *   11,4     12,3   11,7
Fungicida + polimero     14,2 *   11,6     12,2   11,7
Fungicida + inseticida   14,6 *   11,2     12,5   11,6
  + polimero
Fungicida + aminoacido   14,4 *   11,5     12,5   11,6
  + inseticida
Media                    14,1     11,4     12,3   11,6
CV                       0,85     2,24     1,66   1,71

Tratamentos              Massa      Eficacia do
                         de 1000    recobrimento
                         sementes
                         (g) (*)

Testemunha               125,39        0 e
Fungicida                125,86        2,5 d
Aminoacido               123,45        2,7 d
Polimero                 125,69        6,2 b
Fungicida + aminoacido   125,61        4,1 c
Fungicida + inseticida   125,73        3,1 d
Fungicida + polimero     125,75        5,8 b
Fungicida + inseticida   125,49        8 a
  + polimero
Fungicida + aminoacido   124,59        4,5 c
  + inseticida
Media                    125,3         4,1
CV                       1,01          13,28

(*) Diferenca significativa em relacao a testemunha
pelo teste bilateral de Dunnet a 5% de significancia.

(+) Tratamentos seguidos pela mesma letra pertencem ao mesmo
grupo pelo teste de Scott Knott a 5% de significancia.

Tabela 2--Emergencia em campo (%) e indice de velocidade de
emergencia de sementes de soja sem tratamento (testemunha) e
tratadas e/ou recobertas com polimeros, em equipamento com
sistema de aspersao, em tres epocas (Semeaduras em outubro,
dezembro de 2007 e fevereiro de 2008; 0, 60 e 120 dias apos
o tratamento, respectivamente).

Tratamentos                            Epocas de avaliacao (dias)

                                         0      60      120

Emergencia em campo (%)

Testemunha                              72      69      39
Fungicida                               78      72      54
Aminoacido                              68      68      45
Polimero                                73      65      41
Fungicida + aminoacido                  72      67      41
Fungicida + inseticida                  70      71      40
Fungicida + polimero                    73      70      41
Fungicida + inseticida + polimero       69      72      44
Fungicida + aminoacido + inseticida     73      68      42
Media                                   72      69      43
CV                                     12,68   6,06    12,00

Indice de velocidade de emergencia

Testemunha                             9,22    14,02   7,75
Fungicida                              8,57    12,74   6,41
Aminoacido                             9,44    14,38   9,41
Polimero                               8,65    13,12   7,44
Fungicida + aminoacido                 7,36    12,89   6,90
Fungicida + inseticida                 7,69    12,32   6,82
Fungicida + polimero                   8,86    14,21   6,84
Fungicida + inseticida + polimero      9,05    13,16   6,97
Fungicida + aminoacido + inseticida    9,10    13,91   7,77
Media                                  8,66    13,42   7,37
CV                                     12,64   6,44    19,08

(*) diferenca significativa em relacao a testemunha pelo
teste bilateral de Dunnet a 5% de significancia.
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Author:Ludwig, Marcos Paulo; Filho, Orlando Antonio Lucca; Baudet, Leopoldo; Dutra, Luiz Marcelo Costa; Ave
Publication:Ciencia Rural
Date:Apr 1, 2011
Words:3799
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