Printer Friendly

Clinical features of the positional nystagmus and the positioning nystagmus on vestibular diagnosis in elderly/Valor clinico dos nistagmos posicional e de posicionamento no diagnostico vestibular de idosos.

* INTRODUCAO

A populacao brasileira, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatistica (IBGE) [1] sofre transformacoes no seu padrao demografico. O formato triangular da piramide populacional, com uma base alargada, esta cedendo lugar a uma sociedade em processo acelerado de envelhecimento. Dados de 2010 mostraram que o percentual de criancas de 0 a 15 anos de idade correspondia cerca de 24,1% e o contingente de individuos com idade igual ou superior a 65 anos representava 7,4%. Sabe-se que a prevalencia da tontura pode atingir ate 85% na populacao com idade superior a 65 anos [2]. O envelhecimento causa inumeras alteracoes nos sistemas responsaveis pela manutencao do equilibrio corporeo, entre eles o vestibular [3]. A tontura e um dos sintomas mais comuns ocasionados por processos degenerativos das celulas ciliadas, otolitos, celulas ganglionares e de terminacoes nervosas do Sistema Vestibular Periferico e Central [4]. A senescencia e precursora de multiplas alteracoes relacionado ao equilibrio corporal, tais como, vertigem e outras tonturas, perda auditiva, zumbido, alteracoes do equilibrio corporal, disturbios da marcha e quedas ocasionais [5]. A tontura ate os 65 anos de idade e o segundo maior sintoma de prevalencia mundial. Em individuos com idade superior a 75 anos, a prevalencia e de 80% [6].

Dentre as vestibulopatias perifericas que podem acometer os idosos, a mais frequente e a vertigem posicional paroxistica benigna (VPPB) [7,8] que e caracterizada clinicamente por um quadro de episodios de vertigens rotatorias, intensas, com duracao de segundos e desencadeados por determinados movimentos cefalicos [9,10]. Dependendo de sua intensidade torna-se uma disfuncao incapacitante comprometendo as atividades cotidianas 11.

Para o diagnostico da VPPB e de outras alteracoes vestibulares a investigacao otoneurologica esta classicamente recomendada. Esta avaliacao deve envolver uma anamnese detalhada e um exame fisico otorrinolaringologico com enfase no sistema vestibular, uma avaliacao audiologica completa, associados aos exames de imagens, quando necessario. Cabe ressaltar que o diagnostico otoneurologico e multidisciplinar, sendo que a Otorrinolaringologia, Neurologia e Fonoaudiologia sao tres areas de conhecimento que colaboram neste processo [12]. A VPPB e uma vertigem de origem periferica e seu diagnostico e realizado por meio da historia clinica e do exame fisico, sendo confirmado pelo teste de Dix-Hallpike [13] e Manobra de Brandt-Daroff [14].

No Brasil, na decada de 1980, a avaliacao otoneurologica era iniciada pela investigacao do nistagmo de posicao ou posicional. O paciente sobre uma maca realiza movimentacoes determinadas da cabeca e do corpo, decubito dorsal, decubito lateral direito, decubito lateral esquerda, cabeca pendente, sentado, cabeca pendente com torsao cervical para direita e cabeca pendente com torsao para esquerda. O nistagmo pode estar presente em individuos fisiologicamente normais com os olhos fechados, mas com os olhos abertos e sugestivo de disturbio vestibular [15].

A partir da decada de 1990 foi introduzida na rotina de avaliacao a pesquisa do nistagmo de posicionamento, que pode ser realizada por meio de duas estrategias conhecida como Manobra de Dix-Halpike e Manobra de Brandt-Daroff, e sao definitivas para o diagnostico de VPPB.

Na pratica clinica, a pesquisa do nistagmo posicional nao identifica a VPPB, porem e relativamente sensivel para fechar o diagnostico de alteracoes no Sistema Vestibular Periferico [16].

Ha, portanto, a necessidade de uma investigacao comparativa sobre a utilizacao da pesquisa do nistagmo de posicao e de posicionamento na rotina otoneurologica, visto que o abandono da pesquisa do nistagmo e ou vertigem de posicao, em funcao da introducao da pesquisa do nistagmo de posicionamento, nao se justifica porque possuem propositos e caracteristicas distintas. Ressalta-se ainda, que os dois procedimentos permitem identicar alteracoes perifericas o que, sem duvida, contribui para a melhor propedeutica de portadores de transtornos do equilibrio. Entende-se que por conta dessas particularidades, possam ser compreendidos como suplementares.

Frente ao exposto, o objetivo desta pesquisa foi estabelecer a importancia da pesquisa do nistagmo posicional e do nistagmo de posicionamento na avaliacao vestibular de pacientes idosos.

* METODO

Essa pesquisa foi aprovada pelo Comite de Etica e Pesquisa da Instituicao de origem e aprovado sob o parecer de numero CAAE: 2891.0.000.107-10.

Este estudo foi retrospectivo, descritivo e comparativo.

Foram selecionados 70 prontuarios de pacientes submetidos a avaliacao vestibular em uma Clinica Fonoaudiologica privada do Municipio de Sao Paulo, compreendendo-se o periodo entre 2003 e 2007, todos com idade superior a 60 anos. A utilizacao do arquivo de pacientes foi autorizada pelo responsavel clinico do servico, e os prontuarios foram distribuidos em dois grupos:

Grupo A: 35 prontuarios, escolhidos aleatoriamente, com resultados da avaliacao do nistagmo posicional e com diagnostico vestibular realizados no periodo de janeiro de 2003 a dezembro de 2005.

Grupo B: 35 prontuarios, escolhidos aleatoriamente, com resultados da avaliacao do nistagmo de posicionamento e com diagnostico vestibular realizados no periodo de janeiro de 2006 a dezembro de 2007.

A rotina de avaliacao do equilibrio corporal da clinica em questao abrangia, no periodo de 2003 a 2005, as seguintes etapas: a) Pesquisa do nistagmo de posicao (NP) calibracao dos movimentos oculares, c) Pesquisa do nistagmo espontaneo de olhos abertos e fechados, d) Pesquisa do nistagmo direcional (ND), e) Rastreio Pendular, f) Pesquisa de nistagmo optocinetico (NO), g) Pesquisa de Nistagmo Per-Rotatorio e h) Provas caloricas bitermais e bilaterais. A partir de janeiro de 2006, a rotina substituiu a pesquisa do NP pela pesquisa do nistagmo de posicionamento (NPST) (Prova de Brandt--Daroff).

O diagnostico de alteracao vestibular foi definido pelo responsavel pelo servico e foram registradas na copia do protocolo de atendimento contida no prontuario. Para o grupo A, a efetivacao do diagnostico de disfuncao periferica, considerou-se os seguintes parametros: presenca de nistagmo ou vertigem de posicao, presenca de nistagmo espontaneo de olhos fechados e preponderancia direcional ou predominio labirintico na prova calorica. A disfuncao central baseou-se nas alteracoes a prova de pesquisa do nistagmo direcional e optocinetico alterados, conforme apontado em outros estudos [8,11,15].

No grupo B, foram consideradas a presenca de nistagmo espontaneo de olhos fechados e preponderancia direcional ou predominio labirintico na prova calorica, seguindo-se os parametros acima citados. Quando, tao e tao somente, o nistagmo de posicionamento esteve presente, o seu resultado foi registrado para a confirmacao diagnostica de VPPB, mas nao foi utilizado para compor a hipotese diagnostica de disfuncao periferica, uma vez que a descricao classica de VPPB, e a presenca de nistagmo posicional com o exame vestibular dentro dos padroes de normalidade.

Dentro de cada grupo, analisou-se, quando possivel, a distribuicao por quartis de faixa etaria e, ainda, por genero. Procurou-se, ainda, relacionar os resultados destes dois testes com o diagnostico vestibular.

Por questoes eticas, a tabulacao dos dados omitiu os nomes dos pacientes, adotando-se o periodo crescente de data de inclusao no arquivo de prontuarios.

A analise dos dados foi realizada por meio do software SPSS 20.0 e foram utilizadas a estatistica descritiva e testes parametricos para duas variaveis: A ANOVA--Analysis of Variance, Teste de Igualdade de Duas Proporcoes, e o Intervalo de Confianga para a Media.

Todos os dados significantes foram destacados com uso de asterisco (*) e os parametros de significancia respeitaram os limites do estudo estatistico de 0,05.

* RESULTADOS

Na Tabela 1 apresenta-se a comparacao por meio dos resultados do teste Anova da idade entre os dois grupos.

Verificou-se nao ocorreu diferenca estatisticamente significante para a variavel idade entre os dois grupos.

A seguir foram analisados e comparados os dois grupos em relacao ao genero conforme apresentado na Tabela 2.

Observou-se que embora o genero feminino tenha sido mais frequente nos dois grupos, nao houve diferenca significante na constituicao dos grupos para a variavel genero.

A seguir compararam-se os dois grupos em relacao as pesquisas de nistagmo posicional (Grupo A) e de posicionamento (Grupo B) (Tabela 3 e Figura 1).

Averiguou-se que existiram diferencas significantes entre os percentuais de respostas positivas para a pesquisa do tipo de nistagmo, sendo o Grupo B com uma frequencia de ocorrencia de 74,3% e o Grupo A com 34,3%.

Na Tabela 4 visualiza-se a comparacao entre os resultados da avaliacao vestibular e os resultados do Teste de Igualdade de Duas proporcoes e a frequencia.

Observou-se que existiu uma diferenca significante entre os resultados do diagnostico vestibular normal e de DVP entre os dois grupos. O Grupo A apresentou maior ocorrencia de diagnosticos de DVP que o Grupo B, por sua vez, os resultados normais foram mais frequentes no Grupo B em relacao ao Grupo A.

* DISCUSSAO

A distribuicao da idade nos dois grupos foi homogenea, resultado este que pode ser atribuido ao criterio de selecao da casuistica uma vez que foram incluidos para estudo os prontuarios de pacientes com idade superior a 60 anos de idade. Este criterio foi adotado uma vez que todos os tipos de tontura, desequilibrio progressivo a marcha, quedas e outros sintomas associados sao frequentes em idosos, na razao direta da idade [17,18].

No presente estudo nao foi encontrada uma diferenca estatisticamente significante entre os dois grupos em relacao ao genero, embora verificou-se maior frequencia quanto ao genero feminino, nos dois grupos, concordando com os achados da literatura [19-21]. Varios estudos, tambem, apontam que a tontura e mais prevalente nas mulheres em uma proporcao de 2:1 [6-22]. Dessa maneira, a presente pesquisa concorda com estudos [23,24] que verificaram que genero feminino apresenta maior declinio na funcionalidade do sistema muscular esqueletico comparativamente ao genero masculino e que o desequilibrio pode estar associado ao deficit de forga muscular.

Embora a ocorrencia do NP tenha sido encontrado em numero menor que o NPST, por meio deles foi possivel identificar uma parcela de sujeitos com queixa de tontura, populacao esta que nao e identificada por meio do NPST. Por sua vez, o NPST permite a identificacao de vertigens posicionais, conforme pode-se observar nos resultados dessa pesquisa, mostrando a necessidade da insercao na rotina clinica a pesquisa do nistagmo de posicionamento, uma vez que este teste permite diagnosticar a VPPB, que e uma das etiologias que mais acomete a populacao idosa [9, 13, 25-30].

Cabe ressaltar que para o tratamento da VPPB esta indicado o uso de manobras vestibulares para a reposicao das otoconias no labirinto do lado comprometido 31.

Na comparacao entre os grupos A e B em relacao ao diagnostico vestibular foram encontrados resultados significantes, visto que no grupo A dos 35 prontuarios, 25 foram diagnosticados com Disfuncao Vestibular Periferica. No grupo B, dos 35 prontuarios levantados 26 apresentaram exame vestibular normal. Esta diferenca pode ser explicada em funcao do preceito de que quando presente, o nistagmo posicional era considerado alteracao do sistema vestibular, de carater provavelmente periferico. Pesquisas mostram que o nistagmo posicional com duracao superior a um minuto, nao fatigavel, sem vertigem, sem nistagmo rotatorio ageotropico (batendo na direcao oposta ao solo) ou vertical conjugado puro (batendo para cima ou para baixo) e sugestivo de lesao central [23]. Assim, o exame seria considerado sugestivo de alteracao vestibular, e o local da lesao dependeria dos resultados das demais etapas do exame. Na pesquisa do nistagmo de posicionamento, mesmo que o resultado seja positivo objetivo nao e caracterizada uma disfuncao vestibular, se o restante do exame nao estiver alterado, mas sim outra condicao particular, no qual ocorreu um deslocamento de debris otoliticos da macula utricular, principalmente para o canal semicircular posterior, caracterizando a VPPB, que nao pode ser identificada por outros procedimentos, exceto as manobras de Brandt-Daroff ou Dix-Hallpike [26, 28,31-35].

Em ambos os grupos foram diagnosticadas alteracoes vestibulares. No grupo A, alteracoes vestibulares, tanto perifericas (71,4%), perifericas deficitarias (8,6%), centrais (5,7%) e apenas 14,3% sem alteracao. No grupo B verificaram-se 74,3% de exames normais, 2,9% Disfuncao Vestibular Periferica Deficitaria e em 22,9% Disfuncao Vestibular Periferica. Sendo que neste grupo, foram encontrados 74,3% sinais presentes para posicionamento, ou seja, um quadro de VPPB sozinho ou associado a outras alteracoes vestibulares.

A ocorrencia de alteracoes perifericas aqui apresentadas, concordam com estudos [5,33,34] que apontaram o comprometimento da habilidade do Sistema Nervoso Central para realizar o processamento dos sinais vestibulares, visuais e proprioceptivos responsaveis pela manutencao do equilibrio corporal, bem como a diminuicao da capacidade de modificacoes dos reflexos adaptativos decorrente do envelhecimento. A ocorrencia de resultados alterados, seja na pesquisa do nistagmo, assim como, no diagnostico vestibular, e corroborada pela literatura que sugere a frequencia de ate 85% da queixa de equilibrio na populacao com mais de 65 anos, manifestada por desequilibrio, desvio de marcha, instabilidade 536.

* CONCLUSAO

Concluiu-se que, em funcao de suas especificidades, a pesquisa do nistagmo de posicao auxiliou na identificacao de alteracoes vestibulares perifericas e a de posicionamento identificou a vertigem posicional, revelando que a introducao deste ultimo parametro de avaliacao foi positiva, porem nao substitui o a pesquisa do nistagmo de posicao.

* REFERENCIAS

[1.] Instituto Brasileiro de Geografia e Estatistica--IBGE: Revisao 2010. www.ibge.gov.br. Acesso em 17 de agosto de 2011.

[2.] Mantello EB, Moriguti JC, Rodrigues-Junior Al, Ferrioli E. Efeito da reabilitacao vestibular sobre a qualidade de vida de idosos labirintopatas. Braz. j. Otorhinolaryngol. 2008;74(2):172-80.

[3.] Hernandez SSS, Coelho FGM, Gobbi S, Stella F. Efeitos de um programa de atividade fisica nas funcoes cognitivas, equilibrio e risco de quedas em idosos com demencia de Alzheimer. Rev. bras. Fisioter. 2010;14(1):68-74.

[4.] Caovilla HH, Gananca MM, Munhoz MSL, Silva MLG, Gananca FF. Presbivertigem, presbiataxia, presbizumbido e presbiacusia. In: Silva, MLG, Munhoz MSL, Gananca MM, Caovilla HH. Quadros Clinicos otoneurologicos mais comuns, Sao Paulo, Atheneu, 2000, p. 153-8.

[5.] Ruwer SL, Rossi AG, Simon LF. Equilibrio no idoso. Rev Bras Otorrinolaringol. 2005;71(3):298-303.

[6.] Gananca FF, Gazzola JM, Gananca CF, Caovilla HH, Gananca MM, Cruz PLM. Quedas em idosos com vertigem posicional paroxistica benigna. Braz. j. Otorhinolaryngol. 2010;76(1):113-20.

[7.] Gananca MM, Caovilla HH, Munhoz MSL. Xeque-mate nas tonturas I--A VPPB em xeque. Acta AWHO [S.I.] 1997;16(3):129-37.

[8.] Teixeira JL, Machado PNJ. Manobras para o tratamento da vertigem posicional paroxistica benigna: revisao sistematica de literatura. Braz. j. Otorhinolaryngol. 2006;72(1):130-9.

[9.] Costa VSP, Marchiori LLM, Melo JJ, Rogerio FRPG, Amancio MK, Fontana AD et al. Avaliacao da manobra de reposicionamento de Epley em individuos com vertigem posicional paroxistica benigna. Rev. CEFAC. 2010;12(5):727-32.

[10.] Lopez-Escames JA, Molina M, Gamiz MJ. Anterior semicircular canal benign positional vertigo and position downbeating nystagmus. Am J Otolaryngol. 2006;27(3):173-8.

[11.] Burlamaqui JC, Campos CAH, Mesquita Neto O. Manobra de Epley para vertigem postural paroxistica benigna: revisao sistematica. Acta Otorrinolaringol. 2006;24(1):38-45.

[12.] Neto AATC. Manua l--diagnostico e tratamento em medicina ambulatorial e hospitalar. Secao 12, Complicacoes Otorrinolaringologicas, 2008.

[13.] Greters ME, Bittar RSM, Santos MA, Bottino MA, Passerotti GH. Vertigem posicional paroxistica nao benigna. Int. Arch. Otorhinolaryngol. 2007;11(1):60-4.

[14.] Gananca FF, Gananca CF, Caovilla HH, Gananca MM, Mangabeira Albernaz PL. Active head rotation in benign positional paroxysmal vertigo. Braz. j. Otorhinolaryngol. 2009;75(4):586-92.

[15.] Mor R, Fragoso M, Figueiredo JFR, Taguchi CK. Vestibulometria & Fonoaudiologia: como realizar e interpretar. Sao Paulo, Lovise, 2001.

[16.] Mor R, Fragoso M. Vestibulometria na pratica fonoaudiologica. Sao Paulo, Pulso, 2012.

[17.] Gazzola JM, Gananca FF, Perracini MR, Aratani MC, Dorigueto RS, Gomes CC. O envelhecimento e o sistema vestibular. Fisioter Mov. 2005;18(3):39-48.

[18.] Ramos LR, Rosa TE, Oliveira Z, Medina MCG, Santos FRG. Perfil do idoso em area metropolitana na regiao sudeste do Brasil: resultados de inquerito domiciliar. Rev. Saude Publica. 1993;27(2):87-94.

[19.] Simoceli L, Bittar RM, Bottino MA, Bento RF. Perfil diagnostico do idoso portador de desequilibrio corporal: resultados preliminares. Braz. j. Otorhinolaryngol. 2003;69(6):772-7.

[20.] Ebel SJ. Prevalencia de sintomas e sinais otoneurologicos em pacientes idosos com queixa de tonturas [Dissertacao]. Sao Paulo: Universidade Federal de Sao Paulo--Escola Paulista de Medicina; 1994.

[21.] Gushikem P. Avaliacao otoneurologica em idosos com tontura. [Dissertacao]. Sao Paulo: Universidade Federal de Sao Paulo, Departamento de Otorrinolaringologia e Disturbios da Comunicacao Humana; 2001.

[22.] Campos CAH. Principais quadros clinicos no adulto e nos idosos. In: Gananca, M.M. Vertigem tem cura? Sao Paulo, Lemos, 1998; p.49-7.

[23.] Banshali AS, Honrubia V. Current status of electronystagmography testing. Otolaryngol Head Neck Surg. 1999;120(3):419-26.

[24.] Myers AM, Powell L, Maki BE, Holliday PJ, Brawley LR, Sherk W. Psychological indicators of balance confidence: relationship to actual perceived abilities. J Gerontol. 1996;51:M37-M43.

[25.] Lachman ME, Howland J, Tennstedt S, Jette A, Assmann S, Peterson EW. Fear of falling and activity restriction: the survey of activities and fear of falling in the elderly (SAFE). J Gerontol. 1998;53(1):43-50.

[26.] Freitas MR, Weckx LLM. Como diagnosticar e tratar labirintopatias. RBM. Rev Bras Med. 1998;54:73-84.

[27.] Gananca FF. Da rotacao cefalica ativa na vertigem posicional paroxistica benigna. [Tese]. Sao Paulo: Universidade Federal de Sao Paulo, Curso de Medicina, Departamento de Otorrinolaringologia; 2001.

[28.] Gananca MM, Caovilla HH, Munhoz MSL, Silva MLG. Alteracoes da audicao e do equilibrio corporal no idoso. RBM Rev Bras Med. 1999;56(10):995-1011.

[29.] Pereira C, Scaff M. Vertigem de posicionamento paroxistica benigna. Arqui Neuropsiquiatr. 2001;59(2B):466-70.

[30.] Taguchi CK. Reabilitacao Vestibular. In: Ferreira LP, Beffi-Lopes DM, Limongi CSO. Tratado de fonoaudiologia, Sao Paulo, Rocca, 2003, p. 713-24

[31.] Munaro G, Silveira AF. Avaliacao vestibular na vertigem posicional paroxistica benigna tipica e atipica. Rev CEFAC. 2009;11(1):76-84.

[32.] Taguchi CK, Bohlsen YA. Reabilitacao Vestibular. In Bevilacqua MC, Martinez MAN, Balen AS, Pupo AC, Reis ACM, Frota S. Tratado de Audiologia Clinica. Sao Paulo, Santos, 2011.

[33.] Brandt T. Vestibular neuritis in vertigo: its multisensory syndromes. London; Spring-Verlag. 1991; p.27-40.

[34.] Kessler VML, Lurago VM, Resque JR, Borges LR, Gananca CF, Campos CAH. Vertigem posicional paroxistica benigna em pacientes submetidos a cirurgia otologica. Acta ORL. 2006;24(1):6-9.

[35.] Marchiori LLM, Melo JJ, Romagnoli CR, Oliveira TB. Manobra de epley na vertigem posicional paroxistica benigna: relato de serie de casos. Int Arch Otorrinolaringol. 2011;15(2):151-5.

[36.] Alfieri FC, Moraes MCL. Envelhecimento e o controle postural. Saude Coletiva. 2008; 4(19):30-3.

Recebido em: 11/07/2012

Aceito em: 19/03/2013

Endereco para correspondencia:

Carlos Kazuo Taguchi

Rua Joao Carvalho de Aracao, 855, casa 2

Aracaju--Sergipe

CEP: 49037-620

E-mail: carlostaguchi@hotmail.com

Carlos Kazuo Taguchi (1), Lucas Vieira Alves (2), Rafael Oliveira Gois (3), Priscila Feliciano Oliveira (4)

(1) Fonoaudiologo; Professor Adjunto II da Universidade Federal de Sergipe, Aracaju, SE, Brasil; Doutor em Ciencias dos Disturbios da Comunicacao Humana--Campo Fonoaudiologico pela Universidade Federal de Sao Paulo.

(2) Fonoaudiologo; Professor Substituto da Universidade Federal de Sergipe, Aracaju, SE, Brasil; Especializando em Audiologia Clinica pela Uniao Metropolitana--UNIME, BA.

(3) Fonoaudiologo; Especializando em Audiologia Clinica pela Uniao Metropolitana--UNIME, BA.

(4) Fonoaudiologa; Professor Assistente da Universidade Federal de Sergipe, Aracaju, SE, Brasil; Mestre em Fonoaudiologia pela PUC-SP/UNIME.

Conflito de interesses: inexistente
Tabela 1--Distribuicao das medidas resumos dos
Grupos A e B para a variavel idade com media,
mediana e desvio padrao

Idade                     Grupo A             Grupo B

Media                      67,31               69,31
Mediana                     66                  69
Desvio Padrao              6,14                6,54
Coeficiente de Variacao    9,1%                9,4%
Idade Minima                60                  60
Idade Maxima                80                  82
Total de Sujeitos           35                  35
Intervalo de Confianca     2,03                2,17
p-valor                              0,192

p-valor = 0,192 para o Teste A-Nova

Tabela 2--Analise e distribuicao da variavel genero
para os grupos A e B

Sexo        Grupo A      Grupo B      p-valor

            n      %     n      %

Feminino    24   68,6%   25   71,4%
Masculino   11   31,4%   10   28,6%    0,794

p-valor = 0,79 para o Teste de Igualdade de Duas Proporcoes

Tabela 3--Resultados e frequencia de presenga e ausencia
da pesquisa do nistagmo posicional e de posicionamento
para os Grupos A e B

Posicional/        Grupo A      Grupo B    p-valor
Posicionamento

                 n      %     n      %

Ausente          23   65,7%   9    25,7%
Presente         12   34,3%   26   74,3%   0,001 *

p-valor = 0,001 para o Teste de Igualdade de Duas Proporcoes

Tabela 4--Analise e frequencia dos resultados do
diagnostico vestibular para os Grupos A e B

Exame          Grupo A      Grupo B    p-valor
vestibular

             n      %     n      %

Normal       5    14,3%   26   74,3%   0,001 *
DVC          2    5,7%    0    0,0%     0,151
DVPD         3    8,6%    1    2,9%     0,303
DVP          25   71,4%   8    22,9%   0,001 *

p-valor = 0,001 para o Teste de Igualdade de Duas
Proporcoes

Legenda:

DVC = Disfuncao Vestibular Central

DVPD = Disfuncao Vestibular Periferica Deficitaria

DVP = Disfuncao Vestibular Periferica

Figura 1--Distribuicao percentual da comparacao entre os
dois grupos A e B na pesquisa dos nistagmos posicional
e de posicionamento

           Grupo A   Grupo B

Ausente    65,70%    25,70%
Presente   34,30%    74,30%

Note: Table made from bar graph.
COPYRIGHT 2013 CEFAC - Associacao Institucional em Saude e Educacao
No portion of this article can be reproduced without the express written permission from the copyright holder.
Copyright 2013 Gale, Cengage Learning. All rights reserved.

Article Details
Printer friendly Cite/link Email Feedback
Author:Taguchi, Carlos Kazuo; Alves, Lucas Vieira; Gois, Rafael Oliveira; Oliveira, Priscila Feliciano
Publication:Revista CEFAC: Atualizacao Cientifica em Fonoaudiologia e Educacao
Date:Jul 1, 2013
Words:3416
Previous Article:Correlation between audiometric profile, age and working time in bus drivers/Correlacao entre o perfil audiometrico, idade e o tempo de atividade em...
Next Article:Index to retest return in a newborn hearing screening program/Indice de retorno ao reteste em um programa de triagem auditiva neonatal.
Topics:

Terms of use | Privacy policy | Copyright © 2019 Farlex, Inc. | Feedback | For webmasters