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Chemical attributes and specific surface area in highland subtropical oxisol under different use and managements/Atributos quimicos e area superficial especifica em latossolo subtropical de altitude sob usos e manejos distintos.

INTRODUCAO

A regiao dos Campos de Cima da Serra (CCS), situada na porcao nordeste do Rio Grande do Sul, caracteriza-se por condicoes que determinam, originalmente, uma situacao rara no mundo, de cobertura vegetal herbacea entremeada por matas nativas de araucarias (OVERBECK et al., 2007). Historicamente, o uso da terra com pastagem nativa tem sido a principal atividade economica nessa regiao, associada a uma pratica antiga de manejo dessas pastagens, que e a queima no final do inverno, visando a eliminar as sobras de pasto envelhecidas e facilitar o rebrote da vegetacao (HERINGER & JACQUES, 2002a). Mais recentemente, uma alternativa ao regime de queima tem sido o melhoramento da pastagem nativa, atraves da aplicacao de calcario e fertilizantes, da utilizacao de rocada e da introducao de novas especies para suprir as deficiencias de forragem no inverno (HERINGER & JACQUES, 2002a, b).

A expansao de atividades agropecuarias tem modificado mais intensamente a formacao original na regiao dos CCS nas ultimas tres decadas (OVERBECK et al., 2007), com destaque para a conversao de areas originalmente de campos, usadas com pastagem, em lavouras de culturas anuais (ex. Zea mays, Glycine max, e Triticum aestivum) e em florestas com especies exoticas (principalmente Pinus spp.).

Nesta regiao, tais mudancas no uso do solo alteram quantitativa e qualitativamente a dinamica da materia organica do solo (DICK et al., 2008; MAFRA et al., 2008; WIESMEIER et al., 2009; DICK et al., 2011), com efeitos importantes nos atributos quimicos dos solos (HERINGER et al., 2002; RHEINHEIMER, et al., 2003; DICK et al., 2008; DICK et al., 2011), devido a baixa reserva nutricional nos solos altamente intemperizados dos CCS (STRECK et al., 2008).

Considerando a diversidade de classes de solo na regiao dos CCS e a demanda em compreender o comportamento desses solos frente a novos usos, este estudo teve como objetivo investigar os impactos de diferentes usos e manejos nos teores de carbono organico e nos atributos quimicos e fisico de um Latossolo na regiao dos CCS.

MATERIAL E METODOS

O estudo foi realizado no municipio de Andre da Rocha (28[degrees]38'S, 51[degrees]34'O), no Rio Grande do Sul. O clima e temperado umido (Cfb) com uma temperatura media anual de 17,6[degrees]C e uma precipitacao media anual entre 1600 e 1700mm. O solo e classificado como Latossolo Vermelho distroferrico (STRECK et al., 2008). A vegetacao natural representa uma transicao entre campo e mata, com dominancia de gramineas cespitosas.

O solo foi avaliado sob os seguintes usos e manejo, respectivamente: campo nativo pastejado sem queima e sem rocada ha 43 anos (CN); mata nativa (MN); lavoura ha 40 anos, sob sistema de preparo convencional--SPC, com sucessao anual soja/aveia/ azevem/milho, e calagem a cada quatro anos (LA); florestamento com Pinus elliottis, estabelecido ha 18 anos sobre campo nativo manejado com queima pos inverno (FP); e campo nativo pastejado e manejado com queima cada ano apos o inverno ha mais de 100 anos (CNq). O uso CN foi utilizado como referencial para avaliacao das alteracoes dos atributos quimicos e fisico do solo, provocadas pelos demais usos (MN; LA; FP) e manejo (CNq) do solo. A area de cada tratamento foi de 50x50m, totalizando 12.500m2. O delineamento experimental utilizado foi o inteiramente casualizado, com tres repeticoes. Em cada tratamento, foram abertas tres trincheiras e coletadas amostras de solo nas camadas de 0,00-0,025, 0,025-0,05, 0,05-0,10, 0,10-0,20, 0,20-0,30m. As amostras foram destorroadas, secas ao ar, moidas e peneiradas em malha de 2mm para obtencao da fracao TFSA. Em amostra da TFSA sem purificacao, a fracao argila total do solo foi obtida por sedimentacao, segundo a Lei de Stokes, apos a dispersao total das particulas por ultrassom.

As analises quimicas foram realizadas na fracao TFSA, segundo TEDESCO et al. (1995), para os seguintes componentes: pH em [H.sub.2]O, Ca, Mg, K, Na, Al, H+Al e P. Foram calculadas a soma de bases (S), a capacidade de troca de cations ([CTC.sub.pH7]), a saturacao por bases (V) e a saturacao por Al (m). A determinacao do C organico total (COT) foi realizada por combustao seca em analisador de carbono SHIMADZU TOC-V

Para a avaliacao da adsorcao de P, utilizaramse 3g de amostra de TFSA da camada 0,00-0,05m, que foi equilibrada com 30mL de KCl 0,02mol [L.sup.-1] contendo doses de 30, 60, 120, 240, 480, 960, 1.920mg [dm.sup.-3] de P As suspensoes foram agitadas por 5 horas e deixadas em repouso por 20 horas. O teor de P no sobrenadante foi determinado de acordo com o metodo MURPHY & HILEY (1962). O P adsorvido foi estimado pela diferenca entre o P adicionado e o P do sobrenadante. A capacidade maxima de adsorcao de fosforo (CMAP) foi estimada atraves da equacao de Langmuir ajustada [[P.sub.adsorvido] = K[P.sub.max][P.sub.solucao]/(1 + K[P.sub.solucao]], em que [P.sub.adsorvido] e o P adsorvido na amostra, [P.sub.solucao] e a concentracao na solucao, K e a constante referente a energia de sorcao, [P.sub.max] e a capacidade maxima de adsorcao P.

A area superficial especifica (ASE) da TFSA da camada 0,00-0,05m foi estimada por adsorcao de agua em atmosfera de 20% de umidade (QUIRK, 1955). A mineralogia foi analisada por dfratometria de raios X (DRX) (Difratometro Siemens D5000, radiacao de CuKa e filtro de Ni, voltagem de 40kV e corrente de 25mA) em amostra da camada 0,00-0,20m do solo sob CN. As analises foram efetuadas em laminas nao orientadas da fracao argila desferrificada com ditionitocitrato-bicarbonato de sodio (MEHRA & JACKSON, 1960), no intervalo de 2 a 72[degrees]2[theta] ; e da fracao oxidos de ferro concentrada apos tratamento da fracao argila total com NaOH 5mol [L.sup.-1] fervente (KAMPF & SCHWERTMANN, 1982), no intervalo de 15 a 50[degrees]2[theta].

Analises de correlacao entre os parametros avaliados e a comparacao de medias pelo teste de Tukey em nivel de 5% de probabilidade foram realizadas com o auxilio do programa estatistico SAS for Windows 9.0.

RESULTADOS E DISCUSSAO

Mineralogia do solo

A composicao mineralogica da fracao argila apresentou, com base na intensidade das reflexoes nos DRX (difratogramas nao mostrados), uma dominancia de caulinita associada a quartzo e cristobalita. Na fracao oxidos de ferro concentrada, foram identificados os oxidos de ferro goethita e hematita, com pequena predominancia do primeiro (Hm/(Hm+Gt)=0,40).

Carbono organico total

O CN foi considerado o ambiente de referencia, pois a expansao das florestas sobre os campos e um processo relativamente recente (1.100 anos) (OVERBECK et al., 2007). No CN, o COT foi alto em superficie e decresceu com a profundidade (Tabela 1). Os teores atuais de C no CN sao resultado do aporte de residuos vegetais associado a uma lenta taxa de degradacao, determinada pelo clima nos CCS (OVERBECK et al., 2007). Em comparacao ao CN, os teores de COT na MN foram maiores na camada 0,00-0,05m, possivelmente pela associacao de plantas rasteiras e arboreas, a qual determina um maior aporte de residuos vegetais.

No CNq, o manejo do solo por meio da queima da vegetacao nao afetou os teores de COT (Tabela 1). OVERBECK et al. (2007) indicaram que a queima superficial do CN teve impacto somente sobre a qualidade das forragens, verificado a medio e longo prazo, pela infestacao de especies invasoras, por perdas do valor nutritivo (HERINGER & JACQUES, 2002b) e pela baixa diversidade de especies vegetais (PILLAR & QUADROS, 1997). Exceto na camada mais superficial (0,00-0,025m), a LA e o FP diminuiram os teores de COT em relacao ao ambiente CN (Tabela 1). Na LA, a reducao de COT se deve a condicao do solo mais oxidativa, causada pelo revolvimento anual da camada superficial do solo no SPC. No FP, outros estudos tambem tem constatado deplecoes de COT (WIESMEIER et al., 2009; DICK et al., 2011), as quais foram relacionadas a baixa taxa de decomposicao das aciculas do pinus, decorrentes do alto teor de lignina e de compostos fenolicos de sua estrutura (CARVALHO et al., 2008; WIESMEIER et al., 2009).

Atributos quimicos

No CN, o pH variou entre 4,6 e 4,8 e a capacidade de troca de cations foi alta, variando de 18 a 22[cmol.sub.c] [dm.sup.-3] (Tabelas 2 e 3). A dessaturacao do solo se expressou na baixa soma de bases (0,8 [less than or equal to] S [less than or equal to] 6,3cmolc [dm.sup.-3]) e saturacao por bases (3 < V < 34%), as quais, entretanto, aumentaram em superficie devido a biociclagem. O Al trocavel foi alto (l,9 [less than or equal to] Al [less than or equal to] 5,5cmolc [dm.sup.-3]), bem como a saturacao por Al (23<m<88%). O P disponivel variou de medio (4,1-6,0mg [dm.sup.-3]) em superficie a baixo (2,1-4,0mg [dm.sup.-3]) com o aumento da profundidade, reforcando o efeito da biociclagem. Estudos em solos sob CN nessa regiao descrevem resultados semelhantes (HERINGER et al., 2002; DICK et al., 2008) que expressam a avancada intemperizacao desses solos, condizente com a composicao mineralogica, caulinitica e oxidica.

Na MN, os niveis de fertilidade foram melhores e a CTC do solo maior que no CN, principalmente em superficie (Tabelas 2 e 3). O Al trocavel e a saturacao por Al foram menores em comparacao ao CN na camada 0,00-0,05m. Tambem nas camadas superficiais, foram maiores os teores de Ca, Mg e, consequentemente, da soma de bases e da saturacao por bases, sugerindo uma biociclagem mais intensa sob MN, reforcada pela tendencia de aumento do P disponivel, nao confirmada estatisticamente devido aos altos coeficientes de variacao para este e outros atributos avaliados. Os menores teores de K em superficie, comparativamente ao CN, confirmam estudo realizado por Mafra et al. (2008), que indicou reducao desse elemento em solo sob vegetacao arborea.

A queima dos residuos vegetais anualmente por mais de 100 anos no CNq favoreceu o aumentou do pH e da concentracao de cations basicos na camada 0,00-0,10m, conforme indicaram os teores de Mg e a saturacao por bases (Tabelas 2 e 3). O Al trocavel e a saturacao por Al foram reduzidos, contrastando com estudos anteriores que indicam alteracoes negativas na fertilidade de solos sob regime de queima anual da pastagem (HERINGER et al., 2002; DICK et al., 2008). Neste estudo, a amostragem no CNq foi realizada somente sete dias apos a queima e, nesse curto prazo, o efeito da formacao de cinzas com altas concentracoes de cations basicos e P pode ter intensificado a velocidade de mineralizacao desses elementos (RHEINHEIMER, et al., 2003). Entretanto, os beneficios do manejo dos campos com o uso da queima, verificados no CNq, tem se mostrado efemeros e mais restritos a camada 0-0,05m, com retorno as condicoes originais ou inferiores, a partir de 90 dias apos a queima (RHEINHEIMER, et al., 2003; DICK, et al., 2008).

O FP alterou negativamente os atributos quimicos do solo em comparacao ao CN (Tabelas 2 e 3). O pH indicou tendencia de acidificacao, sendo, em media, 0,2 unidades inferior ao do CN, similar ao verificado em FP com idades entre 8 e 30 anos (DICK et al., 2011; MAFRA et al., 2008). A acidificacao e a reducao de bases em FP nos CCS decorrem da intensa lixiviacao, da absorcao de cations pelo pinus e da liberacao de acidos organicos pela decomposicao das aciculas (MAFRA et al., 2008). De maneira inversa, o FP aumentou o Al trocavel e a saturacao por Al nas camadas mais superficiais do solo. Ao contrario dos demais atributos quimicos, os teores de P disponiveis foram similares nos solos sob CN e FP, concordando com a baixa extracao desse elemento do solo, conforme a escala total de retiradas de elementos pela cultura do pinus (LA TORRACA, 1984).

Na LA, as alteracoes nos atributos quimicos do solo se devem a correcao da acidez com calcario e a fertilizacao do solo nos cultivos de verao (milho/soja) e inverno (aveia e/ou azevem) (Tabelas 2 e 3). O pH aumentou para niveis superiores a 5,3, bem como os teores de Ca e Mg, a soma de bases (>10[cmol.sub.c] [dm.sup.-3]) e a saturacao por bases (>70%). O P disponivel foi o mais elevado entre os usos e manejos avaliados, principalmente na camada 0,00-0,10m. Os teores de Al trocavel (<0,5[cmol.sub.c] [dm.sup.-3]) e de saturacao por Al (<8%) diminuiram expressivamente em relacao ao solo sob CN. A reducao de K no LA ocorreu, possivelmente, pela elevada demanda desse elemento pela cultura do milho, bem como por sua exportacao na silagem.

Com base nas correlacoes entre os atributos analisados nas cinco camadas do solo e nos diferentes usos e manejos avaliados, verificou-se que a maioria dos atributos quimicos do solo foram condicionados, principalmente, por variacoes nos teores de COT e no pH do solo (Tabela 4). Isso evidencia a importancia da materia organica no comportamento quimico dos solos nos CCS, bem como do entendimento de sua dinamica em resposta as mudancas das condicoes originais deles.

Area superficial especifica (ASE) e capacidade maxima de adsorcao de fosforo (CMAP)

A ASE do solo na camada de 0,00-0,05m decresceu na sequencia MN>CNq>LA~FP>CN, com valores, respectivamente, de 69,1; 59,1; 55,2; 54,9; e 52,9[m.sup.2] [g.sup.-1]. A ASE apresentou relacao positiva com o COT no solo sob os distintos usos e manejos (ASE=0,247*COT+46,7; r=0,858; P < 0,0001). Essa relacao contraria aquelas verificadas em estudos em que a ASE foi estimada por adsorcao de [N.sub.2] (AFIF et al., 1995; ALMEIDA et al., 2003), possivelmente, devido a um efeito restritivo da MOS ao contato [N.sub.2]-superficie mineral durante o processo de adsorcao. No metodo de adsorcao de agua, utilizado no presente estudo, alem de nao restringir o contato molecula de [H.sub.2]O-superficie mineral, a MOS tambem participa como adsorvente de agua.

A CMAP do solo decresceu na sequencia FP>CNq>CN~LA~MN, com valores, respectivamente, de 3.500, 3.014, 2.459, 2.441 e 2.361mg [kg.sup.-1]. A magnitude de adsorcao de P (CMAP > 2.300mg [kg.sup.-1]) decorreu da mineralogia caulinitica e oxidica, caracteristica de solos em avancado estagio de intemperizacao (FONTES & WEED, 1996; ALMEIDA et al., 2003). Nesse sentido, parece ser contraditoria a diminuicao da CMAP com o aumento da ASE do solo sob os diferentes usos e manejos avaliados (CMAP = -64,887*ASE+6625; r = 0,569; P = 0,0270). Entretanto, da mesma forma que pode ter superestimado os valores de ASE do solo, o aumento de COT determinou uma diminuicao na CMAP (CMAP = -22,447*COT + 3891; r = 0,683; P = 0,0051). Esse comportamento pode ser atribuido tanto ao bloqueio das superficies minerais, como discutido anteriormente para o [N.sub.2] na estimativa da ASE, como pela ocupacao dos sitios de adsorcao pelos grupos funcionais da MOS (FONTES et al., 1992; RHEINHEIMER et al., 2003).

CONCLUSAO

Com relacao ao campo nativo, a mata nativa apresentou teores de C organico total maiores na camada 0-0,05m do solo, enquanto os usos florestamento de Pinus e a lavoura reduziram os teores de C organico total. No manejo do campo com queima da pastagem, os niveis de C organico no solo foram equivalentes aos do campo nativo. O solo sob campo nativo apresenta baixos niveis de fertilidade, os quais se alteram positivamente sob mata nativa, devido a biociclagem; e pelo manejo recente (sete dias) do campo com a queima da pastagem, atraves da formacao de cinzas contendo cations basicos e fosforo. A fertilidade do solo foi reduzida sob o uso florestamento de pinus, com aumentos nos teores de aluminio trocavel e de saturacao por aluminio. Os atributos quimicos do solo sob os diferentes usos e manejo do solo avaliados sao condicionados pelo conteudo de materia organica do solo. Os teores de C organico total relacionam-se positivamente com a area superficial especifica e negativamente com a capacidade maxima de adsorcao de fosforo do solo.

Recebido para publicacao 17.12.11

Aprovado em 13.08.12

Devolvido pelo autor 31.08.12 CR-6504

AGRADECIMENTOS

Ao Conselho Nacional de Desenvolvimento Cientifico e Tecnologico (CNPq) pela bolsa de mestrado do primeiro autor (Edital MCT/CNPq no 70/2008--processo 578100/ 2008-8), pelas bolsas de produtividade em pesquisa de INDA, A.V. e DICK, D.P., e pelo suporte financeiro (Edital Universal2009: proc. 470718/2009-9). Ao professor PhD. Aino Victor Avila Jacques, por ceder sua propriedade para a realizacao do estudo e pelas informacoes sobre o historico das areas.

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Cristiano Albino Tomasi (I) Alberto Vasconcellos Inda (I) * Deborah Pinheiro Dick (II) Carlos Alberto Bissani (I) Jesse Rodrigo Fink (I)

(I) Departamento de Solos, Faculdade de Agronomia, Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), 91540-000, Porto Alegre, RS, Brasil. E-mail: alberto.inda@ufrgs.br. * Autor para correspondencia.

(II) Departamento de Fisico-Quimica, Instituto de Quimica, UFRGS, Porto Alegre, RS, Brasil.
Tabela 1--Carbono organico total (COT) em diferentes camadas de um
Latossolo sob campo nativo (CN), campo nativo queimado (CNq),
lavoura (LA), florestamento de pinus (FP) e mata nativa (MN).

              Ambiente                Profundidade, m

                         0,00-0,025   0,025-0,05   0,05-0,10

COT, g          CN         56,4 b       40,7 b       31,7 a
[kg.sup.-1]     CNq        55,5 b       40,5 b       33,3 a
                LA         28,7 b       24,6 c       22,4 b
                FP         31,9 b       22,2 c       21,3 b
                MN         106,4 a      58,1 a       35,2 a
                CV%        22,7         10,0         6,3

              Ambiente   Profundidade, m

                         0,10-0,20   0,20-0,30

COT, g          CN         28,1 a      25,3 a
[kg.sup.-1]     CNq        27,3 a      22,4 ab

                LA         20,4 b      18,1 b
                FP         21,5 b      18,9 b
                MN         26,6 a      20,8 ab
                CV%        7,0         8,7

Medias seguidas da mesma letra em cada coluna nao diferem pelo teste
Tukey (P < 0,05).

Tabela 2--Valores de pH em agua e teores de elementos quimicos em
diferentes camadas de um Latossolo sob campo nativo (CN), campo
nativo queimado (CNq), lavoura (LA), florestamento de pinus (FP) e
mata nativa (MN).

Atributo quimico    Ambiente                Profundidade (m)

                               0,00-0,025   0,025-0,05   0,05-0,10

pH em [H.sub.2]O      CN         4,8 bc       4,7 c        4,7 c
                      CNq        5,8 a        5,3 b        5,1 b
                      LA         5,6 a        5,6 a        5,8 a
                      FP         4,5 c        4,6 c        4,5 c
                      MN         5,1 b        4,8 c        4,7 c
                      CV%        3,5          1,9          2,8

K, [cmol.sub.c].      CN         0,94 a       0,79 ab      0,63 a
[dm.sup.-3]           CNq        1,02 a       1,02 a       0,72 a
                      LA         0,32 c       0,17 c       0,10 b
                      FP         0,09 d       0,07 c       0,07 b
                      MN         0,71 b       0,58 b       0,40 ab
                      CV%        13,1         26,8         34,9

Ca, [cmol.sub.c].     CN         3,0 b        2,4 ab       1,3 a
[dm.sup.-3]           CNq        6,6 b        3,6 ab       2,4 a
                      LA         7,0 b        6,9 ab       7,7 a
                      FP         1,4 b        0,7 b        0,5 a
                      MN         17,9 a       11,0 a       5,3 a
                      CV%        44,5         68,4         77,9

Mg, [cmol.sub.c].     CN         2,3 bc       2,0 b        1,0 b
[dm.sup.-3]           CNq        4,6 a        2,7 ab       1,7 b
                      LA         4,1 ab       3,7 a        3,9 a
                      FP         0,8 c        0,5 c        0,4 b
                      MN         4,9 a        3,5 a        2,0 b
                      CV%        20,5         19,2         32,7

S, [cmol.sub.c].      CN         6,3 bc       5,2 ab       3,0 b
[dm.sup.-3]           CNq        12,3 b       7,5 ab       4,9 ab
                      LA         11,5 bc      10,9 ab      11,7 a
                      FP         2,47 d       1,3 b        1,1 b
                      MN         23,5 a       15,1 a       7,7 ab
                      CV%        30,9         46,1         55,1

Al, [cmol.sub.c].     CN         1,9 b        3,1 b        4,1 ab
[dm.sup.-3]           CNq        0,1 c        1,0 c        1,6 bc
                      LA         0,0 c        0,3 c        0,0 c
                      FP         5,3 a        5,2 a        5,5 a
                      MN         0,2 c        1,0 c        2,5 bc
                      CV%        24,3         29,9         38,4

P, mg [dm.sup.-3]     CN         5,6 b        4,0 b        3,7 a
                      CNq        6,7 b        3,4 b        2,9 a
                      LA         18,0 a       15,5 a       10,4 a
                      FP         3,7 b        3,0 b        3,0 a
                      MN         10,5 b       7,1 b        5,4 a
                      CV%        29,4         42,6         56,2

Atributo quimico    Ambiente   Profundidade (m)

                               0,10-0,20   0,20-0,30

pH em [H.sub.2]O      CN         4,7 bc      4,6 bc
                      CNq        5,0 b       5,0 b
                      LA         5,8 a       5,6 a
                      FP         4,5 c       4,6 bc
                      MN         4,6 c       4,5 c
                      CV%        2,6         2,3

K, [cmol.sub.c].      CN         0,49 a      0,31 a
[dm.sup.-3]           CNq        0,42 a      0,23 a
                      LA         0,07 b      0,05 a
                      FP         0,06 b      0,04 a
                      MN         0,29 ab     0,27 a
                      CV%        44,8        56,8

Ca, [cmol.sub.c].     CN         1,1 b       0,7 b
[dm.sup.-3]           CNq        1,7 b       1,2 b
                      LA         7,6 a       4,6 a
                      FP         0,5 b       0,3 b
                      MN         1,3 b       0,5 b
                      CV%        24,3        46,8

Mg, [cmol.sub.c].     CN         0,8 bc      0,4 b
[dm.sup.-3]           CNq        1,1 b       0,7 b
                      LA         3,7 a       2,8 a
                      FP         0,3 c       0,2 b
                      MN         1,1 b       0,6 b
                      CV%        19,8        40,4

S, [cmol.sub.c].      CN         2,4 bc      1,5 b
[dm.sup.-3]           CNq        3,3 b       2,3 b
                      LA         11,4 a      7,5 a
                      FP         0,9 c       0,6 b
                      MN         2,7 bc      1,4 b
                      CV%        19,8        41,0

Al, [cmol.sub.c].     CN         4,7 a       5,2 a
[dm.sup.-3]           CNq        2,3 b       2,5 b
                      LA         0,0 c       0,5 c
                      FP         5,7 a       5,0 a
                      MN         5,2 a       5,7 a
                      CV%        15,5        9,8

P, mg [dm.sup.-3]     CN         2,9 a       2,2 ab
                      CNq        2,5 a       2,2 ab
                      LA         3,7 a       2,5 a
                      FP         2,3 a       2,0 b
                      MN         3,1 a       2,6 a
                      CV%        19,8        8,9

K: potassio; Ca: calcio; Mg: magnesio; S: soma de bases; Al:
aluminio; P: fosforo; CV: Coeficiente de Variacao (%). Medias
seguidas da mesma letra em cada coluna nao diferem pelo teste Tukey
(P < 0,05).

Tabela 3--Capacidade de troca de cations (CTC), saturacao por bases
(V) e saturacao por aluminio (m) em diferentes camadas de um
Latossolo sob campo nativo (CN), campo nativo queimado (CNq),
lavoura (LA), florestamento de pinus (FP) e mata nativa (MN).

Atributo quimico     Ambiente                Profundidade (m)

                                0,00-0,025   0,025-0,05   0,05-0,10

CTC, [cmol.sub.c].     CN         18,6 c       20,8 ab      20,2 ab
[dm.sup.-3]            CNq        18,4 c       14,8 c       13,4 c
                       LA         16,8 c       16,5 bc      15,8 bc
                       FP         25,1 b       23,9 a       23,7 a
                       MN         30,4 a       24,0 a       19,7 ab
                       CV%        8,4          8,1          10,3

V, %                   CN         34,0 b       25,5 bc      16,1 b
                       CNq        66,7 a       50,3 ab      37,2 ab
                       LA         68,4 a       66,1 a       73,8 a
                       FP         9,5 b        5,5 c        4,5 b
                       MN         76,4 a       61,4 ab      40,6 ab
                       CV%        18,4         32,3         51,3

m, %                   CN         23,4 b       37,8 b       58,8 ab
                       CNq        1,1 c        11,9 c       25,3 bc
                       LA         0,6 c        3,3 c        0,0 c
                       FP         69,2 a       79,8 a       84,1 a
                       MN         1,5 c        8,4 c        33,0 bc
                       CV%        15,7         24,7         38,4

Atributo quimico     Ambiente   Profundidade (m)

                                0,10-0,20   0,20-0,30

CTC, [cmol.sub.c].     CN         21,3 ab     21,7 a
[dm.sup.-3]            CNq        12,6 b      12,8 b
                       LA         15,2 ab     11,5 b
                       FP         22,9 a      21,6 a
                       MN         24,5 a      23,5 a
                       CV%        19,0        13,7

V, %                   CN         11,9 c      6,8 bc
                       CNq        25,9 b      17,8 b
                       LA         75,1 a      64,0 a
                       FP         4,1 c       3,0 c
                       MN         12,3 c      6,1 bc
                       CV%        17,6        27,4

m, %                   CN         66,0 a      77,9 a
                       CNq        41,8 b      54,0 b
                       LA         0,0 c       7,1 c
                       FP         86,0 a      88,6 a
                       MN         66,1 a      80,3 a
                       CV%        14,5        13,6

CV: Coeficiente de Variacao (%). Medias seguidas da mesma letra em
cada coluna nao diferem pelo teste Tukey (P < 0,05).

Tabela 4--Valores de "r" e "P" das analises de correlacoes lineares
do COT e pH em [H.sub.2]O com os atributos quimicos soma de bases
(S), saturacao por bases (V), saturacao por aluminio (m), calcio
(Ca), capacidade de troca de cations ([CTC.sub.pH7]), magnesio (Mg),
aluminio trocavel (Al), potassio (K) e fosforo (P).

            pH       Ca        Mg         K         S        Al

COT   r   0,0561   0,6827    0,6025    0,6180    0,7081    -0,3854
      P   0,6055   <0,0001   <0,0001   <0,0001   <0,0001   0,0002
pH    r   1,0000   0,4635    0,7191    0,0333    0,5412    -0,8319
      P            <0,0001   <0,0001   0,7593    <0,0001   <0,0001

          [CTC.sub.pH7]      V         m         P

COT   r      0,4241       0,4598    -0,4764   0,3617
      P      <0,0001      <0,0001   <0,0001   0,0006
pH    r      -0,5735      0,7644    -0,7481   0,4623
      P      <0,0001      <0,0001   <0,0001   <0,0001
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Author:Tomasi, Cristiano Albino; Inda, Alberto Vasconcellos; Dick, Deborah Pinheiro; Bissani, Carlos Albert
Publication:Ciencia Rural
Date:Dec 1, 2012
Words:5477
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