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Carcass quality and yield of pork cuts with the use of ractopamine/Qualidade da carcaca e rendimento de cortes suinos com o uso de ractopamina.

INTRODUCAO

Estudos e investimentos em suinocultura posicionaram o Brasil em quarto lugar no ranking de producao e exportacao mundial de carne suina (ABIPECS, 2012; FAO, 2013). O manejo preabate e o aprimoramento gerencial dos produtores contribuiram para aumentar a oferta interna e colocar o Pais em destaque no cenario mundial (MAPA, 2012). Os principais cortes comercializados no mercado externo sao pernil, paleta, lombo, sobrepaleta e miudos suinos e os principais destinos da carne suina brasileira em 2012 foram Ucrania (23,85%), Russia (21,85%) e Hong Kong (21,45%), representando, juntos, 67,15% do total exportado.

O mercado consumidor de alimentos, a nivel mundial, esta cada vez mais preocupado com os aspectos relacionados a saude, sendo que a carne gorda aparece, em muitos casos, como sinonimo de baixa qualidade. Especialistas brasileiros investiram na evolucao genetica de suinos por 20 anos, o que reduziu em 31% a gordura da carne, 10% do colesterol e 14% de calorias, tornando a carne suina brasileira mais magra e nutritiva, alem de saborosa (MAPA, 2012). Outra maneira de reduzir o conteudo de gordura e promover o incremento de carne na carcaca e a utilizacao de aditivos alimentares na dieta nutricional dos animais. A ractopamina foi aprovada para uso no Brasil em 1996 e desde entao seu efeito vem sendo amplamente estudado e seu uso disseminado para melhorar a qualidade da carne suina, especificamente a reducao do conteudo lipidico da carcaca (SANCHES, 2009).

Estudos apontam que animais tratados com ractopamina apresentam melhora em torno de 12% na conversao alimentar, o que proporciona tambem aumento no ganho de peso diario, bem como aumento no peso final (MARINHO et al., 2007; SANCHES, 2009).

Ucrania, Hong Kong e outros 25 paises como Uruguai, Argentina, Cingapura, Chile, Japao, Estados Unidos, Albania, Venezuela, Angola, entre outros, permitem o uso de ractopamina na dieta animal, o que esta sendo praticado no Brasil, porem a Russia, Bloco Europeu e a China sao extremamente exigentes quanto a garantia de ausencia do uso de aditivos repartidores de energia na dieta animal (ABCS, 2013).

Nesse sentido, este trabalho teve por objetivo estudar a influencia do uso de Ractopamina na dieta animal sobre a qualidade da carne da carcaca suina e sobre o rendimento dos cortes.

MATERIAL E METODOS

Os experimentos foram conduzidos em um frigorifico abatedouro de suinos, situado em Santa Catarina, sendo utilizados suinos machos castrados, mesticos das racas Large White, Landrace e Agroceres PIC 337, tratados com diferentes tipos de racao na fase de terminacao, sendo chamado de tratamento 1 para os suinos que receberam Ractopamina na dieta, onde a composicao da racao era de 96,04% de proteina, 1,40% de gordura, 2,20% de aditivo, 7,5ppm de ractopamina e 0,36% de sal e tratamento 2 para os suinos que nao receberam Ractopamina, no qual a composicao da racao era de 97,54% de proteina, 0,60% de gordura, 1,50% de aditivo e 0,36% de sal. Todos foram criados em confinamento por 25 dias, com pocilgas cobertas e agua a vontade. Os animais foram transportados conforme normas de bem estar animal. Apos a descarga, os animais foram mantidos sob dieta hidrica por 6 horas, tempo apos o qual foram conduzidos a linha de abate e insensibilizados via corrente eletrica (equipamento marca Sulmaq, Eletronarcose com 3 pontos de insensibilizacao) por aproximadamente 5 segundos (400 Volts, 1,4 Amperes). Foram abatidos pelo corte da veia jugular, sendo mantidos na posicao horizontal para a sangria e, logo apos, suspensos pelas patas traseiras em norea de pendura. As carcacas foram conduzidas posteriormente para as etapas de escaldagem, toalete e evisceracao, serradas longitudinalmente em duas partes, tipificadas, resfriadas em camara de equalizacao de carcacas, com temperatura de aproximadamente 2 [+ or -] 2[degrees]C por 24 horas e, posteriormente, as carcacas foram conduzidas para a etapa de desossa.

A perda de peso durante o resfriamento foi expressa pela medida do rendimento de carcaca fria sobre carcaca quente. Utilizaram-se 50 carcacas (25 de cada tratamento) para os testes de rendimento de carcaca fria sobre carcaca quente, sendo obtidos os resultados pela pesagem da carcaca quente (PQ); no momento da tipificacao e pesagem da carcaca fria (PF); no momento da desossa, 24 horas apos o abate. Para obtencao do rendimento, foi utilizada a relacao da carcaca fria sobre a carcaca quente ([R.sub.PF/PQ]).

Os cortes dos dois tratamentos foram obtidos atraves do fracionamento da carcaca em pernil, paleta, sobrepaleta, barriga com costela e carre. Os resultados foram expressos pela relacao de peso da parte inteira obtida no momento que antecede a desossa, 24 horas apos o abate, pelo peso da carcaca quente (PQ) obtido no momento da tipificacao (KUTZLER et al., 2011).

Nos testes de rendimento de cortes padrao exportacao, foram utilizadas 30 carcacas, sendo 15 de cada tratamento. A preparacao dos cortes foi realizada pela separacao das porcoes de pele, gordura, musculo e ossos, ate a obtencao do padrao do corte comercial de pernil e paleta. Os resultados foram expressos pela relacao de peso do corte preparado no padrao comercial, com relacao ao peso da parte inteira obtida no momento que antecede a desossa, sendo eles: paleta sem toucinho ([P.sub.PALS/TOUC]) e pernil sem pele ([P.sub.ER S/PELE]).

A qualidade da carcaca foi avaliada por meio de analises dos parametros de pH, cor, marmoreio e capacidade de retencao de agua. As medidas de pH foram realizadas em 1 e 24h apos o abate (BRIDI et al., 2003; HINSON et al., 2011), a partir de amostra de pernil (Semimembranosus), utilizando pHmetro com eletrodo de insercao (pH 320/Ste-1, WTW). Foram realizadas 5 coletas e a analise realizada em triplicata para cada tratamento.

Apos 24 horas de resfriamento da carcaca na camara frigorifica entre 0 e 2[degrees]C, foram coletadas cinco amostras de aproximadamente 1 cm de espessura do musculo lombo (Longissimus dorsi), a partir da articulacao da ultima vertebra toracica com a primeira vertebra lombar, para a realizacao das avaliacoes de cor, marmoreio e capacidade de retencao de agua (CRA, drip loss). As amostras para avaliacao de cor e marmoreio permaneceram expostas ao ar por um periodo de aproximadamente 20 minutos, para permitir a oxigenacao do musculo e com o auxilio de padroes fotograficos (NATIONAL PORK PRODUCERS COUNCIL, 1989).

Para a avaliacao da capacidade de retencao de agua, medida atraves da perda de agua por gotejamento, foi utilizada a metodologia de BRIDI et al (2003) e MOORE et al. (2012). A perda de agua por gotejamento (Drip loss) foi expressa pela diferenca entre o peso da amostra no final do processo pelo peso inicial.

Os resultados foram analisados estatisticamente por Analise de Variancia (ANOVA) e as medias comparadas pelo teste de Tukey, com 95% de confianca, utilizando o software STATISTIC 8.0.

RESULTADOS E DISCUSSAO

Na tabela 1, sao mostrados os resultados de rendimento, em relacao ao rendimento de carcaca fria sobre carcaca quente, obtido em cada tratamento, onde se pode observar que nao houve diferenca significativa entre o rendimento de carcaca fria sobre a carcaca quente entre os dois tratamentos.

CARR et al. (2009) e HINSON et al. (2011) estudaram o efeito da ractopamina na dieta de suinos sobre o desempenho, caracteristicas de carcaca e qualidade da carne de suinos em terminacao e observaram que suinos tratados com ractopamina obtiveram maior peso de abate e de carcaca (quente e fria), porem nao observaram diferenca na perda de peso durante o resfriamento (relacao entre peso de carcaca fria sobre peso de carcaca quente) nos diferentes tratamentos, o que esta em acordo com os dados obtidos no presente estudo.

Na tabela 1, mostra-se o efeito do uso da ractopamina sobre o rendimento dos cortes inteiros sobre carcaca quente. O rendimento das partes inteiras componentes da carcaca foi obtido atraves do fracionamento da carcaca nas partes bruta e descrito como [R.sub.PER] (Rendimento de Pernil), [R.sub.PAL] (Rendimento de Paleta, subdividido em rendimento da paleta sem toucinho, [R.sub.PALS/TOUC], e toucinho da paleta, [R.sub.TOUC.PAL]), [R.sub.SP] (Rendimento de Sobrepaleta), [R.sub.BAR] (Rendimento de Barriga com Costela), [R.sub.CAR] (Rendimento de Carre, subdividido em rendimento de Carre sem toucinho, [R.sub.CAR S/TOUC] e toucinho do carre [R.sub.TOUC.CAR]).

Conforme observado na tabela 1, nao ha efeito significativo do uso de Ractopamina (7,5ppm) sobre o rendimento dos cortes inteiros de pernil, paleta inteira, paleta sem toucinho, sobrepaleta e carre inteiro, porem ha reducao no rendimento de toucinho da paleta (P<0,1) e toucinho do carre (P < 0,05) no tratamento com ractopamina, em comparacao ao tratamento sem o aditivo e aumento no rendimento de barriga com costela (P<0,05) e de carre sem toucinho (P<0,05) no tratamento com ractopamina, em comparacao ao tratamento sem ractopamina, o que esta de acordo com KUTZLER et al. (2011), quando suinos foram tratados com 6,2ppm de ractopamina. xxx Na avaliacao do rendimento dos cortes padrao exportacao, expressos como rendimento de pernil ([R.sub.PERNIL]), rendimento de paleta ([R.sub.PALETA]) e rendimento da gordura do pernil e da paleta ([R.sub.GORDURA]), que podem ser observados na tabela 1, obteve-se que o rendimento da paleta padrao comercial foi, em media, 9,03% maior nas carcacas de suinos tratados com ractopamina, ao mesmo tempo em que o rendimento das gorduras foi, em media, 20,59% menor neste mesmo tratamento, o que indica que a utilizacao do aditivo interfere sobre a quantidade de carne no corte de paleta. No entanto, CARR et al. (2009) observaram aumento de carne na paleta a partir do uso de 20ppm de ractopamina.

O rendimento do pernil padrao comercial foi 7,46% maior nas carcacas de suinos tratados com ractopamina, embora os rendimentos de gorduras nao tenham obtido diferenca significativa, o que pode ser atribuido ao aumento da espessura das fibras musculares. Resultados similares foram obtidos por BELLAVER et al. (1991), que observaram um aumento de 6% no rendimento de carne do pernil (58,8% de rendimento no tratamento sem aditivo e 62,5% de rendimento no tratamento com o aditivo) e 15% de reducao no rendimento de gordura do pernil (22,5% de rendimento no tratamento sem aditivo e 19,1% de rendimento no tratamento com o aditivo) no tratamento com 10ppm de ractopamina frente ao tratamento sem o aditivo.

Na tabela 2, mostram-se os parametros de qualidade da carne, o que indicou nao haver diferenca na classificacao da carne dos dois tratamentos, ficando ambos nos parametros de carne RFN (rosa avermelhado, firme e nao exudativa). O uso de ractopamina nao apresentou efeito significativo sobre o pH inicial, drip loss e cor, porem o tratamento com o aditivo apresentou maior pH final e menor quantidade de gordura marmorizada (P<0,05) do que o tratamento sem o uso ractopamina.

O pH mais elevado, observado no tratamento com Ractopamina, pode estar relacionado a reducao das reservas de glicogenio do animal, devido a agitacao e estresse dos suinos na propriedade em momento anterior ao abate (visto que o transporte de todos os animais foi realizado sob as mesmas normas), estando de acordo com os dados publicados por POLETTO et al. (2010), HINSON et al. (2011), quando foi constatado que suinos alimentados com ractopamina se tornam mais agressivos, o que pode ser a causa de estresse na propriedade.

O efeito observado do pH final elevado pode indicar aumento na tendencia a se obter carne tipo DFD (escura, firme e seca), embora, na pratica, esta tendencia seja baixa e o efeito sobre a cor possa ser confundido com a concentracao reduzida do pigmento heme nos musculos, por isso esta pode nao aparecer mais escura (BRIDI & SILVA, 2009). No presente estudo, nao foi caracterizada carne DFD no tratamento com Ractopamina, pois cor e perda por gotejamento nao foram caracteristicos deste tipo de carne, e o pH final no tratamento com o aditivo, embora tenha valores superiores ao tratamento sem o aditivo, ainda estao abaixo de 6, o que e caracteristico de carne normal.

Segundo as analises realizadas para avaliar a qualidade da carne de carcacas com e sem a utilizacao de ractopamina na dieta dos suinos, foi possivel observar que a ractopamina nao tem influencia sobre a classificacao da qualidade da carne, pois os parametros observados nas analises de pH, cor e drip loss classificaram ambas as carcacas no grupo de carne normal. O marmoreio que interfere na suculencia da carne foi afetado, sendo que os animais que foram tratados com ractopamina apresentaram menor teor de gordura marmoreada, conforme analise realizada, o que indica que o uso de ractopamina diminui o conteudo de gordura intramuscular da carne, tornando-a mais magra. AALHUS et al. (1990), estudando o efeito do uso de ractopamina (10ppm) na qualidade da carne, nao observaram diferenca nas atribuicoes de cor, marmoreio, pH 24 horas e drip loss, quando comparado ao tratamento sem o aditivo.

A cor obtida para ambos os tratamentos realizados neste estudo encontra-se dentro da faixa considerada normal na carne suina, que, segundo BRIDI et al. (2003), e igual a tres, que corresponde a cor rosa acinzentado (NPPC, 1989). HINSON et al. (2011) observou impacto significativo do uso de ractopamina (7,4ppm) (P<0,05) sobre a cor, em que o tratamento apresentou escores menores para a cor (media 2,54 pontos em escala de 1 a 5) e o tratamento sem o aditivo apresentou media 2,89. Valores similares ao observado na avaliacao do marmoreio do presente trabalho foram observados por GONZALEZ et al. (2010), quando ocorreu reducao significativa no marmoreio das carcacas tratadas com ractopamina frente ao controle sem o aditivo.

Com relacao a perda de agua por gotejamento, assim como o observado no presente estudo, MOORE et al. (2012) e HINSON et al. (2011) nao observaram diferenca significativa na perda de agua por gotejamento (drip loss) no tratamento com ractopamina frente ao controle.

Em relacao ao rendimento de cortes suinos, foi possivel observar, atraves dos resultados, que o rendimento de cortes e afetado pelo uso de ractopamina na dieta animal, pois o rendimento de pernil e paleta padrao comercial, toucinho da paleta, barriga com costela e carre sem toucinho foram influenciados significativamente, sendo que o rendimento de carne foi maior nos suinos tratados com ractopamina na dieta (observado pelo aumento de rendimento de pernil e paleta padrao comercial e de carre sem toucinho).

CONCLUSAO

Os resultados deste trabalho demonstraram que o uso do aditivo tem influencia sobre a deposicao de proteina na fase de terminacao, em detrimento da gordura, a ponto de afetar os volumes de carne e gordura produzidos na industrializacao. Dessa forma, pode-se concluir que a utilizacao de ractopamina na dieta tem acao sobre o rendimento dos cortes padrao comercial e reducao da gordura na carcaca, nao exercendo influencia negativa sobre a qualidade da carne suina.

http://dx.doi.org/10.1590/0103-8478cr20140625

AGRADECIMENTOS

Os autores agradecem a Universidade Regional Integrada do Alto Uruguai e das Missoes (URI) pela infraestrutura.

REFERENCIAS

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ABIPECS (ASSOCIACAO BRASILEIRA DA INDUSTRIA PRODUTORA E EXPORTADORA DE CARNE SUINA). Disponivel em: <http://www.abipecs.org.br>. Acesso em: 08 set. 2013.

BELLAVER, C. et al. Niveis de Ractopamina na dieta e efeitos sobre o desempenho e caracteristicas de carcaca de suinos em terminacao. Pesquisa Agropecuaria Brasileira, v.26, n.10, p.1795-1802, 1991. Disponivel em: <http://ainfo.cnptia.embrapa. br/digital/bitstream/AI-SEDE/21289/1/pab28_out_91.pdf>.

BRIDI A.M. et al. Efeito do genotipo halotano e de diferentes sistemas de producao na qualidade da carne suina. Revista Brasileira de Zootecnia, v.32, n.6, p.1362-1370, 2003. Disponivel em: <http://www.scielo.br/pdf/rbz/v32n6/18425.pdf>. Acesso em: 20 marco. 2013. doi: 10.1590/S1516-35982006000700021.

BRIDI, A.M.; SILVA, C.A. Avaliacao da carne suina. Londrina: Midiograf, 2009. 120p.

CARR, S.N. et al. The effect of ractopamine hydrochloride (Paylean_) on lean carcass yields and pork quality characteristics of heavy pigs fed normal and amino acid fortified diets. Meat Science, v.81, p. 533-539, 2009. Disponivel em: <http://amena. mx/memorias/ago2011/C05.pdf>. Acesso em: 10 abril. 2013. doi:10.1016/j.meatsci.2008.10.007.

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GONZALEZ, J.M. et al. Effect of ractopamine-HCl supplementation for 28 days on carcass characteristics, muscle fiber morphometrics, and whole muscle yields of six distinct muscles of the loin and round. Meat Science, v.85, p.379-384, 2010. Disponivel em: <http://www.sciencedirect.com/science/ article/pii/S0309174010000306>. Acesso em: 10 abril. 2013. doi: 10.1016/j.meatsci.2010.02.004.

HINSON, R.B. et al. Impact of dietary energy level and ractopamine on growth performance, carcass characteristics, and meat quality of finishing pigs. Journal of animal science, v.89, p.3572-3579, 2011. Disponivel em: <http://www.ncbi.nlm.nih. gov/pubmed/21622875>. Acesso em: 1 abril. 2012. doi: 10.2527/ jas.2010-3302.

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MARINHO, P.C. et al. Efeito da ractopamina e de metodos de formulacao de dietas sobre o desempenho e as caracteristicas de carcaca de suinos machos castrados em terminacao. Revista Brasileira de Zootecnia, v.36, n.4, p.1061-1068, 2007. Disponivel em: <http://www.scielo.br/pdf/rbz/v36n4s0/11.pdf>. Acesso em: 03 marco. 2012. doi: 10.1590/S1516-35982007000500011.

MOORE, K.L. et al. The interaction between ractopamine supplementation, porcine somatotropin and moisture infusion on pork quality. Meat Science, v.92, p.125-131, 2012. Disponivel em: <http:// www.sciencedirect.com/science/article/pii/S030917401200143X>. Acesso em: 15 abril. 2012. doi: 10.1016/j.meatsci.2012.04.022.

NPPC (NATIONAL PORK PRODUCERS COUNCIL). Pork quality standards. National Pork Producers Council in cooperation with National Pork Board 4/99.04037. Des Moines, USA, 1989. 1p.

POLETTO, R. et al. Aggressiveness and brain amine concentration in dominant and subordinate finishing pigs fed the [beta]-adrenoreceptor agonist ractopamine. Journal of Animal Science, v. 88, p. 31073120, 2010. Disponivel em: <http://www.ncbi.nlm.nih.gov/ pubmed/20495130>. Acesso em: 2 marco. 2013. doi: 10.2527/ jas.2009-1876.

SANCHES, J.F. Niveis de Ractopamina nas dietas de suinos machos castrados na fase de terminacao. 2009. 56f. Dissertacao (Mestrado em Ciencia Animal) - Programa de Mestrado em Ciencia Animal, Faculdade de Medicina Veterinaria e Zootecnia, Universidade Federal do Mato Grosso do Sul, Campo Grande, MS.

USDA, U.S. Department of Agriculture, Agricultural Research Service. USDA National Nutrient Database for Standard Reference, Release 26. Nutrient Data Laboratory, 2013. Disponivel em: <http://www.ars.usda.gov/ba/bhnrc/ndl>. Acesso em: 08 set. 2013.

Daniela de Souza Martins (I) Monica Alvarado Soares (I) Juliana Steffens (I)*

(I) Departamento de Pos-graduacao em Engenharia de Alimentos, Universidade Regional Integrada do Alto Uruguai e das Missoes (URI), Av. Sete de Setembro, 1621, 99700-000, Erechim, RS, Brasil. E-mail: julisteffens@uricer.edu.br. *Autor para correspondencia.

Recebido 24.04.14 Aprovado 26.07.14 Devolvido pelo autor 11.05.15 CR-2014-0625.R1
Tabela 1 - Efeito do uso de Ractopamina sobre o rendimento de carcaca
fria sobre carcaca quente, rendimento dos Cortes inteiros sobre
carcaca quente e rendimento de cortes padrao exportacao e gordura.

                                       --1 - Com RAC--

Medida                               Media         Desvio Pad.

                                         --Carcaca--

PQ (kg)                           86,82 (a)      [+ or -] 7,09
PF (kg)                           85,16 (c)      [+ or -] 6,71
[R.sub.PF/PQ]                     98,10% (e)     [+ or -] 0,62%

                                      --Cortes inteiros--

[R.sub.PER]                       25,78 (a)      [+ or -] 0,88
[R.sub.PAL]                       17,78 (b)      [+ or -] 0,82
[R.sub.PAL/TOUC]                  14,95 (c)      [+ or -] 0,92
[R.sub.TOUC.PAL]                  2,83 (d)       [+ or -] 0,47
[R.sub.SOBREP]                    8,61 (f)       [+ or -] 0,77
[R.sub.BAR]                       18,93 (g)      [+ or -] 0,80
[R.sub.CAR]                       22,47 (i)      [+ or -] 0,83
[R.sub.CAR S/TOUC.]               19,45 (j)      [+ or -] 0,78

                                  --Cortes padrao exportacao--
Paleta
[R.sub.PALETA CORTE COMERCIAL]    57,02% (a)     [+ or -] 3,92%
[R.sub.GORDURA DA PALETA]         8,56% (c)      [+ or -] 1,90%
Pernil
[R.sub.PERNIL CORTE COMERCIAL]    64,67% (e)     [+ or -] 1,10%
[R.sub.GORDURA DO PERNIL]         11,46% (g)     [+ or -] 1,53%

                                       --2 - Sem RAC--

Medida                               Media         Desvio Pad.

                                         --Carcaca--

PQ (kg)                           80,16 (b)      [+ or -] 7,07
PF (kg)                           78,59 (d)      [+ or -] 6,60
[R.sub.PF/PQ]                     98,08% (f)     [+ or -] 0,89%

                                      --Cortes inteiros--

[R.sub.PER]                       25,81 (a)      [+ or -] 1,12
[R.sub.PAL]                       17,96 (b)      [+ or -] 0,67
[R.sub.PAL/TOUC]                  14,91 (c)      [+ or -] 0,77
[R.sub.TOUC.PAL]                  3,05 (e)       [+ or -] 0,44
[R.sub.SOBREP]                    8,82 (f)       [+ or -] 0,52
[R.sub.BAR]                       18,50 (h)      [+ or -] 0,74
[R.sub.CAR]                       22,15 (i)      [+ or -] 1,02
[R.sub.CAR S/TOUC.]               18,72 (k)      [+ or -] 0,95

                                  --Cortes padrao exportacao--
Paleta
[R.sub.PALETA CORTE COMERCIAL]    52,29% (b)     [+ or -] 3,87%
[R.sub.GORDURA DA PALETA]         10,77% (d0     [+ or -] 3,54%
Pernil
[R.sub.PERNIL CORTE COMERCIAL]    60,18% (f)     [+ or -] 1,40%
[R.sub.GORDURA DO PERNIL]         12,24% (g)     [+ or -] 1,96%

* Letras iguais, na mesma linha, nao diferem estatisticamente
em nivel de 5%.

Tabela 2 - Efeito do uso de Ractopamina sobre as caracteristicas
de qualidade da carne: media, desvio padrao e nivel de
significancia.

                         -- 1 - Com RAC --

Medida               Media       Desvio Pad.

pH inicial (1)     6,38 (a)     [+ or -] 0,23
pH final (2)       5,88 (b)     [+ or -] 0,07
Drip loss (%)      4,59% (d)    [+ or -] 0,96%
Cor                3,17 (e)     [+ or -] 0,41
Marmoreio          2,00 (f)     [+ or -] 0,00

                        --- 2 - Sem RAC ---

Medida               Media       Desvio Pad.

pH inicial (1)     6,33 (a)     [+ or -] 0,20
pH final (2)       5,61 (c)     [+ or -] 0,08
Drip loss (%)      3,82% (d)    [+ or -] 1,83%
Cor                3,33 (e)     [+ or -] 0,52
Marmoreio          2,67 (g)     [+ or -] 0,52

(1) pH inicial medido 1h apos abate.

(2) pH final 24h apos abate.

* Letras iguais, na mesma linha, nao diferem estatisticamente ao
nivel de 5%.
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Title Annotation:produccion animal; texto en portugues
Author:Martins, Daniela de Souza; Soares, Monica Alvarado; Steffens, Juliana
Publication:Ciencia Rural
Date:Aug 1, 2015
Words:3786
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