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Caracteristicas e rendimentos de carcaca e de cortes em ovinos Santa Ines, alimentados com diferentes concentracoes de energia metabolizavel.

Characteristics and yields of carcass and cuts in Santa Ines sheep fed with different concentrations of metabolizable energy.

Introducao

O conhecimento da composicao bromatologica dos alimentos disponiveis, das exigencias nutricionais, bem como avaliacao das caracteristicas da carcaca e cortes comerciais dos animais utilizados nos sistemas de producao brasileiros sao condicoes essenciais para a maximizacao no desempenho produtivo do rebanho.

Apesar da importancia da ovinocultura de corte no Brasil, ainda nao existem tabelas nacionais de exigencias nutricionais, sendo as formulacoes de racoes ainda baseadas em tabelas de comites internacionais, as quais foram estabelecidas ha varios anos em paises mais economicamente desenvolvidos (SILVA et al., 2003).

Embora o Nordeste seja a regiao com maior rebanho ovino do Brasil, a oferta da carne ovina ainda e baixa, o que tambem pode estar relacionado a falta de organizacao da cadeia produtiva. Alem disso, a oferta de carne ovina e oriunda de carcacas de baixa qualidade, e diversos fatores relacionados ao animal, ao ambiente e a nutricao contribuem para este quadro. O confinamento e uma alternativa para o aumento da disponibilidade de carne ovina, porem, por questoes economicas, as racoes, em geral, contem elevadas quantidades de volumosos, o que resulta em ganhos de peso pouco expressivos. Mesmo admitindo que a alimentacao participa com percentual elevado nos custos totais de producao, para obtencao de elevado desempenho produtivo e reprodutivo dos animais, as racoes devem ser formuladas de forma a atender adequadamente suas necessidades nutricionais, o que presume a adicao de concentrado.

A manipulacao dietetica representa uma ferramenta disponivel ao pecuarista, de forma a obter uma associacao que lhe traga maior eficiencia produtiva e economica, dentro de sua realidade de producao. Sao recursos cuja manipulacao e controle estao ao alcance do manejador do sistema de producao, sendo a magnitude dos seus impactos sobre esse sistema dependente do mercado e do nivel tecnologico empregado na exploracao pecuaria.

A dieta em si pode influenciar o consumo e as digestibilidades dos nutrientes e, como consequencia imediata, o desempenho dos animais, bem como a composicao corporal e da carcaca. O uso de concentrados na dieta de ovinos, seja em confinamento, ou a pasto, tem sido empregado como uma forma de melhorar o desempenho dos animais, com concomitante reducao no tempo de abate o que pode proporcionar maior eficiencia de producao do sistema como um todo. A valorizacao da carcaca depende, entre outros fatores, da relacao peso corporal: idade de abate, cujo objetivo e a obtencao de pesos maiores em idades menores, de forma a atender as exigencias do mercado consumidor.

Desta forma, objetivou-se com o presente estudo avaliar as caracteristicas e rendimentos de carcaca e de cortes em ovinos Santa Ines alimentados com niveis crescentes de energia metabolizavel.

Material e metodos

O experimento foi desenvolvido no Setor de Ovinocaprinocultura do Departamento de Zootecnia da Universidade Federal do Ceara, em Fortaleza, Estado do Ceara. O municipio de Fortaleza situa-se na zona litoranea, a 15,49 m de altitude, 30o43'02" de latitude Sul e 38[grados]32'35" de longitude Oeste. A precipitacao media anual e de 1.378,3 mm e a umidade relativa do ar e 77%.

Foram utilizados 20 cordeiros da raca Santa Ines, nao-castrados, com peso corporal (PC) medio inicial de 13,0 [+ o -] 0,56 kg e, aproximadamente, 50 dias de idade, confinados em baias individuais com piso de concreto e providas de comedouro e bebedouro. Os animais foram distribuidos em um delineamento em blocos casualizados com quatro tratamentos e cinco repeticoes, sendo os tratamentos, racoes contendo diferentes niveis de energia metabolizavel (2,08; 2,28; 2,47 e 2,69 Mcal [kg.sup.-1] MS) obtidos a partir de diferentes relacoes volumoso:concentrado (75:25; 62,5:37,5; 50:50 e 37,5:62,5). As racoes experimentais foram formuladas conforme o NRC (1985), sendo compostas por feno de capim Tifton 85 moido e quatro racoes concentradas. As racoes com maiores niveis energeticos foram formuladas para ganho de peso corporal de 200 g [dia.sup.-1]. As racoes foram fornecidas a vontade, uma vez ao dia, as 7h da manha, e ajustadas de forma a permitir sobras em torno de 20% do fornecido, com agua permanentemente a disposicao dos animais. A quantidade de racao oferecida foi registrada diariamente e, semanalmente, foram coletadas amostras dos concentrados, feno e das sobras por animal para mensuracao do consumo de nutrientes, as quais no final do periodo experimental formaram uma amostra composta [tratamento.sup.-1] [animal.sup.-1].

Posteriormente, foram pre-secadas em estufa ventilada a 55[grados]C e moidas em moinho tipo Willey com peneira de malha de 1 mm, para posteriores analises laboratoriais. Os ingredientes, racoes concentradas, feno e sobras foram submetidos as analises de materia seca (MS), materia mineral (MM), proteina bruta (PB) e extrato etereo (EE), conforme os procedimentos recomendados por Silva e Queiroz (2002). As analises de fibra em detergente neutro (FDN) e acido (FDA), nitrogenio insoluvel em detergente neutro (NIDN), nitrogenio insoluvel em detergente acido (NIDA) foram realizadas, segundo Van Soest et al. (1991). e lignina (acido sulfurico 72%) foi obtido pelo metodo sequencial de Van Soest e Robertson (1980). Os teores de carboidratos totais (CHOT) e nao-fibrosos (CNF) foram obtidos de acordo com as seguintes formulas: %CHOT = 100 - (%PB + %EE + %Cinzas) e %CNF = 100 - (%FDNcp + %PB + %EE + %cinzas). Para os concentrados, pela presenca de ureia em sua constituicao, o teor de CNF foi calculado, conforme proposto por Hall (2000), sendo CNF = 100 - [(%PB - %PB derivado da ureia + % da ureia) + %FDNcp + %EE + %cinzas]. A composicao percentual dos ingredientes e quimico-bromatologica dos concentrados e do feno, assim como, das racoes experimentais, sao apresentadas nas Tabelas 1 e 2, respectivamente.

A duracao do experimento foi definida pelo tempo necessario para que a media do peso de todos os animais de cada tratamento alcancasse 28 kg, ocasiao em que os mesmos foram abatidos.

O tempo de permanencia dos animais no confinamento (119, 96 e 69 dias) decresceu a medida que foi ofertada maior quantidade de concentrado na dieta, antecipando o peso de abate em 50 dias quando se obtem a diferenca entre o numero de dias de confinamento dos animais recebendo 2,08 e 2,69 Mcal [kg.sup.-1] de MS, respectivamente.

A medida que os animais de cada tratamento foram abatidos, escolhia-se aleatoriamente um animal que estava recebendo a racao com 2,08 Mcal de EM [kg.sup.-1] de MS (animal referencia), para ser abatido. Os animais foram pesados ao inicio do experimento e a cada sete dias, durante o periodo experimental. Ocorreram pesagens intermediarias, a medida que o PC dos animais se aproximava do peso determinado para o abate. Antes do abate, os animais permaneceram em jejum de solido e liquido por 18h. Decorrido este tempo, foram novamente pesados para obtencao do peso corporal ao abate (PA), objetivando determinacao da perda de peso decorrente do jejum imposto (PJ), que foi calculada conforme a seguir: PJ (%) = [(pV - PA) /PA] x 100. No momento do abate, os animais foram insensibilizados, por atordoamento, na regiao atlaoccipital, seguido de sangria por 4 min., pela seccao da carotida e jugular. O sangue foi recolhido em recipiente, com peso previamente conhecido, para posterior pesagem. Em seguida, as carcacas, depois de envolvidas por sacos plasticos identificados por animal [tratamento.sup.-1], foram transportadas para camara frigorifica a 4[grados]C por 24h e pesadas para obtencao do peso da carcaca fria (PCF). Nesta ocasiao, foi calculada a perda por resfriamento (PR), em que PR (%) = [(PCQ - PCF) /PCQ] x 100 e o rendimento comercial da carcaca ou rendimento da carcaca fria (RCF), que representa a relacao entre o PCF e PVA, expresso em porcentagem.

Foi realizada uma seccao na sinfise isquiopubiano, seguindo o corpo e a apofise espinhosa do sacro, das vertebras lombares e dorsais, submetendo a carcaca a corte longitudinal para a obtencao de metades aproximadamente simetricas. Em seguida, na meia carcaca esquerda, foi efetuado um corte transversal, a altura das 12a e 13a costelas, para mensuracao do perimetro do musculo Longissimus dorsi, que foi obtido utilizando-se folhas plasticas. Em seguida, com o uso de regua tracaram-se duas retas sobre a imagem do musculo Longissimus dorsi, uma que mede a distancia maxima desse musculo no sentido mediolateral, correspondendo a largura (medida A) e outra perpendicular a anterior, que mede a distancia maxima no sentido dorsoventral, correspondendo ao comprimento (medida B), conforme metodologia descrita por Cezar e Sousa (2007). Realizados os procedimentos, as medidas foram inseridas na seguinte formula, para determinar a area de olho de lombo (AOL), em cm2: AOL = (A/2 x B/2) x L, em que: L = 3,1416.

A meia-carcaca esquerda foi subdividida em oito regioes anatomicas, conhecidas por cortes comerciais (paleta, perna, lombo anterior e posterior, costela, pescoco, peito e fraldinha) as quais foram pesadas individualmente, determinando-se as porcentagens que representavam em relacao ao todo, de acordo com adaptacoes dos procedimentos de cortes relatados por Monte et al. (2007).

Para determinacao do valor de nutrientes digestiveis totais (NDT) das racoes experimentais, foi realizado um ensaio de digestibilidade em gaiolas metabolicas. Foram utilizados 16 ovinos Santa Ines, nao-castrados, com cerca de 28 kg de PC, distribuidos em um delineamento em blocos casualizados, com quatro tratamentos (racoes experimentais) e quatro repeticoes. O experimento teve duracao de 17 dias sendo dez dias de adaptacao as racoes e gaiolas e sete dias de coletas de amostras de alimentos fornecidos, sobras e coleta total de fezes. As amostras dos alimentos, racoes concentradas, fezes e sobras foram congeladas e posteriormente processadas e analisadas conforme citado anteriormente. O NDT foi calculado conforme a seguir: de acordo com Weiss (1999): NDT = PBd + CNFd + FDNcpd + EEd x 2,25; sendo PBd, CNFd, FDNcpd e EEd correspondente a: proteina bruta digestivel, carboidratos nao-fibrosos digestiveis, fibra em detergente neutro corrigido para cinza e proteina digestivel e extrato etereo digestivel, respectivamente. Para estimacao do consumo de NDT, utilizou-se o consumo de materia seca (CMS) dos animais do experimento de desempenho, multiplicado pelo percentual de NDT das racoes obtido no experimento de digestibilidade. Para estimacao do consumo de energia digestivel, considerou-se que 1 kg NDT contem 4,409 Mcal de ED e para estimacao do consumo de energia metabolizavel (CEM), considerou-se o valor de 82% da energia digestivel (NRC, 1996).

As variaveis experimentais foram submetidas a analise variancia e regressao utilizando-se o Sistema de Analises Estatisticas e Geneticas (SAEG, 2007).

Resultados e discussao

As racoes experimentais apresentaram relacao NDT:PB de 4,60; 4,40; 4,28 e 4,22, respectivamente para as concentracoes de 2,08; 2,28; 2,47 e 2,69 Mcal kg-1 de MS. Vale ressaltar que a disponibilidade de carboidratos no rumen e muito importante e tem grande efeito sobre a utilizacao dos compostos nitrogenados; pois as bacterias ruminais podem incorporar os aminoacidos e fermenta-los como fonte de energia. Pereira et al. (2008) relataram que por meio da manipulacao da relacao volumoso:concentrado e possivel alterar os processos fermentativos, maximizar a eficiencia de sintese microbiana, bem como a eficiencia de utilizacao dos nutrientes dieteticos, e consequentemente a resposta do animal em ganho de peso.

O CMS, CEM e o ganho medio diario (GMD) apresentaram comportamento linear crescente com o aumento da concentracao de energia metabolizavel das racoes (Tabela 3). Expressando CMS em g [kg.sup.-1] [PCVZ.sup.0,75] [dia.sup.-1], obteve se a equacao: CMS (g [kg.sup.-1] [PCVZ.sup.0,75] [dia.sup.-1]) = - 69,80 + 70,32 * EM; ([r.sup.2 ]= 0,91; p < 0,037; CV = 20,72). Este efeito deve-se a maior taxa de passagem e digestao do alimento no trato digestorio do animal, ja que as racoes com maior nivel energetico apresentam menor inclusao de volumoso, logo maiores concentracoes de carboidratos nao-fibrosos, estes em grande parte, sao soluveis e de rapida fermentacao, permanecendo assim menor tempo no ambiente ruminal e ocasionando maior consumo de materia seca diario.

Os maiores GMD (p < 0,05) apresentados pelos animais podem ser explicados pelos niveis energeticos e proteicos crescentes nas racoes experimentais. Isso pode ser atribuido em parte pela menor relacao acetato:propionato favorecida pelo aumento de concentrado na racao, ocasionando maior disponibilidade de energia metabolizavel para os animais pela reducao nas perdas de energia na forma de gases de fermentacao (principalmente metano) e menor producao de calor dissipada oriundo da fermentacao dos substratos fibrosos. Alem disso, propionato e uma fonte de energia mais flexivel do que acetato, podendo ser usado na gliconeogenese e na oxidacao direta do ciclo de Krebs.

As diferencas observadas nas variaveis analisadas dependem de fatores como tipo de alimento, relacao NDT:PB, temperatura e outras variaveis ambientais, peso medio durante o periodo observado, composicao do ganho, estado sanitario, entre outros (GARRETT, 1980). Geralmente, animais pertencentes a grupos geneticos com maior velocidade de ganho de peso na fase de crescimento, demandam menos alimento por quilo de peso ganho que animais de racas menores, quando avaliados em faixas de idade e de peso comparaveis.

Vale ressaltar que existe significativa variacao entre os animais no consumo alimentar, na manutencao e na eficiencia de utilizacao dos nutrientes, isto e particularmente verdadeiro em condicoes nao- limitante de producao; em confinamento e em racoes com altas inclusoes de concentrados. Com relacao a CA e EA, embora nao tenha apresentado efeito significativo, estes sao indices utilizados na alimentacao animal como norma de medir o desempenho nutricional, porem, deve ser ressaltado que o consumo de alimento e ganho de peso sao variaveis aleatorias continuas, correlacionadas e seguem distribuicao normal de probabilidade. Desta forma, conversao e eficiencia nao sao metodos para se comparar tratamentos, tais indices sao dependentes do tipo de alimento, condicoes ambientais, peso corporal durante o periodo de avaliacao, composicao do ganho e estado de saude do animal.

Os PCVZ, PCQ e PCF variaram de forma quadratica com os niveis energeticos das racoes. O fato das racoes deste estudo nao apresentarem composicao proteica semelhante deve ter ocasionado essa resposta. Os pontos de maximo estimados para o peso carcaca quente e carcaca fria foram de 13,59 e 13,45 kg, com os niveis de energia metabolizavel de 2,46 e 2,45 Mcal kg-1 de MS, respectivamente. Nao foram constatados efeitos significativos para PJ, RCQ, RCF e PR (Tabela 4).

O nivel de consumo de energia pode modificar a particao do uso da energia para a sintese de proteinas e lipidios, ou em termos de tecidos, o desenvolvimento de musculo e tecido adiposo. Segundo o NRC (1985), para cada quilograma de ganho no peso do corpo vazio, ha um requerimento de 1,2 Mcal de energia metabolizavel para deposicao de proteina e agua e de 8,0 Mcal de energia metabolizavel para deposicao de gordura e agua. Neste contexto, torna-se evidente a importancia da quantidade de energia dietetica e da eficiencia da utilizacao da energia metabolizavel para mantenca e ganho de peso, que podera refletir de forma direta na carcaca.

Varios fatores de ordem genetica e ambiental influenciam o rendimento e o padrao de deposicao dos tecidos e constituintes corporais e, consequentemente, a composicao corporal com destaque para grupo genetico, idade, classe sexual e nivel nutricional (LOHMAN, 1971; COLEMAN et al., 1993). O plano nutricional tambem influencia a composicao corporal, sobretudo o consumo de energia, embora a interpretacao dos resultados obtidos na literatura seja variavel. Isso pode ser atribuido a eficiencia de utilizacao da energia ingerida tender a ser menor para racoes volumosas quando comparadas a racoes ricas em concentrados (ARC, 1980). Provavelmente, altas perdas de calor observadas em racoes com maiores teores de fibras poderiam ser atribuidas a maior proporcao de acetato. A base bioquimica para esta hipotese e que a sintese de acidos graxos, a partir de acetato, requer NADPH; sintetizado eficientemente a partir das pentoses fosfatadas. Assim, quando a absorcao de propionato e aminoacidos for menor, os precursores de glicose podem gerar NADPH atraves da via isocitratodesidrogenase. Black et al. (1987), usando modelos de deposicao de tecidos em ovinos, demonstraram que a ineficiencia pode ser oriunda de altas proporcoes de acetato absorvido em racoes com menores percentuais de energia; observaram tambem que quando parte do acetato foi substituido por aminoacidos, a eficiencia de utilizacao aumentou, verificando maiores rendimentos de carcaca.

Os niveis energeticos nas racoes nao influenciaram (p > 0,05) o peso e o rendimento dos cortes comerciais, com excecao da costela e paleta, expressos em kg e %, respectivamente (Tabela 5).

Segundo Mattos et al. (2006), a explicacao para o aumento do peso da costela e que se trata de uma regiao do corpo do animal em que a gordura se acumula em maior velocidade, aumentando seu peso a medida que o animal cresce e/ou e alimentado com uma racao mais energetica. Ja o corte paleta, expresso em % foi influenciado (p < 0,05) pelos niveis energeticos nas racoes, pela maior quantidade de tecido muscular que esse corte possui, quando comparado com os demais. Porem, altos niveis de concentrados na racao (maior quantidade de energia disponivel) poderao contribuir para o aumento do tecido adiposo nos pesos mais elevados e, com isso, ocorrendo desvalorizacao desse corte. Resultados semelhantes ao desse estudo foram obtidos por Alves et al. (2003), assim como por Mattos et al. (2006), que trabalharam com caprinos Moxoto e Caninde com dois niveis de alimentacao (a vontade e restrita).

A area de olho de lombo (AOL) e considerada um indicador de musculosidade do animal. Observou-se que houve efeito linear crescente (p < 0,05) para esse parametro, indicando que nos maiores niveis energeticos, os cordeiros apresentaram maior musculosidade na carcaca. No entanto, valores inferiores foram constatados por Clementino et al. (2007) em cordeiros mesticos de Dorper x Santa Ines alimentados com diferentes niveis de concentrados, assim como por Gonzaga Neto et al. (2006). Clementino et al. (2007) e Gonzaga Neto et al. (2006) registraram valores medios de 9,92 e 6,30 [cm.sup.2], respectivamente, para AOL, valores inferiores aos obtidos nesse estudo. No entanto, Garcia et al. (2003), alimentando cordeiros mesticos Sulffok com tres niveis de energia (2,60; 2,80 e 3,00 Mcal de EM [kg.sup.-1] de MS) em Creep Feeding, obtiveram valores medios semelhantes ao desse estudo.

Conclusao

Conclui-se que a manipulacao do nivel energetico das racoes altera o GMD, o peso da carcaca quente e fria, o rendimento da paleta, o peso da costela e a area de olho de lombo em ovinos Santa Ines.

DOI: 10.4025/actascianimsci.v32i4.9684

Received on March 17, 2010.

Accepted on July 20, 2010.

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Elzania Sales Pereira (1) *, Patricia Guimaraes Pimentel (1), Rildson Melo Fontenele (1), Ariosvaldo Nunes de Medeiros (2), Jose Gilson Louzada Regadas Filho (3) e Arturo Bernardo Selaive Villarroel (1)

(1) Departamento de Zootecnia, Centro de Ciencias Agrarias, Universidade Federal do Ceara, Av. Mister Hull, s/n, Cx. Postal 12168, 60021-970, Fortaleza, Ceara, Brasil. (2) Departamento de Zootecnia, Universidade Federal da Paraiba, Areia, Paraiba, Brasil. (3) Departamento de Zootecnia, Universidade Federal de Vicosa, Vicosa, Minas Gerais, Brasil. * Autor para correspondencia: Email: elzania@hotmail.com
Tabela 1. Composicao bromatologica dos ingredientes e dos
concentrados em % MS.
                                        Milho
Nutrientes                   Feno de     grao    Farelo
                             tifton     moido    de soja   Conc. 1

Materia seca                  92,73     91,44     92,54     90,30
Materia mineral                6,03      1,74      6,84      3,53
Proteina bruta                 9,94      9,39     44,05     21,14
Extrato etereo                 0,84      5,36      4,13      3,60
Fibra em detergente neutro    75,03     14,78     15,78     15,91
Fibra em detergente acido     36,32      4,78      9,24      5,63
FDNcp1                        67,91     12,76     13,74     14,16
Carboidratos totais           83,19     83,51     44,98     71,73
Carboidratos nao-fibrosos     15,28     70,75     31,24     59,16

Nutrientes                   Conc. 2   Conc. 3    Conc.

Materia seca                  90,18     90,94     90,30
Materia mineral                3,76      3,56      3,71
Proteina bruta                21,72     22,00     22,27
Extrato etereo                 4,30      5,00      4,26
Fibra em detergente neutro    15,15     16,01     14,87
Fibra em detergente acido      5,67      2,70      5,83
FDNcp1                        13,72     14,61     13,45
Carboidratos totais           70,23     69,43     69,75
Carboidratos nao-fibrosos     58,64     57,03     58,56

(1) Fibra em detergente neutro corrigida para cinzas e proteina.

Tabela 2. Composicao percentual e bromatologica das racoes
experimentais.
                                       Concentracao de EM (Mcal
Composicao                              [kg.sup.-1] de MS)
percentual
(%MN)                           2,08    2,28    2,47    2,69

Feno de Tifton                  75,00   62,50   50,00   37,50
Concentrado                     25,00   37,50   50,00   62,50
Milho grao moido (1)            77,90   77,60   77,40   77,39
Farelo de soja (1)              20,00   20,00   20,20   20,00
Ureia (1)                       0,88    1,18    1,22    1,25
Calcario (1)                    0,00    0,26    0,31    0,62
Fosfato bicalcico (1)           0,26    0,26    0,26    0,26
Cloreto de sodio (1)            0,88    0,62    0,44    0,35
Premix mineral (1)              0,06    0,04    0,13    0,13

Composicao
bromatologica
(%MS)

Materia seca                    92,12   91,77   91,83   91,21
Materia mineral                 5,40    5,18    4,80    4,58
Proteina bruta                  12,74   14,36   15,97   17,65
Extrato etereo                  1,53    2,13    2,92    2,98
Fibra em detergente neutro      60,25   52,57   45,52   37,43
Fibra em detergente acido       28,64   24,82   19,51   17,26
[FDN.sup.cp] (3)                54,47   47,59   41,26   33,87
Carboidratos totais             80,33   78,33   76,31   74,79
Carboidratos nao-fibrosos       26,25   31,54   36,16   42,33
Nutrientes digestiveis totais   57,41   63,11   68,38   74,51
Relacao NDT:PB                  4,60    4,40    4,28    4,22

(1) Composicao centesimal em relacao a porcao concentrada da
dieta. (2) Composicao: Ca 7,5%; P 3%; Fe 16.500 ppm; Mn
9.750 ppm; Zn 35.000 ppm; I 1.000 ppm; Se 225 ppm; Co 1.000
ppm. (3) Fibra em detergente neutro corrigida para cinzas e
proteina.

Tabela 3. Medias, coeficiente de variacao (CV), coeficiente
de determinacao (R2), equacao de regressao (ER) e nivel de
significancia (P) para o consumo de materia seca (CMS),
consumo de energia metabolizavel (CEM), ganho medio diario
de peso (GMD), conversao alimentar (CA) e eficiencia
alimentar (EA), em funcao dos niveis de energia
metabolizavel (EM) das racoes experimentais.

Variavel                    Niveis de EM (Mcal kg de MS)

                       2,08     2,28      2,47      2,69

CMS (g dia-1) (1)     695,02   914,17   1030,16   1287,06
CEM (g [kg.sup.-1]
  [PCVZ.sup.0,75]
  [dia.sup.-1]) (2)   137,05   168,58   207,53    252,37
GMD (g dia-1) (3)     86,60    120,14   142,19    161,76
CA (4)                 8,21     7,62      7,37      7,82
EA (5)                12,32    13,36     13,78     13,41

Variavel                 CV       R2         P

CMS (g dia-1) (1)     27,65     0,98     0,002
CEM (g [kg.sup.-1]
  [PCVZ.sup.0,75]
  [dia.sup.-1]) (2)   24,18     0,96     0,003
GMD (g dia-1) (3)     14,44     0,97    0,0001
CA (4)                16,98       --        NS
EA (5)                13,97       --        NS

NS = Nao-significativo; (1) Y = -1249,47 + 937,54EM;
(2) Y = -412,60 + 257,87EM;
(3) Y = -159,25 + 120,66EM; (4) Y = 7,76 ; (5) Y = 13,22.

Tabela 4. Medias, coeficiente de variacao (CV), coeficiente
de determinacao (R2), equacao de regressao (ER) e nivel de
significancia (P) para a perda ao jejum (PJ), peso do corpo
vazio (PCVZ), peso da carcaca quente (PCQ), rendimento da
carcaca quente (RCQ), peso da carcaca fria (PCF), rendimento
da carcaca fria (RCF) e perda por resfriamento (PR), em
funcao dos niveis de energia metabolizavel (EM) das racoes
experimentais.

                        Niveis de EM (Mcal
                        [kg.sup.-1] de MS)

Variavel        2,08        2,28    2,47    2,69

PCi (kg)        12,90      13,00    12,84   13,14
PCf (kg)        23,40      30,30    29,14   27,86
PJ (%) (1)      4,61        7,92    2,78    4,72
PCVZ (kg) (2)   16,89      22,96    23,03   22,32
PCQ (kg) (3)    9,46       13,43    13,03   12,49
RCQ (%) (4)     41,66      46,90    45,82   46,84
PCF (kg) (5)    9,35       13,37    12,75   12,27
RCF (%) (6)     41,19      47,09    44,90   46,00
PR (kg) (7)     0,11        0,07    0,28    0,22
PR (%) (8)      1,07        0,52    2,12    1,81

Variavel        CV      [R.sup.2]   P

PCi (kg)          --          --      --
PCf (kg)          --          --      --
PJ (%) (1)      24,20         --      NS
PCVZ (kg) (2)   15,78       0,97    0,01
PCQ (kg) (3)    16,57       0,79    0,004
RCQ (%) (4)     7,28          --      NS
PCF (kg) (5)    16,91       0,77    0,003
RCF (%) (6)     7,58          --      NS
PR (kg) (7)     1,81          --      NS
PR (%) (8)      8,46          --      NS

NS = Nao-significativo; 1Y = 5,00; 2Y =--22,64 + 20,15EM--
0,41EM2; 3Y =--148,79 + 131,88EM--26,76EM2; 4Y = 45,30; 5Y
=--147,20 + 130,67EM--26,57EM2; 6Y = 44,79; 7Y = 0,17; 8Y =
1,38.

Tabela 5. Medias, coeficiente de variacao (CV), coeficiente
de determinacao (R2), equacoes de regressao (ER) e nivel de
significancia (P), para os pesos absolutos (kg) e
porcentagens em relacao ao peso da carcaca fria (PCF) da
paleta, perna, pescoco, costela, lombo anterior, lombo
posterior, peito, fraldinha e area de olho de lombo (AOL,
[cm.sup.2]), em funcao dos niveis de energia metabolizavel
(EM) das racoes experimentais.

                           Niveis de EM (Mcal kg-1 de MS)

Variavel                 2,08     2,28      2,47     2,69

Paleta (kg) (1)          0,96     1,20      1,28     1,31
Paleta (%) (2)          19,26    18,08     18,98    19,87
Perna (kg) (3)           1,66     2,18      2,14     2,09
Perna (%) (4)           32,85    32,65     32,58    32,05
Pescoco (kg) (5)         0,44     0,57      0,56     0,53
Pescoco (%) (6)          8,75     7,74      9,16     8,35
Costela (kg) (7)         0,25     0,43      0,40     0,29
Costela (%) (8)          5,55     6,44      6,00     5,00
Lombo anterior
  (kg) (9)               0,79     0,99      0,79     0,93
Lombo anterior
  (%) (10)              14,75    16,48     12,06    14,53
Lombo posterior
  (kg) (11)              0,34     0,40      0,42     0,38
Lombo posterior
  (%) (12)               6,82     6,59      6,40     6,81
Peito (kg) (13)          0,30     0,43      0,38     0,32
Peito (%) (14)           5,63     6,44      5,59     5,94
Fraldinha (kg) (15)      0,31     0,42      0,44     0,46
Fraldinha (%) (16)       7,32     6,20      7,41     7,19
AOL ([cm.sup.2]) (17)   11,10    14,49     12,44    12,20

Variavel                CV(%)       R2         P

Paleta (kg) (1)         18,69       --        NS
Paleta (%) (2)           4,44     0,70    0, 028
Perna (kg) (3)          19,17       --        NS
Perna (%) (4)            3,33       --        NS
Pescoco (kg) (5)        20,35       --        NS
Pescoco (%) (6)         12,30       --        NS
Costela (kg) (7)        24,22     0,87    0, 021
Costela (%) (8)         18,16       --        NS
Lombo anterior
  (kg) (9)              26,44       --        NS
Lombo anterior
  (%) (10)              11,74       --        NS
Lombo posterior
  (kg) (11)             22,93       --        NS
Lombo posterior
  (%) (12)               7,80       --        NS
Peito (kg) (13)         27,53       --        NS
Peito (%) (14)           7,80       --        NS
Fraldinha (kg) (15)     22,38       --        NS
Fraldinha (%) (16)      12,75       --        NS
AOL ([cm.sup.2]) (17)   41,79     0,85      0,01

NS = Nao-significativo; (1) Y = 1,18; (2) Y = 72,29 =
46,87EM + 10,19EM2; (3) Y = 2,01; (4) Y = 32,53; (5) Y =
0,52; (6) Y = 8,50; (7) Y =--8,21 + 7,13EM -1,47[EM.sup.2];
(8) Y = 5,74; (9) Y = 0,87; (10) Y = 14,45; (11) Y = 0,38;
(12) Y = 6,65; (13) Y = 0,35; (14) Y = 5,90; (15) Y = 0,40;
(16) Y = 7,03; (17) Y = -0,52 + 5,59EM.
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Title Annotation:texto en portugues
Author:Sales Pereira, Elzania; Guimaraes Pimentel, Patricia; Melo Fontenele, Rildson; Nunes de Medeiros, Ar
Publication:Acta Scientiarum Animal Sciences (UEM)
Date:Oct 1, 2010
Words:5908
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