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Caracteristicas da carcaca de cordeiros terminados em confinamento recebendo silagem de graos de milho puro ou com adicao de girassol ou ureia.

Introducao

O consumo de carne ovina vem aumentando nos ultimos anos em regioes do Brasil com pouca tradicao na ovinocultura. Esta atividade tem apresentado grande potencial para atendimento das exigencias do consumo de carne ovina no mercado interno e externo.

Para melhor atender ao consumidor e necessario que haja investimentos na cadeia produtiva, com objetivo de melhorar a eficiencia de producao, considerando o desempenho animal, o rendimento da carcaca e a qualidade da carne.

O confinamento e uma alternativa que conduz a producao de carne de cordeiro com maior rapidez, ao mesmo tempo em que facilita o controle da verminose, pois os animais permanecem menor tempo em contato com as pastagens, principal fonte de contaminacao (REIS et al., 2001).

Pesquisas com silagem de graos de milho tem evidenciado que ha aumento na digestibilidade da materia organica, principalmente pelo aumento na digestao do amido, principal componente do grao (JOBIM et al., 2001). Segundo as pesquisas de Berndt et al. (2002) e Reis et al. (2001), a silagem de graos de milho e vantajosa em termos nutricionais, pois aumenta a eficiencia de conversao alimentar.

Nesse contexto, Jobim et al. (2008) realizaram estudos a fim de aumentar a qualidade da silagem de graos de milho, pela adicao de outros graos de maior teor proteico. A proposta foi de produzir silagem de graos de milho com valores de energia e proteina bruta semelhantes aos concentrados comerciais, para minimizar custos de aquisicao de insumos e melhorar o desempenho dos animais alimentados com essas silagens.

Segundo Bueno et al. (2000), um dos fatores mais preponderantes para a expansao e consolidacao do mercado da carne ovina, no Brasil, e a qualidade da carcaca, sendo fundamental a padronizacao das carcacas em funcao do tamanho, percentual de musculos, cobertura de gordura subcutanea e teor de gordura adequada ao mercado consumidor. De acordo com Siqueira et al. (2001), os cordeiros sao potencialmente a categoria ovina que possui a carne de maior aceitabilidade no mercado consumidor, pelas melhores caracteristicas de carcaca e pela melhor qualidade de sua carne.

O rendimento de carcaca, em ovinos, pode variar de acordo com idade, peso vivo, sexo, sistema de terminacao e dieta recebida. A carcaca de cordeiros pode ser comercializada inteira ou na forma de cortes comerciais. Os cortes carneos em pecas individualizadas, associados a apresentacao do produto, sao importantes fatores na comercializacao, pois, alem de proporcionarem a obtencao de precos diferenciados entre diversas partes da carcaca, permitem aproveitamento racional, evitando desperdicios (SILVA SOBRINHO; SILVA, 2000).

Segundo Santos et al. (2001), o sistema de cortes deve respeitar alguns aspectos como: proporcao de tecidos, facilidade de realizacao pelo operador e uso pelo consumidor. O rendimento dos diferentes cortes comerciais da carcaca sao parametros importantes para direcionar sistemas de alimentacao que venham obter cordeiros jovens em terminacao. De acordo com Ruiz de Huidobro e Caneque (1994), os distintos cortes que compoem a carcaca possuem diferentes valores economicos e a sua proporcao constitui importante indice para avaliacao da qualidade comercial da carcaca.

Este trabalho teve como objetivo avaliar o efeito de concentrados a base de silagens de graos de milho puro ou com adicao de graos de girassol ou ureia sobre sua composicao, desempenho e rendimento de carcaca de cordeiros terminados em sistema de confinamento.

Material e metodos

O experimento foi conduzido na Fazenda Experimental de Iguatemi, Estado do Parana, pertencente a Universidade Estadual de Maringa.

Avaliou-se o desempenho de cordeiros em sistema confinado recebendo como volumoso, silagem de milho e concentrado formulado a base de silagens de graos de milho (Tabela 1). Foram avaliados tres tratamentos sendo: SGM-silagem de graos de milho puro; SGMG-silagem de grao de milho com adicao de 20% de graos de girassol; SGMU-silagem de grao de milho com 1% de ureia. Os teores de materia seca (MS), proteina bruta (PB) e calcio (Ca) das silagens foram analisados, segundo metodos da AOAC (1990). Os teores de fosforo (P) foram analisados de acordo com Malavolta et al. (1997). Os nutrientes digestiveis totais (NDT) foram estimados pela equacao de predicao proposta por Weiss et al. (1992).

A relacao volumoso:concentrado foi de aproximadamente 50:50. Para o estudo, foram utilizados 24 cordeiros machos nao-castrados, com peso medio inicial de 23 kg, distribuidos nos tres tratamentos (8 animais [tratamento-.sup.1]). Previo ao confinamento, os animais receberam coccidiostatico, vacina contra clostridioses e foram vermifugados e deslanados para melhor conforto termico e facilidade de manejo. Posteriormente, foram alojados em baias cobertas de 2 m2, divididos em grupos de dois. Cada baia continha cocho para alimentacao e bebedouros para disponibilizar agua a vontade. Os animais foram alimentados duas vezes ao dia, as 8 e as 16h e uma vez por semana os animais eram pesados pela manha para ajuste de consumo.

Definiu-se, como exigencia para abate, o minimo de 31 kg de peso vivo na origem. Os animais permaneceram 14h antes do abate somente com dieta hidrica. Apos o abate, as carcacas foram pesadas para obtencao do peso da carcaca quente (PCQ), e armazenadas em uma camara frigorifica a 4[grados]C, permanecendo por 24h, penduradas pelos tendoes calcaneos em ganchos apropriados, com distancia de 17 cm. Apos estocagem, as carcacas foram pesadas obtendo-se o peso da carcaca fria (PCF), para o calculo da porcentagem de perda de peso por resfriamento e do rendimento comercial (relacao entre o peso da carcaca fria e o peso vivo ao abate). O rendimento verdadeiro foi obtido pelo peso da carcaca quente em relacao ao peso corporal vazio (PCV), calculado pela diferenca do peso vivo ao abate, menos o conteudo gastrintestinal.

No Longissimus lumborum (entre a ultima vertebra toracica e a primeira lombar, no corte denominado lombo), tomou-se a area transversal em transparencia e, posteriormente, foi determinada a area de olho de lombo, utilizando do programa computacional Autocad[R]. Ainda no Longissimus lumborum, utilizando-se paquimetro, foram feitas quatro medidas: Medida A- comprimento maior do musculo Longissimus lumborum, perpendicular ao eixo ou medida B; Medida B- comprimento menor do musculo Longissimus lumborum: e a profundidade maxima do mesmo; Medida C-espessura de gordura sobre o musculo Longissimus lumborum: e a espessura da gordura de cobertura sobre a seccao transversal do referido musculo, a continuacao do eixo B; Medida J-espessura maxima de gordura de cobertura no perfil do lombo (Figura 1).

Para o calculo dos indices de compacidade, foram feitas as seguintes mensuracoes, segundo Sanudo e Sierra (1986): comprimento da perna (distancia entre o perineo e o bordo anterior da superficie articular tarso metatarsiano), largura da garupa (largura maxima entre os trocanteres, tomada com compasso), comprimento interno da carcaca (distancia maxima entre o bordo anterior da sinfese isquio-pubiano e o bordo anterior da primeira costela em seu ponto medio).

Foram calculados os indices de compacidade da carcaca (peso da carcaca fria dividido pelo comprimento interno da carcaca) e de compacidade da perna (largura da garupa dividida pelo comprimento da perna).

[FIGURA 1 OMITIR]

As carcacas foram seccionadas ao meio e cada metade esquerda pesada e subdividida em sete regioes anatomicas e pesadas individualmente. As sete regioes sao: pescoco (que compreende a regiao anatomica das sete vertebras cervicais; paleta (regiao anatomica que compreende a escapula, radio e carpo); costelas descobertas (regiao anatomica que apresenta como base ossea as cinco primeiras vertebras toracicas, junto com a metade superior do corpo das costelas correspondentes); costelas (regiao das 8 ultimas vertebras toracicas, juntamente com a metade superior das costelas correspondentes); baixos (regiao obtida tracando-se uma linha reta da borda dorsal do abdome a ponta do esterno); lombo (regiao anatomica das vertebras lombares; perna (compreendem as regioes glutea, femoral e da perna apresentando base ossea, o tarso, a tibia, o femur, isquio, pubis e ilio).

Os dados obtidos foram submetidos a analise da variancia e as medias comparadas pelo teste de Tukey a 5% de probabilidade.

Resultados e discussao

Na Tabela 2, sao apresentados os dados referentes ao desempenho dos animais em relacao ao ganho de peso e variaveis de carcaca. Nao houve diferenca (p > 0,05) entre as variaveis em relacao aos tratamentos. O peso vivo medio ao abate foi de 31,1 kg com GMD de 0,164 kg. O GMD foi considerado baixo em comparacao com os abatidos por outros pesquisadores como Rocha et al. (2004) que observaram 0,227 kg em cordeiros confinados. No entanto, isso foi creditado ao potencial dos animais utilizados no trabalho, uma vez que eram do grupo racial Hampshire-SRD.

A media no consumo de materia seca foi de 3,87% em relacao ao peso vivo. E de grande importancia o consumo de alimento pelo animal, pois este e fundamental para o organismo e determina o nivel de nutrientes ingeridos, obtendo a producao como resposta (VAN SOEST, 1994).

O PCQ medio de 13,39 kg determinou um rendimento medio de 43,13% em relacao ao PVF. Esse rendimento e inferior ao obtido por Alves et al. (2003) de 14,01 kg e os 15,6 kg encontrados por Zundt et al. (2006b). O PCQ obtido indica resultado satisfatorio, pois se encontra na faixa de preferencia para os consumidores brasileiros, evidenciando o potencial da silagem de graos de milho para formulacao do concentrado. A media para PCF observada foi de 12,809 kg.

A perda de peso por resfriamento apresentou media de 3,12%, valor com comportamento biologico esperado, uma vez que a cobertura de gordura apresentou media de 2,76 em uma escala de 5 pontos (ANDRADE et al., 2009).

Avaliando cordeiros em confinamento das racas Corriedale, % Bergamacia Corriedale, e 1/2 Hampshire Corriedale, Macedo et al. (2006) observaram media de 3,35%. Reis et al. (2001) observaram perdas por resfriamento de 2,72% para carcacas de cordeiros em confinamento.

O RV indicou o valor medio de 50,51%, enquanto o RC foi de 48,64%. Os valores obtidos nesse estudo sao considerados satisfatorios e compativeis com aqueles obtidos por outros pesquisadores. Garcia et al. (2000) encontraram valores superiores para RV e RC de 53,1 e 53,4%, respectivamente, em cordeiros Santa Ines puros e mesticos. Tambem Garcia et al. (2003), estudando cordeiros Suffolk abatidos com 31 kg de PV terminados em confinamento, verificaram RV e RC medios de 58 e 51,1%, respectivamente. Em comparacao ao mesmo trabalho de Reis et al. (2001) em que o rendimento verdadeiro foi superior (51,50%) em relacao a este trabalho (50,51%) e para rendimento comercial teve menor valor (42,40%) comparado a este estudo que foi de 48,638%.

As medidas A e B do lombo servem para avaliacao da quantidade de musculo na carcaca e tem alta correlacao com a area de olho de lombo e a conformacao. As medidas A e B observados (Tabela 3) sao semelhantes aos obtidos por Almeida Junior et al. (2004) em cordeiros Suffolk, com comprimento maior de 54,9 mm e menor de 26,82 mm. Tambem houve semelhancas com os trabalhos realizados por Garcia et al. (2003) que obtiveram valores para medida A e B de 53,2 e 28,6 mm, respectivamente, no Longissimus dorsi de carcacas de cordeiros mesticos Suffolk abatidos com 31 kg, e por Siqueira e Fernandes (2000), estudando cordeiros da raca Corriedale, abatidos com 32 kg, que registraram 51,00 e 24,00 mm, respectivamente.

Nao houve efeito (p > 0,05) dos tratamentos sobre estas variaveis (Tabela 3), evidenciando que a qualidade dos concentrados foi semelhante. O comprimento maior de lombo foi em media 54,08 mm e o comprimento menor foi de 25,1 mm. O valor medio obtido para AOL de 11,89 crrf esta coerente com os valores, normalmente, registrados para cordeiros abatidos com PV medio ao redor de 30 kg, segundo Silva e Pires (2000).

Os cortes de primeira, de segunda e de terceira estao apresentados na Tabela 4. A analise dos dados evidenciou nao haver diferenca (p > 0,05) nos tres tipos de cortes em funcao dos tratamentos.

Em relacao aos cortes de primeira (Tabela 4), constatou-se que nao houve efeito de tratamento (p > 0,05) sobre o peso da perna e do lombo e respectivos rendimentos. O valor medio observado para rendimento da perna, de 35,20% foi proximo ao verificado por Osorio et al. (2002), de 34,93%, que trabalharam com cordeiros cruza Border Leicester com ovelhas Corriedale e Ideal, abatidos com peso medio de 33 kg.

Tambem Siqueira et al. (2001) que trabalharam com cordeiros Ile de France x Corriedale, com peso medio de 28 kg no abate, obtiveram rendimento medio de 34,21%. Ja, no estudo realizado por Oliveira et al. (2002) foi relatado rendimento inferior (32,75%), trabalhando com ovinos Santa Ines e peso medio ao abate de 30 kg.

Nos cortes de segunda (paleta e costela), os valores obtidos sao coerentes com aqueles observados na literatura, considerando-se as diferentes racas de ovinos trabalhadas. A media de rendimento da paleta (18,93%) foi semelhante ao observado por Macedo et al. (2006) com media de 18,86% em cordeiros Corriedale, Bergamacia-Corriedale e Hampshire Down-Corriedale confinados, e inferior ao observado por Zundt et al. (2006a) com valor de 19,40% em cordeiros Santa Ines. Ja, o rendimento da costela foi em media 8,85% sendo semelhante ao encontrado por Zundt et al. (2006a) com cordeiros Santa Ines (8,27%), e inferior ao encontrado por Macedo et al. (2006) com media de 10,32%. Ainda em comparacao ao trabalho de Zundt et al. (2006a), o rendimento da costela descoberta encontrado, neste trabalho (10,89%), foi inferior ao registrado pelos autores (12,56%), enquanto que no rendimento dos baixos os valores sao semelhantes.

O rendimento do pescoco obtido por Zundt et al. (2006a) em cordeiros Santa Ines (6,07%) foi superior em relacao ao do presente estudo que foi de 2,96%, o que pode ser atribuido ao fator raca. Segundo Osorio et al. (2002), o pescoco e um corte de desenvolvimento tardio nos machos nao- castrados e precoce nas femeas.

Na Tabela 5, sao apresentados os valores para a correlacao de Pearson para as principais variaveis da carcaca.

Em geral, as correlacoes das variaveis apresentadas, na Tabela 5, sao baixas e, as vezes, negativas. A variavel PCF mostrou correlacao positiva e significativa com os parametros PCV, PPER, PPAL e RV. Observa-se alta correlacao entre PVF e PC e entre PCV e PPER.

De acordo com Ruiz de Huidobro e Caneque (1994), a paleta e perna representam mais de 50% da carcaca, sendo estes cortes os que melhor predizem o conteudo total dos tecidos da carcaca. A correlacao entre os parametros LGAR com ICPE e PLOM com RLOM tambem foram significativas, confirmando a importancia dessas caracteristicas com o rendimento de tecidos da carcaca.

Conclusao

A silagem de graos de milho associada com 20% de graos de girassol ou 1% de ureia, nao afetam o desempenho e as variaveis quantitativas da carcaca, sendo recomendado seu uso na alimentacao de cordeiros em confinamento.

DOI: 10.4025/actascianimsci.v32i3.7877

Received on August 4, 2009.

Accepted on June 9, 2010.

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Lausimery Lombardi (1), Cloves Cabreira Jobim (2) *, Valter Harry Bumbieris Junior (3), Moyses Calixto Junior (3) e Francisco Assis Fonseca de Macedo (2)

(1) Programa de Pos-graduacao em Zootecnia, Universidade Estadual da Maringa, Maringa, Parana, Brasil. (2) Departamento de Zootecnia, Centro de Ciencias Agrarias, Universidade Estadual de Maringa, Av. Colombo, 5790, 87020-900, Maringa, Parana, Brasil. (3) Departamento de Zootecnia, Universidade Estadual de Londrina, Londrina, Parana, Brasil. * Autor para correspondencia. E-mail: ccjobim@uem.br
Tabela 1. Valores da composicao percentual e quimica das dietas.

Racao                                SGM     SGMG     SGMU

Silagem de milho                   48,00    50,00    52,00
Silagem de graos de milho          31,00       --       --
Silagem de graos de milho com         --    31,00       --
20% de girassol
Silagem de graos de milho com 1%      --       --    31,00
de ureia
Farelo de soja                     20,00    18,00    16,00
Mineral                             1,00     1,00     1,00
Total                              100,00   100,00   100,00
Composicao quimica
MS                                 46,95    46,12    45,32
PB                                 16,15    16,38    16,45
NDT                                74,44    74,02    73,60
Ca                                  0,54     0,56     0,53
P                                   0,40     0,40     0,38

MS: materia seca; PB: proteina bruta; NDT: nutrientes digestiveis
totais; Ca: calcio; P: fosforo. SGM = silagem de grao de milho puro.
SGMG = silagem de graos de milho com 20% de girassol. SGMU = silagem de
graos de milho com 1% de ureia.

Tabela 2. Media para peso vivo inicial (PVI), peso vivo final
(PVF), consumo de materia seca em % PV (CONMS), ganho
medio diario (GMD), peso corpo vazio (PCV), peso da
carcaca quente (PCQ), peso da carcaca fria (PCF), peso meia
carcaca fria (PMCF), perda de peso por resfriamento (PPR),
rendimento verdadeiro (RV) e rendimento comercial (RC) de
cordeiros.

Variaveis      SGM     SGMG    SGMU    Media   F      CV (%)

PVI (kg)       22,71   23,22   23,00   22,98   0,09   10,22
PVF (kg)       31,43   30,85   30,88   31,05   0,60    3,85
CON MS(% PV)    3,80    3,84    3,97    3,87   0,78    4,25
GMD (kg)        0,17    0,15    0,15    0,16   0,32   19,51
PCV (kg)       26,84   26,07   26,09   26,33   0,27    4,00
PCQ (kg)       13,52   13,18   13,43   13,39   0,27    7,57
PCF (kg)       13,17   12,67   13,06   12,80   0,44    7,61
PPR (%)         2,59    3,95    2,83    3,12   0,51   48,07
RV (%)         50,51   50,51   50,49   50,51   0,30    5,69
RC (%)         48,27   48,10   49,54   48,63   0,28    4,32

SGM = silagem de grao de milho puro. SGMG = silagem de graos de milho
com 20% de girassol. SGMU = silagem de graos de milho com 1% de ureia.
F = valores para o teste F; CV = coeficiente de variacao.

Tabela 3. Medias para medida A, medida B, medida C, medida J
e area de olho de lombo (AOL) no L.

Tratamento   A (mm)  B (mm)    C (mm)    J (mm)    AOL (cm2)

SGM          50,66    26,69     1,30      2,43      12,07
SGMG         54,75    24,60     2,38      4,20      11,66
SGMU         56,83    24,08     1,14      2,10      11,95
Media        54,08    25,12     1,61      2,91      11,89
F            2,34     2,53
CV(%)        10,71    9,78      23,52     18,28     9,83

SGM = silagem de grao de milho puro. SGMG = silagem de graos de milho
com 20% de girassol. SGMU = silagem de graos de milho com 1% de ureia.
F = valores para o teste F; CV = coeficiente de variacao.

Tabela 4. Medias para pesos e rendimentos da perna (PPER e
RPER), do lombo (PLOM e RLOM), da paleta (PPAL e
RPAL), da costela (PCOS e RCOS), das costelas descobertas
(PCOSD e RCOST), dos baixos (PBX e RPBX), do pescoco
(PPESC e RPESC), conforme os tratamentos.

Variaveis     SGM     SGMG    SGMU    Media    F     CV(%)

Cortes de Primeira

PPER (kg)     2,30    2,21    2,29    2,27    0,49    8,56
RPER (%)     35,30   35,03   35,21   35,20
PLOM (kg)     0,67    0,68    0,71    0,69    0,32   14,17
RLOM (%)     10,30   10,96   10,94   10,74    0,46   14,28

Cortes de segunda

PPAL (kg)     1,28    1,17    1,21    1,22    1,71    9,57
RPAL (%)     19,60   18,58   18,55   18,93    4,56    4,44
PCOS (kg)     0,56    0,57    0,57    0,57    0,01   14,75
RCOS (%)      8,72    8,99    8,84    8,85    0,14   11,72

Cortes de terceira

PCOSD (kg)    0,70    0,70    0,70    0,70    0,32    5,34
RCOSD (%)    10,70   11,10   10,77   10,89    0,43    7,42
PBX (kg)      0,64    0,61    0,64    0,63    0,83    6,21
RPBX (%)      9,89    9,69    9,91    9,83    1,00    4,72
PPESC (kg)    0,37    0,38    0,37    0,37    0,21    5,24
RPESC (%)     2,86    3,09    2,94    2,96    0,73    8,52

SGM = silagem de grao de milho puro. SGMG = silagem de graos de milho
com 20% de girassol. SGMU = silagem de graos de milho com 1% de ureia.
F = valores para o teste F; CV = coeficiente de variacao.

Tabela 5. Coeficiente de correlacao de Pearson de peso da carcaca fria
(PCF), peso vivo final (PVF), peso corpo vivo (PCV), peso da perna
(PPER), peso da paleta (PPAL), rendimento verdadeiro (RV), comprimento
interno da carcaca (CINTC), largura da garupa (LGAR), indice de
compacidade da perna (ICPER), rendimento da perna (RP), peso do lombo
(PLOM) e rendimento do lombo (RLOM).

        PCF   PVF    PCV    PPER   PPAL   RV     CINTC    LGAR

PCF      1    63 *   71 *   79 *   79 *   75 *     0,06   25
PVF            1     82 *   54     60     21      12       0,05
PCV                   1     74     80 *   15       0,04   10
PPER                         1     81 *   46     -17      15
PPAL                                1     45      -0,07    0,07
RV                                         1      22       0,09
CINTC                                              1       0,005
LGAR                                                       1
ICPER
RP
PLOM
RLOM

        ICPER      RP       PLOM     RLOM

PCF     14        0,06      22       -28
PVF      0,01     25         0,03    -23
PCV      0,03     28        -0,001   -39
PPER    -0,002    46         0,004   -51
PPAL     0,002    12        11       -37
RV       0,02    -13        32        -0,05
CINTC    0,04    -29        39        39
LGAR    93 *      0,08       0,08      0,01
ICPER    1       -0,0007     0,09     11
RP                  1      -57       -58
PLOM                         1        82 *
RLOM                                   1

* = significativo para o teste T de Student (p < 0,05).
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Title Annotation:texto en portugues
Author:Lombardi, Lausimery; Cabreira Jobim, Cloves; Bumbieris, Valter Harry, Jr.; Calixto, Moyses, Jr.; Fon
Publication:Acta Scientiarum Animal Sciences (UEM)
Date:Jul 1, 2010
Words:4929
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