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Caracteristicas agronomicas de variedades de milho para producao de silagem.

Agronomic characteristics of maize varieties for silage production in the submedio Sao Francisco river valley

Introducao

A cultura do milho esta difundida por toda regiao Nordeste do Brasil, sendo um dos principais produtos agricolas da regiao, onde ocupa uma area de, aproximadamente, 3 milhoes de hectares (IBGE, 2007), participando na formacao da renda agricola, na ocupacao funcional de parcelas consideraveis da populacao rural e, principalmente, pela sua contribuicao na alimentacao animal, em que entra como componente basico.

A area plantada no Nordeste produziu, nos ultimos oito anos, media de 3.322.041 toneladas de graos [ano.sup.-1] revelando-se abaixo da media nacional (9.148.306 toneladas [ano.sup.-1]), onde se observou que nesta regiao a producao media por hectare e de aproximadamente 1,5 toneladas [ha.sup.-1], enquanto a media nacional e de 3,9 t [ha.sup.-1] (AGRIANUAL, 2009), o que pode ser atribuido a particularidade climatica local, ao grau tecnologico adotado em sua producao e ainda a escolha de genotipos inadequados, decorrente da escassez de informacoes regionais sobre o comportamento agronomico dos diversos materiais geneticos disponiveis e indicados para a regiao semiarida.

A caracterizacao agronomica dos materiais geneticos disponiveis e importante para nortear a escolha de materiais que propiciem alta producao e elevado valor nutritivo. Segundo Almeida Filho et al. (1999), a identificacao de plantas mais adaptadas as condicoes em que serao cultivadas contribuira para maiores rendimentos da cultura do milho, ressaltando que, alem da genetica, a producao e influenciada pela qualidade das sementes, epoca de plantio, populacao de plantas, preparo, correcao e adubacao do solo, controle de plantas daninhas, pragas e doencas, irrigacao, entre outros. Contudo, existem poucas informacoes sobre os efeitos destes fatores sobre a qualidade da forragem produzida.

Os genotipos de milho destinados a producao de silagem devem apresentar elevada produtividade e teores de carboidratos soluveis que favorecam a fermentacao (LAUERS et al., 2001). Outras caracteristicas que influenciam a qualidade final das silagens sao as proporcoes das fracoes da planta (ROSA et al., 2004; FERRARI JUNIOR et al., 2005).

O milho e a cultura padrao para ensilagem, pela tradicao no cultivo, pela produtividade e valor nutritivo. O desenvolvimento de novas cultivares de milho, bem adaptadas e de alta produtividade, e importante para incrementar a melhoria de rendimento da atividade no semiarido nordestino (CARVALHO et al., 2000).

Ressalta-se que as regioes semiaridas nordestinas sao caracterizadas por problemas relacionados a insuficiente disponibilidade de agua e, principalmente, por uma distribuicao irregular das chuvas, que impoem severas restricoes a producao agropecuaria. A cultura do milho, componente socioeconomico importante dessa regiao, sofre grande instabilidade de cultivo, ocasionada, principalmente, pela insuficiencia de variedades precoces, que possam reduzir os riscos de frustracoes de safras.

Visando alcancar esse objetivo, foram introduzidos no Nordeste brasileiro diversos germoplasmas de milho, de diferentes portes e ciclos, objetivando a selecao daqueles promissores para exploracao comercial na regiao. Dadas as suas caracteristicas peculiares, destacaram-se na regiao os genotipos de ciclo precoce e superprecoce, que sao aqueles com ciclo em torno de 90 a 110 dias.

Objetivou-se avaliar a produtividade e caracteristicas agronomicas de seis variedades de milho, de ciclo precoce ou superprecoce, recentemente introduzidas na regiao visando a producao de silagem.

Material e metodos

O experimento foi conduzido na Embrapa Semiarido, em Petrolina, Estado de Pernambuco, localizada na regiao do Submedio do Vale do Sao Francisco, a uma latitude de 09[grados]09"S, longitude de 40[grados]22"W, altitude de 365,5 m e media pluviometrica anual de 570 mm, com temperaturas medias anuais de maximas e minimas de 33,46 e 20,87[grados]C, respectivamente, num Latossolo VermelhoAmarelo, textura arenosa, com profundidade media de 1,5 m, durante o periodo de abril a agosto/2007.

Os dados referentes a precipitacao, temperatura, evaporacao e umidade relativa do ar, durante a conducao do experimento, estao apresentados na Tabela 1.

O delineamento experimental utilizado foi em blocos casualizados com seis tratamentos e quatro repeticoes. Os tratamentos constituiram-se de seis variedades de milho indicadas para regioes semiaridas nordestinas, com niveis de tecnologia de media a baixa (Tabela 2).

A unidade experimental, excluindo-se a bordadura de 3 [m.sup.2], constituiu-se de canteiros com cinco linhas de 3 m de comprimento, espacadas de 1 m entre linhas e 50 cm entre plantas, totalizando area util de 12 [m.sup.2].

Avaliaram-se as seguintes caracteristicas agronomicas: altura da planta; numero de espiga [planta.sup.-1]; altura da espiga; producao de massa verde (t [ha.sup.-1]); producao de massa seca (t [ha.sup.-1]); numero de plantas [ha.sup.-1] e as porcentagens de espiga, colmo e folha na massa seca (MS).

Inicialmente para o estabelecimento da cultura de milho, a area foi arada e posteriormente gradeada para destorroamento, nivelamento e abertura de sulco.

A analise de solo revelou as seguintes caracteristicas quimicas: pH agua: 5,80; P:5,10 mg [dm.sup.-3]; K:0,60 cmolc [dm.sup.-3]; Al:0,05 cmolc [dm.sup.-3]; H + Al:1,98 cmolc [dm.sup.-3]; Ca:1,50 cmolc [dm.sup.-3]; Mg:0,70 cmolc [dm.sup.-3]; M.O.:13,03 g [kg.sup.-1]; V%:59,0. Na adubacao de semeadura, utilizaram-se 650 kg [ha.sup.-1] da formula 4-20-20, sendo necessarias duas adubacoes de cobertura com 60 kg de N [ha.sup.-1] aos 30 e 45 dias apos a emergencia, alem de duas aplicacoes de inseticidas para controle de pragas. A demanda hidrica das plantas foi atendida com irrigacao. Vinte e dois dias apos a emergencia procedeu-se o desbaste das plantas deixando-se uma populacao aproximada de 55.000 plantas [ha.sup.-1].

As avaliacoes agronomicas foram realizadas quando as plantas apresentaram os graos no estadio farinaceo-duro, 85 dias apos o plantio. Em cinco plantas, escolhidas ao acaso, foi medida e anotada a altura ate o inicio da insercao da folha bandeira. As plantas das linhas centrais foram pesadas apos o corte, e com base no peso das plantas de cada linha e no seu respectivo teor de materia seca, foram calculadas as produtividades de massa verde e massa seca.

O numero de plantas quebradas foi registrado e os valores transformados em porcentagem (numero de plantas quebradas [numero.sup.-1] total de plantas, na area util da parcela), sendo o mesmo procedimento adotado para as plantas acamadas.

De cada parcela foi retirada uma amostra representativa, contendo 15 plantas, que foi pesada e acondicionada em sacos de papel e colocada em estufa de ventilacao forcada a 65[grados]C, por 72h. Posteriormente, as amostras foram retiradas da estufa, deixadas a temperatura ambiente por 1h e pesadas para determinacao da materia pre-seca. Para determinacao da materia seca, as amostras foram processadas em moinhos com peneiras de crivos de 1 mm de diametro, seguindo-se o procedimento descrito por Silva e Queiroz (2002).

Para a determinacao da porcentagem de espiga, colmo e folha na massa seca escolheram-se aleatoriamente cinco plantas por parcela. Posteriormente, as espigas, os colmos e as folhas de cada planta foram separados, pesados e triturados. A representatividade de cada fracao da planta foi determinada com base na materia seca.

As variaveis foram testadas para verificar a ocorrencia de distribuicao normal, e posteriormente os dados foram submetidos a analise de variancia e as medias comparadas pelo teste de Tukey a 5% de probabilidade, utilizando o procedimento PROC GLM. Calcularam-se os coeficientes de correlacao de Pearson (PROC CORR). Os resultados foram analisados segundo o procedimento PROC MIXED, em delineamento fatorial 6 x 2, com o objetivo de serem realizados testes de significancia de contrastes para verificacao de efeitos de niveis do fator precocidade, onde nao foi verificado efeito significativo. Todos os procedimentos foram realizados com o auxilio do programa SAS (2002).

Resultados e discussao

Observaram-se diferencas (p < 0,05) para as variaveis numero de espigas [planta.sup.-1], altura de plantas, altura de insercao de espigas, numero de plantas acamadas [numero.sup.-1] de plantas da area util e numero de plantas quebradas [numero.sup.-1] de plantas da area util, nao ocorrendo o mesmo para populacao de plantas (p > 0,05), ja que se programou uma populacao de plantas de aproximadamente 55 mil plantas [ha.sup.-1], para todas as variedades avaliadas (Tabela 3).

Quanto ao numero de espigas por planta, a variedade superprecoce BRS Caatingueiro apresentou o maior valor (p < 0,05) em relacao as demais variedades, excecao ao BRS 4103 (p > 0,05) e esta por sua vez nao diferiu das demais (p > 0,05). O valor medio encontrado (1,2 espigas [planta.sup.-1]) foi superior ao encontrado por Paziani et al. (2009) que avaliaram 24 cultivares para producao de silagem, e observaram 1,0 espiga [planta.sup.-1]. Segundo Costa et al. (2000), maiores proporcoes de espigas no material a ser ensilado, contribuem para melhor qualidade da forragem, entretanto, o numero de espigas pode nao estar relacionado a participacao percentual da espiga na planta.

Com relacao a altura da planta, as variedades BRS Caatingueiro e BR 5028 - Sao Francisco foram superiores (p < 0,05) as variedades BRS Assum Preto e BR 5033 Asa Branca, porem nao diferiram (p > 0,05) das variedades Gurutuba e BRS 4103, as quais nao diferiram (p > 0,05) da variedade BRS Assum Preto. Estes resultados contrariam aqueles observados por Flaresso et al. (2000) que observaram maior tendencia na altura de plantas nas cultivares de milho mais tardios, em relacao aos mais precoces.

A variedade BR 5028 - Sao Francisco apresentou a maior altura (p < 0,05) de insercao da espiga em relacao as variedades Gurutuba e BRS 4103, no entanto, estas variedades nao diferiram (p > 0,05) das variedades BRS Caatingueiro, BRS Assum Preto e BR 5033 - Asa Branca.

Beleze et al. (2003) encontraram valores superiores aos deste estudo para alturas da planta e espigas, quando avaliaram hibridos de milho de ciclo precoce.

A alta incidencia de acamamento e quebramento das plantas tem sido um dos problemas para a produtividade da cultura do milho e pode estar relacionado ao teor de lignina (Marchao et al., 2006). Os melhores resultados para incidencia de acamamento foram observados pelas variedades BRS Caatingueiro, BR 5033 - Asa Branca, BR 5028 - Sao Francisco e BRS 4103. Estas variedades nao diferiram entre si (p > 0,05) e diferiram das demais (p < 0,05). Ja para numero de plantas quebradas os melhores resultados foram observados para a variedade BR 5028 - Sao Francisco que diferiu (p < 0,05) das demais variedades.

Pode-se observar que a variedade BRS Assum Preto apresentou maiores medias com relacao ao acamamento e quebramento, 1,1 e 3,6%, respectivamente. As medias obtidas neste ensaio estao abaixo dos valores encontrados por Pedroso et al. (2006) que identificaram 1,3 e 3,7%, para numero de plantas acamadas e quebradas, respectivamente.

Houve efeito significativo de variedade para producao de massa verde e producao de massa seca (p < 0,05) (Tabela 4).

Para producao de massa verde (t [ha.sup.-1]), observouse superioridade das variedades BRS 4103, Gurutuba e BR 5028 - Sao Francisco em relacao as demais variedades (p < 0,05), no entanto, a variedades BR 5028 - Sao Francisco nao diferiu (p > 0,05) das demais variedades para esta caracteristica.

A producao de massa verde deve ser um dos primeiros parametros a ser avaliado quando se busca informacao sobre determinada cultivar, sendo observada anteriormente aos parametros de qualidade da silagem, pois alem de ser um parametro para o dimensionamento de silos, tambem contribui para a diluicao dos custos de implantacao da cultura, por elevar a produtividade (FERRARI JUNIOR et al., 2005).

Os resultados obtidos neste experimento para a produtividade de massa verde (t [ha.sup.-1]) foram superiores aos observados por Mello et al. (2004), quando avaliaram dois genotipos de milho, na Depressao Central do Estado do Rio Grande do Sul, com valor medio de 20,78 t [ha.sup.-1]. As produtividades de massa verde das variedades avaliadas foram menores que os dados medios do trabalho de Lupatini et al. (2004), que observaram media de 45 t [ha.sup.-1], ao avaliarem 15 hibridos de milho no Sudoeste paranaense, e foram semelhantes aos observados por Mendes et al. (2008b) que obtiveram media de 31,3 t [ha.sup.-1], avaliando 12 hibridos de milho, sendo oito de ciclo precoce.

As produtividades de massa seca variaram entre 10,7 a 16,5 t [ha.sup.-1], em que foram observadas as maiores produtividades para as variedades BRS 4103, Gurutuba e BR 5028 - Sao Francisco (p < 0,05), em detrimento das demais.

O valor medio obtido de 13,7 t MS [ha.sup.-1] fica aquem das produtividades de 14,2 a 22,0; 16,2 a 26,5 e 17,8 t [ha.sup.-1] registradas, respectivamente, por, Ferrari Junior et al. (2005), Jaremtchuk et al. (2005), Miron et al. (2007). No entanto, foram proximos as medias de 14,4 e 14,2 t [ha.sup.-1], observadas por Filya (2003) e Oliveira et al. (2003) , respectivamente. Os resultados deste ensaio foram superiores aos obtidos por Rosa et al. (2004) , que estudaram o comportamento de tres hibridos de milho (AG-5011, XL-344 e C-806), na Depressao Central do Estado do Rio Grande do Sul, e obtiveram producoes de massa seca variando de 7,2 a 12,4 t [ha.sup.-1].

Ocorreu efeito significativo de variedade para a participacao percentual de espiga e folha com base na massa seca (p < 0,05) (Tabela 5).

Constatou-se que a variedade BRS Assum Preto apresentou maior (p < 0,05) quantidade de espiga com base na massa seca, no entanto, observou-se que a variedade BRS Caatingueiro nao diferiu das variedades BR 5033 - Asa Branca e BR 5028 - Sao Francisco, mas estas nao diferiram da variedade Gurutuba, que tambem, nao se diferiu (p > 0,05) da variedade BRS 4103. As variedades BRS 4103 e Gurutuba apresentaram maiores quantidades de folhas (p < 0,05), nao diferindo entre si (p > 0,05), porem a variedade Gurutuba tambem nao diferiu (p > 0,05) da variedade BR 5028 - Sao Francisco, e esta ultima nao diferiu das demais variedades (p > 0,05). Nao ocorreu diferenca significativa (p > 0,05) para o percentual de colmo com base na massa seca, entre as variedades de milho estudadas.

Os dados obtidos no presente trabalho, para porcentagem de espiga e folhas na massa seca, foram proximos aos encontrados por Paziani et al. (2009) que obtiveram medias de 55,8 e 17,1%, respectivamente. Ja, Flaresso et al. (2000) observaram variacao de 14,3 a 18,9% para o componente folha (base da massa seca) e de 29,2 a 37,8% para a fracao colmo quando avaliaram 12 genotipos de milho indicados para producao de silagem na regiao do Alto Vale do Itajai, Estado de Santa Catarina, sendo os valores de porcentagem de folhas inferiores e de colmo superiores ao do presente estudo.

A relacao de proporcionalidade de espiga em relacao aos demais componentes com base na massa seca indica o potencial destes genotipos, indicados para o Nordeste, em fornecer carboidratos soluveis para producao de silagens de boa qualidade na regiao do Submedio Sao Francisco.

No estudo de correlacoes, foi verificada relacao positiva entre o numero de espigas e altura de planta (r = 0,48) (Tabela 6).

Paziani et al. (2009) relataram correlacao positiva entre estas variaveis, sendo esta de 0,12 (p < 0,05).

Houve correlacao positiva entre a producao de massa seca e altura da planta (r = 0,44). Mendes et al. (2008a) obtiveram coeficientes de correlacao de 0,63 (entre producao de massa verde x altura da planta) e 0,66 (entre producao de massa seca x altura da planta) para 23 hibridos, indicados para producao de silagem. Paziani et al. (2009) observaram correlacao positiva entre altura de plantas e producao de massa verde e seca, sendo estas de 0,25 e 0,16 (p < 0,01), respectivamente, correlacoes estas que foram corroboradas com as do presente estudo.

A altura de planta nao apresentou correlacoes significativas (p > 0,05) com as proporcoes de espiga, colmo e folha, fato tambem observado por Paziani et al. (2009).

Entre as fracoes, a folha correlacionou-se negativamente com a espiga (-0,84), o que evidencia o efeito de diluicao deste componente com o aumento da proporcao dos demais componentes da planta, fato tambem observado por Ferrari Junior et al. (2005).

Verificou-se correlacao negativa entre a porcentagem de espiga em relacao a produtividade de massa verde e seca, -0,81 e -0,77, respectivamente.

Conforme Almeida Filho et al. (1999) e Flaresso et al. (2000), a participacao da fracao espiga e importante, pois se correlaciona positivamente com o aumento no teor de materia seca, com a producao de graos e com a qualidade da silagem. Todavia, a proporcao de espiga na massa seca nao deve ser considerada como a unica caracteristica na selecao de cultivares de milho para a producao de silagem, pois tanto a qualidade da fibra como a altura da planta influenciam a produtividade de massa seca e a qualidade da silagem.

Os coeficientes de correlacao obtidos para as variaveis avaliadas estao de acordo com hibridos de milho consagrados para producao de silagem em distintas regioes brasileiras, indicando a possibilidade de utilizacao das variedades indicadas para a regiao semiarida nordestina, na producao de silagem.

Conclusao

Entre os materiais avaliados para producao de silagem na regiao do Submedio do Vale do Sao Francisco, destacaram-se as cultivares Gurutuba, BR 5028 - Sao Francisco e BRS 4103.

DOI: 10.4025/actascianimsci.v32i4.9299

Received on January 29, 2010.

Accepted on September 10, 2010.

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(1) Embrapa Semiarido, Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuaria, BR 428, km 152, 56302-970, Petrolina, Pernambuco, Brasil. (2) Embrapa Gado de Leite, Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuaria, Juiz de Fora, Minas Gerais, Brasil. (3) Departamento de Ciencias Agrarias e Ambientais, Universidade Estadual de Santa Cruz, Ilheus, Bahia, Brasil. *Autor para correspondencia.

E-mail: rafael.dantas@cpatsa.embrapa.br
Tabela 1. Dados meteorologicos durante
o periodo experimental.

                      Chuva    Temperatura ([degrees]C)
              Dias     (mm)
Mes/Ano        (1)     (2)     Max.   Min.   Media

Abril/2007     06      12,2    33,8   21,6   26,9
Maio/2007      07      9,2     32,1   21,3   26,0
Junho/2007     06      6,8     31,1   19,4   24,8
Julho/2007     05      9,2     30,6   19,1   24,1
Agosto/2007    04      6,3     31,3   18,5   24,4

                            UR
              Evaporacao    (%)
Mes/Ano       (mm)          (3)

Abril/2007     7,2          60
Maio/2007      6,9          63
Junho/2007     7,2          61
Julho/2007     7,1          63
Agosto/2007    8,2          55

(1) Ocorrencia de chuvas em dias.
(2) Precipitacao em milimetros.
(3) Umidade relativa do ar em porcentagem.

Tabela 2. Caracteristicas agronomicas das variedades de milho.

Variedades               Ciclo   Utilizacao     Textura     Cor do
                          (1)                 do grao (2)   grao (3)

BRS Caatingueiro          SP        Grao        SMDURO         AM
BRS Assum Preto           SP        Grao        SMDURO       AM/AL
BR 5033--Asa Branca        P        Grao        SMDURO       AM/AL
BR 5028--Sao Francisco     P        Grao        SMDENT       AM/AL
Gurutuba                  SP        Grao        SMDURO       AM/AL
BRS 4103                   P        Grao        SMDURO         LR

(1) Cielo: SP--superprecoce; P--precoce. 2Textura do grao:
SMDENT--Semidentado; SMDURO--Semiduro. 3Cor do grao:
AL--Alaranjado; LR--Laranja; AM--Amarelo.

Tabela 3. Parametros morfologicos de variedades de milho
produzidas na regiao do submedio do vale do Sao Francisco.

                              AP (m)   AIE (m)   PAC (%)   PQB (%)
Variedades             NE1     (2)       (3)       (4)       (5)

BRS Caatingueiro      1,6a     2,4a     0,9ab      0,0c      1,6b
BRS Assum Preto       1,1b    2,1bc     0,9ab      1,1a      3,6a
BR 5033--Asa Branca   1,0b     2,0c     0,9ab      0,0c      0,5c
BR 5028--Sao          1,0b     2,4a      1,0a      0,0c      0,0d
Francisco
Gurutuba              1,0b    2,3ab      0,8b      0,5b      0,8c
BRS 4103             1,3ab    2,2ab      0,8b      0,0c      1,7b
Media                  1,2      2,2       0,9      0,26       1,3
CV (%)                15,1      3,4       9,1      17,6      10,3

Medias, na coluna, seguidas de letras diferentes, diferem
entre si (p < 0,05) pelo teste de Tukey. (1) NE--numero de
espiga planta-1; (2) AP--Altura de planta; (3) AIE--Altura de
insercao de espiga; (4) PAC--Porcentagem de plantas acamadas;
(5) PQB--porcentagem de plantas quebradas.

Tabela 4. Produtividade de variedades de milho.

                             PMV
                         ([t [ha.sup.       PMS
Variedades               -1]).sup.1]    (t ha-1) (2)

BRS Caatingueiro            32,0b          12,2bc
BRS Assum Preto             28,4b          10,7c
BR 5033--Asa Branca         28,8b          11,1c
BR 5028--Sao Francisco      35,1ab         15,8a
Gurutuba                    38,7a          16,0a
BRS 4103                    40,0a          16,5a
Media                        33,8           13,7
CV (%)                       10,5           10,0

Medias, na coluna, seguidas de letras diferentes,
diferem entre si (p < 0,05) pelo teste de Tukey.
(1) PMV--Produtividade de massa verde;
(2) PMS--Produtividade de massa seca.

Tabela 5. Participacao percentual de espiga,
colmo e folha de variedades de milho.

Variedades               % com base na Massa Seca

                         Espiga   Colmo   Folha

BRS Caatingueiro         54,9b    30,5a   14,6c
BRS Assum Preto          64,9a    22,6a   12,5c
BR 5033--Asa Branca      52,0bc   33,9a   14,1c
BR 5028--Sao Francisco   52,7bc   28,5a   18,8bc
Gurutuba                 46,8cd   29,0a   24,3ab
BRS 4103                 44,0d    26,1a   29,9a
Media                     52,5    28,4     19,0
CV (%)                    13,1    21,1     21,5

Medias, na coluna, seguidas de letras diferentes,
diferem entre si (p < 0,05) pelo teste
de Tukey.

Tabela 6. Coeficientes de correlacao das variaveis estudadas
para as variedades de milho.

Variave      AP          AIE           PP          PMV          PMS
(1)

NE        0,48 *   -0,25 (ns)   -0,25 (ns)    0,11 (ns)    -0,35 (ns)
AP           --     0,35 (ns)   -0,36 (ns)    0,39 (ns)     0,44 *
AIE          --           --    -0,08 (ns)   -0,25 (ns)    -0,06 (ns)
PP           --           --           --    -0,32 (ns)    -0,30 (ns)
PMV          --           --           --           --      0,92 **
PMS          --           --           --           --           --
%ESP         --           --           --           --           --
%COL         --           --           --           --           --
%FOL         --           --           --           --           --
PAC          --           --           --           --           --

Variave        %ESP         %COL         %FOL          PAC
(1)

NE        0,00 (ns)    -0,05 (ns)    0,04 (ns)   -0,23 (ns)
AP       -0,21 (ns)     0,00 (ns)    0,22 (ns)   -0,29 (ns)
AIE       0,14 (ns)     0,24 (ns)   -0,27 (ns)   -0,20 (ns)
PP        0,11 (ns)     0,45 *      -0,40 (ns)   -0,03 (ns)
PMV      -0,81 **      -0,12 (ns)    0,93 **     -0,30 (ns)
PMS      -0,77 **      -0,12 (ns)    0,86 **     -0,34 (ns)
%ESP             --    -0,35 (ns)   -0,84 **      0,62 (ns)
%COL             --           --    -0,13 (ns)   -0,65 (ns)
%FOL             --           --           --    -0,28 (ns)
PAC              --           --           --           --

Variave         PQB
(1)

NE        0,20 (ns)
AP        -0,25 (ns)
AIE       -0,38 (ns)
PP        -0,24 (ns)
PMV       -0,33 (ns)
PMS       -0,45 (ns)
%ESP      0,61 (ns)
%COL      -0,71 (ns)
%FOL      -0,23 (ns)
PAC         0,73 **

* p < 0,05; ** p < 0,01; (1) NE--Numero de espigas planta-1;
AP--Altura de planta; AIE--Altura de insercao de espiga;
PP--Populacao de plantas; PMV--Producao de massa verde;
PMS--Producao de massa seca; %ESP--Proporcao de espiga MS-1;
%COL--Proporcao de colmo MS-1; %FOL--Proporcao de folhas MS-1;
PAC--Plantas acamadas (%); PQB--Plantas quebradas (%).
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Title Annotation:texto en portugues
Author:Dantas dos Santos, Rafael; Ribeiro Pereira, Luiz Gustavo; Alves Neves, Andre Luis; Gomes Azevedo, Jo
Publication:Acta Scientiarum Animal Sciences (UEM)
Date:Oct 1, 2010
Words:5116
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