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Can trinexapac-ethyl stimulate the initial growth of eucalyptus?/Pode o etiltrinexapac estimular o crescimento de mudas de eucalipto?

Introducao

O sucesso de um empreendimento florestal e alcancado quando a producao de mudas, a implantacao e a formacao inicial da floresta sao feitas de maneira correta, buscando-se conhecer e desenvolver mais eficientemente os processos envolvidos nas etapas produtivas. A formacao inicial da floresta, desde o viveiro ate o plantio, envolve diversos fatores e condiciona o estabelecimento das plantas no campo, devido a boa formacao de raizes e novas brotacoes, bem como a resistencia a estresses bioticos e abioticos. O Brasil apresenta mais de 5,6 milhoes de hectares de florestas plantadas com eucalipto em diversos estados da federacao, alcancando importante relevancia na economia do pais, sendo que o setor florestal representou 1,2% do PIB nacional no ano de 2015 (INDUSTRIA BRASILEIRA DE ARVORES, 2016). Alem da extensa area ocupada pelos eucaliptais, tambem se destaca a grande produtividade das florestas brasileiras, com valores de 36 [m.sup.3] [ha.sup.-1] [ano.sup.-1] durante o ano de 2015, sendo o pais com a maior produtividade do mundo (INDUSTRIA BRASILEIRA DE ARVORES, 2016). Desta forma, deve-se estar atento aos fatores que possam causar estresse as plantas e impactar direta ou indiretamente a produtividade da eucaliptocultura.

Uma alternativa para se garantir o sucesso do empreendimento florestal, e a aplicacao de compostos, originalmente utilizados como herbicidas e/ou reguladores vegetais e que, em subdoses, podem auxiliar no crescimento e desenvolvimento das plantas. Este efeito, conhecido como hormesis, ou efeito hormetico (CALABRESE; BALDWIN, 2002), foi introduzido por Southam e Erlich (1943) e vem sendo amplamente discutido e pesquisado com o objetivo de se compreender o mecanismo de acao estimulante e benefico de diversas substancias, inicialmente consideradas toxicas ou inibitorias em doses elevadas (CEDERGREEN; OLESEN, 2010; CARVALHO; ALVES; DUKE, 2013; BELZ; DUKE, 2014).

O glyphosate tem sido utilizado em diversos trabalhos investigando o efeito hormetico e as dosesresposta para a aplicacao em eucalipto (VELINI et al., 2008; PEREIRA et al., 2013), contudo, ha carencia de trabalhos na literatura que tenham como objetivo identificar outros compostos capazes de promover hormesis em culturas de interesse, bem como estudos que avaliem as doses capazes de gerar estimulos, e quais caracteristicas seriam beneficiadas com esta aplicacao. Dentre os compostos que podem promover a hormesis, uma opcao potencial de uso e o etiltrinexapac (PIRES et al., 2013; BACHA et al., 2017). Este composto e um regulador vegetal do tipo II, comumente utilizado para reduzir o crescimento vegetativo de gramados e cereais. Os reguladores do tipo II atuam como inibidores da biossintese de giberelinas, interrompendo o alongamento celular (ERVIN; KOSKI, 2001).

Adams et al. (1992) ressaltam que o mecanismo de acao do etiltrinexapac esta relacionado com a inativacao da enzima [GA.sub.20] 3[beta]-hydroxilase, devido a competicao entre o regulador vegetal e o 2-oxogluterato pelo substrato metabolico (i.e. Fe+2/ascorbato-dependente dioxygenase), consequentemente, reduzindo o nivel de giberelinas ativas, principalmente [GA.sub.1]. Em estudo realizado por Pires et al. (2013), constatou-se que a aplicacao de subdoses de etiltrinexapac resultou no aumento da area foliar, diametro do caule e da massa seca das plantas de eucalipto. A aplicacao de 15 g i.a. [ha.sup.-1] do maturador resultou em cerca de 15% de incremento para todas as caracteristicas avaliadas (e.g. massa seca de folhas e do caule e diametro do caule) com excecao da area foliar. Para esta caracteristica, a dose de 20 g i.a. [ha.sup.-1] resultou em estimulo de 20% em relacao as plantas de eucalipto nao tratadas.

A avaliacao desta nova forma de aplicacao de produtos, que antes eram utilizados somente com o objetivo de se reduzir o ritmo de crescimento ou inibir o desenvolvimento vegetativo das culturas, tornase pauta interessante, pois o estimulo produzido pela aplicacao de herbicidas e reguladores vegetais em subdoses tem promovido aumentos significativos em parametros importantes na producao de mudas de eucalipto. Com base nestas informacoes, objetivou-se avaliar o efeito de subdoses de etiltrinexapac, por meio da pulverizacao foliar ou imersao de raizes, no crescimento inicial de mudas de Eucalyptus urograndis.

Materiais e Metodos

Local e caracterizacao dos materiais

O experimento foi instalado e conduzido em area aberta, sob condicoes semicontroladas, nas dependencias do Laboratorio de Plantas Daninhas (LAPDA) do Departamento de Biologia Aplicada a Agropecuaria, pertencente a Faculdade de Ciencias Agrarias e Veterinarias--FCAV/UNESP--Campus de Jaboticabal, Sao Paulo, Brasil, cujas coordenadas geograficas sao latitude 21[degrees]15'17"S, longitude 48[degrees]19'20"W e altitude de 590 m. O clima da regiao, segundo classificacao Koppen, e do tipo Cwa, subtropical, seco no inverno, com chuvas de verao, apresentando temperatura media anual de 22[degrees]C e precipitacao de 1.552 mm. As atividades deste trabalho foram realizadas entre os meses de fevereiro e abril de 2014.

Para a realizacao do experimento, foram utilizadas mudas do clone comercial GG100 de E. urograndis, resultante do cruzamento entre E. grandis W. Hill ex. Maiden com E. urophylla S.T. Blake, adquiridas no viveiro Agriflora[R], localizado no municipio de Araraquara, Sao Paulo. O maturador utilizado foi o produto comercial Moddus[R], da classe dos reguladores de crescimento vegetal do grupo quimico acido dioxociclohexanocarboxilico, de formulacao concentrada emulsionavel, da companhia Syngenta[R] Protecao de Cultivos Ltda. O produto e composto por 250 g [L.sup.-1] do ingrediente ativo etiltrinexapac.

Delineamento experimental e aplicacao do maturador

Foi utilizado delineamento experimental inteiramente casualizado e os tratamentos foram arranjados em esquema fatorial 2 x 6 + 1, sendo duas modalidades de aplicacao (imersao das raizes e pulverizacao da parte aerea) x seis doses do etiltrinexapac e um tratamento controle. As doses de 15, 30, 45, 60, 75, e 90 g i.a. [ha.sup.-1] de etiltrinexapac foram estabelecidas de acordo com experimentos previamente realizados por Pires et al. (2013), e determinadas para a discriminacao de doses promotoras e inibidoras do desenvolvimento das plantas de eucalipto. As doses do maturador foram aplicadas no eucalipto antecedendo o plantio das mudas nos vasos, por meio de pulverizacao foliar, ou por imersao das raizes em solucao com o produto, ainda com as plantas acondicionadas em tubetes. As plantas-controle foram pulverizadas com agua assim como a imersao das raizes tambem feita em agua.

Para a pulverizacao, foi utilizado um pulverizador costal a pressao constante (CO2), munido de barra com quatro pontas XR 110.02 regulado para gasto de volume de calda de 200 L [ha.sup.-1]. Antecedendo a imersao das raizes, foi realizada uma curva de embebicao, de forma a determinar o tempo minimo necessario para que as raizes pudessem absorver o maturador diluido na agua. Para tanto, foram utilizadas mudas (n = 8) previamente identificadas, que se encontravam sem irrigacao por um periodo de 12 horas, as quais foram colocadas em uma caixa com um suporte de material isopor, previamente preenchida com 6 L de agua. A partir deste momento, a cada dez minutos, foram realizadas pesagens, com objetivo de se verificar quanto de massa (quantidade de agua absorvida) as plantas ganhariam ate a estabilizacao. Determinou-se que o tempo necessario para a embebicao das raizes foi de, no minimo, 30 minutos. De acordo com a metodologia anteriormente descrita, a imersao das raizes foi realizada utilizando-se seis litros de solucao de etiltrinexapac por caixa/tratamento.

Apos 12 horas da aplicacao do etiltrinexapac, as mudas foram transplantadas, sendo cada vaso com uma planta de eucalipto considerado uma parcela experimental. Foram utilizados vasos com capacidade para 10 L, previamente preenchidos com terra coletada da camada aravel de um Neossolo Quartazarenico (Areia Quartzosa). Apos o plantio e durante todo o periodo experimental, as mudas foram irrigadas diariamente ate capacidade de campo.

Avaliacao do crescimento

Antecedendo as aplicacoes, foram amostradas aleatoriamente seis mudas de eucalipto para a caracterizacao quanto a altura e diametro do caule, area foliar (AF), bem como a massa seca das raizes (MSR) e a massa seca total (MST). A altura das plantas foi determinada com uma regua milimetrada, medida do nivel do substrato ate a gema apical. O diametro do coleto foi determinado com um paquimetro digital 30 mm acima do solo. A area foliar foi determinada com o medidor de area foliar de bancada (LI 3000A, LI-COR Biosciences). As massas secas foram obtidas apos a secagem dos materiais em estufa com circulacao forcada de ar sob temperatura de 70[degrees]C ate peso constante. As mudas selecionadas apresentavam, em media: 20,7 [+ or -] 5 cm de altura; 3,37 [+ or -] 1,7 mm de diametro do caule; 116,8 [+ or -] 41,8 [cm.sup.2] de AF; 0,55 [+ or -] 0,22 g de MSR; e 2,53 [+ or -] 0,8 g de MST.

As avaliacoes foram realizadas aos 7, 14, 21, 28 e 35 dias apos a aplicacao (DAA) do etiltrinexapac, caracterizando as plantas quanto a altura e diametro do caule. Aos 35 DAA, final do periodo experimental, foram avaliadas as mesmas caracteristicas anteriormente citadas na caracterizacao inicial das mudas.

Analise dos dados

Os dados foram submetidos a analise de variancia pelo teste F, comparando-se as modalidades de aplicacao, de maneira a identificar a modalidade que obteve as melhores respostas para cada variavel analisada. As medias foram comparadas pelo teste de Tukey ao nivel 5% de probabilidade com o auxilio do software estatistico AgroEstat (versao 1.1.0.626). Entre as doses de etiltrinexapac foram feitas analises de regressao, seguindo o modelo polinomial, utilizando-se o software MicroCal Origin Pro v. 8 para a construcao dos graficos.

Resultados e Discussao

Aos 7 e 14 dias nao foram constatadas diferencas significativas entre os tratamentos, sendo mensuraveis os efeitos da aplicacao partir dos 21 DAA. Entretanto, as respostas obtidas aos 21 e 28 DAA foram similares as avaliadas aos 35 DAA, e desta forma, somente foram apresentados os resultados da avaliacao final, os quais refletiram o comportamento das plantas ao longo do periodo experimental.

Com excecao das concentracoes de 15, 30 e 45 g i.a. [ha.sup.-1], as doses aplicadas via pulverizacao foliar resultaram em maior crescimento em altura em relacao a modalidade de aplicacao via imersao de raizes (Tabela 1-A). Na pulverizacao foliar do etiltrinexapac, verificou-se que todas as doses proporcionaram um aumento do crescimento das plantas de eucalipto. Quando comparadas com as plantas-controle, a dose de 60 g i.a. [ha.sup.-1] apresentou o melhor resultado, proporcionando 12,8% de incremento na altura das mudas de eucalipto (Figura 1-A). Apesar do etiltrinexapac ser recomendado como um redutor do crescimento em altura de algumas especies, principalmente em cereais (RAJALA et al., 2002), o efeito decorrente da aplicacao do maturador resultou em efeito promotor para esta caracteristica do eucalipto, corroborando resultados recentes observados por Bacha et al. (2017).

Para a modalidade de imersao das raizes, a dose de 30 g i.a. [ha.sup.-1] foi a que obteve melhores resultados, com 9,4% de incremento em altura das plantas de eucalipto, quando comparados as plantascontrole. A aplicacao de 90 g i.a. [ha.sup.-1] nao resultou em estimulo ou inibicao quando comparada ao resultado observado para as plantas-controle, contudo, quando comparada a dose de 30 g i.a. [ha.sup.-1], observou-se reducao de 5,4% na altura das plantas de eucalipto (Figura 1-A).

O efeito promotor na altura das plantas de eucalipto apos a aplicacao do maturador, pode ser resultado da alteracao no balanco hormonal com favorecimento da acao da citocinina, acido abscisico ou auxina, hormonios estes responsaveis pela sinalizacao do crescimento e desenvolvimento nas plantas (TAIZ; ZAIGER, 2013). Alem disso, Rademacher (2016) ressalta que em alguns casos, pode haver um efeito paradoxal do etiltrinexapac, uma vez que o esperado seria um efeito deleterio do produto, devido a inativacao da conversao de [GA.sub.20] (giberelina inativa) em [GA.sub.1] (giberelina bioativa). No entanto, foi provado que alem de evitar a hidroxilacao na posicao 3[beta], para a formacao de [GA.sub.1] (ADAMS et al., 1992), o etiltrinexapac tambem inibe a hidroxilacao na posicao 2[beta], evitando com que as giberelinas [GA.sub.1] ja existentes na planta sejam transformadas em [GA.sub.8] (HISAMATSU et al., 1998), uma outra forma inativa do composto. Com isso, possivelmente, a maior permanencia das giberelinas na forma [GA.sub.1] fez com que fossem observados efeitos promotores nas mudas de eucalipto.

Para o diametro do caule, verificou-se que a pulverizacao resultou em maiores estimulos do que a imersao das raizes, independentemente da dose de etiltrinexapac aplicada (Tabela 2). Para todas as doses aplicadas atraves da pulverizacao, observou-se que o padrao de crescimento do diametro foi o mesmo das plantas-controle, sendo esta a variavel menos sensivel a aplicacao do etiltrinexapac (Figura 1-B). Ja para a imersao das raizes, houve uma tendencia de decrescimo no diametro do caule principalmente para a dose de 90 g i.a. [ha.sup.-1] (Figura 1-B).

Para a area foliar, todas as doses de etiltrinexapac pulverizadas resultaram em medias superiores as obtidas atraves da imersao de raizes (Tabela 1-B). Torna-se evidente que a modalidade de imersao das raizes em solucao de etiltrinexapac foi prejudicial para o desenvolvimento das folhas e, consequentemente, para a expansao da area foliar das plantas de eucalipto. Ja a pulverizacao do etiltrinexapac, alem de nao causar efeitos deleterios as plantas, promoveu expansao e emissao de novas folhas. Quando comparada com o resultado das plantas-controle, todas as doses de etiltrinexapac pulverizadas apresentaram efeito estimulatorio na area foliar. Adicionalmente, a dose de 15 g i.a. [ha.sup.-1] foi a que proporcionou maior estimulo a expansao da area foliar, alcancando valores 68,1% maiores que o observado nas plantas-controle. Resultados semelhantes foram observados no estudo conduzido por Pires et al. (2013) ao aplicarem 20 g i.a. [ha.sup.-1] de etiltrinexapac em mudas de Eucalyptus urograndis. Nessa ocasiao, os autores observaram um aumento de 20% na area foliar das plantas de eucalipto avaliadas aos 42 dias apos a aplicacao de etiltrinexapac.

O crescimento inicial das mudas de eucalipto depende da sua capacidade de realizacao de fotossintese e, consequentemente, do acumulo de fotossintatos, os quais ocorrem majoritariamente na porcao aerea das plantas (KOZLOWSKI; KRAMER; PALLARDY, 1991). Posteriormente, estes fotossintatos sao translocados para as raizes, as quais funcionam como um dreno para os carboidratos produzidos pelas folhas. Com o desenvolvimento da parte aerea estimulado pela aplicacao do etiltrinexapac, as raizes podem se desenvolver com mais rapidez e qualidade, promovendo melhor capacidade de "pegamento" no momento do plantio. Ademais, raizes bem estabelecidas conferem maior resistencia a estresses bioticos e abioticos e, consequentemente, permitem maior exploracao do solo em busca de agua e nutrientes, componentes essenciais ao crescimento e estabelecimento inicial das plantas de eucalipto no campo.

Para a modalidade imersao de raizes, o efeito das doses resultou em comportamento diferenciado do apresentado na pulverizacao foliar (Figura 1-C). A dose de 30 g i.a. [ha.sup.-1] foi a unica que apresentou efeito positivo em comparacao as plantas-controle, conferindo acrescimo de 29,2% na area foliar. Ja as doses de 15, 45, 60 e 75 g i.a. [ha.sup.-1], nao resultaram em efeito significativo (Figura 1-C). A excecao foi para a aplicacao de 90 g i.a. [ha.sup.-1] de etiltrinexapac, a qual resultou em reducao do desenvolvimento da area foliar das plantas de eucalipto, ja que, quando comparada as plantas-controle, observou-se decrescimo de 38,8% (Figura 1-C). Cabe ressaltar que algumas mudas de eucalipto apresentaram acumulo de antocianina em grande parte das folhas, alem de necrose e abscisao foliar. A reducao no numero de folhas (dados nao apresentados) e na area foliar, decorrentes da aplicacao do etiltrinexapac via imersao das raizes, evidencia a acao diferenciada do regulador vegetal na parte area e nas raizes das plantas de eucalipto (Figura 1-C).

E possivel que a aplicacao de etiltrinexapac, atraves da imersao das raizes, alem de reduzir a quantidade de giberelinas ativas (ADAMS et al., 1992), tenha ocasionado alteracao na sinalizacao de outros hormonios, como a auxina, acido abscisico e o etileno. Estes hormonios vegetais apresentam acao intensa no processo de senescencia foliar (TAIZ; ZAIGER, 2013), resultando em degradacao de pigmentos fotossintetizantes, reducao da producao de fotoassimilados e na consequente abscisao foliar. Desta forma, a imersao das raizes em solucao de 90 g i.a. [ha.sup.-1] de etiltrinexapac acabou por limitar o crescimento das plantas de eucalipto, como observado para o diametro e area foliar (Figura 1). Adicionalmente, Korol e Klein (2002) sugerem que a acao dos inibidores de giberelina podem ressaltar a atividade metabolica ou a efetividade do acido abscisico e, assim, promover os efeitos de reducao no numero de folhas e na area foliar, como observados no presente trabalho.

Para a MSR, com excecao da dose de 30 g i.a. [ha.sup.-1], todas as outras doses aplicadas via pulverizacao foliar resultaram em maior acumulo de biomassa do que as doses aplicadas via imersao de raizes (Tabela 1-C). Na modalidade pulverizacao, as doses de 15 e 75 g i.a. [ha.sup.-1] promoveram maior acumulo de massa nas raizes, resultando, respectivamente, em 81,8% e 60,1% de acrescimo, quando comparados as plantascontrole. As demais doses resultaram em acumulo intermediario de biomassa nas raizes, nao diferindo entre si (Figura 1-D). Para a imersao de raizes, foi observado que nenhuma das doses de etiltrinexapac testadas apresentou efeito positivo em relacao as plantas-controle (Figura 1-D). Adicionalmente, a dose de 90 g i.a. [ha.sup.-1] reduziu acentuadamente o desenvolvimento das raizes, resultando em 59,8% de reducao quando comparadas as plantas-controle (Figura 1-D). A restricao do desenvolvimento radicular esta relacionada com a reducao do crescimento de ramos laterais, altura e diametro do caule (ROBBINS; PHARR, 1988; LIU; LATIMER, 1995; VAN IERSEL, 1997). Alem disso, as raizes sao responsaveis pela absorcao de nutrientes e agua do solo, constituindo local de biossintese de hormonios envolvidos com o crescimento da planta, como a citocinina (LETHAM; PALNI, 1983).

Para a MST, com excecao da testemunha, todas as doses aplicadas via pulverizacao resultaram em maior acumulo de MST do que as doses aplicadas via imersao de raizes (Tabela 1-D). Na pulverizacao foliar, novamente verificou-se que a dose de 15 g i.a. [ha.sup.-1] resultou nos maiores incrementos no acumulo da massa seca das plantas de eucalipto, resultando em 74,6% mais biomassa do que as plantas-controle. As demais doses, com excecao da 90 g i.a. [ha.sup.-1], apresentaram comportamento intermediario, com acrescimo medio de 41,1% (Figura 2). Corroborando tais resultados, vale ressaltar o trabalho de Pires et al. (2013), o qual reportou um acrescimo de 9% na MST do eucalipto ao aplicarem 20 g i.a. [ha.sup.-1] de etiltrinexapac. Ja Bacha et al. (2017) reportaram resultados ainda mais significativos para esta caracteristica, com aumento medio de 70% nas doses de 30 e 60 g i.a. [ha.sup.-1], trabalhando com o clone 1407 de Eucalyptus urograndis. Deve-se enfatizar que os autores conduziram o experimento durante 90 dias apos a aplicacao do produto.

Na modalidade de imersao de raizes, a dose de 90 g i.a. [ha.sup.-1] resultou em reducao no acumulo de MST, com valores 41,2% menores em comparacao as plantas-controle. A dose de 30 g i.a. [ha.sup.-1] apresentou um aumento no acumulo de MST, com valores 12,8% maiores em relacao as plantascontrole (Figura 2). De maneira geral, a imersao de raizes em crescentes doses de etiltrinexapac resultou na reducao gradativa da MST das plantas de eucalipto. A partir dos resultados obtidos para as duas modalidades de aplicacao, observa-se que os efeitos das doses aplicadas via pulverizacao resultaram em promocao das caracteristicas avaliadas quando comparado aos efeitos da imersao de raizes em solucoes de etiltrinexapac (Figuras 1 e 2). De acordo com Rademacher (2000), mesmo com o longo e intensivo processo de selecao e registro dos reguladores vegetais comerciais, ainda existem efeitos nao previstos em decorrencia da sua aplicacao, como o favorecimento e/ou inibicao do desenvolvimento e crescimento das plantas, bem como um efeito de neutralidade sem promover ou inibir nenhum processo das plantas tratadas.

Na aplicacao realizada via imersao de raizes, o etiltrinexapac pode ter causado a restricao do desenvolvimento da parte aerea como um reflexo do efeito deleterio causado nas raizes. Todavia, cabe ressaltar que o tempo de imersao pode ter influenciado na resposta negativa apresentada pelas plantas, assim como o fato de que o produto possa ter sido adsorvido ao substrato e liberado gradativamente no decorrer do crescimento das mudas durante o periodo experimental. A absorcao do etiltrinexapac ocorre de forma diferenciada nas raizes e nas folhas das plantas, uma vez que a folha se constitui como uma barreira para a entrada do ingrediente ativo e, consequentemente, diminui sua translocacao pelo sistema metabolico das mudas de eucalipto.

A pulverizacao de etiltrinexapac, principalmente na dose de 15 g i.a. [ha.sup.-1], resultou no melhor desempenho para as caracteristicas avaliadas nas plantas de eucalipto. Segundo Fletcher et al. (2000), este beneficio ao desenvolvimento das plantas pode ocorrer, ja que apos a aplicacao de reguladores vegetais, os fotoassimilados sao translocados para as raizes, principal orgao produtor de citocininas. Como resultado do estimulo de crescimento das raizes, devido a maior disponibilidade de fotossintatos, pode ocorrer aumento da formacao de citocinina, que por sua vez, sera transportada para a parte aerea, estimulando o crescimento daqueles tecidos vegetais.

Os valores medios para as caracteristicas apresentadas pelas mudas de eucalipto, em funcao da aplicacao de etiltrinexapac, sugerem um potencial efeito hormetico ocasionado pelas doses de 15 e 30 g i.a. [ha.sup.-1], para ambas as modalidades de aplicacao. De acordo com Calabrese e Baldwin (2001), hormesis tem sido encontrada em todos os grupos de organismos, desde bacterias e fungos ate plantas e animais superiores. Ainda segundo Calabrese e Baldwin (2002) e Stebbing (1998), e possivel afirmar que o efeito hormetico representa uma resposta adaptativa baseada no rompimento ambientalmente induzido da homeostase.

Apesar do efeito promotor observado atraves da aplicacao do etiltrinexapac, e necessario que mais pesquisas sejam realizadas para a determinacao dos efeitos deste regulador vegetal na cultura do eucalipto. Especificamente, estudos que possam avaliar os efeitos deste produto ate o momento da colheita sao essenciais, uma vez que, com isso, sera possivel verificar o ganho real em produtividade e nas caracteristicas da madeira produzida.

Conclusao

As doses de 15, 30, 45, 60, 75 e 90 g i.a. [ha.sup.-1] via pulverizacao foliar, resultaram em efeito estimulatorio ao crescimento de Eucalyptus urograndis (clone GG100) apos 35 dias da aplicacao do etiltrinexapac.

As doses de 15 e 30 g i.a. [ha.sup.-1], na modalidade imersao das raizes, proporcionaram efeito positivo nas caracteristicas avaliadas do eucalipto. Aos 35 dias apos a aplicacao de etiltrinexapac, a dose de 90 g i.a. [ha.sup.-1] apresentou efeito inibitorio ao crescimento do eucalipto na modalidade imersao das raizes.

DOI: https://doi.org/10.5902/1980509815326

Agradecimentos

A FAPESP pela concessao de bolsa de pesquisa para o primeiro autor (processo no 2012/04437-1), ao CNPq pela concessao de bolsa PQ para o quarto autor, ao Dr. Wilhelm Rademacher pelos valiosos comentarios acerca do produto quimico etiltrinexapac e aos revisores pelos comentarios na versao anterior deste manuscrito.

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TAIZ, L.; ZEIGER, E. Fisiologia vegetal. 5. ed. Porto Alegre: Artmed, 2013.

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Submissao: 28/08/2014 Aprovacao: 08/11/2017 Publicacao: 29/03/2019

Rodrigo Neto Pires (I), Allan Lopes Bacha (II), Mariluce Pascoina Nepomuceno (III), Pedro Luis da Costa Aguiar Alves (IV)

(I) Biologo, MSc., Doutorando em Plant Sciences, The University of Western Australia, School of Biological Sciences, Faculty of Science, 35, Stirling Highway, Crawley, 6009, Perth, Australia. rneto.pires@gmail.com (ORCID: 0000-0001-7384-6849)

(II) Biologo, MSc., Doutorando em Producao Vegetal, Faculdade de Ciencias Agrarias e Veterinarias, Universidade Estadual Paulista, Via de Acesso Prof. Paulo Donato Castellane, s/n, CEP 14884-900, Jaboticabal (SP), Brasil. allan_lb@hotmail.com (ORCID: 0000-0002-5506-6766)

(III) Engenheira Agronoma, Doutora em Producao Vegetal, Faculdade de Ciencias Agrarias e Veterinarias, Universidade Estadual Paulista, Via de Acesso Prof. Paulo Donato Castellane, s/n, CEP 14884-900, Jaboticabal (SP), Brasil. mariluce_n@hotmail.com (ORCID: 0000-0002-9619- 0325)

(IV) Engenheiro Agronomo, Dr., Professor do Departamento de Biologia Aplicada a Agropecuaria, Faculdade de Ciencias Agrarias e Veterinarias, Universidade Estadual Paulista, Via de Acesso Prof. Paulo Donato Castellane, s/n, CEP 14884-900, Jaboticabal (SP), Brasil. plalves@fcav. unesp.br (ORCID: 0000-0003-2348-2121)

Caption: Figura 1--Efeito das doses de etiltrinexapac, em duas modalidades de aplicacao, sobre a altura (A, cm), diametro do caule (B, mm), area foliar (C, [cm.sup.2]) e massa seca da raiz (D, g) das mudas de Eucalyptus urograndis aos 35 dias apos a aplicacao. Jaboticabal-SP, 2014.

Figure 1--Effect of trinexapac-ethyl doses, in two application modalities, on the height (A, cm), stem diameter (B, mm), leaf area (C, [cm.sub.2]) and root dry mass (D, g) of Eucalyptus urograndis seedlings at 35 days after application. Jaboticabal, Sao Paulo state, 2014.

Caption: Figura 2--Efeito das doses de etiltrinexapac, em duas modalidades de aplicacao, sobre a massa seca total (MST, g) das mudas de eucalipto aos 35 dias apos a aplicacao. Jaboticabal-SP, 2014.

Figure 2--Effect of trinexapac-ethyl doses, in two application modalities, on the total dry mass (MST, g) of eucalyptus seedlings at 35 days after application. Jaboticabal, Sao Paulo state, 2014.
Tabela 1--Desdobramento da interacao modalidade de aplicacao x doses
de etiltrinexapac sobre a altura (cm), area foliar ([cm.sup.2]), massa
seca da raiz (g) e massa seca total das mudas (g) de eucalipto aos 35
dias apos a aplicacao. Jaboticabal-SP, 2014.

Table 1--Interactions between the application modalities x
trinexapac-ethyl doses on the height (cm), leaf area ([cm.sup.2]) root
dry mass (g) and total dry mass (g) of eucalyptus seedlings at 35 days
after application. Jaboticabal, Sao Paulo state, 2014.

                       Doses (g i.a. [ha.sup.-1])

Modalidade         0          15          30          45

                            (A)--Altura (cm)

Pulverizacao    39,5 Ab     42,4 Aa     42,6 Aa     43,2 Aa
Imersao          40,3       41,6 Ab     44,1 Aa      42,0
                  Abc                                 Aab
F              1,03 (ns)   1,09 (ns)   3,45 (ns)   2,49 (ns)

                      (B)--Area Foliar ([cm.sup.2])

Pulverizacao     278,3     467,8 Aa      382,3       388,6
                  Ac                      Ab          Ab
Imersao          220,9     245,6 Bab     285,5       203,9
                  Bb                      Ba          Bb
F               8,31 **    124,8 **     23,6 **     86,2 **

                        (C)--Massa Seca da Raiz (g)

Pulverizacao    1,38 Bd     2,51 Aa      1,94        1,70
                                          Abc         Acd
Imersao         1,67 Aa    1,58 Bab     1,71 Aa     1,15 Bc
F               4,62 *      45,6 *     2,79 (ns)    16,2 **

(D)--Massa
Seca Total
(g)

Pulverizacao    4,77 Ac     8,33 Aa     6,74 Ab     6,64 Ab
Imersao          5,31      5,82 Bab     5,99 Ba      3,92
                  Aab                                 Bde
F              3,93 (ns)    82,8 **     7,41 **     96,7 **

                  Doses (g i.a. [ha.sup.-1])

Modalidade        60          75         90         F

                           (A)--Altura (cm)

Pulverizacao    44,2 Aa    43,2 Aa    43,6 Aa    7,28 **
Imersao        42,4 Bab    40,6 Bbc   38,7 Bc    9,29 **
F               5,26 *     11,0 **    38,1 **

                     (B)--Area Foliar ([cm.sup.2])

Pulverizacao   406,1 Ab    09,1 Aab   369,4 Ab   16,4 **
Imersao        230,7 Bab   30,1 Bab   135,1 Bc   10,6 **
F               77,6 **    80,9 **    138,8 **

                      (C)--Massa Seca da Raiz (g)

Pulverizacao   1,84 Abc    2,21 Aab   1,98 Abc   13,9 **
Imersao        1,31 Babc   1,17 Bbc   0,67 Bd    14,5 **
F               14,7 **    58,1 **    91,1 **

                       (D)--Massa Seca Total (g)

Pulverizacao    6,48 Ab    7,06 Ab    5,32 Ac    35,5 **
Imersao        5,11 Bbc    4,46 Bcd   3,12 Be    28,5 **
F               24,5 **     88,3**    63,4 **

Em que: Medias seguidas de mesma letra maiuscula na coluna, e
minuscula na linha, nao diferem entre si pelo teste de Tukey a 5%
de probabilidade. * e ** = valores significativos a 5% e 1% de
probabilidade pelo teste F, respectivamente. (ns) = valor nao
significativo a 5% de probabilidade pelo teste F.

Tabela 2--Efeito de etiltrinexapac, em duas modalidades de aplicacao,
sob a altura (cm), diametro do caule (mm), area foliar ([cm.sup.2]),
massa seca da raiz (MSR, g) e massa seca total (MST, g) das mudas de
Eucalyptus urograndis aos 35 dias apos a aplicacao. Jaboticabal-SP,
2014.

Table 2--Effect of trinexapac-ethyl in two application modalities, on
height (cm), stem diameter (mm), leaf area ([cm.sup.2]), root dry mass
(MSR, g) and total dry mass (MST, g) of the Eucalyptus urograndis
seedlings at 35 days after application. Jaboticabal, Sao Paulo state,
2014.

Doses (g i.a.    Altura    Diametro    Area Foliar
[ha.sup.-1])      (cm)       (mm)      ([cm.sup.2])

Pulverizacao      42,7      4,37 A        385,9
Imersao           41,4      3,91 B        221,7
0                 39,9      4,16 A        249,6
15                42,1      4,11 A        356,7
30                43,3      4,26 A        333,9
45                42,6      4,14 A        296,3
60                43,3      4,16 A        318,3
75                41,9      4,14 A        319,5
90                41,1      4,00 A        252,2
F (Modalidade)   18,9 **    42,2 **      477,2 **
F (Doses)        9,34 **   0,69 (ns)     16,5 **
F (M x D)        7,24 **   0,94 (ns)     10,5 **
CV (%)            2,97       7,10          10,3

Doses (g i.a.    MSR (g)    MST (g)
[ha.sup.-1])

Pulverizacao       1,94       6,47
Imersao            1,32       4,82
0                  1,52       5,04
15                 2,05       7,08
30                 1,85       6,36
45                 1,43       5,28
60                 1,57       5,79
75                 1,69       5,76
90                 1,32       4,22
F (Modalidade)   140,1 **   252,1 **
F (Doses)        12,9 **    44,8 **
F (M x D)        15,5 **    19,2 **
CV (%)             13,2       7,72

Em que: Medias seguidas de mesma letra na coluna nao diferem entre si
pelo teste de Tukey a 5% de probabilidade; ** = valores significativos
a 1% de probabilidade pelo teste F; (ns) = valor nao significativo
a 5% de probabilidade pelo teste F; CV = Coeficiente de variacao.
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Author:Pires, Rodrigo Neto; Bacha, Allan Lopes; Nepomuceno, Mariluce Pascoina; Alves, Pedro Luis da Costa A
Publication:Ciencia Florestal
Date:Jan 1, 2019
Words:5638
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