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Caio Prado Junior: o sentido da revolucao/Biografia intelectual como exercicio de escrita da historia.

SECCO, Lincoln. Caio Prado Junior: o sentido da revolucao. Sao Paulo: Boitempo Editorial, 2008, 253pp.

Ensina-nos Italo Calvino que os classicos sao livros acerca dos quais nao se costuma dizer: "estou lendo". E sim: "estou relendo". Desde a sua publicacao, nas decadas de 1930 e 1940, a obra historica de Caio Prado Junior foi lida de diferentes maneiras, suscitando aplausos e criticas, de acordo com o proprio deslocamento da historiografia, mantendo vivo, no entanto, o interesse dos leitores. Chegado o ano de 2008, pouco depois de completar-se o centenario de nascimento do autor de Evolucao Politica do Brasil (1933) e Formacao do Brasil Contemporaneo (1942), a sua biografia, feita por Lincoln Secco em Caio Prado Junior: o sentido da revolucao, da editora paulistana Boitempo, apresenta nao apenas o intelectual dedicado a interpretacao do Brasil, mas o ativista e parlamentar de esquerda, o publisher da editora Brasiliense. Voltado para o grande publico, esse estudo nao perde, em nenhum momento, o rigor analitico, tendo o merito de reunir o pensador e o homem de acao, de tracar um retrato de corpo inteiro de um dos mais formidaveis historiadores do seculo XX.

O livro de Lincoln Secco se beneficiou da voga de estudos caiopradianos que se sucederam a partir da segunda metade da decada de 1990 (IUMATTI, 1998 e 2007; MARTINEZ, 1998; RICUPERO, 2000, GNERRE, 2001 e SANTOS, 2001). A abertura dos arquivos do Departamento de Ordem Politica e Social de Sao Paulo (DEOPS/SP) e a descoberta dos cadernos politicos de Caio Prado Junior--parcialmente apresentados na tese de Paulo Iumatti, que elegeu as anotacoes sobre o ano de 1945, o ultimo do Estado Novo de Vargas--, hoje abertos a consulta publica no Instituto de Estudos Brasileiros da Universidade de Sao Paulo (IEB-USP), abriram um campo sobre o qual historiadores e cientistas sociais puderam descortinar as suas relacoes politicas e pessoais.

A nova ordem documental levou a mudanca de foco, da historiografia ao historiador. Este movimento acompanhou as possibilidades de pesquisa atuais, que permitem maior variacao nos jogos de escala. Parte evidente do regime de historicidade do seculo XIX, a biografia, depois de impactada pela historia estrutural, renasceu a partir do final da decada de 1960, em pesquisas que tiveram como objetivo revelar o cotidiano e a cultura dos "excluidos da historia" (LORIGA, 1998). A partir de entao teve inicio um movimento de revisao da historia social, ate entao seduzida pelos expedientes de quantificacao da chamada historia serial. A crise do "paradigma galilaico" implicou na saturacao da ideia de se levar a historia ao limite de uma ciencia em construcao (GRENIER, 1998). A fortuna da biografia, porem, nao se limitou apenas a historia social, mas teve acolhida e espaco crescentes na historia politica renovada, que se dispos a refletir sobre a acao dos individuos na esfera publica e de poder, recusando nao somente a abordagem heroica, que fazia com que poucos personagens do passado gozassem de dignidade pessoal, mas tambem a abordagem totalizante, prefigurada em concepcoes teleologicas, que negavam o valor da experiencia e do vivido.

A arte de tornar publica a sua opiniao, criacao, interpretacao ou tese, que caracteriza os intelectuais e o seu relacionamento com a polis, se inicia como atividade solitaria e permanece associada ao autor ou a autora dos diferentes de obras e intervencoes. Mesmo no caso dos "intelectuais organicos", conforme o conceito gramsciniano, o empenho em servir a uma classe social depende de esforco proprio, que nao pode ser delegado a terceiros. Na politica, o intelectual esta constantemente envolvido com processos e escolhas, nem sempre coerentes, de um lado e de outro. As suas escolhas politicas se fazem em meio a processos e acontecimentos historicos. Guerras, revolucoes, torturas, genocidios, injusticas e desrespeito ao que consideram direitos individuais ou coletivos marcaram a entrada dos intelectuais na arena publica. Denuncias, acusacoes de desvios ou exacerbacoes daqueles que eles proprios apoiaram em um primeiro momento, levaram-nos a contestacao ou ao silencio. Se sujeito a tantas singularidades e idiossincrasias, haveria como tratar o intelectual alem da biografia? Este me parece o desafio do livro de Lincoln Secco: tornar a biografia de Caio Prado Junior um exercicio de historia politica e, ao mesmo tempo, um exercicio de historia da historiografia.

O livro resenhado divide-se em cinco partes: "Os anos de formacao", "O parlamentar", "O revolucionario", "O historiador" e a "Questao agraria". E interessante acompanhar esta divisao e, a partir dela, ver a atualidade e a originalidade dos enfoques utilizados. A origem familiar de Caio Prado Junior, nascido do casamento de Caio da Silva Prado com Antonieta Penteado da Silva Prado, remete de imediato a elite paulistana, tendo Lincoln Secco ressaltado a importancia do ramo materno, geralmente esquecido, ao escrever que "uma parcela importante da fortuna de seus pais provinha da familia Penteado, que enriqueceu com a fabricacao de sacos de juta demandados pela comercializacao do cafe" (SECCO, 2008, pp. 19-20). Assim, a educacao escolar e o convivio com os habitos e a cultura da alta burguesia levaram Caio Prado Junior a seguir os padroes tipicos de sua classe social, identificaveis na frequencia a Faculdade de Direito do Largo de Sao Francisco, pela qual recebeu o titulo de bacharel em 1928, e no casamento com Herminia Cerquino, em 1929, no Mosteiro de Sao Bento.

A participacao politica do historiador teve inicio no movimento de cisao da oligarquia paulista, sintomaticamente demonstrada pela criacao do Partido Democratico em 1926, do qual participou ativamente, inclusive na campanha presidencial de Getulio Vargas e Joao Pessoa para as eleicoes de 1930. A revisao da sociedade oligarquica e a ansia pela sua democratizacao formam o emblema politico de Caio Prado Junior. O fracasso da Revolucao de 1930 em desarmar o pendulo que, para o historiador, a fez retroceder mais do que avancar no sentido da autentica superacao do mando tradicional, ancorado na permanencia da estrutura colonial e dependente da economia brasileira, o fez procurar, entre as opcoes da epoca, (1) a forma mais pertinente de expandir o radicalismo de suas ideias.

O comunismo dos anos 1930 foi vivido por Caio Prado Junior como a experiencia mais autentica e radical de democratizacao e modernizacao aceleradas, conhecida pessoalmente por ele em sua viagem a Uniao Sovietica, depois defendida em sua possivel aplicacao ao Brasil, pelo que demonstram seus artigos na imprensa, escritos no tempo da Alianca Nacional Libertadora (ANL), da qual foi vice-presidente da regional de Sao Paulo. A crenca nas ideias do marxismo sovietico (2) e a imobilidade dessa crenca no decorrer da sua vida levaram Caio Prado Junior a se engajar numa "quase religiao laica". A expressao foi retirada por Lincoln Secco da autobiografia de Eric Hobsbawm e expoe, muito elucidativamente, o sentimento de dois intelectuais e historiadores marxistas de grande expressao em face daquilo que conformou as suas respectivas identidades publicas. Passar a esquerda comunista significava fazer parte de uma comunidade doutrinaria, com regras e direcionamentos de dificil questionamento, e aceitar o modelo sovietico como exemplo incontestavel de sucesso politico. Os posicionamentos de Caio Prado Junior sempre revelaram a sua retidao em relacao aos canones da era stalinista, nao passando por revisoes e autocriticas devido a comportamentos hereticos, como outros intelectuais do partido, entre os quais podemos citar Astrojildo Pereira, Heitor Ferreira Lima e Octavio Brandao. A prisao em 1935 e o exilio na Europa nos primeiros anos da ditadura varguista tornaram-no um exemplo da inteligencia engajada.

Mesmo sem negligenciar a importancia desses anos de formacao, nos quais Caio Prado Junior escreveu os dois livros mais importantes de sua bibliografia, Lincoln Secco destaca a sua experiencia parlamentar, no final da decada de 1940, durante o pequeno intervalo de legalidade do Partido Comunista do Brasil (PCB). Depois de nao ter apoiado a causa da "constituinte com Getulio", preferindo uma alianca tatica dos comunistas com a Uniao Democratica Nacional (UDN), o historiador e proprietario da Editora Brasiliense, (3) lancou-se candidato a deputado estadual pelo PCB, foi eleito e compos a bancada comunista com mais dez deputados. Os Anais da Assembleia Legislativa de Sao Paulo (ALESP) o apresentam em debates nos quais demonstrou o trato polido e a fina ironia das suas colocacoes. Segundo Lincoln Secco, o apice da sua presenca no parlamento foi o projeto destinado a criacao de uma fundacao de amparo a pesquisa cientifica, concessora de bolsas e incentivos a estudantes e professores universitarios.

A cassacao do registro eleitoral do PCB causou novamente a prisao de Caio Prado Junior e o fez ingressar, nos anos 1950 e 1960, em ativa "luta cultural", entrincheirado na Revista Brasiliense. Foi nesta publicacao que o historiador avaliou o tempo presente e discutiu o tema da revolucao brasileira. Sabe-se que Caio Prado Junior olhava com desconfianca o governo Joao Goulart (1961-1964) e toda a agitacao em torno da sua persona. O personalismo da politica brasileira, germe do populismo e de toda a desgraca da esquerda que havia entendido a politica de massas, induzida a partir dele, como a antecamara da politica revolucionaria, chegava ao climax em 1963, apos o plebiscito de 6 de janeiro, que encerrou o periodo parlamentarista iniciado dois anos antes e devolveu a Goulart a inteireza dos poderes presidenciais. Reforma agraria na lei ou "na marra", superacao dos "resquicios feudais", "dispositivo militar", "burguesia nacional-progressista" e a maxima de Luis Carlos Prestes dizendo-se proximo ao poder, na visao de Caio Prado Junior, pouco acrescentavam a revolucao brasileira, que representava a passagem da colonia a nacao e nao ocorreria de maneira explosiva, no tempo curto dos acontecimentos politicos.

A entrada do historiador no debate politico teve a retaguarda do filosofo. Neste ponto, e muito interessante a contribuicao de Lincoln Secco, pois a filosofia de Caio Prado Junior pouco tem sido investigada e quando inquirida se apresenta com outras matrizes teoricas que nao o marxismo. Encontra-se nela a recepcao do positivismo logico de Bertrand Russel e do Circulo de Viena, a partir da qual Caio construiu uma apreciacao da historia em que so ha processos e relacoes, sem um sentido encontrado de antemao. Essa observacao ja havia sido feita por Jacob Gorender (1989, p.261), mas ganhou um destaque especial na biografia aqui comentada, pois e apresentada como fundamento logico-teorico das analises politicas do historiador, sempre avessas a esquemas classificatorios feitos a priori.

As paginas sobre a circulacao das ideias de Caio Prado Junior acerca do tema da revolucao brasileira, da maneira pouco entusiasmada como foram recebidas entre a intelectualidade de esquerda a sua consagracao, materializada pela entrega do premio Juca Pato, de intelectual do ano de 1966, demonstram o conhecimento de Lincoln Secco sobre a historia do marxismo no Brasil. E o que se pode notar pela seguinte passagem da biografia:

Independentemente da opiniao que temos sobre aquele livro [A revolucao brasileira, 1966], ele enfim fez com que Caio Prado Junior deixasse de ser apenas um comunista politicamente marginal no interior do partido para se situar no centro de uma polemica sobre as razoes da derrota da esquerda. Isso porque sua leitura do Brasil agora encontrava um novo ambiente cultural e o proprio marxismo cedia lugar a uma era de varios marxismos, como ja vimos. Caio Prado Junior se tornou o novo paradigma das leituras criticas da nossa historia e passou da condicao de herege a do mais brilhante e modelar pensador marxista brasileiro. (SECCO, Op. Cit. pp. 117-118).

Enquanto a consagracao de Caio Prado Junior como intelectual de esquerda teve que aguardar a derrota da sua vanguarda politica, o mesmo nao aconteceu com o historiador que utilizou o materialismo historico como metodo de investigacao. A quarta parte de O sentido da revolucao se inicia com a frase: "A historia estava no alfa e omega do seu pensamento" (Idem, p. 153). A historia e nao o marxismo. Mesmo que tenha sido reverenciado como o primeiro a retirar os frutos advindos dos conceitos de Marx para entender os cinco seculos da Historia do Brasil e sua relacao com o capitalismo na Idade Moderna e Contemporanea, Caio Prado Junior cultivou, em toda a sua trajetoria de pesquisador, o melhor dos habitos tradicionais de leitura e interpretacao das fontes historicas. No entanto, nao se pode deixar de inclui-lo no sopro de renovacao dos estudos historicos e sociais da decada de 1930. A intencao de Evolucao Politica do Brasil foi superar a tradicional historiografia do Instituto Historico e Geografico Brasileiro (IHGB) e, ao mesmo tempo, contestar os devaneios acerca da presenca do feudalismo em nossa formacao social, presente numa incipiente producao de autores marxistas. O capitulo sobre o periodo regencial expoe o impeto revisionista da historiografia caiopradiana. Nele se encontra a primeira tentativa de se chegar ao solo dos conflitos politicos do seculo XIX, colocando o povo em cena. Organizado como sintese, o livro traca um roteiro das revoltas acontecidas na decada de 1830, revelando personagens como os irmaos Antonio e Francisco Vinagre, que lideraram os cabanos do Para, e o escravo Cosme, fundador de um quilombo no Maranhao durante a Balaiada. A entrada do povo na politica nao foi vista com ingenuidade. Francisco Vinagre, apos se insurgir contra o governo de Felix Clemente Malcher e controlar o poder, buscou se aproximar do governo imperial e negociou um acordo (PRADO JUNIOR, 1991 [1933], pp. 75-76). O escravo Cosme, logo intitulado "imperador, tutor e defensor de todo o Brasil", "vendia a seus companheiros titulos e honrarias" (Idem, p. 80).

A interpretacao historica do Brasil feita por Caio Prado Junior encontra a sua metodologia mais definida em Formacao do Brasil Contemporaneo e Historia Economica do Brasil. (4) Ambos obtiveram apreciavel aceitacao critica, estando na raiz da historia economica praticada na Universidade de Sao Paulo (USP), como se observa da leitura de Portugal e Brasil na crise do Antigo Sistema Colonial, de Fernando Novais. Criticas a essa interpretacao e, em especial, aos excessos relativos a determinacao externa da economia brasileira e a falta de acumulacao interna de capitais viriam mais de tres decadas depois. Ao apresentar essa polemica, Secco defendeu o biografado contra as acusacoes da sua obra marxista ter-se apoiado mais nos aspectos da circulacao de capitais (movimentos do mercado mundial capitalista da era moderna) do que nos aspectos da producao, mais especificamente do modo de producao predominante na colonia, apresentado como escravista. (5) Escreveu que os criticos:

nao atentaram para o fato de que, na periferia, o estudo da esfera da distribuicao e que conduz a totalidade. Isso porque o dinamismo do modo de producao esta no centro do sistema e e este que dita a logica da reproducao global sistemica ou, nas palavras de Caio Prado Junior, da o 'sentido da colonizacao' (SECCO, Op. Cit. p. 177).

O capitulo final, Questao agraria, tratou tambem da atualidade de Caio Prado Junior. Foi este um ponto de atrito entre o intelectual e o partido no inicio dos anos 1960, quando, em artigos da Revista Brasiliense, Caio defendeu a introducao da legislacao trabalhista no campo e criticou as propostas do agrarismo pecebista. A especificidade do trabalhador rural, sujeito a relacoes capitalistas e a nossa heranca rural, leia-se patriarcal e autoritaria, levaram o historiador a bater-se pela cidadania daqueles que entao eram a maior parte da populacao nacional. O problema segue ate hoje e mostra a complexidade de tempos historicos embutidos na modernidade brasileira.

Para finalizar, e importante destacar a qualidade do projeto grafico do livro, o caderno de fotos que revela os habitos sociais do biografado e, sobretudo, os documentos anexados a edicao. Entre estes documentos, a carta enviada a Carlos Nelson Coutinho comentando um escrito acerca da revolucao baiana de 1798 diz muito sobre a concepcao de historia de Caio Prado Junior. Nao vou comenta-la aqui, preferindo deixar a curiosidade aos leitores que tiverem a oportunidade de ler esse valioso estudo sobre um dos fundadores de nossa moderna historiografia.

Keyword

Caio Prado Junior; Biography; Historiography.

Palavras-chave

Caio Prado Junior, Biografia; Historiografia.

Bibliografia:

CALVINO, Italo. Por que ler os classicos? Sao Paulo: Cia. das Letras, 2007.

CANDIDO, Antonio. "A revolucao de 30 e a cultura". Novos Estudos CEBRAP, vol. 2, Sao Paulo: 1984, pp. 27-36.

GNERRE, Maria Lucia Abaurre. A Forma e a Nacao: Estilo Historiografico em Formacao do Brasil Contemporaneo. Campinas: Universidade Estadual de Campinas (Dissertacao de Mestrado em Historia), 2001.

GORENDER, Jacob. "Do pecado original ao desastre de 1964". In. D'INCAO, Maria Angela. Historia e ideal: ensaios sobre Caio Prado Junior. Sao Paulo: Brasiliense/UNESP, 1989, pp. 259-269.

--. Escravismo colonial. Sao Paulo: Atica, 1988.

GRENIER, Jean Yves. "A historia quantitativa ainda e necessaria?" In. BOUTIER, Jean e JULIA, Dominique. Passados recompostos: campos e canteiros da historia. Rio de Janeiro: Ed. UFRJ/Ed. FGV, 1998.

IUMATTI, Paulo Teixeira. Diarios politicos de Caio Prado Junior. Sao Paulo: Brasiliense, 1998.

--. Caio Prado Junior: uma trajetoria intelectual. Sao Paulo: Brasiliense, 2007.

LORIGA, Sabina. "A biografia como problema". In. REVEL, Jacques (Org.) Jogos de escalas: a experiencia da microanalise. Rio de Janeiro: Ed. Fundacao Getulio Vargas, 1998.

MARTINEZ, Paulo Henrique. A dinamica de um pensamento critico: Caio Prado Junior (1928-1935). Sao Paulo: Universidade de Sao Paulo (Tese de Doutorado em Historia), 1998.

NOVAIS, Fernando. Portugal e Brasil na crise do Antigo Sistema Colonial (1777-1808), 8a edicao. Sao Paulo: Hucitec, 2006.

PRADO JUNIOR, Caio. Evolucao politica do Brasil, 19a edicao. Sao Paulo: Brasiliense, 1991.

RICUPERO, Bernardo. Caio Prado Junior e a nacionalizacao do marxismo. Sao Paulo: Editora 34, 2000.

SANTOS, Raimundo. Caio Prado Junior na cultura politica brasileira. Rio de Janeiro: Mauad, 2001.

(1) Escrevendo sobre a Revolucao de 1930 e a cultura, Antonio Candido tratou das diversas formas de radicalizacao do periodo, decorrentes do "convivio intimo entre a literatura e as ideologias politicas e religiosas" (1984, p. 30), que levaram os intelectuais a vivenciar experiencias radicais no catolicismo, no fascismo e no comunismo.

(2) Aqui penso o marxismo sovietico enquanto ideologia e razao de Estado, nao enquanto interpretacao historica das sociedades.

(3) Fundada em 1943, a Editora Brasiliense teve como demais socios: Arthur Neves, Caio da Silva Prado e Leandro Dupre.

(4) Este livro retoma em grande parte as teses do livro anterior, sobretudo em relacao ao periodo colonial.

(5) A tese do modo de producao escravista colonial foi defendida por Jacob Gorender em um estudo que procurou encontrar sua logica interna, descrita em leis especificas de reproducao historica.

Sergio Montalvao

Doutorando

Fundacao Getulio Vargas (CPDOC/FGV)

berlioz66@hotmail.com

Praia de Botafogo, 190/14 andar

Rio de Janeiro--RJ

22250-900

Brasil

Enviado em: 30/07/2009

Aprovado em: 30/08/2009
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Author:Montalvao, Sergio
Publication:Historia da Historiografia
Date:Mar 1, 2010
Words:3038
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