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COMPREENSAO DOS ADOLESCENTES SOBRE A PREVENCAO E TRANSMISSAO DAS INFECCOES SEXUALMENTE TRANSMISSIVEIS EM ESCOLAS DO MUNICIPIO DE PRESIDENTE MEDICI, RONDONIA, BRASIL.

1 Introducao

A adolescencia e a faixa de idade que apresenta a maior incidencia de doencas sexualmente transmissiveis (DSTs). Aproximadamente, 25% de todas as DST sao diagnosticados em jovens com menos de 25 anos (BRAVERMAN, 2000). A adolescencia e um periodo de transicao entre a infancia e a idade adulta, caracterizada por intenso crescimento e desenvolvimento, que se manifesta por marcantes transformacoes anatomicas, fisiologicas, psicologicas e sociais. Essas intensas transformacoes fisicas e biologicas, nesta fase de desenvolvimento humano, influenciam todo o processo psicossocial da formacao da identidade do adolescente (BRETAS, 2004).

Segundo Brasil (2012), no Brasil entre 2000 e 2011, foi declarado no Sistema de Informacao de Mortalidade (SIM) 867 obitos por hepatites virais, sendo 640 como causa basica e 227 como causa associada, a maioria das quais nas Regioes Nordeste (31,3%) e Sudeste (29,3%). As DSTs sao doencas infecciosas que podem ser disseminadas atraves do contato sexual. Algumas podem tambem ser transmitidas por vias nao sexuais, que sao menos frequentes (OLIVEIRA, 2009). Brasil (2013) afirma que a populacao sexualmente ativa do Brasil apresenta 937.000 casos de sifilis, 1,5 milhao casos de gonorreia, 1.967.200 casos de clamidia, 640.900 casos de herpes genital e 685.400 casos de HPV. Ja o numero de HIV positivos registrados pelo Ministerio da Saude chegou a 656.701, desde a decada de 1980 ate 2012.

Segundo Huh e Cavalini (2013), a maior vulnerabilidade as DSTs e ao virus do HIV, ocorre devido a liberacao sexual, a facilidade dos contatos intimos e aos estimulos vindos dos meios de comunicacao que propiciam os contatos sexuais precoces. A desinformacao sobre o assunto devido a diminuicao das campanhas educativas, automedicacao ou medicacao indicada por pessoas nao qualificadas, multiplicidade de parceiros, maior liberdade para a pratica da atividade sexual em decorrencia do uso de metodos anticoncepcionais, dificuldade na investigacao dos parceiros sexuais, menor temor do publico por essas doencas pela facilidade do diagnostico e tratamento, facilidade de deslocamento das populacoes, e por fim o aparecimento da resistencia microbiana aos antibioticos e quimioterapicos sao alguns fatores que tem contribuido para o aumento da incidencia das DSTs (FACANHA et al., 2004).

Alguns trabalhos destacaram que os adolescentes possuem maior conhecimento sobre prevencao de DSTs que os adultos, embora essa compreensao seja escassa e insuficiente para promover um comportamento sexual seguro. Entre adolescentes com niveis distintos de conhecimento sobre transmissao e prevencao de DSTs, os que apresentaram maior nivel de conhecimento nao necessariamente se protegeram do risco de contrair uma infeccao (SHRIER, 2004). Embora os adolescentes tenham maior conhecimento sobre DSTs que os adultos, o grau de conhecimento e considerado baixo. Alguns estudos constataram que uma grande proporcao de adolescentes se engajam em contatos sexuais, como sexo oral e anal, sem reconhece-los como fonte de contagio de doencas sexualmente transmissiveis (BOEKELOO e HOWARD, 2002).

Os preservativos masculinos e femininos sao a unica barreira comprovadamente efetiva contra o HIV e o uso correto e consistente deste metodo pode reduzir substancialmente o risco de transmissao do HIV e das outras DSTs. O uso regular de preservativos pode levar ao aperfeicoamento na sua tecnica de utilizacao, reduzindo a frequencia de ruptura e escape e, consequentemente, aumentam sua eficacia. Estudos recentes demonstraram que o uso correto e sistematico do preservativo masculino reduz o risco de aquisicao do HIV e outras DSTs em ate 95% (FACANHA et al., 2004).

Uma das principais formas de conter o avanco da AIDS e de outras DST e a conscientizacao da populacao (CARVALHO et al., 2015). Este trabalho educacional costuma ser feito nas oficinas sobre a pratica do sexo seguro, que sao de uma forma geral, direcionadas a adolescentes e universitarios. As principais estrategias de prevencao, empregadas pelos programas de controle, envolvem a promocao do uso de preservativos, a promocao do uso de agulhas e seringas esterilizadas ou descartaveis, o controle do sangue e derivados, a adocao de cuidados na exposicao ocupacional a material biologico e o manejo adequado das outras DSTs (CARVALHO et al., 2015).

A importancia de conhecer a populacao sobre tais topicos, a fim de promover uma campanha informativa e preventiva acerca das DSTs/AIDS de maneira eficaz e competente, e imprescindivel, pois a AIDS nao tem cura e a melhor terapeutica ainda e a prevencao. Objetivamos com este estudo avaliar o grau de conhecimento, pre e pos-palestras de adolescentes de escolas publicas de ensino medio e fundamental do municipio de Presidente Medici, Estado de Rondonia sobre prevencao, transmissao, manuseio de preservativos e metodos de tratamento das DST/AIDS, visando colaborar no desenvolvimento de acoes educativas do Projeto de Extensao Universitaria Falando de DST/AIDS nas Escolas (PIBEX 2011).

2 Material e Metodos

O instrumento de coleta de dados utilizado na pesquisa foi um questionario estruturado, auto-administrado, de multipla escolha, discursivo e anonimo, composto por perguntas sobre caracteristicas socio-demograficas e reprodutivas, conhecimento sobre transmissao e prevencao de DST/AIDS, uso de metodos anticoncepcionais e de preservativo masculino e feminino, alem de questoes relacionadas a religiao, saude e educacao que abordavam aspectos de transmissao e prevencao de AIDS e outras DSTs.

Os questionarios foram aplicados em 501 estudantes da 8a e 9a serie do ensino fundamental e ensino medio de sete escolas do municipio e distritos de Presidente Medici, Rondonia (Tabela 1). As escolas selecionadas atendem no turno diurno e noturno. Os alunos da 6 e 7 serie nao participaram do presente projeto, por apresentarem pouca idade, sendo a aplicacao dos questionarios nao autorizada. Os mesmos questionarios foram aplicados antes e depois da realizacao de uma palestra, que abordou os metodos de transmissao, prevencao, consequencias patologicas das DSTs/AIDS e solucao de duvidas a cerca do assunto. A aplicacao dos questionarios pre e pos-palestras visou avaliar o nivel de conhecimento sobre o dado tema e o quanto foi compreendido por parte dos mesmos. Apos a revisao dos questionarios, os dados foram inseridos e organizados em um banco de dados do programa Excel. Foi realizado um teste-t de amostras independentes visando comparar as variaveis socio-demograficas dos alunos de escolas da zona urbana e rural do municipio. As variaveis resposta dos questionarios aplicados antes e depois da palestra foram comparadas atraves de uma ANOVA two-way. As analises foram realizadas no programa Statistica 7.0, sendo as analises inferenciais consideradas significativas com valores dep [less than or equal to] 0,05.

3 Resultados e Discussao

A maioria dos alunos (39%) apresentou idade de 16 a 18 anos, seguido por alunos com idade de 12 a 15 anos (21%) na zona urbana, para a zona rural a maioria dos alunos apresentou idade entre 16 e 18 anos. Houve predominio de adolescentes do sexo masculino, seguido do sexo feminino nas escolas da zona urbana e para zona rural o sexo masculino apresentou-se em menor quantidade (Tabela 2).

Com relacao ao estado marital a maioria dos alunos afirmaram ser solteiros, em sua maioria encontrados na zona urbana do municipio. No quesito "conhecimento sobre DST/AIDS", a maior parte dos alunos, que ja tinha ouvido falar sobre o determinado assunto eram da zona urbana, todavia mesmo sendo a maioria, um total de 4% nao apresentava conhecimento sobre o assunto. Em sua maioria os alunos da zona urbana receberam esse tipo de informacao por intermedio da TV e por conversas com seus pais, ja para os alunos da zona rural esta e recebida principalmente pela atuacao da escola (Tabela 2). Corroborando com nossos resultados, Oliveira et al. (2009) para estudos no Rio de janeiro, descrevem que a busca de informacoes por meio dos jornais e das revistas (18,7%) foi bastante frequente entre os jovens, bem como pelo radio e da televisao (16,9%) e principalmente a familia (20,4%).

Os meios de comunicacao tornaram-se uma das principais fontes para o jovem no que diz respeito a saude e a sexualidade. A midia apresenta de forma frequente imagens ilusorias do que e a sexualidade e do que e uma relacao sexual, o que acaba por influenciar diretamente os jovens sobre as formas de prevencao existente e como fazer uso delas ou, ate mesmo, como nao usa-las (OLIVEIRA et al., 2009). Deve-se ter um olhar voltado para a importancia dos meios de comunicacao nas atitudes e nas praticas dos adolescentes, uma vez que um numero significativo de jovens busca informacoes nestas fontes (OLIVEIRA et al., 2009).

As informacoes oriundas do ambiente familiar e um dado surpreendente, pois demonstra um nucleo participativo junto a esses adolescentes. Todavia, a familia tanto pode ser um recurso para o crescimento e o desenvolvimento saudavel de seus jovens como tambem pode ser uma limitacao nesse processo (PATRICIO, 2000). Esta instancia social precisa ser apreendida em sua historicidade e permanente transformacao, envolvendo finalidades, estruturas, conformacoes e significados diversos, bem como compromissos mutuos, interacoes, desempenho de papeis e transmissao de cultura, habitos, valores e modos de vida (ASSOCIACAO BRASILEIRA DE ENFERMAGEM, 2001).

Relacionado ao questionamento sobre com qual idade receberam informacoes sobre DST/AIDS, a faixa etaria de 11 a 13 anos foi a mais representativa entre ambas as zonas. Pesquisas realizadas por Martins et al. (2006) com adolescentes, envolvendo o conhecimento sobre as DSTs, descreveram que em relacao a variavel faixa etaria houve uma predominancia de 49,1% dos adolescentes com idade de 14 anos e 18,2% de adolescentes de 17 anos. A pesquisa em questao tambem afirma que ha maior participacao entre essa faixa etaria. Contudo, o boletim epidemiologico sobre HIV/AIDS do Ministerio da Saude (2016), afirmar que na analise da razao de sexos em jovens de 13 a 19 anos, essa era a unica faixa etaria em que o numero de casos HIV era maior entre as mulheres, embora tivessem elevado conhecimento sobre prevencao.

Quando perguntados sobre a iniciacao na vida sexual a maioria dos entrevistados, de ambas as zonas, declararam que nao haviam realizado ate o momento nenhuma pratica sexual, sendo este mesmo padrao de resposta encontrado para as perguntas referentes ao ja ter sido portador de DSTs e conhecer alguem que e ou foi portador de alguma DSTs (Tabela 2).

A maioria dos alunos da zona urbana ja detinham conhecimento sobre preservativo masculino e feminino antes da realizacao das palestras, sendo analisado que menos de 42% dos alunos da zona rural detinham essa informacao. Quando perguntados se ja tinham realizado algum tipo de relacao sexual sem o uso de camisinha, a maioria dos alunos da zona urbana (59%) e da zona rural (12%) indicaram fazer uso de preservativo. A maior parte dos estudantes da zona urbana declararam usar camisinha em relacoes sexuais realizadas atualmente, sendo este percentual seguido pelos alunos da zona rural. Um total de 4% dos entrevistados da zona rural declarara nao usar preservativos nas relacoes sexuais ocorridas recentemente. Sobre o fato de continuarem usando camisinha em seus relacionamentos, ou seja, uma condicao futura referente ao uso de preservativos, o "sim" foi unanime para ambas as zonas. A maioria dos estudantes da zona urbana do municipio ja apresentavam conhecimento sobre DST/AIDS antes das palestras realizadas, sendo menos de 7% dos alunos de ambas as zonas nao conhecedores do tema (Tabela 3).

De acordo com a tabela 4, mais de 85% dos alunos entrevistados apontam que a mae pode passar o virus da AIDS para o feto durante o periodo de gestacao. Para a questao relacionado ao bom estado de saude do individuo frente a contaminacao pelo HIV, mais de 89% dos entrevistados apontaram que a contaminacao e positiva. Com relacao a contaminacao por intermedio da doacao de sangue, foi observado um aumento declarado do "nao" nos questionarios pos- palestra, todavia nao foram apresentadas diferencas significativas. Um elevado numero de entrevistados (mais de 62%) respondeu que a pratica de sexo oral sem preservativo transmite o virus da AIDS. Quando perguntados sobre a utilizacao de utensilios utilizados em saloes de beleza por manicures (alicates de unhas, espatulas e outros), incorretamente esterilizados, uma media de 88% respondeu que a contaminacao era possivel. Atraves da analise dos questionarios aplicados, foi observado que um maior numero dos entrevistados sabia as formas de tratamento das DST/AIDS.

Segundo os estudos de Cunha et al. (2016) com adolescentes da cidade de Goiania, estado de Goias, um total de 94,2% dos adolescentes entrevistados reconhece a via sexual como forma de transmissao do HIV, afirmando que o uso de preservativos e eficiente na protecao individual contra o virus e outras DSTs; 96,7% afirmaram que a via parenteral e uma via importante de transmissao do virus, enquanto que 92,1% reconhecem a via vertical como uma das possibilidades de transmissao do virus. Entretanto, apesar do discernimento da maioria dos adolescentes sobre as vias sexual, parenteral e vertical, 20,3% afirmaram que o uso de talheres, banheiro, um aperto de mao e uma via eficiente de transmissao do virus (CUNHA et al., 2016). Nader et al. (2009) verificaram que 8,0% dos adolescentes entrevistados em uma escola em Canoas, Rio Grande do Sul, ainda acreditam que o beijo e a proximidade de alguem com AIDS consistem em formas de transmissao do virus. Esses mitos relacionados a transmissao pelo HIV precisam ser desconstruidos no ambiente escolar e destacados pelas autoridades educacionais (MARTINI e BANDEIRA, 2003) uma vez que, quando essas crencas se disseminam facilmente, elas podem fomentar atitudes de cunho preconceituoso (CUNHA et al., 2016).

Quando perguntados se a camisinha somente e utilizada visando a protecao de DST, mais de 77% dos entrevistados responderam "nao", apontando o conhecimento dos mesmos no que tange a utilizacao de preservativos como metodo contraceptivo. Mais de 85% dos entrevistados declaram que nao existe cura para AIDS e menos de 15% apontaram que existe cura para tal doenca.

Contrario aos nossos resultados, pesquisas realizadas por Moreira et al. (2012), com alunos de uma escola do interior de Pernambuco, indicaram que muitos alunos declararam que a pilula do dia seguinte e uma forma de se prevenir das DSTs. Em um estudo de avaliacao do conhecimento contraceptivo de adolescentes gravidas, Duarte et al. (2012) notaram que mesmo o anticoncepcional oral sendo o mais utilizado, entre aquelas que afirmaram empregar algum metodo contraceptivo, muitas nao tinham ciencia do mecanismo de acao do mesmo, com uma parcela representativa das entrevistadas afirmando que o anticoncepcional agia matando espermatozoides. Essa nocao pode ate mesmo alimentar uma ideia erronea que essa forma de contracepcao pode auxiliar na eliminacao de organismos causadores de DSTs, demonstrando a necessidade de esclarecimentos educativos da funcao exata desse metodo (CUNHA et al., 2016). A maior parte da populacao jovem compreende a importancia do uso do preservativo como forma de contracepcao e prevencao de DSTs, o que foi observado no presente estudo, diminuindo a probabilidade de contrair essas doencas.

Uma media de 68% dos jovens entrevistados declarou que a religiao e um fator importante na utilizacao de preservativos, sendo declarado por menos de 35% dos alunos, que a religiao atua como fator negativo na utilizacao de tal metodo de protecao. O conceito de religiosidade, ou seja, a adesao a crenca e pratica relativa a uma igreja ou instituicao, pode interferir em comportamentos e respostas individuais. Por serem esses aspectos importantes para a saude e como sua subjetividade permeia a tematica, podemos identificar nesse espaco institucional os varios cenarios de Promocao da Saude (FERREIRA et al. 2012). A religiao e a cultura podem ser parceiras na adocao de comportamentos sexuais saudaveis e na superacao de situacoes de vulnerabilidade, mas para tal a enfermagem deve reconhecer seu papel na vida dos jovens, sendo esse reconhecimento fundamental para que educador e educando, juntos, identifiquem estrategias que fortalecam a autonomia e a conscientizacao (FERREIRA et al. 2012).

Entre 77% e 88% dos entrevistados declararam que compram preservativos, sendo que menos de 23% solicitam camisinhas em postos de saude do municipio. Estudos realizados por Jardim et al. (2013), com adolescentes no municipio de Campos dos Goytacazes, Rio de Janeiro, apontaram que 9,1% dos entrevistados alegaram a falta de condicoes financeiras para adquirir preservativos, evidenciando a carencia de informacoes a cerca das campanhas do Sistema Unico de Saude (SUS) que nos ultimos tres anos, distribuiram gratuitamente, aproximadamente, 1,3 bilhao de camisinhas por todo o pais. "Qualquer pessoa pode retirar o preservativo, sem precisar apresentar qualquer tipo de identificacao. Os jovens recebem apoio e informacao de profissional para que possam escolher o metodo contraceptivo mais adequado." (PORTAL DA SAUDE, 2013).

Quando perguntados sobre a realizacao de campanhas sobre DST/AIDS e doacao de preservativos por parte dos postos de saude municipais, mais de 94% dos entrevistados responderam que esta seria uma pratica positiva na prevencao das DST. Aproximadamente 97% dos entrevistados julgaram a realizacao de nossa palestra importante. Nao foram encontradas, para nenhuma das perguntas realizadas, diferencas significativas entre os questionarios aplicados antes (Pre) e depois (Pos) da palestra sobre DST/AIDS.

4 Consideracoes finais

A realizacao de palestras junto aos alunos da 8a e 9a serie do ensino fundamental e ensino medio das sete escolas do municipio e distritos de Presidente Medici, Rondonia, permite concluir que o conhecimento desses alunos melhorou em varios aspectos relacionados a sexualidade, gravidez e DSTs. Observamos que os adolescentes se preocupam em aprender mais sobre o seu corpo e o corpo do parceiro.

A atencao primaria possibilita a realizacao da prevencao, que podera ajudar os adolescentes a desenvolver comportamentos sexuais mais seguros e saudaveis. Dados provenientes desta pesquisa propiciarao o estudo de fatores associados ao maior ou menor conhecimento das DST e aos comportamentos preventivos.

5 Agradecimentos

Agradecemos a Pro-reitora de Cultura, Extensao e Assuntos Estudantis-- PROCEA/UNIR pela deliberacao do Edital PROCEA no 05/2011 e as escolas que colaboraram com o desenvolvimento do projeto.

6 Referencias

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CARVALHO, T. G. M. L.; KRABBE, E. C. Ampliando espacos e articulacoes: o desafio da prevencao as DST, AIDS e hepatites virais no IIEE professor Annes Dias. CATAVENTOS-Revista de Extensao da Universidade de Cruz Alta, v. 7, p. 1-16, 2016.

DUARTE, C. F.; HOLANDA, L. B.; MEDEIROS, M. L. Avaliacao de conhecimento contraceptivo entre adolescentes gravidas em uma unidade basica de saude do Distrito Federal. Journal of the Health Sciences Institute, v. 30, p. 140- 143, 2012.

FACANHA, M. C.; MENEZES, B. L.; FONTENELE, A. D.; MELO, M. A.; PINHEIRO, A. S.; CARVALHO, C. S.; PEREIRA, L. O. Conhecimento sobre reproducao e sexo seguro de adolescentes de uma escola de ensino medio e fundamental de Fortaleza-Ceara. Jornal Brasileiro de Doencas Sexualmente Transmissiveis, v.16, p. 5-9, 2004.

FERREIRA, A. G. N.; SILVA, K. L. D.; SOUSA, P. R. M. D.; GUBERT, F. D. A.; VIEIRA, N. F. C.; PINHEIRO, P. N. D. C. Cultura masculina e religiosidade na prevencao das DST/HIV/AIDS em adolescentes. Revista Mineira de Enfermagem, v.16, p. 578-472, 2012.

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PATRICIO, Z.M. O cuidado com qualidade de vida dos adolescentes: um movimento etico e estetico de "Koans e tricksters". In: Ramos FRS (Organizador), Projeto Acolher: um encontro da enfermagem com adolescente brasileiro. Brasilia: ABEn; 2000.p 121-43.

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SHRIER, L A. Sexually transmitted diseases in adolescents: biologic, cognitive, psychologic, behavioral, and social issues. Adolescent Medic Clinic, v. 1, p. 1-22, 2004.

Igor David da COSTA (1) * & Natalia Neto dos Santos NUNES (2)

(1) Fundacao Universidade Federal de Rondonia, Campus Presidente Medici, Departamento de Engenharia de Pesca, Laboratorio de Ciencias Ambientais. Presidente Medici, Rondonia, Brasil.

(2) Fundacao Universidade Federal de Rondonia, Campus Rolim de Moura, Programa de Pos-Graduacao em Ciencia Ambientais. Rolim de Moura, Rondonia, Brasil.

* Autor correspondente: igorbiologia@yahoo.com.br

DOI: http://dx.doi.org/10.18571/acbm.118
Tabela 1: Nome das escolas, localizacao e numero total de alunos
entrevistados nas escolas de ensino fundamental e medio de Presidente
Medica, Rondonia--Brasil.

Nome da Escola                      Localidade                  No. de
                                                                alunos

Escola Estadual de Ensino           Municipio Presidente         225
  Medio Paulo Freire                  Medici (zona urbana)
Escola Estadual de Ensino           Municipio Presidente          50
  Medio Carlos Drumond de             Medici (zona urbana)
  Andrade
Escola Estadual de Ensino           Municipio Presidente          50
  Medio Presidente Emilio             Medici (zona urbana)
  Garrastazul Medici
Escola Estadual de Ensino           Distrito Novo Riachuelo       86
  Medio Dona Benta                    (zona rural)
Escola Estadual de Ensino           Distrito Estrela de           37
  Medio Emburana                      Rondonia (zona rural)
Escola Estadual de Ensino           Assentamento Chico Mendes     41
  Fundamental Dorothy Mae             (zona rural)
  Stang
Escola Municipal de Ensino          Linha 140 (zona rural)
  Fundamental Junqueira Freire                                    12
(Extensao da Escola Paulo Freire)

Tabela 2: Distribuicao percentual dos adolescentes de acordo com as
caracteristicas sociodemograficas e reprodutivas, segundo o tipo de
zona no municipio de Presidente Medici, Rondonia--Brasil

Caracteristicas                             Zona     Zona
                                           Rural    Urbana       p

Idade (anos)
  12 a 15                                    11       21        0,02
  16 a 18                                    17       39       0,006
  19 a 20                                    4         4        0,03
  Mais de 21                                 2         1        1,0
Sexo
  Feminino                                   18       31       0,007
  Masculino                                  17       34       0,008
Estado marital
  Solteiro                                   31       62       0,0002
  Casado                                     3         2        0,76
  Mora junto                                 1         1        0,72
Antes dessa palestra voce ja tinha
ouvido falar em doencas sexualmente
transmissiveis?
  Sim                                        34       63       0,0002
  Nao                                        0         4       0,001
Caso sim, onde foi?
  TV                                         7        18       0,0005
  Radio                                      1         4       0,007
  Jornal                                     2         6       0,003
  Revista                                    3         7        0,02
  Internet                                   2         8        0,01
  Seus Pais                                  2        15       0,003
  Amigos                                     3        10      0,00002
  Escola                                     10        1       0,001
Com que idade voce escutou falar sobre
esse assunto?
  6 a 10                                     8        20        0,01
  11 a 13                                    16       25       0,006
  14 a 16                                    9        19        0,01
  17 a 20                                    0         2        0,32
  Mais de 20                                 0         0        0,21
Seus pais conversam com voce sobre o
assunto?
  Sim                                        21       21        0,06
  Nao                                        20       38       0,003
Voce ja teve sua primeira relacao
sexual?
  Sim                                        16       30       0,005
  Nao                                        21       33       0,0004
Voce ja teve alguma doenca sexualmente
transmissivel?
  Sim                                        0         0        0,15
  Nao                                        40       60       0,0001
Conhece alguem que ja teve?
  Sim                                        14        6        0,90
  Nao                                        28       52       0,0009

Tabela 3: Distribuicao percentual dos adolescentes de acordo com as
caracteristicas sociodemograficas e reprodutivas, segundo o tipo de
zona no municipio de Presidente Medici, Rondonia--Brasil.

Conhecimento sobre transmissao e             Zona     Zona        p
prevencao de DST/AIDS                       Rural    Urbana

Antes dessa palestra voce ja tinha ouvido
falar em camisinha masculina?
  Sim                                         37       60      0,0003
  Nao                                         0         3       0,23
Antes dessa palestra voce ja tinha ouvido
falar em camisinha feminina?
  Sim                                         41       49       0,01
  Nao                                         1        10       0,21
Voce ja fez sexo sem camisinha?
  Sim                                         10       19       0,02
  Nao                                         12       59      0,0003
Voce atualmente usa camisinha nas suas
relacoes sexuais?
  Sim                                         26       70       0,006
  Nao                                         4         0       0,005
Voce pensa em continuar usando camisinha
nas suas relacoes sexuais?
  Sim                                         41       59      0,0004
  Nao                                         0         0       0,22
Antes dessa palestra voce sabia quais
eram as formas de transmissao das
DSTs/AIDS?
  Sim                                         36       58      0,0003
  Nao                                         3         4       0,07

Tabela 4: Porcentagem de respostas dos questionarios aplicados antes e
depois da palestra sobre DST/AIDS e teste de significancia de 0,05
(n = 501)

Conhecimento sobre transmissao e prevencao    Pre      Pos        p
de DST/AIDS

As mulheres gravidas podem passar o virus                       0,54
da AIDS para o feto?
  Sim                                          89       87     0,0001
  Nao                                          11       13
  N                                           358      410
Se voce for uma pessoa forte e saudavel,                        0,40
voce pode pegar AIDS?
  Sim                                          96       89     0,0001
  Nao                                          4        11
  N                                           348      419
Se forem tomados todos os cuidados                              0,88
necessarios, uma pode pegar AIDS ao doar
sangue?
  Sim                                          50       31      0,13
  Nao                                          50       69
  N                                           348      361
Sexo oral transmite AIDS?                                       0,87
  Sim                                          68       92     0,0002
  Nao                                          32       8
  N                                           366      382
O material usado pela manicure caso nao                         0,78
for corretamente esterilizado pode
transmitir AIDS?
  Sim                                          83       94     0,0001
  Nao                                          17       6
  N                                           356      386
Antes dessa palestra voce sabia quais eram                      0,82
as formas de tratamento das DST/AIDS?
  Sim                                          56       76      0,008
  Nao                                          44       24
  N                                           361      379
Voce acha que a camisinha so evita                              0,64
DST/AIDS?
  Sim                                          15       23     0,0001
  Nao                                          85       77
  N                                           340      376
Existe cura para a AIDS?                                        0,69
  Sim                                          15       8      0,0001
  Nao                                          85       92
  N                                           354      390
Voce acha que a religiao ajuda ou                               0,92
atrapalha no uso da camisinha entre os
jovens?
  Ajuda                                      71 29    65 35     0,005
  Atrapalha
  N                                           350      358
Voce compra ou pede no posto de saude as                        0,57
camisinhas?
  Compra                                       88       77      0,001
  Pede                                         12       23
  N                                           240      273
Voce acha que os postos de saude do                             0,80
municipio deveriam fazer mais campanhas
sobre esse assunto?
  Sim                                          97       98      0,001
  Nao                                          3        2
  N                                           343      367
Voce acha que os postos de saude do                             0,74
municipio deveriam doar camisinhas?
  Sim                                          94       96     0,0001
  Nao                                          6        4
  N                                           353      385
Voce acha/achou essa palestra importante?                       0,47
  Sim                                          98       97     0,0001
  Nao                                          2        3
  N                                           311      388
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Author:da Costa, Igor David; Nunes, Natalia Neto dos Santos
Publication:Acta Biomedica Brasiliensia
Date:Jul 1, 2017
Words:4642
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