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CAPACIDADES AEROBIA, ANAEROBIA E PARAMETROS BIOMECANICOS DE NADADORES DE ACADEMIA.

INTRODUCAO

A natacao e um exercicio que envolve varios grupos musculares requisitados, de acordo com o estilo de nado e suas variacoes. A pratica da natacao, assim como outros esportes, pode ser empregada para se atingir varios objetivos, entre eles, a melhora da coordenacao motora e do condicionamento fisico, emagrecimento, prevencao e terapia de doencas e competicao (Santos e Simoes, 2012).

Uma das capacidades desenvolvidas na natacao e a aerobia, que se refere a aptidao dos sistemas fisiologicos para captacao, transporte e utilizacao do oxigenio para producao de energia. Em intensidades elevadas de esforco, a capacidade aerobia atinge o maximo (V[O.sub.2] max.), obrigando que os sistemas anaerobios fornecam a energia adicional necessaria para continuidade do exercicio (Ogita, Hara e Tabata, 2006; Powers e Howley, 2014).

Pesquisas em fisiologia do exercicio procuram estabelecer metodos e criterios para avaliacao da capacidade aerobia com precisao, reprodutibilidade e facil aplicacao (Altimari e colaboradores, 2007; Spinato, Monteiro e Santos, 2010).

Atletas e nadadores de academia podem ser submetidos a testes nao invasivos para determinacao da velocidade critica, um parametro fidedigno da capacidade aerobia (Toubekis e Tokmakidis, 2013).

Em atletas, a concentracao de lactato e um dos principais parametros utilizados para avaliar a capacidade aerobia, pois sua producao e inversamente proporcional ao aumento dessa capacidade (Holfelder, Brown e Bubeck, 2013).

O aumento da producao lactato, juntamente com a capacidade limitada de remocao do musculo, sao fatores limitantes do desempenho durante o exercicio. As adaptacoes resultantes do treinamento compreendem a menor producao de lactato, assim como o aumento das proteinas transportadoras de monocarboxilatos (MCT), que medeiam a saida do lactato das fibras musculares (Araujo e colaboradores, 2009; Freitas e colaboradores, 2010).

A tecnica do nado pode ser inferida pela amplitude da bracada, que se refere a distancia do deslocamento na agua resultante de uma bracada (ou de um ciclo de bracadas).

Outro fator e a frequencia de bracada, que se refere a velocidade do movimento dos bracos durante o nado (Schneider e Meyer, 2006; Zamparo e colaboradores, 2000).

A amplitude de bracada depende primeiramente do comprimento dos membros superiores, mas pode ser aprimorada com o posicionamento correto dos segmentos do corpo e execucao correta do movimento, resultando na expressao apurada da tecnica do estilo de nado. O aprimoramento da tecnica permite melhor eficiencia biomecanica, economia de movimentos durante o nado e menor demanda energetica para uma determinada velocidade de nado (Baechle e Earle, 2010).

Por isso, a simples avaliacao quantitativa da distancia do deslocamento na agua resultante de uma bracada e um otimo parametro para avaliacao da aprendizagem da tecnica e eficiencia do nado.

Por sua vez, a frequencia de bracadas e o parametro diretamente relacionado com a velocidade do nado, que depende de adaptacoes neuromusculares e metabolicas que permitem o aumento da velocidade das bracadas, mantendo a tecnica correta (Zuniga e colaboradores, 2011).

A amplitude e a frequencia de bracadas sao determinantes para o desempenho, porem sao inversamente relacionadas, ou seja, quando o nadador aumenta a frequencia de bracadas, diminui a amplitude nos diferentes estilos de nado (Perez, 2001).

A maior amplitude de bracadas, no estilo denominado de nado por oposicao, e uma caracteristica de provas longas, como 200m, 400m, 800m, 1500m e travessias (maratonas aquaticas), enquanto a opcao por maior frequencia de bracadas, estilo denominado de nado por sobreposicao, e caracteristica de provas curtas de 50m e 100m.

Na medida em que aumenta a velocidade do nado, ha necessidade de ajustes biomecanicos, impossibilitando a manutencao do estilo de oposicao (Gatti, Erichsen e Melo, 2004).

Por isso, as estrategias de treinamento devem direcionar para a melhora de ambas variaveis.

Na pratica da natacao, cada vez mais comum em academias, as avaliacoes periodicas sao uteis pelo aspecto informativo sobre o estagio de aprendizagem e de desenvolvimento das capacidades fisiologicas e pelo aspecto motivacional (Cevada e colaboradores, 2012; McArdle e colaboradores, 2016).

Porem, neste publico as avaliacoes sao escassas, nao havendo dados sobre as capacidades fisicas destes praticantes.

Assim, o objetivo foi avaliar as capacidades aerobia, anaerobia e parametros biomecanicos de praticantes de natacao em academia.

MATERIAIS E METODOS

Amostra

Participaram 28 voluntarios do sexo masculino praticantes de natacao em academia, com pelo menos 3 meses de pratica.

Os sujeitos foram agrupados, proporcionalmente nas faixas etarias: 15-18 anos, 19-30 anos, 31-40 anos, 41-50 anos e 51-60 anos.

Todos foram esclarecidos sobre os objetivos, avaliacoes e que a pesquisa foi avaliada e aprovada pelo Comite de Etica em Pesquisa (CEP) da UNOESTE (CAAE: 15736913.1.0000.5515; Numero do Parecer: 253.469 em 23/04/2013).

A participacao foi condicionada a assinatura do termo de consentimento livre e esclarecido. No caso dos menores, o termo foi encaminhado para o pai ou responsavel para ciencia e assinatura.

Local

As medidas e avaliacoes foram realizadas numa academia de Presidente Prudente-SP, em uma piscina com medidas de 16,6m x 8,0m.

Avaliacoes da capacidade anaerobia

No primeiro teste foi avaliada a potencia de membros inferiores na impulsao horizontal na parede da piscina. De costas para a parede, o sujeito submergiu, posicionou os dois pes na parede e impulsionou o corpo estendido para frente, se mantendo nesta posicao ate que os pes ultrapassassem a distancia de 5 m. O tempo foi registrado a partir da impulsao na parede ate os pes ultrapassarem os 5 m. Foram realizadas tres tentativas e considerado o melhor resultado para calculo da velocidade da impulsao horizontal (VIH), de acordo com a equacao.

VIH = distancia / tempo (m/seg) Equacao 1

No segundo teste foi avaliada a velocidade no nado de 50 m, tendo o nadador que percorrer essa distancia no nado crawl no menor tempo possivel. A saida foi de dentro da piscina, impulsionando o corpo com os pes na parede. Foram realizadas tres tentativas, com intervalo de 5 min entre cada uma, e considerado o melhor resultado para calculo da velocidade de nado (VN), de acordo com a equacao.

VN = distancia / tempo (m/seg) Equacao 2

Avaliacao da capacidade aerobia

A capacidade aerobia foi avaliada utilizando o teste de 12 minutos, que consistiu em percorrer, no nado crawl, a maior distancia possivel, que foi utilizada para calculo do consumo maximo de oxigenio (VO2 max.), de acordo com a equacao. Antes do teste, o sujeito recebeu orientacao sobre ser permitida parada momentanea durante o esforco, apenas no caso de ocorrer entrada de agua nos oculos ou sentir desconforto que impeca a continuidade do esforco.

V[O.sub.2] max. = [(distancia * 4,8) - 505] / 45 (mL/Kg/min) Equacao 3

Avaliacoes biomecanicas

A avaliacao biomecanica foi realizada com a contagem do numero de bracadas durante o percurso das primeiras quatro piscinas nadadas no proprio teste de 12 minutos. Ao final, foi considerada a distancia total de 20 m (5 m efetivamente nadados em cada piscina), o tempo do percurso (seg) e somado o numero de bracadas nos quatro percursos para determinar a amplitude de bracada (AB) e a frequencia de bracada (FB), de acordo com as equacoes abaixo.

AB = distancia / numero de bracadas (m/bracada) Equacao 4

FB = numero de bracadas / tempo (bracadas/seg) Equacao 5

Analise dos resultados

Foi utilizada a estatistica descritiva para apresentacao dos dados (media [+ o -] DP) e a estatistica inferencial ANOVA one way e Teste de Tukey para analisar as diferencas entre as faixas etarias.

RESULTADOS

No teste de impulsao horizontal, a maior velocidade (1,20 [+ o -] 0,25 m/seg) foi da faixa etaria de 19-30e houve alteracao, porem nao significativa (p=0,067) entre as faixas subsequentes (Tabela 1).

No teste de 50 m, a maior velocidade (1,37 [+ o -] 0,39 m/seg) foi da faixa de 19-30 anos e houve alteracao nas faixas 41-50 anos (p=0,024) e 51-60 anos (p=0,003) em comparacao faixa dos mais jovens de 15-18 anos (Tabela 1).

No teste de 12 min, a maior distancia foi da faixa de 15-18 anos e as distancias foram significativamente menores nas faixas de 41-50 anos (p=0,024) e de 51-60 anos (p=0,010) (Tabela 2).

Como consequencia da dist6ancia, o maior valor do V[O.sub.2] max. foi de na faixa etaria 15-18 anos e os valores foram significativamente menores nas faixas de 41-50 anos (p=0,024) e de 51-60 anos (p=0,010) (Tabela 2).

No comprimento de bracada, o maior resultado foi da faixa de 15-18 anos e os valores das faixas subsequentes nao foram significativamente menores (p=0,099) (Tabela 3).

Na frequencia de bracada, o maior resultado foi da faixa de 15-18 anos e os valores foram significativamente menores nas faixas de 19-30 anos, 41-50 anos e 41-50 anos (Tabela 3).

DISCUSSAO

Avaliacoes em natacao sao realizadas comumente em atletas, pois o acompanhamento dos parametros fisiologicos e biomecanicos e determinante para analise do desempenho e prescricao do treinamento. Por outro lado, na natacao de academia, onde se encontra o maior contingente de praticantes, a avaliacao nao e realizada com frequencia e, muitas vezes, sequer e realizada.

Este estudo pode dar uma contribuicao na cobertura desta lacuna, fornecendo dados sobre as capacidades aerobia, anaerobia e parametros biomecanicos de praticantes de natacao em academia, cujos objetivos sao variados, tais como a simples pratica de um esporte, a manutencao da saude, atividade de lazer e, em alguns casos, competicoes de carater amador.

Nestes tempos de valorizacao da pratica de exercicios, em razao de sua relacao direta com a saude e qualidade de vida (Santos e Simoes, 2012), as pesquisas cientificas sobre os diferentes esportes e modalidades podem contribuir para o maior engajamento da populacao num estilo de vida fisicamente ativo.

Uma caracteristica da natacao de academia e a variedade dos praticantes em termos de sexo e, principalmente, de faixas etarias. Neste estudo, a proposta foi analisar desde adolescentes ate adultos no inicio da senescencia. Os resultados demonstraram algo previsivel no sentido de que o desempenho fisico dos adolescentes e adultos mais jovens e superior ao desempenho dos demais adultos. Por outro lado, o dominio da tecnica (nao analisado diretamente neste estudo) pode ser muito variado entre os praticantes, dependendo principalmente do tempo de pratica e experiencia do professor.

Na natacao, a forca e a potencia dos membros inferiores sao importantes durante o nado, mas principalmente nos momentos da saida e das viradas, quando a extensao dos joelhos empurra o bloco de partida e a parede da piscina, respectivamente. Para avaliar a potencia dos membros inferiores, normalmente e um teste de salto vertical em plataforma de forca (Kockum e colaboradores, 2015). Neste estudo, propusemos um teste de potencia dos membros inferiores realizado em piscina em condicao proxima do real, principalmente de uma virada. A analise da velocidade na distancia de 5 m, apos impulso horizontal, demonstrou valores maiores na faixa etaria de 19 a 30 anos, variando em media 0,22 m/seg para as faixas etarias a partir de 40 anos.

O outro teste de velocidade utilizado foi de 50 m nado crawl, cujos valores variaram de 0,86 m/seg na faixa etaria de 51 a 60 anos, ate 1,37 m/seg na faixa de 19 a 30 anos. Num estudo de Costa e colaboradores (2007) com 91 nadadores do sexo masculino foi utilizado um teste de 25 m nado crawl e o resultado foi de 1,27 [+ o -] 0,13 m/seg.

Em outro estudo, Barbosa e Oliveira Junior (2006) submeteram 16 nadadores universitarios competitivos a um treinamento de forca fora da agua, porem nao verificaram transferencia para o desempenho em piscina em testes aerobios e anaerobios. Isso demonstra que o principio da especificidade tem relevancia no treinamento e tambem nos testes utilizados na avaliacao dos nadadores, sejam amadores ou competitivos.

A capacidade aerobia, verificada no teste de 12 min, apresentou variacao media de 29 mL/Kg/min ou 273 m entre a faixa etaria mais jovem de 15 a 18 anos, que nadou a maior distancia, e a faixa mais velha de 51 a 60 anos.

Num estudo de Biloria e colaboradores (2010) com individuos cuja media de idade foi 20,87 [+ o -] 2,81 anos a media da distancia percorrida foi de 431,4 m, desempenho semelhante ao obtido (423,0 [+ o -] 131,2 m) pelos praticantes da faixa de 41 a 50 anos deste estudo. O fato de os nadadores mais velhos apresentarem desempenho inferior pode nao estar diretamente relacionado a idade, mas tambem ao tempo e a frequencia de pratica na piscina. Nadadores amadores da categoria master costumam apresentar desempenho destacado quando a frequencia de pratica e de quatro a seis vezes por semana (Ferreira e colaboradores, 2016; Pugliese e colaboradores, 2015).

A determinacao da capacidade aerobia, comumente realizada em nadadores competitivos de forma direta com equipamento analisador de gases com snorkel adaptado ou com coleta de sangue e dosagem do lactato (Papoti e colaboradores, 2007) nao e aplicavel em nadadores de academia em razao da necessidade de equipamentos caros, uso de metodos invasivos e tempo dispendido em cada avaliacao. Testes ja padronizados, como o T30, tambem podem ser inviaveis para muitos dos praticantes. Por isso, opcoes que requerem menos tempo e distancia menores de nado tem sido propostos, como da velocidade critica e de 12 min (McArdle, Katch e Katch, 2016; Toubekis e Tokmakidis, 2013). Neste estudo, o calculo do VO2 max. foi realizado com a equacao de Cooper para corrida e utilizando um fator de correcao (4,8) de acordo com a diferenca da velocidade maxima do homem em terra (corrida de 100 m) e na piscina (prova de 50 m crawl).

O comprimento de bracada e utilizado como parametro para avaliacao da tecnica e sua eficiencia, enquanto a frequencia de bracada se refere ao desenvolvimento neuromuscular e velocidade das bracadas.

Ambos devem melhorar ao longo do treinamento, porem o predominio de um e outro nao dever ser acentuadamente desiquilibrado. Em geral, em provas de velocidade e privilegiada a frequencia e, em provas longas e privilegiado o comprimento da bracada (Perez, 2001; Polli e colaboradores, 2009). Neste estudo, o maior comprimento de bracada foi obtido na faixa etaria 15-18 anos com 1,20 [+ o -] 0,26 m/bracada.

Em estudo de Polli e colaboradores (2009) com homens com media de idade de 20 [+ o -] 4 anoso resultado foi de 1,02 [+ o -] 0,05 m/bracada. Na frequencia de bracada, o resultado foi de 0,73 [+ o -] 0,11 bracada/seg na faixa etaria 15-18 anos, enquanto no estudo de Polli e colaboradores (2009), a frequencia foi de 0,43 bracada/seg.

Alem do dominio da tecnica, a padronizacao da distancia e da intensidade do nado para realizacao do teste sao fatores que acarretam em diferencas no comprimento e frequencia de bracada. Neste estudo, as contagens de bracadas foram realizadas no teste submaximo e descontando as distancias percorridas nas viradas.

Por um lado, minimizou o erro para o comprimento de bracada, porem por outro, nao favoreceu a frequencia de bracada, como poderia ter ocorrido num teste de maxima velocidade.

CONCLUSAO

Concluimos que a progressao da idade esta relacionada com a diminuicao das capacidades anaerobia, aerobia e parametros de comprimento e frequencia de bracadas em nadadores de academia.

REFERENCIAS

1-Altimari, J.M.; Altimari, L.R.; Gulak, A.; Chacon-Mikahil, M.P.T. Correlacoes entre protocolos de determinacao do limiar anaerobio e o desempenho aerobio em nadadores adolescentes. Revista Brasileira de Medicina do Esporte. Vol. 13. Num. 4. p. 245-250. 2007.

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7-Costa, A.V.; Oliveira, H.B.; Dantas, P.M.S.; Medeiros, H.J.; Filho J.F.; Kanackfuss, M.I. Comparacao antropometrica e da potencia muscular de nadadores entre os estagios maturacionais. Motricidade. Vol. 2. Num. 4.p. 243-250. 2007.

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9-Freitas, J.S.; Carneiro-Junior, M.A.; Franco, F.S.C.; Resende, L.S.; Santos, A.S.; Maia, H.O.; Marins, J.C.B.; Natali, A.J. Treinamento aerobio em natacao melhora a resposta de parametros metabolicos de ratos durante teste de esforco. Revista Brasileira de Medicina do Esporte. Vol. 16. Num. 2. p.134-138. 2010.

10-Gatti, R.G.O.; Erichsen, O.A.; Melo, S.I.L. Respostas fisiologicas e biomecanicas de nadadores em diferentes intensidades de nado. Revista Brasileira de Crescimento e Desempenho Humano. Vol. 6. Num. 1. p. 26-34. 2004.

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12-Kockum, B.; Heijne, A.I. Hop performance and leg muscle power in athletes: reliability of a test battery. Physical Therapy and Sport. Vol. 16. Num. 3. p. 222-227. 2015.

13-McArdle, W.D.; Katch, F.I.; Katch, V.L. Fisiologia do Exercicio: nutricao, energia e desempenho humano. 8 (a) edicao. Rio de Janeiro. Guanabara-Koogan. 2016.

14-Ogita, F.; Hara, M.; Tabata, I. Anaerobic capacity and maximal oxygen uptake during arm stroke, leg kicking and whole body swimming. Acta Physiologica Scandinavica. Vol. 157. Num. 4. p. 35-41. 2006.

15-Papoti, M.; Junior P.B.; Denadai, B.S.; Lima, M.C.S.; Silva, A.S.; Santhiago, V.; Gobatto, C.A. Adaptacao da mascara do analisador de gases VO2000 para mensuracao de parametros cardiorrespiratorios em natacao. Revista Brasileira de Medicina do Esporte. Vol. 13. Num. 3. p.190-194. 2007.

16-Perez, A.J. Correlacao de frequencia e distancia medias de bracadas com tempo atingido em provas competitivas por nadadores brasileiros. Revista Brasileira de Biomecanica. Vol. 2. Num. 3. p. 15-21. 2001.

17-Polli, V.J.; Jacomel, G.F.; Souza, T.G.; Ruschel, C.; Schutz, G.R.; Araujo, L.G.; Roesler, H. Analise da frequencia e do comprimento de bracada em provas de 50, 100 e 200m costas na natacao. Fitness & Performance Journal. Vol. 8. Num. 6. p. 417-421. 2009.

18-Powers, S.K.; Howley, E.T. Fisiologia do exercicio. 8a edicao. Manole. 2014.

19-Pugliese, L.; Porcelli, S.; Bonato, M.; Pavei, G.; La Torre, A.; Maggioni, M.A.; Bellistri, G.; Marzorati, M. Effects of manipulating volume and intensity training in mastersswimmers. International Journal of Sports Physiology and Performance. Vol. 10. Num. 7. p. 907-912. 2015.

20-Santos, A.L.P.; Simoes, A.C. Educacao Fisica e qualidade de vida: reflexoes e perspectivas. Saude e Sociedade Sao Paulo. Vol. 21. Num. 1. p.181-192. 2012.

21-Schneider P.; Meyer F. Avaliacao antropometrica e da forca muscular em nadadores pre-puberes e puberes. Revista Brasileira de Medicina do Esporte. Vol. 11. Num. 4. p. 209-213. 2005.

22-Spinato, I.L.; Monteiro, L.Z.; Santos, Z.M.S.A. Adesao da Pessoa Hipertensa ao Exercicio Fisico - uma Proposta Educativa em Saude. Texto & Contexto - Enfermagem. Vol 19. Num. 2. p. 256-264. 2010.

23-Toubekis, A.G.; Tokmakidis, S.P. Metabolic responses at various intensities relative to critical swimming velocity. Journal of Strength and Conditioning Research. Vol. 27. Num. 6. P. 1731-1741. 2013.

24-Zamparo, P.; Capelli, C.; Cautero, M.; Di Nino, A. Energy cost of front-crawl swimming at supra-maximal speeds and underwater torque in young swimmers. European Journal of Applied Physiology. Vol. 83. Num. 6. p. 487-491. 2000.

25-Zuniga, J.; Housh, T.J.; Mielke, M.; Hendrix, C.R.; Camic, C.L.; Johnson, G.O.; Housh, D.J.; Schmidt, R.J. Gender comparisons of anthropometric characteristics of young sprint swimmers. Journal of Strength Conditioning Research. Vol. 25. Num. 1. p. 103-108. 2011.

Daniel Fernando dos Reis (1), Renan Marcondes Porto (1) Jair Rodrigues Garcia Junior (1)

(1-) Universidade do Oeste Paulista (UNOESTE), Presidente Prudente-SP, Brasil.

E-mails dos autores:

jgjunior44@hotmail.com

fernando.daniel28@yahoo.com.br

renanmporto@hotmail.com

Endereco para correspondencia:

Jair Rodrigues Garcia Junior

Curso de Educacao Fisica. Unoste. campus II.

Rodovia Raposo Tavares, Km 572.

Limoeiro, Presidente Prudente-SP.

CEP: 19067-175

F. 18 3229-2079

Recebido para publicacao 05/07/2017

Aceito em 01/01/2018
Tabela 1 - Velocidade nos testes de 5m e de 50 m, de acordo com as
faixas etarias.

Faixas     Velocidade          Alteracao    p (*)     Velocidade 50 m
etarias    5 m (m/seg)                                (m/seg)
(anos)

15 - 18    1,16 [+ o -] 0,27      --           --     1,36 [+ o -] 0,27
19 - 30    1,20 [+ o -] 0,25     3,3        0,803     1,37 [+ o -] 0,39
31 - 40    1,06 [+ o -] 0,26    -8,7        0,569     1,22 [+ o -] 0,09
41 - 50    0,97 [+ o -] 0,24   -16,4        0,191     1,04 [+ o -] 0,21
51 - 60    0,98 [+ o -] 0,28   -15,6        0,301     0,86 [+ o -] 0,09

Faixas         Alteracao       p (*)
etarias        (%)
(anos)

15 - 18           --              --
19 - 30          0,6           0,967
31 - 40        -10,3           0,348
41 - 50        -24,0           0,024
51 - 60        -36,7           0,003

Legenda: (*) Comparacao entre a faixa de 15-18 anos com as demais.
Anova e Tuckey.

Tabela 2 - Distancia no teste de 12 minutos e consumo maximo de
oxigenio (V[O.sub.2 max].), de acordo com as faixas etarias.

Faixas      Dist. 12 min          Alteracao   p (*)    V[O.sub.2 max].
etarias     (m)                   (%)                  (mL/Kg/min)
(anos)

15 - 18     636,2 [+ o -] 179,4   --          --      56,6 [+ o -] 19,1
19 - 30     616,8 [+ o -] 227,1    -3,1       0,873   54,6 [+ o -] 24,2
31 - 40     458,4 [+ o -] 92,8    -27,9       0,109   37,7 [+ o -] 9,9
41 - 50     423,0 [+ o -] 131,2   -33,5       0,024   33,9 [+ o -] 14,0
51 - 60     363,4 [+ o -] 47,7    -42,9       0,010   27,5 [+ o -] 5,1

Faixas        Alteracao        p (*)
etarias         (%)
(anos)

15 - 18          --            --
19 - 30          -3,7         0,873
31 - 40         -33,5         0,109
41 - 50         -40,2         0,024
51 - 60         -51,4         0,010

Legenda: (*) Comparacao entre a faixa de 15-18 anos com as demais.
Anova e Tuckey.

Tabela 3 - Comprimento e frequencia de bracada do estilo crawl, de
acordo com as faixas etarias.

Faixas          Comprimento       Alteracao   p (*)    Frequencia
etarias         de bracada          (%)                de bracada
(anos)          (m/bracada)                            (bracada/seg)

15 - 18      1,20 [+ o -] 0,26       --         --    0,73 [+ o -] 0,11
19 - 30      1,17 [+ o -] 0,45     -2,5       0,253   0,59 [+ o -] 0,11
31 - 40      1,13 [+ o -] 0,03     -6,0       0,598   0,56 [+ o -] 0,12
41 - 50      1,03 [+ o -] 0,24    -14,7       0,213   0,57 [+ o -] 0,09
51 - 60      0,96 [+ o -] 0,18    -19,9       0,115   0,55 [+ o -] 0,15

Faixas         Alteracao      p (*)
etarias          (%)
(anos)

15 - 18            --            --
19 - 30         -19,8         0,049
31 - 40         -22,6         0,055
41 - 50         -22,3         0,010
51 - 60         -25,3         0,042

Legenda: (*) Comparacao entre a faixa de 15-18 anos com as demais.
Anova e Tuckey.
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Author:dos Reis, Daniel Fernando; Porto, Renan Marcondes; Garcia, Jair Rodrigues, Junior
Publication:Revista Brasileira de Prescricao e Fisiologia do Exercicio
Date:May 1, 2018
Words:4389
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