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Birth weight and factors associated with the prenatal period: a cross-sectional study in a maternity hospital of reference/ Peso ao nascer e fatores associados ao periodo pre-natal: um estudo transversal em hospital maternidade de referencia.

Introducao

O peso ao nascer constitui um importante indicador da saude da populacao por refletir as condicoes sociais, economicas e ambientais as quais a mulher se encontra durante o periodo de gestacao (1,2), tendo no baixo peso ao nascer (BPN) ou peso insuficiente, o fator de risco principal para a sobrevivencia do recem nascido e preditor da qualidade de vida do individuo (3-5).

O BPN e definido como peso ao nascer abaixo de 2500g, e considerado um indicador da qualidade da assistencia a saude reprodutiva da mulher (6). A prevalencia mundial e de 15,5%, mas sua distribuicao e desigual entre as regioes do mundo, sendo maior em regioes subdesenvolvidas e menor nas desenvolvidas. No Brasil, em 2009, sua prevalencia foi de (8,4), sendo elevada nas regioes Sul, com 9,2% e Sudeste, com 9,1% (7) e tendencia ao aumento em outras regioes (2,8).

Os principais fatores de risco relacionados ao BPN sao a prematuridade (9), a idade materna (9-11), gestacoes de risco (como hipertensao arterial e diabetes) (11), gestacoes multiplas (11), numero de filhos nascidos vivos (12), sexo do feto (9,13), acesso as consultas de pre-natal (10,14), o peso materno previo a gestacao (10), o tabagismo (10,12) e o consumo de alcool na gestacao (13), alem do parto induzido (15), e da exposicao a agrotoxicos (16). Sobre este ponto, e preciso ressaltar que no Brasil (17), a taxa especifica de fecundidade cujas maes estavam na faixa etaria de 15 a 19 anos aumentou 14%, enquanto que em todas as demais houve reducao de aproximadamente 50%.

Entre as principais consequencias do BPN estao o retardo no desenvolvimento infantil, doencas infecciosas e mortalidade infantil (6). A importancia da avaliacao do peso ao nascer, portanto, da-se por ser um processo complexo, resultante de uma serie de fatores de origem biologica, social e ambiental e que coloca em evidencia fatores relacionados as condicoes de vida da populacao (18).

Nesta perspectiva, o presente estudo objetivou analisar os principais fatores socioeconomicos, assistencia pre-natal e nutricional relacionados ao peso ao nascer em um hospital maternidade de referencia do municipio do Rio de Janeiro.

Metodos

Trata-se de estudo epidemiologico transversal conduzido em puerperas no Hospital Maternidade Herculano Pinheiro (HMHP), Rio de Janei ro, no periodo entre dezembro de 2008 e fevereiro de 2009.

A Unidade Integrada de Saude Herculano Pinheiro, atualmente denominada Hospital Maternidade Herculano Pinheiro, localizada no bairro de Madureira, zona norte do municipio do Rio de Janeiro, e a mais antiga das maternidades do municipio, sendo gerenciada pela Secretaria Municipal de Saude. A Unidade atende a populacao residente na Area Programatica 3.3, na qual esta inserida: em 1999 recebeu o titulo de "Hospital Amigo da Crianca", e, em 2003, recebeu o titulo de Hospital Multiplicador de Acoes Humanizadas do Programa de Humanizacao de Assistencia Hospitalar, do Ministerio da Saude.

O tamanho amostral foi calculado tendo em vista uma populacao finita de 5000 partos por ano, com estimativa da prevalencia de baixo peso ao nascer de 10%, margem de erro de 5% e intervalo de confianca de 95%, estimando-se uma amostra de 137 puerperas. Considerando-se a possibilidade de perdas, o total amostral foi adicionado em 10%.

A coleta de dados se deu de forma sistematica, por duas bolsistas de iniciacao cientifica, previamente treinadas para aplicacao do questionario, que entrevistaram todas as puerperas internadas a partir de junho de 2008, na maternidade do HMHP, ate que o numero amostral fosse alcancado.

As puerperas participantes do estudo estavam dentro dos seguintes criterios de inclusao: idade entre 20 e 34 anos, e que devidamente informadas dos objetivos e procedimentos da pesquisa, concordaram em participar do estudo. Nao houve recusa das puerperas selecionados em participar da entrevista.

Antes da entrevista, a puerpera era convidada a participar da pesquisa e recebia um Termo de Consentimento Livre e Esclarecido, conforme estabelecido na resolucao No. 196/96 (19) (CNS/MS), tendo total liberdade de aceitar ou nao. O projeto foi encaminhado e aprovado pelo comite de etica em pesquisa do Centro Universitario Augusto Motta.

O instrumento utilizado para a coleta de dados foi um formulario estruturado contendo informacoes sobre a puerpera e seu recem-nascido, tais como: dados demograficos, dados socioeconomicos, dados nutricionais, informacoes do periodo de gravidez e dados do recem-nascido.

As informacoes coletadas foram confrontadas com aquelas descritas nos prontuarios das puerperas, bem como as variaveis relacionadas ao recem-nascido, como o peso ao nascer e idade gesta cional. O peso materno no momento da admissao tambem foi obtido a partir do prontuario.

As variaveis analisadas foram: dados demograficos --idade materna, cor da pele (branca, preta e parda); dados socioeconomicos--estado civil [vive com companheiro, tem companheiro (nao mora na mesma casa), nao tem companheiro], escolaridade (anos de estudo) e renda familiar (R$), etilismo, tabagismo; antropometricas --estatura (m), peso pre-gestacional (Kg), indice de massa corporal pre-gestacional (Kg/ [m.sup.2]), peso ao nascer em gramas do recem-nascido; outras variaveis--idade gestacional (em semanas) na primeira consulta, classificacao nutricional pre-gestacional, classificacao do peso ao nascer, data de nascimento do recem-nascido e frequencia ao pre-natal (numero de consultas).

Classificacao das variaveis antropometricas

O estado nutricional pre-gestacional foi determinado pelo indice de massa corporal (IMC), obtido pela relacao peso (Kg)/Estatura [(m).sup.2]. Para esta classificacao foram utilizados os pontos de corte do National Academy of Sciences do Institute of Medicine, 1992 (20).

Para classificacao do peso ao nascer foi utilizado o criterio da Organizacao Mundial da Saude (Tabela 1).

A medida da idade gestacional foi baseada na data da ultima menstruacao, se possivel, corroborada pelo exame de ultrassonografia.

Os dados foram digitados e consolidados utilizando-se os softwares Excel for Windows 2007 e o SPSS/PC, versao 19.0. Na analise estatistica foram utilizadas, inicialmente, tabelas de frequencias para caracterizacao da amostra. O teste do qui-quadrado e o t-student foram aplicados para comparacao de frequencias entre variaveis categoricas e continuas, respectivamente. O nivel de significancia de 5% foi adotado em todas as analises.

Para a analise multivariada foram utilizados procedimentos de regressao logistica binaria, cuja variavel dependente foi categorizada pela classificacao de baixo peso ao nascer (1--baixo peso, 0--nao baixo peso), sendo a categoria de nao baixo peso ao nascer considerada como referencia. Dentre o conjunto de variaveis consideradas neste estudo, foram incluidas no modelo estatistico: cor da pele, idade, estado civil, escolaridade, renda familiar, etilismo, tabagismo, estatura, peso pre-gestacional, indice de massa corporal pregestacional (IMCPPG), classificacao do peso gestacional (CNPG), idade gestacional pre-gestacional (IGPC) e o numero de consultas pre-natal. Foram estimadas as razoes de produtos cruzados odds ratio (OR) ajustadas, respectivos intervalos de 95% de confianca e p-valores para as variaveis consideradas no modelo estatistico.

Resultados

Foram avaliadas 137 puerperas atendidas na maternidade do HMHP, Rio de Janeiro, cujas principais caracteristicas sao apresentadas na Tabela 2.

De acordo com as variaveis demograficas, detectaram-se puerperas com media de idade (media [+ or -] DP) de 24,99 [+ or -] 4,4 anos (Tabela 2) e, segundo cor da pele, quase a metade da amostra (47,4%) tinha cor parda (Tabela 3).

Em relacao as variaveis socioeconomicas, detectou-se que tres quartos das puerperas viviam com companheiro; quase a metade tinha de 8 a 11 anos de estudo; mais de dois tercos nao consumiram bebida alcoolica e nao fumavam. Em todas as categorias das variaveis consideradas, foram encontradas diferencas significativas a 5% (Tabela 3).

Segundo a classificacao nutricional do peso ao nascer de recem-nascidos das puerperas, pouco menos de tres quintos nasceram com peso adequado; um quinto com peso insuficiente; e menos de um quinto com baixo peso ao nascer (valor de p < 0,001) (Tabela 3).

A Tabela 4 mostra os coeficientes significativos de correlacao de Spearman referentes aos pe sos ao nascer do recem-nascido com o habito de fumar da mae, com o peso pre-gestacional, com o indice de massa corporal pre-gestacional e com o numero de consultas no Pre-Natal. Esses dados mostram correlacao positiva significativa com todas as variaveis, exceto para o habito de fumar da mae (r = - 0,206), que indica que maes que fumam tendem a ter recem-nascidos com pesos menores quando comparados aos de maes que nao apresentaram o habito de fumar.

A Tabela 5 expoe os resultados da analise de regressao logistica binaria. Do conjunto de variaveis independentes, apenas o coeficiente da variavel idade apresentou diferencas estatisticamente significativas, mostrando que a idade materna apresenta-se como um fator de risco para o baixo peso ao nascer. Com base nesse resultado, observa-se que a cada ano de idade materna, ha um aumento no risco de baixo peso ao nascer de 12,3% (OR = 1,123). O habito de fumar, embora tenha se mostrado como fator de risco para o baixo peso ao nascer numa abordagem univariada (p-valor < 0,001), perdeu importancia (pvalor = 0,139) quando se realizou uma analise multipla dos possiveis fatores de risco para esse desfecho.

Discussao

Recem-nascidos com BPN apresentam maior predisposicao para mortalidade nas primeiras semanas de vida, risco de atraso no crescimento e desenvolvimento (21); e, na vida adulta, apresentarao problemas mentais, organicos e neurologicos mais graves do que nas criancas nascidas com peso adequado (22).

Segundo dados do Brasil (23) sobre as condicoes dos nascimentos no municipio do Rio de Janeiro entre 1994 e 2002, detectou-se que os nascidos com baixo peso representam cerca de 10% dos nascimentos, tanto nos partos cesareos quanto nos normais.

O presente estudo revelou que 14,6% dos recem-nascidos apresentaram baixo peso ao nascer, sendo que a idade materna foi a variavel mais fortemente associada com o desfecho. O peso ao nascer e o fator singular que mais exerce influencia sobre o estado de saude e as chances de sobrevivencia das criancas; sendo este um forte fa tor preditivo da mortalidade e morbidade neonatal (24). Costa e Gotlieb (9) e Benicio et al. (10) tambem observaram que maes mais velhas apresentaram maiores chances de terem bebes com BPN.

O baixo nivel socioeconomico tem se mostrado um importante fator de risco para o aparecimento do BPN, estando associado ao estado nutricional e a outros fatores determinantes da velocidade de crescimento intrauterino (25), contudo o presente estudo nao encontrou associacao entre os fatores socioeconomicos e o desfecho neste grupo.

O estudo detectou uma correlacao linear inversa entre o habito de fumar da gestante com o peso ao nascer, quando mensurado em sua escala original. Isto e, quanto maior a prevalencia de gestantes fumantes, menores os valores de peso ao nascer do recem-nascido, efeito esse que desaparece quando as outras variaveis sao incluidas no modelo estatistico multiplo. Este resultado e corroborado por Kramer et al. (13) e Benicio et al. (10), que identificaram relacao entre um maior numero de fumantes com maiores prevalencias de BPN.

Apesar da falta de associacao estatistica entre escolaridade materna e o baixo peso ao nascer, um estudo conduzido por Nascimento (25) identificou que maes com ate oito anos de estudo apresentaram maiores chances de gerar criancas com BPN, possivelmente devido a desinformacao e provavelmente por ter menor interesse ou maior dificuldade de acesso a servicos de saude.

Ja Haidar et al. (26), correlacionando a escolaridade materna com os indicadores obstetricos por meiov de 3.843 Declaracoes de Nascidos Vivos em Guaratingueta (SP), durante todo o ano de 1998, detectaram que maes com menos de oito anos de escolaridade tem uma chance 1,5 vezes maior de terem recem-nascidos com baixo peso. Isso pode ser explicado pelo fato de essas maes terem um padrao socioeconomico desfavoravel, o que possivelmente acarretara em um menor ganho de peso na gestacao e um inicio mais tardio do pre-natal.

Segundo o autor supracitado, e importante levar em consideracao o fato de que maes com menor escolaridade, na maioria das vezes tem mais que tres filhos quando comparadas com aquelas com maior escolaridade, tal fato pode estar associado a um menor intervalo interpartal, que pode estar predispondo estas criancas a riscos (26). Um intervalo menor que dois anos e extremamente prejudicial ao organismo materno e, consequentemente ao feto, por dificultar o restabelecimento das reservas nutricionais e impedir a recuperacao das condicoes organicas alteradas pela gestacao.

Andrade et al. (27) estudando as desigualdades socioeconomicas do baixo peso ao nascer e da mortalidade perinatal, no municipio do Rio de Janeiro em 2001, quanto ao grau de escolaridade atraves do risco atribuivel populacional relativo, detectou que 51,05% dos obitos perinatais poderiam ser evitados se todas as maes tivessem o nivel superior de instrucao.

O estudo de Minamisawa et al. (28) objetivando analisar os fatores associados ao baixo peso ao nascer no estado de Goias, atraves do Sistema de Informacoes de Nascidos Vivos do Estado, no ano de 2000, com uma amostra de 92.745 recemnascidos, encontraram associacao entre maes que nao sabiam ler e escrever e o baixo peso ao nascer, indicando relacao entre o baixo peso e as camadas sociais menos privilegiadas.

Um achado interessante em nosso estudo foi em relacao ao estado civil das puerperas entrevistadas, onde cerca de 3/4 tinham companheiro, divergindo daqueles descritos na literatura. O estado civil constitui-se um fator importante associado ao baixo peso ao nascer. A falta da figura paterna em geral pode trazer menor estabilidade financeira para a familia, podendo se constituir em fator de risco para o baixo peso ao nascer.

Monteiro et al. (8), estudando a tendencia secular do peso ao nascer na cidade de Sao Paulo detectaram que o risco relativo de baixo peso ao nascer aumentava para maes que viviam sem companheiro em relacao as com companheiro.

Kilsztajn et al. (14) concluiram apos os resultados do seu estudo em Sao Paulo que as gestantes nao casadas e as de baixa escolaridade, particularmente, deveriam receber um acompanhamento pre-natal especifico capaz de amenizar as condicoes responsaveis por transforma-las em categorias de risco.

Minamisawa et al. (29) tambem encontraram em seu estudo realizado em Goias que maes nao casadas apresentaram 1,23 vezes mais chance de baixo peso ao nascer que as casadas. Entretanto, recem-nascidos de baixo peso nao foram associados a maes sem companheiro em Campinas (30).

Apesar da ausencia de associacao no presente estudo, a renda e outro aspecto que tem sido frequentemente associada com a saude, tanto no nivel individual quanto no coletivo. Lima e Sampaio (5) em um estudo descritivo sobre a influencia de fatores obstetricos, socioeconomicos e nutricionais da gestante sobre o peso do recem-nascido realizado em uma maternidade de Teresina (PI), durante o periodo de janeiro a maio de 2003, numa amostra de 277 gestantes em trabalho de parto e seus recem-nascidos, associando a renda familiar ao baixo peso, observaram que, maes com renda abaixo de um salario minimo per capita tinham um maior percentual de criancas com peso menor que 3.000g.

Analisando o BPN em duas coortes (1982 e 1993) de base populacional no sul do Brasil, Horta et al. (2) encontraram, em 1982, a proporcao de criancas com baixo peso ao nascer quase tres vezes maior entre as familias de menor renda (inferior ou igual a um salario minimo) em comparacao com as de melhor situacao economica (renda acima de dez salarios minimos). As diferencas entre os grupos de renda permaneceram marcadas em 1993, com as criancas mais pobres apresentando um risco 2,4 vezes maior de nascerem com baixo peso do que as de familias mais ricas.

Apesar da associacao entre numero de consultas de pre-natal e BPN ter sido encontrada inicialmente, a mesma nao permaneceu estatisticamente significativa apos a analise multivariada. Kilsztajn et al. (14), em estudo sobre assistencia pre-natal, analisaram os dados de estatisticas vitais da Fundacao Seade, no estado de Sao Paulo, e observaram a reducao da prevalencia de baixo peso e/ou pre-termo com o aumento do numero de consultas pre-natais. Os autores detectaram que o risco relativo de baixo peso e/ou pre-termo no grupo que realizou sete ou mais consultas prenatais foi menor quando comparado com os grupos que tiveram menos de sete consultas prenatais.

Zambonato et al. (24) analisando os fatores de risco para nascimento de criancas pequenas para a idade gestacional em cinco maternidades de Pelotas (RS), durante os meses de outubro a dezembro de 1996, com uma amostra de 1.082 puerperas, encontraram que mesmo apos o controle do numero de consultas pre-natais ainda houve associacao entre baixa qualidade do prenatal e nascimento de criancas pequenas para a idade gestacional; sugerindo que o efeito da qualidade e independente do numero de consultas. Os autores concluiram, portanto, que alem de estimular o numero de consultas, deve-se buscar um aumento na qualidade do pre-natal.

Diversos estudos na area de nutricao com gestantes tem mostrado uma relacao entre o estado nutricional maternos com as condicoes do recem-nascido. No presente estudo, as variaveis peso pre-gestacional e indice de massa corporal pre-gestacional materno apresentaram associacao positiva com o peso ao nascer, contudo, na analise multivariada essa variavel perdeu associacao estatisticamente significativa com o BPN.

Lima e Sampaio (5) encontraram, ao classificar o estado nutricional materno antes da gestacao segundo o IMC, que mais da metade das gestantes era normal, enquanto que as de baixo peso e com excesso de peso representaram respectivamente, 17,7% e 14,4% da amostra. A maioria das gestantes exibiu ganho de peso ao final da gravidez de acordo com a media recomendada pelo Ministerio da Saude (8 a 16kg). Observou-se uma associacao significante ao relacionar o ganho de peso total durante a gestacao com as medias de peso ao nascer dos recem-nascidos.

Franceschini et al. (30), estudando os fatores de risco para o baixo peso ao nascer em 77 gestantes no ultimo trimestre da gestacao, no ano de 2001, residentes em favelas da regiao de Vila Mariana em Sao Paulo, observaram que mulheres que iniciaram a gestacao com baixo peso, geraram criancas com medias de peso ao nascer apresentando diferencas de - 60g e -300g, respectivamente, em relacao aos pesos obtidos entre as eutroficas e as com sobrepeso/obesidade. Observaram ainda que com o aumento de peso na gestacao, houve incremento nas medias de peso ao nascer, excetuando-se o grupo cujo ganho de peso foi excessivo. Neste estudo, os autores encontraram maior incremento ponderal entre os recem-nascidos de maes que ganharam entre 7,0 e 16,0Kg na gestacao.

Halpern et al. (31), analisando os fatores de risco para o BPN em uma comunidade rural do sul do Brasil, encontraram que mulheres que iniciaram a gravidez com peso inferior a 50Kg apresentaram maior risco de gerarem criancas com baixo peso ao nascer.

O peso pre-gestacional tem sido utilizado para avaliar o risco inicial de um prognostico desfavoravel da gestacao, para determinar o ganho de peso recomendado e direcionar intervencoes nutricionais. Um peso pre-gestacional inadequado, acompanhado por ganho de peso insuficiente, aumenta o risco de baixo peso ao nascer, mortalidade perinatal, neonatal e infantil (32).

Gestantes que apresentam uma reserva inadequada de nutrientes, aliada a uma ingestao dietetica insuficiente, poderao ter um comprometimento do crescimento fetal e, consequentemente, do peso ao nascer (33). Tambem o ganho de peso gestacional excessivo nao e benefico ao recemnascido, pois as vezes esse excedente serve apenas para deteriorar o estado nutricional materno e nao necessariamente e canalizado para o feto (34,35).

Um ganho de peso insuficiente esta relacionado a um maior risco de retardo de crescimento intrauterino e mortalidade perinatal; e um ganho de peso excessivo pode estar associado a patologias maternas, como o diabetes gestacional, macrossomia fetal, dificuldades no parto e risco para o recem-nascido no periodo perinatal, como hipoglicemia (36).

As alteracoes fisiologicas pelas quais o organismo materno sofre durante a gestacao tem por finalidade garantir a transferencia materno-fetal de nutrientes e agua, na quantidade adequada, para proporcionar crescimento e desenvolvimento fetal bons. Para tanto, e necessario que a mae possua uma alimentacao equilibrada e reservas nutricionais. A adiposidade e o peso pre-gestacional, alem do ganho de peso gestacional, sao fatores de risco para a prematuridade e BPN (37). Acredita-se que se reduza o risco destes desfechos

atencao a saude no periodo pre-natal. Uma constatacao possivel com este trabalho e de que gestantes, mesmo de baixo risco gestacional, quanto mais avancada tiverem a idade, maior o risco de terem bebes com baixo peso ao nascer, trazendo a tona a necessidade de atencao diferenciada para essa populacao, que cresce cada vez mais em nosso pais.

adversos da gestacao, mantendo-se o peso materno adequado durante o periodo gestacional (38)

O presente estudo possui algumas limitacoes: a amostra foi representativa de uma populacao de puerperas de baixo risco gestacional atendidas pelo Sistema Unico de Saude, o que impede a generalizacao dos resultados para outras populacoes, mas que pode ser aplicado para discutir as vulnerabilidades de populacoes de puerperas com o mesmo perfil. Outra limitacao foi a homogeneidade da populacao, o que pode ter diminuido as associacoes entre as variaveis socioeconomicas e demograficas e o desfecho.

Conclusao

A situacao sobre o estado civil, quando este se apresentou como uma variavel importante, assim como o numero de consultas pre-natal, que na analise do grupo nao apresentou significado estatistico, merece maior investigacao com outros estudos que poderao ser comparativos ou nao.

A identificacao de fatores de risco para o baixo peso ao nascer da populacao de puerperas atendidas pelo SUS e fundamental para garantir a discussao de politicas e acoes em saude publica, voltadas para manter os esforcos no cuidado e

Colaboradores

JCS Capelli, CN Carmo, MFL Almeida, CS Boccolini, AAM Silva, SEA Pereira e JS Pontes participaram de todas as etapas do processo de elaboracao do artigo.

DOI: 10.1590/1413-81232014197.20692013

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(37.) Wise LA, Palmer JR, Heffner LJ, Rosenberg L. Prepregnancy body size, gestational weight gain, and risk of preterm birth in African-American women. Epidemiology 2010; 21(2):243-252

(38.) Han YS, Ha EH, Park HS, Kim YJ, Lee SS. Relationships between pregnancy outcomes, biochemical markers and pre-pregnancy body mass index. Int J Obes (Lond) 2011; 35(4):570-577.

Artigo apresentado em 25/10/2013

Aprovado em 17/11/2013

Versao final apresentada em 21/11/2013

Jane de Carlos Santana Capelli [1]

Juliana Silva Pontes [1]

Silvia Eliza Almeida Pereira [2]

Alexandra Anastacio Monteiro Silva [2]

Cleber Nascimento do Carmo [1]

Cristiano Siqueira Boccolini [3]

Maria Fernanda Larcher de Almeida [1]

[1] Universidade Federal do Rio de Janeiro--Campus UFRJ--Macae--Professor Aloisio Teixeira. R. Aloisio da Silva Gomes 50, Granja dos Cavaleiros. 27.930-560 Macae RJ Brasil. jcscapelli@gmail.com

[2] Centro de Ciencias Medicas, Universidade Federal Fluminense.

[3] Pos-Graduacao em Alimentacao, Nutricao e Saude, Universidade do Estado do Rio de Janeiro.
Tabela 1. Classificacao do peso ao nascer.

Classificacao       Ponto de corte

Baixo peso          < 2500g
Peso insuficiente   2500 a 2999g
Peso adequado       3000 a 3999g
Excesso de peso     [greater than or equal to] 4000g

Tabela 2. Valores medios, desvio padrao, minimo e
maximo de variaveis selecionadas de puerperas atendidas
no Hospital Maternidade Herculano Pinheiro,
dezembro de 2008 a fevereiro de 2009, RJ.

Variaveis                             Media [+ or -] DP      Minimo

Idade (anos)                          24,99 [+ or -] 4,4       20
Renda familiar (R$)                 927,5 [+ or -] 580,78     100
Peso Pre-gestacional (Kg)            59,16 [+ or -] 12,33     36,0
Estatura (m)                          1,61 [+ or -] 0,06      1,45
IMC Pre-gestacional (Kg.[m.sup.2])   22,97 [+ or -] 4,94      15,2
Idade Gestacional (semanas)          13,32 [+ or -] 7,49       3
  na 1[degrees] Consulta
Peso ao Nascer do RN (g)            3110,35 [+ or -] 576,6    1145
Numero de consultas                    6,5 [+ or -] 2,3        0

Variaveis                           Maximo

Idade (anos)                          34
Renda familiar (R$)                  3100
Peso Pre-gestacional (Kg)           105,0
Estatura (m)                         1,80
IMC Pre-gestacional (Kg.[m.sup.2])   45,2
Idade Gestacional (semanas)           32
  na 1[degrees] Consulta
Peso ao Nascer do RN (g)             4475
Numero de consultas                   12

Tabela 3. Frequencia absoluta, relativa e resultados de testes
qui-quadrado das variaveis socioeconomicas e classificacao
nutricional do peso ao nascer de recem-nascidos de
puerperas atendidas no Hospital Maternidade Herculano
Pinheiro, dezembro de 2008 a fevereiro de 2009, RJ.
(N = 137).

Variaveis                                     n     %

Cor da Pele
  Branca                                     34    24,8
  Preta                                      38    27,7
  Parda                                      65    47,4
Estado Civil
  Vive com companheiro                       103   75,2
  Tem companheiro (nao mora na mesma casa)   14    10,2
  Nao tem companheiro                        20    14,6
Escolaridade (anos)
  1-3                                         9    6,6
  4-7                                        50    36,5
  8-11                                       68    49,6
  11-14                                      10    7,3
Etilismo
  Sim                                        40    29,2
  Nao                                        97    70,8
Tabagismo
  Sim                                        26    19,0
  Nao                                        111   81,0
Classificacao do Peso ao Nascer
  Baixo Peso ao Nascer                       20    14,6
  Peso insuficiente                          28    20,4
  Peso Adequado                              84    61,3
  Peso Excessivo                              5    3,6

Tabela 4. Correlacoes significativas pelo Coeficiente
de correlacao de Spearman, entre Peso ao Nascer
do Recem Nascido (PNRN) e as variaveis
dependentes analisadas, de puerperas atendidas no
Hospital Maternidade Herculano Pinheiro,
dezembro de 2008 a fevereiro de 2009, RJ.
(N = 137).

Variaveis dependentes           PNRN            valor
                           Coeficiente de        de p
                            Correlacao de
                               Spearman

Habito de fumar da mae          -0,206          0,016
Peso Pre-gestacional            0,236           0,005
Indice de Massa Corporal        0,209           0,014
pre-gestacional
Numero de consultas             0,204           0,017
no pre-natal

Tabela 5. Analise ajustada por regressao logistica das
associacoes das variaveis independentes analisadas com
o desfecho baixo peso ao nascer (< 2.500g) de
puerperas atendidas no Hospital Maternidade Herculano
Pinheiro, dezembro de 2008 a fevereiro de 2009, RJ. (N = 137).

Variavel                             p-valor    OR        IC OR

Cor da pele                           0,760
  Branca                                       1.000        --
  Preta                                        0,707   0,195-2,567
  Parda                                        0,655   0,207-2,071
  Idade                               0,036    1.123   1,007-1,252
Estado Civil                          0,865
  Vive com companheiro                         1.000        --
  Tem companheiro sem morar junto              0,978   0,199-4,814
  Nao tem companheiro                          0,652   0,137-3,102
Escolaridade                          0,849
  De 1 a 3 anos                                1.000   0,167-13,920
  De 4 a 7 anos                                1.524   0,117-9,683
  De 8 a 11 anos                               1.067   0,150-26,734
  12 e mais anos                               2.000   1,000-1,001
Renda Familiar                        0,409    1.000        --
Etilista                              0,766
  Nao                                          1.000   0,283-2,531
  Sim                                          0,847        --
Fumante                               0,139
  Nao                                          1.000   0,768-6,661
  Sim                                          2.262   0,000-419,46
Estatura                              0,698    0,225   0,944-1,029
Peso Pre Gestacional                  0,505    0,986   0,859-1,070
IMCPPG *                              0,453    0,959        --
  A                                            1.000   0,332-3,217
CNPG **                               0,805
  BP                                           1.034   0,055-3,917
  O                                            0,465   0,055-3,917
  S                                            0,465
IGPC ***                              0,139    0,947   0,880-1,018
Numero de consultas                   0,291    0,896   0,732-1,098

* Indice de Massa Corporal Pre-Gestacional;
** Classificacao Nutricional Pre-Gestacional;
*** Idade Gestacional na Primeira Consulta.
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Title Annotation:articulo en portugues
Author:Capelli, Jane de Carlos Santana; Pontes, Juliana Silva; Pereira, Silvia Eliza Almeida; Silva, Alexan
Publication:Ciencia & Saude Coletiva
Date:Jul 1, 2014
Words:5434
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