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Biometry by ultrasonography of the epaxial and pelvic musculature in equines trained with Pessoa's rein/Biometria por ultrassonografia da musculatura epaxial e pelvica em equinos treinados com redea Pessoa.

INTRODUCAO

Na equitacao mundial, ha diversos equipamentos elaborados para serem associados ao treinamento de cavalos, visando melhorar suas habilidades esportivas. Dentre os varios objetivos do treinamento de cavalos, destacam-se, alem do preparo fisico, a presenca de dorso musculoso, bem como o chamado "engajamento dos membros posteriores". Esta condicao possibilita uma maior impulsao de deslocamento e tambem o fortalecimento da musculatura presente na regiao toracolombar. Este aspecto e importante aos equinos atletas, ja que os musculos desta articulacao possibilitam a transferencia de forca gerada pela impulsao nos membros pelvicos ao resto do corpo, de maneira eficiente (HIGGINS, 2009). Nesse sentido, as redeas auxiliares, como Alema, Thiedman, Gogue dirigida, Chambom, Lateral, Gogue, Elastica, Colbert e Pessoa/Neco sao empregadas as rotinas de exercicios dos cavalos com estas finalidades (BAYLEY, 2010). Contudo, ha relatos que consideram a utilizacao das redeas auxiliares prejudicial ao condicionamento atletico do cavalo, por limitar o movimento de cabeca e pescoco, encurtando o comprimento da passada (BORSTEL et al., 2009).

As mensuracoes biometricas musculares auxiliam na avaliacao funcional do musculo, por indicar sua caracteristica como tamanho normal, atrofiado ou hipertrofiado, que sao importantes, por exemplo, na verificacao da efetividade de protocolo de treinamento (STUBBS et al., 2010). Estas medidas podem ser obtidas mediante uso de fita metrica (O'CONNOR et al., 2002), pela ultrassonografia e por ressonancia magnetica (STUBBS et al., 2011b). A ultrassonografia se destaca, dentre essas metodologias, por produzir imagem muscular de forma muito correspondente a anatomia in vivo, alem de ser rapida e segura, apresentando menor custo em relacao a ressonancia magnetica (KERSTEN & EDINGER, 2004).

Em equinos, a ultrassonografia tem sido usada com boa confianca e repetibilidade na avaliacao biometrica do Longissimus Dorsi, Musculus Multifidus, Gluteus Medius e Biceps Femoris (KERSTEN & EDINGER, 2004; STUBBS et al., 2010; LINDNER et al., 2010; STUBBS et al., 2011a). Nesse sentido, a utilizacao da redea Pessoa em programas de treinamento, por modificar a postura do cavalo em movimento e provocar alteracoes biomecanicas em comparacao a locomocao sem a redea, induziria a adaptacoes funcionais e modificacoes no tamanho de determinados musculos. Dessa forma, o estudo objetivou avaliar o efeito do treinamento com redea Pessoa sobre a biometria por ultrassonografia da musculatura epaxial (Longissimus Dorsi, Gluteus Medius e Musculus Multifidus) e pelvica ( Biceps Femoris e Semitendinosus) de equinos atletas.

MATERIAL E METODOS

Foram utilizadas oito eguas da raca Quarto de Milha (QM), com idade media de cinco anos, 400kg de peso vivo e pertencentes ao Haras Terra de Santa Fe, situado no municipio de Dracena/ SP. O tamanho amostral encontra-se de acordo com a metodologia empregada na experimentacao com equinos nas areas de treinamento e equitacao (MIRO et al., 2006; WALDERN et al., 2009; LINDNER et al., 2010; CLAYTON et al., 2010; STUBBS et al., 2011a; CLAYTON et al., 2011). Para a inclusao no estudo, os animais foram avaliados clinicamente e considerados aptos caso nao apresentassem sinais de alteracoes musculoesqueleticas. Vale ressaltar que as eguas selecionadas estavam realizando trabalho em redondel por 30 minutos, em periodo previo ao experimento, sem a utilizacao da redea Pessoa.

A quantidade de alimento fornecida aos equinos foi estabelecida, segundo as recomendacoes do National Research Council (NRC, 2007), visando a atender as exigencias nutricionais da categoria. Os animais foram exercitados dois dias na semana com a redea Pessoa, durante dois meses. As eguas foram mantidas em baias, medindo 12 [m.sup.2], contendo cama de maravalha, comedouro para fornecimento de concentrado e volumoso e bebedouro automatico para consumo ad libitum de agua, bem como, aos finais de semana, os animais foram soltos em piquete, contendo sombreamento, bebedouro e comedouro.

O programa de treinamento consistiu de duas sessoes por semana, com intervalo entre elas de dois dias, a guia (nao montados) com redea Pessoa em redondel (medindo 18 m de diametro e contendo piso de areia) composto por 20 minutos de trote, divididos nos sentidos horario e anti-horario, e dez min a galope, realizado nos dois sentidos, totalizando trinta minutos por sessao (FIELDER, 2008). A redea Pessoa foi ajustada nos animais por um equitador habilitado para permitir a mesma abertura de angulo de cabeca/ pescoco, bem como tensao similar sobre o componente revestido de borracha ("tensionadof'), apoiado nos membros pelvicos, colocado acima do tarso. Assim, este ajuste permitiu que a altura da cabeca do animal se mantivesse ao nivel da cernelha e com o chanfro nao ultrapassando a linha da vertical (Figura 1).

As variaveis foram mensuradas, antes e apos o programa de treinamento com redea Pessoa, consistindo das avaliacoes biometricas sobre os musculos, Longissimus Dorsi, Gluteus Medius, Biceps Femoris, Semitendinosus e Musculus Multifidus (Figura 2). As avaliacoes biometricas da musculatura dos cavalos foram realizadas por meio de imagem ultrassonografica, utilizando-se do equipamento PIEMEDICAL Scanner 200 VET em tempo real, com transdutor de 3,5MHz e com 13cm de comprimento.

As mensuracoes sobre os musculos foram de espessura do corte (cm) e da area de corte transversal ([cm.sup.2]). As mensuracoes foram feitas apos limpeza da pele dos animais e preparacao da area com oleo de soja (O'CONNOR et al., 2002). As imagens foram realizadas com a probe orientada transversalmente a linha media dorsal, em angulo de 45[degrees], aproximadamente (STUBBS et al., 2011a). Todas as afericoes de desenvolvimento muscular foram obtidas com as eguas sobre piso plano e pavimentado. Quando obtida visao nitida e aceitavel do musculo na tela, a imagem foi congelada e, entao, delimitouse a area desejada, usando ferramenta propria do programa do ultrassom. As imagens ultrassongraficas foram realizadas pelo mesmo profissional habilitado e do lado esquerdo do animal.

O Longissimus Dorsi (LD) foi avaliado nas duas ultimas costelas, conforme D'ANGELIS et al. (2005), com o animal em posicao bem aprumada e musculo relaxado. As imagens referentes ao Gluteus Medius (GM) foram obtidas na linha perpendicular (dorso-ventral) a terceira vertebra sacral (STUBBS et al., 2010); para o Biceps Femoris (BF), utilizouse da linha media entre a tuberosidade coxal e primeira vertebra coccigena (LINDNER et al., 2010), Semitendinosus (ST) foi mensurado a 20cm abaixo da linha tracejada, a partir da tuberosidade isquiatica (LINDNER et al., 2010); e o Musculus Multifidus (MM), na quinta vertebra lombar (L5) (STUBBS et al., 2011a).

As variaveis foram avaliadas quanto a normalidade de distribuicao, usando o teste Kolmogorov-Smirnov e as variaveis nao distribuidas normalmente foram transformadas em log. O coeficiente de variacao foi usado para expressar a quantidade de variabilidade nas variaveis. As diferencas entre as observacoes foram testadas pelo teste t pareado. Os testes estatisticos usaram probabilidade de P<0,05.

RESULTADOS E DISCUSSAO

No presente estudo, as eguas foram trabalhadas a guia com a redea Pessoa, a uma velocidade confortavel para execucao do treino e durante as avaliacoes desenvolveram os andamentos em ritmo de passo medio e trote de trabalho. Ainda, no momento das avaliacoes, inicial e final, os animais nao estavam utilizando a redea Pessoa e foram conduzidos pelo cabresto (Tabela 1).

Os grandes musculos epaxiais avaliados, Longissimus Dorsi e Gluteus Medius, nao sofreram efeito significativo do treinamento com a redea Pessoa (Tabela 1). O LD e o musculo epaxial mais superficial, sendo a atrofia muito visivel, enquanto que o GM, por ter tambem funcao postural, encontra-se em areas mais profundas (DINGBOOM et al., 2002). Ainda, STUBBS et al. (2010) relacionaram atrofia destas musculaturas, com a ocorrencia de cavalos com lombalgia. Contudo, na atual pesquisa, nao foi observada atrofia da musculatura epaxial (P>0,05), bem como nao se verificou sensibilidade dolorosa a palpacao da regiao, denotando que o treinamento imposto, com a redea Pessoa, permitiu a manutencao do tonus muscular. LINDNER et al. (2010) avaliaram a espessura do LD em garanhoes com seis anos de idade, da raca Puro Sangue Ingles e em treinamento para corrida e verificaram valor de 10,37cm. Esta observacao foi superior a media final encontrada na atual pesquisa de 7,06cm, devido, possivelmente, as diferencas de raca, categoria animal e intensidade de treinamento.

Os efeitos das diferentes posicoes da cabeca e pescoco na equitacao nao tem objetivado o desenvolvimento muscular de cavalos, mas ha pesquisas que avaliaram a cinematica, durante a locomocao de cavalos nao montados (RHODIN et al., 2005; GOMEZ ALVAREZ et al., 2006). Estes estudos avaliaram a posicao baixa da cabeca, que se assemelha ao ocorrido nas eguas com redea Pessoa, observando aumento na flexao da regiao toracica em cavalos ao trote. Como os musculos epaxiais sao responsaveis por realizar a extensao da coluna vertebral dos equinos (McGOWAN et al., 2007), isso implica que esta musculatura foi pouco exigida durante o treinamento com redea Pessoa e, assim, nao promovendo aumento muscular do LD e GM (P>0,05). Similarmente, O'CONNOR et al. (2002) tambem nao observaram hipertrofia do LD em cavalos treinados com sobrecarga, de 45kg de peso aplicado sobre o dorso, em comparacao ao treinamento sem carga.

Musculos do membro pelvico, como o Biceps Femoris e Semitendinosus, foram escolhidos por sua importante funcao na locomocao, sendo considerados musculos propulsivos (DINGBOOM et al., 2002). Estes musculos sao caracterizados por terem grandes volumes e especializados em produzir muita forca para realizacao do movimento (PAYNE et al., 2005). Conforme os resultados apresentados na tabela 1, constata-se que o BF e ST apresentaram os maiores valores de area transversal, de 28,66 e 28,19 [cm.sup.2], respectivamente, dentre os musculos avaliados, bem como similaridade de tamanho entre ambos. Contudo, foi observada hipertrofia (P<0,01) apenas do musculo BF em resposta ao treinamento com redea Pessoa (Tabela 1). Esta observacao sugere que o treinamento com redea Pessoa pode ter melhorado a propulsao dos membros posteriores em cavalos, por fortalecer a musculatura pelvica, aferida atraves da avaliacao biometrica por ultrassonografia, segundo ROEPSTORFF et al. (2002). Tal constatacao e provavelmente devido a postura de cabeca/pescoco baixa, resultante do uso da redea Pessoa, e a acao do tensionador (componente desta redea) que facilitam o engajamento dos membros pelvicos e, consequentemente, promovendo maior acao da musculatura envolvida neste movimento. Diferentemente, BIAU et al. (2002) trabalharam os cavalos com a redea Chambom e ao trote durante o treinamento e nao encontraram incremento na propulsao pelvica, apesar de ter sido observado maior atividade dorso-ventral. Salienta-se, porem, que a redea Chambom promove posicao de cabeca-pescoco diferente do ocorrido na redea Pessoa, motivo este que fundamenta os distintos comportamentos de resposta sobre a propulsao do membro posterior.

O Musculus Multifidus apresentou valor medio da area transversal de 14,29 [cm.sup.2] e foi similar ao encontrado de 15,07 [cm.sup.2] por STUBBS et al. (2010), em cavalos da raca Puro Sangue Ingles. O MM e um musculo profundo que se situa medialmente ao LD, nao estando acessivel por meio de uma avaliacao externa visual e se origina a partir dos processos transversos das vertebras toracica, lombar e sacral (STUBBS et al., 2006). Funcionalmente, este musculo e importante para protecao contra a producao de rotacao anormal e para a distribuicao de forca pela coluna vertebral, gerada pelos musculos pelvicos (McGOWAN et al., 2007). Ainda, sugeriu-se que o MM produz estabilizacao segmental e controle da coluna vertebral em cavalos, permitindo movimentacao intervertebral proximo da posicao neutra, durante o deslocamento do animal (HAUSSLER et al., 2007; STUBBS et al., 2006).

De maneira inedita, foi identificada hipertrofia do Musculus Multifidus em resposta ao treinamento das eguas com redea Pessoa. A hipotese inicial de que a redea Pessoa possui a capacidade de estimular a hipertrofia dos musculos da regiao dorsal do cavalo foi suportado pelo aumento significativo (P<0,01) na area transversal do MM (Tabela 1). Tal resultado provavelmente foi devido a posicao baixa de cabeca/pescoco, assumida pelas eguas com redea Pessoa, que promove maior flexao da regiao dorsolombar e, assim, favorecendo a hipertrofia do MM. Similarmente, STUBBS et al. (2011) verificaram hipertrofia na area transversal do MM na L5 em cavalos da raca Arabe, submetidos a exercicio terapeutico por meio de mobilizacao dinamica, durante tres meses e realizados cinco vezes por semana, no qual se observou valor medio final de 11 [cm.sup.2]. Na atual pesquisa, observou-se valor medio de 14,29 [cm.sup.2], assim, a comparacao entre os resultados das pesquisas deve ser feita com cuidado, pois se deve considerar as diferencas na atividade fisica realizada, bem como no menor tamanho corporal dos cavalos Arabes, utilizados na pesquisa de STUBBS et al. (2011a).

A resposta muscular ao exercicio varia com o tipo de contracao muscular e periodo do treinamento (STUBBS et al., 2011a). Nesse sentido, pesquisas verificaram incremento significativo na area transversal de fibras musculares do tipo I e/ ou IIA em cavalos treinados por periodo inferior a tres meses (ETO et al., 2004). Similarmente as eguas treinadas com a redea Pessoa por dois meses, periodo que poderia ser considerado curto para respostas musculares adaptativas, foi adequado para manifestar aumento da area transversal do MM, mensurado por ultrassonografia na L5. Considerando o segmento toraco-lombar de equinos, a regiao com maior movimento dorsoventral ocorre na L5, sendo esta localizacao de particular interesse para monitoramento do desenvolvimento muscular do MM (STUBBS et al., 2006). Portanto, na atual pesquisa, adotou-se a mensuracao da area transversal do MM na L5, por ser uma regiao de grande importancia para cavalos atletas.

Vale ressaltar que o delineamento do atual ensaio poderia ter sido melhorado se o grupo controle estivesse presente sob condicao similar, com o mesmo protocolo de treinamento e sem o uso de redea Pessoa, mas nao foi possivel pela dificuldade de disponibilidade de eguas da mesma raca, idade e em atividade fisica similar. Portanto, monitoraram-se as alteracoes musculares, em todo periodo experimental, utilizando cada animal como controle. Ainda, as eguas utilizadas na pesquisa encontravam-se anteriormente em treinamento convencional, sem uso da redea Pessoa. Dessa forma, atribuiu-se hipertrofia do Biceps Femoris e Musculus Multifidus ao treinamento com a redea Pessoa. Esta consideracao permite inferir que a redea Pessoa utilizada em programas de treinamento induz a adaptacao dos musculos avaliados.

CONCLUSAO

O treinamento de equinos com a redea Pessoa pode promover hipertrofia do Musculus Multifidus e Biceps Femoris. A mensuracao ultrassonografica de determinados musculos pode ser considerada um metodo nao invasivo para o monitoramento muscular de cavalos em programas de treinamento.

http://dx.doi.org/10.1590/0103-8478cr20130604

COMITE DE ETICA

A presente pesquisa foi certificada pela "Comissao de Etica em Uso de Animais", sob no 16/2011, estando de acordo com os principios eticos de experimentacao animal.

AGRADECIMENTOS

A Fundacao de Amparo a Pesquisa do Estado de Sao Paulo (FAPESP) processo [no.] 2013/13472-8.

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Katia de Oliveira (I)*, Ricardo Velludo Gomes de Soutello (I), Ricardo da Fonseca (I) Andrea Machado Lopes (I), Paulo Cesar da Silva Santos (I), Juliana Mara Freitas Santos (I) Ana Cristina Massarelli (I), Juliana Silva Rodrigues (I), Joao Henrique da Silva Vera (I)

(I) Universidade Estadual Paulista (UNESP), Campus Experimental de Dracena, 17900-000, Dracena, SP, Brasil. E-mail: katia@dracena.unesp.br. * Autor para correspondencia.

Recebido 02.05.13 Aprovado 13.03.14 Devolvido pelo autor 15.05.14 CR-2013-0604.R2

Tabela 1--Medias da espessura do Longissimus Dorsi e area
transversal do Gluteus Medius, Biceps Femoris, Semitendinosus e
Musculus Multifidus obtidas por ultrassonografia de 8 eguas da raca
Quarto-de-Milha, antes (avaliacao inicial) e apos (avaliacao final)
programa de treinamento com redea Pessoa.

Variavel                          Avaliacao      Valor    Coeficiente
                                                 de P *   de variacao
                               Inicial   Final                (%)

Longissimus Dorsi (cm)         5,45      7,06    0,0726   8,23
Gluteus Medius ([cm.sup.2])    15,85     22,11   0,0622   34,77
Biceps Femoris ([cm.sup.2])    17,23     28,66   0,0013   14,06
Semitendinosus ([cm.sup.2])    26,33     28,19   0,4635   22,45
Musculus Multifidus
  ([cm.sup.2])                 8,03      14,29   0,0053   10,52
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Author:de Oliveira, Katia; de Soutello, Ricardo Velludo Gomes; da Fonseca, Ricardo; Lopes, Andrea Machado;
Publication:Ciencia Rural
Date:Nov 1, 2014
Words:3758
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