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Biomassa e extracao de nutrientes por plantas de cobertura.

Biomass production and nutrient removal by plant cover

INTRODUCAO

No municipio de Arapiraca, AL, destacava-se a cultura do fumo, que entrou em decadencia nos anos 90, impondo aos agricultores a adesao de atividades que se adequassem as condicoes da regiao, dentre as quais o plantio de hortalicas. Atualmente se destaca o cultivo de alface (Lactuca sativa L.), de coentro (Coriandrum sativum L.) e de cebolinha-de-palha (Allium sp.).

Dados de Malavolta et al. (1997) indicam que, para se produzir 55.000 pes de alface sao necessarios 42; 10; 84; 17; 5 e 2 kg [ha.sup.-1] de N, P, K, Ca, Mg e S, respectivamente; no entanto, as propriedades sao de pequeno porte e os produtores nao possuem recursos financeiros para suprir a demanda por insumos industriais.

Segundo a SEAGRI (2001), em Arapiraca, AL, os solos das areas produtoras de hortalicas se caracterizam por apresentar 50% de baixos teores de Ca e Mg; 60% com baixa capacidade de troca cationica (CTC); 27% com baixo nivel de P; 36% com baixo de K e 50% apresentam teores de medio a alto de Al; com 73% dos solos acidos. Com caracteristicas quimicas desfavoraveis, esses solos exigem grandes quantidades de fertilizantes organicos e minerais para suportar altas produtividades, o que encarece os custos de producao, visto que esses fertilizantes sao derivados do petroleo e tem seus precos controlados pelo mercado internacional. Nesse contexto a adubacao verde se torna alternativa para a sustentabilidade da agricultura na regiao, por se tratar de uma tecnica que, por intermedio da cobertura vegetal do solo, proporciona melhorias em sua constituicao quimica, fisica e biologica. Para esta finalidade pode-se utilizar tanto gramineas como leguminosas, porem as ultimas sao mais usuais devido a sua capacidade de simbiose com bacterias do genero Rizobium (Espindola et al., 2004).

Alem disso, as leguminosas proporcionam a ciclagem de nutrientes, extracao e mobilizacao de macro e micronutrientes nas camadas mais profundas do solo e subsolo, maior CTC, maior teor de materia organica, aumento no carbono da biomassa microbiana, baixo coeficiente metabolico, incremento no coeficiente microbiano, diminuicao da densidade do solo e aumento na macroporosidade e na porosidade total (Osterroht, 2002; Faria et al., 2004; Carneiro et al., 2008; Andrade et al., 2009).

Ressalta-se que, na regiao Agreste de Alagoas, as leguminosas podem ser plantadas durante o inverno nao havendo, desta forma, necessidade de investimento com irrigacao. Outra vantagem da adubacao verde e o controle das plantas daninhas, como verificado por Fernandes et al. (1999), que indicam o feijao-de-porco no controle de plantas invasoras, mesmo em menores densidades de semeadura; no entanto, para a determinacao das especies de leguminosas potencialmente produtoras de biomassa e recicladoras de nutrientes, e importante observar a interacao entre as condicoes edafoclimaticas, genotipo e manejo.

Suzuki & Alves (2006) obtiveram 46; 42; 42 e 32 t [ha.sup.-1] de materia verde e 9; 8; 7 e 6 t [ha.sup.-1] de materia seca de crotalaria juncea, mucuna-preta, feijao-guandu e vegetacao espontanea, respectivamente. Silva et al. (2002) verificaram, para a crotalaria espectabilis, guandu anao, labe-labe e feijao-de-porco, producao de materia verde de 12,79; 28,97; 18,17 e 30,24 t [ha.sup.-1] e seca 2,46; 6,84; 3,21 e 6,05 t [ha.sup.-1], respectivamente.

Quanto ao teor de nutrientes, Ragozo et al. (2006) obtiveram, para o feijao-de-porco, guandu anao e labe-labe, teor de N, Ca, B, Cu, Fe e Zn superior aos teores no capim braquiaria. Para a extracao de nutrientes, Duarte Junior & Coelho (2008) observaram maior extracao de N, P, Ca, Mg, S, Zn e Fe nas leguminosas, em comparacao com a vegetacao espontanea.

Apesar das vantagens de utilizacao da adubacao verde, nao ha estudos para avaliar a eficiencia das leguminosas na producao de biomassa e na reciclagem de nutrientes, na regiao Agreste de Alagoas. Nesse contexto, o trabalho foi realizado com o objetivo de avaliar a producao de biomassa e a extracao de nutrientes por plantas de cobertura, na regiao Agreste de Alagoas.

MATERIAL E METODOS

O trabalho foi desenvolvido no periodo de maio a setembro de 2009, na area experimental do Campus Arapiraca, Universidade Federal de Alagoas - municipio de Arapiraca, localizado nas coordenadas geograficas 9[degre] 45' 58" de latitude sul e 35[degre] 38' 58" de longitude oeste e altitude de 264 m. Esta regiao e de transicao entre a Zona da Mata e o Sertao Alagoano, cujo clima e classificado como do tipo 'As' tropical com estacao seca de Verao, pelo criterio de classificacao de Koeppen. Os dados climatologicos estao apresentados na Figura 1.

[FIGURA 1 OMITIR]

A area experimental em que a pesquisa foi conduzida possui solo classificado como Argissolo Vermelho distrofico (EMBRAPA, 2006), cujas caracteristicas quimicas na profundidade de 0-20 cm, foram apresentadas na Tabela 1.

O delineamento experimental adotado foi em blocos casualizados, com oito tratamentos com quatro repeticoes. Os tratamentos foram constituidos de sete especies de leguminosas e da vegetacao espontanea local (testemunha). As leguminosas utilizadas foram: crotalaria juncea (Crotalaria juncea L.), crotalaria espectabilis (Crotalaria spectabilis), feijao guandu anao (Cajanus cajan (L.) Millsp), feijao guandu arboreo (Cajanus cajan), labe-labe (Dolichos lablab), feijao-de-porco (Canavalia ensiformis) e mucuna-preta (Mucuna aterrima). Cada parcela experimental apresentou dimensoes de 4 x 8 m, totalizando 32 [m.sup.2], com espacamento entre linhas de 0,5 m e o espacamento entre plantas foi o indicado pela empresa Pirai Sementes.

Para as avaliacoes, as plantas de cada parcela foram colhidas manualmente, rentes ao solo, em area util de 1 [m.sup.2] em que a colheita ocorreu quando as plantas atingiram aproximadamente 50% do florescimento, para que todas as especies fossem avaliadas no maximo desenvolvimento vegetativo caracterizando, entao, o potencial produtivo de cada uma. O numero de dias ate a floracao (DAF) esta apresentado na Tabela 2.

As amostras do material vegetal foram acondicionadas em sacos de nailon e levadas ao laboratorio, onde foram obtidas as variaveis respostas: materia fresca e materia seca.

A materia fresca foi determinada a partir da pesagem da biomassa verde proveniente do campo, utilizando-se de balanca de precisao 0,01 g; logo apos, o material foi picado e colocado em saco de papel para secagem em estufa de circulacao forcada de ar (65[degre]C) ate atingir massa constante com vista a determinacao da materia seca.

Com os resultados das materias fresca e seca determinaramse os percentuais dessa relacao, atraves da Eq. 1:

[R.sub.S/F](%) = MS/MF x 100 (1)

em que:

[R.sub.S/F] - percentual de materia seca por materia fresca, %

MS - materia seca, g

MF - materia fresca, g

Apos a determinacao da materia seca as amostras foram moidas em moinho tipo Wiley, acondicionadas em recipientes com 100 g e enviadas ao Laboratorio de Nutricao Mineral de Plantas da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz para a determinacao dos macronutrientes (N, P, K, Ca, Mg e S) e micronutrientes (B, Cu, Fe, Mn e Zn).

Os resultados das variaveis estudadas foram submetidos a analise de variancia pelo teste F e as medias foram comparadas entre si pelo teste de Tukey (p < 0,05), utilizando-se o programa estatistico SISVAR[R] (Ferreira, 2003).

RESULTADOS E DISCUSSAO

Os resultados de producao de materia fresca, materia seca (MS) e percentagem materias seca e fresca ([R.sub.S/F]) estao apresentados na Tabela 3. Observa-se que a vegetacao espontanea apresentou maior producao de materia fresca que a crotalaria juncea, sendo similar as demais leguminosas. Este desempenho das plantas locais ocorreu por dois motivos: as especies locais apresentaram maior adaptacao as condicoes do ambiente, pois a area para a implantacao do experimento estava em pousio; outro motivo foi o manejo das plantas nas parcelas, uma vez que as sementes de leguminosas foram semeadas nas linhas enquanto a vegetacao espontanea se desenvolveu de forma natural, ocupando toda a area util.

Suzuki & Alves (2006) observaram que a vegetacao espontanea apresentou producao de materia fresca semelhante a mucuna-preta e a crotalaria juncea. Os resultados das leguminosas obtidos por esses autores foram superiores aos obtidos no presente estudo, devido a area estar em manejo ha aproximadamente nove anos, com as culturas de milho, soja e algodao, enquanto neste trabalho a area estava em pousio. Tambem Heinrichs et al. (2005) constataram que a producao de materia fresca da vegetacao espontanea nao apresentava diferenca significativa com o guandu anao nem com a crotalaria espectabilis. Teixeira et al. (2005) obtiveram producao de materia verde dejguandu anao de 2,5 t [ha.sup.-1], valor inferior em comparacao ao deste trabalho. Os autores verificaram, ainda, menor producao de materia verde de feijao-de-porco com 13 t [ha.sup.-1].

Quanto a producao de materia seca o guandu arboreo apresentou maior rendimento com 8,7 t [ha.sup.-1] (Tabela 3), superior a crotalaria juncea, crotalaria espectabilis, labe-labe e feijaode-porco, assemelhando-se aos demais tratamentos. Esses resultados do guandu estao de acordo com os encontrados por Nascimento & Silva (2004). No percentual de materia seca na materia fresca nao houve diferenca significativa (Tabela 3).

Pott et al. (2007) verificaram fitomassa seca semelhante a deste estudo para a crotalaria juncea e guandu anao, indicando o guandu para solos de baixa fertilidade e pobres em fosforo. Santos et al. (2001) tambem indicam o guandu como especie recuperadora de solos degradados em virtude da sua capacidade de promover aumento nos teores de carbono organico total e na CTC.

Salmi et al. (2006) notaram variacao de 4,67 a 5,95 t [ha.sup.-1] para producao de materia seca para seis especies de guandu, resultado este inferior ao encontrado neste trabalho para o guandu arboreo e semelhante para o guandu anao. Torres et al. (2008) obtiveram menor fitomassa seca no guandu anao e semelhante para crotalaria juncea em comparacao com este estudo.

Em razao da producao de materia seca da vegetacao espontanea ter sido superior as das crotalaria juncea, crotalaria espectabilis, labe-labe e feijao-de-porco, reforca-se que na vegetacao local ha plantas adaptadas as condicoes da area e com capacidade de produzir biomassa.

Segundo Carvalho et al. (2004), a maior germinacao e o estabelecimento da vegetacao espontanea local favorecem o aumento da producao de materia seca. Em contrapartida, Favero et al. (2000) verificaram, estudando o crescimento e o acumulo de nutrientes por plantas espontaneas e leguminosas no municipio de Sete Lagoas, MG, que o sistema com vegetacao espontanea se mostrou menos eficiente que as leguminosas, quanto ao aporte de fitomassa seca. Ressalta-se que as condicoes locais favorecem uma especie nao apenas em comparacao com as outras mas tambem entre as plantas de uma mesma especie (Fernandes et al., 2007).

Carneiro et al. (2008) verificaram que a maior fitomassa de uma planta pode ser influenciada pela epoca de semeadura e, consequentemente, pelas condicoes do ambiente. Esses autores obtiveram, com a crotalaria juncea, crotalaria espectabilis, feijao-de-porco, guandu anao e labe-labe, cerca de tres vezes mais biomassa seca que as plantas do presente estudo.

Neste contexto, para avaliar a eficiencia de uma planta como adubacao verde deve- se observar se ela produz grande quantidade de biomassa e se recicla elevada quantidade de nutrientes. A maior biomassa promove aumento na cobertura do solo e, em contrapartida, tambem maior teor de materia organica, proporcionando beneficios como maior infiltracao e armazenamento de agua no solo, drenagem, aeracao e interferencia direta na resistencia mecanica do solo (Suzuki & Alves, 2006).

Na Tabela 4 se encontram os teores de macronutrientes nas leguminosas e na vegetacao espontanea. Houve diferenca significativa para os teores de macronutrientes nos diferentes adubos verdes.

O teor de N (Tabela 4) nas leguminosas foi superior ao da vegetacao espontanea, resultado este semelhante aos obtidos por Ragozo et al. (2006); Silva et al. (2002); Duarte Junior & Coelho (2008); Favero et al. (2000); Silva et al. (2009); Cavigelli & Thein (2003), o que comprova a importancia das leguminosas em fixar N atmosferico por intermedio da quebra da tripla ligacao de [N.sub.2] pela simbiose com bacterias do genero Rizobium. O N fixado pelas plantas de cobertura ficara imobilizado no material vegetal e liberado gradativamente para a cultura em sucessao.

Na Tabela 4, a vegetacao espontanea foi superior ao guandu arboreo e mucuna-preta para o teor de P; ao guandu anao, guandu arboreo e mucuna-preta em relacao ao teor de Mg e a crotalaria juncea, guandu anao, guandu arboreo e mucunapreta para Ca e inferior apenas ao feijao-de-porco para o S. Esses resultados discordam dos encontrados por Duarte Junior & Coelho (2008), que obtiveram teor de macronutrientes para vegetacao espontanea inferior em comparacao com as leguminosas, sendo o K o unico nutriente que apresentou maior teor na vegetacao espontanea. Cavigelli & Thein (2003) verificaram maior teor de fosforo e nitrogenio nas leguminosas em relacao as plantas forrageiras.

Segundo Favero et al. (2000), em termos de nutrientes a vegetacao espontanea apresentou maior teor de K, Mg e P; no entanto, em relacao ao Ca e N, as leguminosas apresentaram teor superior a vegetacao espontanea, porem algumas plantas locais apresentaram teor de Ca similar as leguminosas. Esses resultados sao semelhantes aos do presente trabalho.

Verifica-se, na Tabela 4, que o teor de K na crotalaria espectabilis foi superior ao da crotalaria juncea, guandu anao, guandu arboreo e mucuna-preta, apesar de esta especie ter apresentado baixa quantidade de materia seca em relacao as demais leguminosas (Tabela 3). Silva et al. (2002) tambem relataram maior teor K na crotalaria espectabilis, com a producao de materia seca de 2,46 t [ha.sup.-1], quantidade semelhante a deste trabalho.

Castro et al. (2005) nao constataram diferenca entre a vegetacao espontanea e a crotalaria juncea em relacao ao teor de Mg, P e K. Silva et al. (2008) obtiveram, para a crotalaria juncea, teores de P e Ca inferiores aos deste estudo e de K semelhante. Os autores destacam o teor de K, pois tal nutriente nao faz parte de nenhum composto celular, razao pela qual sua liberacao e rapida.

Em contrapartida, Teixeira et al. (2005) verificaram que as leguminosas apresentam menor teor de potassio que outros adubos verdes. Alem disso, eles observaram que, dentre as leguminosas, o guandu anao foi a especie que apresentou menor teor de magnesio, corroborando com o presente trabalho.

Amabile et al. (1999) obtiveram, na primeira epoca de semeadura, na crotalaria juncea, mucuna-preta e guandu, menores teores de N, P e K em comparacao com o presente trabalho e concluiram que os teores de nutrientes variaram com a epoca de semeadura.

Quanto ao teor de micronutrientes (Tabela 5), nao houve diferenca significativa no teor de Mn entre os adubos verdes. A crotalaria espectabilis apresentou maior teor de B, nao diferindo da vegetacao espontanea, feijao-de-porco e mucunapreta.

A crotalaria espectabilis destacou-se tambem por apresentar o maior teor de Cu (Tabela 5), sendo similar ao feijao-de-porco e guandu anao. Em relacao ao teor de Fe, a mucuna-preta foi semelhante ao feijao-de-porco e superior aos demais tratamentos. Da mesma forma, Silva et al. (2002) constataram maior teor de Fe na mucuna-preta.

O teor de Zn foi maior no feijao-de-porco que, por sua vez, so se diferenciou estatisticamente do guandu anao, guandu arboreo e crotalaria juncea (Tabela 5). Silva et al. (2008) observaram teores de micronutrientes semelhantes aos do presente estudo. Ressalta-se que a variacao das especies em relacao ao teor de nutrientes sofre interferencia da diferenca na fertilidade do solo e assim a eficiencia da reciclagem de nutrientes das plantas de cobertura depende da fertilidade preexistente.

Outro fator que influencia no desempenho das leguminosas e a epoca de incorporacao, sendo a fase de florescimento o momento ideal para serem incorporadas ao solo; antecipacao ou retardamento desse periodo e fator preponderante para atingir o objetivo esperado, pois as leguminosas sofrem interferencia do fotoperiodo. Dias curtos diminuem a fase vegetativa, prejudicando o rendimento da planta (Jimenez et al., 2008; Suzuki et al., 2008).

A extracao de N (Tabela 6) foi maior no guandu arboreo em comparacao com os outros tratamentos; isto se deve a sua maior producao de materia seca (Tabela 3). Favero et al. (2000) tambem constataram que as plantas com maior producao de materia seca apresentavam maior acumulo de N.

Os resultados da acumulacao de N obtidos com o guandu arboreo estao de acordo com os de Salmi et al. (2006), que verificaram variacao de 188 a 261 kg [ha.sup.-1], e com os de Amado et al. (2001), que constataram acumulo de N, variando de 71 a 217 kg [ha.sup.-1] de N no consorcio entre leguminosas e milho porem se observou, para a extracao de potassio, uma variacao de 30 a 45 kg [ha.sup.-1], o que nao concorda com este trabalho.

Queiroz et al. (2007) obtiveram, estudando o comportamento de sete leguminosas perenes, maior producao de materia seca e acumulo de N, P e K, no guandu. O desempenho do guandu em extrair maior quantidade de fosforo e devido, sem duvida, ao fato do seu sistema radicular ser mais profundo (Faria et al., 2004).

Entre as leguminosas a extracao de P, K, Ca, Mg, S, Mn, B e Zn nao apresentou diferenca significativa (Tabelas 6 e 7). O mesmo nao foi verificado por Heinrichs et al. (2005), que encontraram diferenca entre o feijao-de-porco, a crotalaria espectabilis e o guandu para a extracao de P, K, Ca, Mg e S destacando-se, dentre essas especies, o feijao-de-porco.

Fernandes et al. (2007) constataram que as leguminosas acumularam maior quantidade de Ca e Mg com a utilizacao de calagem, indicando o suprimento minimo de fosforo e da correcao da acidez do solo para que as plantas reciclem o maximo de nutrientes. Referido manejo nao foi realizado neste estudo haja vista que sua finalidade foi encontrar uma alternativa com baixo custo e aumentar a producao na regiao Agreste de Alagoas.

Extracoes de K, S e Mn pelas leguminosas nao diferiram da vegetacao espontanea (Tabelas 6 e 7). O guandu arboreo se destacou na extracao de Cu (Tabela 7), assemelhando-se a vegetacao espontanea, crotalaria espectabilis, guandu anao e mucuna-preta, diferenciando-se da crotalaria juncea, labe-labe e feijao-de-porco.

As plantas avaliadas para adubacao verde apresentaram, dentre os micronutrientes, maior acumulo de Fe e Mn. Destacou-se a mucuna-preta em relacao a quantidade de ferro, que foi superior ao guandu anao e ao labe-labe, e similar a vegetacao espontanea, crotalaria juncea, crotalaria espectabilis, guandu arboreo e feijao-de-porco (Tabela 7). O mesmo nao foi observado por Silva et al. (2002), que verificaram menor acumulo de Mn em relacao ao presente trabalho.

Duarte Junior & Coelho (2008) observaram que as leguminosas crotalaria juncea, feijao-de-porco e mucuna-preta extrairam maior quantidade de P, Ca, Mg, S, Zn e Fe que a vegetacao espontanea. Esses resultados foram obtidos aos 92 dias apos a semeadura, antes do florescimento de cada especie vegetal. Deve-se observar que esses autores obtiveram resultados superiores ao deste estudo para estas leguminosas, como tambem para a extracao de nutrientes, provavelmente por a area ser manejada com cana-de-acucar antes da implantacao do experimento.

Assim, o desempenho satisfatorio das leguminosas na producao de biomassa e extracao de nutrientes pode proporcionar beneficios ao solo. Segundo Silva et al. (2002), o acumulo de 91,7 kg [ha.sup.-1] de N equivale a 204 kg [ha.sup.-1] de ureia ou 450 kg [ha.sup.-1] de sulfato de amonio.

Em relacao a necessidade de N pelas principais hortalicas plantadas na regiao verifica-se, para a alface e o pimentao, que em solos de baixo teor de P e K, Ribeiro et al. (1999) indicam a exigencia de 150 kg [ha.sup.-1] de N, que corresponderia a 333 kg [ha.sup.-1] de ureia ou 750 kg [ha.sup.-1] de sulfato de amonio. Para a cebola, a quantidade de nitrogenio e de 120 kg [ha.sup.-1], o que equivale a 267 kg [ha.sup.-1] de ureia ou 600 kg [ha.sup.-1] de sulfato de amonio. Quando comparados esses valores com os da Tabela 6, verifica-se que o guandu arboreo acumulou mais N dentre os tratamentos, com 218,5 kg [ha.sup.-1], o que corresponde a 484 kg [ha.sup.-1] de ureia ou 1.093 kg [ha.sup.-1] de sulfato de amonio; portanto, supriria a necessidade de N de todas as hortalicas citadas; no entanto, deve-se observar que, em campo, as plantas avaliadas sofrem interferencia dos fatores edafoclimaticos e do manejo.

CONCLUSOES

1. As especies de leguminosas avaliadas apresentaram potencial para uso como adubo verde na regiao Agreste de Alagoas.

2. A vegetacao espontanea assemelhou-se as leguminosas em relacao a producao de materia seca.

3. O guandu arboreo apresentou, dentre os tratamentos, maior producao de materia seca e acumulo de N na parte aerea.

4. As leguminosas apresentaram teores de N superiores aos da vegetacao espontanea.

5. As sete leguminosas nao apresentaram diferencas quanto a extracao de P, K, Ca, Mg, S, B, Mn e Zn.

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Silva, E. C.; Muraoka, T.; Villanueva, F. C. A.; Espinal, F. S. C. Aproveitamento de nitrogenio pelo milho, em razao da adubacao verde, nitrogenada e fosfatada. Pesquisa Agropecuaria Brasileira, v.44, p.118-127, 2009.

Silva, J. A. A.; Vitti, G. C.; Stuchi, E. S.; Sempionato, O. R. Reciclagem e incorporacao de nutrientes ao solo pelo cultivo intercalar de adubos verdes em pomar de laranjeira-pera. Revista Brasileira de Fruticultura, v.24, p.225-230, 2002.

Suzuki, L. E. A. S.; Alves, M. C. Fitomassa de plantas de cobertura em diferentes sucessoes de culturas e sistemas de cultivo. Bragantia, v.65, p.121-127, 2006.

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Teixeira, C. M.; Carvalho, G. J.; Furtine Neto, A. E.; Andrade, M. J. B.; Marques, E. L. S. Producao de biomassa e teor de macronutrientes do milheto, feijao de porco e guandu anao em cultivo solteiro e consorciado. Ciencia e Agrotecnologia, v.29, p.93-99, 2005.

Torres, J. L. R.; Pereira, M. G; Fabian, A. J. Producao de fitomassa por plantas de cobertura e mineralizacao de seus residuos em plantio direto. Pesquisa Agropecuaria Brasileira, v.43, p.421-428, 2008.

Valeria S. Cavalcante (2), Valdevan R. Santos (3), Antonio L. dos Santos Neto (3), Marcio A. L. dos Santos (3), Cicero G. dos Santos (3) & Leonardo C. Costa (3)

(1) Monografia da primeira autora apresentada ao curso de agronomia, UFAL.

(2) Mestranda do Programa de Pos-graduacao em Ciencia do Solo da Universidade Estadual Paulista "Julio de Mesquita Filho" - Campus de Jaboticabal. Departamento de Solos e Adubos. Via de Acesso Paulo Donato Castellane, s/n. CEP 14884-900, Jaboticabal, SP. Fone: (16) 3209-2600. E-mail: valeriasantos_88@hotmail.com

(3) UFAL-Campus Arapiraca, Av. Manoel Severino Barbosa, s/n, Bom Sucesso, CEP 57309-005, Arapiraca, AL. Fone: (82) 3482-1831. E-mail: valdevan@yahoo.com.br; santosneto@gmail.com; mal.santo@pq.cnpq.br; cgomes_al@hotmail.com; leonardocorreia@hotmail.com
Tabela 1. Resultado da analise quimica do solo realizada antes da
instalacao do experimento com adubos verdes no municipio de
Arapiraca

     PH               P                 M.O
([H.sub.2]O)   (mg [dm.sup.-3])   (g [dm.sup.-3])

    5, 7              13                15

  K      Ca      Mg      Al     H+Al      T

             ([cmol.sub.c] [dm.sup.-3]

 0,2     1,4     1,4     0,2     4,0    7, 0

  V
 (%)     Fe      Cu      Zn      Mn

            (mg [dm.sup.-3])

42,9    44,5    0,86     2,4     32

Tabela 2. Numero de dias ate o florescimento (DAF) de
adubos verdes cultivados no municipio de Arapiraca

                           No de dias ate
                             colheita do
Tratamentos               material vegetal

Vegetacao espontanea             104
Crotalaria juncea                65
Crotalaria espectabilis          78
Feijao guandu anao               92
Feijao guandu arboreo            129
Labe-labe                        100
Feijao-de-porco                  92
Mucuna-preta                     100

Tabela 3. Producao de materia fresca (MF), materia seca
(MS) e percentagem materias seca e fresca ([R.sub.S/F]) de adubos
verdes cultivados no municipio de Arapiraca

                               MF           MS       [R.sub.S/F]

      Tratamentos              (t [ha.sup.-1])           (%)

Vegetacao espontanea         35,5 a       7,2 ab        19,2 a
Crotalaria juncea            13,5 b       3,0 b         23,2 a
Crotalaria espectabilis     19,0 ab       2,5 b         16,7 a
Feijao guandu anao          16,5 ab       4,0 ab        26,0 a
Feijao guandu arboreo       29,7 ab       8,7 a         29,5 a
Labe-labe                   24,5 ab       3,2 b         13,7 a
Feijao-de-porco             16,2 ab       3,0 b         19,5 a
Mucuna-preta                30,0 ab       4,2 ab        14,5 a

CV (%)                      35,9         44,5           15,4

Medias seguidas de mesma letra na coluna nao diferem entre si,
pelo teste de Tukey (P < 0,05)

Tabela 4. Teores de macronutrientes na materia seca da parte aerea
de adubos verdes cultivados no municipio de Arapiraca

Tratamentos                   N           P           K

                                   (g [kg.sup.-1])

Vegetacao espontanea      13,0 b      4,0 a       19,5 abc
Crotalaria juncea         22,0 a      3,0 ab      17,2 bc
Crotalaria espectabilis   28,0 a      3,0 ab      27,5 a
Feijao guandu anao        26,5 a      3,0 ab      16,5 bc
Feijao guandu arboreo     24,2 a      2,0 b       13,7 c
Labe-labe                 30,2 a      3,0 ab      22,2 ab
Feijao-de-porco           22,2 a      3,5 ab      22,7 ab
Mucuna-preta              24,5 a      2,2 b       13,7 c

CV (%)                    14,6 a      23,1        17,6

Tratamentos                  Ca          Mg           S

                                    (g [kg.sup.-1])

Vegetacao espontanea      11,5 a      3,7 a       1,0 b
Crotalaria juncea         5,0 bc      3,0 abc     1,0 b
Crotalaria espectabilis   8,2 ab      3,5 ab      1,2 b
Feijao guandu anao        3,2 c       1,7 c       1,0 b
Feijao guandu arboreo     3,2 c       2,2 bc      1,0 b
Labe-labe                 11,5 a      3,5 ab      1,5 ab
Feijao-de-porco           10,0 a      3,0 abc     2,0 a
Mucuna-preta              4,2 c       2,0 c       1,5 ab

CV (%)                    20,4        19,0        23,5

Medias seguidas de mesma letra na coluna nao diferem entre si,
pelo teste de Tukey (P < 0,05)

Tabela 5. Teores de micronutrientes na materia seca da parte aerea
de adubos verdes cultivados no municipio de Arapiraca

      Tratamentos             B            Cu           Fe

                                     (mg [kg.sup.-1])

Vegetacao espontanea        55,5 ab       7,5 b       288,2 bc
Crotalaria juncea           35,5 c        8,0 b       130,5 bc
Crotalaria espectabilis     58,7 a       14,2 a       264,0 bc
Feijao guandu anao          37,7 c       11,0 ab       88,7 bc
Feijao guandu arboreo       38,7 c        8,5 b        66,5 c
Labe-labe                   44,7 bc       7,0 b       114,2 bc
Feijao-de-porco             55,5 ab      10,5 ab      353,2 ab
Mucuna-preta                48,0 abc      7,7 b       593,0 ab
CV (%)                      10,7         25,3          47,2

      Tratamentos             Mn           Zn

                             (mg [kg.sup.-1])

Vegetacao espontanea        99,5 a      31,0 ab
Crotalaria juncea           65,0 a      21,2 bc
Crotalaria espectabilis     68,7 a      27,2 ab
Feijao guandu anao          70,5 a      25,2 bc
Feijao guandu arboreo       51,2 a      16,0 c
Labe-labe                   97,2 a      30,7 ab
Feijao-de-porco            115,2 a      36,5 a
Mucuna-preta               123,0 a      29,2 ab
CV (%)                      39,5 a      16,8

Medias seguidas de mesma letra na coluna nao diferem entre si, pelo
teste de Tukey (P < 0,05)

Tabela 6. Extracao de macronutrientes na materia seca da parte aerea
de adubos verdes cultivados no municipio de Arapiraca

      Tratamentos             N            P            K

                                    (kg [ha.sup.-1])

Vegetacao espontanea        91,0 b      24,7 a       130,7 a
Crotalaria juncea           65,0 b       8,5 b        53,0 a
Crotalaria espectabilis     79,5 b       8,5 b        76,7 a
Feijao guandu anao         107,2 b      18,2 ab       67,0 a
Feijao guandu arboreo      218,5 a      10,7 ab      126,5 a
Labe-labe                  101,5 b      11,0 ab       75,0 a
Feijao-de-porco             71,0 b      11,5 ab       72,5 a
Mucuna-preta                97,7 b      10,2 ab       57,7 a
CV (%)                      39,5        48,7 ab       45,7

      Tratamentos             Ca           Mg           S

                                    (kg [ha.sup.-1])

Vegetacao espontanea        80,2 a      28,2 a        7,2 a
Crotalaria juncea           15,7 b       9,0 b        2,7 a
Crotalaria espectabilis     23,0 b       9,5 ab       4,0 a
Feijao guandu anao          12,5 b       7,0 b        4,5 a
Feijao guandu arboreo       27,0 b      18,5 ab       8,2 a
Labe-labe                   38,2 ab     11,7 ab       5,0 a
Feijao-de-porco             31,7 ab      9,5 ab       6,2 a
Mucuna-preta                16,7 b       8,0 b        5,7 a
CV (%)                      72,6        62,7         48,7

Medias seguidas de mesma letra na coluna nao diferem entre si, pelo
teste de Tukey (P < 0,05)

Tabela 7. Extracao de micronutrientes na materia seca da parte aerea
de adubos verdes cultivados no municipio de Arapiraca

      Tratamentos               B              Cu              Fe

                                         (g [ha.sup.-1])

Vegetacao espontanea         381,0 a         50,2 ab        2094,7 ab
Crotalaria juncea            119,0 b         24,7 b          403,2 ab
Crotalaria espectabilis      163,5 ab        40,5 ab         726,0 abc
Feijao guandu anao           152,7 ab        45,7 ab         360,0 c
Feijao guandu arboreo        350,5 ab        74,5 a          606,0 abc
Labe-labe                    151,7 ab        24,2 b          386,2 c
Feijao-de-porco              177,7 ab        24,5 b         1133,5 abc
Mucuna-preta                 193,5 ab        40,7 ab        2305,5 a
CV (%)                        51,9           46,1             71,8

      Tratamentos              Mn              Zn

                                   (g [ha.sup.-1])

Vegetacao espontanea        3443,0 a        196,2 a
Crotalaria juncea            910,2 a         67,5 b
Crotalaria espectabilis     1317,7 a         75,2 b
Feijao guandu anao          1127,2 a        101,7 ab
Feijao guandu arboreo       1538,2 a        143,2 ab
Labe-labe                   2433,7 a        102,7 ab
Feijao-de-porco             4094,7 a        115,5 ab
Mucuna-preta                1900,2 a        120,5 ab
CV (%)                        67,8           41,2

Medias seguidas de mesma letra na coluna nao diferem entre si, pelo
teste de Tukey (P < 0,05)
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Title Annotation:articulo en portugues
Author:Cavalcante, Valeria S.; Santos, Valdevan R.; Neto, Antonio L. dos Santos; Santos, Marcio A.L. dos; S
Publication:Revista Brasileira de Engenharia Agricola e Ambiental
Date:May 1, 2012
Words:6613
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