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Bacterias diazotroficas associativas: diversidade, ecologia e potencial de aplicacoes.

Introducao

Diversos processos sao mediados por microrganismos do solo desempenhando papel importante na ciclagem de nutrientes. Um desses processos e a fixacao biologica de nitrogenio atmosferico, que e realizada por microrganismos procarioticos conhecidos como diazotroficos. Os diazotroficos podem ser de vida livre, estar associados a especies vegetais ou, ainda, estabelecer simbiose com leguminosas. Os estudos com bacterias diazotroficas sao de grande importancia, devido a contribuicao destas para o fornecimento de nitrogenio a diversos ecossistemas, naturais ou manejados.

Os diazotroficos compreendem ampla gama de microrganismos procariotos, incluindo representantes de arquebacterias, cianobacterias, bacterias gram-positivas e gramnegativas que apresentam grande diversidade morfologica, fisiologica, genetica e filogenetica. Tal diversidade garante nao so a resiliencia dos processos que mediam em um determinado ecossistema, como tambem a ocorrencia deste, nos mais diferentes habitats terrestres (Moreira & Siqueira, 2006).

A perda de diversidade de microrganismos do solo, principalmente dos diazotroficos, pode alterar a estrutura populacional de outros organismos situados ao longo da cadeia trofica. Processos vitais do solo como a decomposicao de materia organica e a ciclagem de nutrientes, podem sofrer impactos levando o sistema agricola a maior dependencia por fertilizantes. Neste contexto, o conhecimento da diversidade fenotipica e estrutura genetica das populacoes presentes na rizosfera podem auxiliar na compreensao de como as variacoes no ambiente podem estar influenciando na funcionalidade destas populacoes.

Especies de bacterias diazotroficas associativas tem sido isoladas de raizes e partes aereas de especies de importancia agricola como: gramineas e palmeiras (Magalhaes & Dobereiner, 1984; Dobereiner, 1992; Baldani et al., 1997; Fernandes et al., 2001; Sala et al., 2005), orquidaceas (Lange & Moreira, 2002), tuberculos (Paula, 1992; Balota, et al., 1997; 1999), cafeeiros (Jimenez-Salgado et al., 1997; Santos et al., 2001), araucarias (Neroni & Cardoso, 2007) e fruteiras (Rao, 1983; Weber et al., 1999). Ha relatos tambem de ocorrencia em solos contaminados com metais pesados (Moreira et al., 2008), em solos tratados com residuos siderurgicos e biossolido industrial (Melloni et al., 2000), em areas sob reabilitacao de bauxita (Melloni et al., 2004; Nobrega et al., 2004) e em diferentes sistemas de uso da terra na Amazonia (Silva, 2006).

A FBN e um processo regulado pela necessidadedoambienteedasespeciesfixadoras, pois, a enzima nitrogenase, responsavel pela reducao do [N.sub.2] e inativada, quando submetida a presenca de amonio (Rudnik et al., 1997). Em areas nao perturbadas, com vegetacao climax, esse processo biologico e pouco estimulado, pois a ciclagem eficiente garante a manutencao do metabolismo e da taxa de crescimento. Ja em areas degradadas em solos e substratos pobres ou desprovidos de materia organica como os de areas mineradas, a FBN pode ser estimulada.

As bacterias dizotroficas podem promover o crescimento vegetal tanto pela FBN como pela producao de substancias que auxiliam o crescimento radicular, como o acido indol acetico, entre outros. Assim, as bacterias diazotroficas associativas sao consideradas rizobacterias promotoras do crescimento vegetal (RPCV); e assumem papel importante na interacao com raizes de plantas e ciclagem de nutrientes, entre outros. De qualquer modo, deve-se admitir que eficiencia similar a das simbioses rizobio-leguminosas no solo nao pode ser alcancada. Isto se deve ao fato que mesmo as bacterias associativas estando localizadas no interior das plantas, nao ha evidencias de relacao tao complexa e organizada quanto a presente nas simbioses de bacterias noduliferas com leguminosas que e resultante de um processo muito mais evoluido que minimiza perdas do nitrogenio fixado por interferencia de fatores quimicos, fisicos e biologicos que interagem na complexidade, heterogeneidade e dinamica do sistema edafico. No entanto, calculos da contribuicao de N fixado para gramineas estao em torno de 25 a 50 kg N/ha/ano o que equivale ao suprimento medio de cerca de 17% das demandas das culturas. Considerando a importancia que as especies produtoras de graos, como trigo, arroz e milho, entre outras, sao a principal fonte de carboidrato da dieta humana e o alto potencial fotossintetico das gramineas C4 nos tropicos, esta taxa de FBN, mesmo baixa representa uma grande economia nos custos de producao o que justifica estudos visando seu manejo. No entanto, os sistemas agricolas atuais sao na maioria dependentes de insumos industrializados (como adubos nitrogenados) e nao exploram o grande potencial dos diazotroficos, tanto para a FBN quanto para outros mecanismos de promocao do crescimento vegetal.

Diversidade Taxonomica e Funcional

Bacterias diazotroficas representam um componente importante no suprimento de N em diversos ecossistemas e, principalmente, as simbioticas, denominadas vulgarmente de rizobio tem sido muito pesquisadas em todo mundo. No Brasil a pesquisa sobre diazotroficos e a sua importancia para a FBN em gramineas foi iniciada ha mais de 40 anos pela pesquisadora Johanna Dobereiner. Seu primeiro trabalho com bacterias diazotroficas foi em 1953 no qual relatou pela primeira vez a ocorrencia de bacterias do genero Azotobacter em solos acidos. Ate entao ja se conhecia o potencial de especies deste genero em fixar nitrogenio atmosferico, porem so haviam sido isoladas em solos do continente Europeu e Asiatico. Cinco anos mais tarde Dobereiner & Ruschel, (1958) isolaram e descreveram a bacteria Beijerinckia fluminensis da rizosfera da cana de acucar em solos tropicais, demonstrando o potencial dos diazotroficos em se associarem com gramineas. Em 1975 Dobereiner & Day descobriram a capacidade de FBN no genero Spirillum posteriormente nomeado para Azospirillum (Tarrand et al., 1978). A partir dai diversas especies de diazotroficos foram descobertas, tanto de vida livre (eg. Azotobacter chroococcum, Beijerinckia fluminensis, Azotobacter paspali, Derxia spp., Paenebacillus azotofixans) como associativos (Azospirillum spp. e Burkholderia spp.) e endofiticos (Herbaspirillum spp. e Burkholderia spp.) A Tabela1 apresenta varias especies de diazotroficos descritas desde entao.

A contribuicao da fixacao biologica de [N.sub.2] associativa a nutricao vegetal nao e tao significativa como as simbioses, entretanto se for considerada a grande extensao de terras recobertas por gramineas e cereais, esta se torna importante, em termos globais. Tem-se verificado que areas de pastagem com gramineas e cana-de-acucar tem mantido niveis razoaveis de produtividade sem aplicacao de fertilizantes nitrogenados, o que indica que este fenomeno poderia estar relacionado com a contribuicao da FBN, por microrganismos endofiticos.

Experimentos conduzidos pelo metodo de incorporacao do 15N confirmaram que varias gramineas tropicais se beneficiam de nitrogenio fixado biologicamente (De-Polli, 1975; Ruschel, 1975; De-Polli et al., 1977). Estimativas da FBN em gramineas como Brachiaria decumbens e B. humidicola, as quais sao muito utilizadas para a revegetacao de areas degradadas, indicam valores de 30 a 45 Kg ha-1 ano-1 de N, respectivamente advindo da FBN (Boddey & Victoria, 1986). Isto exemplifica a contribuicao da associacao graminea-diazotroficos, na incorporacao de N no solo e reforca a importancia da FBN na recuperacao de areas degradadas. Nesse contexto, a interacao de bacterias diazotroficas com diversas culturas tem sido tema de pesquisas no mundo todo, devido ao potencial biotecnologico evidenciado no aumento da produtividade das culturas, possibilidade de reducao dos custos de producao ao diminuir o uso de adubos nitrogenados, e consequentemente, melhor conservacao dos recursos ambientais.

A caracterizacao genotipica de bacterias diazotroficas e ferramenta util para o conhecimento da diversidade destes organismos. O sequenciamento de genes que codificam para o RNA ribossomal (16S, 23S e 5S) tem sido amplamente empregado para estudos de diversidade. Os RNAs ribossomais sao considerados cronometros moleculares, pois sao moleculas universais com funcoes altamente especificas estabilizadas ao longo da evolucao e nao sofrem influencia por mudancas no meio ambiente. Atualmente, o gene 16S rDNA e o mais utilizado para inferir a respeito das relacoes filogeneticas entre bacterias (Woese, 1991). Os resultados obtidos com o sequenciamento do 16S rDNA pode ser comparado com outras sequencias depositadas em bancos de dados como NCBI (National Center of Biological Information/ http://www.ncbi.nlm.nih.gov/). No entanto, outras caracteristicas culturais, morfologicas, fisiologicas e bioquimicas sao utilizadas para avaliar a diversidade, como as que constam na descricao das especies listadas a seguir.

Generos de bacterias associativas

Genero Azotobacter

O genero Azotobacter (Beijerinck, 1901) pertence a classe y-proteobacteria e a familia Azotobacteriaceae, e foi juntamente com o genero Beijerinckia os percussores em estudos de bacterias diazotroficas associativas. Sua ocorrencia em solos brasileiros foi detectado em 1953 pela pesquisadora Johanna Dobereiner.

Atualmente estao descritas oito especies sendo estas: Azotobacter chroococcum (Beijerinck, 1901), A. vinelandii Lipman (1903), A. beijerinckii Lipman (1904), A. nigricans, Krasil'nikov (1949), A. macrocytogenes (Jensen, 1955), A. paspali (Dobereiner, 1966) e A. armeniacus (Thompson & Skerman, 1981), A. salinestris (Page & Shivprasad, 1991). Dentre estas especies as mais comuns sao A. chroococcum, a. vinelandii e A. paspali, sendo esta ultima a mais estudada ecologicamente (Dobereiner et al., 1995). A A. paspali apresenta uma associacao bastante especifica com a graminea Paspalum notatum (Dobereiner, 1966). Em um estudo mais detalhado da ocorrencia desta bacteria diazotrofica em outras cultivares de Paspalum (P. plicatum, P. dilatatum, P. vergatum) pode-se confirmar a estreita associacao com o ecotipo P. notatum (Dobereiner, 1970). Dobereiner (1966) ainda ressalta que a especificidade de um Azotobacter para a rizosfera de uma planta sugere relacoes mais intimas entre planta e bacteria do que as conhecidas nas outras especies de diazotroficos associativos na rizosfera de plantas (eg. Beijerinckia em rizosfera de cana-de-acucar). Boddey et al. (1983) utilizando a tecnica de diluicao do 15N demonstrou que a contribuicao da fixacao biologica de nitrogenio de A. paspali em Paspalum notatum e de 20kg/ha/ano.

Genero Beijerinckia

Pertencente a classe a-proteobacteria o genero Beijerinckia (Derx, 1950) tem sido encontrado em solos de clima tropical, subtropical e temperado, assim como em regioes polares (Dobereiner et al., 1995). Atualmente possui 5 especies descritas: Beijerinckia indica (Starkey & De 1939), Beijerinckia mobilis (Derx, 1950), Beijerinckia derxii (Tchan, 1957), Beijerinckia fluminensis (Dobereiner & Ruschel 1958), e Beijerinckia doebereinerae (Oggerin et al., 2009). Beijerinckia doebereinerae (Oggerin et al., 2009) foi proposta segundo analise de sequencias do 16S rRNA de estirpes de Beijerinckia fluminensis. O isolado LMG 2819 foi caracterizado e verificou-se que suas propriedades nao concordavam com a descricao original da especie, embora fosse considerado um membro do genero. Diante disso a caracterizacao, incluindo quimiotaxonomia e outras caracteristicas fenotipicas, permitiram a designacao da linhagem LMG 2819T (= CECT 7311T) como a linhagem de uma nova especie denomindada: Beijerinckia doebereinerae.

Apesar de ser muito comum a ocorrencia deste genero em diversos solos, Beijerinckia spp. tem sido encontradas em associacao principalmente com cana de acucar (Dobereiner et al., 1995). Dobereiner (1959) verificou a presenca de Beijerinckia em 95% das amostras de solos cobertas por canaviais contra somente 60% dos solos sob outras vegetacoes. A autora atribui a influencia favoravel da cana-de-acucar sobre a populacao de Beijerinckia a grande quantidade de residuos ricos em sacarose que permanecem no solo no cultivo habitual da cana, sendo este composto um dos melhores alimentos para esta bacteria. Alem destes residuos, as folhas da cana poderiam estar excretando sacarose e esta por sua vez seria levada ao solo com as chuvas. Dobereiner (1959) ainda sugere que exista uma relacao bastante intima entre este genero de bacterias e a cana, considerando em ate certo ponto como simbiotica, tendo em vista que a bacteria e alimentada pela cana e esta por sua vez aproveita o nitrogenio fixado pela bacteria. A quantificacao da fixacao biologica em cana-de-acucar por bacterias do genero Beijerinckia foi realizado anos mais tarde por meio da atividade da nitrogenase medida pela metodologia da reducao do acetileno (1), onde foi constatado uma contribuicao de 50kg N/ha/ano (Dobereiner et al., 1973).

Genero Derxia

O genero Derxia pertence a classe [beta]-proteobacteria e a familia Alcaligenaceae e possui apenas uma especie descrita a D. gummosa (Jensen et al., 1960). Esta especie foi isolada em solos da India sendo mais tarde isolada em outras regioes tal como o Brasil (Campelo & Dobereirner, 1970).

Os trabalhos realizados com Derxia sao escassos, sendo que pouco se conhece sobre a ecologia desta bacteria. No entanto a falta quase completa de informacoes sobre esta especie nao deve ser devida a dificuldades na identificacao, pois esta bacteria e facilmente identificada, mas sim por falta de metodos adequados para o isolamento (Campelo & Dobereiner, 1970).

Bacterias do genero Derxia, foram isolados de raizes de Oriza perenne cultivados em solos de varzea na regiao Amazonica (Magalhaes, 1981) e ainda em arroz e outras plantas em solos geralmente alagados e ricos em materia organica (Dobereiner et al., 1995). Tem-se que este genero e condicionado a umidade abundante no solo e que o tipo de cobertura vegetal pouco ou nada influiu na ocorrencia deste genero (Campelo & Dobereiner, 1970).

Genero Azospirillum

Dentre as bacterias diazotroficas, os do genero Azospirillum, descrito por Tarrand et al. (1978), sao constituidos de microrganismos procariotos, denominados por alguns autores Eubacteria (bacterias verdadeiras), mas precisamente situados no Dominio Bacteria na subdivisao a-Proteobacteria, no qual se encontram a maioria das bacterias gramnegativas formato vibrio e/ou espirilo. Sao bacterias diazotroficas associativas endofiticas, mas que podem sobreviver no solo na forma de cistos. O genero atualmente possui quatorze especies identificadas: A. lipoferum e A. brasilense (Tarrand et al., 1978); A. amazonense (Magalhaes et al., 1983); A. halopraeferens (Reinhold et al., 1987); A. irakense (Khammas et al., 1989); A. largomobile (Dekhil et al., 1997); A. doebereinerae (Eckert et al., 2001); A. oryzae (Xie & Yokota, 2005); A. melinis (Peng et al., 2006); A. canadense (Mehnaz et al., 2007a); A. zeae (Mehnaz et al., 2007b); A. rugosum (Young et al., 2008); A. picis (Lin et al., 2009) e A. thiophilum (Lavrinenko et al., 2010). A nomenclatura de A. largomobile foi corrigida por Sly & Stackebrandt (1999) para A. largomobile. Estas bacterias sao preferencialmente microaerofilicas e sao moveis em meio de cultivo, possuindo flagelo polar bem desenvolvido quando sao crescidos em meio liquido. Quando sao crescidos em meio semi-solido, A. brasilense, A. lipoferum, A. irakense e A. largimobile, alem do flagelo, polar desenvolvem flagelos laterais adicionais (Tarrand et al., 1978; Khammas et al., 1989; Dekhil et al., 1997). A. amazonense, A. halopraeferens, A. doebereinerae e A. oryzae apresentam flagelo monopolar (Magalhaes et al., 1983; Reinhold et al., 1987; Eckert et al., 2001; Xie & Yokota, 2005). Celulas de Azospirillum podem apresentar pleomorfismo (Olubayi et al., 1998), tanto em meio de cultura (Eckert et al., 2001), quanto no solo na presenca de fatores estressantes (Bashan, 1991). Estas se proliferam em condicoes aerobicas, mas sao preferencialmente microaerofilos na presenca ou ausencia de [N.sub.2] no meio, onde sao muito moveis. A. brasilense, A. lipoferum A. largomobile e A. irakense apresentam uma combinacao tipica de flagelos: um flagelo polar desenvolvido quando as bacterias sao crescidas em meio liquido e varios flagelos laterais adicionais, quando cultivadas em meio semi-solido. A. halopraeferens, A. amazonense e A. doebereinerae somente apresentam flagelo polar (Magalhaes et al., 1983; Reinhold et al., 1987; Eckert et al., 2001).

Bacterias deste genero tem sido encontradas em associacao com plantas monocotiledoneas e dicotiledoneas (Magalhaes & Dobereiner, 1984; Lange & Moreira, 2002), apresentando uma distribuicao ecologica ampla (Dobereiner & Pedrosa, 1987). Uma consequencia dessa versatilidade e a baixa especificidade em relacao a planta hospedeira e as diversas vias metabolicas alternativas que permitem o microrganismo utilizar uma variedade de acidos organicos e aromaticos (Victoria & Lovell, 1994), acucares e aminoacidos disponiveis na rizosfera (Hartmann & Zimeer, 1994). No solo, as bacterias do genero Azospirillum podem ser encontradas no mucigel presente na rizosfera de plantas, caracterizando uma colonizacao externa das raizes. Na colonizacao interna, as celulas de Azospirillum podem penetrar nos espacos intercelulares de raizes e la se alojarem (Bashan & Levanony, 1990; Baldani et al., 1996). A especie Azospirillum amazonense (Magalhaes et al., 1983) tem sido isolada de cereais, forrageiras e pupunheira no Brasil (Magalhaes, et al., 1983; Magalhaes & Dobereiner, 1984; Baldani et al., 1997). A especie A. irakense tem sido isolada de raizes de arroz na regiao subtropical do Iraque (Khammas et al., 1989). A. halopraeferens tem sido isolado da graminea Kallar grass (Leptochloa fusca L.) que cresce em solos salino-sodicos no Paquistao (Reinhold et al., 1987). Ja A. largomobile tem ocorrencia restrita em areas de um lago na Australia (Dekhil et al., 1997). A. doebereinerae foi isolada de raizes da graminea do genero Miscanthus, cultivada na Alemanha (Eckert et al., 2001). A. oryzae isolada de arroz (Oryza sativa) no Japao, possui celulas em forma de espirilo ou vibrio, moveis (Xie & Yokota, 2005). A. melinis foi isolada de capim gordura (Melinis minutiflora Beauv.) na China, promovendo o crescimento da planta e aumentando sua tolerancia a acidez do solo (Peng et aL., 2006). Ja A. canadense e A. zeae foram ambas isoladas da rizosfera de milho no Canada (Mehnaz et al., 2007a; Mehnaz et al., 2007b). Outras duas especies nao foram isoladas da rizosfera ou de tecidos vegetais, mas de solo contaminado com oleo A. rugosum (Young et al., 2008) e manancial de sulfeto na Russia A. thiophilum (Lavrinenko et al., 2010), mas ambos sao fixadores de nitrogenio.

Tem sido verificado que a sobrevivencia do genero Azospirillum no solo, na ausencia das plantas hospedeiras, esta relacionada a varios mecanismos fisiologicos de protecao. Tais mecanismospermitemclassificar osrepresentantes deste genero em bacterias rizocompetentes (Bashan & Levanony, 1990; Del Gallo & Fendrik, 1994), dentre eles: producao de melanina, poli-[beta]-hidroxibutirato (PHB) e polissacarideos (Del Gallo & Fendrik, 1994), formacao de cistos (agregados celulares) e mudanca na forma da celula. Segundo trabalho realizado por Bashan (1991), em plantas de sorgo que nao foram submetidas ao estresse hidrico, Azospirillum ocorria na forma vibrio, enquanto nas plantas que foram submetidas ao estresse, eles ocorriam na forma cistica, preferencialmente. Quando as condicoes de estresse foram removidas, as celulas bacterianas reverteram-se para formas vibrio com um concomitante crescimento da populacao. Aparentemente, a forma cistica e a resposta da bacteria ao estresse hidrico na rizosfera.

Genero Herbaspirillum

O genero Herbaspirillum e composto atualmente de dez especies: H. seropedicae (Baldani et al., 1986); H. rubrisulbalbicans (Baldani et al., 1996); H. frisingense (Kirchhof et al., 2001); H. lusitanum (Valverde et al., 2003); H. chlorophenolicum (Im et al., 2004); H. huttiense subsp. huttiense, (Ding & Yokota, 2004); H. hiltneri (Rothballer et al., 2006); H. rhizosphaerae (Jung et al., 2007), H. huttiense subsp. putei, H. autotrophicum e H. aquaticum (Dobritsa et al., 2010). As especies estao incluidas como um grupo na subdivisao [beta]-Proteobacteria e sao Gram-negativas. Dependendo da estirpe e da variedade de arroz, algumas especies de Herbaspirillum podem fixar de 19 a 54% do nitrogenio requerido por esta cultura (Kennedy et al., 2004). A especie H. chlorophenolicum nao fixa nitrogenio e nao esta associada a plantas (Im et al., 2004).

Inicialmente H. seropedicae foi considerada uma nova especie de Azospirillum por ter apresentado caracteristicas de crescimento em meio de cultura semi-solido (sem N) similares a esse genero. Entretanto, apos analise do 16s rRNA foi evidenciado que se tratava de um novo genero de bacteria diazotrofica (Baldani et al., 1986). Posteriormente, Baldani et al. (1996) reclassificaram Pseudomonas rubrisulbalbicans, primeiramente descrita como agente causadora da estria mosqueada em variedades sensiveis de cana-de-acucar, em H. rubrisulbalbicans. As tres especies foram incluidas como um grupo na subdivisao [beta]-Proteobacteria, junto com Orolobacter formigenes como demonstrado por Sievers et al. (1998). As celulas deste genero sao gram-negativas contendo granulos de poli-[beta]-hidroxibutirato (PHB), formato espirillum, moveis e com presenca de 1-3 flagelos unipolares na especie H. frisingense, de 1-3 flagelos bipolares na especie H. seropedicae e varios flagelos bipolares na especie H. rubrisulbalbicans.

O genero Herbaspirillum tem sua ocorrencia um pouco mais restrita do que as demais especies de diazotroficos atualmente conhecidas.H.seropedicaeisoladaprimeiramente por Baldani et al. (1986), em associacao com raizes de arroz (Oryza sativa), milho (Zea mays) e sorgo (Sorghum bicolor), apresenta baixa sobrevivencia em solo sem cultivo (Baldani et al., 1992). Essa especie tem sido isolada de varios membros da familia Gramineae sendo encontrada colonizando raizes, caule e parte aerea de arroz e milho (Olivares et al., 1996). A especie H. frisingense (Kirchhof et al., 2001) e encontrada nas plantas C4: Spartina pectinata; Miscanthus sinensis; Miscantus sacchariflorus e Pennisetum purpureum. Demais representantes do genero Herbaspirillum tambem tem sido isolados de bananeiras e abacaxizeiros no Brasil (Weber et al., 2000) e alguns dos isolados obtidos apresentaram caracteristicas diferenciais das especies conhecidas (Cruz et al., 2001).

Os representantes do genero Herbaspirillum sao considerados bacterias endofiticas obrigatorias e apresentam baixa sobrevivencia no solo (Baldani et al., 1996), no entanto uma nova especie H. rhizosphaerae foi isolada na rizosfera de Allium victorialis var. platyphyllum (Jung et al., 2007). Herbaspirillum spp. sao capazes de colonizar nichos especificos no interior dos tecidos vegetais, podendo transferir mais eficientemente para planta os compostos nitrogenados produzidos e ainda nao sofrerem limitacoes de substancias ricas em carbono (Olivares et al., 1997). Por isto, encontram-se livres da competicao com outros microrganismos edaficos.

Genero Burkholderia

Bacterias do genero Burkholderia foram descritas, pela primeira vez, por Burkholder (1950) como um patogeno vegetal associado ao apodrecimento dos bulbos de cebola. No entanto, o genero so foi criado em 1992, por Yabuuchi et al., com base em caracteristicas fenotipicas, composicao de acidos graxos, homologia DNA-DNA e sequenciamento do gene 16S rDNA, de sete especies ate entao consideradas como pertencentes ao genero Pseudomonas, que foram, entao, transferidas para o novo genero. O genero Burkholderia pertence a classe p-proteobacteria. Sao bacterias gram-negativos em forma de bastonetes moveis, com tres a varios flagelos. Atualmente, o genero Burkholderia tem 62 especies descritas (http://www.bacterio.cict.fr/b/burkholderia.html) com grande diversidade funcional. Esta alta diversidade pode ser resultante da organizacao e do tamanho do seu genoma. O genoma de diferentes estirpes de B. cepacia possui de dois a quatro cromossomos de diferentes tamanhos e contem um grande numero de sequencias de insercao (Lessie et al., 1996). Este numero elevado de sequencias de insercao pode ter um papel importante na habilidade desta bacteria de se adaptar a diferentes ambientes por meio de transferencia genetica e mutacao (Tabacchioni et al., 2002). As especies contidas neste genero podem ser patogenos humanos, animais e vegetais (Burkholder, 1950; Isles et al., 1984; Whitlock et al., 2007), promotores do crescimento vegetal (Tran Van et al., 2000; Peix t al., 2001) e degradadores de poluentes (Nelson et al., 1987; Fries et al., 1997; Radway et al., 1998; Zhang et al., 2000). Diversas especies do genero Burkholderia tambem sao capazes de fixar nitrogenio atmosferico em simbose, vida livre ou em associacoes com vegetais como descritas a seguir:

A primeira especie diazotrofica descrita foi B. vietnamiensis (Gillis et al., 1995). Esta bacteria foi isolada da rizosfera de plantas de arroz cultivado no Vietna. Analises de caracteristicas fenotipicas e genotipicas mostraram que os isolados fixadores de nitrogenio oriundos de plantas de arroz formaram um grupo distinto, juntamente com dois isolados de origem clinica. Estes foram entao descritos como B. vietnamiensis e todos foram capazes de fixar nitrogenio atmosferico.

A especie B. kururiensis foi isolada de amostras de um aquifero poluido com tricloroetileno (TCE), no Japao (Zhang et al., 2000) e a capacidade de fixar nitrogenio foi descrita posteriormente (Estrada-de-los-Santos et al., 2001).

B. tropica foi isolada da rizosfera e tambem de tecidos de plantas de cana-deacucar, milho e teosinte, no Brasil, no Mexico e na Africa do Sul (Reis et al., 2004). B. unamae foi isolada da rizosfera, rizoplano e tecidos de plantas de milho, cana-de-acucar e cafe cultivadas no Mexico (Caballero-Mellado et al., 2004). B. xenovorans possui alta capacidade de degradar compostos de bifenilpoliclorados (PCB) (Goris et al., 2004), mas tambem e conhecida como diazotrofica (Estrada-de-los-Santos et al., 2001; Caballero-Mellado et al., 2007). Novas estirpes isoladas da rizosfera, raizes e folhas de milho de cana-de-acucar cultivado no Brasil, capazes de fixar nitrogenio atmosferico, foram identificadas como B. silvatlantica (Perin et al., 2006). B. terrae e B. ginsengisoli tambem sao especies fixadoras de nitrogenio, tendo sido isoladas de solo de floresta e campo de ginseng, respectivamente, na Coreia do Sul (Yang et al., 2006; Kim et al., 2006). Ja B. heleia foi isolada da planta aquatica (Eleocharis dulcis) (Aizawa et al., 2010).

Minerdi et al. (2001) demonstraram a existencia de especies de Burkholderia ocorrendo em endossimbiose com o fungo micorrizico Gigaspora margarita, possuindo genes nif que se expressavam durante a germinacao do esporo. Estes autores relatam que em sistemas naturais, fungos micorrizicos capazes de fixar nitrogenio atraves da associacao combacteriasdiazotroficas poderiam se tornar otimos biofertilizantes.

Bacterias diazotroficas microaerofilicas, como as do genero Burkholderia, tem sido isoladas de tecidos de gramineas (Baldani, 1996), mandioca (Balota et al., 1999), fruteiras (Weber et al., 2000; Weber et al., 2001), milho (Di Cello et al., 1997), cafe (Santos, et al., 2001), cana-de-acucar e arroz (Baldani et al., 1995), em ecossistemas amazonicos (Moreira et al., 2002). Segundo Baldani et al. (1995) quando foram inoculadas numa mistura com H. seropedicae em plantas de arroz foram responsaveis por 19 a 35% do N acumulado na planta via FBN.

Tambem foram encontrados isolados de Burkholderia capazes de nodular leguminosas (Achouak et al., 1999; Moulin et al., 2001; Moreira et al., 2002; Vandamme et al., 2002; Vermis et al., 2004; Rasolomampianina et al., 2005; Chen et al., 2006, 2007, 2008).

O genero Burkholderia, tambem tem sido estudado quanto a sua capacidade de degradacao de poluentes, devido a sua grande diversidade de utilizacao de fontes de carbono. Alem da especie B. kururiensis, que utiliza como unica fonte de carbono o fenol (Zhang et al., 2000), a especie B. cepacia G4 tem recebido especial atencao pela sua capacidade de degradar compostos como hidrocarbonetos aromaticos e solventes clorados (Radway et al., 1998). O TCE e degradado por B. cepacia G4 cometabolicamente utilizando tolueno ou outro composto aromatico como unica fonte de carbono (Nelson et al., 1987). Fries et al. (1997) verificou que a degradacao de TCE por uma populacao nativa de um aquifero contaminado com TCE foi de moderadamente eficiente a nao eficiente, e que o sucesso dessa degradacao foi limitado pela presenca de tolueno e fenol como fontes de carbono. A oxidacao do tolueno e realizada pela enzima tolueno monooxigenase (TomA), que tambem e a enzima responsavel pela degradacao do TCE (Mars et al., 1996). O gene que codifica para a formacao do tolueno monooxigenase esta localizado no plasmideo e e conhecido como pTOM. Assim, essas bacterias possuem um potencial para futuros trabalhos com biorremediacao de areas contaminadas, o que tem despertado o interesse dos pesquisadores.

A grande limitacao da utilizacao de especies deste genero e devido a existencia de especies intimamente relacionadas formando o chamado complexo Burkholderia cepacia, nas quais sao comumente associadas a fibrose cistica, uma condicao genetica que predispoe os portadores a infeccoes cronicas repetidas do trato respiratorio. No entanto, das especies de Burkholderia capazes de fixar nitrogenio somente a B. vietnamiensis constitui um membro do complexo cepacia. Apesar das especies de Burkholderia diazotroficas (eg. B. unamae, B. xenovorons, B. tropica e B. silvatlantica, estarem estreitamente relacionadas, as mesmas apresentam-se filogeneticamente distintas das especies que constituem o complexo cepacia (Caballero-Mellado et al., 2007).

Genero Gluconacetobacter

O genero Gluconacetobacter (Yamada et al., 1998) pertence a classe das a-proteobacterias. Possui caracteristicas endofiticas e compreende hoje 16 especies descritas sendo 4 destas capazes de fixar nitrogenio. A G. diazotrophicus e uma bacteria fixadora de nitrogenio pertencente ao grupo das bacterias do acido acetico, foi isolada da cana de acucar (Cavalcante & Dobereiner, 1988). G. diazotrphicus ainda foi isoladas em culturas de abacaxi (Tapia-Hernadez et al., 2000) e banana (Muthukumarasamy et al., 2002). Estudos indicam que em algumas variedades de cana a contribuicao da FBN pode ser de ate 60% (Urquiaga et al., 1992). Atribui-se esta capacidade de fixacao a especie G. diazotrophicus. No entanto como outras especies fixadoras tambem estao presentes, esta afirmativa deve der considerada com ressalvas. Gluconoacetobater sp. tambem tem sido encontrada em arroz silvestre na India, que alem da capacidade de fixar nitrogenio, solubilizou fosfatos inorganicos (Loganathan & Nair, 2003). Alem de G. diazotrophicus, outras duas especies foram identificadas como fixadoras G. johannae e G. azotocaptans isoladas de plantas de cafe (Coffea arabica L.) (Fuentes-Ramirez et al., 2001). A mais recente descoberta de uma nova especie capaz de fixar nitrogenio para este genero foi a G. kombuchae (Dutta & Gachhiu, 2007) isoladas do Kombucha, um cha fermentado que contem a associacao de bacterias com leveduras.

Genero Azoarcus

Pertencente a classe das [beta]-proteobacteria e a familia Rhodocyclaceae o genero Azoarcus (Reinhold-Hurek et al., 1993) compreende 7 especies: Azoarcus communis e Azoarcus indigens (Reinhold-Hurek et al., 1993), Azoarcus evansii (Anders et al., 1995), Azoarcus tolulyticus (Zhou et al., 1995), Azoarcus anaerobius (Springer et al., 1998), Azoarcus toluclasticus e Azoarcus toluvorans (Song et al., 1999). Destas, duas sao capazes de fixar nitrogenio: A. indigens e A. communis. Sao consideradas endofiticas obrigatorias, uma vez que sua ocorrencia e praticamente restrita aos tecidos vegetais. Estas duas especies foram isoladas da raiz da graminea Kallar (Leptochloa fusca(L.)Kunch.) uma especie amplamente distribuida nos tropicos alem de ser tolerante a salinidade e condicoes de alagamento (Reinhold-Hurek et al. 1993).

A aplicacao da analise filogenetica de DNA em amostras ambientais demonstrou novos habitats para Azoarcus: nos intestinos dos cupins e em arroz cultivados no Japao (Hurek et al., 1997). Este foi o primeiro relato de ocorrencia de Azoarcus spp. em outra especie sem ser em Leptochloa fusca. A relevancia apontada pelos autores sobre este achado reside no interesse potencial do uso de bacterias diazotroficas como Azoarcus para o desenvolvimento sustentavel da agricultura.

Generos Bacillus e Paenibacillus

Pertencentes a classe Bacilli os generos Bacillus e Paenibacillus podem ser facilmente isoladas do solo e da rizosfera de varias plantas (Seldin et al., 1998). Porem a significancia ecologica da diversidade genetica e fenotipica de especies reconhecidas de Bacillus e generos relacionadas ainda permanece um grande misterio (Gardener, 2004) e muito pouco tem sido feito para indicar quais sao as especies mais comumente isoladas.

Especies de Paenibacillus tem sido isolados de uma grande varidade de fontes incluindo, solo, agua, rizosfera de plantas, raizes de arvores, materiais vegetais, alimentos, forragem, fezes e larvas de insetos (Daane et al., 2002).

Varias especies descritas como bacilos fixadores de nitrogenio pertencem ao genero Paenibacillus, tais como, P. polymyxa (Grau & Wilson, 1962), P. peroiae (Montefusco et al., 1993), P. durus (Collins et al., 1994), P. borealis (Elo et al., 2001) P. graminis e P. odorifer (Berge et al., 2002) P. brasiliensis (von der Weid et al., 2002), P. massiliensis (Roux & Raoult, 2004), P. wynnii (Rodriguez-Diaz et al., 2005), P. sabinae (Ma et al., 2007a ), P. zanthoxyli (Ma et al., 2007b), P. donghaensis (Choi et al., 2008) e P. forsythiae (Ma & Chen, 2008).

Em relacao as bacterias pertencentes ao genero Bacillus, Xie et al. (1998) detectaram atividade da enzima nitrogenase nas especies B. megaterium, B. cereus, B. licheniformis, B. pumilus, B. circulans, B. brevis, B. firmus e B.subtilis. Alem destes B. marisflavi (Ding et al., 2005), e B. alkalidiazotrophicus (Sorokin et al., 2008).

Alem da FBN muitas especies de Bacillus e Paenibacillus podem contribuir para a saude das plantas de varias maneiras, sendo que inumeros isolados destes generos tem sido utilizados como agentes de controle biologico de fitopatogenos (Siddiqui & Mahmood, 1999; Lacey et al., 2001).

Outros generos de diazotroficos associativos

Diversos generos pertencentes a Enterobacteriaceae isolados do solo sao diazotroficos. Uma ideia especulativa considera que o longo uso de residuos de animais na agricultura tenha desenvolvido uma flora bem adaptada para animal-solo-ciclo nutricional na rizosfera de plantas (Kennedy et al., 2004). Alguns exemplos de diazotroficos entericos com atividade de rizobacterias promotoras do crescimento de plantas (RPCP) sao Klebsiella, Enterobacter, Citrobacter, Pantoea e Serratia.

O genero Klebsiella descrito por Trevisan (1885), pertence a classe gammaproteobacteria. Sao bacterias gram-negativas nao-moveis, capsuladas, da familia Enterobacteriaceae. Ate o presente momento estao descritas12 especies. De maneira geral este genero possui dois habitats comuns: no ambiente, como na superficie de aguas, solo e plantas, e em superficie mucosa de mamiferos como humanos, cavalos ou suinos (Podschun & Ullmann, 1998). A maioria das especies do genero Klebsiella sao de grande interesse na area medica, hoje no Brasil a atencao esta voltada para a superbacteria conhecida como KPC siglas de Klebsiella pneumoniae carbapenemase a qual ja causou segundo dados da vigilancia sanitaria (Anvisa) 24 mortes em Sao Paulo, 18 no Distrito Federal e uma em Recife desde o final de 2009 (http://g1.globo.com/brasil/noticia/2010/10/casos-dasuperbacteria-desde- 2009.html).

Das 12 especies pertencentes a este genero podemos destacar as K. pneumoniae, K. oxytoca, K. variicola e K. planticola, K terrigena como capazes de fixar nitrogenio (Barraquio et al., 1983). Foi em K. pneumoniae que o genes nif foram descritos pela primeira vez (Dixon et al., 1980). Os genes nif sao requeridos para a estrutura, biossintese e regulacao da nitrogenase e, portanto encontrados em todos os diazotroficos. Alem da fixacao biologica do nitrogenio, tambem foi verificado que especies de Klebsiella tambem sintetizam fitormonios como o acido indol acetico (AIA), promovendo um maior desenvolvimento radicular na cultura do arroz (El-Khawas & Adachi, 1999). As especies K. planticola (Bagley et al., 1981) e K. terrigena (Izard et al., 1981) sendo atualmente classificadas como pertencente ao genero Raoultella, sendo R. planticola e R. terrigena (Drancourt et al., 2001).

Os generos Enterobacter e Pantoea tem sido isolados de uma ampla variedade de culturas, tanto epifitos como endofiticos (Asis & Adachi, 2003). Fernandes et al. (2001), utilizando os meios semi-solidos JNFb e NFb para quantificar, isolar e identificar bacterias diazotroficas existentes nas raizes e folhas de coqueiro, verificaram que dos 20 isolados obtidos, 13 foram pertencentes ao genero Enterobacter, sendo que nove foram E. cloacae. Todos os isolados obtidos neste experimento foram capazes de fixar nitrogenio atmosferico. Kampfer et al. (2005) propuseram uma nova especie do genero Enterobacter, E. radicincitans, capaz de produzir fitormonios e fixar nitrogenio atmosferico. Enterobacter oryzae uma especie diazotrofica isolada da superficie de raizes de arroz selvagem Oryza latifolia (Peng et al., 2009). Asis & Adachi (2003) isolaram do caule de batata doce, no Japao, o endofitico nao diazotrofico Enterobacter asburiae e o diazotrofico Pantoae agglomerans. O isolamento de Pantoea agglomerans apresentou atividade da nitrogenase e pode estar contribuindo para a fixacao biologica de nitrogenio na cultura de batata doce japonesa, mas a magnitude da contribuicao de E. asburiae necessita de estudos futuros.

Outra especie pertencente a familia Enterobacteriaceae e a Serratia marcescens. Experimentos de inoculacao com Serratia marcescens em solo nao esteril, em casa de vegetacao, mostrou que esta bacteria pode ser facilmente introduzida junto a plantas de arroz atraves da sua inoculacao em sementes ou raizes antes do plantio, demonstrando reducao do acetileno apos a colonizacao (Gyaneshwar et al., 2001). Alem disso, o genero Serratia apresenta especies que produzem biosurfactantes que podem ser utilizados para biorremediacao de aguas e solos isto porque, os biossurfactantes aumentam a interacao superficial agua/oleo que acelera a degradacao de varios oleos por microrganismos (Urum & Pekdemir, 2004). Esta especie tambem e um patogeno oportunista para humanos, causando muitas infeccoes nosocomiais (Grimont & Grimont, 1978, citado por Matsuyama et al., 1995). Tripathi et al. (2002), atraves da caracterizacao molecular da comunidade bacteriana tolerante a salinidade na rizosfera de arroz, utilizando ARDRA, RAPD e sequenciamento do rDNA 16S, encontraram quatro grupos representativos, sendo que um deles, no sequenciamento, apresentou 97% de similaridade com Serratia marcescens. Esta especie tambem tem sido encontrada em algodao e milho doce (McInroy & Kloepper, 1995).

Metodos de deteccao dos diazotroficos associativos

As bacterias fixadoras de [N.sub.2] noduliferas em especies de Leguminosae (BFNNL) ocorrem em populacoes praticamente puras no interior de nodulos intactos e por isso, o primeiro passo para seu isolamento bem sucedido consiste de uma desinfestacao superficial dos nodulos para eliminacao de outros organismos do solo que estavam aderidos a esta superficie. Em seguida, uma massa do interior dos nodulos onde estao as BFNNL e repicada para um meio de cultura complexo e rico em nitrogenio onde as BFNNL crescerao em culturas puras se a desinfestacao superficial foi bem sucedida, se o nodulo estava realmente intacto (ou seja, sem qualquer dano fisico que pudesse ter proporcionado a entrada de outros organismos) e se as condicoes de assepsia geral no procedimento foram rigorosamente seguidas.

Como as bacterias associativas nao formam estruturas como os nodulos, onde estariam em populacoes isoladas de outros organismos, ao contrario, estao dispersas no solo e na ecto e/ou na endorizosfera junto com outros organismos, e necessario o uso de meios seletivos que permitam o isolamento de diazotroficos a partir de comunidades com alta diversidade de especies como as que ocorrem no ambiente edafico. A principal caracteristica seletiva destes meios e a ausencia de N na forma combinada (cations, anions, aminoacidos, proteinas, etc.) uma vez que so os diazotroficos conseguem utilizar o [N.sub.2] do ar. No entanto, a medida que os fixadores crescem, pode ocorrer aumento do teor de nitrogenio na forma combinada devido a excrecao de N fixado no meio. Deve se considerar tambem que a propria fonte de inoculo, seja solo ou pedacos de raizes, tem pequenas quantidades de N combinado. Isto permitira o crescimento de especies nao fixadoras de [N.sub.2]. Por isso, e importante que o isolamento seja feito logo no inicio do crescimento, onde em principio o crescimento dos diazotroficos e favorecido. A disponibilidade de [O.sub.2] no meio e outra caracteristica importante, uma vez que os diazotroficos associativos aerobios tem diferentes estrategias para proteger a nitrogenase do [O.sub.2] que pode danifica-la irreversivelmente. Ha especies que protegem o sitio com quantidades significativas de exopolissacarideos ou pelo aumento da taxa de respiracao como as dos generos Azotobacter, Derxia e Beijerinckia e por isso podem ser isoladas me meios de cultura solidos (em placas) ou liquidos (eg. LG-Lipman, 1904; meio de Becking (1961). Outras sao microaerofilicas e so crescem em concentracoes reduzidas de [O.sub.2]. Neste ultimo caso, meios de consistencia semi-solida (como uma gelatina) propiciam um gradiente de difusao de [O.sub.2] adequado para que as populacoes se situem em sitios onde a concentracao e suficiente para respiracao de uma determinada densidade de organismos, sem excessos que possam danificar a enzima. A medida que as bacterias se multiplicam e a densidade aumenta, o maior consumo de [O.sub.2] leva a pelicula a se mover em direcao a superficie onde concentracoes maiores de [O.sub.2] estao disponiveis. Outras caracteristicas do meio dizem respeito as condicoes fisico quimicas otimas para o crescimento de especie (s) alvo (s) como pH, fonte de carbono, temperatura, etc. Estas podem ser ajustadas no meio, apos testes verificando as condicoes otimas de crescimento para determinada especie alvo, de modo a favorecer seu crescimento em detrimento de especies contaminantes, ou seja, indesejaveis. Os meios mais usados para deteccao de diazotroficos sao os de consistencia semi-solida, por seu custo reduzido, facilidade de manuseio e facil constatacao do crescimento pela pelicula caracteristica proxima a superficie do meio. Meios semi-solidos que favorecem o crescimento de determinadas especies sao NFb (Azospirillum brasilense e A. lipoferum) (Okon et al., 1977), NFb mod. e Fam (Azospirillum amazonense) (Magalhaes et al., 1979; Magalhaes et al., 1983; Magalhaes & Dobereiner, 1984), LGI (Azospirillum amazonense)(Magalhaes et al., 1983) , JNFB (Dobereiner et al., 1995). No entanto, deve se levar em consideracao que estes meios embora favorecam determinadas especies permitem o crescimento de outras especies fixadoras (Magalhaes & Dobereiner, 1984; Nobrega et al., 2004).

Efeito das alteracoes no ecossistema sobre os diazotroficos associativos

Bacterias diazotroficas tem sido detectadas em rizosfera de plantas em densidades de ate 107/g (Magalhaes et al., 1979). Modificacoes significativas nas propriedades fisico quimicas do solo causadas pelos os diversos usos seja por adicao ou remocao de elementos e/ou praticas de cultivo poderao causar alteracoes na comunidade microbiana (Moreira & Siqueira, 2006). Diante disto diversos fatores afetam os organismos do solo, tornando suas populacoes extremamente variaveis, sendo dependentes do tipo de solo, da vegetacao e das condicoes climaticas, podendo ser encontradas grandes variacoes entre ecossistemas distintos na mesma regiao ou mesmo de distintas regioes geograficas. A Tabela 2 resume dados de alguns trabalhos realizados nos ultimos anos que demonstram como a variacao da vegetacao influencia na densidade de bacterias diazotroficas.

Melloni et al. (2004) avaliaram a densidade e diversidade de bacterias diazotroficas endofiticas em areas em reabilitacao apos algumas decadas de mineracao de bauxita. As areas foram submetidas a diversos processos de reabilitacao com diferentes tipos de vegetacao: gramineas, leguminosas herbaceas, bracatinga, especies arboreas nativas e Eucalyptus saligna. A densidade da populacao de diazotroficos associativos foi estimada atraves do numero mais provavel, o isolamento foi realizado nos meios JNFb (Herbaspirillum spp.), NFb (Azospirillum spp.), Fam (Azospirillum amazonense) e a caracterizacao cultural dos isolados, realizada em meio batata. Os autores verificaram que o tipo de vegetacao afetou a densidade dos diazotroficos, a qual foi baixa em todas as areas em reabilitacao se comparada aos sistemas agricolas; porem, houve grande diversidade fenotipica cultural entre os isolados obtidos. Nobrega et al. (2004) avaliaram a diversidade fenotipica cultural em meio GNA, a morfologia celular, a tolerancia ao cloreto de sodio e a analise de proteinas totais pela tecnica de SDS-PAGE de 72 isolados obtidos em areas em reabilitacao de mineracao de bauxita, isolados nos meios NFb, JNFb e Fam. Os autores encontraram uma grande diversidade fenotipica entre os microrganismos obtidos, com alta dissimilaridade em relacao as especies descritas, sugerindo novas especies. Houve uma correlacao entre os grupos formados pelo perfil proteico total e a caracterizacao morfologica celular. Os meios de cultivo Fam e JNFb, considerados especificos para A. amazonense e Herbaspirillum spp., tambem permitiram o isolamento de outras especies. Em ambos os trabalhos, a alta diversidade fenotipica, segundo os autores, pode estar relacionada a resiliencia das especies no solo retirado para a mineracao, e que foi utilizado para a reabilitacao das areas, ou a entrada destas especies atraves das sementes da vegetacao utilizada no processo de recuperacao.

Em estudo realizado utilizando os meios NFb, Fam e LGI para quantificar e isolar diazotroficos de diferentes sistemas de uso da terra na Amazonia, verificou-se que a densidade em meio NFb foi maior nos sistemas de uso da terra agricultura e agrofloresta. Nos meios LGI e Fam a densidade foi maior em pastagem (Silva, 2006). Foram obtidos isolados de diferentes grupos filogeneticos pertencentes aos generos Burkholderia (Betaproteobacteria), Enterobacter e Serratia (Gammaproteobacteria), e Bacillus (Firmicutes) (Silva, 2006). Os solos de pastagem foi o sistema de uso que capturou o maior numero de isolados, com predominancia de Burlholderia e Bacillus. Gammaproteobacteria foi isolada de todos os sistemas de uso, exceto de pastagem. Outro estudo na mesma regiao (Jesus et al., 2009) avaliando a estrutura e composicao da comunidade bacteriana atraves da clonagem e sequenciamento usando a tecnica T-RFLP (polimorfismo de fragmentos de restricao terminais) verificaram alteracoes na comunidade bacteriana relacionada ao sistema de uso do solo, provavelmente atraves dos atributos do solo, encontrando sequencias de Betaproteobacteria (Burkholderia) e Gammaproteobacteria principalmente em floresta primaria.

Em sitos contaminados por metal pesado Moreira et al. (2008) avaliaram a densidade de populacoesdebacteriasdiazotroficasassociativas e caracterizaram os isolados destas populacoes atraves da analise fenotipica (tolerancia aos metais pesados zinco e cadmio e a NaCl in vitro, perfis proteicos), e genotipica (sequenciamento de 16S rDNA), comparados as estirpes tipo das mesmas especies. As densidades foram avaliadas nos meios, Fam, NFb e LGI. Tanto as amostras de solo quanto as de raiz de sitios contaminados foram semelhantes aquelas relatadas na literatura para solos agricolas. Isolados de Azospirillum spp. de solos contaminados e estirpes tipo oriundas de solos nao contaminados variaram substancialmente com relacao a tolerancia a [Zn.sup.+2] e [Cd.sup.+2], sendo que Cd+2 mais toxico que [Zn.sup.+2]. A maioria dos isolados mais tolerantes a metais pesados tambem foi tolerante ao estresse salino, o que foi indicado por seu crescimento em meio solido suplementado com 30 g [L.sup.-1] de NaCI in vitro. Cinco isolados apresentaram alta dissimilaridade em perfis proteicos e o sequenciamento do gene 16S rDNA em dois deles revelou que apresentam novas sequencias de Azospirillum.

Os dados destas pesquisas realizadas evidenciam as alteracoes na comunidade microbiana em relacao ao manejo aplicado. No entanto e notavel como os diazotroficos associativos resistem a estas mudancas mesmo quando estas sao extremamente estressantes como em concentracoes elevadas de metais pesados.

Processos de promocao do crescimento vegetal por diazotroficos associativos: potencial de aplicacoes

Alem da capacidade de fixar nitrogenio, e de interesse que essas bacterias possuam outras caracteristicas importantes para o desenvolvimento vegetal, como solubilizar fosfatos inorganicos, sintetizar compostos que promovam o crescimento radicular ou que apresentem efeito antagonico contra fitopatogenos. Isso porque, alem da fixacao biologica de nitrogenio, as diazotroficas podem contribuir para o crescimento vegetal de outras culturas nao leguminosas e ate para leguminosas por meio desses processos. As bacterias que contribuem para o crescimento vegetal sao conhecidas como rizobacterias promotoras do crescimento vegetal (RPCV)--"plant growth-promoting rhizobacteria" (PGPB) (Kloepper & Schroth, 1978).

Azospirillum sao classificados como bacterias promotoras de crescimento das plantas (Okon, 1985), pois, muitas evidencias tem apontado para o efeito da colonizacao bacteriana beneficiando a planta, com producao de fitormonios (auxinas, giberelinas e citocininas) que estimulam seu crescimento (Reynders & Vlassak, 1979; Tien et al., 1979; Zimmer et al., 1988; Bottini et al., 1989). Um resumo dos efeitos beneficos dos Azospirillum para as plantas pode ser caracterizado como: estimulo ao aumento da densidade e comprimento dos pelos absorventes das raizes; incrementos na velocidade de aparecimento de raizes laterais e do volume de superficie radicular; alteracao da respiracao das raizes e das atividades de enzimas da via glicolitica e do ciclo dos acidos tricarboxilicos; producao de nitritos; aumento na absorcao de nutrientes e sinais moleculares que interferem no metabolismo das plantas (Okon & Labandera-Gonzales, 1994; Basha & Holguin, 1997). Alem dos efeitos hormonais, os Azospirillum ainda contribuem para a planta associada com nitrogenio fixado (Boddey et al., 1983; Riggs et al., 2001), possibilitando o aumento da disponibilidade desse ion no sistema radicular (ChristiansenWeniger & Vanderleyden, 1994). Dessa forma, segundo Bashan (1998), a inoculacao em diversas especies vegetais com esse microrganismo pode ser recomendada, pois, alem do incremento de producao, tal organismo nao causa doenca nas plantas. Efeitos positivos da co-inoculacao de Azospirillum e Rhizobium tambem tem sido relatados (Andreeva et al., 1993; Itzigsohn et al., 1993). O incremento de producao devido a dupla inoculacao das plantas pode ser atribuido a nodulacao precoce, aumento do numero de nodulos e estimulo ao desenvolvimento de raizes laterais (Volpin & Kapunik, 1994), ocasionados possivelmente pela producao de fitormonios pelo microrganismo os quais promovem a diferenciacao das celulas da epiderme dos pelos radiculares, proporcionando aumento no numero de potenciais sitios de infeccao rizobial (Yahalom et al., 1990). Segundo Okon & LabanderaGonzales (1994), resultados acumulados de 20 anos de pesquisa em todo mundo, utilizando inoculacoes com Azospirillum demonstram que cerca de 60 a 70% dos experimentos tem apresentado resultados significativos, indicando elevacao na producao das culturas na ordem de 5 a 30%.

Entretanto, a imprevisibilidade dos resultados de inoculacao tem limitado o uso comercial destes organismos como inoculantes na agricultura. Os possiveis fatores desta imprevisibilidade podem ser: a competitividade do inoculante com a populacao nativa de microrganismos, dificuldades na formulacao de inoculantes (manutencao da viabilidade, alto numero de celulas e estagio do crescimento), baixa sobrevivencia das estirpes inoculadas nos diferentes solos, agentes microbianos adversos, especificidade do inoculante, entre outros (Boddey & Dobereiner, 1988; Bashan & Holguin, 1997).

Didonet & Magalhaes (1993) avaliaram a inoculacao de Azospirillum em plantulas de trigo e verificaram a inducao do alongamento e ramificacao radicular e associaram com a capacidade de algumas estirpes de Azospirillum produzirem AIA (acido indolil 3-acetico) e nitrito, substancias estas capazes de promover o crescimento vegetal. A inoculacao de estirpes de Azospirillum brasiliense, 245 e JA04 nas formas de inoculantes com turfa em po e turfa granulada favoreceram o aumento da producao de graos de trigo em relacao a testemunha sem nitrogenio (Didonet et al., 1996).

Especies de Herbaspirillum tambem podem contribuir para o crescimento vegetal atraves de outros fatores, alem da FBN. Na especie H. seropedicae foi detectada a producao de AIA e giberelinas A1 e A3 (Bastian et al., 1998). Radwan et al. (2002) tambem constataram a producao de indois por estirpes de Herbaspirillum, incluindo H. rubrisubalbicans. No entanto, a sua contribuicao como RPCV e menor do que apresentada por outras bacterias.

Alemdisso,Herbaspirillumrubrisulbalbicans e H. seropedicae e outras bacterias endofiticas dentre elas: Gluconacetobacter diazotrophicus, Azospirillum amazonense, Burkholderia sp. foram isolados de cana de acucar (Urquiaga et al., 1992; Baldani et al., 1997; Yoneyama et al., 1997; James, 2000). No entanto, nao se tem a quantificacao exata da contribuicao individual da FBN desses microrganismos. Quando foram inoculados Gluconacetobacter diazotrophicus, Azospirillum amazonense e Burkholderia sp. a contribuicao foi menor que no tratamento que tinha a mistura das cinco especies citadas. A contribuicao da FBN para as variedades de canade-acucar foi de 30 % do N total acumulado nas plantas micropropagadas inoculadas, sugerindo que a combinacao das especies diazotroficas no inoculante foi a melhor estrategia para melhorar o processo de FBN na cana (Oliveira et al., 2002). Para outras especies vegetais como sorgo (Giller et al., 1986), milho (Boddey, 1987) e arroz (Baldani et al., 2000), a FBN proporcionou um acrescimo de 20 a 30% na aquisicao de N. Tais resultados demonstram a contribuicao das bacterias endofiticas em fornecer N para o metabolismo e proporcionar beneficios para o crescimento das plantas (James & Olivares, 1997). Tambem outros mecanismos como producao de fitormonios por esse genero (Bastian et al., 1998), a qual nao e tao efetiva em relacao a especie Azospirillum brasilense (Radwan et al., 2002), pode ser responsavel pela promocao do crescimento das plantas, resultando incrementos de producao das culturas no campo (Baldani et al., 2000).

O fosforo e um elemento essencial para plantas, no entanto, apenas 5% do fosfato total do solo estao disponiveis (Epstein, 1972). O fosforo se encontra no solo na forma organica (derivada de plantas e microrganismos) e inorganica (adicionado via fertilizantes). A adubacao com fosforo e uma pratica comum em solos agricolas, mas, a grande maioria do fosforo aplicado acaba se tornando indisponivel para as plantas, pois e rapidamente imobilizado por ions de ferro e aluminio em solos acidos e por ions de calcio em solos alcalinos. Muitos microrganismos tem a capacidade de solubilizar fosfatos precipitados com ferro, aluminio e calcio. Essa solubilizacao tem sido atribuida a liberacao de diversos acidos organicos. O acido gluconico foi o principal responsavel pela solubilizacao de trifosfato de calcio em uma estirpe de B. cepacia (Lin et al., 2006), mas outros acidos tambem foram detectados.

Sao poucos os experimentos realizados com diazotroficos solubilizadores de fosfato, e os resultados obtidos sao muitos diversos, variando de acordo com a planta ou a especie bacteriana. Estudos com Bacillus firmus (Datta et al., 1982) comprovaram o aumento na captacao do fosforo e na producao em lavouras de arroz, depois da inoculacao destas bacterias.

A producao de compostos de baixo massa molecular denominados de sideroforos, que atuam na quelatizacao de ions de ferro, tambem e conhecido por inibir o crescimento de alguns fungos fitopatogenicos (Compant et al., 2008), competindo por ferro onde este elemento e limitante. Em estirpes do complexo B. cepacia ha pelos menos quatro tipos de sideroforos que sao produzidos (Meyer et al., 1995; Barelmann et al., 1996).

A producao de fito-hormonios por estirpes de Burkholderia tambem pode atuar no crescimento vegetal. B. vietnamiensis promoveu o crescimento de plantas de arroz e esse acrescimo alem da fixacao biologica de nitrogenio tambem foi atribuido a producao de fito-hormonios (Tran Van et al., 2000). Estirpes de Burkholderia tambem podem auxiliar no crescimento vegetal mantendo baixos os niveis de etileno na planta por meio da acao da enzima ACC deaminase (Glick et al., 1998). Esta enzima foi detectada, primeiramente, em um isolado de Burkholderia obtido de nodulos de Mimosa pudica (Pandey et al., 2005) e, posteriormente, foi detectada em B. xenovorans, B. unamae e B. phytofirmans (Sessitsch et al., 2005; Caballero-Mellado et al., 2007). B. cepacia e B. vietnamiensis isolados da rizosfera de milho e arroz, respectivamente, tambem produziram acido indol acetico e promoveram o crescimento de plantas de pepino (Bevivino et al., 1994). No entanto, sao poucos os estudos quanto a producao de fito-hormonios por estipes de Burkholderia. Estirpes de diazotroficos de B. tropica, B. unamae, B. xenovorans e B. kururienses isoladas da rizosfera de plantas de tomate, no Mexico, apresentaram atividades envolvidas na biorremediacao (cresceram utilizando fenol, benzeno ou tolueno), producao de sideroforos e solubilizacao de fosfatos, o que pode ter grande potencial em aplicacoes agrobiotecnologicas (Caballero-Mellado et al., 2007). A estirpe SAOCV2 de B. cepacia promoveu o crescimento de plantas de feijao (P. vulgaris), o que foi atribuido a solubilizacao de fosforo, a atividade antifungica contra Fusarium e a promocao da nodulacao por rizobio (Peix et al., 2001). A inoculacao da estirpe de B. vietnamiensis TVV75 promoveu um acrescimo na producao de graos de arroz de 13% a 22%, em experimento realizado em condicoes de campo, no Vietna (Tran Van et al., 2000).

A producao de fito-hormonios como estimulantes do crescimento vegetal tambem sao promovidas por especies de Paenibacillus, sendo capazes de produzir e excretar citocininas (Timmusk et al., 1999) e auxinas principalmente o AIA (Lebuhn et al., 1997).

Devido ao potencial de contribuicao dos diazotroficos associativos no crescimento vegetal e ao sucesso da inoculacao de diazotroficos simbioticos em leguminosas, tem se buscado aplicar essa tecnologia de inoculantes e inoculacao para nao leguminosas. No Brasil, esta sendo testado uma mistura de cinco especies de diazotrofico (Gluconoacetobacter diazotrophicus, Herbaspirillum seropedicae, H.rubrisubalbicas, Azospirillum amazonense e Burkholderia tropica), um inoculante misto para cana de acucar e outras gramineas (Reis & Reis 2009). Nos proximos anos, este inoculante podera estar disponivel aos agricultores.

Atualmente, disponivel a produtores de trigo e milho o inoculante de Azospirillum brasilense lancado pela Universidade Federal do Parana e Embrapa Soja. Menciona-se que este inoculante e fruto de pe das raizes e, consequentemente, em maior squisas realizadas, nos ultimos 10 anos, que envolvem desde a selecao de varias estirpes da bacteria Azospirillum brasilense ate o desenvolvimento do produto que tem como finalidade realiizar o processo de fixacao biologica do nitrogenio e promover o crescimento das plantas, pela producao de diversos hormonios vegetais que resultam em um maior crescimento absorcao de agua e nutrientes. A adocao da tecnologia de inoculacao com Azospirillum, somente para a cultura do milho, pode resultar em uma economia estimada em U$1 bilhao por safra, considerando uma area cultivada de 13 milhoes de ha, com um rendimento medio de 3.200 kg/ha (http://www.embrapa.gov.br/embrapa/imprensa/noticias/2009/agosto/ 1asemana/embrapaepr-desenvolvem-primeiro-inoculante-para-milho-e-trigo).

Consideracoes Finais

Bacterias diazotroficas associativas podem contribuir para o crescimento vegetal, nao apenas pela FBN, mas tambem por outros processos. No entanto, sua interacao com plantas nao tem a mesma organizacao das simbioses o que acarreta em menor eficiencia da contribuicao dos processos que realizam, incluindo a FBN, e dificuldades no seu manejo, com respostas nem sempre previsiveis da inoculacao. Alem disso, varias especies ocorrem numa mesma planta, o que dificulta a identificacao de quais estao contribuindo mais efetivamente e em qual magnitude. A existencia de especificidade como a que ocorre nas rizobio com leguminosas ainda nao foi comprovada.

A maior parte dos estudos de bacterias diazotroficas associativas esta concentrada no genero Azospirillum, provavelmente por influencia das pesquisas realizadas por Johanna Dobereiner, no entanto como visto nesta revisao a grande diversidade destas bacterias vem sendo revelada e pouco ainda se conhece do potencial de aplicacoes de muitas especies ja descritas. Estudos que promovam este conhecimento devem ser estimulados visando nao so uma agricultura de baixo custo e de baixo impacto ambiental, como tambem o potencial biotecnologico que estas bacterias apresentam.

Identificar as condicoes de manejo que podem contribuir para a maximizacao dos processos que elas realizam e desafio da pesquisa atual.

Agradecimentos

A Fundacao ao Amparo a Pesquisa do Estado de Minas Gerais (FAPEMIG) (Processo CAG-BPD/00033-10), Coordenacao de Aperfeicoamento de Pessoal de Nivel Superior (Capes) e Conselho Nacional de Desenvolvimento Cientifico e Tecnologico (CNPq).

Recebido: 02 Novembro 2010 Aceito: 22 Novembro 2010

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(1) Metodo utilizado para quantificar a atividade da nitrogenase por meio da reducao do acetileno (Dilworth, 1966). A reducao de acetileno baseia-se na habilidade da enzima nitrogenase em reduzir outros substratos alem do [N.sub.2], como o acetileno ([C.sub.2][H.sub.2]) e o etileno ([C.sub.2][H.sub.4]). O acetileno e produzido em um Erlenmeyer atraves da reacao do carbureto de carao (C[alpha][C.sub.2]) com agua; entao 1mL deste gas e injetado em cada tubo contendo meio semi-solido com os isolados crescidos. Apos 1 hora e retirado 1 mL do gas presente em cada tubo para verificar a producao de etileno por meio de leitura por cromatografia gasosa. No entanto, esta tecnica e atualmente muito criticada para estimativa do [N.sub.2] fixado.

Fatima Maria de Souza Moreira (1)*, Krisle da Silva (1,2), Rafaela Simao Abrahao Nobrega (3), Fernanda de Carvalho (1)

(1) Departamento de Ciencia do Solo, Universidade Federal de Lavras, Lavras, MG, Brasil

* Autor correspondente, e-mail: fmoreira@dcs.ufla.br

(2) Fundacao de Apoio a Pesquisa e ao Desenvolvimento do Agronegocio, Londrina, PR, Brasil

(3) Campus "Prof. Cinobelina Elvas", Universidade Federal do Piaui, Bom Jesus, PI, Brasil
Tabela 1. Ocorrencia de diazotroficos associativos.

Especie de diazotrofico         Habitat (Referencia)

Azotobacter chroococcum         Coqueiro, ficus, milho,
                                mangueira, eucaliptos,
                                leguminosas, gramineas,
                                laranjeiras, pinheiros e
                                outras especies nao
                                identificadas (Dobereiner,
                                1953)

Azorhizophilus                  Paspalum notatum
(syn.Azotobacterj paspali       (Dobereiner, 1966)

Azospirillum brasiliense /      Milho, arroz, sorgo, trigo,
A. lipoferum                    cevada, Miscanthus sinensis,
                                Panicum maximum, Brachiaria
                                mutica, Pennisetum purpureum
                                (Dobereiner & Pedrosa, 1987)

                                Brachiaria  brizantha,
                                Digitaria sp., Azonopus sp.,
                                Panicum   pilosum,   Paspalum
                                virgatum, Manihot utilissima,
                                Digitaria  decumbens,
                                Hyparrhenia rufa, Pennisetum
                                purpureum   (Magalhaes  et
                                al., 1983); Eichornia
                                crassipes,     Echinochloa
                                polistachya,

A. amazonense                   Leptochloa scabra,  Panicum
                                boliviense, Paspalum, repens,
                                Sorghum arundinaceum,
                                Brachiaria humidicola, Bactris
                                gasipaes (pupunha)(MagaIhaes &
                                Dobereiner, 1984); Orquideas
                                (varias especies), tomate,
                                trigo, milho, couve, cana de
                                acucar, dende, Paspalum
                                notatum, Bambusa vulgaris
                                (bambu), Coffea arabica,
                                Brachiaria decumbens,
                                Pennisetum    purpureum,
                                Eucalyptus grandis, (Lange &
                                Moreira, 2002); Milho, sorgo,
                                arroz (Baldani et al., 1984)

A. halopraeferans               Leptchloa fusca (Reinhold et
                                al., 1987)

A. irakense                     Arroz (Khammas et al., 1989)

A. doebereinerae                Miscanthus spp. (Eckert et
                                al., 2001)

A. oryzae                       Arroz (Xie & Yokota, 2005)

A.mellis                        Melinis minutflora (Peng et
                                al., 2006)

A. canadense                    Milho (Mehnaz et al., 2007a)
A.zeae                          Milho (Mehnaz et al., 2007b)
Alcaligenes faecalis            Arroz (You et al., 1988)

Azoarcus indigens, A.           Leptchloa fusca (Reinhold-
communis                        Hurek et al., 1993)

Paenibacillus durus             gramineas (Seldin et al.,
(syn.Bacillus azotofixans.      1984, 1985)

Bacillus spp.                   Trigo (Neal & Larson, 1976)
Bacillus megaterium             (de Bary, 1884)
B. cereus e B. licheniformis    Arroz (Daffonchio et al., 1998;
                                Xie et al., 1998)
Paenibacillus brasilensis       Milho (von der Weid et al., 2002)

Beijerinckia fluminensis        Milho, cana de acucar,
                                Citrus   sp., seringueira
                                (Dobereiner & Ruschel, 1958)

Beijerinckia spp.               cana-de-acucar (Dobereiner,
                                1961; Ruschel, 1975);

Burkholderia vietnamiensis      Bactris gasipaes, (Magalhaes &
                                Dobereiner, 1984)

                                Arroz (Gillis et al., 1995)
B. kururiensis (syn.            Arroz, mandioca,  batata-doce
                                e cana-de-acucar
B. brasiliensis,                (Baldani et al., 1997);
                                Banana, abacaxi (Cruz et al.,
                                2001)

B. tropica (syn. B.             Cana de acucar, milho,
tropicalis)                     teosinto (Reis et al., 2004);
                                Banana, abacaxi (Cruz et al.,
                                2001)

B. unamae                       Milho, cana de acucar, cafe
                                (Caballero-Mellado et al.,
                                2004)

B. silvatlantica                Milho, cana de acucar (Perin
                                et al., 2006)

B. terrae                       Solos de florestas (Yang et
                                al., 2006)

B. ginsengisoli                 Campo de ginseng (Kim et al.,
                                2006)

Arcobacter (syn.                Onza perenne, Spartina
Campylobacter) nitrofigis       alternifiora (McCIung &
                                Patriquin, 1980; MaCIung et
                                al., 1983)

Derxia spp.                     Especies de: gramineas,
                                Cyperaceae, Onagraceae,
                                Compositae e Leguminosae
                                (Campelo & Dobereiner, 1970);
                                Oriza perenne (Magalhaes,
                                1981)

Enterobacter spp.               Gramineas, trigo, cevada, arroz
(agglomerans, cloacae,          (Korhonen et al., 1989);
aerogenes)                      Coqueiro (Fernandes et al., 2001)

Gluconacetobacter               Cana de acucar (Cavalcante &
(syn. Acetobacter)              Dobereiner, 1988); Abacaxi
diazotrophicus                  (Tapia-Hernandez et al., 2000)
                                Batata doce (Ipomoea batatas)
                                (Paula et al., 1991)

Gluconacetobacter               Coffea arabica (cafe)
johannae, G. azotocaptans       (Fuentes-Ramirez et al., 2001)

Herbaspirillum seropedicae      Arroz, sorgo, milho  (Baldani
                                et al.,  (1986); Sorgo, cana
                                de acucar, Pennisetum
                                purpureum, Brachiaria
                                decumbens, Digitaria
                                decumbens, Melinus multifiora
                                (Baldani et al., 1992)

Herbaspirillum (syn.            Banana (Cruz et al., 2001)
Pseudomonas) rubrisubalbicans   Cana de acucar (Baldani et
                                al., 1992); Banana, abacaxi
                                (Cruz et al., 2001)

Herbaspirillum frisingense      Spartina   pectinata,
                                Miscanthus spp., Pennisetum,
                                purpureum (Kirchhof et al., 2001)

Klebsiella spp.                 Arroz (You et al., 1986)
(K. planticola,
K. oxxytoca,

Pseudomonas spp.                Arroz (Barraquio et al., 1983;
                                Watanabe et al., 1984);
                                Coqueiro (Fernandes et al., 2001)

Sphingomonas paucimobilis       Coqueiro (Fernandes et al., 2001)

Tabela 2. Densidade de bacterias diazotroficas em amostras de solo e
raiz de diversas especies presentes em ecossistemas brasileiros.

                                     Raizes
Especie/Ecossistema    (log do NMP) bacterias [g.sub.1] raiz fresca
                          NFb "         JNFb      IGI

Araucaria                 1,68          2,29      2,32
angustifolia/
Floresta Nativa de
araucaria (Neroni &
Cardoso, 2007)

Araucaria                  3,6          3,55      3,92
angustifolia/
Replantio de
araucaria com
ocorrencia de
incendio (Neroni &
Cardoso, 2007)

Araucaria                  2,0          1,74      1,95
angustifolia/
Replantio de
araucaria com
ocorrencia de
incendio (Neroni &
Cardoso, 2007)

B. decubens, B.        3,5 - 5,63    2,27 - 5,5   --
mutica e Andropogon
sp./Areas
contaminadas por
metais pesados
(Moreira et al.,
2008).

Coqueiro (Cocos            3,0          4,43      --
nucifera) Fernandes
et 01 2001

Braquiaria e           2,14 -2,75     0 - 2,04    --
Fejao-guandu/Areas
de reabilitacao apos
mineracao de Bauxita
(Melloni et 0l.,
2004)

Eucalipto/Areas de      0 - 1,95         0        --
reabilitacao apos
mineracao de Bauxita
(Melloni et al.,
2004)

Capim azevem e         2,41 - 2,50   2,04 -2,86   --
Eupathorium sp. /
Areas de
reabilitacao apos
mineracao de Bauxita
(Melloni et al.T
2004)

Bracatinga e capim     2,25 -2,59    2,36 -2,59   --
gordura/Areas de
reabilitacao apos
mineracao de Bauxita
(Melloni et 0l.,
2004)

Brachiaria              2,8 - 6,0    3,8 - 5,9    4,3 - 6,10
humidicola/Pastagem
(Brasil et al.,
2005)

AXo2005us purpusii/     3,3 - 5,9    3,1 - 6,1    3,3 - 6,2
Pastagem/(Brasil et

Elyonurus muticu/       3,3 - 5,5    6,2 - 6,84   5,2 - 5,5
Pastagem/s (Brasil
et al., 2005)

                          Raizes                   Solo
Especie/Ecossistema    (log do NMP)    (log do NMP) bacterias
                       bacterias        [g.sub.1] solo seco
                       [g.sub.1]
                       raiz fresca
                            Fam            NFb          JNFb

Araucaria                   --             2,44         2,40
angustifolia/
Floresta Nativa de
araucaria (Neroni &
Cardoso, 2007)

Araucaria                   --             2,03         2,33
angustifolia/
Replantio de
araucaria com
ocorrencia de
incendio (Neroni &
Cardoso, 2007)

Araucaria                   --             2,53         2,70
angustifolia/
Replantio de
araucaria com
ocorrencia de
incendio (Neroni &
Cardoso, 2007)

B. decubens, B.         2,81- 3,68     1,30 - 4,34    0 - 2,72
mutica e Andropogon
sp./Areas
contaminadas por
metais pesados
(Moreira et al.,
2008).

Coqueiro (Cocos             --         --             --
nucifera) Fernandes
et 01 2001

Braquiaria e            1,72 -2,23     --             --
Fejao-guandu/Areas
de reabilitacao apos
mineracao de Bauxita
(Melloni et 0l.,
2004)

Eucalipto/Areas de        0 - 2,0      --             --
reabilitacao apos
mineracao de Bauxita
(Melloni et al.,
2004)

Capim azevem e          2,5 - 3,28     --             --
Eupathorium sp. /
Areas de
reabilitacao apos
mineracao de Bauxita
(Melloni et al.T
2004)

Bracatinga e capim       0 - 2,85      --             --
gordura/Areas de
reabilitacao apos
mineracao de Bauxita
(Melloni et 0l.,
2004)

Brachiaria                  --           3,0 -6,3     3,4 - 5,2
humidicola/Pastagem
(Brasil et al.,
2005)

AXo2005us purpusii/         --          3,5 - 5,5     2,4 - 5,1
Pastagem/(Brasil et

Elyonurus muticu/           --          3,4 - 5,7     1,0 - 2,9
Pastagem/s (Brasil
et al., 2005)

                                   Solo
Especie/Ecossistema    (log do NMP) bacterias [g.sub.1] solo seco
                           IGI           FAM

Araucaria                  2,81
angustifolia/
Floresta Nativa de
araucaria (Neroni &
Cardoso, 2007)

Araucaria                  2,47           --
angustifolia/
Replantio de
araucaria com
ocorrencia de
incendio (Neroni &
Cardoso, 2007)

Araucaria                  2,37           --
angustifolia/
Replantio de
araucaria com
ocorrencia de
incendio (Neroni &
Cardoso, 2007)

B. decubens, B.             --        0,57 -2,34
mutica e Andropogon
sp./Areas
contaminadas por
metais pesados
(Moreira et al.,
2008).

Coqueiro (Cocos             --            --
nucifera) Fernandes
et 01 2001

Braquiaria e                --            --
Fejao-guandu/Areas
de reabilitacao apos
mineracao de Bauxita
(Melloni et 0l.,
2004)

Eucalipto/Areas de          --            --
reabilitacao apos
mineracao de Bauxita
(Melloni et al.,
2004)

Capim azevem e              --            --
Eupathorium sp. /
Areas de
reabilitacao apos
mineracao de Bauxita
(Melloni et al.T
2004)

Bracatinga e capim          --            --
gordura/Areas de
reabilitacao apos
mineracao de Bauxita
(Melloni et 0l.,
2004)

Brachiaria              4,0 - 5,8         --
humidicola/Pastagem
(Brasil et al.,
2005)

AXo2005us purpusii/     4,9 - 6,2         --
Pastagem/(Brasil et

Elyonurus muticu/       4,4 - 5,8         --
Pastagem/s (Brasil
et al., 2005)
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Author:Moreira, Fatima Maria de Souza; da Silva, Krisle; Nobrega, Rafaela Simao Abrahao; de Carvalho, Ferna
Publication:Comunicata Scientiae
Article Type:Report
Date:Jul 1, 2010
Words:17852
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