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Availability and chemical composition of tanzania grass, graze by goats/ Disponibilidade e composicao quimica do capim-tanzania, pastejado por caprinos/ Disponibilidad y la composicion quimica del pasto Tanzania pastoreado por caprinos.

INTRODUCAO

Na busca por maior produtividade na pecuaria, a intensificacao do uso da forragem torna-se uma alternativa viavel devido ao seu baixo custo de producao diante de outros sistemas. Dentre as especies forrageiras para pastagem, as pertencentes ao genero Panicum despertam grande interesse dos pesquisadores e produtores devido a alta produtividade e ampla adaptabilidade.

A manutencao de niveis de producao forrageira satisfatorios, compativeis com o clima e condicoes fisico-quimicas do solo de forma a manter o sistema sustentavel ao longo do tempo constiui-se um dos grandes problemas da producao animal em pastagens. A busca da solucao deste problema envolve nao so a identificacao de forrageiras adequadas as diferentes condicoes, mas tambem que sejam componentes integrantes do sistema de producao. Para isto, e necessario que apresentem boa qualidade nutricional e, principalmente, que possam produzir adequadamente em condicoes de pastejo (1).

O objetivo com o manejo das pastagens e a obtencao de elevadas producoes de materia seca e a garantia de sua persistencia. Isso significa que, no manejo de uma pastagem, deve-se levar em conta a interacao planta/animal (2).

A massa de forragem produzida em uma pastagem e resultado da combinacao da producao de laminas foliares, colmo e do numero de perfilhos em determinada area (3), ao passo que o seu valor nutritivo depende de suas proporcoes e mesmo da idade fisiologica (4).

Sob pastejo rotativo, a duracao do intervalo de pastejos sucessivos-periodo de descanso-e o que determina a recuperacao do indice de area foliar do dossel e, consequentemente, maximiza a producao de forragem em cada ciclo de pastejo (5). Estudos recentes baseados na interceptacao luminosa pelo dossel tem sido adotados por alguns autores como variavel-controle na determinacao do momento otimo para a realizacao da desfolhacao em algumas gramineas tropicais. Independente da epoca do ano foi observada uma relacao bastante consistente entre a altura do pasto na condicao de pre-pastejo e a interceptacao de luz pelo dossel. Para o capim-tanzania, altura em torno de 70 cm esteve associada a uma interceptacao de 95% da luz incidente (6; 7). Essas observacoes permitem que o manejo do pastejo dessa planta forrageira possa ser orientado com base no criterio de altura do pasto, caracteristica importante a ser considerada em experimentos com plantas forrageiras.

A composicao quimica e um dos componentes do valor nutritivo das forrageiras, sendo afetada pela especie, fatores climaticos, caracteristicas do solo, manejo e idade.

Um dos fatores de sucesso na producao de ruminantes em pastejo e a oferta de forragem com adequado nivel de nutrientes e que o pasto apresente alta produtividade e valor alimenticio. Machado et ai. (8) avaliaram a composicao quimica e digestibuidade "in vitro" da materia seca (DIVMS) de seis cultivares e dois acessos de Pctnicum maximum Jacq., e verificaram que o capim-tanzania apresentou no periodo chuvoso 12,1% de proteina bruta e 63,8% de DIVMS.

As variacoes sazonais na composicao quimica e na quantidade da forragem ingerida pelos caprinos sao grandes. Fedele et al. (9) constataram que durante a primavera, quando o teor de umidade da forragem era alto, os caprinos escolheram plantas ou partes das plantas com maior teor de fibra; por outro lado, no verao, preferiram arbustos e folhas com menor teor de fibra.

Segundo Brancio et al. (10), o conhecimento das caracteristicas da vegetacao sao necessarias para promover seu eficiente aproveitamento e auxilia no manejo de pastagens, para garantir o atendimento das exigencias de mantenca e producao dos animais. Portanto, o primeiro passo no manejo de pastagens consiste em conhecer suas caracteristicas, para assim direcionar as tomadas de decisao.

Este estudo foi conduzido com o objetivo de avaliar a disponibilidade e a composicao quimica de Panicum maximum, cv. Tanzania-1 pastejada por caprinos.

MATERIAL E METODOS

Este trabalho foi desenvolvido na Unesp, Faculdade de Medicina Veterinaria e Zootecnia, Campus de Botucatu, na Area de Producao de Caprinos da Fazenda Lageado, no periodo de novembro de 2007 a marco de 2008. O local situa-se a 800 m de altitude e tem como coordenadas geograficas 22[degrees]52' de latitude sul e 48[degrees]26' de longitude oeste. O clima do municipio de Botucatu segundo a classificacao proposta por Koppen e Cwa temperado quente mesotermico, com precipitacao media anual de 1.479 mm (11) e ocorrencia bem definida do periodo seco durante os meses mais frios do ano e um periodo chuvoso durante os meses do verao. As temperaturas maxima, media e minima e distribuicao da precipitacao pluvial no periodo experimental (novembro de 2007 a marco de 2008) sao apresentadas na Figura 1.

[FIGURE 1 OMITTED]

O solo da area experimental foi classificado como vermelho-escuro, Tb alico. A analise do solo mostrou valores de pH (CaCI2) = 4,8; MO = 29 g/[dm.sup.3]; P = 12 mg/[dm.sup.3]; Ca = 21 mmolc/[dm.sup.3]; Mg = 16 mmolc/[dm.sup.3]; H+Al = 60 mmolc/dm e V% = 40. Com base nos resultados das analises, foi feita correcao do solo com calcario dolomitico (PRNT=95%) e adubacoes com 160 kg de ureia, 46 kg de KC1 e 28 kg de superfosfato simples por ciclo de pastejo.

Foi utilizada uma area de pastagem de 0,7 ha formada com capim-tanzania em janeiro de 2006, dividida em piquetes de aproximadamente 500 [m.sup.2]. Devido a problemas operacionais, o pastejo so foi iniciado em novembro do mesmo ano, sendo os piquetes rebaixados mecanicamente com rocadeira costal, antes do inicio da seca. O metodo de pastejo foi em lotacao rotacionada com taxa de lotacao fixa, com 3 dias de ocupacao e 27 de descanso. Foram realizados tres ciclos de pastejo: 1 ciclo: 05/12/2007 a 04/01/2008, 2 ciclo: 05/01 a 03/02/2008 e 3o ciclo: 05/02 a 21/03/2008.

Cada piquete dispunha de bebedouro automatico e area de descanso com acesso livre aos animais, provida de sombra artificial fornecida por sombrite (75%). Cada piquete foi pastejado das 9 as 17 h por 43 cabras e 38 cabritos durante os ciclos 1 e 2 e durante o ciclo 3 foram pastejados por 43 cabras. O peso medio das cabras foi de 47,5 kg e dos cabritos de 16,0 kg.

No pre e pos-pastejo, foram feitas as seguintes avaliacoes nos piquetes: altura do dossel (cm), estimada utilizando-se uma regua graduada. Media-se do nivel do solo ate a curvatura da folha mais alta sem comprimi-la; massa seca de forragem total, forragem morta, forragem verde, laminas foliares verdes, colmos verdes, relacoes material vivo/material morto e folha/colmo, estimadas colhendo-se em cada piquete duas amostras de [lm.sup.2], a 20 cm do solo. As amostras foram levadas ao laboratorio, sendo separados o material vivo do material morto, e as laminas foliares + bainhas dos colmos. Todas essas fracoes foram pesadas, secas em estufa com ventilacao forcada a 65 0 C por 72 horas e, em seguida, pesadas novamente.

A massa de forragem antes e depois do pastejo foi obtida lancando-se, ao acaso, um quadrado de 1,0 x 1,0 (1[m.sup.2]) em dois pontos dentro de cada piquete. O corte foi feito a 20 cm do solo com tesoura de poda. A massa de forragem amostrada de cada piquete teve seu valor convertido em kg/ha de MS, com base nas porcentagens dos componentes de MS das amostras. A densidade da forragem (kg/ha.cm de MS) foi obtida dividindo-se a massa seca total pela altura.

As analises de composicao quimica foram realizadas no Laboratorio de Bromatologia da Faculdade de Engenharia de Alimentos e Zootecnia-FZEA/USP-Pirassununga/SP. Os teores de proteina bruta (PB), fibra em detergente neutro (FDN), fibra em detergente acido (FDA) c lignina cm detergente acido (LDA) foram determinados utilizando tecnicas descritas em Silva e Queiroz (12). A digestibuidade "in vitro" da materia seca (DIVMS) foi obtida segundo metodologia descrita por TUley e Terry (13).

A taxa diaria de acumulo de materia seca foi calculada subtraindo-se da disponibilidade total de massa seca do residuo do periodo anterior e dividindo-se por 27 dias de crescimento.

A taxa de lotacao foi calculada dividindo-se o numero de animais pela area ocupada em relacao a 27 dias de crescimento.

Para o calculo da oferta de forragem utilizou-se a equacao:

Oferta de forragem = Taxa decresciment o do pasto x no. dias deocupacao + lassa pre - astejo/Taxa de lotacao x No. dias de ocupacao

Para analisar a disponibilidade e a composicao quimica em cada ciclo de pastejo dividiu-se os tres ciclos em dois periodos (pre e pos-pastejo) e utilizou-se o delineamento de parcela subdividida, desenvolvida no pacote estatistico S AEG (14) seguindo o Modelo abaixo:

Modelo:

[Y.sub.ijk] = [mu] + [B.sub.i] + [A.sub.j] + [B.sub.Aij] + [C.sub.k] + [AC.sub.jk] + [e.sub.ijk] Onde:

[Y.sub.ijk] = valor observado na parcela do tratamento i e no periodo j;

[mu] = media geral;

[B.sub.i] = efeito da repeticao i;

[A.sub.j] = efeito do periodo j, sendo j = 1-pre-pastejo e 2-pos-pastejo;

[B.sub.aij] = erro experimental associado a parcela principal;

[C.sub.k] = efeito do ciclo de pastejo, sendo k= 1-ciclo 1,2-ciclo 2 e 3-ciclo 3;

[AC.sub.jk] = interacao entre o periodo de pastejo e ciclo de pastejo;

[e.sub.ijk] = erro aleatorio referente a observacao [Y.sub.ijk].

RESULTADOS E DISCUSSAO

Na Tabela 1 sao apresentados os valores de massa verde total, massa seca total, altura, porcentagens de lamina foliar, colmo, material morto, relacao lamina foliarxolmo, lamina foliar:material morto e densidade no pre e pos pastejo de caprinos, em diferentes ciclos.

Observou-se que a disponibilidade de massa verde total e de massa seca total de forragem na entrada dos animais nos piquetes apresentou tendencia de diminuicao ao longo dos ciclos de pastejo e padrao de resposta semelhante foi observado apos saida dos animais (pos-pastejo) (Tabela 1). O valor medio de 19.888 kg /ha para massa verde total, apos um periodo de 27 dias de crescimento e superior aos valores encontrados por Machado et al. (15) que observaram no capim-tobiata, colhido a cada 35 dias, producoes de materia verde total da ordem de 16.826 kg/ha. Ja Teixeira et al. (16), observaram valores de 12.374 kg/ha de capimtobiata sob pastejo rotativo para um periodo de descanso de 33 dias, enquanto Cecato et al. (17) observaram producao de 16.566 kg/ha na producao de capim-tanzania.

Os valores de producao de massa seca total no presente trabalho sao inferiores aos relatados por Lima et al. (18), que ao avaliarem o capim-tanzania sob pastejo rotativo, com vacas em lactacao, observaram em janeiro, valores de 7.340,2 kg/ha de MS. Por outro lado, os maiores resultados nesse trabalho com periodo de descanso de 27 dias, indicam que houve maior acumulo de forragem, e que provavelmente o periodo de descanso foi alem do necessario. Isto e corroborado pelos valores medios das alturas (Tabela 1) no pre-pastejo (91,8 cm).

Edwards et al. (19) observaram nas plantas de clima temperado que o estrato potencialmente pastejavel correspondia a 50% da altura do dossel independente da altura da forragem disponivel para o animal. Carvalho (20) avaliando ovinos mantidos no capimtanzania, concluiu que o melhor manejo sob lotacao continua encontra-se proximo as alturas intermediarias de 40-50 cm. Em trabalho conduzido por Quadros (21), a altura do capimtanzania pastejado por ovinos apresentou altura de entrada de 70 cm e saida de 20-30 cm com um periodo de descanso variando entre 30-35 dias.

Na entrada dos animais, a composicao morfologica da forragem tornou-se menos favoravel a medida que avancou o ciclo de pastejo. A porcentagem de lamina foliar do Io ciclo foi maior em relacao ao 3 ciclo de pastejo e o 2 ciclo de pastejo foi semelhante aos demais ciclos (Tabela 1). Este resultado e devido ao aumento na proporcao de colmos ao longo dos ciclos de pastejo. Apesar de nao ter sido observada diferenca significativa na saida dos animais, observou-se padrao semelhante na proporcao de laminas foliares, diminuindo a medida que os ciclos de pastejo avancaram.

A porcentagem de colmos aumentou no pre-pastejo a medida que os ciclos de pastejo avancaram. O 1 ciclo apresentou menor porcentagem de colmos em relacao ao 2 ciclo e 3 ciclo de pastejo (Tabela 1). Este resultado possivelmente e devido ao comportamento de pastejo dos animais, que colheram os estratos superiores (laminas foliares), onde se encontra a forragem de melhor qualidade e de maior facilidade de acesso para apreensao e consumo. Parsons e Penning (22) ressaltaram que a presenca de colmos pode reduzir a eficiencia de pastejo limitando a capacidade de colheita da forragem pelo animal ou reduzindo seu valor alimentar.

A quantidade de material morto (Tabela 1) na saida dos animais nao apresentou diferenca significativa entre os ciclos de pastejo. O diferencial positivo ou negativo entre a quantidade de forragem e material morto e determinado pelas caracteristicas da estrutura do pasto (3). A media percentual da participacao de material morto durante o periodo experimental foi de 6,53%, 9,61%, e 13,84% respectivamente para os ciclos 1, 2 e 3. Na bibliografia ha grande variacao na participacao de material morto. Teixeira et al. (16), ao avaliarem o capim-tobiata encontraram entre 3,6% e 18,9%; ja Brancio et al. (10), ao estudarem os cultivares de Panicum maximum Jacq. Tanzania, Mombaca e Massai de encontraram uma variacao media entre 20,9% e 66,5%.

A relacao lamina foliarxolmo (LF:CO) diminuiu no pre-pastejo dos animais conforme se sucederam os ciclos de pastejo (Tabela 1). O 1 ciclo apresentou maior relacao LF:CO em relacao ao 2 ciclo e 3 ciclo, provavelmente em decorrencia do pasto ter permanecido desde o rebaixamento que antecedeu o Io ciclo em crescimento livre, sem ser pastejado.

A relacao lamina/colmo e uma variavel de grande importancia na avaliacao da nutricao animal e para o manejo de plantas forrageiras (23), devido ao fato desta estar associada a facilidade com que os animais colhem a forragem preferida (folhas). Na saida dos animais, observou-se tambem uma diminuicao com os ciclos de pastejo, representando uma diferenca de 51,2% do 1 ao 3 ciclo. Tem-se considerado um limite critico para esta relacao de 1,0 (24), sendo que valores inferiores a estes implicariam queda na quantidade e qualidade da forragem produzida. No presente estudo, os valores encontrados foram inferiores a 1,0, apresentando valores de 0,82 a 0,42.

Entre os principais fatores relacionados a estrutura do pasto, esta a densidade de forragem. As densidades medias no pre e pos-pastejo foram 59,3 kg/ha.cm de MS e 78,07 kg/ha.cm de MS, respectivamente. Este resultado e devido a diminuicao da massa seca total disponivel e da altura. Stobbs (25) considera valores de densidade elevados como limitantes ao consumo animal, devido a dificuldade de apreensao da forragem esparsa no perfil. Dessa forma o tempo de pastejo teria que ser aumentado para compensar menores volumes de bocado. Teixeira et al. (16) observaram densidade de 54,78 kg/ha.cm de MS no residuo pospastejo de vacas leiteiras em pastagem de capim-tobiata.

Na Tabela 2 sao apresentados os valores de proteina bruta, fibra em detergente neutro, fibra em detergente acido, lignina em detergente acido e digestibilidade "in vitro" da materia seca, em capim-tanzania no pre e pastejo de caprinos, em diferentes ciclos.

No pre-pastejo nao foi observada diferenca significativa para nenhuma das variaveis ao longo dos ciclos de pastejo. Entretanto, pode-se observar que as porcentagens de proteina bruta e DIVMS apresentaram uma tendencia de diminuicao ao longo dos ciclos de pastejo, ao passo que as porcentagens de FDN, FDA e lignina tenderam a aumentar a medida que avancaram os ciclos de pastejo. Padrao de resposta semelhante foi observado no pos-pastejo, apesar de nao ter sido encontrada diferenca significativa (Tabela 2). Estes resultados podem ser atribuidos as maiores quantidades de colmos e material morto (Tabela 1) da estrutura do pasto.

Os valores de FDN variaram de 58,4 a 62,1% e os de LDA variaram de 3,2 a 4,9% e estao abaixo dos citados por Lista et al. (26) ao avaliarem pastagens de capim-mombaca sob manejo rotativo com tres dias de ocupacao. Ortega-Jimenez et al. (27) observaram valores no pre-pastejo de 14,5%; 71,3% e 36,8% para PB, FDN e FDA, respectivamente e no pospastejo, 12,7%; 74,2% e 37,7% para PB, FDN e FDA, respectivamente, com caprinos em pastagens tropicais.

Na Tabela 3 sao apresentados os valores medios de taxa de acumulo, taxa dc lotacao e oferta de forragem de capim-tanzania pastejado por caprinos.

Observou-se diferenca ao longo dos ciclos para oferta de forragem (kg MS/100 kg PC.dia). O Io ciclo de pastejo apresentou maior oferta de forragem em relacao ao 2 e 3 ciclo. Este resultado e devido a maior disponibilidade de massa seca total (MST) resultante de maior taxa de acumulo no.1 ciclo de pastejo. Segundo Machado e Kichel (28), para que um animal consiga satisfazer suas necessidades e tenha um bom desempenho e necessario que seja fornecido tres a quatro vezes a quantidade de pasto que ele necessita consumir, proporcionando pastejo seletivo.

CONCLUSOES

A estrutura e composicao morfologica do pasto de capim-tanzania em lotacao rotativa com periodo de descanso e taxa de lotacao fixos sao influenciadas pelos ciclos de pastejo com caprinos, principalmente em relacao a altura, proporcao de laminas foliares e colmos.

Os teores de proteina bruta, digestibilidade, fibra em detergente neutro, fibra em detergente acido e lignina em pasto de capim-tanzania em lotacao rotativa com periodo dc descanso e taxa de lotacao fixos sao influenciados pelo pastejo de caprinos.

PARECER DA COMISSAO DE ETICA

Parecer no. 69/2006 positivo a favor da realizacao do experimento, emitido pela CEEA--Faculdade de Medicina Veterinaria e Zootecnia, Unesp, Campus de Botucatu.

Recebido em: 02/02/2010

Aceito em: 13/12/2010

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Luciana Rodrigues [2]* Paulo Roberto de Lima Meirelles [3] Heraldo Cesar Goncalves [4] Mauricio Furlan Martins [5] Raquel Ornelas Marques [6] Guilherme Mendes Machado Franco de Arruda [6]

[1] Parte da Tese de Doutorado da Primeira Autora. Projeto financiando pela FAPESP (Processo: 06/58186-9).

[2] Doutora em Zootecnia pelo Programa de Pos Graduacao em Zootecnia, Faculdade de Medicina Veterinaria e Zootecnia (FMVZ), UNESP, Distrito Rubiao Jr, s/n", CEP 18618-970, Botucatu, SP, Brasil.

[3] Professor do Departamento de Melhoramento e Nutricao Animal, HMVZ, UNESP, Botucatu, SP, Brasil, E-mail: paulom@fmvz.unesp.br

[4] Professor do Departamento de Producao Animal, FMVZ, Uncsp, Botucatu, SP, Brasil. E-mail: hcraldojiijfmvz.uncsp.br

[5] Aluno de Mestrado do Programa de Pos Graduacao em Nutricao e Producao Animal. Faculdade de Medicina Veterinaria e Zootecnia (FMVZ), Universidade dc Sao Paulo, Pirassununga, SP, Brasil. mauftima(&,hotmai 1. co m

[6] Alunos de Mestrado do Programa de Pos Graduacao em Zootecnia, FMVZ, Unesp, Botucatu, SP, Brasil. E-mail: ra ornelas@vahoo.com.br.gui2mfazoo@yahoo.com.br

*Autorpara correspondencia. E-mail: llucianarr@gmail.com
Tabela 1. Massa verde total (MVT), massa seca total (MST),
altura, porcentagens de lamina foliar (PLF), colmo (PCO),
material morto (PMM), relacao lamina foliarxolmo (LF:CO),
lamina foliar: material morto (LF:MM) e densidade do
capim-tanzania no pre e pos-pastejo de caprinos, em
diferentes ciclos.

Caracteristica        1            2          3
                   Ciclo        Ciclo        Ciclo

                              Pre-pastejo

Altura (cm)         95,8         91,8         90,5
MVT (kg/ha)        21.706       18.783       18.439
MST (kg/ha)        5.892        5.549        5.033
PLF (%)            95,42a      88,82ab       82,72b
PCO (%)            4,24b        10,29a       17,21a
PMM (%)              --           --           --
LF: CO             52,90a       12,30b       5,27c
Densidade          65,03        57,52        54,17

                              Pos-pastejo

Altura (cm)         39,2         36,9         35,9
MVT (kg/ha)        13.489       13.817       12.228
MST (kg/ha)        3.755        2.935        2.655
PLF (%)            39,89        33,70        23,77
PCO (%)            53,46        56,59        62,38
PMM (%)             6,53         9,61        13,84
LF: CO              0,82         0,64         0,42
LF:MM               5,37         4,63         1,97
Densidade          97,61        80,20        69,42

Caracteristica   Media    CV (1) (%)

                    Pre-pastejo

Altura (cm)       91,8       7,43
MVT (kg/ha)      19.888     32,71
MST (kg/ha)      5.475      32,14
PLF (%)          90,78       7,10
PCO (%)           8,69      70,47
PMM (%)            --         --
LF: CO           28,70      90,29
Densidade        59,30      29,36

                    Pos-pastejo

Altura (cm)       37,4      12,48
MVT (kg/ha)      12.995     39,75
MST (kg/ha)      2.932      39,34
PLF (%)          34,93      32,99
PCO (%)          56,08      19,97
PMM (%)           8,90      53,03
LF: CO            0,68      49,27
LF:MM             4,56      60,54
Densidade        78,07      36,46

(1) CV=Coeficiente de variacao
Medias, na mesma linha seguidas de letras diferentes, diferem
(P<0,05) pelo Teste de Tukey

Tabela 2. Teores de materia seca (MS), proteina bruta (PB),
fibra em detergente neutro (FDN), fibra em detergente acido
(FDA), lignina em detergente acido (LDA) e digestibilidade
"in vitro" da materia seca (DIVMS), do capim-tanzania no pre
e pos-pastejo de caprinos, em diferentes ciclos.

Caracteristica        1           2            3
                   Ciclo        Ciclo        Ciclo

                              Pre-pastejo

MS (%)             29,35        27,60        27,52
PB (%)              14,8         13,9         13,2
FDN (%)             55,9         58,4         58,9
FDA (%)             34,0         35,0         35,9
LDA (%)             3,2          3,4          3,6
DIVMS (%)           52,8         52,5         51,4

                              Pos-pastejo

MS (%)             26,67        22,51        22,31
PB (%)              8,8          8,8          8,6
FDN (%)             61,3         62,0         62,4
FDA (%)             38,1         39,3         40,2
LDA (%)             4,7          5,0          5,3
DIVMS (%)           44,2         43,2         41,8

Caracteristica   Media   CV (1) (%)

                   Pre-pastejo

MS (%)           27,91     13,76
PB (%)           13,8       17,9
FDN (%)          58,4       4,2
FDA (%)          35,2       9,6
LDA (%)           3,2       25,6
DIVMS (%)        51,9       3,9

                   Pos-pastejo

MS (%)           23,02     14,06
PB (%)            8,2       10,4
FDN (%)          62,1       2,3
FDA (%)          39,2       5,4
LDA (%)           4,9       14,0
DIVMS (%)        43,3       10,5

(1) CV=Coeficiente de variacao

Tabela 3. Taxa de acumulo (TA), taxa de lotacao (TL), oferta
de forragem (OF) do capim- tanzania durante os ciclos de pastejo.

Item                           1             2           3
                             Ciclo        Ciclo        Ciclo

TA (kg/ha.dia MS)            119,9a       77,7a        66,4a
TL (kg/ha.dia PC)            145,3a       141,7a       141,6a
OF (kg MS/100 kg PC.dia)     44,9a        41,6b        36,9c

Item                       Media   CV (1) (%)

TA (kg/ha.dia MS)          94,2      47,43
TL (kg/ha.dia PC)          142,9     14,75
OF (kg MS/100 kg PC.dia)   41,19     15,73

(1) CV=Coeficiente de variacao
Medias, na mesma linha seguidas de letras diferentes,
diferem (P<0,05) pelo Teste de Tukey
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Author:Rodrigues, Luciana; de Lima Meirelles, Paulo Roberto; Goncalves, Heraldo Cesar; Martins, Mauricio Fu
Publication:Veterinaria e Zootecnia
Date:Dec 1, 2010
Words:4631
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