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Ausencia de vitamina e na dieta aumenta o dano oxidativo causado pela dietilnitrosamina em ratos.

Absence of dietary vitamin E increase oxidative damage caused by diethylnitrosamine in rats.

INTRODUCAO

O carcinogeno dietilnitrosamina (DEN) e encontrado em nosso meio ambiente e tambem na cadeia alimentar, mas e bastante utilizado experimentalmente na iniciacao de cancer em estudos in vitro e in vivo. (9,24) Em dose alta e unica e necrogenico e exerce sua toxicidade pela geracao de radicais livres apos a ativacao do sistema enzimatico dependente da P-450, um caminho alternativo as ligacoes covalentes com varios constituintes celulares, criando injuria celular. (6,35)

Em muitos trabalhos, a quantificacao dessa toxicidade por meio da geracao de especies radicalares e feita pela analise de produtos de peroxidacao lipidica e do equilibrio entre a geracao dessas substancias e as defesas antioxidantes disponiveis. (3,36) A geracao de um ambiente oxidativo parece ser um caminho bastante plausivel para a inducao de carcinogenese, mesmo com a utilizacao de doses subnecrogenicas de DEN, propiciando modificacao no equilibrio entre oxidacao de lipidios e enzimas antioxidantes, por exemplo. (26)

A vitamina E e um potente antioxidante em meio lipidico e pode exercer protecao contra danos oxidativos em membranas, alem de contribuir para a manutencao e regeneracao de outras substancias antioxidantes. (6,21) Apesar de sua protecao antioxidante, a vitamina E pode ter seu efeito limitado em situacoes de hepatocarcinogenese induzida quimicamente. (18)

A dose fracionada de dietilnitrosamina e descrita como uma possibilidade de modelo para a carcinogenese, embora menos empregado que a dose unica, e um periodo de jejum e geralmente utilizado para potencializar a acao da droga ao final do experimento. (32) Alem disso, o modelo de dose fracionada se aproximaria da exposicao cronica a um carcinogeno ambiental, simulando o que poderia acontecer habitualmente em nosso dia a dia.

Sem a intencao final de induzir a carcinogenese em ratos, mas utilizando doses fracionadas semanais de dietilnitrosamina durante 10 semanas, este estudo teve por objetivo a avaliacao dos efeitos de dietas com diferentes concentracoes de vitamina E e sua interacao com outras substancias antioxidantes, contra o estresse oxidativo induzida pela DEN.

MATERIAL E METODOS

Drogas e Reagentes

DEN (N-nitrosodietilamina; Isopac), GSH reduzido, acido tiobarbiturico (4,6-dihidroxipirimidina-2-tiol) e alfa-tocoferol a 70% foram obtidos da Sigma Chemical Co. (St Louis, MO, USA).

Animais

O experimento foi realizado no Laboratorio de Nutricao do Departamento de Clinica Medica da Faculdade de Medicina de Ribeirao Preto (Universidade de Sao Paulo) obedecendo as Normas Internacionais para Pesquisa Biomedica em Animais. Foram utilizados 120 ratos machos da linhagem Wistar (Ratus norvegicus, var. albinos, Rodentia mammalia), recem desmamados, pesando em media 53,5 [+ o -] 3,2g, provenientes do Bioterio Central da Faculdade de Medicina de Ribeirao Preto. Os animais foram distribuidos de forma aleatoria em tres grupos, conforme a dieta utilizada: Grupo Dieta Normal em vitamina E (DN, n=40); Grupo Dieta Suplementada em vitamina E (DS, n=40) e Grupo Dieta Deficiente em Vitamina E (DD, n=40).

Durante todo o experimento, os animais foram mantidos em sala fechada com ventilacao natural, temperatura aproximada de 24 [+ o -] 2[grados]C, iluminacao artificial controlada em periodo de 12 horas de iluminacao alternado com igual periodo sem iluminacao e acomodados em gaiolas individuais.

Dietas

Foram fornecidas dietas que diferiam entre si somente nas quantidades de vitamina E adicionadas a mistura vitaminica. Tanto a mistura vitaminica quanto a salina foram preparadas de acordo com as especificacoes da AIN93. A dieta oferecida ao Grupo DS continha vinte vezes a quantidade de vitamina E da dieta padrao para ratos. A dieta do Grupo DD nao foi adicionada vitamina E e na do Grupo DN havia a quantidade recomendada de vitamina E para ratos. Tanto as dietas como a agua foram oferecidas ad libitum.

Desenho Experimental

O experimento compreendeu um primeiro periodo de dez semanas, durante o qual os animais dos diferentes grupos receberam as respectivas dietas e agua ad libitum, exceto na decima semana. Os animais foram pesados uma vez por semana e, a seguir, recebiam por via intraperitoneal a DEN na dose de 20mg/kg de peso corporal. Na decima semana, os animais foram submetidos a jejum durante as 48 horas que antecederam a injecao da ultima dose da DEN. Uma vez aplicada esta ultima dose, os animais entraram na segunda fase do experimento, quando foram realimentados, tambem em regime ad libitum, com as mesmas dietas do periodo anterior. O controle da ingestao alimentar foi feito tres vezes por semana durante todo o experimento. A partir das 24, 48, 72 e 120 horas que se seguiram a aplicacao da ultima dose da DEN, os animais foram submetidos, em grupos de dez, a eutanasia, sempre no periodo da manha, com inicio as 8 horas. Os animais foram anestesiados com eter e submetidos a exanguinacao por puncao cardiaca, quando foi obtido sangue para realizacao das dosagens de albumina e vitamina E. A seguir, o figado foi retirado, imediatamente lavado em solucao salina gelada, pesado, embalado e imerso em nitrogenio liquido (-196[grados]C) para posterior dosagem de glutationa reduzida, substancias reativas ao acido tiobarbiturico e vitamina E.

Metodos Laboratoriais

A lipoperoxidacao foi quantificada indiretamente pela mensuracao de TBARS no figado de acordo com o metodo descrito por Mihara & Uchiyama. (23) As concentracoes plasmaticas e hepaticas de vitamina E foram medidas por HPLC. (1) O GSH reduzido hepatico foi determinado como grupos sulfo-hidril nao proteicos pelo metodo de Sedlack & Lindsay. (33) A albumina e funcao hepatica, avaliadas pela quantificacao de aspartate aminotransferase plasmatica, foram analisadas com kits laboratoriais (Labtest[R], Ribeirao Preto, Brasil).

Analise Estatistica

Para avaliar o comportamento da evolucao ponderal e da ingestao de dieta, utilizou-se a analise de perfil. Para o estudo do comportamento do GSH, SRATB, vitamina E no figado e no plasma empregou-se a Analise de Variancia dois fatores. A albumina foi analisada pela Analise de Variancia para um fator. O teste de comparacoes multiplas de Tukey foi aplicado quando o nivel de significancia para os testes de variancia foi superior ou igual a 95%. O grau de associacao entre duas variaveis numericas foi avaliado pelo coeficiente de Correlacao de Pearson e foi utilizado para avaliar a correlacao entre as concentracoes hepaticas de GSH, vitamina E e SRATB. Em todas as hipoteses testadas, as estatisticas calculadas foram consideradas significantes quando o valor p foi igual ou menor do que 0,05.

RESULTADOS

Durante todo o experimento, nao foram observadas diferencas na aceitacao das diversas dietas, bem como nao houve diferenca significante na quantidade de dieta ingerida nos diferentes momentos de avaliacao. Nao ocorreu nenhum obito ao longo de todo o experimento. A analise da evolucao ponderal nao mostrou diferenca estatisticamente significante entre os diferentes grupos nos diversos momentos de avaliacao.

Quanto a albumina serica, houve diferenca estatistica apenas entre os grupos DD e DS (3,13 [+ o -] 0,21 vs 3,33 [+ o -] 0,10).

A peroxidacao lipidica medida indiretamente pelas SRATB tem seus valores dispostos na Tabela 1, com diferencas estatisticas anotadas entre horarios para cada grupo e entre grupos para cada periodo. Ve-se que o Grupo DD, em 24 h, ja apresenta a maior taxa de lipoperoxidacao, quando comparado aos grupos DN e DS, nesse momento com a mesma peroxidacao. Ao longo dos periodos, a lipoperoxidacao em DD vai caindo e se estabiliza a partir de 72h. No Grupo DN, ha um pico de lipoperoxidacao anotado em 48h, unico valor diferente entre os periodos no grupo. Nao ha diferenca entre os valores de SRATB anotados para o grupo DS ao longo dos periodos.

A Tabela 2 agrupa os dados das substancias antioxidantes vitamina E em plasma e figado e GSH hepatico, em todos os grupos, nos diferentes periodos. Com relacao a GSH, ocorre algo semelhante ao TBARS, mas de forma inversa: ao longo dos periodos, as concentracoes de DS nao mostram variacao, mas o grupo DN mostra uma queda significativa apenas em 48h, unico periodo em que e diferente de DS; os valores do grupo DD caem a partir de 48h e nao se recuperam. Em todos os periodos, os valores de GSH do grupo DD sao significativamente maiores, quando comparados aos outros grupos.

As concentracoes plasmaticas de vitamina E mostraram diferencas significativas entre os grupos (DS>DN>DD) nos tres primeiros periodos, mas em 120h o valor do grupo DN cai para um patamar semelhante ao do grupo DD. Ao longo do tempo, as concentracoes plasmaticas de vitamina E em cada um dos grupos podem ser resumidas da seguinte forma: no grupo DN, as concentracoes caem significativamente em 48 e 120h; no grupo DD, a queda significativa acontece apenas em 72h e em DS, ao contrario, as concentracoes sobem significativamente em 48 e 72h. As concentracoes hepaticas de vitamina E mostraram diferencas em todos os grupos, durante todos os periodos; os suplementados com maiores valores e os deficientes com os menores. Ao longo do tempo, o grupo DD nao apresentou variacao em seus valores hepaticos de vitamina E; os grupos DN e DS mostraram comportamentos opostos em 120h, evidenciando uma queda significativa em DN e uma mudanca significativa em DS (Tabela 2).

Na analise de correlacao de Pearson entre todos os parametros analisados para o total da amostra (n=120), encontrou-se correlacao positiva significativa entre GSH e Vitamina E hepatica (r = 0,589; p=0,0001), nas correlacoes negativas entre GSH e SRATB (r = -0,355; p=0,0001) e entre Vitamina E hepatica e SRATB (r = -0,647; p=0,0001).

DISCUSSAO

A mudanca na concentracao de Vitamina E nas dietas oferecidas nao alterou a aceitacao ou ingestao das mesmas nem o crescimento dos animais. As mesmas dietas nao influenciaram esses parametros quando oferecidas por 10 semanas. (6) A suplementacao nao interferiu no crescimento dos animais quando oferecida por 10 ou 26 semanas (7) e a deficiencia causou atraso de crescimento a partir da 20a semana de tratamento. (19)

Neste estudo, o grupo deficiente apresentou menor nivel de albumina plasmatica quando comparado ao grupo suplementado. Esse resultado sugere uma inversao na producao de proteinas viscerais e proteinas de fase aguda, com provavel aumento destas. Liao et al. (16) mostraram reducao da expressao de RNAm de albumina em tumores hepaticos de camundongos induzidos por DEN e observaram uma sintese intermediaria de RNAm para glicoproteina-1-alfa e haptoglobina.

Dietilnitrosamina (DEN), como outras nitrosaminas, e um carcinogeno hepatico conhecido que vem sendo estudado ha anos. (12,33,40) Li et al. (20) demonstraram em ratos que a DEN induz lesoes muito semelhantes aos diferentes tipos de tumores benignos e malignos em humanos. Um mecanismo pelo qual a DEN inicia a carcinogenese e a geracao de radicais livres, os quais levam ao ataque de acidos graxos ou cadeia lateral acil seguida de extracao de um atomo de hidrogenio de um carbono metileno de uma cadeia lateral. (25) DEN e um mutageno que tambem causa mudancas funcionais no reticulo endoplasmatico, aumenta a quantidade de componentes que contem colina, aumenta a expressao do fator de crescimento do endotelio vascular (VEGF) e causa mutacoes no DNA nuclear e mitocondrial. (8,29,38,44)

A ativacao metabolica e importante para a acao citotoxica das nitrosaminas e a alfa-hidroxilacao e a principal via para sua ativacao, a qual, no caso do DEN, produz especies de etilacao. (37,41,43) O acetaldeido, o principal metabolito do DEN no figado de roedores e humanos, e formado pela oxidacao da DEN e pode reagir com constituintes celulares. (20,42)

A peroxidacao lipidica, um importante processo no dano celular mediado por metabolitos dos radicais livres, afeta os antioxidantes da celula. Varias hepatotoxinas sao convertidas a metabolitos eletrofilicos, os quais geralmente aumentam a demanda de antioxidantes. (5)

No presente trabalho, o grupo deficiente possui a maior taxa de peroxidacao lipidica em todos os momentos, a qual se estabiliza a partir de 72 horas. O grupo controle apresenta um pico em 48 horas. Isso sugere que a deficiencia de vitamina E na dieta promove maior suscetibilidade a lipoperoxidacao durante a administracao fracionada da DEN. Isso pode ser explicado pelo efeito protetor da vitamina E, tanto na dose recomendada como na suplementacao, contra a lipoperoxidacao induzida pela DEN nos animais. O grupo deficiente apresentou o maior nivel de GSH quando comparado aos outros grupos e tanto o grupo deficiente quanto o controle tem queda dos niveis em 48 horas. Bansal et al. (4) demonstraram que a administracao da DEN aumentou os niveis de lipoperoxidacao e de dienos conjugados no animais e reduziu as concentracoes de substancias antioxidantes como catalase e GSH. O pre tratamento com uma injecao intraperitoneal de vitamina E foi capaz de reduzir a peroxidacao lipidica e recuperar o nivel de GSH para proximo do valor do grupo controle. (4)

A vitamina E, o principal antioxidante lipossoluvel no figado, interage de forma efetiva contra as especies reativas de oxigenio geradas, preservando a integridade da membrana celular. (4) Como o principal criterio para irreversibilidade da injuria celular e o dano a membrana celular, a vitamina E se torna essencial na protecao contra o insulto quimico. A modulacao da vitamina E, seja por suplementacao ou deficiencia, pode levar ao desequilibrio do estado oxidativo da celula, em que a suplementacao de vitamina E aumenta a habilidade de competir com o estresse oxidativo e a deficiencia pode levar ao aumento do dano oxidativo. A administracao de vitamina E pode ser util na protecao do figado contra a toxicidade e a carcinogenicidade das N-nitrosaminas pela inibicao do citocromo P-450 e outras enzimas metabolizadoras de drogas. (17,34)

Os niveis de vitamina E plasmaticos e hepaticos foram maiores no grupo suplementado quando comparado aos outros grupos. O grupo deficiente apresentou os menores niveis, com queda a partir das 48 horas. Esses resultados sugerem que ha um consumo maior de vitamina E nos grupos deficiente e controle frente a injuria causada pela DEN, especialmente nas primeiras horas. A inversao no comportamento dos niveis de vitamina E entre os grupos controle e suplementado, mostrando que em 120 horas os valores plasmaticos e hepaticos do grupo controle cairam e os do grupo suplementado aumentaram, fortalece essa afirmacao.

A vitamina E mostrou feito protetor na carcinogenese quimica experimental pela inibicao da iniciacao e promocao, sequestro dos radicais livres formados e pelo estimulo aos mecanismos de imunidade celular. (2,10,28,30,31) Esse efeito protetor foi observado apenas quando a suplementacao foi empregada antes ou durante os estagios iniciais da carcinogenese. (13,39) Estudos mostraram que a vitamina E pode proteger contra a carcinogenicidade de nitrosaminas. (11,14,22,27) Entretanto, Chiarello et al. 6 demonstraram que a suplementacao de vitamina E nao conferiu protecao contra a peroxidacao lipidica e necrose provocadas pela DEN.

CONCLUSAO

Os animais que receberam dieta isenta de vitamina E apresentaram pior resposta ao dano oxidativo causado pela DEN e a suplementacao de vitamina E nao foi capaz de conferir protecao. Isso sugere que outros fatores podem estar envolvidos na resposta metabolica a DEN.

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Paula Garcia CHIARELLO *

Antonio Carlos IGLESIAS **

Alceu Afonso JORDAO *

Celia COHEN *

Sergio ZUCOLOTO ***

Helio VANNUCCHI *

* Departamento de Clinica Medica -- Faculdade de Medicina de Ribeirao Preto -- USP -- 14049-900 -- Ribeirao Preto -- SP -- Brasil. E-mail: paulagc@fmrp.usp.br.

** Disciplina de Clinica Cirurgica -- Escola de Medicina e Cirurgia -- Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro -- UNIRIO -- Rio de Janeiro -- RJ -- Brasil.

*** Departamento de Patologia -- Faculdade de Medicina de Ribeirao Preto -- USP -- 14049-900 -- Ribeirao Preto -- SP -- Brasil.
Tabela 1--Comparacao dos niveis de SRATB (unidade) hepatico
em 24, 48, 72 e 120 horas apos a ultima injecao da DEN
entre os grupos experimentais (ANOVA, p < 0,05).

                         SRATB

               DD                   DN

24 h    3,05 [+ o -] 0,7     0,7 [+ o -] 0,2
48 h     2,4 [+ o -] 0,2     1,22 [+ o -] 0,3
72 h     1,7 [+ o -] 0,6    0,76 [+ o -] 0,07
120 h    1,3 [+ o -] 0,4     0,8 [+ o -] 0,09
             1>2>3=4             2 > all

                         SRATB

               DS                 EST *

24 h    0,73 [+ o -] 0,1         DS=DN<DD
48 h     0,7 [+ o -] 0,1         DS<DN<DD
72 h    0,64 [+ o -] 0,1         DS=DN<DD
120 h   0,62 [+ o -] 0,03        DS=DN<DD
               sd

Diferencas estatisticas pelo teste ANOVA com
nivel de significancia p < 0,05.

Tabela 2--Avaliacao dos niveis de GSH hepatico reduzido e
vitamina E (hepatico e plasmatico) em 24, 48, 72 e
120 horas apos a ultima injecao de DEN entre os grupos
experimentais (ANOVA).

         GRUPOS         24 h                48 h

GSH        DD     69,6 [+ o -] 13,6   37,5 [+ o -] 4,9
           DN     30,7 [+ o -] 5,2    20,6 [+ o -] 3,8
           DS     31,2 [+ o -] 5,4    27,5 [+ o -] 5,9
          EST         DN=DS<DD            DN<DS<DD

VIT E      DD     3,44 [+ o -] 1,6     3,2 [+ o -] 1,8
(pla)      DN     28,1 [+ o -] 8,1    18,3 [+ o -] 5,4
           DS     45,0 [+ o -] 3,1    56,5 [+ o -] 13,4
          EST         DD<DN<DS            DD<DN<DS

VIT E      DD      2,3 [+ o -] 1,3    0,85 [+ o -] 0,6
(hep)      DN     30,0 [+ o -] 4,5    25,8 [+ o -] 5,4
           DS     40,7 [+ o -] 12,5   36,2 [+ o -] 1,2
          EST         DD<DN<DS            DD<DN<DS

         GRUPOS         72 h                120 h

GSH        DD     36,9 [+ o -] 6,1    47,6 [+ o -] 10,2
           DN     30,5 [+ o -] 4,1    29,8 [+ o -] 3,7
           DS     28,5 [+ o -] 5,7    31,9 [+ o -] 2,6
          EST         DN=DS<DD            DN=DS<DD

VIT E      DD      1,1 [+ o -] 0,6     1,6 [+ o -] 0,6
(pla)      DN     12,2 [+ o -] 3,8     5,8 [+ o -] 1,9
           DS     61,2 [+ o -] 10,7   67,6 [+ o -] 8,4
          EST         DD<DN<DS            DD=DN<DS

VIT E      DD     0,95 [+ o -] 0,73   0,86 [+ o -] 0,45
(hep)      DN     28,7 [+ o -] 9,1    15,02 [+ o -] 12,3
           DS     38,2 [+ o -] 8,4    59,1 [+ o -] 13,0
          EST         DD<DN<DS            DD<DN<DS

         GRUPOS     Estatistica *

GSH        DD         24>todos
           DN         48<todos
           DS            SD
          EST

VIT E      DD     (24=48)>(72=120)
(pla)      DN      24>(48=72)>120
           DS      24<48<(72=120)
          EST

VIT E      DD            SD
(hep)      DN         120<todos
           DS         120>todos
          EST

* Diferencas estatisticas pelo teste ANOVA com nivel
de significancia p < 0,05.
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Title Annotation:Texto en Portuguese
Author:Garcia Chiarello, Paula; Carlos Iglesias, Antonio; Jordao, Alceu Afonso; Cohen, Celia; Zucoloto, Ser
Publication:Alimentos e Nutricao (Brazilian Journal of Food and Nutrition)
Article Type:Perspectiva general de la enferm
Date:Apr 1, 2010
Words:4529
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