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Augusto e a Lusitania Ocidental: uma notula.

Augusto y la Lusitania Occidental: una nota

Augustus and the West Lusitania: a little note

Defendeu Robert Etienne a tese de que a devotio iberica constituiu o primeiro sinal do movimento que levaria a instalacao, digamos assim, do culto imperial, ou seja, dessa 'promiscuidade' entre o poder politico e a religiao, na medida em que o poder imperial era visto como uma especie de emanacao da divindade. Os povos da Peninsula Iberica teriam, pois, em seu entender, ocupado nessa concepcao um lugar primordial. Publicada em 1958 (com reimpressao em 1974), a sua obra determinou no autor um interesse especial pela figura de Augusto, o que o levou a publicar, em 1977, Le Siecle d'Auguste, uma colectanea de textos escolhidos, acompanhados de reflexoes de sintese, nomeadamente a proposito do culto imperial, que tanto o entusiasmara.

Nao admira, por isso, que tendo coordenado, primeiro com Joao Manuel Bairrao Oleiro e depois com Jorge Alarcao, o projecto de escavacao sistematica da cidade de Conimbriga, os aspectos da politica imperial lhe hajam de imediato despertado o maior interesse, ate para deste modo integrar na politica geral do Imperio o que Conimbriga ia revelando ano apos ano.

Assim, quando, em 1976, se realizou em Saragoca o simposio sobre as cidades <<augusteas>>, apresentou com J. Alarcao o resultado de uma primeira reflexao, a que foi dado o titulo de <<Portugal na epoca de Augusto>>, explicitando-se, logo no primeiro paragrafo, que o uso do termo <<Portugal>> detinha apenas uma justificacao funcional (1).

A intencao dos autores foi a de mostrar como se iniciara, com Augusto, o <<processus decisif de romanisation de terres longtemps negligees; l'histoire, pour ainsi dire, commence ici avec Auguste>> (p. 171), explicitando-se, logo de seguida, que os resultados ja entao obtidos atraves das escavacoes levadas a efeito em Conimbriga ajudavam <<a en comprendre l'habilite politique autant que l'aspect revolutionnaire>> (ibidem). Apontando Augusto como um herdeiro da politica empreendida por seu pai adoptivo, Julio Cesar, no ambito da consolidacao de cidades como Pax Iulia, Liberalitas Iulia Ebora e Felicitas Iulia Olisipo ou, ate, Myrtilis, documentam-se as preocupacoes imperiais no que concerne a implantacao de uma rede viaria e, de modo especial, no que respeita a <<recuperacao do escol indigena>> com vista a sua gradual insercao num <<modelo politico-religioso>> (p. 173).

Apos tracarem o quadro dessa rede viaria, nomeadamente a partir de Emerita, e de salientarem o interesse historico das--ainda nao muito abundantes--inscricoes relativas a delimitacao do territorio dos povos, mais frequentes entre o Douro e o Tejo (p. 175-176), demoram-se, como arqueologos, na descricao do que foi, em tempo de Augusto, a decisao de remodelar o coracao da cidade de Conimbriga, para ai se implantar <<un ensemble monumental a la romaine>> (p. 180), concluindo:
   Ce qui frappe c'est la lenteur et la prudence de Roma qui sait que
   le temps travaille pour elle dans un monde qu'elle a pacifie. Sans
   bouleverser les structures sociales, elle cherche a recuperer les
   elites qui communient dans le culte imperial autant qu'elles font
   l'apprentissage de l'autonomie municipale. Le Portugal romain a
   l'epoque augusteenne participe donc de ce regime d'equilibre entre
   passe et present, entre liberte et autorite, entre traditions et
   innovations (p. 185).


Em 1987, celebrar-se-ia em Madrid, sob os auspicios da Bayerische Akademie der Wissenschaften, um outro coloquio em que se propunha a analise do binomio <<Stadtbild und Ideologie>>, isto e, que relacao se poderia estabelecer entre os modelos urbanisticos adoptados nos finais da Republica e nos primordios do Imperio e a ideologia que lhes estava subjacente. Oportunidade, pois, para Jorge de Alarcao retomar, desse prisma, ampliando a sua analise, os temas abordados no simposio de 1976, dando especial relevo as delimitacoes dos povos, ou seja, a organizacao territorial, com base, fundamentalmente, na documentacao epigrafica (termini augustales) (pp. 43-44) (2). A sua atencao vai, depois, para as cidades, discutindo quais terao sido obra do primeiro imperador.

Assim, cidades como Conimbriga e, sobretudo, Pax Iulia, Liberalitas Iulia Ebora e Felicitas Iulia Olisipo sao analisadas tambem do ponto de vista da documentacao arqueologica, continuando a manter-se a duvida, ainda hoje persistente, se estas tres ultimas terao sido mesmo criadas por Cesar, uma criacao a que Augusto tera, necessariamente, dado depois a sua maior atencao. Ja quanto a Scallabis--na actualidade localizada, sem grande margem para duvida, onde viria a estabelecer-se a cidade de Santarem--quer por surgir designada na documentacao como Praesidium Iulium quer por os seus cidadaos terem sido inscritos na tribo Sergia, parece, de facto, unanime considerar-se fundacao de Cesar.

Nessa comunicacao passam-se em revista praticamente todas as cidades romanas conhecidas, algumas delas entao em comeco de investigacao como a que se situou na actual Bobadela, de que se sabe ter sido designada splendidissima civitas mas cujo nome se desconhece; como Eburobrittium, agora ja localizada perto de Obidos; ou mesmo como a civitas Igaeditanorum ou Ammaia, de que muito progrediram os conhecimentos; ou, ainda, Viseu, onde a recente descoberta de um altar que reputo como fundacional (2013, 382), dedicado a uma divindade topica, veio trazer novos argumentos a fundamentar a sua importancia e singular estatuto.

De Conimbriga, por exemplo, houve a preocupacao de mostrar o que nela era passivel de atribuir a accao do imperador Augusto. De Pax Iulia a referencia a inscricao--nessa altura em fase de estudo, publicada pouco depois (FE 131)--que aponta no sentido de ter pertencido a Augusto a iniciativa de ter mandado erguer as muralhas da cidade, com as respectivas torres e portas, no ano 2 a. C., o que, tomando em atencao outros exemplos (recorda-se CIL XII, 3151, de Nimes, datado de 16-15 a. C.), poderia reforcar a hipotese de Cesar haver promovido a instalacao de populacao naquela zona--de ocupacao pre-romana ja documentada-- e ter sido Augusto o verdadeiro promotor da sua elevacao a colonia.

Em relacao a civitas Igaeditanorum--seguramente municipio em tempo dos Flavios, dado que ha referencias a tribo Quirina e nao a Galeria--viria mais tarde a dar-se maior relevo a duas epigrafes, a que Jorge Alarcao alude, sim, mas cujo elevado significado nao teve oportunidade de realcar.

Uma e a que regista a bem conhecida oferta de um orarium aos Igaeditanos, feita por um cidadao de Emerita, pertencente a uma familia, a Tallia (nao a invulgar Iallia), de cuja importancia em Merida mais dados se irao, certamente, conhecer (3). Recebem-na os magistri de quatro gentilitates, em que a populacao da civitas estaria agrupada (Encarnacao: 2013, 213-214); e cabera a Robert Etienne (1992) lancar a hipotese de se tratar de um acto benemerente, sim, mas de funda conotacao politica, dado que o orarium poderia querer significar a intencao de, tambem ali, o quotidiano se passar a pautar pelo 'tempo' imperial--e o facto de a oferta ter partido de um notavel emeritense sublinharia essa intencao.

A outra epigrafe e a homenagem que a cidade presta a Gaio, um dos filhos adoptivos de Augusto, no momento em que o imperador, preocupado com a sua sucessao, deposita esperancas em Gaio e em Lucio, nomeando-os Cesares, indigitando-os desta forma para um deles --ou mesmo os dois--virem a ocupar o trono apos a sua morte. Tinha Augusto plena consciencia de que se nomeara imperator, porque ascendera ao poder pela forca das armas; quisera ser augustus, para realcar o apoio divino; mas tambem nao quisera deixar de ser Caesar para mostrar legitima assuncao do poder pela via hereditaria, divi filius! A nomeacao de Gaio e de Lucio como Cesares deve, pois, ser naturalmente assim entendida. E, por isso, Emerita, Caesar Augusta, Medellin, Linares (Cazlona), Bracara Augusta, entre outras, apressam-se a mostrar que estao do seu lado, mandando esculpir os seus bustos e colocando-os no forum. A inscricao C(aio) * Caesari * Augusti * f(ilio) / pontif(ici) * co(n)s(uli) * imp(eratori) / principi * iuventutis / civitas * Igaedit(anorum) nao pode deixar de atribuir-se um relevo especial, colocando-a a par das varias outras que, pouco a pouco, vao sendo identificadas e devidamente valorizadas como eco de uma politica do 'governo central' mesmo nestes confins ocidentais do Imperio, como ja tive ensejo de referir (2007, 352-355).

[FIGURA 1 OMITIR]

Tiveram natural repercussao na vida politica--e, ate, economica--da Hispania e, concomitantemente, na Lusitania ocidental as vindas do imperador a Peninsula. Esse aspecto tem sido tambem ultimamente abordado com acutilancia; contudo, nao se nos afigura que este Ocidente atlantico haja despertado no corte imperial uma atencao especifica. Bracara Augusta, decerto, dada a proximidade com os Astures e Cantabros e estariam bem presentes as dificuldades das guerras cantabricas--e a ereccao das Arae Sestianae assim como a missao de Paulo Fabio Maximo (Tranoy 1981, 327-329) assumem-se como marcos evidentes dessa mutua vontade de unidade e compreensao. Porventura o altar em que apenas se le sacrum (Carvalho et alii 2006) seja tambem susceptivel de se integrar no clima de uma politica imbuida de religiosidade.

E esse aspecto prende-se com a necessidade de chamar de novo a colacao duas epigrafes a que ultimamente tenho procurado dar o maior relevo pela sua singularidade: a verosimil atribuicao de IRCP 184 a um templo (ou templete) mandado consagrar, em Salacia, por um indigena, Vicanus Bouti filius, a Augusto em 5/4 a. C., e o pedestal, recentemente reencontrado, dedicado divo Augusto por dois augustais, em Olisipo (Fig. 2). Ratifica o segundo a ja bem documentada conclusao de que coube a Tiberio a politica de, atraves da divinizacao, fomentar o culto imperial; prova o primeiro, mediante especialmente o uso da palavra sacrum, que a devotio referida por Robert Etienne teve manifestacoes concretas ainda mesmo durante o reinado de Augusto.

[FIGURA 2 OMITIR]

Conhecia-se a inscricao dedicada a M. Aurelius, notavel da colonia de Pax Iulia que, apos ter sido duunviro, foi eleito flamine do imperador Tiberio. Prestaram-lhe a homenagem seguramente no momento em que, mediante o exercicio da praefectura fabrum, se preparava para se ausentar da colonia e desempenhar funcoes equestres quica na propria Urbe. O facto de ter sido referida somente por Andre de Resende--cujas tendencias falsarias sobejamente se conheciam--levara-nos a adoptar alguma cautela na utilizacao deste documento como fonte historica convincente. Reapareceu agora, em reutilizacao numa herdade perto da cidade de Beja, e comprovou-se a sua autenticidade. Ora isso permite-nos realcar o que se afirmava acerca do incremento do culto ao imperador, que nao abarcou apenas Augusto mas de imediato o proprio Tiberio. E essa circunstancia leva-nos a supor que ha motivos bastantes para acreditar que a propria colonia de Pax Iulia tera participado activamente em manifestacoes desse culto a Augusto, ainda que, ate ao momento, vestigios epigraficos nos faltem.

Jorge de Alarcao e Robert Etienne debrucaram-se sobre as cidades que consideraram mais significativas da Lusitania ocidental, mormente as que se situavam no conventus Scallabitanus e, do conventus Pacensis, so Ebora e Pax Iulia lhe mereceram especial atencao, porque eram aquelas que detinham uma relacao mais estreita com o reinado do primeiro imperador. Salacia imperatoria urbs, por exemplo, detinha ja uma existencia bem visivel antes do Imperio; Ammaia podera estar directamente ligada a atencao de Claudio para com a Hispania, bem analisada por Nony. Ossonoba e Balsa poderao tambem relacionar-se com este imperador, dada a mencao a tribo Quirina na onomastica de cidadaos por ai identificados. Essa e, alias, a opiniao de Vasco Mantas, que, ao reflectir sobre o estatuto e o territorio de Ossonoba (1993), sugere que tanto a tribo Quirina como <<a ausencia do epiteto Iulia na designacao oficial da cidade obrigam a rever a hipotese de uma promocao municipal de Ossonoba sob Cesar ou Augusto>> (p. 524), sugestao que <<e ainda apoiada pelo reconhecido desenvolvimento economico da Betica e do Sul da Lusitania durante o principado de Claudio, igualmente atestado em Faro, e [que] permite compreender a presenca do busto de Agripina na grande villa de Milreu>> (p. 524-525). Ha, contudo, de referir-se o achamento, em Bias do Sul (Olhao), de um miliario (IRCP 660--Fig. 3), de cuja inscricao o inicio desapareceu e que, por esse motivo, nos obriga a ser cautelosos quanto a garantirmos a identificacao do imperador nele mencionado. Lemos apenas: [...] / AVG(usto) ? PON/TIFICI * M/AXIMO / M(ilia) P(assuum) X (decem). Considera Jorge de Alarcao que a contagem das milhas foi feita a partir de Balsa; Vasco Mantas prefere, por seu turno, nao hesitar <<em considerar Ossonoba o ponto inicial da balizagem deste troco da via Baesuris--Ossonobas pois a distancia indicada, equivalente a cerca de 15 quilometros, so pode referir-se a Faro>> e conclui:
   Tendo em conta a extrema raridade dos marcos miliarios no Algarve,
   onde a sua colocacao parece ter sido ocasional, e a circunstancia
   de o texto alusivo ao imperador aparecer em dativo, consideramos
   que esta coluna viaria se encontrava exactamente na fronteira entre
   as duas cidades (pp. 525-526).


[FIGURA 3 OMITIR]

Que conclusao daqui se tiraria? Que tambem neste extremo meridional lusitano houve intervencao do imperador Augusto--aspecto que, salvo o erro, nao tem sido problematizado, quica tambem por apenas termos este documento truncado. Quando o estudei, escrevi:
      Nas linhas superiores estaria logicamente o resto da
   Identificacao do imperador, que, pelos titulos e pela correccao
   da gravacao e do desenho dos caracteres, podera ser algum da
   dinastia julio-claudia, inclusive o proprio Augusto, dada a
   importancia atribuida ao cargo sacerdotal grafado por extenso;
   nas tres primeiras linhas poder-se-ia ler algo como IMP CAE/SARI
   / DIVI F.


E sublinhava, em jeito de conclusao:
      Este marco atesta o interesse de Roma pela regiao logo nos
   Comecos do Imperio.


Na verdade, poderia quica argumentar-se que o facto de toda esta area litoral ter mantido desde sempre um caracter deveras cosmopolita, de antigas e permanentes relacoes comerciais com o Norte de Africa, fez com que a intervencao do imperador se tivesse facilmente dispensado ou, ate, considerado inoportuna, numa area em que, acima de tudo, pelas suas caracteristicas, a liberdade de accao era deveras importante.

Conclusao

Mais do que eventuais ecos das guerras civis entre Cesar e Pompeu e das dificuldades outrora sentidas, protagonizadas por Viriato e por Sertorio, Augusto teve de por cobro a oposicao que os povos do Norte lhe moveram.

A necessidade de ligar Augusta Emerita a Bracara Augusta4 tera chamado a atencao dos seus funcionarios para quao imperioso era resolver problemas de delimitacao no mosaico de povos que se movimentavam nas serranias de entre Douro e Tejo e, tambem, para o papel relevante (estrategico e tambem economico, devido a mineracao aurifera) que detinha a civitas Igaeditanorum.

As cidades do termo do aurifer Tagus e do conventus Pacensis ja funcionavam, bastava somente estrutura-las um pouco melhor. Nessa regiao meridional nao existiriam rivalidades e talvez uma divindade como Endovellicus exercesse tambem um papel congregador. De Salacia recebera sempre boas informacoes, ate porque lhe interessava nao interferir nos rendosos negocios do garum e do fabrico das anforas que transportariam para Roma esse garum, azeite e vinho. Quanto ao extremo Sul, igualmente se nao registariam perigos para o normal funcionamento economico e administrativo: qualquer intervencao ai seria contraproducente, portanto.

Justificado esta, por consequencia, a diferente paisagem epigrafica e arquitectonica registada.

E--queira-se ou nao--o bloco arquitectonico do templo mandado levantar, em Salacia, por um vulgar vicanus (de que nada mais se sabe a nao ser que tivera pai de nome tipicamente lusitano, Boutius), a celebrar uma consagracao, assume, neste panorama, significado maior, em relacao a um imperador que nao aceitou ser sumo pontifice enquanto estivesse vivo quem tais funcoes exercia e que tem, nessa epigrafe (IRCP 184), pon tifici maxumo gravado por extenso--para que nao haja duvidas!

Bibliografia de referencia (5)

Alarcao, Jorge de e Etienne, Robert: <<Le Portugal a l'epoque augusteenne>>, Symposium de Ciudades Augusteas [Bimilenario de Zaragoza, 5-9 Oct. 1976], Zaragoza, 1976, pp. 171-185.

Alarcao, Jorge de: <<A urbanizacao de Portugal nas epocas de Cesar e de Augusto>>, in Trillmich, Walter e Zanker, Paul (coord.): Stadtbild und Ideologie (Die Monumentalisierug hispanischer Stadte zwischen Republik und Kaiserzeit), Kolloquium in Madrid vom 19, bis 23, Oktober 1987. Munchen, 1990, pp. 43-57.

Almeida, Fernando de: <<C. Cesar, principe da juventude, honrado em Idanha-a-Velha>>, Revista da Faculdade de Letras, 2a serie, 21(1), 1955, pp. 178-185.

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Encarnacao, Jose d' e Feio, Jorge: <<Um flamine de Tiberio em Pax Iulia--IL II 49 reencontrado>>, Conimbriga, LI, 2014 (no prelo).

Etienne, Robert: Le Culte Imperial dans La Peninsule Iberique d'Auguste a Diocletien. Paris, 1974 [reimp. da edicao de 1958].

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Gonzalez Herrero, Marta: <<El uso de la tribu Quirina por Claudio. A proposito de CIL II, 159>>, Habis, 44, 2013, pp. 141-156.

IRCP = Encarnacao, Jose d': Inscricoes Romanas do Conventus Pacensis Subsidios para o Estudo da Romanizacao. Coimbra, '1984, 22013. Acessivel em: <http://hdl.handle.net/10316/578>.

Mantas, Vasco Gil: <<A cidade luso-romana de Ossonoba>>, in Rodriguez Neila, Juan Francisco (coord.): Actas del I Coloquio de Historia Antigua de Andalucia (Cordoba, 1988), vol. I, Cordoba, 1993, pp. 515-537.

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Moreira, Jose Beleza: A Cidade Romana de Eburobrittium-Obidos. Porto, 2002.

Nony, Daniel: <<Claude et les Espagnols sur un passage de l'Apocoloquinose>>, Melanges de la Casa de Velazquez, 4 (1968), pp. 51-71.

Quinteira, Catarina e Encarnacao, Jose d': <<CIL II 182, de Olisipo>>, Conimbriga XLVIII 2009 181-187. Acessivel em: <http://hdl.handle.net/10316/13088>.

Sa, Ana M. de: Civitas Igaeditanorum: Os Deuses e os Homens. Idanha-a-Nova, 2007.

Tranoy, Alain: La Galice Romaine. Paris, 1981.

(1.) Note-se esse uso--que foi vulgar nessa decada de 70--da expressao 'Portugal romano' para significar o que, na epoca romana, abrangia o actual territorio portugues. Trata-se de uma opcao metodologica, na medida em que a investigacao se centrava, entao, muito nas fronteiras politico-administrativas contemporaneas, embora houvesse a consciencia clara de que esse territorio, para norte do Douro, pertencera a provincia da Hispania Citerior e para sul se estendera, a partir de Augusto, a Lusitania, que abarcava nao apenas o territorio portugues, como se sabe, mas tambem a Extremadura espanhola, ate porque a capital, fundada pelo imperador, era Augusta Emerita. Atitude metodologica bem diversa se tivera, por exemplo, na epoca renascentista e tambem a partir da segunda metade do seculo XIX em que o termo <<Lusitania>> identificava <<Portugal>>, mesmo o que ficava para la do Douro.

(2.) Nao me foi possivel consultar ainda a recente publicacao de C. Cortes Barcena, que, segundo informacao que me foi gentilmente transmitida, traz notavel actualizacao deste assunto, nomeadamente nas pp. 48-53, 60-62 e 66-69.

(3.) Atendendo a que a leitura Iallia, apesar de ja por diversas vezes corrigida (veja-se Conimbriga 30 1981 181), continua a ser, de quando em vez, repetida, pelo que nao deixara de ser oportuno reproduzir-se aqui pormenor da fotografia (Fig. 1)--tambem publicada por Sa (2007, p. 64, cliche de Delfim Ferreira)--em que o T se le claramente.

(4.) Alarcao e Etienne referem-se, naturalmente, a essa rede (1976, pp. 177-79), mencionando, por exemplo, o miliario CIL II, 4868, datado de 1 de Julho do ano 11 a 30 de Junho de 12. Anote-se tambem, complementarmente, que o seu sucessor, Tiberio, continuou, de forma sistematica, a construcao da rede viaria da zona, como se documentam pelos miliarios CIL II, 4749, 4773, 4777, 4778 e 4869.

(5.) Agradeco a Direccao ter aceitado a minha proposta de apresentar esta notula em forma de ensaio. Por esse motivo se omitiram no texto a maior parte das referencias bibliograficas obvias, para nao quebrar o ritmo da exposicao. Optou-se, pois, por as incluir aqui, uma vez que sao, de resto, facilmente identificaveis em relacao a cada afirmacao expendida.

Jose d'ENCARNACAO

Universidade de Coimbra (Portugal)

jde@fl.uc.pt

Fecha de recepcion: 16-7-2014; aceptacion definitiva: 16-9-2014 BIBLD [0213-2052(2014)32;197-208
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Author:d'Encarnacao, Jose
Publication:Studia Historica. Historia Antigua
Date:Jan 1, 2014
Words:3942
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