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Atributos quimicos de um solo degradado apos aplicacao de composto organico e crescimento de Mabea fistulifera Mart./Chemical attributes recovery of a degraded soil using pulp manufacture organic compound and planting Mabea fistulifera Mart.

Introducao

A partir da decada de 60, com a crescente demanda de energia eletrica, grandes investimentos foram direcionados ao setor energetico, redundando em um aumento de construcoes de usinas hidroeletricas. Apesar de estas produzirem a chamada energia limpa, as obras causaram grandes impactos nas areas circunvizinhas, tendo sido requeridas, para a construcao, grandes volumes de solo, principalmente para fundacao e terraplanagem da barragem, ocasionando a degradacao de extensas areas (COLODRO, 2005). Como consequencia, os solos destas areas encontram-se em geral muito compactados com elevados valores de densidade do solo, baixas taxas de infiltracao e capacidade de armazenamento de agua, deficientes em oxigenio, apresentando alta resistencia a penetracao de raizes e com reduzidos teores de materia organica (MOREIRA, 2004). Uma das maneiras de se buscar a recuperacao destes solos seria pela adicao de materia organica e nutrientes e o plantio de especies arboreas.

Nos processos industriais que envolvem a madeira, usualmente, geram-se residuos com alto percentual de materia organica. As fabricas de papel e celulose geram em torno de 48 Mg de residuos para cada 100 Mg de celulose produzida e se deparam com problemas de ordem ambiental para a destinacao desses residuos (BELLOTE et al., 1998). Em geral, ha dois tipos de residuos de celulose. O lodo primario, que e formado por fibras de residuos de madeira, possui alto nivel de carbono e baixo nivel de nutrientes, agindo como um consumidor de nitrogenio em potencial e o lodo secundario, que e rico em biomassa microbiana, que libera nutrientes para o solo durante a sua decomposicao (HARRISON et al., 2003). Porem, estes residuos possuem alta relacao C/N necessitando que ocorra sua completa decomposicao para serem utilizados no solo como fertilizante organico (BELLOTE et al., 1998). Dessa forma, a utilizacao de compostos provenientes de residuos da extracao da celulose pode ser uma alternativa em potencial.

O uso de especies florestais na recuperacao de areas degradadas tem efeito catalisador na recuperacao dessas areas. Entre as principais funcoes da cobertura vegetal com especies arboreas destacam-se: protecao do solo aos agentes climaticos, manutencao e a adicao de materia organica no solo, mobilizacao e a reciclagem de nutrientes e favorecimento da atividade biologica do solo (PERIN, 2001; DUDA et al., 2003). Mabea fistulifera Mart. e uma arvore com altura variando de 4 a 8 metros, decidua, pioneira, caracteristica de vegetacao secundaria de terrenos arenosos, principalmente do cerrado e de sua transicao para a floresta semidecidua (LORENZI, 2002). As caracteristicas vegetativas da Mabea fistulifera permitem ocupar locais extremamente inospitos, aliados a sua grande producao de nectar e polen que funcionam como atrativos de um grande numero de animais envolvidos em sua polinizacao. Estas caracteristicas aparentemente tornam esta especie potencialmente apta para ser utilizada na recuperacao de areas degradadas, tendo o papel de nao somente melhorar as condicoes fisicas e quimicas do solo e as condicoes microclimaticas da area, mas tambem de permitir a recolonizacao da area por varias especies animais que seriam dispersores potenciais de outras especies vegetais para a area em recuperacao (LEAL FILHO; BORGES, 1992).

Tendo como objetivo pesquisar possibilidades de uso de compostos organicos de forma sustentavel, o objetivo desse trabalho foi testar a eficacia de um composto organico advindo de residuos da extracao da celulose na recuperacao de atributos quimicos de um solo degradado e avaliar o desenvolvimento de Mabea fistulifera Mart.

Material e metodos

O experimento foi implantado em uma area da qual foi retirada uma camada de solo com espessura media de 8,60 m para utilizacao na terraplanagem e fundacao da Usina Hidreletrica de Ilha Solteira - SP, a qual teve sua construcao iniciada na decada de 1960. O substrato da area de estudo esta exposto desde 1969. Mesmo apos a retirada dessa espessa camada de solo, este apresenta horizonte B remanescente, sobre o qual o experimento foi instalado. A vegetacao nativa da area de estudo era o Cerrado.

A area localizada no municipio de Selviria - MS, a margem direita do rio Parana, encontra-se entre as coordenadas geograficas de 51[degrees]22' de longitude oeste de Greenwich e 20 22' de latitude sul, a 327 m de altitude. Apresenta medias anuais de precipitacao pluvial de 1.370 mm; temperatura de 23, [degrees]C; e umidade relativa do ar entre 70 e 80 %. O tipo climatico, segundo Koppen, e Aw (clima tropical umido, com estacao chuvosa no verao e seca no inverno). O periodo chuvoso se estende de outubro a marco; os meses de dezembro, janeiro e fevereiro constituem o trimestre mais chuvoso e os meses de junho, julho e agosto (media de 27 mm), o trimestre mais seco. O relevo e suave a plano e o solo na sua condicao original era um Latossolo Vermelho Distrofico, de acordo com a nomenclatura atual da EMBRAPA (2013), sendo que o mesmo foi classificado como muito profundo, textura media (200-350 g [kg.sup.-1] de argila), e a fracao argila constituida por gibbsita e caulinita (DEMATTE, 1980).

O experimento foi realizado seguindo um delineamento experimental em blocos ao acaso em esquema de parcelas subdivididas, utilizando-se quatro repeticoes. A especie arborea cultivada foi a Mabea fistulifera Mart. (canudo-de-pito). Os tratamentos estudados foram: area sem intervencao (SI); sem adubacao ([D.sub.0]); adubacao mineral de acordo com a necessidade da cultura ([D.sub.AM]); adubacao com composto de acordo com a necessidade da cultura (10 Mg [ha.sup.-1] - [D.sub.10]); 15 e 20 Mg [ha.sup.-1] do composto ([D.sub.15]e [D.sub.20], respectivamente).

Para descompactacao mecanica do solo foram realizadas, em dezembro de 2009, subsolagens cruzadas na profundidade de 0,40 m e gradagem leve (Figura 1). Em fevereiro de 2010, o composto foi distribuido manualmente ao longo de cada parcela e incorporado em area total com aracao profunda. Alem da subsolagem cruzada em area total, utilizou-se um subsolador com uma unica haste de 0,50 m na linha de plantio.

O composto organico foi cedido pela Central de Compostagem do Grupo Ambitec, na O

Devido as poucas informacoes tecnicas sobre as necessidades nutricionais de Mabea fstulifera utilizou-se a recomendacao de adubacao mineral utilizada pelo viveiro de mudas nativas da Companhia Energetica de Sao Paulo (CESP), localizado na unidade Jupia, fornecendo 100g da formula 8-28-16 por planta (166,70 kg [ha.sup.-1]) e adubacao de cobertura apos 60 dias com, 48,8 gde ureia (81,45 kg [ha.sup.-1]) e 16,70 g de KCl por planta (27,80 kg [ha.sup.-1]).Devido as poucas informacoes tecnicas sobre as necessidades nutricionais de Mabea fstulifera utilizou-se a recomendacao de adubacao mineral utilizada pelo viveiro de mudas nativas da Companhia Energetica de SaoPaulo (CESP), localizado na unidade Jupia, fornecendo 100 g da formula 8-28-16 por planta (166,70 kg [ha.sup.-1]) e adubacao de cobertura apos 60 dias com, 48,8 g de ureia (81,45 kg [ha.sup.-1]) e 16,70 g de KCl por planta (27,80 kg [ha.sup.-1]).

O composto organico foi cedido pela Central de Compostagem do Grupo Ambitec, na Unidade da International Paper em Mogi Guacu - SP. Era constituido por uma mistura de dregs, grits, lama cal, cinzas e outros residuos gerados ao longo do processo industrial de extracao da celulose e passou por um processo de compostagem por 30 dias, exposto em leiras ao ar livre e com revolvimento mecanico periodico. A adubacao com o composto organico foi calculada mediante a analise quimica do solo e do composto (Tabelas 1 e 2). Portanto, 10 toneladas do residuo contem 63 kg de nitrogenio (Tabela 2), 54,96 kg de [P.sub.2][O.sub.5] e 71,41 kg de [K.sub.2]O desta forma estipulou-se entao as doses de 10, 15 e 20 Mg [ha.sup.-1] do composto.

A incorporacao do composto foi realizada em area total no inicio de fevereiro de 2010, com a realizacao do plantio logo em seguida. O adubo mineral foi distribuido em linha no momento do plantio (Figura 2) e a adubacao de cobertura foi realizada com distribuicao de ureia e KCl ao redor de cada planta. Cada parcela foi constituida por 40 plantas de Mabea fistulifera e o espacamento utilizado foi o de 3,0 x 1,5 (entrelinha x linha) (Figura 2A). Foram consideradas como uteis as tres fileiras centrais (18 plantas), deixando as extremidades como bordadura. As mudas utilizadas foram doadas pela CESP de Tres Lagoas - MS e foram produzidas em tubetes, a partir de sementes. A avaliacao do crescimento das plantas foi realizada no mes de maio de 2011 (Figura 2B). Foi mensurada a altura total (ALT), com o auxilio de uma regua graduada, a diametro medio de copa (DC), obtida a partir da media aritmetica de duas medidas da copa, com o auxilio de uma trena, e o diametro a altura do solo (DAS) com o auxilio de um paquimetro digital. As respectivas medidas foram tomadas de todos os vegetais presentes na area util de cada tratamento.

Os dados de precipitacao foram obtidos da Estacao Meteorologica da Fazenda de Ensino e Pesquisa da Faculdade de Engenharia de Ilha Solteira, em Selviria - MS. As normais climaticas utilizadas nesta pesquisa foram calculadas por meio da media dos dados de temperatura media e precipitacao no periodo de janeiro de 1992 a dezembro de 2010 (Figura 3). Os valores utilizados estao disponiveis no Departamento de Fitossanidade, Engenharia Rural e Solos da Faculdade de Engenharia de Ilha Solteira, no endereco eletronico: http://www.agr.feis.unesp.br/clima.phpn.

As amostras para analises dos atributos quimicos do solo foram coletadas em fevereiro de 2011 (em 5 pontos ao acaso, por parcela para constituir uma amostra composta) nas camadas de 0,00-0,05; 0,05-0,10; 0,10-0,20 e 0,20-0,40 m. As analises quimicas do solo foram realizadas de acordo com Raij et al. (2001).

Os dados de analise quimica do solo e crescimento da Mabea fistulifera foram analisados efetuando-se analise de variancia, homogeneidade da variancia e teste de Skott-Knott para as comparacoes das medias no nivel de 5 % de probabilidade. Para os atributos quimicos do solo, devido a heterogeneidade das variancias, os dados originais foram transformados em [square root of x], em que x e o valor original obtido. Foi realizada a analise de regressao entre as doses de composto considerando-se o controle como dose zero mais as doses de 10, 15 e 20 Mg [ha.sup.-1], no nivel de 5% de probabilidade. O programa computacional utilizado para a realizacao das analises estatisticas foi o SISVAR (FERREIRA, 2008).

Resultados e discussao

Os teores de materia organica no solo variaram de 9,8 g [dm.sup.-3] a 17,5 g [dm.sup.-3]. Nao foi verificada diferenca significativa em relacao ao teor de materia organica entre os tratamentos nas diferentes camadas estudadas (Tabela 3). Tambem nao foi observada, pelo teste de regressao, interacao significativa entre adicao de diferentes doses de composto e os teores de materia organica, nas quatro camadas estudadas (Tabela 4). No tratamento SI, na camada 0,0-0,05 m, o teor de materia organica foi igual a 17,5 g [dm.sup.-3], valor 12 % maior do que a media das demais. Este fato provavelmente se deve a presenca de braquiaria e ao nao revolvimento do solo nessa area, que contribuem para a manutencao do teor de materia organica no solo. Pode-se notar, entretanto, que nas areas em que houve revolvimento e adicao de composto organico ([D.sub.10], [D.sub.15], [D.sub.20]), nas camadas 0,0-0,05 e 0,05-0,10 m, o teor de MO foi 15 % maior comparado aos tratamentos sem adicao do composto ([D.sub.0] e [D.sub.AM]). Resultados que nao diferem estatisticamente, porem, vale salientar que se tratou de uma aplicacao do composto e amostragem de solo apos um ano. Os valores de materia organica sao proximos aos verificados por Arruda (2012). O autor estudando o uso deste mesmo composto, nas mesmas proporcoes, contudo, distribuidos na linha de plantio e em solo nao degradado, apos 12 meses do plantio de Mabea fistulifera, verificou teores de materia organica do solo variando de 9 a 17 g [dm.sup.-3].

Em relacao a adicao de diferentes doses de composto organico no solo, verificou-se que existe interacao positiva entre quantidade de composto adicionado e teor de P no solo, nas tres primeiras camadas. Os teores de fosforo variaram de 3,3 a 32,8 mg [dm.sup.-3] nas camadas estudadas, sendo estes valores verificados nas camadas de 0,20-0,40 e 0,0-0,05 m para os tratamentos [D.sub.10]e [D.sub.20], respectivamente (Tabela 3). Nas camadas de 0,0-0,05, 0,05-0,10 e 0,10-0,20 m verificaram-se diferencas significativas entre os tratamentos. Nas camadas 0,0-0,05 e 0,05-0,10 m, os menores valores foram observados nos tratamentos SI, [D.sub.0] e [D.sub.AM] e valores intermediarios nos tratamentos [D.sub.10] e [D.sub.15]. Na camada 0,10-0,20 m, na dose [D.sub.20] foram quantificados os maiores teores de P, diferindo-se significativamente dos demais tratamentos. Para a camada de 0,20-0,40 m, nao foi observada diferenca significativa entre os tratamentos. O modelo que melhor se adequou ao comportamento dos dados foi o linear ([y.sub.(0,0 - 0,05 m)]= 0,151701x+2,030294, [R.sup.2] = 83,78 %; [y.sub.(0,05 - 0,10 m)] = 0,138416x+2,085267, [R.sup.2] = 88,80%; [y.sub.(0,10 - 0,20 m)]= 0,074045x +1,815615, [R.sup.2] = 80,44%) (Tabela 4).Os teores de P no solo de forma geral estao variando de muito baixo (0 a 5 mg [dm.sup.-3]) a normais (15 a 20 mg [dm.sup.-3]) (SOUSA; LOBATO, 2004).

Os teores de potassio no solo variaram de 0,3 a 1,9 [mmol.sub.c] [dm.sup.-3] nas camadas de 0,20-0,40 e 0,0-0,05 m para area SI e o tratamento [D.sub.10], respectivamente. Na camada 0,0-0,05 m nao foram observadas diferencas significativas entre os tratamentos. Nas camadas 0,05-0,10 e 0, 10-0,20 m, os tratamentos que receberam adubacao de composto apresentaram teores de K superiores aos demais. Na camada 0,20-0,40 m, o menor teor potassio foi observado no tratamento SI, ja os demais tratamentos nao se diferiram entre si (Tabela 3). Quando se observou a resposta deste nutriente no solo com a adicao de diferentes quantidades de composto, verificou-se que houve interacao significativa apenas nas camadas 0,05-0,10 e 0,10-0, 20 m, sendo que, na camada 0,05-0,10 m, os teores de potassio ajustaram-se ao modelo quadratico (y = -0,001724[x.sup.2] + 0,041731x + 0,935976; [R.sup.2] = 96,90%) com valor de maximo encontrado com a adicao de 12 Mg [ha.sup.-1] de composto. Ja na camada 0,10-0,20 m, foi verificado um modelo linear (y = 0,11391x + 0,853888; [R.sup.2] = 98,19%) (Tabela 4). Os teores de K no solo estao variando de baixo (inferiores a 15 [mmol.sub.c] [dm.sup.-3]) a medio (16 a 30 [mmol.sub.c] [dm.sup.-3]) (SOUSA; LOBATO, 2004).

O calcio apresentou comportamento semelhante ao observado para o fosforo nas camadas 0,0-0,05 e 0,05-0,10 m. Conforme observado com o P, o maior teor de calcio foi verificado no tratamento que recebeu adubacao de composto organico na dose de 20 Mg [ha.sup.-1]. Os tratamentos que receberam 10 e 15 Mg [ha.sup.-1]de composto ocuparam uma posicao intermediaria e os demais (sem adubacao com composto) apresentaram teores de calcio significativamente menores que estes. Na camada de 0,20-0,40 m, os tratamentos [D.sub.AM], [D.sub.10], [D.sub.15] e [D.sub.20] apresentaram teores de calcio significativamente superiores a area SI e ao tratamento [D.sub.0] (Tabela 3).

Ao serem correlacionadas as diferentes doses com o teor desse nutriente no solo, verificouse uma resposta linear nas quatro camadas estudadas ([y.sub.(0,0 - 0,05m)] = 0,3191x + 2,4980, [R.sup.2]=87,10%; [y.sub.(0,05 - 0,10 m)] = 0,2234x + 3,1971 [R.sup.2]=82,69; [y.sub.(0,10 - 0,20 m)] = 0,1052x + 2,9576, [R.sup.2] = 91,36%; [y.sub.(0,20 - 0,40 m)] = 0,0411x + 2,5506, [R.sup.2] = 92,33%) (Tabela 4).Os teores de Ca no solo estao variando de baixo (menores que 15 [mmol.sub.c] [dm.sup.-3]) a alto (maiores que 70 [mmol.sub.c] [dm.sup.-3]), sendo que, de forma geral, ate a profundidade de 0,20 m, os tratamentos que receberam composto organico estao com teor de Ca na faixa adequada (15 a 70 [mmol.sub.c] [dm.sup.-3]) (SOUSA; LOBATO, 2004).

Ao estudar o efeito a calagem superficial com residuo alcalino da industria de papel e celulose em um Cambissolo Humico Aluminico altamente tamponado, Medeiros et al. (2009) encontraram resultado semelhante ao deste estudo. Os autores observaram aumento linear dos teores de Ca em funcao do residuo alcalino adicionado (2,62, 5,25 e 10,5 Mg [ha.sup.-1]). Os autores concluiram que este resultado se devia ao elevado teor de Ca que normalmente predomina nos residuos provenientes do processo de extracao da celulose.

O teor de Mg variou de 4,5 a 12,5 [mmol.sub.c] [dm.sup.-3] nas camadas 0,10-0,20 e 0,0-0,05 m no tratamento SI e no tratamento [D.sub.20], respectivamente. Na camada 0,0-0,05 m os maiores teores de Mg foram constatados nos tratamentos [D.sub.10] e [D.sub.20], diferindo-se significativamente dos tratamentos SI, [D.sub.0], [D.sub.AM] e [D.sub.15]. Na camada 0,05-0,10 m, os maiores teores de Mg foram verificados nos tratamentos que receberam o composto organico, diferindo-se significativamente dos demais tratamentos. Ja na camada 0,10-0,20 m, os maiores teores de Mg foram verificados nos tratamentos [D.sub.10] e [D.sub.20], diferindo-se significativamente dos tratamentos SI, [D.sub.0], [D.sub.AM] e [D.sub.15].Nao foi observada diferenca significativa entre os tratamentos na camada e 0,20-0,40 m (Tabela 3). Com a adicao de diferentes doses, verificou-se resposta linear nas camadas 0,05-0,10 e 0,10-0,20 m (y = 0,035212x + 2,703923, [R.sup.2] = 74,51 % e y = 0,026885x + 2,719458, [R.sup.2] = 82,60 %, respectivamente) (Tabela 4). Os teores de Mg encontram-se na faixa adequada (5 a 20 [mmol.sub.c] [dm.sup.-3] e acima de 5 [mmol.sub.c] [dm.sup.-3] para camadas abaixo de 0,20 m) (SOUSA; LOBATO, 2004).

Os valores de H+Al variaram de 16,5 [mmol.sub.c][dm.sup.-3], no tratamento SI, na camada de 0,0-0,05 a 8,0 [mmol.sub.c][dm.sup.-3] no tratamento [D.sub.20], na camada 0,05-0,10 m. Nas camadas 0,0-0,05, 0,05- 0,10 e 0,10-0,20 m, verificou-se existencia de diferenca significativa entre os tratamentos. Foi observado que nestas tres camadas a acidez potencial do solo (H+Al) apresentou padrao semelhante com maior valor nos tratamentos que nao receberam composto organico (SI, [D.sup.0] e [D.sup.AM]) diferindo-se significativamente daqueles que receberam o composto organico ([D.sup.0], [D.sup.15] e [D.sub.20]) (Tabela 3). Nas camadas 0,0-0,05 e 0,05-0,10 m, em funcao do aumento da dose adicionada de composto organico, verificou-se decrescimo dos teores de H+Al no solo obedecendo ao modelo linear ([y.sub.(0,0 0,05 m)] = -0,047198x + 3,886971, [R.sup.2] = 96,26%; [y.sub.(0,05 - 0,10 m)] = -0,047479x + 3,727946, [R.sup.2] = 91,81%) (Tabela 4). O decrescimo do teor de H + Al pode estar relacionada ao aumento do pH no solo, que disponibilizou maior quantidade de [OH.sup.-] a solucao do solo, neutralizando para do [H.sup.+] disponivel ao solo.

O pH do solo variou de 5,3 a 7,5 [mmol.sub.c] [dm.sup.-3]. Na camada 0,0-0,05 m, os menores valores de pH foram significativamente menores nos tratamentos SI, [D.sup.0] e [D.sup.15], valores intermediarios nos tratamentos [D.sup.10] e [D.sup.15] e maiores valores no tratamento [D.sub.20]. Nas camadas (0,05-0,10 e 0,10-0,20 m) os maiores valores de pH foram verificados nos tratamentos que receberam composto organico ([D.sup.10], [D.sup.15] e [D.sub.20]), diferindo-se significativamente dos demais tratamentos. Nao foi observada diferenca significativa entre tratamentos na camada 0,20-0,40 m (Tabela 3). Nas camadas 0,0-0,05 e 0,10-0,20 m, os dados ajustaram-se ao modelo linear ([y.sub.(0,0 - 0,05)] = 0,019644x + 2,327972, [R.sup.2] = 94,88% e [y.sub.(0,10 - 0,20)] = 0,011365x + 2,413573, [R.sup.2] = 97,73%) e na camada 0,05-0,10 m, o modelo que melhor explicou a variacao dos dados foi o quadratico ([y.sub.(0,05 - 0,10 m)] = -0,000947[x.sup.2] + 0,039023x + 2,323842, [R.sup.2] = 96,46%) (Tabela 4).

Em relacao ao Al (acidez trocavel), nao foi observada a presenca deste elemento no solo em nenhuma das camadas e tratamentos estudados. De acordo com Souza e Lobato (2004), o pH dos solos de cerrado pode ser classificado como adequado na faixa de 4,9 a 5,5, alto de 5,6 a 5,8 e muito alto para valores maiores 5,9. O valor de pH no solo observado nos tratamentos que receberam composto organico e resultado da alcalinidade de parte dos residuos que compoem o composto aplicado ao solo (Tabela 2). A lama cal possui coloracao clara e e constituida basicamente por carbonatos de calcio (CaC[O.sub.3]), enquanto o dregs possui cor acinzentada e e constituido por carbonatos, hidroxidos e sulfetos, sobretudo de Na e Ca (ALMEIDA et al., 2008). Medeiros et al. (2009) verificaram comportamento linear no aumento do pH, em funcao do aumento da quantidade de corretivo celulosico aplicada, nas camadas 0,05-0,10 e 0,10-0,15 m. Os autores concluiram que o residuo foi mais eficiente em relacao ao calcario em funcao de possuir maior quantidade de NaOH e CaOH em sua composicao. Estudando o efeito da aplicacao de residuos da industria de papel e celulose nos atributos quimicos, fisicos e biologicos do solo com o plantio de Pinnus taeda, Rodrigues (2004) tambem observou aumento do pH no solo em funcao da quantidade de residuo celulosico aplicado.

Em um estudo desenvolvido por Bellote et al. (1998), os autores observaram que os residuos da extracao de celulose foram responsaveis elevacao do pH com consequente aumento na disponibilidade de determinados nutrientes, notadamente fosforo e micronutrientes, e aumento da capacidade de troca de cations dos solos. Adicionalmente, o emprego destes residuos promoveu a melhoria dos atributos fisicos como a capacidade de retencao de agua e a densidade do solo. Andrade et al. (2003) concluiram que o Eucalyptus dunnii respondeu positivamente a aplicacao do residuo. Arruda (2012) observou desenvolvimento superior das plantas que receberam doses de residuo em relacao ao tratamento sem adubacao. O autor tambem verificou que o residuo foi tao eficiente quanto a adubacao mineral empregada.

Os valores de soma de bases (SB), capacidade de troca de cations (CTC) apresentaram padrao semelhante entre os diferentes tratamentos e nas camadas 0,0-0,05, 0,05-0,10 e 0,10-0,20 m. Para as duas variaveis, nas camadas 0,0-0,05 e 0,05-0,10 m, os maiores valores de SB, CTC foram verificados no tratamento [D.sub.20]. Este diferiu significativamente dos tratamentos [D.sub.10] e [D.sub.15], que diferiram significativamente dos tratamentos SI, [D.sup.0] e [D.sub.AM], porem, estes ultimos apresentando os menores valores das variaveis analisadas. Na camada 0,20-0,40 m, a CTC do solo foi significativamente superior nos tratamentos [D.sub.AM], [D.sub.10], [D.sub.15] e [D.sub.20], quando comparados aos tratamentos SI e [D.sub.0]. Nesta mesma camada, em relacao a soma das bases, verificou-se que os tratamentos que receberam adubacao organica apresentaram valores significativamente superiores aos tratamentos SI, [D.sub.0] e [D.sub.AM]. Nao foram observadas diferencas significativas entre os tratamentos para os valores de V% (Tabela 3). Os valores de saturacao por bases variaram de adequados (36 a 60%), alto (61 a 70%) e muito alto (maior ou igual a 71%) (SOUZA; LOBATO, 2004).

Na camada de 0,0-0,05 m, o maior valor de V% foi significativamente superior no tratamento [D.sub.20], valores intermediarios nos tratamentos [D.sub.10] e [D.sub.15] e menores valores nos tratamentos SI, [D.sub.0] e [D.sub.AM]. Nas camadas 0,05-0,10 e 0,10-0,20 m, os tratamentos que receberam composto organico foram significativamente superiores aos demais tratamentos. Ja na camada de 0,20-0,40 m nao foram observadas diferencas significativas entre os tratamentos para o valor V % (Tabela 3). Os resultados ajustaram-se ao modelo linear nas camadas 0,0-0,05 e 0,10-0,20 m para os valores de SB, CTC e V%. Na camada 0,05-0,10 m, os dados se adequaram ao modelo linear para os valores de SB e CTC e para o V%, foi observado o quadratico. Nas demais camadas, os dados nao foram significativos (Tabela 4).

Em um contexto geral, observou-se que a adicao de composto organico foi responsavel pela melhoria dos atributos quimicos do solo nas camadas 0,0-0,05, 0,05-0,10 e 0,10-0,20 m, sendo mais responsiva nas duas primeiras camadas. Verificou-se que, de forma geral, os teores de nutrientes aumentaram em funcao da quantidade de composto adicionado ao solo (Tabela 3). Bellote et al. (1998) explicam que a quantidade de residuos celulosicos adicionados esta relacionada a oferta de P, K, Ca e Mg no solo. Os mesmos autores afirmam que a maior oferta destes nutrientes pode ser atribuida ao aumento dos teores de materia organica e alteracoes positivas na microbiologia do solo, fatores que diretamente afetam a ciclagem de nutrientes e, consequentemente, a disponibilidade dos mesmos as plantas.

Diferindo dos resultados observados nesse estudo, Arruda (2012), avaliando o uso deste mesmo composto, nas mesmas proporcoes, entretanto, distribuidos na linha de plantio e em solo nao degradado, verificou que apos 12 meses do plantio de Mabea fistulifera, nao ocorreram modificacoes relevantes nos atributos quimicos do solo entre os tratamentos [D.sub.0], [D.sub.10], [D.sub.10], [D.sub.15] e [D.sub.20], nas camadas 0,0-0,05, 0,05-0, 10, 0, 10-0,20 e 0,20-0,40 m. Essa resposta pode ser provavelmente atribuida ao fato do composto ter sido aplicado no sulco de plantio. Ja Rodrigues (2004) verificou que a aplicacao do residuo celulosico teve efeitos positivos sobre os atributos quimicos do solo, com destaque para o aumento das bases trocaveis, saturacao por bases, capacidade de troca cationica e materia organica do solo. Alem disso, a aplicacao dos residuos foi responsavel pela reducao dos niveis de aluminio no solo. Estudando o efeito de residuos da industria de papel e celulose na fertilidade do solo e desenvolvimento de eucalipto, Barreto (2008), tambem observou que apos 12 meses, o solo que recebeu dregs+grits+metade da dose recomendada de adubo mineral para a cultura apresentou maior teor de Ca, valor de pH e diminuicao do teor de Al trocavel em relacao as testemunhas (sem adubacao e com apenas metade da dose recomendada de adubo mineral).

Apesar da maior quantidade de nutrientes nos tratamentos que receberam diferentes doses do composto organico, observa-se que paralelamente ao aumento da dose de composto aplicada ocorreu a elevacao dos valores de pH (Tabela 3). Em funcao deste aumento de pH no tratamento [D.sub.20] (valores de pH variando entre 6,7 a 7,5) supoe-se que alguns nutrientes, especialmente os micronutrientes, podem estar indisponiveis para a absorcao pelas plantas (RAIJ, 1991). O que tambem deve ser considerado com relacao a absorcao dos nutrientes e a relacao de Ca e Mg no solo, a qual pode diminuir ou aumentar a absorcao dos mesmos devido aos processos de antagonismo, de inibicao competitiva ou nao, e do sinergismo de alguns elementos, entre eles B, Cu, Fe, Mn e Zn (MALAVOLTA et al., 1997; MOREIRA et al., 2000). Por exemplo, o B, Fe, Mn e Zn com aumento do pH sao afetados negativamente, pois pode haver a insolubilizacao dos mesmos. Para o Mn, com a diminuicao da concentracao hidrogenionica, favorece a mudanca de Mn trocavel para [Mn.sup.3+] e [Mn.sup.4+], formas insoluveis (MOREIRA et al., 2000).

Apos 15 meses de plantio, verificou-se que os valores de altura das plantas (ALT), diametro medio de copa (DC), o diametro a altura do solo (DAS) e a taxa de sobrevivencia (SOB) apresentavam valores variando de 147 cm a 205 cm, de 137 a 188 cm, de 22,80 a 37,15 mm e de 81,94 a 97,22 %, respectivamente. Nao foram observadas diferencas significativas entre tratamentos para a altura das plantas e a taxa de sobrevivencia. Para as variaveis DC e DAS, o tratamento [D.sub.AM] foi o que apresentou as maiores medias, diferindo-se significativamente dos demais tratamentos (Tabela 5).

O desenvolvimento mais expressivo das especies que receberam adubacao mineral como fonte de nutrientes pode estar relacionado a disponibilidade imediata dos nutrientes para o vegetal. Alem disso, a adubacao foi realizada na linha de plantio, o que pode ter favorecido a absorcao mais eficiente dos nutrientes pelos vegetais. Estudando a producao de madeira em plantios de Eucalyptus grandis, apos a aplicacao de lodo de esgoto, Silva et al. (2008) verificaram resposta similar a observada nesse estudo. Os autores constataram que o tratamento com fertilizacao mineral apresentou na mensuracao inicial valores superiores aos demais tratamentos, concluindo que esse fato se devia provavelmente a imediata liberacao de nutrientes fornecida pela fertilizacao mineral.

Entre os tratamentos que receberam o composto organico como fonte de nutrientes, observou-se que o tratamento [D.sub.20] foi menos promissor com relacao aos parametros de ALT, DC e DAS, quando comparado com os tratamentos D10 e [D.sub.15]. Ja a taxa de sobrevivencia, foi mais promissora. Este fato e contraditorio ao observado para a fertilidade do solo (Tabela 3), pois se verificou que a area na qual foi aplicada a maior dose do composto ([D.sub.20]), tambem foram verificados os melhores niveis de fertilidade. Nao se observou, por meio da analise de regressao, correlacao significativa entre a dose de composto aplicada e as variaveis ALT, DC, DAS e SOB (Tabela 5). Esse comportamento pode provavelmente ser decorrente ao elevado valor de pH encontrado neste tratamento, os nutrientes encontraram-se com menor disponibilidade a absorcao pelos vegetais. Outra hipotese que pode ser levantada e que a especie utilizada seja melhor adaptada a se desenvolver em solos mais acidos.

Os valores de ALT, DC e DAS sao proximos aos verificados por Arruda (2012) aos 15 meses de desenvolvimento do plantio de Mabea fistulifera. O autor quantificou valores de altura variando 2,18 a 2,59 m, diametro medio da copa de 2,22 a 2,52 m e 38,36 a 49,11 mm para os tratamentos [D.sub.0] e [D.sub.20] * Diferindo do observado nesse estudo, Arruda (2012) verificou que a resposta ao desenvolvimento de Mabea fistulifera apresentou resposta linear em funcao do aumento da dose de composto empregada.

Conclusoes

O composto organico advindo de residuos da extracao da celulose promoveu melhorias nos atributos quimicos da area estudada, com destaque para os teores de P, K, Ca e os valores de SB, CTC e V%. Porem, foi observada uma elevacao acentuada nos valores de pH no tratamento [D.sub.20] nas camadas 0,0-0,05, 0,05-0,10 m, o que pode ter influenciando negativamente no desenvolvimento da especie arborea

A dose de 20 Mg [ha.sup.-1] foi a mais eficaz para melhorar a qualidade quimica do solo, ate a camada de 0,20 m.

O maior crescimento de Mabea fistulifera Mart, apos 15 meses, foi observado na area em que foi realizada a adubacao mineral aplicada na linha de plantio.

Agradecimentos

Os autores agradecem a Capes e a Fapesp pelas bolsas de estudos fornecidas; ao grupo Ambitec pela doacao do composto organico; a Fibria e a CESP pela doacao das mudas e a todas as pessoas que contribuiram de forma direta ou indireta para a realizacao deste trabalho.

Referencias

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Romulo Guimaraes Giacomo (I), Marlene Cristina Alves (II), Otton Garcia de Arruda (III), Sebastiao Nilce Souto (IV), Marcos Gervasio Pereira (V), Mario Luiz Teixeira de Moraes (VI)

(I) Engenheiro Florestal, Dr., Engenheiro Florestal da Companhia Municipal de Limpeza Urbana--COMLURB, Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro, Rua Afonso Cavalcanti, 455, Cidade Nova, CEP 20211-110, Rio de Janeiro (RJ), Brasil. romuloflorestal@gmail.com

(II) Engenheira Agronoma, Dra., Professora do Departamento de Fitossanidade, Engenharia Rural e Solos, Universidade Estadual Julio de Mesquita Filho, Av. Brasil, 56, Centro, CEP 15385-000, Ilha Solteira (SP), Brasil. mcalves@agr.feis.unesp.br (ORCID: 0000-0002-5903-6046).

(III) Engenheiro Agronomo, MSc., Universidade Estadual Julio de Mesquita Filho, Av. Brasil, 56, Centro, CEP:15385-000, Ilha Solteira (SP), Brasil. otton.garcia@gmail.com

(IV) Engenheiro Agronomo, Msc., doutorando do Programa de Pos-Graduacao em Agronomia, Universidade Estadual Paulista Julio Mesquita Filho, Av. Brasil, 56, Centro, CEP 15385-000, Ilha Solteira (SP), Brasil. sebastiaosouto@ibest.com.br

(V) Engenheiro Agronomo e Doutor em Agronomia, Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro, BR 465 Seropedica, CEP 23851-970, Rio de Janeiro (RJ), Brasil. gervasio@ufrrj.br

(VI) Engenheiro Agronomo, Dr., Professor Titular, Departamento de Fitotecnia, Tecnologia de Alimentos e Socio Economia, Universidade Estadual Paulista Julio Mesquita Filho, Av. Brasil, 56, Centro, CEP:15385-000, Ilha Solteira (SP), Brasil. teixeira@agr.feis.unesp.br (ORCID: 0000-0002-1076-9812)

Submissao: 13/01/2013 Aprovacao: 29/05/2018 Publicacao: 30/06/2019

DOI: https://doi.org/10.5902/198050987638
Tabela 1--Teores de fosforo (P), potassio (K), calcio (Ca), magnesio
(Mg), hidrogenio + aluminio (H+Al), aluminio (Al), materia organica;
valores de capacidade de troca de cations (CTC), valor V% (V), pH e
densidade do solo (DS) da caracterizacao geral do solo antes da
implantacao do experimento, Selviria - MS
Table 1--Phosphorus (P), potassium (K), calcium (Ca), magnesium (Mg),
hydrogen and aluminum (Al + H), aluminum (Al), organic matter, the
values of the cation exchange capacity (CTC), V% value (V), pH and bulk
density (DS) of the general characterization of the soil prior to
establishment of the experiment, Selviria - MS

Camada        pH    Ca  Mg  K     Al  H +  CTC
                                      Al
m                   [mmol.sub.c] [dm.sup.-3]

0,0 -  0,05   5,4   10  10  2,2   0   16   38,2
0,05 - 0,10   5,4    9   8  1,3   0   15   33,3
0,10 - 0,20   5,6    7   5  0,7   0   13   25,7
0,20 - 0,40   6,1    6   5  0,7   0   12   23,7

Camada        P                V    MO              Ds
              - Resina
m             mg [dm.sup.-3]   %     g [dm.sup.-3]  kg [dm.sup.-3]

0,0 -  0,05   3                58   14              1,67
0,05 - 0,10   3                55   12              1,58
0,10 - 0,20   3                49    8              1,65
0,20 - 0,40   3                49    5              1,70

Fonte: Os autores (Ano)

Tabela 2--Caracterizacao quimica do composto proveniente de residuos da
fabricacao de celulose, utilizado na pesquisa
Table 2--Chemical characterization of compost from waste from pulp,
used in the experiment

Atributo quimico   Unidade         Valor

pH                 ___                9,5
Relacao C / N                        29,7
[C.sub.organico]                    186
N                                     6,3
P                  g [kg.sup.-1]      2,4
K                  g                  5,95
Ca                                   86,9
Mg                                    3,8
S                                     1,8
B                                    30,3
Cu                                   14,3
Fe                 mg [kg.sup.-1]  5458
Mn                                  845
Zn                                   27,9
Na                                 1348

Fonte: Os autores (2019).

Tabela 3--Analise de solo do plantio de Mabea fistulifera nas
profundidades de 0,0-0,05, 0,05-0,10, 0,10-0,20 e 0,20-0,40 m dos
tratamentos: SI - sem intervencao; [D.sub.0] - sem adubacao; [D.sub.AM]
- adubacao mineral de acordo com a necessidade da cultura; [D.sub.10]
- adubacao com composto de acordo com a necessidade da cultura;
[D.sub.15] - 15 Mg [ha.sup.-1] e [D.sub.20] - 20 Mg [ha.sup.-1] do
composto, 12 meses apos a implantacao do experimento, Selviria - MS,
2011
Table 3--Soil analysis of Mabea fistulifera planting at depths of
0.0-0.05, 0.05-0.10, 0.10-0.20 and 0.20-0.40 m of the treatments: SI
- without intervention; [D.sub.0] - without fertilization; [D.sub.AM]
- mineral fertilization according to the need of the crop; [D.sub.10]
- fertilization with compound according to the need of the crop;
[D.sub.15] - 15 Mg [ha.sup.-1] and [D.sub.20] - 20 Mg [ha.sup.-1] of
the compound, 12 months after implantation of the experiment, Selviria
- MS, 2011

Trat.        Camada        pH            Ca            Mg      K
             m             Ca[Cl.sub.2]  [mmol.sub.c] [dm.sup.-3]

SI                         5,3 c          11,5 c        7,7 b   1,5 a
[D.sub.0]    0,00 - 0,05   5,3 c           8,0 c        7,2 b   1,3 a
[D.sub.AM]                 5,5 c           9,8 c        7,8 b   1,5 a
[D.sub.10]                 6,7 b          35,0 b       10,5 a   1,9 a
[D.sub.15]                 6,7 b          34,0 b        9,0 b   1,8 a
[D.sub.20]                 7,4 a         100,0 a       12,5 a   1,5 a
CV%                        0,64           22,07        13,3    13
SI           0,05 - 0,10   5,3 b           8,1 c        5,9 b   0,8 b
[D.sub.0]                  5,4 b           8,8 c        7,3 b   0,9 b
[D.sub.AM]                 5,7 b          11,0 c        7,5 b   0,8 b
SI           0,05 - 0,10   5,3 b           8,1 c        5,9 b   0,8 b
[D.sub.10]                 7,1 a          42,5 b        9,8 a   1,5 a
[D.sub.15]                 7,0 a          31,0 b        9,8 a   1,3 a
[D.sub.20]                 7,5 a          64,3 a       11,0 a   1,2 a
CV%                        2,42            3,87        13,01   14,87
SI                         5,4 b           6,4 b        4,5 b   0,5 b
[D.sub.0]                  5,8 b           7,8 b        6,8 b   0,8 b
[D.sub.AM]   0,10 - 0,20   5,7 b           8,8 b        7,3 b   0,8 b
[D.sub.10]                 6,5 a          19,8 a       11,3 a   1,0 a
[D.sub.15]                 6,6 a          20,8 a        8,0 b   1,0 a
[D.sub.20]                 7,0 a          23,7 a       10,3 a   1,2 a
CV%                        4,33            8,89         7,65   24,72
SI                         5,5 a           6,4 b        4,5 a   0,3 b
[D.sub.0]                  6,1 a           6,5 b        5,5 a   0,8 a
[D.sub.AM]   0,20 - 0,40   5,5 a           8,7 a        5,3 a   0,7 a
[D.sub.10]                 6,3 a           9,5 a        6,5 a   1,1 a
[D.sub.15]                 6,3 a           9,3 a        6,3 a   0,8 a
[D.sub.20]                 6,7 a          11,8 a        5,8 a   1,0 a
CV%                        4,3             6,42         8,21   16,96

Trat.        Camada        Al      H + Al   CTC       SB
             m             [mmol.sub.c] [dm.sup.-3]

SI                         0       16,5 a   37,2 c    20,7 c
[D.sub.0]    0,00 - 0,05   0       15,5 a   32,0 c    16,5 c
[D.sub.AM]                 0       15,0 a   34,0 c    19,0 c
[D.sub.10]                 0       11,0 b   58,4 b    47,4 b
[D.sub.15]                 0       10,5 b   55,2 b    44,8 b
[D.sub.20]                 0       8,8 b    123,0 a   114,0 a
CV%                        ----    1,14     14,89     18,79
SI           0,05 - 0,10   0       15,4 a   30,2 c    14,8 c
[D.sub.0]                  0       14,5 a   31,4 c    16,9 c
[D.sub.AM]                 0       13,3 a   32,5 c    19,3 c
SI           0,05 - 0,10   0       15,4 a   30,2 c    14,8 c
[D.sub.10]                 0       9,5 b    63,2 b    53,7 b
[D.sub.15]                 0       9,5 b    50,9 b    41,3 b
[D.sub.20]                 0       8,0 b    84,5 a    76,5 a
CV%                        ----    5,54     4,18      5,2
SI                         0       14,6 a   26,0 b    11,4 b
[D.sub.0]                  0       13,0 a   28,3 b    15,3 b
[D.sub.AM]   0,10 - 0,20   0       13,0 a   29,8 b    16,8 b
[D.sub.10]                 0       11,0 b   43,0 a    32,0 a
[D.sub.15]                 0       10,0 b   39,8 a    29,8 a
[D.sub.20]                 0       9,3 b    44,4 a    35,1 a
CV%                        ----    7,73     5,67      8,19
SI                         0       13,6 a   24,8b     11,2 b
[D.sub.0]                  0       11,5 a   24,3 b    12,8 b
[D.sub.AM]   0,20 - 0,40   0       13,3 a   27,8 a    14,6 b
[D.sub.10]                 0       11,5 a   28,6 a    17,1 a
[D.sub.15]                 0       11,3 a   27,6 a    16,3 a
[D.sub.20]                 0       10,3 a   28,8 a    18,5 a
CV%                        ----    5,24     3,31      3,7

Trat.        Camada        P - Resina       V        MO
             m             mg [dm.sup.-3]   %       g [dm.sup.-3]

SI                          7,4 c           55,3 c   17,5 a
[D.sub.0]    0,00 - 0,05    5,5 c           51,1 c   13,8 a
[D.sub.AM]                  4,5 c           56,0 c   14,5 a
[D.sub.10]                 10,7 b           79,6 b   15,2 a
[D.sub.15]                 13,5 b           81,0 b   15,5 a
[D.sub.20]                 32,8 a           92,4 a   15,8 a
CV%                        13,7 b            3,03    12,24
SI           0,05 - 0,10    4,8 c           47,5 c   13,3 a
[D.sub.0]                   5,0 c           53,4 b   12,3 a
[D.sub.AM]                  4,5 c           59,3 b   12,3 a
SI           0,05 - 0,10    4,8 c           47,5 c   13,3 a
[D.sub.10]                 12,3 b           84,4 a   14,0 a
[D.sub.15]                 13,0 b           80,8 a   14,8 a
[D.sub.20]                 28,3 a           89,8 a   14,3 a
CV%                         6,97             3,48    13,1
SI                          4,4 b           42,9 c   10,3 a
[D.sub.0]                   4,0 b           53,7 b   11,3 a
[D.sub.AM]   0,10 - 0,20    4,7 b           55,8 b   11,0 a
[D.sub.10]                  5,8 b           72,9 a   11,5 a
[D.sub.15]                  6,8 b           74,8 a   11,8 a
[D.sub.20]                 14,3 a           78,8 a   10,5 a
CV%                        16,85            4,83     13,03
SI                          4,1 a           44,2 a   11,8 a
[D.sub.0]                   4,3 a           52,7 a    7,7 a
[D.sub.AM]   0,20 - 0,40    5,0 a           52,3 a   12,3 a
[D.sub.10]                  3,3 a           59,8 a    9,8 a
[D.sub.15]                  4,0 a           59,1 a   10,3 a
[D.sub.20]                  5,0 a           64,4 a   10,3 a
CV%                        10,59             1,6     16,88

Letras minusculas iguais na coluna nao diferem significativamente entre
si pelo teste de Scott Knott ao nivel de 5% de significancia. CV (%)
Coeficiente de variacao entre tratamentos. Os dados foram transformados
em [square root of x] para analise estatistica.

Tabela 4--Teores de fosforo (P), potassio (K), calcio (Ca), magnesio
(Mg), hidrogenio+aluminio (H+Al), aluminio (Al), materia organica (MO);
valores de capacidade de trocas de cations (CTC), valor V% (V), pH;
teste F e coeficiente de variacao (CV) aos 12 meses apos a implantacao
do experimento, entre diferentes doses de composto em quatro camadas de
solo. Selviria - MS, 2011
Table 4--Content of phosphorus (P), potassium (K), calcium (Ca),
magnesium (Mg), hydrogen and aluminum (Al+H), aluminum (Al), organic
matter (OM) values the cation exchange capacity (CEC), % V value (V),
pH, F test and variation coefficient (VC) 12 months after implantation,
between different doses of the compound in four soil layer.Selviria,
MS, 2011

             Camada   pH             Ca            Mg
Regressao    m        Ca[Cl.sub.2]   [mmol.sub.c] [dm.sup.-3]

Linear                51,38 (**)     43,97 (**)     6,85 (*)
Quadratica   1
                       0,88 (ns)      4,75 (ns)     0,00 (ns)
CV%                    1,56          22,17         15,92
Linear       2        76,80 (**)     34,30 (**)     6,14 (*)
Quadratica             5,74 (*)       0,30 (ns)     0,05 (ns)
CV%                    2,15           4,78         15,96
Linear       3        10,95 (**)     41,21 (**)     3,44 (ns)
Quadratica             0,03 (ns)      3,41 (ns)     1,27 (ns)
CV%                    5,10          10,37          9,18
Linear       4         1,71 (ns)     12,57 (**)     0,14 (ns)
Quadratica             0,24 (ns)      0,04 (ns)     1,12 (ns)
CV%                    4,63           4,98          5,76

             Camada  K           Al     H + Al       CTC
Regressao    m                 [mmol.sub.c] [dm.sup.-3]

Linear                2,96 (ns)  ----   38,42 (**)   52,78 (**)
Quadratica   1
                      3,47 (ns)  ----    0,52 (ns)    6,22 (ns)
CV%                   9,57       ----    3,18        15,20
Linear       2        4,32 (*)   ----   41,51 (**)   21,22 (**)
Quadratica            6,41 (*)   ----    1,95 (ns)    0,00 (ns)
CV%                  17,64       ----    6,32         6,35
Linear       3        5,22 (*)   ----    3,69 (ns)   20,43 (**)
Quadratica            0,00 (ns)  ----    0,04 (ns)    2,71 (ns)
CV%                  20,11       ----    8,82         6,83

Linear       4        0,64 (ns)  ----    0,41 (ns)    1,21 (ns)
Quadratica            0,26 (ns)  ----    0,24 (ns)    6,33 (ns)
CV%                  11,73       ----    5,01         2,13

             Camada  SB          P            V            MO
Regressao    m                   mg           %            g
                                 [dm.sup.-3]               [dm.sup.-3]

Linear               63,59 (**)  150,38 (**)  105,77 (**)   1,26 (ns)
Quadratica   1                                              0,074
                     3,84 (ns)    22,29 (**)   4,04 (ns)
CV%                               17,98        3,85        12,99
Linear       2      29,67 (**)    85,63 (**)  114,82 (**)   2,48 (ns)
Quadratica           0,17 (ns)     4,46 (*)    13,89 (**)   0,55 (ns)
CV%                  6,50         10,48         2,44        9,94
Linear       3      29,27 (**)    20,38 (**)   39,08 (**)   2,11 (ns)
Quadratica           2,94 (ns)     4,09         3,24 (ns)   1,55 (ns)
CV%                  9,65         19,48         4,96       10,83
Linear       4       7,62 (*)      0,60         3,30 (ns)   3,92 (ns)
Quadratica           0,27 (ns)     4,12         0,00 (ns)   0,59 (ns)
CV%                  3,25          8,16         2,49       15,63

Em que: (ns), (*), (**): nao significativos, significativos a 5 % (P <
0,05) e 1 % (P < 0,01), respectivamente. CV(%) Coeficiente de variacao
entre tratamentos. Os dados foram transformados em [square root of x]
para analise estatistica. 1, 2, 3 e 4 representam as camadas 0,0-0,05,
0,05-0,10, 0,10-0,20 e 0,20-0,40, respectivamente.

Tabela 5--Valores de Altura (ALT), diametro medio de copa (DC),
diametro a altura do solo (DAS) e taxa de sobrevivencia (SOB) nos
tratamentos: [D.sub.0]--sem adubacao; [D.sub.AM]--adubacao mineral de
acordo com a necessidade da cultura; [D.sub.10]--adubacao com composto
de acordo com a necessidade da cultura; [D.sub.15]--15 Mg [ha.sup.-1] e
[D.sub.20]--20 Mg [ha.sup.-1] do composto, 15 meses apos o plantio.
Selviria - MS, 2011
Table 5--Height (ALT), median cup diameter (DC), diameter at ground
level (DAS) and survival rate (SOB) in the treatments: [D.sub.0]
- without fertilization; [D.sub.AM] - mineral fertilizer according to
the plant need; [D.sub.10] - composted manure according to plant need
[D.sub.15] - 15 Mg[ha.sup.-1] and [D.sub.20] - 20 Mg [ha.sup.-1] of the
compound, 15 months after planting. Selviria - MS, Brazil, 2011

Dose            ALT           DC          DAS         SOB
Mg [ha.sup.-1]  -----m-----   mm          %

[D.sub.0]        1,56 a        1,48 b     24,51 b     85,19 a
[D.sub.AM]       2,05 a        1,88 a     37,15 a     84,72 a
[D.sub.10]       1,59 a        1,49 b     25,74 b     81,94 a
[D.sub.15]       1,77 a        1,57 b     27,13 b     88,89 a
[D.sub.20]       1,47 a        1,37 b     22,80 b     97,22 a
CV (%)          22,29         10,99        8,50       26,12
Regressao                      F
Linear           0,00 (ns)     0,18 (ns)   0,05 (ns)   2,36 (ns)
Quadratica       1,00 (ns)     0,98 (ns)   1,83 (ns)   2,01 (ns)
CV (%)          19,71          8,26       14,69       28,62

Letras minusculas iguais na coluna nao diferem significativamente entre
si pelo teste de Scott-Knott no nivel de 5% de significancia. CV(%)
Coeficiente de variacao entre tratamentos. (ns) interacao nao
significativa.
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Title Annotation:Artigos
Author:Giacomo, Romulo Guimaraes; Alves, Marlene Cristina; De Arruda, Otton Garcia; Souto, Sebastiao Nilce;
Publication:Ciencia Florestal
Date:Apr 1, 2019
Words:9604
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