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Associacao da variabilidade da frequencia cardiaca e estress oxidativo: O papel do exercicio fisico.

RESUMO

A genese de diversas doencas cardiovasculares tem sido associada ao menor controle cardiovascular e ao desequilibrio redox. A Variabilidade da Frequencia Cardiaca (VFC) tem se mostrado eficiente em identificar alteracoes na funcao neurocardiaca causadas possivelmente pelo estresse oxidativo (EO). Poucas intervencoes isoladas sao capazes de promover modificacoes na funcao neurocardiaca e no balanco redox ao mesmo tempo, um exemplo e o exercicio fisico. Desse modo, o presente estudo tem como objetivo verificar no atual estado da arte, as relacoes existentes entre a funcao neurocardiaca e o balanco redox, alem de verificar na literatura contemporanea, indicativos sobre o papel do exercicio fisico no balanco redox e funcao autonomica. E razoavel inferir que existe uma razao de proporcao inversa entre a VFC e o EO. Desse modo, a VFC pode ser um metodo nao invasivo de prognostico do EO.

Palavras-chave: Variabilidade da Frequencia Cardiaca. Estresse Oxidativo. Doencas Cardiovasculares. Sistema Nervoso Autonomico.

ABSTRACT

Association between heart rate variability and oxidative stress: the role of physical exercise

The genesis of cardiovascular disease has been associated with the autonomic dysfunction and redox imbalance. The heart rate variability has been efficient in identifying changes in neurocardiac function that may be caused by oxidative stress. Few isolated interventions are able to modify neurocardiac function and redox balance at same time, one example is physical exercise. Thereby, the aim of the study is to assess the association between redox balance with heart rate variability, and assess the role of physical exercise on redox balance and neurocardiac function. It is possible that HRV and oxidative stress are inversely proportional. Thus, HRV can be a non-invasive prognostic tool of oxidative stress.

Key words: Heart Rate Variability. Oxidative Stress. Heart Disease. Cardiovascular Diseases. Autonomic Nervous System.

INTRODUCAO

As doencas cardiovasculares (DCV) estao entre as principais causas de morte do mundo (Who, 2015) e perfazem 31,3% da taxa de mortalidade no Brasil (Malta, Morais Neto e Silva Junior, 2011).

Embora a etimologia das DCV seja multifatorial, estudos reportam a atuacao do estresse oxidativo sobre o controle autonomico na genese de afeccoes cronicas nao transmissiveis como a hipertensao arterial (Kishi e Hirooka, 2012), aterosclerose (Huang, Webb, Zourdos e colaboradores, 2013), sindrome coronariana aguda (Harris, Sommargren, Stein e colaboradores, 2014), insuficiencia cardiaca (Gao, Wang, Li e colaboradores, 2004; Koba, Hisatome e Watanabe, 2014).

Esses dados evidenciam a importancia de estudos que objetivam (1) compreender a atuacao do desequilibrio redox sobre controle autonomico, e (2) proponham acoes que contribuam para a predicao, prevencao e tratamento das DCV.

As investigacoes acerca do sistema nervoso autonomico aumentaram substancialmente com o uso de instrumentos de mensuracao simples e de facil acesso (Freeman e Chapleau, 2013).

Nesse sentido vem sendo reportada a utilizacao da variabilidade da frequencia cardiaca (VFC), uma ferramenta nao invasiva de avaliacao da funcao neurocardiaca (Da Silva, De Oliveira, Silveira e colaboradores, 2015; Shaffer, Mccraty e Zerr, 2014; Task Force of the European Society of Cardiology and the North American Society of Pacing and Electrophysiology, 1996; Vanderlei, Pastre, Hoshi e colaboradores, 2009), no prognostico de DCV e na predicao de mortalidade (Caetano e Delgado Alves, 2015; Tsuji, Larson, Venditti e colaboradores, 1996).

Considerando que o desequilibrio redox afeta o controle autonomico e que a VFC e capaz de identificar alteracoes neurocardiacas, e razoavel inferir que existe uma razao de proporcao inversa entre a VFC e o estado redox.

Entretanto, o arcabouco teorico a respeito da correlacao entre o estado redox e a VFC e escasso, necessitando de um maior numero de estudos.

Considerando a prevencao e tratamento das DCV e consenso na literatura cientifica que o exercicio fisico atua sobre o sistema nervoso autonomico aumentando a atividade vagal, e sobre o estado redox melhorando a defesa antioxidante endogena, o que o torna uma alternativa de protecao cardiovascular (Correa, Santos, Moura e colaboradores, 2008; De Oliveira, Bessa, Jorge e colaboradores, 2012; Gupt, Kumar, Sharma e colaboradores, 2015; Huang, Webb, Zourdos e colaboradores, 2013; Ji, 2015; Kar, Gao e Zucker, 2010; Koba, Hisatome e Watanabe, 2014; Kokkinos e Myers, 2010; Linke, Adams, Schulze e colaboradores, 2005; Medeiros, Rolim, Oliveira e colaboradores, 2008; Riccioni, Scotti, Guagnano e colaboradores, 2015).

Nossa hipotese e que o EO possui influencia sobre os indices cardiacos autonomicos mensurados em avaliacoes da VFC.

Diante do exposto, o objetivo do estudo foi verificar no atual estado da arte a correlacao entre o balanco redox e a VFC, alem de verificar na literatura contemporanea, indicativos sobre o papel do exercicio fisico no balanco redox e controle autonomico.

Esse estudo e uma revisao literaria com carater descritivo - discursivo. Foi realizada uma revisao da literatura disponivel nas Bases de Dados: PubMed e Scielo, alem da busca direta das listas de referencias dos artigos.

Os termos utilizados na busca foram: "variabilidade da frequencia cardiaca", "estresse oxidativo", "sistema nervoso autonomico", "doencas cardiovasculares", "exercicio resistido", "exercicio aerobio", "heart rate variability", "oxidative stress", "autonomic nervous system", "heart disease", "resistance training" e "aerobic exercise" de maneira isolada e associada.

Variabilidade da Frequencia Cardiaca

A VFC descreve as oscilacoes entre batimentos cardiacos (intervalos R-R), num periodo tempo (milissegundos) e pode ser melhor percebida quando a frequencia cardiaca e examinada batimento a batimento por meio de registro analogico em um tacograma ou digital em softwares (Da Silva, De Oliveira, Silveira e colaboradores, 2015; Nicolini, Ciulla, De Asmundis e colaboradores, 2012; Tarvainen, Niskanen, Lipponen e colaboradores, 2014; Task Force of the European Society of Cardiology and the North American Society of Pacing and Electrophysiology, 1996; Vanderlei, Pastre, Hoshi e colaboradores, 2009).

Para analise dos indices da VFC a literatura reporta tres metodos: analise do dominio do tempo, analise do dominio da frequencia e analise nao linear (teoria do caos) (Nicolini, Ciulla, De Asmundis e colaboradores, 2012; Shaffer, Mccraty e Zerr, 2014; Tarvainen, Niskanen, Lipponen e colaboradores, 2014; Task Force of the European Society of Cardiology and the North American Society of Pacing and Electrophysiology, 1996).

A analise no dominio do tempo mensura as propriedades estatisticas e geometricas dos intervalos RR. Mede-se cada intervalo RR normal durante um determinado periodo de tempo, e por meio de metodos matematicos, calculam-se os indices tradutores de flutuacoes na duracao dos ciclos cardiacos (Nicolini, Ciulla, De Asmundis e colaboradores, 2012; Shaffer, Mccraty e Zerr, 2014; Tarvainen, Niskanen, Lipponen e colaboradores, 2014; Task Force of the European Society of Cardiology and the North American Society of Pacing and Electrophysiology, 1996; Vanderlei, Pastre, Hoshi e colaboradores, 2009).

Ja a analise no dominio da frequencia, por meio da analise espectral de series de intervalos cardiacos, prove informacoes sobre como a potencia e distribuida (variacao e amplitude do ritmo) em funcao da frequencia.

Para tanto, primeiro e calculado a densidade da potencia espectral, em seguida ela e separada em faixas de frequencia, a saber: HF (high frequency), LF (low frequency, VLF (very low frequency, ULF (ultra low frequency), TOT (total power), alem da razao LF/HF (Nicolini, Ciulla, De Asmundis e colaboradores, 2012; Shaffer, Mccraty e Zerr, 2014; Tarvainen, Niskanen, Lipponen e colaboradores, 2014; Task Force of the European Society of Cardiology and the North American Society of Pacing and Electrophysiology, 1996).

As analises no dominio do tempo e da frequencia medem respectivamente a magnitude global das flutuacoes dos intervalos entre batimentos cardiacos consecutivos em torno de seu valor medio e a magnitude das flutuacoes em algumas frequencias pre-determinadas. Elas levam em consideracao proporcionalidades entre duas ou mais variaveis as quais sao descritas por equacoes lineares (Godoy, Takakura e Correa, 2005).

Entretanto, o comportamento nao linear parece mais adequado para analises da area da saude, ajudando a explicar comportamentos que os metodos lineares nao explicam, dada a natureza de menor previsibilidade dos meios biologicos (Godoy, Takakura e Correa, 2005).

Os mecanismos que regulam o sistema cardiovascular interagem entre si de forma nao aleatoria, logo, a analise nao linear (teoria do caos) possui maior sensibilidade devido a complexidade do sistema de controle da frequencia cardiaca.

Considera-se que a regulacao da frequencia cardiaca e uma interacao complexa de comportamento nao linear entre varios sistemas fisiologicos (Tarvainen, Niskanen, Lipponen e colaboradores, 2014; Task Force of the European Society of Cardiology and the North American Society of Pacing and Electrophysiology, 1996), como variaveis hemodinamicas, eletrofisiologicas e hormonais, assim como pela regulacao autonomica e central (Task Force of the European Society of Cardiology and the North American Society of Pacing and Electrophysiology, 1996).

Os parametros utilizados para mensurar as propriedades nao-lineares da VFC sao a analise das flutuacoes depuradas de tendencia, funcao de correlacao, dimensao fractal e expoente de Lyapunov, plot de Poincare, entre outros (Godoy, Takakura e Correa, 2005; Task Force of the European Society of Cardiology and the North American Society of Pacing and Electrophysiology, 1996).

A VFC tem um potencial consideravel para avaliar o papel das flutuacoes do sistema nervoso autonomo em individuos saudaveis e em pacientes com varias doencas cardiovasculares (Task Force of the European Society of Cardiology and the North American Society of Pacing and Electrophysiology, 1996).

A alta VFC e um indicador de saude e um sinal de boa adaptacao caracterizando mecanismos autonomicos eficientes em um individuo. Inversamente, a baixa VFC e um indicador de adaptacao anormal e insuficiente do sistema nervoso autonomico, podendo indicar a presenca de alteracoes morfofuncionais no sistema cardiovascular, tornando-se um instrumento preditor de doencas (Caetano e Delgado Alves, 2015; Vanderlei, Pastre, Hoshi e colaboradores, 2009).

Nesse sentido, estudos reportam que os indices da VFC sao utilizados para compreender desfechos patologicos, pois valores reduzidos estao associados a DCV como o infarto do miocardio (Task Force of the European Society of Cardiology and the North American Society of Pacing and Electrophysiology, 1996; Vanderlei, Pastre, Hoshi e colaboradores, 2009), hipertensao arterial (Vanderlei, Pastre, Hoshi e colaboradores, 2009), disfuncao do miocardio (Task Force of the European Society of Cardiology and the North American Society of Pacing and Electrophysiology, 1996) e fibrilacao ventricular (Vanderlei, Pastre, Hoshi e colaboradores, 2009).

Por outro lado, a melhor aptidao cardiovascular esta associada a alta VFC (Tonello, Reichert, Oliveira-Silva e colaboradores, 2015). Alem disso, estudos previos reportaram que a VFC permite monitorar as adaptacoes ao treinamento e prove informacoes que ajudam a definir as cargas ideais de treinamento o que resulta em melhor desempenho (Dong, 2016; Michael, Jay, Halaki e colaboradores, 2016).

VFC e exercicio fisico

E consenso na literatura cientifica que o exercicio fisico confere efeitos cardioprotetores atribuidos a regulacao positiva do controle autonomico (Carter e Ray, 2015; Kwon, Park, Kim e colaboradores, 2014), os quais a VFC tem se mostrado eficiente em avaliar (Ferreira Jr e Zanesco, 2016).

Estudos evidenciam que o exercicio fisico melhora a sensibilidade do controle barorreflexo, cardiopulmonar e quimiorreflexo central e periferico, o que parece explicar boa parte da diminuicao da atividade nervosa simpatica (Correa, Santos, Moura e colaboradores, 2008).

A VFC permite diferenciar os niveis da atividade autonomica (Michael, Jay, Halaki e colaboradores, 2016), e apresenta correlacao com o consumo maximo de oxigenio (V[O.sub.2max]) (Tonello, Reichert, Oliveira-Silva e colaboradores, 2015), um importante preditor de mortalidade na populacao em geral (Kokkinos e Myers, 2010). Alem de ser uma variavel indicativa de desempenho aerobio (Denadai, Ortiz e Mello, 2004).

Estudos suportam a adequacao e praticidade da VFC para avaliar as adaptacoes autonomicas em atletas (Boullosa, Abreu, Nakamura e colaboradores, 2013; Boullosa, Abreu, Tuimil e colaboradores, 2012).

Em pacientes com doenca arterial coronariana, praticantes de exercicio resistido, a VFC mostrou ser um metodo viavel de determinar o limiar anaerobio (Sperling, Simoes, Caruso e colaboradores, 2016).

Juntos esses relatos demonstram a versatilidade da VFC em avaliar as adaptacoes autonomicas em diferentes populacoes e condicoes de saude.

Balanco redox: estresse oxidativo e defesa antioxidante

Os radicais livres (RL) sao moleculas quimicas altamente reativas e instaveis, contendo um numero impar de eletrons na camada de valencia (Valko, Leibfritz, Moncol e colaboradores, 2007).

Eles provocam oxidacao de estruturas quimicas como proteinas, acidos nucleicos, lipideos, e causam lesao ao DNA mitocondrial e declinio na atividade dos transportadores de eletrons (Silva e Coutinho, 2010; Valko, Leibfritz, Moncol e colaboradores, 2007).

Os RL sao subprodutos do consumo de oxigenio celular, denominados especies reativas de oxigenio (ERO). Para neutralizar a acao deleteria e evitar os danos oxidativos, mecanismos antioxidantes endogenos e exogenos atuam transferindo eletrons para os elementos oxidantes (Valko, Leibfritz, Moncol e colaboradores, 2007).

Os antioxidantes desempenham importante papel na prevencao da oxidacao devido ao fato de sua estrutura molecular apresentar elevada estabilidade mesmo diante de mudanca no numero de eletrons em sua camada de valencia.

O sistema de defesa antioxidante existe sob a forma de compostos enzimaticos e nao enzimaticos. A defesa antioxidante enzimatica inclui, por exemplo, a superoxido-dismutase (SOD), glutationa peroxidase (GPx) e a catalase (CAT).

Essas enzimas sao responsaveis pela neutralizacao de moleculas como o anion superoxido ([O.sub.2.sup.-]), hidroperoxido organico (ROOR') e peroxido de hidrogenio ([H.sub.2][O.sub.2]).

A defesa nao enzimatica pode ser exemplificada pelo acido ascorbico (vitamina C), [beta]- caroteno (provitamina A), [alpha]-tocoferol (vitamina E), glutationa (GSH), flavonoides (Franca, Alves, Souto e colaboradores, 2013; Silva e Coutinho, 2010; Valko, Leibfritz, Moncol e colaboradores, 2007) entre outros.

Quando a producao de RL excede a capacidade do sistema de defensa antioxidante, tem-se a situacao metabolica denominada estresse oxidativo (EO) (Valko, Leibfritz, Moncol e colaboradores, 2007).

Ha tempos se descreve o papel do EO em doencas cronicas como diabetes mellitus tipo II (Panigrahy, Bhatt e Kumar, 2016), Parkinson (Blesa, Trigo-Damas, Quiroga-Varela e colaboradores, 2015), Alzheimer, entre outras, causadas devido a sua capacidade de induzir dano as estruturas celulares, lipideos, proteinas e ao DNA (Bhat, Dar, Anees e colaboradores, 2015).

Alem disso, o EO esta associado a DCV como a hipertensao arterial (Kishi e Hirooka, 2012), insuficiencia cardiaca (Zablocki e Sadoshima, 2013), aterosclerose (Lee, Margaritis, Channon e colaboradores, 2012).

Embora a etimologia das DCV seja multifatorial, estudos reportam o papel do EO sobre o controle autonomico na genese de DCV (Gao, Wang, Li e colaboradores, 2004; Gao, Wang, Wang e colaboradores, 2008; Harris, Sommargren, Stein e colaboradores, 2014; Huang, Webb, Zourdos e colaboradores, 2013; Kishi e Hirooka, 2012; Koba, Hisatome e Watanabe, 2014). Desse modo, compreender a atuacao e os efeitos do EO sobre o controle autonomico, possivelmente ajudara na predicao, prevencao e tratamentos das DCV.

Estresse oxidativo, defesa antioxidante, controle autonomico

A disfuncao autonomica (aumento da atividade simpatica e/ou diminuicao da atividade parassimpatica) esta associada a genese de DCV (Kishi e Hirooka, 2012). Ha indicios de que o EO na medula rostroventrolateral, que e o centro de controle cardiovascular, medeie maior ativacao simpatica (Gao, Wang, Li e colaboradores, 2004; Kishi e Hirooka, 2012; Koba, Hisatome e Watanabe, 2014). A eficiencia do tratamento com tempol e tiron, mimeticos da SOD, em suprimir a ativacao simpatica fortalecem esses indicios (Gao, Wang, Li e colaboradores, 2004; Koba, Hisatome e Watanabe, 2014).

Aparentemente, nas regioes autonomicas cerebrais como a medula rostroventrolateral, o nucleo do trato solitario, nucleo paraventricular e hipotalamo, o sistema renina-angiotensina e o responsavel pela producao de ERO (Kishi e Hirooka, 2012).

A maior ativacao simpatica ativa o sistema renina angiotensina, aumentando a expressao da angiotensina II (AngII) e do receptor A[T.sub.1], os quais tem demonstrado sua implicacao no remodelamento cardiovascular e na disfuncao autonomica (Zablocki e Sadoshima, 2013).

A Angll ativa a sinalizacao de multiplas vias resultando na formacao de ERO os quais afetam o funcionamento cardiovascular e desempenham um importante papel na progressao DCV (Fontes, Martins Lima e Santos, 2016; Loures, Sant'anna, Baldotto e colaboradores, 2002).

E num processo de retroalimentacao positiva, as ERO aumentam a expressao de AngII, e essa por sua vez, ativa diversas vias que aumentam a producao de ERO e consequentemente EO (Zablocki e Sadoshima, 2013).

Desse modo, cria-se a perspectiva de que equilibrando o estado redox possivelmente ha maior controle autonomico.

Balanco redox e exercicio fisico

A pratica regular de exercicio fisico promove resposta adaptativa melhorando a capacidade antioxidante (De Sousa, Sales, Rosa e colaboradores, 2016; Ristow e Schmeisser, 2011; Ristow, Zarse, Oberbach e colaboradores, 2009) por meio da regulacao positiva dos sistemas de reparacao do dano oxidativo, induzindo fatores troficos de reparacao e diminuindo a expressao da AngII (Huang, Webb, Zourdos e colaboradores, 2013; Mrakic-Sposta, Gussoni, Porcelli e colaboradores, 2015).

Alem disso, o exercicio fisico parece promover melhora da capacidade antioxidante no cerebro (Camiletti-Moiron, Aparicio, Aranda e colaboradores, 2013; Koba, Hisatome e Watanabe, 2014) e normalizar a atividade simpatica (Adams, Linke, Krankel e colaboradores, 2005; Dos Santos Goncalves, Valenti, Ferreira e colaboradores, 2010; Koba, Hisatome e Watanabe, 2014; Linke, Adams, Schulze e colaboradores, 2005; Schuler, Adams e Goto, 2013).

Em individuos com diabetes tipo II, o treinamento aerobio promoveu a melhora da defesa antioxidante e aumentou a biodisponibilidade de N[O.sup.-] o que minimizou o estresse oxidativo e o desenvolvimento de complicacoes cronicas do diabetes (De Oliveira, Bessa, Jorge e colaboradores, 2012).

Em pacientes com ICC o exercicio fisico exerceu efeito antioxidante na musculatura esqueletica, principalmente pelo aumento da atividade de enzimas captadoras de radicais (Linke, Adams, Schulze e colaboradores, 2005).

Ja em pacientes com doenca arterial coronaria, o exercicio fisico atenuou a expressao da NADP(H) oxidase e receptores A[T.sub.1] resultando na diminuicao de producao de ERO (Adams, Linke, Krankel e colaboradores, 2005).

O uso de suplementos antioxidantes contribui positivamente para o balanco redox promovendo o efeito cardioprotetor (Gao, Wang, Wang e colaboradores, 2008; Kim, Vance e Chun, 2016; Koba, Hisatome e Watanabe, 2014).

Entretanto, a associacao do exercicio fisico a suplementacao de antioxidantes, nao potencializa o efeito antioxidante do exercicio fisico (Gomez-Cabrera, Ristow e Vina, 2012; Koba, Hisatome e Watanabe, 2014).

Desse modo, fica evidenciado que a afericao do estresse oxidativo tem relevancia significativa uma vez que possibilita o planejamento de acoes eficazes, como a adocao da pratica de exercicio fisico, para ajudar na prevencao do menor controle autonomico e consequente DCV (Fisher-Wellman e Bloomer, 2009; Franca, Alves, Souto e colaboradores, 2013).

Balanco redox e VFC

A literatura reporta que a melhora da funcao neurocardiaca, (por vezes representada pela alta VFC), esta associada a baixa concentracao dos marcadores de EO (Campos, Casali, Baraldi e colaboradores, 2014; Gupt, Kumar, Sharma e colaboradores, 2015; Junior, Moreira e Daher, 2004; Koba, Hisatome e Watanabe, 2014; Masson, Costa, Yshii e colaboradores, 2014).

Entretanto, pouco se discute sobre a existencia de correlacao entre a VFC e o EO. Inferimos que o EO possui influencia sobre os indices cardiacos mensurados em avaliacoes da VFC.

Aparentemente a VFC e sensivel as mudancas do estado redox, ja que EO e uma das principais causas da reducao da VFC e inversamente, a melhora do estado redox esta associado ao aumento da VFC (Campos, Casali, Baraldi e colaboradores, 2014).

A VFC tambem parece ser sensivel aos tratamentos farmacologicos classicos como os inibidores da enzima conversora de angiotensina (iECA), ja que hipertensos tratados com iECA apresentaram aumento da VFC (Junior, Moreira e Daher, 2004).

Dessa forma, dada a forte associacao positiva entre o sistema renina-angiotensina-aldosterona e a producao de ERO, podemos inferir que o aumento da VFC frente ao tratamento com iECA, representa melhora no estado redox.

Corroborando com nossa hipotese recentemente um estudo reportou que ha correlacao entre o EO e a baixa VFC em doentes renais cronicos (Fadaee, Beetham, Howden e colaboradores, 2016).

Entretanto, e preciso cautela ao utilizar os dados fornecidos pela VFC, pois ela mensura a contribuicao dos ramos simpaticos e parassimpaticos. Tanto a retirada vagal quanto o aumento da ativacao simpatica levam a diminuicao da VFC (Task Force of the European Society of Cardiology and the North American Society of Pacing and Electrophysiology, 1996).

Uma limitacao importante quanto ao uso da VFC reside no fato de que existem varios protocolos sendo adotados para a captacao dos dados da VFC, eles diferem entre si, por exemplo: na posicao ortostatica, no tratamento dos artefatos e ruidos, controle da respiracao, nos tratamentos matematicos, nos equipamentos para captacao dos dados de VFC entre outros (Task Force of the European Society of Cardiology and the North American Society of Pacing and Electrophysiology, 1996).

Alem disso, estudos defendem que para uma melhor avaliacao das adaptacoes autonomicas ha a necessidade de multiplas medidas de VFC (Boullosa, Abreu, Nakamura e colaboradores, 2013; Tonello, Reichert, Oliveira-Silva e colaboradores, 2015).

CONCLUSAO

Diante do exposto, podemos inferir que a VFC e sensivel para identificar alteracoes do estado redox que afetam funcao neurocardiaca. Desse modo, a VFC pode ser um metodo nao invasivo de prognostico do EO.

Entretanto, para que a VFC seja usada como metodo de avaliacao do EO em situacoes de doenca e saude, futuros estudos devem (1) transcender as limitacoes metodologicas da VFC e (2) ter como objetivo a averiguacao do nexo de casualidade entre a VFC e o EO.

Ademais, foi evidenciado que exercicio fisico e uma das poucas intervencoes isoladas que sao capazes de promover modificacoes positivas na funcao neurocardiaca e no balanco redox ao mesmo tempo, importantes para prevencao de DCV.

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Lysleine Alves de Deus (1), Herbert Gustavo Simoes (1) Rodrigo Vanerson Passos Neves (1), Michel Kendy Souza (1) Milton Rocha de Moraes (1), Francisco Navarro (2) Thiago dos Santos Rosa (1)

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Endereco para correspondencia:

Lysleine Alves de Deus

Endereco: QS 7 lote 1 EPCT, bloco G, sala 15.

Aguas Claras, Brasilia-DF.

CEP: 71.966-700.

Recebido para publicacao 15/07/2016

Aceito em 03/11/2016

(1-) Universidade Catolica de Brasilia, Brasilia, Brasil.

(2-) Universidade Federal do Maranhao, Maranhao, Brasil.
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Author:de Deus, Lysleine Alves; Simoes, Herbert Gustavo; Neves, Rodrigo Vanerson Passos; Souza, Michel Kend
Publication:Revista Brasileira de Prescricao e Fisiologia do Exercicio
Article Type:Ensayo
Date:May 1, 2017
Words:6817
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