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Assessment of body composition in handball athletes before and after a training season/Avaliacao da composicao corporal em atletas de handebol antes e apos uma temporada de treinamento.

INTRODUCAO

O desempenho esportivo depende de varios fatores, dos quais se destaca a composicao corporal e a forca muscular.

Para os atletas a composicao corporal e de extrema importancia, pois alem de avaliar a saude e a nutricao, tem efeito significante no desempenho esportivo, sendo determinante em algumas modalidades.

Dependendo do esporte praticado, a massa muscular magra e necessaria para aumentar a potencia e a forca dos movimentos, e em outros casos, a quantidade baixa de gordura e necessaria quando o atleta deve suportar o seu peso corporal (Segal, 1996).

No caso do handebol, as caracteristicas morfologicas dos atletas dao as condicoes para o treinamento das qualidades fisicas necessarias para um bom desempenho (Eleno, Barela, Kokubun, 2002), melhorando a fadiga, aumentando o tempo de treinamento e acelerando a recuperacao entre as sessoes de exercicios (Guerra, Knackfuss, 2006).

Entre as qualidades morfologicas com maior destaque para os atletas de handebol estao a estatura, massa corporal, percentual de gordura e de massa magra, entre outras (Vasques, Duarte, Lopes, 2007).

A avaliacao da composicao corporal de atletas permite estimar o peso corporal ideal para uma competicao, comparar atletas dentro do mesmo grupo e monitorar modificacoes nos componentes magro e gorduroso do corpo, servindo como uma maneira para acompanhar atletas que estao se preparando para competir (Ellis, 2000).

Alem disso, informacoes associadas a composicao corporal sao fundamentais na avaliacao da saude, identificando o perfil nutricional do individuo e possiveis riscos nutricionais e sua associacao com o desempenho do atleta, sendo importantes na orientacao dos programas de treinamento e aconselhamento nutricional (Guedes e Guedes, 2003).

Portanto, a composicao corporal alem de interferir diretamente no desempenho motor e na capacidade de trabalho, tem efeitos diretamente na saude, e por consequencia na qualidade de vida dos seres humanos (Flat, 1995).

Outra questao a considerar e a forca, que em suas mais variadas formas de manifestacao, e relevante para os atletas que buscam o seu maximo desempenho, uma vez que associada aos elementos como velocidade e a resistencia, podem ser determinantes para o sucesso esportivo (Dellagrana, Smolarek e Campos, 2010).

Alem disso, pesquisas demonstram que a forca de preensao manual influencia diretamente no desempenho em esportes onde o manuseio da bola e realizado com as maos, como o basquete e o handebol (Esteves e colaboradores, 2005).

Vale ressaltar que um acompanhamento de forca, condicionamento fisico e resistencia para uma competicao e um assunto relevante para a comunidade cientifica, visto que a avaliacao dessas caracteristicas sao fatores determinantes para alcancar o alto rendimento.

Alem disso, nao ha muitas pesquisas sobre avaliacao nutricional em atletas avaliando o efeito do treinamento sobre a composicao corporal, lembrando que a composicao corporal dependendo do tipo de exercicio fisico e da dieta alimentar sofre diferentes variacoes em suas constituicoes que nao podem ser simplesmente evidenciados atraves do peso corporal (Guedes, Guedes, 2003).

Portanto, existe a necessidade de mais estudos por meio da ciencia da nutricao esportiva possa obter dados para uma melhor orientacao nutricional. Considerando o exposto acima, os objetivos desse trabalho foram avaliar a composicao corporal e a forca de preensao manual de atletas praticantes de handebol e verificar as principais alteracoes apos o periodo de treinamento.

METERIAIS E METODOS

Participaram do estudo 23 atletas de handebol de ambos os sexos, composto por adolescentes e adultos, com idade entre 14 a 37 anos, que fazem parte da selecao de handebol da cidade de Cravinhos-SP.

O criterio de inclusao foi ser integrante do time de Handebol da cidade de Cravinhos, categoria livre. Foram excluidos da pesquisa aqueles que nao quiseram participar ou que nao frequentaram regularmente os treinos.

Os atletas participaram voluntariamente da coleta de dados, e para isso, assinaram o termo de consentimento livre e esclarecido, CEP numero do protocolo 74214/2012 do Comite de Etica da Universidade Paulista--UNIP.

A coleta de dados foi feita da seguinte maneira: o peso corporal (kg) foi avaliado com o atleta na posicao anatomica, de costas para a balanca, com o peso distribuido igualmente sobre ambos os pes, trajando o minimo possivel de roupas.

Foi utilizada balanca digital calibrada e aferida (marca G-Tech). A altura (cm) foi medida entre a distancia do vertex e a regiao plantar. A altura foi avaliada com o auxilio do estadiometro (marca Alturexata). O indice de Massa Corporal (IMC) foi o calculado por meio da razao entre a massa corporal e a estatura ao quadrado. As circunferencias em cm do braco, coxa e abdominal, com fita metrica nao extensiva (marca Vonder) no ponto medio de cada membro. As pregas cutaneas em mm do triceps, biceps, subescapular, peitoral, axilar, supra-iliaca, abdominal, coxa e panturrilha foram mensuradas no lado direito do corpo, seguindo uma serie de tres medidas intercaladas, no mesmo local, considerando para analise o valor medio das tres medidas. Foi usado um adipometro cientifico (marca Lange Skinfold Caliper). Essas medidas foram coletadas por um educador fisico experiente.

A forca muscular de membro superior foi mensurada pela forca de preensao manual (FPM), usando um dinamometro portatil hidraulico (Saehan corporation, Masan Free Trade Zone, Korea), com escala de graduacao de 0 a 90 quilogramas forca (kgf). O procedimento do teste seguiu as recomendacoes da American Society of Hand therapists (ASHT).

Durante o teste, os voluntarios permaneceram confortavelmente sentados, posicionados com o ombro aduzido, o cotovelo fletido a 90[degrees], o antebraco em posicao neutra e, por fim, a posicao do punho poderia variar de 0 a 30[degrees] de extensao. Foram realizadas tres tentativas para ambos os bracos e considerado, para analise, a media dos tres valores obtidos.

A composicao corporal foi avaliada por meio do exame de Bioimpedancia Eletrica, tetrapolar com o aparelho de monofrequencia (RJL System[R] Model Quantum II). O exame foi realizado no lado nao dominante com o paciente deitado em decubito dorsal.

A coleta dos dados foi feita em dois momentos, uma no inicio da temporada de treinamento e outra apos sete meses. Em cada coleta, os atletas respondiam um questionario contendo informacoes gerais, uso de suplementos nutricionais cigarro e bebidas alcoolicas e orientacoes nutricionais.

Os dados foram analisados usando o programa SPSS versao 16.0. Os dados apresentaram distribuicao normal foi usado o teste Kolmogorov-Smirnov e posteriormente foi aplicado o teste t para amostras pareadas para comparar os dados antes e depois do treinamento.

Para todas as analises foi considerado o nivel de significancia < 0,05.

As variaveis, massa magra e forca de pressao manual foram verificadas a correlacao dos membros direito e esquerdo.

RESULTADOS

A pesquisa foi realizada com 23 atletas, sendo 52% homens, integrantes da selecao de Handebol da cidade de Cravinhos. Entre os atletas avaliados apos o periodo de treinamento (n = 14) 50% costumam ingerir bebidas alcoolicas (na maioria dos casos, aos fins de semana) e nenhum possui o habito de fumar. Apesar de 57% ja terem feito uso de algum tipo suplemento nutricional, 86% dos atletas alegam nunca terem recebido orientacoes nutricionais.

Para avaliar a composicao corporal dos atletas da selecao de handebol de Cravinhos, foram analisados os dados em dois momentos, no primeiro momento participaram da avaliacao 17 atletas presentes no inicio do periodo de treinamento e no segundo momento participaram da avaliacao 14 atletas apos o periodo de treinamento.

As figuras 1 e 2 mostram a frequencia de IMC antes e apos o treinamento. Destacase a maior frequencia de sobrepeso e obeso antes e apos o treinamento.

Ao comparar o grupo avaliado no inicio do periodo de treinamento com o grupo avaliado apos os treinos, visualizadas na tabela 1, e possivel verificar que os atletas apresentaram aumento do peso corporal total em 1,8 kg, com diminuicao da gordura corporal em 4,1% e um ganho de 3,6% de massa magra com diferenca estatistica significativa (p = 0,04).

Ao separar os grupos por sexos, podemos constatar que o time feminino apresentou ganho de 0,5kg com aumento da massa magra em 0,8% e perda de 0,7% de gordura corporal, sendo as maiores alteracoes encontradas no time masculino, com reducao do peso corporal em 4,5kg, e aumento na massa magra em 14% com perda de 6,1% da gordura corporal.

A forca de preensao manual, verificada por meio do dinamometro, constatou a media do time dos atletas avaliados no inicio do periodo de treinamento em torno de 32,9 + 8,6kg para o braco esquerdo, sendo maior no direito, com o valor de 35,8 + 9,2kg.

No grupo avaliado apos os treinos, houve um aumento de 5 kg da forca manual esquerda e 5,9kg da mao direita, apresentando aumento estatisticamente significativo para a mao direita (p=0,002).

Ambos os sexos apresentam uma media de forca maior na mao dominante, sendo maior o valor encontrado no sexo masculino.

A forca de preensao manual cresceu em ambos os sexos, apresentando aumento de 2 kg para a mao esquerda e 3,6 kg (p=0,124) para a direita (p=0,002), sendo essas alteracoes estatisticamente significativas para a mao direita.

A correlacao entre massa magra e forca de preensao manual foi de 0,69 para o membro direito e 0,73 para o membro esquerdo, respectivamente, considerada moderada. O que indica uma correlacao proxima entre a massa magra e a forca dos membros superiores em atletas de handebol.

A figura 3 mostra a avaliacao antropometrica pela circunferencia do braco que apresentou um aumento em 75% dos participantes e a circunferencia da coxa em 87,5% dos participantes (braco 1,8 cm e coxa 2,6 cm), sendo maior o aumento encontrado nas circunferencias da coxa nas mulheres (3 cm) quando comparado aos homens (1,9 cm) e maior o aumento encontrada nos bracos dos homens (2,6 cm) quando comparado as mulheres (1,2 cm).

Apesar do aumento no braco dos homens terem sido maiores estatisticamente apenas o grupo feminino apresentou resultados significativos (p=0,03). O abdome apresentou diminuicao em 62,5% dos participantes, apresentando a media de reducao em 2,3 cm, sendo maior a reducao nos homens (4,1 cm) quando comparado as mulheres (1,2 cm).

Atraves dos resultados tambem e possivel observar que a prega cutanea do triceps aumentou em ambos os sexos com media de 2,3 mm (4,2mm), sendo maior o aumento nos homens (3,6 mm). Ao contrario da prega cutanea do triceps a prega bicipital diminuiu em 87,5% dos participantes, apresentando como media geral a diminuicao de 1,4 mm, sendo maior a media de reducao nos homens (3,3mm) quando comparado as mulheres (0,3mm) como mostra na figura 4.

A prega cutanea subescapular apresentou reducao nos homens (2,5 mm) e aumento nas mulheres (0,5 mm), obtendo como media a reducao de 0,58 mm. As pregas cutaneas da axila e da coxa apresentaram reducao nos homens (axila 1,2mm e coxa 7,6mm) e aumento nas mulheres (axila 0,36mm e coxa 0,56mm), obtendo como media geral a reducao da axila em 0,2mm e da coxa em 2,5mm.

Setenta e cinco por cento dos participantes apresentaram diminuicao da prega cutanea do abdomen, com diferenca estatistica significativa (p=0,02) apos treinamento e 62,5% da prega cutanea da panturrilha, sendo maior a reducao nos homens (abdomen 2,16 mm e panturrilha 4,4 mm) quando comparado as mulheres (abdomen 1,4mm e panturrilha 1,28 mm).

E interessante observar que no grupo masculino houve alteracoes significativas (p=0,045 para o abdomen e p=0,002 panturrilha, respectivamente), o que nao pode ser observado no grupo feminino apos o treinamento.

As maiores alteracoes ocorreram nas pregas cutaneas do peitoral e supra-iliaca, chamando atencao para o grupo masculino, onde 100% dos atletas apresentaram reducao, obtendo como media a diminuicao de 9,16 mm do peitoral e 8,3 mm da supra-iliaca, com diferencas estatisticas significativas de respectivamente p=0,048; peitoral, e p=0,020 na suprailiaca.

O grupo feminino tambem apresentou reducoes, porem menores (peitoral 0,6 mm e suprailiaca 1,98 mm, sem diferencas significativas). Contudo, uma das atletas apresentou resultados proximos ao grupo masculino (reduziu o peitoral em 8 mm e suprailiaca em 11 mm).

DISCUSSAO

Os dados apresentados sao relevantes para verificarmos ha mudanca da composicao corporal nos atletas em treinamento, vale ressaltar que o numero de individuos avaliados foi pequeno e nao conseguimos verificar a mudanca ao longo do ano para identificar a variacao da mudanca de composicao corporal anual.

No entanto, existem poucos trabalhos na literatura que verifica a descricao da composicao corporal de atletas de handebol em treinamento.

Ao compararmos o resultado do perfil morfologico dos atletas com a pesquisa de Glaner (1996), que obteve como media o percentual de gordura de 13,6 [+ or -] 3,9 kg, verifica-se que no time masculino, tanto o grupo avaliado antes e apos os treinos, apresentam percentis de gordura corporal acima, sendo de 12,2% antes dos treinos e diminuindo para 6,1% no fim do periodo de treinamento.

Quanto ao time feminino, os dados obtidos nesse estudo vao de encontro com os dados antropometricos encontrados nas atletas de handebol de um clube na regiao norte da cidade de Sao Paulo, onde a media do peso corporal (67,8 [+ or -] 15,7Kg), o indice de massa corporal (24,5 [+ or -] 3,7kg/[m.sup.2]) e a gordura corporal (25,2 [+ or -] 4,5%) mostraram valores proximos.

Ambas as pesquisas revelam que apesar de grande parte das atletas serem classificadas como eutroficas pelo IMC, apresentaram niveis de gordura corporal superiores ao indicado (Leme e colaboradores, 2009).

Apesar da reducao da gordura corporal, quando comparado com a recomendacao para a populacao em geral, o grupo avaliado antes do periodo de treinamento apresenta 2,7% acima no time feminino e 7,8% no masculino, caindo para 2% acima e 1,7% no masculino apos os treinos.

As figuras 1 e 2 mostram que a maior parte dos atletas (53% no inicio dos treinos e 57% apos o periodo de treinamento), esta acima do peso recomendado em relacao a sua altura de acordo com os pontos de corte estabelecidos pela WHO (1998) para classificacao do estado nutricional, apresentando o valor medio de 26 + 6,7 kg/[m.sup.2].

Contudo, o aumento do peso corporal total no grupo avaliado apos o periodo de treinamento nao significa necessariamente um prognostico ruim para o grupo avaliado, pois apresentou dados menores da porcentagem de gordura corporal e maiores de massa magra quando comparado ao grupo avaliado no inicio do periodo de treinamento, alteracoes essas que o IMC nao diferencia na composicao corporal.

Alem disso, melhores equipes colocadas em competicoes possuem atletas com maior peso corporal, visto que o peso corporal total pode influenciar na resistencia e potencia dos atletas (Candia, 2007) alem de contribuir na hora do ataque e da marcacao.

Para analisar o resultado das alteracoes corporais apos o periodo de treinamento foi utiliza os dados de oito atletas, sendo cinco para o sexo feminino e tres para o sexo masculino, correspondente aos participantes presentes nas duas avaliacoes.

A comparacao entre as avaliacoes da composicao corporal durante o periodo de treinamento mostra que o time apresentou um leve aumento de peso corporal total (0,95 kg), sendo maior no sexo feminino (1 kg) comparado ao masculino (0,7 kg).

Apesar do peso corporal aumentado em 75% dos individuos, o IMC apresentou mudancas muito pequenas (0,2 kg/[m.sup.2]) que nao alterou a classificacao do estado nutricional em 87,5% dos participantes, alteracoes essas que nao foram consideradas estatisticamente significativas (p=0,409). Isso mostra que o IMC nao e um metodo tao eficaz para avaliar a composicao corporal para o grupo de atletas.

Para maior precisao dos resultados foi realizado o exame de bioimpedancia eletrica onde foi possivel verificar a diminuicao da gordura corporal (media 0,6 [+ or -] 2,6 kg) e aumento da massa magra (media 1,57 [+ or -] 1,94 kg) considerado estatisticamente significativo (p=0,045). Fato que justifica o aumento do peso corporal total.

A avaliacao da composicao corporal atraves das medidas de espessuras das pregas cutaneas alem de fornecer estimativa da quantidade de gordura corporal por meio das equacoes tem como vantagem a possibilidade de conhecer as alteracoes da distribuicao da gordura corporal pelas diferentes regioes do corpo, principalmente para o grupo de atletas em situacoes postreinos. Fato este, que nao e possivel observar por meio da bioimpedancia eletrica.

A media da forca de preensao manual do total de participantes avaliados apos o periodo de treinamento grupo masculino apresenta-se com 42,8 kg para mao esquerda e 46,6 kg para a mao direita, e no grupo das mulheres, 31,4 kg para a mao esquerda e, 35,3 kg para a mao direita revelam que os homens possuem em torno de 30% mais forca que as mulheres.

Estudos mostram que a forca da mulher equivale cerca de 70% da apresentada pelos homens, apesar da diferenca da forca entre generos, esta relacionada a quantidade e nao, a qualidade do tecido muscular (Sale, 1991).

Sobre a forca muscular ao comparar os valores obtidos com uma pesquisa realizada na Universidade Federal de Vicosa, com atletas de handebol, que utilizou a media das maiores forcas aferidas, podemos verificar que utilizaram o maior valor encontrado diferentemente desta pesquisa que analisou a media dos valores (Fernandes, Martins, 2005).

Ao comparar os valores da forca de preensao de mao, a media da forca dos atletas de handebol de Vicosa foram maiores que o presente estudo como membro direito e proximos valores com o esquerdo.

CONCLUSAO

Ao avaliar os participantes presentes nas duas avaliacoes, conclui-se que o porcentual de gordura corporal encontrada nos homens, independente do metodo de avaliacao, apresenta valores acima do recomendado tanto para a populacao em geral (de 15 a 18%), como quando comparado a atletas da mesma modalidade.

Fato que possivelmente pode interferir no desempenho maximo dos atletas de handebol, visto que a adiposidade e inversamente relacionada ao desempenho motor (Malina, Roche, 1983), principalmente nas variaveis de forca e resistencia.

Vale ressaltar que os atletas melhoraram em todas as medidas quando comparadas antes e apos treinamento, apesar de nao terem aconselhamento nutricional.

Para que haja um melhor desempenho esportivo e de extrema importancia que os atletas recebam acompanhamento nutricional ja que 86% dos participantes do grupo avaliado apos o periodo de treinamento alegam nunca ter recebido orientacoes nutricionais.

A media do peso total encontrada no grupo avaliado apos o periodo de treinamento apresentou-se pequena, apesar de ser classificado como sobrepeso pelo IMC na maior parte dos atletas, apresentou uma reducao da porcentagem de gordura corporal e aumento da massa magra quando comparado ao grupo avaliado no inicio do periodo de treinamento pela BIA.

As variaveis que apresentaram alteracoes estatisticas significativas, como a massa magra, forca de preensao manual, prega cutanea abdominal e da panturrilha, possivelmente podem ser consideradas relevantes para avaliarem atletas de handebol. Contudo, existe a necessidade de mais estudos para que se comprove tal afirmacao.

AGRADECIMENTOS

As alunas que colaboraram com a coleta de dados juntamente com os autores: Barbara Donaire Lucas, Daniela Takaara, Fabiana Lourenco Costa, Flavia Marques Villas Boas, Larissa Sanches Fernandes, Luciane Cristiane Canalli, Mariana Marques, Suzimar Rosa, Sherica Pereira Rabelo Freire, Tamires Cristine Assoline, Tamires Cristine Silva, Thalita Felix Rosa, Roberta Karine Bezerra.

REFERENCIAS

(1-) Candia, F. N. P. Avaliacao nutricional esportiva. In: Duarte, A.C. Avaliacao nutricional: aspectos clinicos e laboratoriais. Sao Paulo. 2007. Atheneu. p.213-237.

(2-) Dellagrana, R. A.; Smolarek, A. C. E. F.; Campos, W. Estado nutricional e desempenho motor de criancas praticantes de handebol. Fit Perf J. Vol. 9. Num.1.2010. p 72-77.

(3-) Eleno, T. G.; Barela, J. A.; Kokubun, E. Tipos de esforco e qualidade fisica do handebol. Bras. Cienc. Esporte. Vol. 24. Num. 1.2002. p.83-89.

(4-) Ellis, K. J. Human body composition: in vivo methods. Physiol Rev. Vol. 80. 2000. p.649-80.

(5-) Esteves, A. C.; Reis, D. C.; Caldeira, R. M.; Leite, R. M.; Moro, A. R. P.; Borges Junior, N. G. Forca de preensao, lateralidade, sexo e caracteristicas antropometricas da mao de criancas em idade escolar. Rev Bras Cineantropom Desempenho Hum. Vol 7. 2005. p.69-75.

(6-) Flat, J.P. Integration of the Overall Response to Exercise. Int Obes. Vol. 4. 1995. p.S31-S40.

(7-) Fernandes, A.; Martins, J. C. B. Estudo comparativo da forca de preensao manual entre diferentes modalidades. Cad Pesq Ed Fis. Vol. 4. 2005. p.387-390.

(8-) Glaner, M. F. Morfologia de atletas panamericanos de handebol adulto masculino. Dissertacao Mestrado em Ciencias do Movimento Humano. Universidade Federal de Santa Maria. Santa Maria. 1996.

(9-) Guedes, D. P.; Guedes, J. E. R. P. Controle do Peso Corporal--Composicao Corporal, Atividade Fisica e Nutricao. 2a edicao. Shape. 2003.

(10-) Guerra, T.; Knackfuss, M. Avaliacao da composicao corporal, nivel de hemoglobina e perfil nutricional de atletas de handebol. Fit Perf J. Vol. 5. 2006. p.277-281.

(11-) Leme, A. G. M.; Kuada, C. E.; Nacif, M.; Reis, V. Avaliacao nutricional de atletas juvenis de handebol feminino. Movimento & Percepcao. Vol. 10. Num. 4. 2009. p.5-12.

(12-) Malina, R. M.; Roche, A. F. Physical performance. IN: Malina, R. M.; Roche,.F. eds. Manual of physical status and performance pin childhood. New York: Plenum Press. 1983. p.1-8.

(13-) Sale, D. G. Testing Strength and Power. In: Mac Dougall, J. D., Wenger, H. A. & Green, H.J. (Ed). Physiological Testing of the HighPerformance Athlete. 2a edicao. Champaign: Human Kinetics. 1991. p.21-106.

(14-) Segal, K. R. Use of bioelectrical impedance analysis measurements an evaluation for participating in sports. Am J Clin Nutr. Vol. 64. Num. 3. 1996. p.4695-471S.

(15-) Vasques, D. G.; Duarte, M. F. S.; Lopes, A.S. Morfologia de atletas juvenis de handebol, Revista Brasileira de Cineantropometria & Desempenho Humano. Vol. 2. Num. 9. 2007. p.127-132.

(16-) World Health Organization Obesity. Preventing and managing the global epidemic: report of a WHO Consultation. Geneva, World Health Organization. Technical Report Series. 894.1998.

Recebido para publicacao em 27/05/2013

Aceito em 10/07/2013

Camila Rodrigues [1], Jose Ailton Carneiro [2], Sofia Miranda de Figueiredo Ribeiro [2] Camila Bitu Moreno Braga [2], Carlos Alberto Simeao Junior [1,3], Karina Pfrimer [1,2] *

[1-] Universidade Paulista, Ribeirao Preto, Sao Paulo, Brasil.

[2-] Departamento de Clinica Medica da Faculdade de Medicina de Ribeirao Preto FMRP, Universidade de Sao Paulo-USP, Ribeirao Preto, Sao Paulo, Brasil.

[3-] Departamento Alimentos e Nutricao da Faculdade de Ciencias Farmaceuticas FCFAR, Universidade Estadual Paulista-UNESP, Araraquara, Sao Paulo, Brasil.

E-mail:

mila-rod@hotmail.com

hitoef@yahoo.com.br

sohfis@gmail.com

camilabitu@usp.br

jrsimeao@gmail.com

kpfrimer@fmrp.usp.br

Endereco para correspondencia:

Karina Pfrimer

Departamento de Clinica Medica da FMRPUSP.

Avenida Bandeirantes 3900, Ribeirao Preto SP.

CEP: 14049-900.
Tabela 1--Alteracao da composicao corporal apos o periodo de
treinamento, (Cravinho, 2012)

Variavel             Antes do periodo de treinamento

                      Geral Media + DP    Feminino Media + DP

Peso (kg)            75,8 [+ or -] 21,1    64,9 [+ or -] 8,8
IMC (kg/[m.sup.2])   26,0 [+ or -] 5,7     24,1 [+ or -] 2,5
Massa Magra (kg)     54,9 [+ or -] 13,5    46,8 [+ or -] 5,7
(%)                  72,9 [+ or -] 4,4     72,1 [+ or -] 3,2
Massa Gorda (kg)     20,8 [+ or -] 9,3     18,1 [+ or -] 3,9
(%)                  26,9 [+ or -] 4,4     27,7 [+ or -] 3,2

Variavel               Antes do periodo       Apos o periodo
                        de treinamento        de treinamento

                     Masculino Media + DP    Geral Media + DP

Peso (kg)             91,2 [+ or -] 25,9     77,6 [+ or -] 25
IMC (kg/[m.sup.2])    33,5 [+ or -] 10,5    26,3 [+ or -] 6,7
Massa Magra (kg)      66,5 [+ or -] 13,2    56,7 [+ or -] 14,1
(%)                   74,0 [+ or -] 5,8     76,5 [+ or -] 7,2
Massa Gorda (kg)      24,7 [+ or -] 13,3     18,6 [+ or -] 12
(%)                   25,8 [+ or -] 5,8     22,8 [+ or -] 7,3

Variavel             Apos o periodo de treinamento

                     Feminino Media + DP   Masculino Media + DP

Peso (kg)             65,4 [+ or -] 7,4     86,7 [+ or -] 31,3
IMC (kg/[m.sup.2])    24,2 [+ or -] 2,6     33,6 [+ or -] 11,8
Massa Magra (kg)     46,5 [+ or -] 36,9     67,5 [+ or -] 16,2
(%)                   72,9 [+ or -] 4,2     79,3 [+ or -] 8,1
Massa Gorda (kg)      17,8 [+ or -] 4,3     19,2 [+ or -] 15,9
(%)                    27 [+ or -] 4,2      19,7 [+ or -] 7,9

Variavel             Apos o periodo
                     de treinamento

                        p valor

Peso (kg)                 0,52
IMC (kg/[m.sup.2])        0,40
Massa Magra (kg)          0,04
(%)                       0,20
Massa Gorda (kg)          0,54
(%)                       0,21

Legenda: DP: desvio padrao, p valor: foi analisado no grupo todo
antes e apos o treinamento.

Figura no. 1--Frequencia do estado nutricional
dos atletas, segundo IMC no inicio do periodo
de trinamento (Cravinhos, 2012)

Eutrofia    47%
Sobrepeso   47%
Obesidade   6%

Note: Table made from pie chart.

Figura no. 2--Frequencia do estado nutricional
dos atletas, segundo IMC apos o periodo de
treinamento (Cravinhos, 2012)

Eutrofia    43%
Sobrepeso   37%
Obesidade   14%

Note: Table made from pie chart.

Figura no 3--Diferenca das medidas antes e
apos o periodo de treinamento dos atletas
de handebol (Cravinhos, 2012)

                                Masculino   Feminino   Geral

Circunferencia da coxa          1,9 cm      3 cm       2,6 cm
Circunferencia do braco (cm)    2,6 cm      1,2 cm     1,8 cm
Prega Cutanea do Triceps (mm)   3,6 mm      1,6 mm     2,3 mm

Note: Table made from bar graph.

Figura no. 4--Diferenca das medidas antes e
apos o periodo de treinamento dos atletas de
handebol (Cravinhos, 2012)

                                  Masculino   Feminino   Geral

Prega Cutanea                     -9.1        -0.6       -3.8
Prega Cutanea Iliaca              -8.3        -1.9       -4.3
Prega Cutanea Coxa (mm)           -7.6        -0.5       -2.5
Prega Cutanea Panturrilha         -4.4        -1.2       -2.4
Circ. Abdominal (cm)              -4.1        -1.2       -2.3
Prega Cutanea Biceps              -3.3        -0.3       -1.4
Prega Cutanea Subescapular (mm)   -2.5        -0.5       -0.5
Prega Cutanea Axilar (mm)         -1.2        -0.3       -0.2

Note: Table made from bar graph.
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Title Annotation:articulo en portugues
Author:Rodrigues, Camila; Carneiro, Jose Ailton; Ribeiro, Sofia Miranda de Figueiredo; Braga, Camila Bitu M
Publication:Revista Brasileira de Nutricao Esportiva
Date:May 1, 2013
Words:4304
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