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Art: from institution to dismissal/Arte: da instituicao a destituicao.

1. Instituicao e tradicao

A intervencao politica surge no ambito da esfera de atividades do artista desde que o seu estatuto foi reconhecido socialmente, desde que o artista e um autor emancipado e pessoalmente procurado. O seu poder legitimador ira acompanhar a transicao seguinte, a transformacao desde o discurso aulico habitual ate as provocacao de novas vertentes e posicionamentos civicos dos registos artisticos, que conduzem a inovacao atraves da iconografia, da denuncia, da agenda, da propaganda, da ideologia, da implicacao, do comprometimento intelectual, tudo na promocao da mudanca. A trajetoria, entre a tradicional formulacao de reforco da instituicao, e a inovadora introducao da sua reformulacao, ou seja, da alternativa, da sua reprogramacao e da sua construcao, ou, no limite, da destituicao do instituido, desloca para o artista uma potencia de inovacao e de contributo social que se atualiza em diferentes momentos. O plano de fundo e a emancipacao, a descolonizacao, e a alternativa (Queiroz, 2018a; 2018b).

2. Inovacao e politica

Pode-se dizer que e a legitimacao politica da arte e da academia de arte que possibilita o deslocamento discursivo implicito nas formulacoes artisticas mais inovadoras e significativas, onde e criado o espaco que faz com que a arte seja, ja sempre, politica.

Talvez o primeiro testemunho instituido que assenta a nova forma de reconhecer ao autor a sua autoridade emancipada seja a dedicacao com que Vasari (1568) descreve a vida, plena de detalhados episodios realistas, de anedotas, tiradas espirituosas, e referencias a obras maiores, onde ate anota as inscricoes nas lapides funebres de cada um dos artifices, descritos como os pintores, escultores e arquitectos mais excelentes, que glorificam a inovacao de cada um. Importa, para dar a justa medida da novidade que e trazida por Vasari, ele proprio pintor e arquiteto, referir extensivamente todos os artistas a quem dedicou um capitulo especifico na sua obra (Vasari, 1568), mantendo a grafia da epoca.

3. Vasari: os artesaos mais excelentes

Assim se descreve o titulo de cada capitulo da obra (Vasari, 1568), que e tambem o nome de um pintor, escultor, ou arquiteto: Cimabue, Arnolfo di Lapo, Nicola e Giovanni Pisani, Andrea Tafi, Gaddo Gaddi, Margaritone, Giotto, Agostino et Agnolo, Stefano e Ugolino, Pietro Laurati, Andrea Pisano, Buonamico Buffalmacco, Ambruogio Lorenzetti, Pietro Cavallini, Simone Sanese, Taddeo Gaddi, Andrea di Cione Orgagna, Tommaso Fiorentino detto Giottino, Giovanni da Ponte, Agnolo Gaddi, Berna Sanese, Duccio, Antonio Viniziano, Iacopo di Casentino, Spinello Aretino, Gherardo Stamina, Lippo, Lorenzo Monaco degli Angeli, Taddeo Bartoli, Lorenzo di Bicci, Iacopo della Quercia, Niccolo Aretino, Dello, Nanni d'Antonio di Banco, Luca della Robbia, Paulo Uccello, Lorenzo Ghiberti, Masolino, Parri Spinelli, Masaccio da San Giovanni di Valdarno, Filippo Brunelleschi, Donato, Michelozzo Michelozzi, Antonio Filarete e Simone, Giuliano da Maiano, Piero della Francesca, Fra' Giovanni da Fiesole dell'Ordine de' Frati Predicatori, Leon Batista Alberti, Lazzaro Vasari, Antonello da Messina, Alesso Baldovinetti, Vellano da Padova, Fra' Filippo Lippi, Paulo Romano e Maestro Mino e Chimenti Camicia, Andrea dal Castagno di Mugello e Dominico Viniziano, Gentile di Fabriano e Vittore Pisanello, Pesello e Francesco Peselli, Benozzo, Francesco di Giorgio e Lorenzo Vecchietto, Galasso Galassi, Antonio Rossellino e Bernardo suo fratello, Desiderio da Settignano, Mino, Lorenzo Costa, Ercole Ferrarese, Iacopo, Giovanni e Gentile Bellini, Cosimo Rosselli, Il Cecca, Don Bartolomeo abade de San Clemente, Gherardo, Domenico Ghirlandaio, Antonio e Piero Pollaiuoli, Sandro Botticello, Benedetto da Maiano, Andrea Verrocchio, Andrea Mantegna, Filippo Lippi, Bernardino Pinturicchio, Francesco Francia, Pietro Perugino, Vittore Scarpaccia e outros pintores venezianos, Iacopo dito l'lndaco, Luca Signorelli da Cortona, Lionardo da Vinci, Giorgione da Castel Franco, Antonio da Correggio, Piero di Cosimo, Bramante da Urbino, Fra' Bartolomeo di San Marco, Mariotto Albertinelli, Raffaellino del Garbo, Torrigiano, Giuliano et Antonio da San Gallo, Raffaello d'Urbino, Guglielmo da Marcilla, Cronaca, Domenico Puligo, Andrea da Fiesole e altri fiesolani, Vincenzio da San Gimignano e Timoteo da Urbino, Andrea dal Monte Sansovino, Benedetto da Rovezzano, Baccio da Monte Lupo e Raffaello suo figliolo, Lorenzo di Credi, Lorenzetto e Boccaccino, Baldassarre Peruzzi, Giovan Francesco dito il Fattore e Pellegrino da Modana, Andrea del Sarto, Madonna Properzia de' Rossi, Alfonso Lombardi, Michelagnolo da Siena e Girolamo da Santa Croce e Dosso e Battista, Giovanni Antonio Licinio da Pordenone e altri pittori del Friuli, Giovanni Antonio Sogliani, Girolamo da Trevigi, Pulidoro da Caravaggio e Maturino Fiorentino, Il Rosso, Bartolomeo da Bagnacavallo e outros pintores romanos, Francia Bigio, Morto da Feltro e Andrea di Cosimo Feltrini, Marco Calavrese, Francesco Mazzuoli, Iacopo Palma e Lorenzo Lotto, Fra' Iocondo e Liberale e altri veronesi, Francesco Monsignori, Falconetto, Francesco e Girolamo dai Libri, Francesco Granacci, Baccio d'Agnolo, Valerio Vicentino, Giovanni da Castel Bolognese, Matteo del Nasaro e outros excelentes entalhadores, Marcantonio Bolognese e outros entalhadores de gravuras, Antonio da San Gallo, Giulio Romano, Sebastian Viniziano frate del Piombo, Perino del Vaga, Domenico Beccafumi e Maestro di Getti, Giovann'Antonio Lappoli, Niccolo Soggi, Niccolo detto il Tribolo, Pierino da Vinci, Baccio Bandinelli, Giuliano Bugiardini, Cristofano Gherardi dito Doceno, Iacopo da Puntormo, Simone Mosca, Girolamo e Bartolomeo Genga e Giovambattista San Marino genero di Girolamo, Michele San Michele, Giovannantonio dito o Soddoma da Verzelli, Bastiano detto Aristotile da San Gallo, Benvenuto Garofalo e Girolamo da Carpi e outros lombardos, Ridolfo, Davit e Benedetto Grillandai, Giovanni da Udine, Battista Franco, Giovanfrancesco Rustichi, Fra' Giovann'Agnolo Montorsoli, Francesco dito de' Salviati, Daniello Ricciarelli da Volterra, Taddeo Zucchero, Michelagnolo Buonarruoti, Francesco Primaticcio bolognese abade de San Martino, Tiziano da Cador, Iacopo Sansavino, Lione Lioni.

A estes, Vasari (1568) adiciona ainda a referencia a "altri scultori et architetti, Don Giulio Clovio, Diversi artefici italiani, Diversi artefici fiamminghi, Accademici del Disegno e il Bronzino".

4. Os artistas emancipados

E imperiosa esta citacao extensiva, para deixar bem clara a dimensao da emancipacao. E todo um mundo, uma pequena multidao cuidadosamente individualizada, emancipada da arte que e assim valorizada. Cada um dos capitulos referidos acima e mais que uma memoria, e mais que uma homenagem, e no fundo uma extensa reivindicacao politica da emancipacao, da autoridade: anuncia-se um novo tipo de artesao, o excelente, aquele que arrisca a imortalidade, descreve-se que existe, que nasceu, o que fez, o que disse, o que dele disseram, o que provocou, o que inovou, os costumes que introduziu, o espanto e assombro que soube apresentar.

O processo e diferido, e certo, e e conhecido. Se nos tempos medievais nao importava o autor, mas sim a oficina, nao importava a obra, mas sim a aplicacao oficinal, nao se empregava a palavra "artista" mas sim a palavra "pintor", "escultor", "ourives," ou seja, "artesao" entao se compreende que a expressao "artista" seja o neologismo moderno, o alibi politico para uma mudanca descentradora dos criadores iconograficos. A imaginacao, a fantasia, e agora mais independente, mais critica, mais livre, mais romantica, mais exigente, mais critica, mais emancipada.

5. Lugares de intervencao

Temos acompanhado novidades, atraves de outros escritos, neste desafio de chamar os artistas a escreverem sobre os outros criadores. O esforco pode ser curiosamente paralelo ao de Vasari: paulatinamente, um por um, vamos conhecendo vidas, obras, inovacoes. Marcos Rizolli (2018), Lopez Lopez (2018), Domingos Loureiro (2018), Luis Herberto (2018), Orlando Maneschy (2018) sao alguns exemplos da vontade de contar que anotamos em Vasari. Os casos sao bem diferentes e em todos ha risco, novidade e vontade de contrapor.

6. A Croma 13

Nesta procura continuada de reunir escritos de artistas sobre outros criadores se reuniram neste numero da Revista Croma dezasseis artigos que tem em comum a determinacao interventiva e emancipada. Provoca-se o inconformismo, ensaia-se o pensamento.

Eduardo Vieira da Cunha (Brasil, Rio Grande do Sul) no artigo "A fronteira e o buraco: o Pampa e os limites entre arte e vida na obra de Copes" aborda o trabalho 'Yamna' (2018), uma instalacao de Alexandre Copes (n. 1988, Sao Gabriel, RS, Brasil) que se debruca sobre a imigracao e o desterramento dos refugiados, de ontem e de hoje.

Mihaela Radulescu (Romenia e Lima, Peru) no artigo "El cuerpo ausente en las performances de Emilio Santisteban" apresenta o performer peruano que desdobra acoes desde 1990. Particularmente sao abordadas as performances 'Responda' e 'Performance Incomprensible', a que se acrescenta 'Heroe': interpela-se o corpo desaparecido, seja no sentido estrito, mais politico, seja no sentido mais alargado, mais especulativo, onde a historia recente do Peru, dos anos 80 e 90, tambem se pode enquadrar.

Viviane Gueller (Brasil, Rio Grande do Sul) no artigo "Intersticios no cotidiano: situacoes contextuais na obra de Rochelle Costi" apresenta as video instalacoes de Rochelle Costi (n. 1961, Caxias do Sul, Rio Grande do Sul, Brasil) como "Negocios a parte" (2017) numa proposta de pesquisar no ambito do quotidiano as dimensoes de poder e de sujeicao politica.

Veronica Dillon (Argentina, La Plata) em "Voces ancestrales y resistencias artisticas contemporaneas Latinoamericanas en la obra de Gustavo Larsen" aponta, na obra desta artista, e especialmente nas suas series de 'quipus' construcoes texteis dos tempos dos incas que intermediavam as narrativas e o comercio. Nestas podemos encontrar objetos entrancados, pedacos de papel, mensagem, desde tempos imemoriais: sao as 'Mensajes ocultos de una America que no fue' (2018).

Nuno Pinto Ferreira (Porto, Portugal) no artigo "Kyle McDonald: criacao de novas linguagens artisticas a partir do codigo e dos algoritmos de aprendizagem integrados em maquinas computacionais" apresenta a pesquisa artistica ancorada nos codigos computacionais e nas propostas em codigo aberto de Kyle McDonald (Canada). Um dos contribuidores do openFrameworks dedica-se a elaborar as ferramentas que permitem aos artistas utilizar os algoritmos nas suas criacoes. Explora a subversao intrinseca dos codigos e redes, aproveita o 'glitch' e propoe constantes inversoes de conceitos e de habitos estabelecidos.

Maria Vidagan (Zaragoza, Espanha) no artigo "El Dr. Truna y las conexiones subacuaticas" aborda o artista dificilmente classificavel Dr. Truna (Andres Blasco, Valencia, Espanha), ativo em escultura, arte sonora e nas artes de acao: "O Toro Cosmico", ou "Zoo Onirico" sao algumas das suas propostas.

Daniela Cidade (Brasil, Rio Grande do Sul) no artigo "Virginia de Medeiros e a estetica epica das guerrilheiras contemporaneas: entre o documental e o ficcional" apresenta Alma de Bronze' resultado da residencia de Virginia de Medeiros (n. 1973, Feira de Santana, Bahia, Brasil) no Hotel Cambridge, uma das ocupacoes do centro de Sao Paulo. Das interacoes entre a artista e as mulheres residentes lanca-se a analogia guerrilheira da luta das mulheres do Movimento Sem Teto do Centro. As suas videoinstalacoes e ensaios fotograficos ficcionai interpelam o lado de dentro das casas, acompanhando a vida de oito mulheres concretas, numa arena entre o dissenso e a gangrena urbana, problematizadora da politica do corpo, da propriedade, e do territorio.

Sissa de Assis (Brasilia, Brasil) em "A natureza e a obra de arte: projeto para salvaguardar pedras," apresenta a proposta artistica 'S11D' (ou 'projeto para Salvaguardar Pedras') do artista Jose Viana (Para, Brasil) e apresentada uma proposta aparentemente simples, mas de grande alcance politico. Trata-se de 15 pedras e alguma terra provenientes da area da Floresta de Carajas, de vegetacao de Savana Metalofila, que foi concessionada para um dos maiores projetos da industria da mineracao no mundo, a mineracao em areas de Canga. As pedras, esparsas e intrigantes, aguardam espalhadas regularmente pelo chao terroso da planicie. O seu rico teor em ferro e a sua ameaca industrial e massiva. Aqui, as 15 pedras sao expostas e doadas ao Museu Estadual.

Angela Grando (Brasil, Espirito Santo) no artigo "A imagem pensante, em Cildo Meireles" debruca-se sobre a demanda identitaria de Cildo Meireles (n. 1948, Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, Brasil), na instalacao de 1.000 metros de tubos de agua transparentes "Je est un autre" (1997). 'Aqueles que comem carne sem sal' e como os proprios indios e mesticos se sabem distinguir dos outros, os que comem a carne salgada ao sol. Entre todos, a miseria, a heranca de sucessivos massacres e perseguicoes, mesmo ate ao seculo XX.

Amaya Sanchez (Bilbao, Espanha) no artigo "La caricia que rasga el tiempo: Maria Sanchez o la potencialidad de la verguenza" aborda as performances fotografadas de Maria Sanchez (n. 1977, La Horcajada, Avila), as imprecisas caricias a estranhos, as sobreposicoes de sombras e de limites interpessoais, explorando a adimensionalidade pessoal no contexto publico.

Francione Carvalho & Matheus Monteiro (Brasil, Minas Gerais) no artigo "Entre paredes, ruas e ventos que se movem: uma reflexao sobre a obra de Paula Duarte" refletem sobre as obras 'BRILHO' e 'Eu me Levanto,' de Paula Duarte (n. 1990, Juiz de Fora, Minas Gerais, Brasil). Os problemas raciais e de genero motivam o estudo de propostas em busca de alternativas discursivas, descentradas, e descolonizadas. Sao retratados travestis da cidade de Juiz de Fora, que se projetam nas paredes, ou sao feitas pipas com o rosto de Marielle Franco, erguidas ao vento por meninas negras.

Danillo Villa & Ronaldo Oliveira (Brasil, Parana) em "A experiencia que a vista alcanca: desdobrando paisagens sob a perspectiva de seis artistas contemporaneos" apresentam a proposta de um coletivo reunido em torno da paisagem, e com origens distintas, exposto na Casa Branca de Londrina, Parana, Brasil. Os artistas foram chamados a contribuir com materiais educativos, na perspetiva da formacao de pubicos e da transmissao das suas interrogacoes, num projeto de intervencao cultural mais alargado, bem alem da exposicao: as suas cartas, objetos, fotografias, anotacoes, constituem um segundo discurso de enquadramento.

Tatiana Ferraz (Brasil, Minas Gerais) em "Atravessamentos entre arte, arquitetura e cidade na obra de Rubens Mano" aborda a proposta de Rubens Mano (1960, Sao Paulo, Brasil) inserida no projeto Arte/Cidade, idealizado por Nelson Brissac Peixoto, com diferentes intervencoes em edificios paulistas entre 1994 e 2002. Na proposta de Mano, dois projetores de 12.000 watt incidem na perpendicular sobre o transito automovel, num dos viadutos da capital. Procura-se o espaco munido de poderosos "detetores de ausencias" numa especie de poesia urbana.

Ines Andrade Marques (Portugal, Lisboa) "'Para ondular e intrigar: Como?:' Gordon Cullen e o mural da escola primaria de Greenside, Londres, 1952-53" debruca-se sobre o arquitecto britanico Gordon Cullen (1914-1994) que marcou geracoes de urbanistas atraves das suas anotacoes sobre o espaco urbano. O percurso, a deambulacao, a descoberta, o fluxo, a aderencia, a paragem, a viragem, a abertura, o horizonte, a escala, a sombra, a cidade, a camada, a leitura vivenciada, a visao serial, sao propostas de conhecimento visual ainda atual. Para uma escola edificavel em 24 dias, Cullen cria um mural destinado a "to ondulate and intrigue" para a entrada.

Juliana Gouthier Macedo (Brasil, Minas Gerais) no artigo "Adel Souki: contaminacoes entre o barro e o fogo" invoca a queima de argila em terra e em grupo como um reviver de encontros, de partilhas e de resgates, num reposicionamento proximo do lugar do artista num regresso a demora e ao abrandamento.

Laura Nogaledo (Espanha, Sevilha) em "Maria Canas: artista multidisciplinar, saqueadora de iconos y generadora de relatos 'glocales' (globales+locales)" apresenta a artista Maria Canas (n. 1972, Sevilha, Espanha) e a exposicao 'La sustancia herencia,' projeto instalativo. Sao visitados interditos institucionais (pisar a bandeira espanhola) e ate provocados protestos falangistas que culminam na absolvicao, atraves de fotomontagens e instalacoes poderosas que devolvem as torrentes de sentido colocando-as em curto-circuito de ignicao: Canas define-se como "insurgente, videoguerrillera, practicante de la 'risastencia' y agitadora cultural" (Nogaledo Gomez, 2019)

7. Interferencias

A intervencao advem do estatuto, do capital simbolico associado a autoria. O estatuto politico da arte centra o artista e tona-o vocal. A sua perspetiva, a sua sintese, a sua fantasia, sao agora meios para uma mediacao junto de todos, em direcao a uma transformacao fundamental e construtora de um dos pontos essenciais da cultura: a arte emancipada. Com a emancipacao da arte, criou-se uma nova referencialidade, um novo descentramento, um olhar exterior, um olhar do homem sobre o homem, um olhar politico mediado pelas formas pensadas.

Referencias

Herberto, Luis (2018) "Del LaGrace Volcano: 'Terrorismo de genero em part-time.'" Revista Estudio, artistas sobre outras obras. ISSN 1647-6158 e-ISSN 1647-7316. 9, (23), julho-setembro. 111-120.

Lopez Lopez, Marta (2018) "Ana Riano: Redes sociales y arte Post-Internet." Revista Estudio, artistas sobre outras obras. ISSN 1647-6158 e-ISSN 1647-7316. 9, (23), julho-setembro. 38-45.

Loureiro, Domingos (2018) "Apropriacao e simulacro como estrategia de legitimacao artistica, um caso de estudo: Sandra Gamarra." Revista Estudio, artistas sobre outras obras. ISSN 1647-6158 e-ISSN 1647-7316. 9, (23), julho-setembro. 92-101.

Maneschy, Orlando Franco (2018) "Eder Oliveira, a Amazonia nao e para os fracos." Revista Estudio, artistas sobre outras obras. ISSN 1647-6158 e-ISSN 1647-7316. 9, (23), julh0-setembro. 150-159.

Nogaledo Gomez, Laura (2019) "Maria Canas: artista multidisciplinar, saqueadora de iconos y generadora de relatos 'glocales' (globales+locales)." Revista Croma N. 13 (7) janeiro-junho.

Queiroz, Joao Paulo (2018a) "Arte, auto descolonizacao e orientalismo." Revista Estudio, artistas sobre outras obras. ISSN 1647-6158 e-ISSN 1647-7316. 9, (22), abril-junho. 12-17.

Queiroz, Joao Paulo (2018b) "A Arte e as palavras escondidas." Revista Estudio, artistas sobre outras obras. ISSN 1647-6158 e-ISSN 1647-7316. 9, (23), julhosetembro. 12-17.

Rizolli, Marcos (2018) "Natureza e Linguagem, Grafia e Organicidade: um estudo critico sobre a Serie Plantas de Sylvia Furegatti." Revista Estudio, artistas sobre outras obras. ISSN 1647-6158 e-ISSN 1647-7316. 9, (23), julho-setembro. 20-28.

Vasari, Giorgio (1568) Le vite de'piu eccellenti pittori, scultori e architettori. Florenca. [Edicao Newton Compton Editori, 1997, ISBN 88-7983-173-9.] Acessivel em URL: https://it.wikisource.org/wiki/Le_vite_de%27_pi%C3%B9_eccellenti_pittori,_scultori_e_architettori_(1568)

JOAO PAULO QUEIROZ *

Artigo completo submetido a 07 de fevereiro de 2019 e aprovado a 15 fevereiro de 2019

* Portugal. Artista visual e coordenador da revista Croma.

AFILIACAO: Universidade de Lisboa, Faculdade de Belas-Artes, Centro de Investigacao e Estudos em Belas Artes (CIEBA). Largo da Academia Nacional de Belas Artes 4, 1249-058 Lisboa, Portugal. E-mail: j.queiroz@belasartes.ulisboa.pt
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Title Annotation:1. Editorial
Author:Queiroz, Joao Paulo
Publication:CROMA
Date:Jan 1, 2019
Words:2905
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