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Aprendizagem organizacional na area de suprimentos: um estudo na area de saude do sul do Brasil.

ORGANIZATIONAL LEARNING IN SUPPLY AREA: A STUDY IN THE FIELD OF HEALTH IN SOUTHERN BRAZIL

Introducao

Apos a formacao de uma holding a partir de um processo de reestruturacao envolvendo Unidades de Negocios com portfolios diferentes, mas inter-relacionados, a Unidade de Negocios da area da saude resultante dessa estrategia corporativa merece destaque especial, uma vez que utiliza uma logica competitiva com base na industria, mas com peculiaridades significativas a partir do momento que coloca a vida e a saude das pessoas como objetivo final.

Nesse contexto, garantir eficiencia por meio de seus processos e articular as diversas pessoas que fazem parte dessas relacoes coloca o tema de gestao da cadeia de suprimentos como centro da discussao, uma vez que se torna fundamental buscar o equilibrio constante entre custos, performance e qualidade no servico prestado. Considerando que o tema em pauta ainda sofre um processo de assimilacao conceitual, entende-se que a maneira como ele e percebido, influenciara na maneira como as acoes pessoais serao conduzidas para atingir os objetivos de todos os atores sociais envolvidos. No caso em estudo, alem de 4 (quatro) hospitais, os gestores ligados a area de suprimentos tambem se relacionam com 1 (uma) farmacia-escola, 5 (cinco) Campus universitarios, 1 (um) plano de saude suplementar, laboratorios e, especialmente, uma organizacao central (Holding), com varios desdobramentos funcionais envolvendo formacoes diferenciadas, tais como administradores, medicos e enfermeiros.

Diante da relevancia do tema e da necessidade de integracao entre os diversos atores sociais que fazem parte da cadeia de relacionamento, o tema aprendizagem organizacional relacionado com a gestao da cadeia de suprimentos apresenta-se como um recorte teorico promissor, tanto para contribuicao teorica quanto pragmatica. Nesse sentido, a contribuicao teorica desse estudo visa ampliar o conhecimento sobre o envolvimento das pessoas em uma area na qual a integracao pode ser considerada um fator critico de sucesso. A contribuicao pratica pauta-se na necessidade de subsidiar gestores da area de servicos, notadamente da area da saude, em relacao aos conceitos relacionados a cadeia de suprimentos. E importante que esses gestores possam equilibrar a otimizacao de seus recursos com a garantia da qualidade do seu produto final, que nesse caso, representa a saude dos pacientes dos hospitais aos quais fornecem medicamentos e/ou equipamentos.

O presente artigo trata-se, portanto, de um estudo de carater predominantemente qualitativo, que visa descrever e explicar de que maneira a aprendizagem organizacional acontece na area de suprimentos de Unidade de Negocios da area da saude, em uma holding do sul do Brasil, que sera denominada UEN.

Sendo assim, o artigo esta estruturado da seguinte maneira: (1) breve contextualizacao do setor e objeto de analise, ja apresentada; (2) quadro teorico de referencia sobre cadeia de suprimentos, gestao de suprimentos na area da saude e aprendizagem como fator critico de sucesso na cadeia; (3) Analise e apresentacao dos dados e; (4) consideracoes finais.

Quadro Teorico de Referencia

Cadeia de Suprimentos

O conceito de Supply Chain Management (SCM) e bastante amplo e tem despertado o interesse de estudiosos e de gestores ligados a area, uma vez que essa definicao implicara na maneira como as organizacoes definirao suas estrategias. Em outras palavras, a maneira como o conceito e entendido ira repercutir nao somente em aspectos estruturais e de recursos, mas tambem do envolvimento de outros atores sociais que estao presentes dentro, e alem das fronteiras da propria organizacao.

Essa constatacao e importante, considerando que existem varios desdobramentos conceituais que sao utilizados de maneira divergente e, as vezes, confusa, dependendo do recorte teorico ou do objeto de analise. De acordo com o Council of Supply Chain Management Professionals (CSCMP), citado em Frankel et al (2008), a Gestao da Cadeia de Suprimentos engloba o planejamento e a gestao de multiplas atividades, incluindo atividades comuns nos campos de compras, administracao de operacoes, logistica bem como atividades ligadas a gestao e canais de marketing. Isso nao significa, todavia, ter um foco somente para o ambito interno, pelo contrario, o SCM deve contemplar parceiros de negocios que estao presentes em toda a cadeia.

Mesmo com essa definicao, ainda e possivel identificar em alguns estudos atuais, posicionamentos conceituais divergentes, como por exemplo, o estudo realizado por Coronado (2007), que consiste em mostrar que o conceito de gerenciamento de cadeia de suprimento, enquanto relativamente novo, na verdade nao e nada mais que uma extensao da logistica.

Nesse sentido, percebe-se que existe uma interdisciplinaridade inerente ao proprio conceito, mas que ainda esta num processo de assimilacao e acomodacao. De acordo com Burgess, Singh e Koroglu (2006, p. 716), "SCM e um campo de estudo ainda fragmentado com pouca visao integrada entre as diferentes areas". Cientes da necessidade da integracao supracitada, Frankel et al (2008) apresentaram um estudo abordando as 4 (quatro) principais areas envolvidas na proposta do SCM, no que tange aos seguintes aspectos: dominio de interesse, unidade e nivel de analise, teoria e metodologia e tendencias-chaves.

O resultado do estudo foi bastante significativo, evidenciando nao somente a amplitude de atuacao do conceito moderno de SCM, mas tambem por prover condicoes para pesquisadores direcionar futuros estudos em cada uma das areas-chaves: compras, gestao de operacoes, logistica e canais de marketing e distribuicao. A consequencia dessa dimensao ampliada do SCM implica tambem na possibilidade de utilizar diferentes recortes teoricos para explicar determinadas situacoes e, consequentemente, na utilizacao de diferentes metodologias para coleta e analise de dados.

Diante do exposto, percebe-se que existem muitas oportunidades de estudos para ajudar na construcao do conhecimento relacionado ao tema, mas que ainda esta longe de existir um consenso sobre a dimensao do conceito de SCM, inclusive, muitas vezes sendo confundida com o conceito de Logistica. Nessa linha de pensamento, Larson, Poist e Halldorsson (2007), apresentaram um estudo envolvendo ambos os conceitos de maneira comparativa por meio de 4 (quatro) perspectivas: (1) Traditionalist, no qual o SCM esta contido em Logistica; (2) re-labeling, no qual o conceito de logistica e substituido por SCM; (3) Unionist, no qual Logistica esta contido em SCM; (4) Intersectionist, considerando SCM e Logistica como areas distintas mas que possuem pontos em comum.

Um dos pontos identificados no levantamento que merece destaque, e que existe uma barreira significativa mais interna do que externa. Em outras palavras, essa dimensao integrativa parece ser mais bem assimilada por clientes e fornecedores do que pelos proprios agentes internos da organizacao, o que implica reconhecer a necessidade de direcionar esforcos, primeiro, dentro da propria firma. Embora as causas dessas barreiras possam estar ligadas as diferentes variaveis de diferentes contextos organizacionais, existem fortes indicios de que tal necessidade interna possa estar ligada a um processo de aprendizagem inadequado, considerando que a logica integrativa entre as areas por meio de uma gestao por processos, passa por um processo de assimilacao e acomodacao.

Uma constatacao feita por Larson, Poist e Halldorsson (2007, p. 18) corrobora a assertiva supracitada, a partir do momento que advoga que "pessoas sao mais importantes do que computadores na implementacao do SCM.". Isso nao significa desmerecer a tecnologia, mas e necessario disseminar, treinar e desenvolver pessoas para garantir uniformidade de entendimento e mobilizacao adequada de recursos e estrategias para atingir resultados favoraveis para ter competitividade em toda a cadeia.

Embora ainda exista uma confusao do conceito, existem indicios de que a perspectiva Unionist ira prevalecer, ja que a amplitude do SCM envolve aspectos logisticos que estao dentro da propria cadeia e que podem ser tratados de maneira "recortada", tais como: logistica de suprimentos, logistica de producao e logistica de distribuicao. Essa tendencia pode ser corroborada pela propria definicao do Conselho de Profissionais da SCM, citado em Larson et al (2007, p. 1), que ressalta que "[...] a cadeia de suprimentos incorpora nao somente a logistica, mas tambem a aquisicao, operacoes de manufatura e funcoes de vendas/marketing".

Todas as constatacoes precedentes sao importantes para o entendimento da proposta do presente estudo, uma vez que foi percebido por meio das entrevistas com os gestores, que os termos "logistica, cadeia de suprimentos, Supply Chain e compras" sao comumente utilizados no dia a dia da organizacao.

Gestao de Suprimentos na Area da Saude

Alves (2008) ressalta a necessidade de as organizacoes adotarem uma postura mais estrategica, exigindo novas formas de gerenciamento de maneira continua e sustentavel que permitam atender de modo mais adequado as necessidades dos clientes, uma vez que o foco apenas na eficiencia e insuficiente para trazer resultados satisfatorios para as empresas. Na area da saude, notadamente, tais estrategias tornam-se ainda mais complexas quando as decisoes envolvem organizacoes diferentes (embora da mesma natureza), mas que possuem decisoes centralizadas.

No caso da Holding em estudo, houve uma mudanca estrutural bastante significativa, ja que os quatro hospitais que fazem parte do grupo estrategico, tinham autonomia de decisao em relacao a varios aspectos e que, apos a reestruturacao, houve uma centralizacao nas tomadas de decisoes em praticamente todas as etapas da area de suprimentos. A estrategia, nesse caso, foi permitir um posicionamento competitivo sustentavel, de modo que a otimizacao de recursos internos possibilitassem buscar um equilibrio salutar entre custos e qualidade, o que a priori, parece ser contraditorio. Barbieri e Machline (2006) enfatizam a importancia que a logistica dos materiais assume nas organizacoes da area da saude, reconhecendo que se trata de um segmento bastante complexo.

Pelo fato de estar relacionado intimamente a custos, varios estudos com interesses pragmaticos e teoricos foram desenvolvidos na area de saude tratando sobre o tema logistica e/ou suprimentos (Barbieri e Machline, 2006; Lima, 2006; Pereira, 2002; Silva, 2006). No caso especifico de centralizacao de compras, Cervi (2002), por exemplo, estudou o caso das farmacias magistrais, enfatizando a importancia da utilizacao da logistica como fator estrategico corporativo para a organizacao.

Embora varios termos sejam comuns, ao comparar organizacoes industriais e hospitalares, existem peculiaridades no que tange a distribuicao. Segundo Barbieri e Machline (2006), nas organizacoes hospitalares os solicitantes sao clientes internos, ao contrario das organizacoes industriais em que os usuarios dos materiais sao diferentes e possuem objetivos diferentes em relacao a eles. Ainda de acordo com esses autores, existem algumas atividades comuns entre esses segmentos, sendo que nos hospitais, elas poderiam ser agrupadas em familias de atividades com objetivos comuns e inter-relacionadas: selecao de materiais; gestao de estoques; compras ou aquisicoes e armazenagem. Tal alinhamento, por meio de uma gestao eficiente, podera contribuir para o equilibrio economico e prestacao de servicos eficaz, uma vez que vez que ira reduzir seus custos operacionais, ao mesmo tempo que promove uma melhoria dos servicos prestados.

Para Ribeiro (2005), entretanto, existe uma distincao importante entre uma gestao hospitalar com outros tipos de segmentos: o cliente. O autor supracitado lembra que se determinada atividade industrial ou comercial deixar de produzir algum item por falta de componente, podera recuperar o atraso da producao no dia seguinte; o que nao acontece na atividade hospitalar, ja que o "cliente", nesse caso, e um paciente que pode depender do medicamente para sobreviver. Monteiro et al., (2003) ressaltam essa peculiaridade, advogando que a interrupcao no fluxo pode refletir nao somente em perdas economicas, mas tambem de vidas humanas.

Aprendizagem como fator critico de sucesso na cadeia de suprimentos

De acordo com Infante e Santos (2007), administracao de materiais e logistica sao, juntamente com recursos humanos, fatores criticos para o desenvolvimento de atividades de atencao a saude e para a excelencia operacional da organizacao hospitalar. Nesse sentido, percebe-se que o alinhamento entre as atividades apontadas por Barbieri e Machline (2006), acontecera somente por meio de pessoas. Em outras palavras, a mobilizacao dos recursos disponiveis e a garantia de atender a demanda dos clientes no tempo certo e com um baixo custo operacional, dependera, em grande parte do envolvimento das competencias pessoais dos individuos que fazem parte de toda a cadeia.

Definir, dimensionar e alocar pessoas sempre foi um grande desafio gerencial. Machline e Picchiai (2009), reconhecendo a importancia dos funcionarios no desempenho de atividades, estudaram cinco metodos de dimensionar pessoal: medicao do trabalho; imposicao de normas; adocao de boas ou melhores praticas correntes; experiencia historica; regras empiricas usadas no setor, levando a ajustes sucessivos. Os autores supracitados concluiram que existe uma combinacao dessas metodologias, ninguem se atendo a qualquer modelo rigido.

De fato, alocar pessoas e um grande desafio, mas alocar pessoas certas, fazendo a coisa certa, no lugar certo, torna o processo de gerenciar pessoas, ainda mais complexo. Nessa linha de raciocinio, Bittencourt e Barbosa (2004), enfatizam a importancia de estabelecer uma ligacao entre as estrategias, os processos e desenvolvimento de pessoas, como forma de adquirir vantagem competitiva. Para esses autores, organizacoes que treinam e desenvolvem competencias de seus funcionarios sao mais competitivas.

Para Mendes (2003), dentre os fatores que procedem a maximizacao da contribuicao das pessoas, a aprendizagem organizacional e a administracao do conhecimento se destacam como imprescindiveis para o nosso tempo. Nesse sentido, ter plena compreensao das pessoas como ativos, identificando e explorando suas diversidades intrinsecas para adicionar valor aos projetos e resultados organizacionais, e um desafio a ser enfrentado se o objetivo for monitorar com competencia o potencial e a contribuicao que os recursos intangiveis podem oferecer para o sucesso das organizacoes.

Ainda de acordo com essa autora, na area da saude, notadamente, a enfermagem em suas distintas praticas tem reconhecido as pessoas - prestadoras e recebedoras do cuidado - como seus ativos mais importantes. Assim, e mister reconhecer a contribuicao que os conceitos da aprendizagem organizacional e gestao do conhecimento podem oferecer a gestores com foco em resultados, especialmente quando as organizacoes passam por um processo de mudanca. Nessa linha de pensamento Knowles, Holton III e Swanson (2009, p. 329) afirmam que "sob uma perspectiva de melhoria de performance, cada transposicao de fronteiras requer que um funcionario aprenda uma nova cultura ou subcultura."

Para Crossan, Lane e White (1999), executar acoes nas empresas para suportar a aprendizagem organizacional, exige a conducao de atividades com interdependencias complexas, que perpassam os grupos e as pessoas. Assim, o conhecimento gerado pelos processos de aprendizagem esta presente tanto nas pessoas que atuam nas atividades operacionais quanto nos processos gerenciais e nos produtivos, como tambem nas diretrizes, nos padroes de trabalho, nas estruturas e nas estrategias da organizacao (Ayres, 2008). A consequencia disso e o alinhamento entre as atividades decorrentes do processo de aprendizagem (nos niveis individual, grupal e organizacional) por toda a empresa, criando uma linguagem comum que exige sua legitimacao pelos individuos e os respectivos grupos.

Na area da saude, notadamente nos servicos de suprimentos, as pessoas certas fazendo as coisas certas, propiciarao o atingimento dos objetivos almejados. E importante ressaltar que a assertiva precedente nao pode ser considerada de maneira isolada, pelo contrario, os objetivos pre-estabelecidos pressupoem planejamento e disponibilidade de recursos, mas quem fara a ligacao entre os processos de maneira dinamica, sao as pessoas envolvidas em cada uma das etapas da cadeia. De fato, um bom planejamento e uma boa organizacao, sao bases fundamentais para subsidiar os treinamentos e desenvolvimentos pessoais necessarios para uma boa aprendizagem organizacional.

Metodologia

A partir das constatacoes da base teorico-empirica fundamentada pela literatura especializada, sobre gestao da cadeia de suprimentos na area da saude e aprendizagem organizacional, segue a metodologia desenvolvida neste trabalho.

Delineamento e Delimitacao da Pesquisa

Diante da proposta da convergencia entre os conceitos precedentes nas referencias teoricas, busca-se investigar o seguinte problema: De que maneira a aprendizagem organizacional acontece na area de suprimentos de Unidade de Negocios da area da saude em uma Holding do sul do Brasil, a partir de um processo de reestruturacao corporativa?

De acordo com Yin (2001) dentre as estrategias de pesquisa, estao os experimentos, levantamentos, pesquisas historicas, analise de informacoes e estudo de caso. Cada estrategia apresenta vantagens e desvantagens proprias, dependendo basicamente das condicoes e dos tipos de questoes que querem responder. O delineamento da pesquisa deste estudo e o estudo de caso com a utilizacao de analise de conteudo, como a tecnica de analise de dados. Segundo Bardin (2009), essa tecnica permite certas inferencias, ja que o conteudo (nesse caso, o discurso) possui um significado bastante explicito e pressupoe a comparacao dos dados obtidos mediante discursos e simbolos, com os pressupostos teoricos de diferentes concepcoes de mundo. A amplitude temporal do estudo possui corte transversal.

Os dados primarios foram coletados por meio de entrevistas semi-estruturadas aplicada aos cinco gestores da area de suprimentos da UEN em estudo. Os entrevistados foram escolhidos intencionalmente com base no criterio de ocupacao de cargos gerenciais em diferentes funcoes da cadeia em estudo, sendo identificada suficiente redundancia nos resultados com esse numero de entrevistas. Apos a leitura e transcricao literal das entrevistas, os dados foram tratados e analisados com o apoio do software computacional Atlas TI.

A alocacao das entrevistas no software permitiu a exploracao do material por meio de estatistica de frequencia da ocorrencia das palavras e classificacao sintatica, ou seja, agrupamento de cada uma das palavras em palavras plenas e palavras instrumento. De acordo com Bardin (2009) as palavras instrumento sao aquelas que servem de ligacao e de apoio as palavras plenas, e as palavras plenas sao classificadas comumente em verbos, adjetivos e substantivos. Alem dos dados primarios, tambem foram obtidos dados secundarios por meio de analise documental, tais como regulamentos, normas e procedimentos internos, como forma de tornar as inferencias mais fidedignas por meio da triangulacao dos dados.

E importante ressaltar que o objetivo de utilizar o programa Atlas TI foi de suporte, ou seja, apoiar na analise de conteudo, especialmente para a construcao de um corpus que permitisse encontrar o ponto de saturacao (Bauer, 2002), que e um principio alternativo na coleta de dados qualitativos, equivalente a amostragem estatistica defendida nos metodos quantitativos.

Apresentacao e Analise dos Resultados

Breve contextualizacao do cenario em estudo

Knowles, Holton III e Swanson (2009, p. 329) afirmam que "Melhorar a performance de novos funcionarios que ultrapassam as fronteiras organizacionais, requer uma definicao fundamental sobre o que funcionario novo e [...]" (grifo nosso). Os autores se referem a toda mudanca que acontece no decorrer da vida do funcionario, que inclui carreira, novos cargos, tempo de servico, entre outras mudancas que, de certa forma, exigirao tambem uma nova postura e novas competencias dentro do novo contexto. Na holding em estudo, a mudanca ocorreu em varios niveis a partir de uma reestruturacao institucional, envolvendo organizacoes que sao consideradas clientes internos, tais como: 4 hospitais, 1 (uma) farmaciaescola, 5 (cinco) Campus universitarios, 1 (um) plano de saude suplementar e laboratorios. E importante ressaltar que o objeto de analise deste estudo limita-se na UEN, ou seja, na Unidade de Negocios da area da saude, assim denominada na introducao deste trabalho.

Alem do relacionamento interno, existem outras organizacoes externas ligadas a saude que monitoram ou repassam verbas a UEN, classificadas como receita nao operacional para custeio do atendimento Sistema Unico de Saude (SUS), ja que se trata de uma Instituicao sem fins lucrativos. Em relacao aos fornecedores, a UEN e atendida pelo mercado da industria farmaceutica, laboratorios e fabricantes de materiais especiais no territorio nacional e estrangeiro. No caso do mercado internacional existe uma isencao do imposto de importacao, devido a filantropia, fato que reduz substancialmente os custos para equipamentos, acessorios e alguns medicamentos especiais.

Pode-se perceber, a partir da breve contextualizacao supracitada, que o cenario atual da UEN e complexo e peculiar, o que exige um planejamento constante para que os processos funcionem de maneira articulada. A gestao de suprimentos, portanto, deve ser sincronizada, alinhada as politicas internas e, especialmente, ter profissionais capacitados com competencias e habilidades que vao alem da simples reproducao de atividades. Dessa maneira, cada profissional deve possuir visao sistemica e ter em mente que o seu cliente "e o proximo" (nos termos definidos por um dos gestores), e que a qualidade do medicamento que chegara aos pacientes dos hospitais e dos equipamentos necessarios para o bom atendimento, sera uma consequencia do alinhamento de todas as etapas da cadeia de suprimentos.

De acordo com os dados coletados por meio dos gestores, a cadeia de suprimentos da UEN na area de saude inicia-se com a entrada do paciente na recepcao e termina com o pagamento da conta paciente junto ao faturamento, embora esse trecho ainda nao esteja totalmente claro para os funcionarios, segundo o depoimento de um dos entrevistados. De maneira especifica, o trecho no qual a area de suprimentos tem responsabilidade direta no supply chain (linguagem fidedigna utilizada por um dos gestores) tem-se: Central de Abastecimento Farmaceutico (CAF) - surgimento da necessidade; analise previa de consumo: forecast X analise giro de inventario; geracao de demanda (solicitacao de compra) considerando se for entrega unica; kanban; delivery Schedule; recebimento dos insumos/itens com analise de Controle de Qualidade no Recebimento; lancamento no sistema; armazenagem e controle de estoque e de condicoes ambientais conforme exigencia da Vigilancia Sanitaria (VISA) e da Agencia Nacional de Vigilancia Sanitaria (ANVISA)

Alem desse trecho, outras atividades completam a cadeia, especificamente na parte de Compras: prospeccao de mercado; benchmarking; estudo de viabilidade economica e apresentacao na Comissao de Padronizacao da Instituicao; padronizacao; negociacao; colocacao de Ordem

de Compras; acompanhamento por meio de follow up preventivo e corretivo; avaliacao semestral e anual de performance de fornecedores.

E possivel perceber que existe uma linguagem uniforme entre os gestores, inclusive em relacao a termos tecnicos. Todavia, ao comparar a percepcao dos gestores com os conceitos de Supply Chain Management apresentados no corpo teorico deste trabalho, identificou-se alguns indicios de que existem limites de atuacao da gestao que podem influenciar nos resultados da aprendizagem organizacional. Com o objetivo de ilustrar a constatacao precedente, segue abaixo parte da transcricao literal de um dos entrevistados:
   Entendemos como "start" do processo, a requisicao/prescricao
   medica/enfermagem e nao a entrada do Paciente na recepcao
   propriamente dita [...] Entendemos como etapa final, o lancamento
   dos itens na conta paciente a qual e disponibilizada ao
   faturamento, via integracao de sistema interno.


A partir do momento que os fornecedores, por exemplo, sao excluidos da percepcao de "cadeia", parece que a gestao direciona esforcos muito mais para o ambito interno do que para o ambito externo. Em outras palavras, os esforcos para gerenciar as equipes de trabalho e, consequentemente, para o processo de aprendizagem, estariam mais orientados para o conceito de logistica de distribuicao do que para o conceito de Supply Chain Management (SCM). E importante ressaltar que essa inferencia e com base no discurso dos gestores, e que embora exista um bom relacionamento com os fornecedores, a aprendizagem parece nao ter esse alcance.

O Perfil do Profissional e a Aprendizagem na UEN

A linguagem utilizada pelos gestores e bastante similar aquela utilizada em processos do segmento industrial, como por exemplo, da industria automobilistica, tais como: kanban, forecast, supply chain, entre outros. Essa constatacao pode estar ligada ao fato de o principal gestor possuir uma formacao fora da area da saude, alem de ampla experiencia em empresas de grande porte em segmentos de producao de bens.

De fato, um dos aspectos identificados no discurso desse gestor, e que a gestao da cadeia de suprimentos deve estar baseada em processos. Essa perspectiva parece estar alinhada a proposta de aprendizagem sugerida por Knowles, Holton III e Swanson (2009). De acordo com esses autores, especialmente com base no trabalho de Knowles (1973) a aprendizagem de adultos deve ser focada no processo, e nao no fim. Em outras palavras, o processo de aprendizado deve ser concentrado no participante, e nao mais no conteudo, considerando as experiencias individuais na construcao dos objetivos de cada programa, envolvendo todos e visando a consolidacao dos temas aprendidos.

O conceito precedente pode gerar certa confusao em relacao ao foco: no individuo ou nos processos? Essa constatacao e importante, considerando que uma cadeia de suprimentos eficiente e eficaz pressupoe um bom mapeamento de processos para garantir o alinhamento entre as etapas; no processo de aprendizagem de pessoas (adultas) o foco tambem deve ser processual, mas sem negligenciar as individualidades do participante.

Embora exista um forte vies por parte do gestor principal em relacao a gestao por processos na cadeia de suprimentos da UEN, com base em sua experiencia e formacao na industria da producao de bens, existem alguns indicadores que evidenciam a necessidade de adequacao no processo de aprendizagem organizacional. Todavia deve-se destacar que existem outras variaveis que influenciam esses indicadores que nao serao abordadas neste artigo. Dentre os problemas mais citados nos depoimentos, destacam-se o alto turnover (32% ao ano, em media), e a falta de experiencia administrativa dos farmaceuticos, pois nao possuem esse tipo de formacao no curso de graduacao. De fato, para um universo de 157 funcionarios, o percentual de 32% representa uma rotatividade de aproximadamente 50 funcionarios por ano, fato que dificulta qualquer tipo de tentativa de aprendizagem organizacional.

Nesse momento, torna-se oportuno resgatar um conceito importante citado na base teorica deste estudo, que enfatiza a necessidade de alinhamento entre as atividades decorrentes do processo de aprendizagem nos niveis individual, grupal e organizacional por toda a empresa. Essa assertiva parece ser crucial para a disseminacao de uma linguagem comum na organizacao, de modo que a legitimidade pelos individuos e pelos respectivos grupos permitira a institucionalizacao dentro de um contexto que exige que significados compartilhados facam parte do dia a dia, e isso fica bem mais dificil com um indice elevado de turnover. Essa dificuldade tambem esta ligada aos aspectos culturais relacionados a aprendizagem enfatizados por Holton III e Swanson (2009), a partir do momento que o proprio conceito de cultura pressupoe que nao se trata de um momento estatico no tempo e no espaco, pelo contrario, e um processo de interacao que e construido e reconstruido de forma interativa de maneira intersubjetiva entre o que existe o que e percebido entre os participantes de determinado grupo social.

A forma de gestao de suprimentos da UEN parece seguir a linha de pensamento supracitada, pelo menos nos ultimos tres anos. Houve um investimento significativo em capacitacao dos lideres com objetivo de construir corpo administrativo com um determinado padrao/formacao. Dessa maneira, os lideres servem de multiplicadores, nao somente de aspectos tecnicos, mas tambem de disseminadores de uma proposta moderna de gerenciamento, evidenciando que existe uma tentativa de encadeamento entre as diversas etapas e o desejo de construir em senso de identidade, mostrando aos participantes que cada um possui um papel fundamental no elo. Para atingir esse objetivo, alem de treinamentos tecnicos, a empresa propiciou condicoes para os lideres/gestores se desenvolverem por meio de Especializacoes de nivel Lato Sensu, alem de outras situacoes favoraveis para construcao do conhecimento continuo: participacao em Congressos, Foruns, Workshops, Seminarios, networking e benchmarking com outros hospitais e um programa anual de Educacao Continuada para Gestores.

Percebe-se que a UEN esta destinando esforcos para a profissionalizacao dos gestores, se direcionando, cada vez mais, para uma aproximacao de um modelo gerencial competitivo e proprio, pois embora utilize uma logica com base em modelos aplicados na industria de bens de producao, respeita as peculiaridades inerentes a area da saude. Para efeito de comparacao, em uma linha de producao industrial o ritmo e constante e/ou manipulado; ja na area da saude o ritmo pode ser interrompido dependendo da urgencia da demanda, lembrando que o objetivo final e a vida dos pacientes, portanto, a "agilidade" parece ser uma competencia pessoal e organizacional necessaria nesse contexto.

Essa ligacao entre estrategias, processos e desenvolvimento de pessoas, advogada por Bittencourt e Barbosa (2004), e crucial para adquirir vantagem competitiva, que sera alcancada somente pelas organizacoes que treinam e desenvolvem competencias de seus funcionarios. De forma complementar a perspectiva desses autores, o treinamento e desenvolvimento e fundamental em todos os niveis organizacionais. Ciente dessa importancia, com base em resultados anteriores abaixo do esperado, a UEN possui uma proposta de Educacao Continuada para o "chao de fabrica (shop floor)", nos termos definidos por um dos entrevistados. Esse objetivo esta sendo estudado de forma concomitante a solucao do problema de turnover, para evitar que o investimento se torne uma despesa, embora algumas ferramentas ligadas ao SCM ja sejam conhecidas, tais como: conceito Lean Office, 5 S, 5W2H, gerenciamento por processos, entre outros conceitos ligados a concepcao de producao enxuta.

E importante frisar que alem de todo esse contexto ligado a cadeia de suprimentos e de formas de aprendizagem, a mudanca corporativa tambem precisou ser trabalhada com os funcionarios, especialmente aqueles que ja estavam na empresa antes da reestruturacao. Nesse sentido, o conceito de "novo funcionario" ja comentado neste trabalho, refere-se a mudanca de concepcao, de modo que os funcionarios envolvidos, especialmente os gestores, tenham a capacidade de adaptacao e assimilacao, cientes que a mudanca faz parte do atual contexto contemporaneo, pelo menos para as organizacoes que almejam longevidade em um mercado altamente competitivo.

A mudanca de concepcao tambem e importante para o corpo clinico aberto, que sao os medicos que trabalham nos hospitais. Existe uma discussao antiga sobre relacoes de poder e autoridade no ambiente hospitalar entre medicos e administradores e isso nao e diferente na UEN estudada. O ponto chave da discussao esta em torno das decisoes sobre qual o medicamento ou equipamento mais adequado para os pacientes: o que o medico sugere sem levar em conta os custos; ou levando em consideracao o orcamento direcionado que permitira a sustentabilidade da empresa? Essa e uma questao polemica e que deve ser considerada em uma boa gestao da cadeia suprimentos, afinal, o ponto de partida surge dos pacientes dos medicos.

O exemplo acima serve apenas para ilustrar uma situacao importante: a relacao custos versus qualidade e tratada de forma responsavel na UEN, segundo depoimento de um dos gestores. A avaliacao e feita por meio de uma Comissao formada por profissionais tecnicos e administrativos, que analisam todas as propostas de fornecimento, sendo que aspectos relacionados a qualidade e aos aspectos legais sao detalhadamente considerados, prezando pela economia associada a qualidade. Todavia, em termos de aprendizagem "organizacional" o acordo sobre as demandas deveria acontecer de maneira implicita, para evitar conflitos de interesses apos analise da comissao.

Consideracoes Finais, Limitacoes e Recomendacoes

E mister reconhecer que a aprendizagem organizacional e uma consequencia direta da aprendizagem individual e grupal. Na UEN da area da saude da Holding em estudo, percebe-se que existe um esforco significativo rumo a profissionalizacao da gestao de suprimentos e que as variaveis que afetam os resultados de maneira positiva ou negativa sao conhecidas.

Todavia, se uma boa gestao da cadeia depende do envolvimento de todos os atores sociais envolvidos nos diferentes elos da cadeia, qualquer falha em uma dessas etapas pode comprometer a busca do equilibrio entre custos e qualidade do servico prestado. No ambito interno, embora ainda existam algumas dificuldades em termos de treinamento, desenvolvimento e formacao "nao-administrativa", elas podem ser superadas a partir de um plano de acao, que parece ja estar em andamento, inclusive na busca de entendimento mais amplo do nivel operacional em relacao a todos os processos da cadeia. No ambito externo, parece existir um problema no que concerne ao corpo clinico aberto (medicos que trabalham nos hospitais), que demonstram certa resistencia em aceitar a UEN como prestador de servico corporativo e, como consequencia, devotam pouca fidelidade aos hospitais.

Essa constatacao, embora pareca desconectada, pode comprometer toda a proposta de uma boa gestao da "cadeia de suprimentos" da UEN. Isso acontece pelo fato de o inicio da demanda comecar com o proprio medico, que devido a um historico secularizado de autoridade, pode nao concordar com sugestoes de medicamentos ou outros suprimentos similares com menores custos (por exemplo), ficando indissociados da logica corporativa de gestao (embora a relacao custos x qualidade seja tratada de maneira responsavel por uma Comissao de avaliacao). Nesse sentido, questiona-se se a aprendizagem organizacional nao deveria ser extensiva tambem ao corpo clinico aberto? Essa questao serve para reflexao para futuras acoes dos gestores envolvidos na tomada de decisoes.

Tal reflexao traz a tona outro questionamento: a forma de gestao atual esta direcionada para gestao da cadeia de suprimentos ou para uma logistica de suprimentos, considerando os conceitos apresentados por Larson, Poist e Halldorsson (2007)? Diante das constatacoes parece estar mais ligado a segunda classificacao, o que implicaria duas opcoes de caminhos a serem tomadas: (1) complementar a estrutura da area, incluindo fornecedores e medicos do corpo clinico aberto da cadeia, no que tange a aprendizagem; (2) permanecer com o atual foco, mas ciente de que a amplitude do conceito de SCM vai alem do ambito interno, de acordo com o conceito definido pelo CSCMP.

De modo geral, foi possivel identificar que os atuais problemas existentes na cadeia de suprimentos estao mais ligados a aspectos culturais de mudanca que, pela sua propria natureza, causam certa resistencia dos participantes e, em alguns casos, chegam a ser certo tipo de ranco ideologico. Nesse aspecto Schein (2009, p. 3) argumenta que embora cultura seja uma abstracao, "as forcas que sao criadas em situacoes sociais e organizacionais que dela derivam sao poderosas". Quanto a aprendizagem, as acoes no nivel gerencial parecem estar adequadas, e as "intencoes" de treinamento e desenvolvimento nos niveis operacionais sao promissoras, se acoes efetivas forem, de fato, intensificadas e implementadas.

Em relacao as limitacoes do presente estudo, o levantamento de dados considerou somente as percepcoes dos gestores, alem dos dados secundarios para triangulacao de dados. Sugere-se ampliar a amostra tambem para os niveis operacionais e para o corpo clinico aberto, como forma de ampliar o conhecimento para producao de inferencias mais abrangentes.

http://revistas.facecla.com.br/index.php/recadm/doi: 10.5329/RECADM.20111002002

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1- Alex Sandro Quadros Weymer *

Doutorando em Administracao pela Pontificia Universidade Catolica do Parana (PUC/PR), Brasil.

Coordenador do Curso de Graduacao em Administracao da Pontificia Universidade Catolica do Parana (PUC/PR), Brasil.

alex.weymer@pucpr.br

http://lattes.cnpq.br/9816802204354646

2- Ubirata Tortato

Doutor em Engenharia de Producao pela Universidade de Sao Paulo (USP), Brasil

Professor do Programa de Mestrado e Doutorado em Administracao da Pontificia Universidade Catolica do Parana (PUC/PR), Brasil

ubirata.tortato@pucpr.br

http://lattes.cnpq.br/9713975312522659

Diego Maganhotto Coraiola - Editor

Artigo analisado via processo de revisao duplo cego (Double-blind)

Recebido em: 05/08/2011

Aprovado em: 09/09/2011

Ultima Alteracao: 12/11/2011

* Contato Principal: Rua Imaculada Conceicao, 1155. Prado Velho, Curitiba - PR, Brasil. CEP: 80240-280.
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Article Details
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Author:Quadros Weymer, Alex Sandro; Tortato, Ubirata
Publication:Revista Eletronica de Ciencia Administrativa
Article Type:Report
Date:Jul 1, 2011
Words:7028
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