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Answers to grazing or exclusion can be characterized by functional types?/ Respostas ao pastejo ou exclusao podem ser caracterizados por tipos funcionais?

INTRODUCAO

Em estudos ecologicos, e importante uma abordagem analitica explicativa para o entendimento do impacto que diferentes praticas de manejo causam na estrutura da vegetacao. Para isso, devem ser utilizadas taxonomias que enfatizem caracteristicas que relacionam a sobrevivencia de plantas as condicoes do ambiente. O uso de especies apresenta limitacao quando se quer comparar comunidades entre regioes com floras distintas (ORLOCI & ORLOCI, 1985). Quando as especies nao ocorrem em todos os locais, em uma mesma regiao floristica, pode haver o aumento da indeterminancia analitica, enfraquecendo comparacoes quantitativas (PILLAR & ORLOCI, 1993). Nessas situacoes, o uso de tipos funcionais como taxonomia alternativa e o mais adequado, nao significando que substituam as especies, mas que sejam um complemento em estudos de vegetacao. Tipos funcionais sao grupos de individuos que apresentam um conjunto de atributos semelhantes e sao similares nas suas respostas a alteracoes nos fatores ambientais e ou a processos que ocorrem no ecossistema. Com o uso de tipos funcionais, pode haver o entendimento de processos, o que dificilmente ocorrera usando uma abordagem baseada somente na composicao de especies (SOSINSKY & PILLAR, 2004). Na escolha dos atributos, os quais podem ser morfologicos ou fisiologicos, devem-se considerar os custos, a facilidade e o tempo despendido na avaliacao (DIAZ et al., 1999). Tambem devem ser levados em conta a escala e o objetivo do estudo (McINTYRE et al., 1999; WEIHER et al., 1999). Area foliar especifica e considerada um atributo importante e e altamente correlacionada a taxa de crescimento relativo, conteudo de agua na folha, teor de nitrogenio e palatabilidade (WESTOBY, 1999). No esquema proposto por WESTOBY (1999), area foliar especifica e altura da planta desempenham uma funcao em resposta ao disturbio, principalmente pastejo. Plantas com alta area foliar especifica podem ser favorecidas em condicoes de pastejo intenso, nao seletivo, enquanto plantas com baixa area foliar especifica podem predominar quando a carga animal e moderada ou baixa, permitindo a seletividade pelos animais. Especies resistentes ao pastejo sao mais baixas, apresentam folhas pequenas, mais tenras e mais alta area foliar especifica que especies susceptiveis ao pastejo. Resistencia ao pastejo e relacionada com atributo de escape (menor altura e tamanho da folha) e atributo de tolerancia (alta area foliar especifica) (DIAZ et al., 2001a; CINGOLANI et al., 2005) .

No Rio Grande do Sul, estudos com esta abordagem sao recentes. BOGGIANO (1995) observou que largura da folha, resistencia da folha, seccao transversal das folhas e textura das folhas foram os atributos que formaram o subconjunto otimo com maior correlacao com pastejo. Em locais onde ocorreu maxima intensidade de pastejo, a vegetacao era caracterizada por plantas com folhas largas, herbaceas e com menor resistencia. No trabalho de QUADROS (1999), altura da planta foi o atributo que maximizou a congruencia entre composicao da vegetacao e pastejo.

Para testar a hipotese de que tipos funcionais possibilitam o entendimento de padroes que ocorrem em ambientes pastejados ou excluidos, com ou sem adubacao, foi conduzido o presente trabalho em Sao Gabriel, RS.

O objetivo deste estudo foi definir atributos com alta correlacao com as variaveis de pastejo (pastejo e exclusao) e de adubacao (com ou sem adubacao com NPK).

MATERIAL E METODOS

O trabalho foi realizado em area de pastagem natural pertencente ao Centro de Pesquisa de Forrageiras da Fepagro, em Sao Gabriel, RS, localizada a aproximadamente 30[degrees]20'27" de latitude Sul e 54[degrees]19,01" de longitude Oeste, com altitude media de 109m. Segundo Koppen, o clima da regiao e subtropical umido (Cfa), apresentando temperaturas medias de 19,4oC com minima de -5,1[degrees]C e maxima de 42,6[degrees]C. A precipitacao anual e superior a 1300mm e inferior a 1800mm, com regime de chuvas hibernais (MORENO, 1961). O solo e um Argissolo vermelho distrofico latossolico (STRECK et al., 1999).

O delineamento experimental foi um fatorial completamente casualizado com parcela subdividida. Os tratamentos pastejo e exclusao, com tres repeticoes, foram alocados nas parcelas principais e os tratamentos com e sem adubacao, nas subparcelas. Os tratamentos com adubacao receberam, anualmente, em fevereiro de 1994, 1995 e 1996, em superficie, 45kg [ha.sup.-1] de N (ureia), 110kg [ha.sup.-1] de [P.sub.2][O.sub.5] (superfosfato triplo) e 60kg [ha.sup.-1] de [K.sub.2]O (cloreto de potassio). A partir de dezembro de 1996, as areas foram excluidas do pastejo. Em janeiro de 1998, foi iniciado o pastejo nas areas destinadas a esse tratamento. A pastagem foi mantida com uma massa de forragem em torno de 1100kg MS [ha.sup.-1].

Em dezembro de 2000, foi realizada a descricao da vegetacao por atributos. Em cada quadro, foi avaliado um individuo representativo da especie considerada, o qual foi descrito por atributos macromorfologicos qualitativos e quantitativos. Para a avaliacao dos atributos das laminas foliares, tomouse a folha mais jovem completamente expandida, exposta ao sol. Para descricao da vegetacao, com base nos atributos, foram considerados individuos das seguintes especies que apresentaram uma frequencia de ocorrencia acima de 10% no levantamento realizado em 1999: Aspiliamontevidense; Chevreulia acuminata; Coelorhachis selloana; Desmodium incanum; Eryngium horridum; Hypoxis decumbens; Indigofera asperifolia; Lolium multiflorum; Macroptilium heterophyllum; Melica eremophila; Panicum hians; Paspalum dilatatum; Paspalum notatum; Paspalum plicatulum; Senecio brasiliensis; Sida rhombifolia e Setaria geniculata. Foi estimada, visualmente, a performance dos individuos pela abundancia e cobertura, usando-se a escala de Braun-Blanquet, modificada por MUELLER-DOMBOIS & ELLENBERG (1974). A selecao dos atributos utilizados foi baseada nos trabalhos de PILLAR & ORLOCI (1993), BOGGIANO (1995), QUADROS (1999) e SOSINSKI (2000). Os atributos e estados considerados neste estudo encontram-se resumidos na tabela 1. A largura da lamina foliar foi medida, com uma regua graduada, transversalmente, na metade da lamina. A resistencia da lamina foi avaliada pelo esforco despendido para rompe-la, manualmente. O esforco foi avaliado, subjetivamente, numa escala de 1 a 4. A altura da planta foi medida com uma regua graduada, considerando a distancia do solo ate o ponto com maior densidade de folhas.

Em dezembro de 2000, procedeu-se a coleta de amostras de solo com trado calador, a uma profundidade de 0 a 3cm, nas doze parcelas referentes as tres repeticoes dos tratamentos, pastejo com e sem adubacao e excluido com e sem adubacao. As determinacoes foram realizadas no Laboratorio de Analise de Solos da Fepagro, conforme metodologia descrita em TEDESCO et al. (1995) (Tabela 2).

Na analise exploratoria, consideraram-se varios procedimentos de analise. Inicialmente, agruparam-se os quatro quadros por parcela, com o objetivo de diminuir a indeterminancia analitica. Apos, determinou-se o subconjunto otimo de atributos para as seguintes situacoes:

1. Dados de abundancia e cobertura transformados para a escala de van der MAAREL (2007), que atribui valores numericos de 1 a 9 aos simbolos da escala de Braun-Blanquet . Neste caso, considerou-se como fatores ambientais: niveis de pastejo e niveis de adubacao, usando dados binarios, (presenca ou ausencia de pastejo ou adubacao). Alem destes, foram consideradas, em outra analise, as variaveis de solo.

2. Dados de abundancia e cobertura da escala de BRAUN-BLANQUET transformados para percentagem de cobertura, conforme TUXENELLENBERG (1937), citado por van der MAAREL (2007), considerando como fator ambiental as variaveis de solo.

Para analise dos dados, foram utilizados os programas SYNCSA (software for character-based community analysis) (PILLAR, 2001a) e MULTIV (PILLAR, 2001b). No aplicativo SYNCSA, foram executados algoritmos para a determinacao do subconjunto otimo de atributos e grupos de tipos funcionais, alem de medidas de congruencia e analise de ordenacao. No aplicativo MULTIV, efetuouse a analise de variancia multivariada com teste de aleatorizacao (PILLAR, 1996).

RESULTADOS E DISCUSSAO

A analise da performance dos individuos com base nos dados de abundancia e cobertura da escala de Braun-Blanquet, transformados para a escala de van der Maarel (2007) e niveis de pastejo (pastejo e exclusao) como fator ambiental evidenciou mna congruencia de 0,92. O subconjunto otimo de atributos que maximizou a funcao [rho](D;[DELTA]) foi altura da planta, consistencia da lamina foliar e superficie ventral da lamina foliar, tendo no maximo 11 grupos de tipos funcionais. A menor congruencia foi obtida com o atributo especie, confirmando os resultados obtidos por BOGGIANO (1995) e QUADROS (1999). Dessa forma, confirma-se que o uso de atributos e o mais apropriado para caracterizar a vegetacao quando o objetivo do estudo e avaliar efeitos de pastejo na vegetacao. Altura da planta esta entre os atributos mais importantes quando se deseja avaliar o impacto do pastejo na comunidade vegetal, pois esta associada a um mecanismo de escape (DIAZ, et al., 2001b; LOUAULT et al., 2005). Em areas excluidas do pastejo, a altura da planta esta relacionada a competicao por luz, pois plantas de maior altura sao mais competitivas. Tambem, quando se avalia o comportamento ingestivo dos animais, a altura das plantas e considerada uma variavel estrutural de extrema importancia (CARVALHO et al., 2001), pois constitui em bom indicador da quantidade de alimento disponivel.

Por outro lado, para o fator ambiental niveis de adubacao (com ou sem NPK), a congruencia foi muito baixa (0,045). Em funcao disso, procurou-se definir o subconjunto otimo de atributos, utilizando como fator ambiental as variaveis de solo (fosforo, potassio, aluminio, pH, magnesio, CTC efetiva e saturacao de bases), em substituicao ao fator niveis de adubacao. Nao foi observada melhora na congruencia, pois elafoi de 0,05. Quando o subconjunto otimo foi definido considerando como dado de performance a percentagem de cobertura, conforme TUXEN-ELLENBERG (1937), citado por van der MAAREL (2007), como fator ambiental, todas as variaveis de solo estudadas, a congruencia foi de 0,06. A baixa congruencia obtida nessas analises indica que o conjunto de atributos usado pode nao ter sido o mais apropriado para revelar efeitos de adubacao na vegetacao. Mais estudos devem ser desenvolvidos no sentido de definir atributos que sejam relevantes para descricao da vegetacao nestas condicoes, pois e sabido que o uso deste insumo promove modificacoes na composicao floristica da vegetacao bem como aumentos na massa de forragem (PELLEGRINI et al., 2010).

Os dados descrevendo a vegetacao pelos grupos de tipos funcionais, por meio do subconjunto otimo de atributos (altura da planta, consistencia da lamina foliar e superficie ventral da lamina foliar) para o fator pastejo, foram submetidos a ordenacao (analise de coordenadas principais) com o objetivo de revelar tendencias mais relevantes de variacao. Conforme se observa no diagrama de dispersao (Figura 1) 73,5% da variacao total e explicada pelo eixo 1, enquanto que 16,9% pelo eixo 2. Tambem, e nitida a distincao entre as unidades amostrais referentes as areas pastejadas (1) e excluidas (0) do pastejo. Ao longo do eixo 1, observa-se um gradiente relacionado, principalmente, com altura da planta, pois os grupos de tipos funcionais (c1, c2 e c4), nas areas excluidas, apresentam altura variando de 10 a 100cm, enquanto que nas areas pastejadas a altura dos grupos de tipos funcionais (c6, c7, c8, c10 e c11) variam de 2,5 a 20cm. A consistencia herbacea da lamina foliar e predominante na maioria dos grupos de tipos funcionais das areas pastejadas. Individuos de mesma especie compoem diferentes grupos de tipos funcionais, no entanto, individuos de Paspalum notatum, Desmodium incanum e Hypoxis decumbens sao exclusivos do grupo c6, caracteristico da area pastejada. Paspalum notatum e uma especie caracteristica de ambientes pastejados, em decorrencia de sua estrategia de resistencia ao pastejo. A menor cobertura dos individuos dessas especies nas areas excluidas do pastejo pode ser em funcao do sombreamento causado pela especie de maior altura, dificultando a captacao de luz e, consequentemente, diminuindo o seu desenvolvimento. BOLDRINI & EGGERS (1997) tambem constataram uma predominancia de especies de habito rasteiro em areas pastejadas. DIAZ et al. (2007) evidenciaram associacao entre resposta ao pastejo e altura e arquitetura da planta.

Pelo teste de aleatorizacao, utilizando como descritores das comunidades os tipos funcionais definidos pelo subconjunto de atributos (ap, cl e sv) que maximizaram a congruencia com pastejo, foi observada diferenca significativa (P=0,099) entre os tratamentos pastejado e excluido.

CONCLUSAO

O uso de tipos funcionais definidos pelos atributos altura da planta, consistencia da lamina foliar e superficie ventral da lamina foliar permite a caracterizacao de areas pastejadas ou excluidas do pastejo. Os atributos testados para avaliar o efeito da adubacao nao sao os mais apropriados.

Os individuos que fazem parte dos grupos de tipos funcionais das areas excluidas apresentam altura variando de 10 a 100cm e, nas areas pastejadas, de 2,5 a 20cm. A consistencia herbacea da lamina foliar e predominante na maioria dos grupos de tipos funcionais das areas pastejadas.

REFERENCIAS

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Zelia Maria de Souza Castilhos (I) Valerio De Patta Pillar (II)

(I) Fundacao Estadual de Pesquisa Agropecuaria (Fepagro), 90130-060, Porto Alegre, RS, Brasil. E-mail: zelia.voy@terra.com.br. Autor para correspondencia.

(II) Departamento de Ecologia, Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Porto Alegre, RS, Brasil.

Recebido 02.01.13 Aprovado 26.04.13 Devolvido pelo autor 13.11.13 CR-2013-0002.R1

Tabela 1--Caracteres utilizados na descricao da vegetacao de areas
excluidas e pastejadas, com e sem adubacao, em uma pastagem natural,
em Sao Gabriel, RS.

Simbolo    Caracteres e estados

st         Seccao transversal da lamina foliar: 1 = plana; 2
           = conduplicada; 3 = convoluta; 4 = involuta;

cl         Consistencia da lamina foliar: 1 = membranacea; 2
           = herbacea; 3 = fibrosa; 4 = cartacea; 5 =
           coriacea; 6 = crassa;

tc         Tipo de tecido do caule: 1 = herbaceo; 2 =
           lenhoso; 3 = acaule; 4 = semi-lenhoso;

sd         Superficie dorsal da lamina foliar: 1 = lisa; 2 =
           escabra; 3 = estriada; 4 = punctata; 5 = glauca;

sv         Superficie ventral da lamina foliar: 1 = lisa; 2 =
           escabra; 3 = estriada; 4 = punctada; 5 = glauca;

in         Indumento: 1 = glabra; 2 = sericea; 3 = tomentosa;
           4 = pubescente; 5 = puberula;

rl         Resistencia da lamina foliar: 1 a 4;

ll         Largura da lamina foliar: 1 = < 2,5mm; 2 = 2,5-5
           mm; 3 = 5-10 mm; 4 = 10-50 mm; 5 = 50-100 mm; 6
           = > 100mm; 7 = afila;

ap         Altura da planta: 1 = < 2,5 cm; 2 = 2,5-5 cm; 3 =
           5-10 cm; 4 = 10-20 cm; 5 = 20-50 cm; 6 =
           50-100 cm; 7 = > 100cm

fc         Forma de crescimento: 1 = ereta; 2 = cespitosa; 3
           = prostrada com xilopodio; 4 = prostrada sem
           xilopodio; 5 = voluvel com xilopodio; 6 = rosulada
           com rizoma; 7 = rosulada com bulbo; 8 =
           rizomatosa; 9 = cespitosa rizomatosa; 10 =
           prostrada rizomatosa; 11 = cespitosa estolonifera.

sp         Especie

Tabela 2--Caracteristicas quimicas do solo nos tratamentos: excluido
com (EC) e sem (ES) adubacao; pastejo com (PC) e sem (PS) adubacao
numa area de pastagem natural, na Fepagro Forrageiras, em Sao
Gabriel, RS.

                             Variaveis de solo

            P         K          pH         Al        Ca        Mg

Trat.      mg [L.sup.-1]     [H.sub.2]O         me 100m[L.sup.-1]

E1C      14,6      215       6,1          0         10,6      7,0
E1S      8,1       207       6,6          0         12,3      8,2
E2C      10,5      182       5,2          0,3       5,6       3,1
E2S      3,5       181       5,4          0         7,2       4,4
E3C      19,8      189       5,8          0,2       9         5,8
E3S      4,3       153       6,2          0         9,2       6,2
P1C      7,3       218       5,5          0,3       6,1       3,9
P1S      6,5       271       5,5          0,2       6,9       4
P2C      19,8      207       6,6          0,2       12,1      6,4
P2S      8,9       175       6,1          0         8,6       6,7
P3C      15,4      168       6,2          0,1       11,5      7,6
P3S      5,7       184       6,4          0,1       9,4       6,6

                             Variaveis de solo

            S         B        Zn        Cu        Mn        Fe

Trat.           mg [L.sup.-1]                 mg [L.sup.-1]

E1C      25,8      0,99      5         0,4       29        0,3
E1S      27,5      1,12      5,5       0,8       21,4      0,29
E2C      21,3      1,06      4,5       0,4       112       0,3
E2S      23,7      0,91      4,4       0,5       110       0,3
E3C      29,2      1,25      3,8       0,1       69,3      0,29
E3S      39,3      1,13      2,5       0,1       48,5      0,27
P1C      42,7      0,98      4,1       0,6       118,8     0,29
P1S      36        1,28      6,7       0,8       122,1     0,29
P2C      24,7      1,21      4,9       0,4       25,4      0,29
P2S      24,7      0,75      7         0,5       39,6      0,28
P3C      16,9      0,83      4,5       0,5       37,9      0,34
P3S      24,2      0,98      3         0,2       42,2      0,26
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Author:Castilhos, Zelia Maria de Souza; Pillar, Valerio De Patta
Publication:Ciencia Rural
Date:Jan 1, 2014
Words:3462
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