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Analysis spatial and temporal of vegetation cover and advance of Prosopis juliflora (SW) DC in Caatinga area/Analise espaco-temporal da cobertura vegetal e do avanco de Prosopis juliflora (SW) DC numa area de Caatinga.

INTRODUCAO

Grande parte do Estado da Paraiba encontra-se sob os dominios da vegetacao de Caatinga, que corresponde a uma area de mais de 900.000 [Km.sup.2], marcada pela concentracao das precipitacoes em um curto periodo de tempo, quase sempre inferior a tres meses do ano, estando os demais meses sob condicoes de elevado deficit hidrico e forte insolacao. Frente a tais condicoes, fica facil apontar as secas como a causa dos grandes problemas do Semiarido, embora hoje ja se saiba que estas apenas agravam as sequelas ecossociais da regiao, haja vista a gama de aspectos que concorrem para cimentar o quadro socioambiental ali existente. Como forma de encontrar saidas para as questoes dessa vasta area, agravada pelo fenomeno da estiagem, mas, principalmente, devido aos insucessos das politicas publicas para convivencia com o fenomeno, o tema tem ocupado a pauta de discussao de pesquisadores e personalidades de destaque de diversos segmentos, ha seculos (VILLA, 2000).

Jofilly (1892) e Andrade (1986) ja se referiam as secas do Nordeste como sendo uma das maiores chagas do pais, para as quais nao se assinalava, por parte das autoridades, interesse em enfrenta-las. Segundo Jofilly (op. cit.), mais que boa vontade, sempre faltou interesse politico para a resolucao da problematica. Seu ponto de vista era o de que "o homem nao tem controle sobre os elementos climaticos que produzem as secas, mas pode, ate certo ponto, diminuir os seus inconvenientes e, ate mesmo, elimina-los num determinado territorio, por uma gama consideravel de acoes".

Entretanto, embora o tema venha sendo discutido exaustivamente e muitas acoes terem sido implementadas, o grosso delas nao alcancou o exito desejado, visto que, na maioria das vezes, foram pautadas na importacao de modelos, tecnologias ou insumos que, posteriormente, se mostraram inadequados (ANDRADE et al., 2006). A esse respeito, Ab Saber (2003) aponta que uma parcela consideravel da sociedade nordestina acostumou-se a ver impingido a regiao, programas e planos tecnocraticos, genericos e prejudiciais elaborados em relatorios de baixo nivel de abrangencia cientifica e avaliacao critica, suscitando uma natural propensao para fundadas desconfiancas.

Neste sentido, as estrategias, adotadas pelo poder publico para atenuar as distorcoes regionais e tentar aproximar as condicoes de vida do Semiarido as outras regioes brasileiras, somam cada vez mais insucessos e se tornam ainda mais graves quando as mesmas sao desprovidas de qualquer embasamento tecnico. A introducao da especie exotica Algaroba [Prosopis juliflora (SW) DC] no Semiarido parece um exemplo bem sugestivo, sobretudo quando aplicado em um reduto de biodiversidade fragil, como e o caso da Caatinga. Esta especie foi introduzida na regiao Nordeste nos anos 1940, porem sem grande destaque. No entanto, na decada 1970, o governo federal propos um projeto no qual substituia a vegetacao original da Caatinga pela Algaroba (Duarte, 2000).

Nascimento (2008), tendo como base diversos autores, comenta que a invasao biologica fica caracterizada quando um organismo ocupa um espaco fora de sua area de dispersao geografica, com adaptacao da especie, alterando o ecossistema, com alteracoes sensiveis ao meio.

Para ser qualificada como exotica, os estudiosos apresentam algumas razoes. Vilar (2006) explica que se trata de um organismo que coloniza comunidades autoctones, adaptando-se e reproduzindo-se, passando a competir biologicamente com as especies nativas, provocando alteracoes nos processos ecologicos naturais e, por fim, tornando-se muitas vezes dominantes nesses ambientes.

O processo de invasao de um ecossistema por uma especie exotica se da quando a mesma se adapta, passando a se dispersar e a alterar o ambiente em seu entorno. Na Caatinga, a introducao da Algaroba, trazida com o objetivo de constituir uma alternativa economica para a regiao, resultou em uma invasao (ANDRADE et al., 2005; TELES et al., 2006; OLIVEIRA, 2006).

Conforme explica Oliveira (2006), acoes desse porte fomentam a historica pressao antropica exercida sobre a Caatinga, somada as caracteristicas naturais, concorrendo para acentuar a degradacao do meio fisico, com consequencias danosas para a sua biodiversidade. Tanto e assim, que, na Caatinga, ja sao rarissimos os remanescentes de mata nativa em bom estado de conservacao. Alem disso, uma vez que a algaroba se desenvolve sem qualquer controle, gera diversos maleficios nas atividades produtivas, o que acaba por aumentar as vulnerabilidades ambientais da regiao Semiarida (PEREIRA, 2008).

Outro problema inerente a aludida especie e apontado por Vilar (2006), para quem a Algaroba, alem de competir com a Caatinga arborea, tambem disputa espaco com a vegetacao arbustiva e herbacea. Note-se tal aspecto como de vital importancia, porque e no extrato herbaceo que os animais silvestres e domesticos encontram alimento, alem do que e ali que sao encontradas muitas das ervas medicinais, utilizadas pelas comunidades locais. Somado a tudo isso, os sitios preferenciais da citada especie constituem areas de relevante interesse social e ambiental para a Caatinga, isto porque ocupa, principalmente, os Neossolos Fulvicos e as manchas de solos mais profundas, locais onde a agua e mais facilmente encontrada (ANDRADE et al., 2005).

Lins e Silva (1997), no primeiro estudo sobre a invasao da Algaroba no Nordeste Brasileiro, constataram, no avanco das populacoes dessa especie, algumas particularidades, descrevendo-as como invasoras das areas da caatinga e evidenciando o processo de disseminacao, sendo especialmente as perturbacoes e a proximidade de agua as responsaveis por seu sucesso hostil.

Em face do problema mencionado, a presente pesquisa objetivou analisar a evolucao, no periodo de vinte anos, do nivel de cobertura vegetal, do uso e ocupacao do solo do municipio de Sao Joao do Cariri--PB e identificar as areas de insercao e a dinamica ambiental local ocasionada pela Algaroba [Prosopis juliflora (SW) DC], apontando alguns dos seus impactos sobre o meio ambiente.

MATERIAL E METODOS

Material

O material utilizado nesta pesquisa constituiu-se de dados orbitais e planialtimetricos, que alimentaram o sistema de informacao geografica (SIG), por meio do software SPRING 4.3.3, disponibilizado livremente pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE). Para complementar as analises foi utilizado equipamento de sistema de posicionamento global (GPS) para localizacao das coordenadas geograficas de interesse desse estudo e maquina fotografica para registro dos impactos pontuais identificados.

Os dados orbitais e planialtimetricos utilizados foram os seguintes: a) imagens dos satelites TM/LANDSAT-5 e CCD/CBERS-2, disponibilizadas pelo INPE, referentes aos anos de 1987, 1996 e 2007, das quais foram extraidas as informacoes mediante varias etapas do processamento; b) produtos cartograficos, compostos por cartas planialtimetricas da SUDENE (1972) na escala 1:100.000 correspondente a area dos municipios: Juazeirinho [07[degrees]04'01"S; 36[degrees]34'42"W] (SB.24-Z-D-II); Boqueirao [07[degrees]28'49"S; 36[degrees]08'02"W] (SB.24-Z-D-III) e Sume [07[degrees]40'17"S; 36[degrees]52'54"W] (SB.24-Z-D-V), as quais deram o suporte para o georreferenciamento das imagens de satelite.

As imagens selecionadas correspondem as datas de passagens dos satelites nos dias 09/05/1987, 22/07/1996 e 04/06/2007. A escolha das cenas desse periodo foi objeto de especial atencao, haja vista a necessidade de se comparar o estado da cobertura vegetal em varios anos, levando-se em conta as mesmas condicoes. Para isso, adotou-se o periodo que compreende a quadra chuvosa, em que, a priori, o indice folhear encontrava-se em seu apice, fato que favoreceu a formulacao de uma resposta espectral a esse alvo, a ponto de permitir uma melhor comparacao na evolucao da dinamica do processo de cobertura dos diferentes anos estudados.

Se por um lado o indice foliar do periodo chuvoso favorece a comparacao dos diferentes anos estudados, por outro, nesta epoca do ano, a cobertura de nuvens dificulta sobremaneira a aquisicao de produtos oriundos de satelite forcando, muitas vezes, ao uso de imagens com cobertura de nuvens acima do aceitavel.

Outros dados complementares, como a determinacao de coordenadas, identificacao de impactos pontuais e feicoes fisiograficas da vegetacao em nivel de detalhe, foram obtidos atraves de trabalho de campo. De acordo com Anjos e Venezianni (1982), este procedimento nao deve ser relegado sob nenhuma hipotese, pois tem a finalidade de conhecer os aspectos relativos da area de estudo, como forma de diagnostico auxiliar, e dirimir duvidas que surgem por ocasiao das operacoes de manipulacao das imagens. Dessa forma, varias visitas a area de estudo foram realizadas entre os meses de janeiro e setembro de 2008.

Por fim, foram utilizados dados de precipitacao de tres localidades limitrofes ao municipio de Sao Joao do Cariri: Cabaceiras (7[degrees]30'S; 36[degrees] 17'W), Gurjao (7[degrees] 16'S; 36[degrees] 29'W) e Serra Branca (7[degrees] 29'S; 36[degrees] 40'W) [Figura 1]. Estes municipios foram escolhidos por conterem series de dados sem falhas, bem como por estarem inseridos na problematica aqui discutida e apresentarem caracteristicas climaticas semelhantes ao municipio em estudo. Os dados sao medias mensais de precipitacao do periodo entre os anos de 1962 a 2010, totalizando 48 anos de informacoes. Alem de auxiliar nas analises derivadas das imagens de satelite, com eles foi possivel entender um pouco das caracteristicas climatologicas da area em estudo. Esses dados foram cedidos pelo Departamento de Ciencias Atmosfericas da Universidade Federal de Campina Grande (UFCG).

Area de estudo

A extensao territorial do municipio de Sao Joao do Cariri, localizado na parte central do Estado da Paraiba, na microrregiao do Cariri Oriental e inserido na Mesorregiao da Borborema e de 700,6 [Km.sup.2], representando 1,24% da area do Estado (Figura 1). A sede municipal localiza-se entre as coordenadas ("07[degrees] 23' 27" S; "36[degrees] 31' 58" W), distante 217 Km de Joao Pessoa, capital do Estado da Paraiba e tem como vias de ligacao as rodovias BR 230 e 412 (IBGE, 2006).

[FIGURE 1 OMITTED]

O clima em Sao Joao do Cariri e quente e umido, classificado por Koppen como Bsh e caracterizado por uma baixa e irregular pluviosidade, concentrada em apenas tres meses do ano, na faixa compreendida entre 300 e 900 mm/ano. As temperaturas medias anuais sao da ordem de 26 a 29[degrees]C. O quadro climatico descrito gera uma umidade relativa do ar que apresenta medias anuais por volta de 50% e insolacao que chega ao patamar de 2.800/h/ano, marcado pela predominancia de uma cobertura vegetal constituida de especies deciduas e caducifolias, com forte presenca de cactaceas (AB SABER, 1974; MELO; RODRIGUEZ, 2004).

A precipitacao no Semiarido esta diretamente relacionada com a conveccao local. Essa conveccao e controlada pela circulacao geral da atmosfera e por fenomenos de escala global. Segundo Molion e Oliveira (2002), os mecanismos dinamicos que produzem chuva podem ser classificados em mecanismos de grande escala, que sao responsaveis por cerca de 30% a 80% da precipitacao, e meso e micro escala que completam os totais. Dos mecanismos de grande escala, destacam-se os sistemas frontais, atuantes ao sul da area, a Zona de Convergencia Intertropical mais ao norte (UVO et al., 1988), e os Vortices ciclonicos de altos niveis (GAN, 1983). Em meso escala, ondas de leste (YAMAZAKI; RAO, 1977), complexos convectivos e circulacoes do tipo brisa (KOUSKY, 1980). E em micro escala, circulacoes orograficas e pequenas celulas convectivas.

Em escala global, o El Nino--Oscilacao Sul (ENOS) afeta muito a distribuicao espacial e temporal das chuvas no Semiarido brasileiro. Isso porque altera os padroes da circulacao atmosferica, deslocando o ramo descendente da celula de Walker para a regiao, inibindo a formacao de nuvens produtoras de chuva. Dessa forma, em anos caracterizados pela fase negativa do ENOS (El Nino), observa-se a ocorrencia de eventos extremos de baixa precipitacao, chamados secas, e em anos de fase positiva (La Nina), a precipitacao tende a ser acima da normal climatologica (KOUSKY; CAVALCANTI, 1988).

Outro condicionante de papel relevante e o elevado deficit hidrico que, segundo Reboucas (2001), chega a atingir 2.200 mm/ano, inviabilizando algumas tecnicas de armazenamento de agua, fato que torna ainda mais fragil as condicoes de vida local. Ainda sobre as feicoes climaticas, Teles et al., (2006) afirmam que um elemento associado a escassez de chuvas importante na definicao do quadro climatico da area e a irregularidade das precipitacoes, dentre as quais se destaca o periodo de janeiro a abril como o mais frequentemente chuvoso. Essas informacoes podem ser visualizadas na Figura 2, que mostra as precipitacoes medias mensais (a) e acumuladas anuais (b) para Cabaceiras, Gurjao e Serra Branca. Para essas localidades, os meses de maiores valores medios nos 48 anos de estudo sao: fevereiro, marco e abril.

A serie completa pode ser vista na Figura 2b com destaque para os anos 1987, 1996 e 2007, nos quais foram feitas as analises da cobertura vegetal. Percebe-se que os tres municipios possuem tendencias semelhantes de precipitacao ao longo do periodo. Dos tres anos, 1996 foi o que apresentou maior valor acumulado e 1987 foi o ano com menos precipitacao observada.

[FIGURE 2 OMITTED]

A tabela 1 sintetiza essas informacoes, pois mostra os valores acumulados de precipitacao nos tres anos mencionados, as medias climatologicas de 48 anos de dados e seus desvios-padrao. A irregularidade das precipitacoes citada em Teles et al., (2006) e demonstrada pelos altos valores do desvio-padrao, variando em torno de 200 mm. Tambem se pode perceber que 1987 e 2007 tiveram precipitacao abaixo da media e 1996 tendeu a ter valor em torno da media. Uma possivel explicacao para o comportamento da precipitacao nesses anos pode estar na evolucao do ENOS, ja que em 1987 observou-se um evento moderado de El Nino, em 1996 estava estabelecido um evento fraco de La Nina e em 2007, El Nino fraco (Fonte: CPTEC/ INPE).

De acordo com IBGE (2008), o municipio de Sao Joao do Cariri tem como caracteristica economica a producao agropecuaria, centrada principalmente na criacao de bovinos e caprinos. Em tempos preteritos, as atividades produtivas tinham como destaques a exploracao de culturas industriais como o sisal e o algodao, hoje em declinio.

A producao de alimentos, atualmente, ainda ocorre de forma extensiva, por intermedio de culturas itinerantes e de forma mais ou menos permanente nos setores mais umidos, representadas pelas areas de climas amenos, varzeas e vazantes, alem de perimetros irrigados, onde se destacam as culturas do milho e feijao (PEREIRA, 2008).

Quanto a estrutura fundiaria, os estabelecimentos de menos de 50 ha--faixa na qual se concentra a maioria dos produtores familiares--correspondem a 80% do total de estabelecimentos, mas ocupam apenas 15% da area total, o que demonstra que ainda ha problemas na distribuicao e posse das terras (BRASIL, 2005). No que refere a estrutura demografica, de acordo com os resultados do censo realizado em 2010, Sao Joao do Cariri detem uma populacao de 4344 habitantes, apresentando densidade demografica de 6,20 hab./ [Km.sup.2], dos quais 54,03% e populacao urbana e 45,97% populacao rural (IBGE, 2011).

Parcela significativa dessa populacao vive da renda de pequenas propriedades, por meio da agricultura de sequeiro e quando ocorrem periodos estios comercializam os subprodutos de origem vegetal como meio de sobrevivencia das familias (TELES et al., 2006). Na falta de vegetacao nativa, a algaroba serve perfeitamente a tal proposito, uma vez que e uma otima forrageira e apresenta qualidades como biomassa, tanto para queima, quanto para utilizacao em cercas. Alem disso, como sua proliferacao e de facil disseminacao, sua poda ou ate mesmo a erradicacao de parte de sua populacao ajuda a controlar as areas por ela povoadas, favorecendo o crescimento da flora autoctone nestes espacos (ANDRADE et al., 2006).

Processamento digital das imagens

Os procedimentos para a interpretacao visual de imagens digitais foram realizados tomando-se como parametros os elementos texturais do relevo, drenagem e outros alvos, segundo sua densidade e orientacao (tropia), conforme prescricao metodologica preconizada por Anjos e Venezianni (1982).

Tal metodologia de analise das imagens consiste em uma sequencia de etapas logicas e sistematicas que independem do conhecimento previo da area e da utilizacao dos processos fotointerpretativos. Entretanto, tal metodo pode ser enriquecido com o aporte de dados auxiliares, colhidos por ocasiao dos trabalhos de campo (ANJOS e VENEZIANNI, 1982).

Foram aplicados as imagens os seguintes procedimentos:

a) Tecnicas de realce, que manipulam os contrastes de forma a melhorar a qualidade das imagens sob os criterios subjetivos do olho humano, sendo normalmente utilizadas como uma etapa de pre-processamento para sistemas de reconhecimento de padroes adotados;

b) Emprego do indice de vegetacao NDVI (Normalized Difference Vegetation Index), expresso pela equacao:

NDVI = ganho*[(b4-b3)/(b4 + b3)] + offset (1)

c) Composicao multiespectral ajustada (b3 + NDVI + b1). Este procedimento diz respeito a uma transformacao RGB, em que a luz vermelha incide na banda 3, a luz verde na imagem NDVI e a luz azul na banda 1.

d) Segmentacao, que se constitui de um agrupamento de pixels analogos, ainda que estes nao sejam contiguos. Este processo rotula cada "pixel" como uma regiao distinta. O software calcula um criterio de similaridade para cada par de regioes espacialmente adjacentes. O criterio de similaridade baseia-se em um teste de hipotese estatistico que testa a media entre as regioes. A seguir, divide-se a imagem em um conjunto de sub-imagens e, entao, realizase a uniao entre elas, segundo um limiar de agregacao definido.

e) Classificacao nao supervisionada, que consiste no estabelecimento de um processo de decisao no qual um grupo de pixels e definido como pertencente a uma determinada classe, sem que o usuario tenha conhecimento do numero ou identificacao das diferentes classes presentes na imagem. Esse procedimento e realizado por meio do algoritmo de agrupamento e constituido pelas fases de treinamento, conforme o classificador Bhattacharrya que faz uso de amostras para estimar a funcao densidade de probabilidade para as classes determinadas, que, neste caso, definiu seis classes de cobertura da vegetacao (vegetacao densa, semidensa, rala, solo exposto, algaroba e agua). No caso presente, foi usado o metodo de extracao de regioes, com um limiar de 99,9% de aceitacao. Ao final, todas as regioes ficam associadas a uma classe definida pelo algoritmo, devendo o usuario associar essas classes ou temas as classes por ele definidas no banco de dados;

f) Vetorizacao das imagens classificadas;

g) Editoracao dos mapas tematicos. Os mapas tematicos finais das classes de cobertura vegetal, da dinamica de utilizacao das terras e dos niveis de degradacao foram criados no modulo SCARTA, software complementar do SPRING, na versao 4.3.3.

RESULTADOS E DISCUSSAO

Composicoes Multiespectrais Ajustadas (CMAS)

Levando-se em conta a variabilidade da cobertura vegetal do municipio em analise, composta por diversas geofaceis morfologicas, decorrentes, principalmente, das condicoes climaticas ali presentes, a fisionomia da paisagem da area se modifica radicalmente ao longo do ano entre os periodos seco e chuvoso. Assim, o dinamico espaco-temporal da reducao ou recuperacao da cobertura vegetal das terras do municipio foi analisado, como tambem, 2007 (Figuras, 3, 4 e 5 respectivamente).

Pode-se observar que as areas com baixos indices de vegetacao, ou seja, com solos expostos e vegetacoes ralas estao identificadas pelas cores margenta e amarela. Ja as areas, onde predomina a vegetacao mais exuberante (maior nivel de densidade vegetacional, ou seja, vegetacao nativa), apresentam tom verde escuro. A tonalidade verde claro define as regioes onde a vegetacao se encontra menos conservada e com algum estresse hidrico. Por fim, as areas em branco representam degradacoes em niveis mais graves e/ou com deficit hidrico acentuado.

Partindo-se desse padrao de comparacao entre composicoes multiespectrais, foi possivel identificar a evolucao do comportamento da cobertura vegetal. Os resultados indicaram uma evolucao do processo de perda da vegetacao nativa em diversos pontos do municipio, principalmente, nas areas de maior concentracao populacional (antropizacao), fato que justificaria a insercao da planta invasora, como forma de suprir a falta da vegetacao nativa, em franco declinio, em face da exploracao desordenada. No entanto, um aspecto nao foi considerado: a ocupacao pela populacao da Algaroba nas areas de solos ferteis as margens dos rios, locus da producao de alimentos nesta area.

[FIGURE 3 OMITTED]

A infestacao ficou evidente quando foi observada no trabalho de campo a expansao da especie exotica nas areas de plantio proximo as margens dos rios, como sera demonstrada adiante, mediante um aumento substancial da densidade vegetal. Esse problema que representa prejuizo a producao ja foi objeto de estudo de alguns pesquisadores como Andrade et al. (2005), Andrade et al. (2006), alem de outros ja mencionados, os quais afirmam que a especie traz desvantagens, tanto economicas quanto biologicas, devido ao modo como se prolifera no ambiente, fato que, como ja prenunciado, deprecia inclusive a flora nativa.

Em decorrencia, surge outro fator de extrema gravidade, que e a perda de solo que, se nao bastassem os prejuizos acarretados ao setor agricola com a reducao das areas de plantio, ainda causa impactos aos corpos e cursos d'agua atraves do processo de assoreamento.

[FIGURE 4 OMITTED]

No que concerne ao processo de perda da vegetacao, este se mostrou mais evidente, comparou-se as CMAS dos anos de 1987 e 1996. Em 1996, a quantidade de chuvas foi menor, fato atribuido ao evento El Nino moderado e que contribuiu para o agravamento da situacao de sobrevivencia na area. Devido a seca, foi observado o drastico agravamento das condicoes economicas da populacao que usou mais intensamente os recursos florestais, tanto para conseguir recursos economicos, como tambem para a alimentacao dos rebanhos, por meio da queimada de cactos.

O quadro acima mencionado foi ratificado pelo trabalho de campo e confirmado pelos dados obtidos com a classificacao das imagens mostradas na sequencia deste estudo (PEREIRA et al., 2009). Todavia, na analise da composicao multiespectral ajustada para o ano de 2007 (Figura 3), pode-se constatar uma sensivel recuperacao das areas cobertas com vegetacao densa, fato que sinalizou uma substancial melhora no total de areas verde no municipio, demonstrando que a abundancia de chuvas verificada no ultimo decenio do estudo proporcionou, a despeito de todas as pressoes sobre os recursos vegetacionais, a sua recuperacao em um curto espaco de tempo.

[FIGURE 5 OMITTED]

Classificacao e mapas das classes de cobertura vegetal

A classificacao dos padroes, cujos parametros se encontram na Tabela 2, seguiu as seguintes etapas: (i) segmentacao (por extracao de regioes); (ii) classificacao nao-supervisionada; (iii) mapeamento de classes tematicas; e (iv) vetorizacao dos dados. Depois de quantificadas as areas, os resultados foram exportados para o SCARTA, possibilitando a editoracao e confeccao dos mapas digitais tematicos.

Os resultados obtidos pela classificacao (Figuras 6, 7 e 8), indicou que, nos primeiros dez anos do periodo estudado, ocorreu uma drastica reducao nas classes: vegetacao densa e semidensa, as quais representavam 8,6% e 33,5% da area total do municipio em 1987, reduzindo-se para 6,1% e 28,5%, respectivamente, em 1996. Situacao oposta verificou-se com as areas correspondentes a classe vegetacao rala, que em 1987 representava 30,7% da area e se expandiu para 41,9%. A classe solo exposto aumentou de 17,1 % para 18,9%, conforme a Tabela 3. Esse quadro mostra de forma inconteste que a estiagem nao e apenas um fenomeno de impacto social, mas suas consequencias recaem fortemente sobre o meio ambiente semiarido, e a dinamica da vegetacao reflete este processo.

A classe representada pela Algaroba (Prosopis juliflora), localizada, principalmente as margens dos rios e identificada pelo trabalho de campo, comecou a surgir com maior forca no periodo que compreende a primeira decada correspondente ao estudo, embora tambem tenha sofrido um decrescimo de 7,5% para pouco mais de 6,9%, em virtude do incremento da demanda sobre o setor vegetal, resultante do agravamento das condicoes socioeconomicas da populacao, ocasionado pela seca entre os anos de 1990 e 1993, decorrente de um evento de El Nino, classificado como forte (FONTE: CPTEC/INPE).

[FIGURE 6 OMITTED]

Numa analise mais setorizada dos mapas, pode-se observar que as areas proximas aos rios, apresentadas na cor margenta, mostram-se mais degradas em todo o periodo estudado, em funcao da concentracao das atividades produtivas. A unica cobertura vegetal ali existente e a Algaroba, mostrada em amarelo, fato confirmado pelo trabalho de campo. Nas areas centro-sul do municipio, apresentadas ciano, ha uma forte predominancia da cobertura vegetal rala (arbustiva), denunciado o predominio da atividade pastoril.

[FIGURE 7 OMITTED]

Quando se passa a analisar a dinamica da vegetacao entre os anos de 1996 e 2007, observa-se um comportamento de modo dispar da decada anterior, isto e, ve-se uma melhora nos indices das diversas classes de cobertura vegetal, e ,de modo acentuado, da especie exotica Algaroba.

Os resultados mostraram que a classe vegetacao densa teve uma recomposicao surpreendente, acendendo de 6,1% para 9,1%, superando os indices observados em 1987. Com relacao a classe vegetacao semidensa, nessa ultima decada estudada, esta se manteve praticamente estavel, com uma pequena evolucao de 25,8% para 30,7%, indice um pouco inferior ao que ocorria no final da decada de 1980. Ja o processo de expansao da classe de cobertura da Algaroba pode ser observado na Tabela 3.

No que concerne a classe solo exposto, no decorrer do periodo estudado, a pequena oscilacao ocorrida, para mais ou para menos, sempre esteve entre 17% e 18%, mantendo-se praticamente estavel.

[FIGURE 8 OMITTED]

Por sua vez, a classe de cobertura vegetal constituida pela Algaroba, embora tenha sofrido algum controle, seja por parte dos produtores com maior nivel de esclarecimento, erradicando-a das areas de plantio, seja pela necessidade de a populacao mais necessitada em busca de alternativa de renda, o fato e que a especie continua a ocupar extensas areas de solos ferteis, inviabilizando qualquer outra atividade consorciada, como mostra a Figura 9. Como mostrado nas imagens de satelite, essas areas sao potencialmente agricolas, tanto as margens dos rios como os corregos que cortam o municipio.

[FIGURE 9 OMITTED]

Alem disso, como agravante nesse processo da infestacao da Algaroba, existe um aspecto que deve ser ressaltado: a reducao das areas agricolas localizadas as margens dos rios, ocasionada pela erosao lateral provocada por intensas enxurradas, favorecida pela ausencia de mata ciliar. O problema da ausencia de vegetacao nativa ao longo dos rios traduz de forma inequivoca dois conflitos de efetiva relevancia. O primeiro, de cunho ambiental, haja vista a precariedade da algaroba na protecao a cobertura do solo. O segundo, de carater legal, pois fere frontalmente o que determina a legislacao pertinente, uma vez que nao se insere nos parametros determinados pelo Codigo Florestal Brasileiro, Lei no. 4771/65 Artigo 2, que considera, como Area de Preservacao Permanente, as florestas e demais formas de vegetacao natural, situadas ao longo dos rios ou de outro qualquer curso d'agua. Como consequencia tem-se uma acentuada perda de solo e a reboque desse processo um intenso assoreamento dos rios da area, como mostra a Figura 10.

[FIGURE 10 OMITTED]

Com este estudo, testemunhou-se o descumprimento as determinacoes legais, bem como a falta de um programa que esclareca aos produtores rurais a importancia da conservacao da mata ciliar nativa para a manutencao da boa qualidade da agua e a protecao aos solos, evitando processos deteriorantes como assoreamento dos cursos e corpos d'agua.

Para se ter uma ideia a respeito do efeito da erosao lateral do Rio Taperoa, decorrente da falta de vegetacao nativa em suas margens ao longo do municipio de Sao Joao do Cariri, a largura de sua calha mede hoje, aproximadamente, cem metros de extensao, enquanto que, ha vinte anos no mesmo trecho, esta extensao nao atingia setenta metros, conforme dados comparados das imagens analisadas. Logo, percebe-se que a Algaroba nao dispoe de nenhum atributo para suprir a ausencia da vegetacao nativa ao longo dos rios da area mencionada, contrariando a logica dos que a preconizaram como solucao para a cobertura vegetal da Caatinga.

Pelos resultados obtidos nesta pesquisa, pode-se constatar que a flutuacao no comportamento da cobertura vegetal nao e decorrente apenas do quadro natural, mas depende tambem das condicoes socioeconomicas da parcela mais pobre da populacao. Outro aspecto relevante e pouco comentado e o fato de como a especie se prolifera nas areas de solos profundos e, dado ao seu sistema radicular, nao protege o solo das margens, favorecendo a erosao fluvial lateral, como demonstrado na Figura 10. Assim, o processo de invasao da Algaroba no Semiarido pode ser considerado grave, mas nao irreversivel, uma vez que, aspectos como a solucao sua proliferacao, ou seu manejo adequado ainda sao pouco estudados.

Querendo ou nao, a especie ja esta inserida a regiao e, ainda, as praticas da populacao que utilizam suas vagens para alimentacao animal, sua madeira como lenha e para cercas ja fazem parte da realidade local. Com estudos mais aprofundados, talvez seja possivel fazer o manejo adequado da Algaroba para minimizar seus efeitos negativos sob a vegetacao autoctone, sem perder seu potencial produtivo.

CONCLUSOES

Como resultado do uso do solo, consorciado com as condicoes climaticas presentes na area de estudo, pode-se concluir que os recursos vegetais se constituem em um fator condicionante e, ao mesmo tempo, elemento de equilibrio, tanto no que se refere a prevencao de processos erosivos, aumentando ou diminuindo os niveis de protecao, quanto do ponto de vista socioeconomico, pois representa uma saida vital as populacoes em epocas secas, por meio da venda de produtos, tais como: lenha, carvao vegetal, estacas para cerca, etc.

O processo de ocupacao desordenado e as politicas publicas ineficazes tem causado a reducao drastica da vegetacao arboreo-arbustiva, fazendo com que se busquem alternativas economicas como forma de suprir tais necessidades.

A introducao da Algaroba, apontada a priori, como saida para a cronica escassez de biomassa e forragem na Caatinga, em que pese ter atendido em parte tais requisitos, trouxe mais problemas do que solucao, na medida em que faltou conhecimento tecnico que possibilitasse seu manejo adequado. Como resultado dessa omissao, pode-se constatar que grande parte das areas de solos umidos as margens dos rios e acudes encontra-se infestada pela especie, acarretando problemas nao apenas ambiental ao povoar o espaco da mata ciliar nativa, mas tambem socioeconomico, ja que representa um obstaculo a producao agricola e ocupa as poucas areas propicias ao plantio das culturas de subsistencia.

Contudo, de acordo com o que este estudo constatou, existem variadas opinioes a respeito dos beneficios e maleficios relacionadas a populacao de Algaroba nas areas aludidas. Para alguns, a especie e indispensavel como fornecedora de forragem e biomassa e, para outros, a maioria, representa um problema de consideraveis proporcoes, classificada inclusive como praga, devido a dificuldade em extingui-la. No entanto, em um ponto existe consenso: a necessidade premente de se manejar a especie, partindo-se de um conhecimento tecnico aprofundado embasado em pesquisas, com o intuito de que se possa aproveitar seu potencial (que nao e desprezivel) e reduzir sua influencia.

Recebido em 04/04/2012. Aceito em 27/03/2013.

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Ronildo Alcantara Pereira (1)

Clenia Rodrigues Alcantara (2)

Jose Dantas Neto (3)

Erivaldo Moreira Barbosa (4)

(1) Geografo, Doutor pelo Programa de Pos-graduacao em Recursos Naturais da Universidade Federal de Campina Grande--UFCG. Rua Aprigio Veloso, 882, Bodocongo, Bloco CL, CEP 58109-080. Campina Grande--PB, Brasil (ron_alcan@yahoo.com.br).

(2) Meteorologista, Doutora em Meteorologia pela Universidade de Sao Paulo--USP e Professora do Departamento de Ciencias Atmosfericas--Universidade Federal de Campina Grande. Campina Grande--PB, Brasil (clenia@gmail.com).

(3) Agronomo, Doutor em Agronomia e professor do Programa de Pos-graduacao em Recursos Naturais--Universidade Federal de Campina Grande. Campina Grande--PB, Brasil (zedantas552gmail.com).

(4) Bacharel em Direito, Doutor em Recursos Naturais e professor do Programa de Pos-graduacao em Recursos Naturais--Universidade Federal de Campina Grande. Campina Grande--PB, Brasil (erifat@terra.com.br).
Tabela 1. Medias e desvios-padrao de precipitacao nos 48 anos de
estudo e precipitacao acumulada em 1987, 1996 e 2007 para
Cabaceiras, Gurjao e Serra Branca.

Precipitacao (mm)   Cabaceiras   Gurjao   Serra Branca

Media                 418,6      434,8        496,5
Desvio-padrao         176,2      206,4        257,2
1987                  223,6      242,0        290,0
1996                  396,1      307,0        520,3
2007                  288,1      298,1        320,9

Tabela 2. Parametros utilizados para a classificacao de padroes
das imagens TM/LANDSAT e CCD/CBERS.

NDVI              Ganho = 200       Offset = 100

Segmentacao     Similaridade 15    Area pixel 20

Classificacao   Classificador:       Limiar de
                 Bhattacharrya    aceitacao = 99.9

Tabela 3. Areas correspondentes as classes de vegetacao ([Km.sup.2])
para os anos de 1987, 1996 e 2007. Entre parenteses encontram-se
as porcentagens relativas a area total do municipio.

Classes               1987            1996            2007

Vegetacao densa    60,3 (8,6%)     42,5 (6,1%)    64,0 (9,1%)
Vegetacao         235,0 (33,5%)   181,0 (25,8%)      215,0
semidensa                                           (30,7%)
Vegetacao rala    215,0 (30,7%)   293,5 (41,9%)   210,0 (30%)
Solo exposto      120,0 (17,1%)   132,5 (18,9%)      122,0
                                                    (17,4%)
Agua               1,5 (0,2%)      1,5 (0,2%)      3,2 (0,5%)
Algaroba           52,5 (7,5%)     48,5 (6,9%)    85,0 (12,1%)
Area nao           16,3 (2,3%)     1,1 (0,2%)      1,4 (0,2%)
classificada
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Author:Pereira, Ronildo Alcantara; Alcantara, Clenia Rodrigues; Neto, Jose Dantas; Barbosa, Erivaldo Moreir
Publication:Ra'e Ga
Date:Jun 1, 2013
Words:6207
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