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Analysis of anthropometric and food consumption of type 2 diabetic women treated at an University of Santa Catarina at the nutrition clinic/Analise do consumo alimentar e antropometrico de mulheres com diabetes mellitus tipo 2 atendidas no ambulatorio de nutricao de uma Universidade de Santa Catarina.

INTRODUCAO

O diabetes mellitus (DM) e uma doenca cronica metabolica, de etiologia multipla, relacionada a fatores geneticos e ambientais, que ocorre por defeitos na acao e/ou secrecao de insulina (Dode, Assuncao, Valle, 2007; Batista e Colaboradores, 2005; Geraldo e Colaboradores, 2008; Silva e Colaboradores, 2009; Reis e Velho, 2002).

Caracteriza-se por hiperglicemia cronica com disturbios do metabolismo dos carboidratos, lipidios e proteinas (Fowler, 2008; Sociedade Brasileira de Diabetes, 2003).

O DM pode ser classificado como DM tipo um (DM1) e DM tipo dois (DM2). O DM1 e caracterizado pela desordem heterogenea com ampla expressao clinica, variando desde inicio abrupto, com cetoacidose metabolica, ate deficiencia insulinica lentamente progressiva.

Grande parte dos pacientes portadores de DM1 e diagnosticada na infancia e inicio da puberdade (Silva e Colaboradores, 2003).

O DM2 se caracteriza por ser uma sindrome heterogenea que resulta de defeitos da secrecao e da acao da insulina, na qual o estilo de vida sedentario e a alimentacao desbalanceada, associados ao excesso de peso, sao indispensaveis para o seu desenvolvimento (Batista e Colaboradores, 2005; Fowler, 2008; Silva e Colaboradores, 2003).

Nas ultimas tres decadas foram observadas seu diagnostico nao somente na populacao adulta, mas tambem em criancas e adolescentes (Santos e Colaboradores, 2006).

O DM2 associado a intolerancia a glicose tem se tornado um dos disturbios mais comuns na clinica medica e estao frequentemente associados a sindrome metabolica, que se caracteriza por resistencia a insulina, obesidade androide ou central, gordura visceral, dislipidemia e hipertensao arterial (Fowler, 2008; Araujo, Britto, Cruz, 2000).

A sindrome metabolica e responsavel pela maior morbidade e mortalidade por doencas cardiovasculares tanto em obesos quanto em diabeticos tipo dois (Geraldo e Colaboradores, 2008; Santos e Colaboradores, 2006; Araujo, Britto, Cruz, 2000).

As consequencias do DM, a longo prazo, estao associadas ao surgimento de complicacoes cronicas microvasculares, nefropatia e retinopatia, e macrovasculares, doenca arterial coronariana, acidente vascular cerebral e doenca macrovascular periferica, alem de neuropatia diabetica (Batista e Colaboradores, 2005; Fowler, 2008; Sociedade Brasileira de Diabetes, 2003).

Frequentemente, o DM, esta acompanhado de dislipidemia, hipertensao arterial e disfuncao endotelial (Sociedade Brasileira de Diabetes, 2003; Mclellan e Colaboradores, 2007).

O DM constitui um grave problema de saude publica, devido sua alta frequencia na populacao, suas complicacoes, mortalidade, altos custos, financeiros e sociais, envolvidos no tratamento, e dano significativo da qualidade de vida (Peres, Franco, Santos, 2006).

So nos Estados Unidos os custos diretos e indiretos com a doenca no ano de 2002 foram estimados em 132 bilhoes de dolares (Lyra e Colaboradores, 2006).

Nos paises em desenvolvimento ha uma tendencia de aumento exponencial do DM2 em todas as faixas etarias, especialmente nas mais jovens, cujo impacto negativo sobre a qualidade de vida e a carga da doenca aos sistemas de saude e imensuravel, adquirindo caracteristicas epidemicas (Batista e Colaboradores, 2005; Sartorelli, Cardoso, 2006; Torre e Colaboradores, 2009; Sartorelli, Franco, 2003).

Este aumento se deve as mudancas associadas a maior urbanizacao, crescimento e envelhecimento da populacao, e tambem devido ao aumento da prevalencia de obesidade e inatividade fisica (Sartorelli, Franco, 2003; Pereira, Francischi, Lancha, 2003; Ferreira, Ferreira, 2009).

Em 1995, o DM atingiu aproximadamente 4% da populacao adulta mundial e em 2025 alcancara o montante de 5,4%, visto que nos paises em desenvolvimento sera observado em todas as faixas etarias, com predominancia para grupos etarios mais jovens, em comparacao aos paises desenvolvidos.

Nestes ultimos, o aumento ocorrera principalmente na faixa etaria de 45 a 64 anos (Ferreira, Ferreira, 2009).

Medidas de prevencao reduzem significativamente a morbidade e mortalidade por DM (Ferreira, Ferreira, 2009).

O tratamento tradicional do DM2 objetiva manter o controle glicemico adequado, seja com dieta hipocalorica, aumento da pratica de exercicios fisicos ou uso de medicacoes (Santos e Colaboradores, 2006; Araujo, Britto, Cruz, 2000; Sartorelli, Cardoso, 2006; Torre e Colaboradores, 2009; Assuncao, Santos, Valle, 2005; Miyar, 2003).

Cumprir uma dieta balanceada e um dos componentes fundamentais no tratamento (Peres, Franco, Santos, 2006).

A terapia dietoterapica indicada para pacientes diabeticos deve ser feita individualmente, baseado em refeicoes ricas em fibras, com baixos teores de gordura saturada, sal e acucares simples (Geraldo e Colaboradores, 2008; Sartorelli, Cardoso, 2006).

Os objetivos da terapia nutricional sao, principalmente, atingir e manter niveis normais de glicemia, perfil lipidico e pressao arterial; prevenir e tratar as complicacoes cronicas; promover alimentacao saudavel atraves da selecao correta de alimentos; atender as necessidades nutricionais individuais; reduzir a resistencia a insulina por meio da perda moderada de peso e prevencao do ganho excessivo do mesmo (Batista e Colaboradores, 2006).

Uma alimentacao adequada favorece o controle metabolico e pode contribuir para a normalizacao da glicemia, diminuicao dos fatores de risco cardio-vascular, obtencao e/ou manutencao do peso corporeo saudavel e prevencao de complicacoes agudas e cronicas como as neuropatias (Sociedade Brasileira de Diabetes, 2003).

Em relacao aos macronutrientes, quanto ao teor de carboidratos da dieta, recomenda-se de 50 a 60% do total de calorias.

Deve ser incentivado o consumo de alimentos ricos em fibras, 20 a 35g por dia, pois as mesmas retardam o esvaziamento gastrico, diminuem a absorcao intestinal de glicose e os niveis de LDL - colesterol e facilitam o transito intestinal.

As proteinas devem ficar entre 10 e 20% do total das calorias, uma vez que a dieta rica em proteinas e a hiperglicemia podem aumentar a taxa de filtracao glomerular. Para pacientes nefropatas, recomenda-se 0,6 a 0,8 g/kg de peso de proteina ou menos.

O teor de gorduras deve ser menor do que 30% do total de calorias da dieta, evitando-se as gorduras saturadas, de procedencia animal, alem das excecoes vegetais, a do coco e a do dende (Araujo, Britto, Cruz, 2000).

As medidas antropometricas e bioquimicas sao de suma importancia para avaliacao do estado nutricional e evolucao dos individuos diabeticos, ja que auxiliam a monitorar as possiveis mudancas apresentadas e a tracar o tipo de tratamento dietetico mais adequado.

Dessa forma, ambas as medidas refletem a eficacia do tratamento e a adesao do paciente ao mesmo (Geraldo. e Colaboradores, 2008; Castro, Matos, Gomes,

2006).

Na pratica clinica diaria, a realizacao do calculo do indice de massa corporal (IMC) e a circunferencia da cintura (CC), como indicador para avaliacao gordura visceral, sao simples e confiaveis (Geraldo e Colaboradores, 2008).

O presente estudo objetiva verificar os dados antropometricos atraves do IMC e CC, assim como o consumo de macronutrientes (carboidrato, proteina e lipidio), fibras (soluvel e insoluvel) e micronutrientes (ferro, calcio, zinco e acido ascorbico) de mulheres com DM2, na faixa etaria entre 20 e 60 anos, atendidas em um ambulatorio de nutricao em Santa Catarina.

CASUISTICA E METODOS

A pesquisa caracteriza-se como uma pesquisa descritiva, pois, analisa, observa, registra e correlaciona aspectos que envolvem fatos ou fenomenos sem manipula-los (Liberali, 2008).

A populacao deste estudo corresponde a 18 mulheres com DM2, atendidos em um ambulatorio de nutricao no Estado de Santa Catarina, onde as atividades de assistencia ao diabetico consistem em consultas individuais de nutricao.

Os criterios de inclusao para o estudo foram: apresentar diagnostico medico de DM2 definidos pela Sociedade Brasileira de Diabetes e idade entre 20 e 60 anos. Foram excluidos os pacientes com DM1, pacientes insulinodependentes, gestantes e acamados. Em relacao aos aspectos eticos, o estudo nao apresenta informacoes que identifique o paciente e que lhe cause danos e/ou constrangimentos. Dessa forma, os principios eticos contidos na Declaracao de Helsinki e na Resolucao n[degrees] 196 de 10 de Outubro de 1996 do Conselho Nacional de Saude foram respeitados em todo o processo de realizacao desta pesquisa (Brasil, 1996).

A instituicao pesquisada e um ambulatorio de nutricao com atendimento clinico e domiciliar, com equipe formada por nutricionista e estagiarios de nutricao. A direcao da instituicao autorizou a pesquisa com a assinatura de uma "Declaracao de ciencia e concordancia da instituicao envolvida".

Os dados foram coletados atraves do prontuario "Ficha de avaliacao nutricional", onde sao registradas informacoes pessoais, avaliacao antropometrica e inquerito alimentar. O levantamento de dados foi realizado no mes de marco de 2010.

Para a realizacao da avaliacao antropometrica os pacientes foram pesados e medidos utilizando-se balanca eletronica digital da marca Filizola, com capacidade de 150 kg e precisao de 50g.

Os participantes posicionam-se de frente para a balanca, usando o minimo de roupa possivel e sem sapatos. A altura e determinada utilizando-se um antropometro vertical milimetrado, com extensao de 2m e escala de 0,5cm.

Os pacientes sao posicionados no centro do equipamento, com a cabeca livre de aderecos, descalcos, de pe, em posicao ereta, olhando para um ponto fixo na altura dos olhos de modo a manter o "plano de Frankfurt", com os calcanhares, ombros e nadegas em contato com o antropometro. Os pes unidos formam um angulo reto com as pernas (Ministerio da Saude, 2004; Petroski, 2003).

O estado nutricional foi avaliado por meio do calculo do IMC, considerando-se a razao peso atual (kg) e o quadrado da altura (m), sendo avaliado segundo a classificacao recomendada pela World Health Organization (WHO), onde os individuos foram classificados como baixo peso (IMC<18,5kg/[m.sup.2]), peso normal (18,5-24,9kg/[m.sup.2]), sobrepeso ou preobeso (25-29,9kg/[m.sup.2]), alem de niveis de obesidade: classe um (30-34,9kg/[m.sup.2]), classe dois (35-39,9kg/[m.sup.2]) e classe tres (> 40kg/[m.sup.2]) (WHO, 2000).

Para classificar o risco de desenvolvimento de doencas cardiovasculares apresentado pelos individuos diabeticos, foi avaliada a medida da CC.

Essa medida e aferida utilizando uma fita metrica inextensiva e inelastica, a 2,5cm da cicatriz umbilical abaixo da costela, na linha media axilar, com o individuo em posicao vertical.

Considerou-se circunferencia de risco moderado e alto risco para doenca cardiovascular uma medida maior ou igual a 80 cm e maior que 88cm respectivamente (WHO, 2000; Sampaio, Figueiredo, 2005; Rezende e Colaboradores, 2010).

Os dados analisados no presente estudo foram atraves da estatistica descritiva (media e desvio padrao), obtidos a partir dos prontuarios de mulheres com DM2.

As analises do consumo alimentar foram obtidas atraves do programa dietpro 5i. Para analise das variaveis categoricas utilizouse o teste x2 = qui-quadrado de aderencia.

O teste de correlacao linear de Spearman para verificar a associacao entre as variaveis. O nivel de significancia adotado foi p <0,05.

RESULTADOS

Foram avaliadas 18 mulheres com DM2, atendidas em um ambulatorio de nutricao em Santa Catarina. A faixa etaria da amostra variou entre 21 a 59 anos, apresentando media de idade de 43,9 [+ or -] 15,3 anos.

Na analise do perfil antropometrico, observaram-se mulheres com alto risco para doenca cardiovascular e classificacao de obesidade classe II no IMC, como observado na Tabela 1.

Quanto a classificacao do estado nutricional, segundo dados antropometricos, o IMC demonstrou um grupo bem homogeneo entre suas categorias, nao apresentando diferencas estatisticamente significativas (x2=3,76 e p=0,28), sendo que a maior classificacao foi de obesidade classe I, ja a CC (x2=38,6 e p=0,00) mostrou diferencas estatisticamente significativas no cruzamento entre suas categorias de classificacao, apresentando maior porcentagem para alto risco (77,9%) como demonstrado na Tabela 2.

Observa-se na tabela 3, que a media de consumo de energia, proteina, carboidratos, lipideos, calcio e fibras encontram-se abaixo do recomendado. Ja o consumo de acido graxo (AG) monoinsaturados, AG poliinsaturados, AG saturados, zinco, vitamina C e ferro encontram-se acima do recomendado e apenas o consumo medio de colesterol esta de acordo com o recomendado.

O teste de correlacao linear de Spearman analisa o grau de associacao entre variaveis, para verificar se uma variavel e afetada por outra.

A tabela 4 analisou se o consumo de energia esta associado a idade, variacao da CC e do IMC, o teste de correlacao nao demonstrou associacoes estatisticamente significativa entre as variaveis. Demonstrando que estas variaveis nao estao associadas.

DISCUSSAO

A prevalencia do DM vem crescendo mundialmente, configurando-se atualmente como uma epidemia resultante, em sua maioria, do envelhecimento da populacao. Entretanto, a alimentacao inadequada, o sedentarismo e o aumento da obesidade tambem sao responsaveis pela expansao global da doenca (Rosa e Schmidt 2008).

A idade media dos pacientes estudados foi de 43,9 (21-59) anos, sendo toda a amostra do sexo feminino.

Esta mediana assemelhou-se a idade media encontrada em um estudo realizado em Belo Horizonte, Minas Gerais no ano de 2005, onde se avaliou a intervencao multiprofissional no controle glicemico, perfil lipidico e estado nutricional de 190 diabeticos tipo 2 (Batista e Colaboradores, 2005).

No entanto, essa idade mediana foi um pouco inferior a de 54,6 + 10,1 anos, averiguada no estudo de intervencao educativa, com 446 portadores de DM2, realizado em 10 paises da America Latina por Gagliardino, Etchegoyen (2001).

Lima-Costa e Colaboradores, (2007) avaliaram a validade de diabetes auto-referido e seus determinantes em 1.492 individuos, na cidade de Bambui, Mina gerais, 1997, e observaram a predominancia do sexo feminino em que demonstra uma maior prevalencia de DM em mulheres, em numero quatro vezes maior que o de homens.

Assuncao, Santos e Gigante, (2001) em estudo com 378 pacientes diabeticos atendidos em nivel primario, em Pelotas, Rio Grande do Sul, tambem encontraram maior prevalencia entre as mulheres, respectivamente 70,6% (2,4 vezes maior que os homens).

Demais estudos, em varias regioes brasileiras, como no estado de Sao Paulo, Franco e Colaboradores, (1998) analisaram o diabetes como causa basica ou associada de morte, encontraram a predominancia de 69,7% da causa basica de morte em mulheres acima de 40 anos e 203,7% como causa basica associada e em homens com a mesma faixa etaria os resultados sao 54,6% e 181,1% respectivamente.

Goldenberg, Schenkman e Franco, (2003) avaliaram a prevalencia de DM, a diferenca de generos e igualdade entre os sexos em 2.007 individuos e encontraram maior presenca da doenca em mulheres, 56,9%.

O sobrepeso e a obesidade tem sido apontados como fatores que favorecem o desenvolvimento do DM2 (Pereira, Francischi, Lancha, 2003; Gomes, Siqueira, Sichieri, 2001).

A obesidade esta emergindo rapidamente como epidemia global, provocando grande impacto na saude publica por estar associada com varias comorbidades endocrinas e metabolicas, incluindo a DM2 (WHO, 2000).

E considerada fator de risco independente de aumento da mortalidade (Douketis e Colaboradores, 1999).

O risco relativo de desenvolver DM2 aumenta exponencialmente com o aumento do IMC, o que pode ser evidenciado nos ultimos 20 anos por um aumento paralelo da prevalencia de obesidade e incidencia de DM2 em criancas (Batista e Colaboradores, 2005; Wajchenberg, 1998; Rosenbloom e Colaboradores, 1999; Fagot-Campagna, 2000).

Em relacao ao estado nutricional, verificou-se que 100% dos participantes do presente estudo encontravam-se acima do peso.

Segundo analise do IMC todos estavam acima do ideal, ou seja, acima do intervalo de 18,5-24,9 kg/[m.sup.2]; com prevalencia de 33,4% de obesidade classe 1, 30-34,9 kg/[m.sup.2]; e 22,2% de pre-obesas, obesidade classe 2 e 3 (Petroski, 2003).

O aumento da incidencia da obesidade esta ocorrendo em ambos os sexos e independente da classe social e nivel cultural (Pedrosa e Colaboradores, 2009).

Porem, com maior prevalencia no sexo feminino como foi descrito por Rangel e Colaboradores, (2007) e Lehmann e Colaboradores, (2006) em estudo com 76,6% de mulheres na amostra estudada.

Em relacao a faixa etaria, Quadros e Colaboradores, (2007) relataram media de 40 anos, semelhante a descrita por Rangel e Colaboradores, (2007) e Pedrosa e Colaboradores, (2009).

A alta prevalencia de obesidade, de acordo com o Centers for Disease Control and Prevention (2002), vem confirmar a presenca desta como um fator de risco para o diabetes.

Os altos valores medios de IMC entre as mulheres estao, de acordo com os resultados de estudos de avaliacao nutricional realizados em diversas regioes do Brasil, demonstrando elevada prevalencia de obesidade entre as mulheres. No Brasil, estudos realizados com a populacao adulta tambem mostraram que a evolucao da obesidade vem ascendendo, demonstrando ser o excesso de peso um problema crescente no mundo (Monteiro, Conde, 1999; Sichieri e Colaboradores, 1994).

O excesso de peso esta diretamente relacionado a fatores de risco para doenca cardiovascular (DCV). A prevalencia de sobrepeso e obesidade em DM parece refletir a tendencia mundial de aumento de peso. Tipicamente, a sindrome metabolica, que se traduz pela coexistencia de hiperinsulinemia, dislipidemia, hipertensao e obesidade, esta associada a DM2 e risco cardiovascular, sendo a obesidade um importante modulador da sindrome metabolica (Castro, Matos, Gomes, 2006; Moraes, 2009).

Em estudo realizado por CabreraPivaral e Colaboradores, (2004) a reducao do IMC correlacionou-se positivamente com a reducao da glicemia em mexicanos portadores de DM2 submetidos a um programa educativo, onde aspectos relacionados a ingestao de uma dieta saudavel foram aplicados.

Em pesquisa comparativa entre pacientes portadores de DM2 que participavam ou nao de grupo educativo, mostrou queda dos niveis de glicemia e melhor conhecimento sobre o diabetes entre os participantes de atividades educativas em saude (Cazarini e Colaboradores, 2002).

Barreto e Figueiredo, (2009) analisaram a associacao entre doencas cronicas nao transmissiveis com comportamento de riscos e encontraram maior frequencia das mesmas em pacientes com IMC superior a 30kg/[m.sup.2], confirmado a associacao entre ganho de peso, obesidade abdominal e o desenvolvimento do diabetes e doencas cardiovasculares.

A relacao entre DM2 e obesidade e atribuida ao aumento da resistencia insulinica em individuos com grandes depositos lipidicos, principalmente na regiao central.

Sabe-se que a CC e o parametro antropometrico mais adequado para avaliar o acumulo de gordura na regiao central (Geraldo e Colaboradores, 2008; Pereira, Francischi, Lancha Junior, 2003; Gomes, Siqueira, Sichieri, 2001).

Independentemente do grau de obesidade, os adipocitos localizados nas regioes femurais e gluteas exibem resposta lipolitica mais branda do que os adipocitos viscerais localizados na regiao abdominal (Mlinar e Colaboradores, 2007).

Um dos provaveis mecanismos propostos para elucidar a relacao entre adiposidade visceral e resistencia a insulina considera a grande sensibilidade a estimulacao dos receptores b-adrenergicos em comparacao com os receptores aadrenergicos localizados no tecido adiposo visceral (Vasques e Colaboradores, 2007).

Por esse mecanismo, ocorreria maior liberacao de acidos graxos nao esterificados na corrente sanguinea a partir dos adipocitos viscerais, maior captacao de acidos graxos pelo figado, aumento na producao de VLDL (lipoproteina de densidade muito baixa), substrato para a gliconeogenese e, como resultado final, um estado de hipertrigliceridemia e hiperglicemia (Vasques e Colaboradores, 2007).

Quanto a classificacao da CC, no presente estudo, 77,9% estao em alto risco para o desenvolvimento de doencas cardiacas.

Resultados semelhantes foram encontrados por Picon e Colaboradores, (2007) em estudo relacionando a antropometria e risco cardiovascular e portadores de DM2, bem como por Olinto e Colaboradores, (2006) que avaliou os niveis de intervencao para obesidade abdominal, prevalencia e fatores associados.

Quanto ao consumo alimentar, observa-se na tabela 3 que o valor energetico total apresentou-se abaixo das recomendacoes, apesar do elevado porcentual de obesidade, sendo explicado por um possivel sub-relato dos pacientes em relacao a anamnese alimentar.

Segundo Scagliusi e Lancha Junior (2003) o sub-relato e um elemento bastante complexo, envolvendo fatores morais, emocionais, sociais, fisicos e cognitivos, que comprometem de forma significativa as deducoes feitas a partir de estudos de avaliacao de consumo alimentar.

Os mesmos autores referem que este sub-relato pode ser feito de forma consciente onde o paciente relata porcoes menores do que as de fato consumidas por constrangimento, ou de forma inconsciente devido a dificuldade em quantificar as porcoes, possivelmente pelo baixo nivel educacional.

Batista e Colaboradores (2006) tambem perceberam uma subestimacao no auto-relato da ingestao energetica em seu estudo, sendo esse sub-relato, um aspecto importante no atendimento nutricional de rotina, pois dificulta uma correta avaliacao do individuo bem como a ingestao energetica com o peso e o controle metabolico.

Barbosa e Monteiro (2006) confirmam que a subestimacao da ingestao energetica relatada pelos individuos e uma das maiores dificuldades relacionadas a estimativa do consumo alimentar.

Os referidos autores relatam que esta subestimacao e um dos motivos pelo alto percentual de inadequacao com relacao ao consumo de energia em seu estudo, igualmente encontrado no estudo atual.

A dieta, de acordo com a Canadian Diabetes Association (2008), e reconhecidamente uma medida essencial para o controle, tratamento e prevencao das complicacoes agudas e cronicas do diabetes.

Segundo a American Diabetes Association (2005) a obtencao de nutrientes adequados a partir de uma alimentacao variada, moderada e equilibrada, baseada na piramide alimentar e a melhor estrategia nutricional para a promocao da saude e reducao do risco de doencas cronicas.

Araujo, Britto e Cruz (2000) descrevem que a alimentacao de um individuo diabetico deve ser individualizada, de acordo com as suas necessidades caloricas diarias, atividade fisica e os habitos alimentares dos mesmos, porem, a realizacao de uma dieta hipocalorica melhora a sensibilidade a insulina e reduz a hiperglicemia.

Alem do consumo de energia, o presente estudo observou inadequacao no consumo de proteinas, carboidratos, lipideos, colesterol e fibras alimentares.

Estes dados foram similares a um estudo realizado com 156 pacientes detectados com hiperglicemia em 2004 no municipio de Vicosa/MG, no qual os autores encontraram maiores percentuais de inadequacao para energia, assim como calcio, fibras e percentual, em relacao ao VET (valor energetico total) consumido de carboidratos, gorduras monoinsaturadas e proteinas. Para lipidios totais, saturados e poliinsaturados, a maior parte dos avaliados apresentou ingestao adequada, assim como para colesterol e vitamina C, diferentemente do encontrado no presente estudo (Batista e Colaboradores, 2006).

Queiroz, Silva e Alfenas (2010) avaliaram 156 criancas e adolescentes, entre 7 e 19 anos com o objetivo de identificar fatores nutricionais que influenciaram o controle glicemico dessa populacao, onde encontraram o percentual de proteinas dentro do recomendado, porem, individuos com bom controle glicemico apresentaram maior ingestao desse nutriente em relacao aos de controle ruim.

O consumo de dietas com alto teor de proteinas pode atenuar a resposta glicemica visto que aumenta a secrecao de insulina. Este resultado difere do presente estudo, onde o consumo de proteinas encontra-se abaixo do recomendado.

O consumo de fibras no presente estudo encontrou-se abaixo do recomendado (25g), diferentemente do encontrado em um estudo realizado com criancas e adolescentes entre 7 a 19 anos atendidos na Divisao de Endocrinologia Pediatrica do Hospital das Clinicas da Universidade Federal de Minas Gerais, onde os pesquisadores concluiram que a dieta dos participantes do estudo continha em media 30,0 [+ or -] 7,3g de fibras (Queiroz, Silva, Alfenas, 2010).

A American Diabetes Association (2005) indica uma dieta rica em fibras para os pacientes diabeticos, ja que a fibra soluvel favorece o controle de dislipidemias e da glicemia, pois reduz a absorcao de colesterol e carboidratos.

Alem disso, dietas moderadas em carboidratos e proteinas bem como baixo teor lipidico sao indicadas para individuos portadores de diabetes.

Petribu, Cabral e Arruda (2009) avaliando o estudo nutricional e consumo alimentar para risco cardiovascular com 250 estudantes universitarios encontraram uma alta frequencia de inadequacao de energia, igualmente encontrado no presente estudo.

Em contradicao, os autores encontraram um baixo percentual de inadequacao de proteinas e carboidratos, diferentemente do encontrado no presente trabalho.

CONCLUSAO

No presente estudo constata-se que os fatores de risco para o desenvolvimento do DM vem crescendo, principalmente entre o publico feminino.

Hoje ja se constata casos de incidencia em criancas, o que demonstra a necessidade de reforcar medidas educativas e condutas preventivas o mais precocemente possivel.

E visando proporcionar qualidade de vida atraves da prevencao, deve-se buscar combater a alimentacao inadequada e o sedentarismo, consequentemente, o aumento da obesidade, precursor de muitas doencas nao transmissiveis.

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Recebido para publicacao em 17/10/2010

Aceito em 20/11/2010

Talita Medeiros Colaco [1], Amalia Aparecida Dozol Presotto [1], Isabelle Bernardelli Nunes [1], Rafaela Liberali [2], Vanessa Coutinho [3]

[1-] Nutricionista e especialista em Nutricao Clinica--UGF

[2-] Educadora Fisica, Mestre em Engenharia de Producao-UFSC, professora do programa de Pos-Graduacao Lato Sensu em Nutricao Clinica--Fundamentos Metabolicos

[3-] Nutricionista, Doutora em Ciencias dos Alimentos, Coordenadora de curso de Nutricao Clinica da UGF

E-mail: talita.nutricionista@hotmail.com
Tabela 1--Valores descritivos antropometricos das amostradas.

Variaveis        x [+ or -] s       Maximo   Minimo

Peso         90,48 [+ or -] 18,26   132,4      68
Altura        1,58 [+ or -] 5,8      1,68     1,47
IMC          36,06 [+ or -] 6,6      49,8     27,8
CC          103,03 [+ or -] 11,8     129       85

Tabela 2--Valores da classificacao do estado nutricional, segundo
dados antropometricos--Teste do qui-quadrado de aderencia.

                       N      %        p
IMC
Pre-obeso              04   22,2%    0,28
Obesidade classe I     06   33,4%
Obesidade classe II    04   22,2%
Obesidade classe III   04   22,2%
CC
Normal **              01   5,5%    0,00 **
Risco moderado **      03   16,6%
Alto risco **          14   77,9%

X2= P<0,05 (** resultados estatisticamente significativos).

Tabela 3--Valores descritivos do consumo de energia, macronutrientes
e demais nutrientes da amostra.

                   x [+ or -] s         Maximo    Minimo

Energia       1.783,02 [+ or -] 596,7   3.371,8    813,8
Proteina         83,58 [+ or -] 30,02    129,81    21,42
Carboidrato     237,20 [+ or -] 83,1     465,58   120,25
Lipideo           56,7 [+ or -] 22,8      115,4     18,1
Calcio           819,6 [+ or -] 434,3    1894,5    309,3
Ag mono          203,1 [+ or -] 694,3    2966,6     5,21
Ag poli          232,5 [+ or -] 805,4    3437,5      4,0
Ag sat           123,9 [+ or -] 391,3    1682,7     7,44
Colesterol       196,3 [+ or -] 131,6     624,7       28
Fibras           19,14 [+ or -] 7,8        34,2      4,7
Zinco              9,4 [+ or -] 4,29       18,8     2,25
Vitamina C       119,3 [+ or -] 137,7     614,7      4,8
Ferro             12,3 [+ or -] 4,7       21,28      5,4

                 Recomendacao

Energia          2000 Kcal/dia
Proteina       200-300 Kcal/dia
Carboidrato   1100-1500 Kcal/dia
Lipideo        300-600 Kcal/dia
Calcio         1000-1500 mg/dia
Ag mono         60-120 Kcal/dia
Ag poli         30-60 Kcal/dia
Ag sat          21-42 Kcal/dia
Colesterol        < 300mg/dia
Fibras             25 g/dia
Zinco             6,8 mg/dia
Vitamina C         60 mg/dia
Ferro            5-8,1 mg/dia

(Santos e Colaboradores, 2006; Mello, Laaksonen, 2009; Philipi, 2008;
Cervato e Colaboradores, 1997).

Tabela 4--Teste de correlacao Linear de Spearman.

                                   R       p

Consumo de energia (Kcal) x idade  -0,08   0,74
Consumo de energia (Kcal) x CC     0,38    0,12
Consumo de energia (Kcal) x IMC    -0,21   0,40

P < 0,05.
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Author:Colaco, Talita Medeiros; Presotto, Amalia Aparecida Dozol; Nunes, Isabelle Bernardelli; Liberali, Ra
Publication:Revista Brasileira de Obesidade, Nutricao e Emagrecimento
Date:May 1, 2010
Words:6113
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