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Allelopathic and antioxidant activity and total phenolic contents of Hydrocotyle bonariensis Lam. (Araliaceae)/Atividade alelopatica, antioxidante e teor de fenois totais de Hydrocotyle bonariensis Lam. (Araliaceae).

Introducao

Araliaceae distribui-se em todo o territorio brasileiro, com 40 generos e 1.500 especies. O genero Hydrocotyle e representado por 16 especies, sendo a maioria dos representantes aquaticas ou de lugares umidos (FIAS CHI; PIRANI, 2005). Hydrocotyle bonarienis Lam., e conhecida popularmente como erva-de-capitao ou acaricoba. A planta e nativa nas Americas, ocorrendo dos Estados Unidos ate a Argentina e Chile, sendo mencionada como infestante em arroz no Peru. No Brasil, tem vasta distribuicao, especialmente na regiao costeira, sendo uma planta infestante com facilidade de adaptacao a climas variados, espalhando-se rapidamente por varias regioes do planeta, podendo ocorrer desde solos secos ate na areia das restingas e praias da Costa Atlantica, onde e particularmente mais frequente (KISSMANN, 1997). Suas raizes sao diureticas, usadas em obstrucao hepatica, como aperiente, amargas e tonicas e em altas doses sao emeticas e as folhas so devem ser usadas externamente para tirar manchas da pele. A planta toda tambem e utilizada no combate as afeccoes do baco, figado, intestino, diarreia, reumatismo e sifilis (LORENZI, 2000).

Os produtos naturais obtidos de materia-prima vegetal oferecem larga variedade de moleculas com grande diversidade nas suas estruturas e atividade biologica. Esta atividade pode-se manifestar por meio das suas propriedades herbicidas, inseticidas, fungicidas e/ou farmacologicas (SIMOES et al., 2000).

As plantas possuem o seu proprio mecanismo de defesa, e as substancias quimicas oriundas do metabolismo secundario, algumas vezes, podem ser considerados "herbicidas naturais". Os aleloquimicos isolados de plantas ou microrganismos sao fonte potencial para modelos de novos tipos estruturais de herbicidas, mais especificos e menos prejudiciais ao meio ambiente (BHOWMIK; INDERJIT, 2003; DUKE et al., 2002). Dessa forma, a alelopatia pode ajudar, fornecendo novos conceitos de controle integrado de plantas daninhas, variedades de culturas e novas geracoes de fitotoxinas (VYVYAN, 2002).

O presente trabalho foi realizado com o objetivo de avaliar o potencial biologico do extrato e fracoes da parte aerea e subterranea de H. bonariensis por meio de ensaios de atividade alelopatica, antioxidante e quantificar o teor de fenois totais dos extratos e fracoes.

Material e metodos

Material vegetal--Hydrocotyle bonariensis foi coletada em dezembro de 2006, no Horto de Plantas Medicinais da Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD), em Dourados, Estado de Mato Grosso do Sul (MS), Brasil. Uma exsicata da especie foi incorporada aos acervos dos Herbarios DDMS da UFGD em Dourados (MS) e no Herbario CGMS da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), em Campo Grande sob os numeros: 2190 e 23467, respectivamente. Apos a coleta, as partes aereas e subterraneas foram separadas e acondicionadas em saco plastico em freezer (-7[degrees]C), ate sua utilizacao.

Obtencao dos extratos etanolicos bruto (EEB) e fracoes semipurificadas (FS)--as partes aereas (folhas e ramos) e subterraneas (caule subterraneo e raizes) de H. bonariensis foram submetidas a extracao por meio de maceracao com etanol comercial (m [v.sup.-1], 1:2), a temperatura ambiente. Apos sete dias, foi realizada a filtragem, sendo posteriormente o solvente evaporado ([+ or -]40[degrees]C) sob vacuo em evaporador rotativo, obtendo-se o EEB da parte aerea (PA) e subterranea (PS) de H. bonariensis.

Para a obtencao das FS, o EEB da PA e PS foram fracionados pela particao liquido-liquido com solventes de polaridade crescente, hexano e acetato de etila, obtendo-se as fracoes: hexanica (FH), acetato de etila (FAE) e etanol-agua (FEA). Para a obtencao da fracao alcaloidica (FA), foi realizada uma extracao para alcaloide do EEB da PS. Primeiramente, o EEB foi dissolvido em 20 mL de agua destilada e acidificado com HCl 2,0 N ate pH 1,5 e, apos a acidificacao do extrato realizaram-se varias extracoes com eter etilico. A solucao aquosa remanescente foi alcalinizada com hidroxido de amonio (N[H.sub.4]OH) ate pH 9,0 e, extraida com eter etilico. Apos a eliminacao dos solventes em evaporador rotativo, foi obtida a FA. O teor de agua dos extratos e das fracoes foi determinado a partir de uma aliquota dos mesmos, submetidas a secagem (100[degrees]C), ate que a massa fosse constante.

Bioensaios da atividade alelopatica--os efeitos potencialmente alelopaticos dos extratos e fracoes foram avaliados sobre a germinacao e crescimento de alface (Lactuca sativa L. cv. Grand Rapids), tomate (Lycopersicon esculentum Mill cv. Santa Clara), cebola (Allium cepa L. cv. Baia Periforme) e trigo (Triticum aestivum L. cv. RRS 220), enquanto a FA foi avaliada sobre a germinacao e crescimento de alface e de cebola. Para os bioensaios, solucao-estoque na concentracao de 1.000 mg [L.sup.-1] foi preparada a partir da massa calculada para cada extrato e fracoes, levando-se em consideracao o teor de umidade, as quais foram dissolvidas em DMSO (Dimetilsulfoxido) a 0,1% (DAYAN et al., 2000), sendo as concentracoes de 500 e 250 mg [L.sup.-1] preparadas por diluicao. As solucoes foram tamponadas com solucao de MES (acido 2morfolinoetanosulfonico) 10 mM, e o pH foi ajustado para 6,0 (MACIAS et al., 2000) com solucao de KOH 0,1 N, utilizando-se pHmetro. Como controle procedimento similar foi utilizado, porem com ausencia dos extratos e fracoes.

Para os bioensaios de germinacao, as placas de Petri (9,0 cm de diametro) contendo papel filtro Whatman n. 1,0, previamente autoclavados, receberam 5,0 mL da solucao dos tratamentos (MACIAS et al., 2000), preparadas nas concentracoes de 250, 500 e 1.000 mg [L.sup.-1]. Em seguida, semearam-se sobre cada disco de papel filtro, 50 diasporos da especie-alvo (alface, tomate, cebola, trigo), distribuidos aleatoriamente, com quatro repeticoes para cada solucao (BRASIL, 1992). As sementes de trigo foram tratadas com fungicida Benlate 500 PM (1,0 g [L.sup.-1]) (ARAUJO; ARAUJO, 2006). As placas de Petri foram levadas a uma camara de germinacao (BOD), com condicoes de luz (160 W), umidade relativa ([+ or -]80%) e temperatura constante, adequadas a cada especie-alvo (BRASIL, 1992) (alface, 25[degrees]C com luz interna constante; tomate, 25[degrees]C e fotoperiodo de 12h; cebola, 15[degrees]C e fotoperiodo de 12h; e trigo 15[degrees]C, no escuro; [+ or -]2[degrees]C). A contagem para avaliar a germinacao foi realizada diariamente (para alface a cada 12h) conforme as Regras para Analise de Sementes (BRASIL, 1992), contabilizando-se como plantulas normais todas que possuiam as estruturas essenciais do embriao desenvolvidas e com no minimo 2,0 mm de comprimento de radicula. O experimento foi considerado concluido quando a germinacao foi nula por tres dias consecutivos.

Para os bioensaios de crescimento, primeiramente as sementes foram pre-germinadas em placas de Petri, contendo papel filtro umedecidas com 5,0 mL de agua destilada. Apos a germinacao, foram selecionadas 80 plantulas (quatro repeticoes de 20), para cada tratamento, as quais foram transferidas para placas de Petri contendo as solucoes-tratamento, utilizando-se procedimento similar ao descrito nos bioensaios de germinacao (MACIAS et al., 2000). Apos tres dias da protrusao radicular, mediu-se o alongamento da raiz e do hipocotilo/coleoptilo (10 plantulas por placa) utilizando papel milimetrado. Posteriormente, essas plantulas foram levadas para secar em uma estufa a 60[degrees]C ate peso constante para a obtencao da massa seca.

Para cada extrato e fracoes avaliados o delineamento experimental adotado foi o inteiramente casualizado, envolvendo nove ensaios simples com quatro tratamentos (0, 250, 500 e 1.000 mg L-1), em quatro repeticoes. A unidade experimental constituiu-se de 50 diasporos para germinacao e dez para o crescimento e massa seca. Os dados foram submetidos a analise de variancia e quando se detectou diferenca pelo teste F, as medias foram comparadas pelo teste de Dunnet, a 5% de probabilidade. Quando uma das pressuposicoes exigidas pelo modelo parametrico nao foi atendida, utilizaram-se os testes estatisticos nao-parametricos, Kruskal-Wallis como alternativa para a analise de variancia e Mann-Whitney como alternativa para o teste de Dunnet.

Testes quimicos--analises quimicas preliminares foram realizadas para a deteccao de classes de compostos presentes nos extratos e fracoes. Foram utilizadas placas cromatograficas (cromatofolhas AL TLC 20 x 20 cm, silicagel 60F254 --Merk), para detectar a presenca das principais classes de compostos secundarios no EEB e nas FS. Nestes testes foram utilizados como reagente indicador, uma solucao de cloreto ferrico 1,0%, reativa na presenca de compostos fenolicos.

Determinacao do teor de fenois totais--a determinacao do teor de fenois totais presentes nas amostras foi realizada por meio de espectroscopia na regiao do visivel utilizando o metodo de FolinCiocalteu (LIN; TANG, 2007; MEDA et al., 2005). Os extratos e fracoes (5 mg) foram dissolvidos em 5 mL de metanol. Uma aliquota de 100 gL desta solucao foi transferida para baloes de 5 mL. A esta solucao adicionou-se 1 mL de agua destilada e, posteriormente, 0,2 mL do reagente FolinCiocalteu. Finalizando, adicionou-se 0,6 mL de uma solucao 20% de [Na.sub.2]C[O.sub.3] e completou-se o volume com metanol. Apos 90 min., a absorbancia das amostras foi medida a 760 nm. O teor de fenois totais foi determinado por interpolacao da absorbancia das amostras contra uma curva de calibracao construida com padroes de acido galico (25 a 600 [micro]g [mL.sup.-1]) e expressos como mg de equivalentes de acido galico (EAG) por mg de extrato. Todas as analises foram realizadas em triplicata.

Analise da atividade antioxidante--para a deteccao da atividade antioxidante, 50 [micro]L de solucoes com varias concentracoes dos extratos e fracoes em metanol (1,25; 2,5; 5 e 10 mg [mL.sup.-1]) foram adicionados a 5 mL de uma solucao metanolica de DPPH a 0,004%. Apos um periodo de incubacao de 30 min., a temperatura ambiente, fezse a leitura da absorbancia em espectrofotometro frente a um branco a 517 nm (KATALINIC et al., 2004). A inibicao do radical livre DPPH (em %) foi calculada pela expressao I % = ([A.sub.branco] - [A.sub.amostra] /[A.sub.branc]o) x 100. Todas as analises foram realizadas em triplicata.

Resultado e discussao

A analise dos efeitos alelopaticos dos extratos e fracoes da parte aerea (PA) e subterranea (PS) de H. bonariensis indicou que a intensidade dos efeitos variou em funcao do extrato e fracoes avaliados e da concentracao utilizada como indicadora. Nos resultados de germinacao (Tabelas 1 e 2) verificouse que o extrato etanolico bruto (EEB) e todas as fracoes da PA e PS de H. bonariensis reduziram significativamente o indice de velocidade de germinacao (IVG) e a porcentagem de germinacao (%G) de alface, tomate, cebola e trigo, em todas as concentracoes ensaiadas. Observa-se nesses resultados que o aumento das concentracoes dos extratos e fracoes provocou maior reducao nas caracteristicas avaliadas.

Os maiores efeitos inibitorios foram verificados na fracao acetato de etila (FAE) da PA e PS, sendo observado que a concentracao de 1.000 mg [L.sup.-1] dessas fracoes atrasaram a germinacao de alface, tomate, cebola e trigo em valores superiores a 60% (p < 0,05), em relacao ao controle. Na germinabilidade (%G), tambem foram observados que os maiores efeitos fitotoxicos foram provocados pela FAE da PA e PS (Tabelas 1 e 2), verificando-se inibicoes na germinacao superiores a 40%, em relacao ao controle. A maior concentracao avaliada (1.0 mg [L.sup.-1) da FAE da PA (Tabela 1) inibiu a germinacao de alface em 68% e de trigo em 52% e a FAE da PS (Tabela 2) inibiu em 53% a germinacao de alface e em 60% em trigo. Portanto, as substancias quimicas presentes na FAE tanto da PA como da PS foram as que produziram as maiores inibicoes sobre a germinacao das sementes-alvo.

No crescimento das plantulas de alface e tomate (Figura 1), evidenciaram-se os maiores efeitos inibitorios na FAE tanto da PA como da PS, porem a FAE da PS apresentou maior fitotoxicidade no crescimento das plantulas que a FAE da PA.

No crescimento de alface, verificou-se que a concentracao de 1.000 mg [L.sup.-1] da FAE e da fracao alcoloidica (FA) da PS (Figura 1A, B e C) inibiram o crescimento da raiz em 82 e 71%, do hipocotilo em 54 e 72%, respectivamente, e a FAE da PA reduziu o acumulo de massa seca em 24%, em relacao ao controle. Em tomate, a FAE da PS inibiu o crescimento da raiz em 34%, do hipocotilo em 49% e reduziu o acumulo de massa seca em 48%. Estimulo no crescimento tambem foi observado pela fracao hexanica (FH) e fracao etanol-agua (FEA) da PA em alface e pela menor concentracao do EBB e todas as concentracoes da FEA da PA em tomate que estimularam o crescimento da raiz. O conceito de alelopatia, cunhado por Molisch em 1937 (RICE, 1984), envolve tanto os efeitos deleterios como os estimulatorios. Aparentemente, estes ultimos estao associados a concentracao da substancia, manifestando-se em situacao de baixa concentracao (RICE, 1984). Na maioria das vezes, essas substancias podem afetar a permeabilidade da membrana e, em altas concentracoes, inibir a absorcao de agua e nutrientes, em baixas concentracoes pode facilitar a absorcao desses (EINHELLIG, 2002).

Melos et al. (2007) observaram efeitos semelhantes aos verificados na FAE em estudo, para a FAE de Adianthum tetraphyllum, que inibiu o crescimento do hipocotilo em alface, na concentracao de 1.000 mg [L.sup.-1]. Em trabalho realizado por Alves et al. (2003) foi verificado que alcaloides glicosilados provocaram uma reducao significativa na porcentagem de plantulas normais a partir da menor concentracao testada, e que estes efeitos inibitorios foram revelados pela visivel reducao do comprimento da raiz que foi proporcional ao aumento da concentracao avaliada.

[FIGURE 1 OMITTED]

A exemplo dos resultados obtidos acerca do crescimento de alface e tomate, os efeitos sobre o crescimento de cebola e trigo foram semelhantes (Figura 2). Assim, tambem foi evidenciado que a FAE da PA e PS foram as que provocaram os maiores efeitos inibitorios tanto no crescimento de cebola como em trigo. Sendo a PS a que apresentou os maiores efeitos de fitotoxicidade. Em cebola, verificou-se que a FAE e a FA da PS inibiram o crescimento da raiz em 55 e 57%, do coleoptilo em 68% e reduziram o acumulo de massa seca em 37 e 29%, respectivamente. As plantulas de trigo foram as mais sensiveis, apresentando inibicoes no crescimento superiores a 40% tanto para os extratos e fracoes da PA e da PS. A FAE da PA inibiu o crescimento da raiz em 56%, do coleoptilo em 45% e reduziu a massa seca em 43% e a FAE da PS inibiu o crescimento da raiz em 72%, o coleoptilo em 46% e a massa seca em 9%. Chavasiri et al. (2005), em trabalhos realizados com Hydrocotyle umbellata (Araliaceae), verificaram que a substancia Metil-oleanolato-3-O-(P-D-glucopyranosyl) isoladas dessa planta, inibiu em 100% a germinacao de Mimosa pigra L., e provocou inibicao de 87% no crescimento da raiz e em 80% para o hipocotilo, na maior concentracao ensaiada.

Comparando-se o crescimento da raiz e do hipocotilo/coleoptilo, observa-se que os efeitos fitotoxicos foram mais evidentes no crescimento da raiz do que na parte aerea (hipocotilo/coleoptilo), isso pode ter ocorrido pela absorcao e, consequentemente, a concentracao de fitotoxinas nos tecidos radiculares ser favorecida pelo contato fisico da raiz com o papel filtro, o qual contem os extratos e fracoes. Desta forma, a bioatividade dos extratos esta condicionada a capacidade de absorcao, translocacao e mecanismo de acao das substancias potencialmente alelopaticas (CORREIA et al., 2005).

As alteracoes no padrao de germinacao e crescimento podem resultar de diversos efeitos causados em nivel primario (GUSMAN et al., 2008). Dentre elas, Ferreira e Aquila (2000) destacam alteracoes na permeabilidade de membranas, na transcricao e traducao do DNA, no funcionamento de mensageiros secundarios, na respiracao, pelo sequestro do oxigenio, na conformacao de enzimas e receptores, ou ainda, pela combinacao destes fatores.

[FIGURE 2 OMITTED]

Nos testes quimicos preliminares foi verificada a presenca de compostos fenolicos nos extratos e fracoes, sendo tambem detectada a presenca de alcaloides na FAE da PS. Varios compostos pertencentes as classes dos alcaloides, terpenos, e compostos fenolicos ja foram identificados como aleloquimicos em outras plantas. Esses compostos podem ser responsaveis, de modo isolado ou sinergistico, pela interferencia nos processos fisiologicos durante a fase de crescimento das especies-alvo de dicotiledoneas e monocotiledoneas em estudo (EINHELLIG, 2002).

Os teores de fenois totais contidos no extrato e fracoes foram determinados pelo metodo colorimetrico que utiliza o reagente FolinCiocalteau. Os resultados sao expressos como equivalentes ao acido galico ([micro]g [mg.sup.-1] de extrato). De acordo com os dados apresentados na Tabela 3, a amostra que apresentou maior teor de fenolicos totais foi a FAE da PA e PS, com os valores de 307,12 [+ or -] 1,19 [micro]g [mg.sup.-1] e 501,92 [+ or -] 1,44 [micro]g [mg.sup.-1], respectivamente.

A analise da atividade antioxidante do extrato e fracoes da PA e PS de H. bonariensis foi determinada pelo metodo que emprega o radical livre DPPH. Como apresentado na Figura 3, observa-se que a maior capacidade de sequestrar radicais livres e atribuida a FAE tanto da PA como da PS, e a FEA foi a menos ativa.

[FIGURE 3 OMITTED]

Com esses resultados, verifica-se que a FAE do EEB da PS de H. bonariensis foi a que apresentou os maiores teores de fenois totais e aquela mais ativa frente ao radical DPPH, sendo tambem a fracao que apresentou maior efeito fitotoxico na germinacao e crescimento de alface, tomate, cebola e trigo.

Considerando a atividade antioxidante e o teor de fenois totais, diversos sao os relatos que justificam que a alta atividade biologica esteja relacionada a presenca de compostos fenolicos (BASILE et al., 2005). No caso de H. bonariensis, esta abordagem pode ser aplicada, pois a fracao mais ativa em relacao a atividade antioxidante (FAE) foi tambem a que apresentou maior teor de compostos fenolicos e maior atividade fitotoxica. Classes de compostos fenolicos com propriedades antioxidantes tambem podem apresentar propriedades alelopaticas. Entre as substancias fenolicas descritas por suas acoes alelopaticas podem-se citar os derivados dos acidos cinamico e benzoico, sendo os mais frequentes clorogenico, p-cumarico, ferulico, cafeico, p-hidroxibenzoico, siringico e vanilico. Representantes pertencentes a classes como cumarinas, quinonas, flavonoides e taninos tambem sao conhecidos como inibidores da germinacao de sementes e do crescimento de plantas (EINHELLIG, 2002; MALHEIROS; PERES, 2001).

A literatura relata o isolamento de alguns compostos em especies do genero Hydrocotyle distribuidas em regioes tropicais e subtropicais de varias partes do mundo. Estudos quimicos evidenciaram a ocorrencia de substancias de varias classes de compostos, sendo os terpenos, e saponinas os constituintes mais frequentes na maioria das especies relatadas na literatura (JANARDHANAN; THOPPIL, 2002). Nenhum estudo foi verificado na literatura referente aos constituintes quimicos de H. bonariensis.

Conclusao

A investigacao do potencial alelopatico da parte aerea e subterranea de H. bonariensis em laboratorio evidencia que essa especie apresenta compostos quimicos com atividade fitotoxica na germinacao e crescimento das especies-alvo avaliadas.

A fracao acetato de etila e a fracao alcaloidica da parte subterranea apresentaram a maior fitotoxicidade na germinacao e no crescimento da raiz e hipocotilo/coleoptilo nas especies-alvo avaliadas. A fracao acetato de etila da parte subterranea apresentou maior atividade fitotoxica, antioxidante e maior teor de fenois totais. Porem, sao necessarios estudos posteriores para isolamento e identificacao do(s) composto(s) quimico(s) com atividade fitotoxica presente nessa fracao. Assim, essas informacoes poderao ser uteis para futuras pesquisas para o desenvolvimento de novos e bioativos compostos quimicos de produtos naturais.

DOI: 10.4025/actascitechnol.v32i4.8297

Agradecimentos

Ao Prof. Dr. Alan Sciamarelli, pela identificacao botanica. A PROPP/UFMS e Fundect/Capes, pelo auxilio financeiro e concessao da bolsa de estudos.

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Received on September 19, 2009.

Accepted on January 12, 2010.

License information: This is an open-access article distributed under the terms of the Creative Commons Attribution License, which permits unrestricted use, distribution, and reproduction in any medium, provided the original work is properly cited.

Cristiane Bezerra Silva (1), Ana Carina Silva Candido (2), Euclesio Simionatto (3), Odival Faccenda (4), Silvana de Paula Quintao Scalon (2) e Marize Teresinha Lopes Pereira Peres (3) *

(1) Departamento de Ciencias Biologicas e da Saude, Universidade Federal de Mato Grosso do Sul, Campo Grande, Mato Grosso do Sul, Brasil. (2) Departamento de Ciencias Agrarias, Universidade Federal da Grande Dourados, Dourados, Mato Grosso do Sul, Brasil. (3) Departamento de Hidraulica e Transportes, Universidade Federal do Mato Grosso do Sul, Cx. Postal, 549, 79070-900, Campo Grande, Mato Grosso do Sul, Brasil. (4) Departamento de Ciencias da Computacao, Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul, Dourados, Mato Grosso do Sul, Brasil. * Autorpara correspondencia. E-mail: marizeperes@hotmail.com
Tabela 1. Indice de velocidade de germinacao (IVG) e
porcentagem de germinacao (%G) de alface, tomate, cebola e
trigo submetidos a diferentes concentracoes do extrato etanolico
bruto (EEB), fracao hexanica (FH), fracao acetato de etila (FAE) e
fracao etanol-agua (FEA) da parte aerea de Hydrocotyle bonariensis.

                                       IVG

                          250             500             1.000
          Controle        mg [L.sup.-1]   mg [L.sup.-1]   mg [L.sup.-1]
                                                          Alface
EEB (2)   25,0 (a)        18,7  (b)       16,6  (b)       14,6  (b)
FH (2)    25,0 (a)        14,6  (b)       12,8  (b)       10,3  (b)
FAE (1)   25,0 (a)        6,2  (b)        4,9  (b)        3,9  (b)
FEA (2)   25,0 (a)        12,5  (b)       6,7  (b)        5,4  (b)
                                                          Tomate
EBB (1)   13,5 (a)        6,6  (b)        5,3  (b)        5,2  (b)
FH (1)    13,5 (a)        7,3  (b)        6,5  (b)        5,5  (b)
FAE (2)   13,5 (a)        7,8  (b)        6,6  (b)        5,1  (b)
FEA (1)   13,5 (a)        8,2  (b)        6,7  (b)        6,4  (b)
                                                          Cebola
EBB (2)   11,3 (a)        6,0  (b)        4,9  (b)        4,1  (b)
FH (2)    11,3 (a)        6,8  (b)        5,9  (b)        4,9  (b)
FAE (2)   11,3 (a)        5,5  (b)        4,5  (b)        3,8  (b)
FEA (2)   11,3 (a)        6,0  (b)        4,9  (b)        4,1  (b)
                                                          Trigo
EBB2      23,4 (a)        20,5  (b)       15,4  (b)       14,1  (b)
FH1       23,4 (a)        15,2  (b)       11,4  (b)       11,2  (b)
FAE1      23,4 (a)        8,9  (b)        7,2  (b)        5,7  (b)
FEA1      23,4 (a)        14,6  (b)       12,4  (b)       8,7  (b)

                                    %G

                     250             500             1.000
          Controle   mg [L.sup.-1]   mg [L.sup.-1]   mg [L.sup.-1]

EEB (2)   99,5 (a)   81,0  (b)       70,5  (b)       65,5  (b)
FH (2)    99,5 (a)   64,5  (b)       59,5  (b)       47,0  (b)
FAE (1)   99,5 (a)   53,0  (b)       41,0  (b)       31,5  (b)
FEA (2)   99,5 (a)   81,0  (b)       49,0  (b)       37,0  (b)

EBB (1)   93,0 (a)   73,0  (b)       67,0  (b)       56,5  (b)
FH (1)    93,0 (a)   81,0  (b)       70,0  (b)       62,0  (b)
FAE (2)   93,0 (a)   83,5  (b)       66,5  (b)       54,0  (b)
FEA (1)   93,0 (a)   87,5  (b)       71,0  (b)       65,0  (b)

EBB (2)   97,5 (a)   78,5  (b)       65,0  (b)       58,0  (b)
FH (2)    97,5 (a)   91,5  (b)       81,0  (b)       75,0  (b)
FAE (2)   97,5 (a)   73,5  (b)       67,0  (b)       57,0  (b)
FEA (2)   97,5 (a)   83,0  (b)       76,5  (b)       70,5  (b)

EBB2      99,5 (a)   85,5  (b)       69,0  (b)       73,0  (b)
FH1       99,5 (a)   82,0  (b)       70,5  (b)       61,0  (b)
FAE1      99,5 (a)   65,0  (b)       55,0  (b)       47,0  (b)
FEA1      99,5 (a)   73,0  (b)       67,0  (b)       61,0  (b)

(1) Medias seguidas de mesma letra do controle nao difere entre
si pelo teste de Dunnet e (2) Krusskal-Wallis, a 5% de probabilidade.

Tabela 2. Indice de velocidade de germinacao (IVG) e
porcentagem de germinacao (%G) de alface, tomate, cebola e
trigo submetidos a diferentes concentracoes extrato etanolico
bruto (EEB), fracao hexanica (FH), fracao acetato de etila (FAE),
fracao etanol-agua (FEA) e fracao alcaloidica (FA) da parte
subterranea de Hydrocotyle bonariensis.

                               IVG

                      250 mg      500 mg      1000 mg
          Controle    [L.sup.1]   [L.sup.1]   [L.sup.1]

                                              Alface

EEB (2)   24,7  (a)   15,7  (b)   13,6  (b)   12,6  (b)
FH (2)    24,7  (a)   9,3  (b)    6,2  (b)    4,5  (b)
FAE (1)   24,7  (a)   5,0  (b)    2,8  (b)    2,7  (b)
FEA (2)   24,7  (a)   7,8  (b)    5,5  (b)    4,4  (b)
FA (1)    24,8  (a)   18,1  (b)   17,6  (b)   10,9  (b)

                                              Tomate

EBB (1)   14,7  (a)   5,7  (b)    4,2  (b)    3,1  (b)
FH (1)    14,7  (a)   8,3  (b)    7,5  (b)    6,4  (b)
FAE (2)   14,7  (a)   5,1  (b)    3,8  (b)    2,4  (b)
FEA (1)   14,7  (a)   7,1  (b)    5,6  (b)    4,4  (b)

                                              Cebola

EBB (2)   10,6  (a)   5,6  (b)    4,8  (b)    3,7  (b)
FH (2)    10,6  (a)   8,3  (b)    7,5  (b)    6,8  (b)
FAE (2)   10,6  (a)   3,3  (b)    3,6  (b)    2,8  (b)
FEA (2)   9,5  (a)    9,8  (b)    7,4  (b)    7,0  (b)
FA (1)    10,6  (a)   5,6  (b)    4,8  (b)    3,7  (b)
                                              Trigo
EBB (2)   24,3  (a)   16,5  (b)   11,2  (b)   10,4  (b)
FH (1)    24,3  (a)   18,3  (b)   16,5  (b)   14,5  (b)
FAE (1)   24,3  (a)   6,8  (b)    5,2  (b)    4,7  (b)
FEA (1)   24,3  (a)   12,5  (b)   10,4  (b)   9,6  (b)

                               %G

                      250 mg      500 mg      1000 mg
          Controle    [L.sup.1]   [L.sup.1]   [L.sup.1]

EEB (2)   100,0  (a)  67,0  (b)   61,0  (b)   57,0  (b)
FH (2)    100,0  (a)  85,0  (b)   75,0  (b)   70,0  (b)
FAE (1)   100,0  (a)  61,0  (b)   51,0  (b)   47,0  (b)
FEA (2)   100,0  (a)  65,0  (b)   55,0  (b)   53,0  (b)
FA (1)    99,0  (a)   91,0  (b)   87,0  (b)   77,0  (b)

EBB (1)   95,0  (a)   71,0  (b)   62,0  (b)   51,0  (b)
FH (1)    95,0  (a)   79,0  (b)   71,0  (b)   63,0  (b)
FAE (2)   95,0  (a)   63,0  (b)   53,0  (b)   49,0  (b)
FEA (1)   95,0  (a)   71,0  (b)   67,0  (b)   63,0  (b)

EBB (2)   98,0  (a)   77,0  (b)   63,0  (b)   57,0  (b)
FH (2)    98,0  (a)   85,0  (b)   78,0  (b)   69,0  (b)
FAE (2)   98,0  (a)   62,0  (b)   55,0  (b)   45,0  (b)
FEA (2)   98,0  (a)   75,0  (b)   67,0  (b)   60,0  (b)
FA (1)    95,0  (a)   88,0  (b)   77,0  (b)   73,0  (b)

EBB (2)   100,0  (a)  79,0  (b)   71,0  (b)   67,0  (b)
FH (1)    100,0  (a)  80,0  (b)   71,0  (b)   64,0  (b)
FAE (1)   100,0  (a)  59,0  (b)   50,0  (b)   40,0  (b)
FEA (1)   100,0  (a)  72,0  (b)   61,0  (b)   55,0  (b)

(1) Medias seguidas de mesma letra do controle nao difere
entre si pelo teste de Dunnet e (2) Krusskal-Wallis, a 5% de
probabilidade.

Tabela 3. Teor total de fenois presentes no extrato e fracoes
da parte aerea (PA) e subterranea (PS) de Hydrocotyle
bonariensis ([micro]g [mg.sup.-1] de fracoes).

                     Total de fenois1 ([micro]g EAG [mg.sup.-1])

                              PA                     PS

Extrato bruto        192,72 [+ or -] 0,61   196,72 [+ or -] 0,69
Fracao hexanica      24,72 [+ or -] 0,63    86,72 [+ or -] 1,13
Fracao acetato       307,12 [+ or -] 1,19   501,92 [+ or -] 1,44
de etila
Fracao etanol-agua   290,32 [+ or -] 1,03   174,72 [+ or -] 1,21
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Author:Silva, Cristiane Bezerra; Candido, Ana Carina Silva; Simionatto, Euclesio; Faccenda, Odival; Scalon,
Publication:Acta Scientiarum. Technology (UEM)
Date:Oct 1, 2010
Words:5350
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