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Agronomic characteristics of six peanut cultivars grown in conventional and no-tillage system/Caracteristicas agronomicas de seis cultivares de amendoim cultivadas em sistema convencional e de semeadura direta.

Introducao

O amendoim (Arachis hypogaea L.) ocupou papel de destaque entre as culturas mais produzidas no Brasil, ate inicio da decada de 70; entretanto, algumas questoes politicas, tecnologicas e mercadologicas, acarretaram drastica reducao na area cultivada no pais. O Parana, um dos maiores estados produtores, diminuiu muito a producao desta oleaginosa correspondendo, atualmente, por apenas 6,4 mil toneladas de graos (3,5%), a qual se concentra no estado de Sao Paulo, responsavel por 78% da producao nacional (CONAB, 2012).

O mercado consumidor de amendoim no Brasil e dividido em dois segmentos: na confeitaria e no consumo in natura. Em decorrencia de que os cultivares de amendoim apresentam caracteristicas diferenciadas para cada segmento de mercado. Desta forma, o consumo in natura e mais favorecido pelas cultivares do tipo agronomico Valencia ou Spanish, por apresentarem graos medios de coloracao vermelha. Por outro lado, o mercado de confeitaria tem preferencia pelos graos grandes e de coloracao bege, representados pelos cultivares rasteiros do tipo Virginia (Santos, 2000).

No Parana, tal como na maior parte do Brasil, os cultivares de amendoim sao produzidos em sistema convencional de manejo de solo (Godoy et al., 2005) porem com o tempo o solo cultivado com preparo mecanico tende a ter sua estrutura alterada pelo fracionamento dos agregados com reducao do volume de macroporos e promocao do aumento da densidade do solo (Panachuki et al., 2006).

O sistema de semeadura direta contribui, por ser um sistema conservacionista de manejo do solo, significativamente para a diminuicao da erosao em relacao aos preparos convencionais (Bertol et al., 2007; Prando et al., 2010), uma vez que o revolvimento ocorre apenas na linha de semeadura mantendo os restos da cultura anterior na superficie, protegendo o solo contra os efeitos nocivos dos impactos das gotas da chuva (Cassol et al., 2007), permitindo maior infiltracao de agua no perfil (Llanillo et al., 2006; Prando et al., 2010), apresentando, assim, vantagens economicas e ambientais para varias culturas de interesse economico no Brasil.

Com a evolucao da colheita mecanizada e o crescente melhoramento de cultivares mais produtivos e com ciclo reduzido tem-se aumentado as areas cultivadas; desta forma, os produtores de amendoim buscam cada vez mais a insercao de tecnologias que reduzam o tempo e a mao-de-obra na producao.

Desde o final da decada de 70 foram constatadas, em pesquisas em condicoes norte-americanas, perdas entre 19 e 62% na producao de vagens e graos de amendoim nos sistemas conservacionistas de manejo do solo (Grichar & Boswell, 1987; Wright & Porter, 1991). Essas reducoes de producao foram atribuidas aos problemas de compactacao do solo (Colvin et al., 1988) e a maior incidencia de doencas nas vagens (Jordan et al., 2001). Por outro lado, relatos sobre resultados favoraveis aos sistemas conservacionistas ja foram obtidos indicando, assim, a possibilidade de obtencao de aumentos na producao de ate 10% em relacao aos sistemas convencionais de manejo de solo (Hartzog & Adams, 1989; Wright, 1991).

Alem dos aumentos em producao em sistemas conservacionistas de manejo de solo Porter & Wright (1991) encontraram diminuicao da incidencia de Cercospora arachidicola e reducao de danos ocasionados por ataque do tripes e pela incidencia de virose TSWV, alem da manutencao da umidade do solo e reducao do custo de producao.

Em condicoes brasileiras estudos ja tem sinalizado sucesso na adocao de sistemas conservacionistas de solo para a cultura do amendoim. Bolonhezi et al. (2007) nao observaram diferenca entre os sistemas de manejo conservacionistas e convencional na producao de vagens e graos nem no numero de estruturas reprodutivas de amendoim; entretanto; resultados para condicoes semelhantes mencionam aumentos significativos na producao de vagens quando se adotam sistemas conservacionistas (Tasso Junior, 2003).

Assim, tornam-se necessarias pesquisas nas condicoes de solo da regiao Oeste do Parana para que se possa qualificar e quantificar as limitacoes e as caracteristicas do sistema de semeadura direta em relacao ao sistema convencional para esta oleaginosa. Diante do exposto o objetivo neste trabalho foi avaliar o desempenho agronomico de seis cultivares de amendoim em sistema convencional e de semeadura direta.

MATERIAL E METODOS

Este trabalho constou de experimentacao conduzida a campo em dois municipios da regiao Oeste do Parana, na safra 2011/2012. Em Marechal Candido Rondon, situado na latitude 24[degrees] 33' 22" S e longitude 54[degrees] 03' 24" W, com altitude aproximada de 400 m acima do nivel do mar e no municipio de Tupassi, na latitude 24[degrees] 15' 16" S e longitude 53[degrees] 30' 42" W, com altitude aproximada de 540 m. Em ambos os locais o solo foi classificado como Latossolo Vermelho eutroferrico de textura muito argilosa (EMBRAPA, 2006), os quais eram manejados em sistema de semeadura direta por seis anos consecutivos. Os dados meteorologicos foram coletados nos dois locais e estao apresentados na Figura 1.

Previo a implantacao do experimento foram coletadas amostras para determinacao das caracteristicas quimicas nas profundidades de 0-10 e 10-20 cm e se determinaram as propriedades fisicas densidade, macroporosidade e microporosidade em seis profundidades, assim como a composicao granulometrica (Tabela 1).

O delineamento experimental adotado foi em blocos ao acaso (DBC), com quatro repeticoes em um esquema de parcelas subdivididas. Dois sistemas de manejo de solo, o sistema convencional (SC) e o sistema de semeadura direta (SSD) foram dispostos nas parcelas, e seis cultivares de amendoim de habito de crescimento contrastante, sendo Cavalo, Runner IAC 886, IAC 213, IAC 503 e IAC Caiapo de porte rasteiro (Virgina) e IAPAR 25 Ticao de porte ereto (Valencia ou Spanish), dispostos nas subparcelas. O SSD se constituiu da semeadura sob palhada remanescente de aveia branca (Avena sativa L.) cultivar IAPAR 126, a qual produziu 3.447 e 2.975 kg [ha.sup.-1] de materia seca na ocasiao da semeadura, em Marechal Candido Rondon e Tupassi, respectivamente; ja o SC foi efetuado atraves de uma subsolagem a 35 cm de profundidade seguida de duas gradagens niveladoras, visando a incorporacao e destruicao dos restos culturais da especie de planta de cobertura.

As parcelas apresentavam 5 m de largura por 25,2 m de comprimento e eram compostas de seis subparcelas ou unidades experimentais com seis linhas de 5 m de comprimento espacadas a 0,7 m, totalizando 21 [m.sup.2]. A area util foi composta de 2 linhas centrais de 3 m de comprimento espacadas a 0,7 m totalizando 4,2 [m.sup.2].

A recomendacao da calagem foi feita pelo metodo da saturacao por bases, elevando-a para 70% em que, assim como a adubacao, foi baseada na analise do solo da area experimental e na expectativa de produtividade de graos de 4.000 kg [ha.sup.-1]. A calagem foi realizada a lanco, trinta dias antes da implantacao do experimento, na dose de 1,5 t [ha.sup.-1] de calcario calcitico e a adubacao foi feita na linha de semeadura pela adicao de 480 kg [ha.sup.-1] do formulado 0-20-15. O numero de plantas por metro foi calculado com base na porcentagem de germinacao especifica de cada material para obtencao de 15 plantas viaveis por metro linear, espacadas a 0,70 m entre linhas simples de cultivo e semeadas manualmente a uma profundidade media de 3 cm nos dias 26 e 28 de outubro de 2011. O controle de plantas daninhas foi realizado com o uso do herbicida sistemico Imazapique (140 g p. c. [ha.sup.-1]) e para invasoras remanescentes procedeu-se ao controle manual; dai cultivou-se o amendoim sem o emprego da irrigacao.

Durante o desenvolvimento da cultura foram realizadas pulverizacoes de inseticidas e fungicidas quando se observaram os primeiros sintomas e pragas na area. No manejo de doencas foi utilizado o fungicida sistemico composto por azoxistrobina e ciproconazol na dose de 60 + 24 g i. a. [ha.sup.-1], respectivamente, associado a 0,5% de um adjuvante especifico recomendado pelo fabricante e tambem o fungicida de contato clorotalonil (1,5 kg i. a. [ha.sup.-1]) para o controle de manchas foliares (Cercospora arachidicola e Cercosporidium personatum) e da verrugose (Sphaceloma arachidis).

O manejo de insetos praga foi realizado com lambda cialotrina + tiametoxan (106 + 141 g i. a. [ha.sup.-1] respectivamente) e diflubenzuron (20 g i. a. [ha.sup.-1]) visando ao controle de Enneothrips flavens e Stegasta bosquella. Todas as aplicacoes foram realizadas com 200 L [ha.sup.-1] de calda, umidade relativa do ar acima de 55% e temperatura nao superior a 30 [degrees]C.

A colheita foi realizada no estadio [R.sub.9], quando 70% das vagens apresentaram coloracao marrom na face interna das valvas, sementes de cor caracteristica do tegumento e teor de agua em torno de 40%. Contou-se o numero total de plantas da area util de cada unidade experimental, seguindo com o arranquio manual das plantas que foram submetidas a secagem ao sol. A altura de plantas foi determinada avaliando-se dez plantas na area util central desde a base ate o apice da planta com auxilio de uma regua graduada. O numero de ginoforos por planta foi avaliado pela contagem manual em dez plantas, na ocasiao da colheita.

Tambem foram mensurados ginoforos mal formados, como sendo ginoforos emitidos que chegaram a penetrar no solo e vagens muito pequenas que nao chegaram a desenvolver graos.

O numero de vagens por planta correspondeu a relacao entre o numero total de vagens colhidas por dez plantas amostradas aleatoriamente na area util da unidade experimental. O numero de sementes por vagem foi obtido pela contagem manual das sementes em dez vagens de dez plantas em cada unidade experimental. A massa media de 1.000 graos foi determinada pela media de oito subamostras de 100 sementes por unidade experimental. A produtividade de graos em kg [ha.sup.-1] foi calculada com base na producao da area util total das subparcelas obtendo-se, tambem, o indice de rendimento de graos (IRG) determinado atraves da Eq. 1.

IRG (%) = MG/MV x 100 (1)

em que:

IRG--indice de rendimento de graos em porcentagem, %

MG--massa de graos, g

MV--massa de vagens, g

Os resultados obtidos foram submetidos a analise de variancia e, constatada significancia a nivel de 0,05, procedeu-se a aplicacao do teste de Tukey em nivel de 0,05de probabilidade pelo aplicativo computacional SAEG.

RESULTADOS E DISCUSSAO

Nao houve diferenca significativa para o numero de plantas por area entre os fatores e tratamentos isolados nem para a interacao para ambos os locais estudados; assim, o estande medio foi de 208.870 plantas [ha.sup.-1] em Marechal Candido Rondon e 206.080 plantas [ha.sup.-1] em Tupassi.

O amendoim demanda pelo menos 600 mm de agua durante o ciclo de desenvolvimento para obtencao de producoes comerciais (Gillier & Silvestre, 1970); obtiveram-se, durante a realizacao deste trabalho, volumes superiores porem ocorreram deficiencias hidricas em fases criticas da cultura, como no mes de dezembro, onde se acumularam apenas 40,2 e 51,9 mm de chuva em Marechal Candido Rondon e Tupassi quando os cultivares se apresentavam no inicio do estadio reprodutivo (Figura 1). Esta restricao hidrica pode ter influenciado a produtividade dos materiais visto que, segundo Wrigth et al. (1994) cultivares de ciclo curto apresentaram menores rendimentos quando submetidos a estresses hidricos intermitentes e continuos.

Observaram-se diferencas significativas (p [less than or equal to] 0,05) para os componentes do rendimento do amendoim: altura de plantas, numero de ginoforos malformados por planta, numero de vagens por planta, numero total de ginoforos por planta, numero de graos por vagem, indice de rendimento de graos e produtividade, em funcao dos diferentes cultivares, em ambos os experimentos. Observou-se um comportamento independente dos fatores para essas variaveis visto que a interacao sistemas de manejo de solo x cultivares, nao foi significativa estatisticamente.

As maiores alturas de plantas e numeros de graos por vagem foram observados para a cultivar IAPAR 25 Ticao seguido do cultivar Cavalo, em Marechal Candido Rondon e Tupassi, respectivamente; as demais cultivares se apresentaram semelhantes (Tabelas 2 e 3). Esses resultados eram esperados devido ao tipo de crescimento de cada material em que cultivares de porte ereto apresentam maiores alturas de planta, acima de 40 cm e mais graos por vagem (Santos, 2000; Peixoto et al., 2008).

Com relacao ao numero de estruturas reprodutivas avaliadas por planta, pode-se evidenciar que o cultivar IAC 503 apresentou o numero de ginoforos 36% superior ao IAPAR 25 Ticao, em Marechal Candido Rondon (Tabela 2) e 41% superior em Tupassi (Tabela 3). Esta caracteristica pode estar relacionada a constituicao genetica dos materiais. Esses resultados se comportaram da mesma forma para a variavel numero total de ginoforos por planta em que o cultivar IAC 503 correspondeu aos maiores indices.

O numero total de ginoforos por planta foi superior para os cultivares do grupo Virginia, em ambos os locais (Tabelas 2 e 3). Referidos resultados estao relacionados diretamente com a produtividade (Tabela 4) e corroboram com dados obtidos por Bolonhezi (2007) ao relacionar o maior potencial produtivo de cultivares rasteiros pelo maior numero de estruturas reprodutivas emitidas.

Diferencas significativas (p [less than or equal to] 0,05) foram constatadas entre os sistemas de manejo de solo estudados apenas para o numero de ginoforos mal-formados por planta nos dois experimentos; assim, o sistema de semeadura direta apresentou-se 4 e 2,8% superior ao sistema convencional em Marechal Candido Rondon e Tupassi, respectivamente (Figura 2). Esses resultados corroboram com as observacoes dos trabalhos de Colvin et al. (1988) e Wright (1991) que concluiram que a palhada constitui um impedimento fisico a penetracao dos ginoforos; nesses estudos, entretanto, tal como neste trabalho, este fator nao ocasionou variacao na produtividade de graos entre os sistemas de manejo de solo adotados no cultivo do amendoim.

Por mais que o sistema de semeadura direta tenha proporcionado mais ginoforos mal- formados em todos os cultivares estudados, esta variavel ainda nao influenciou a produtividade de graos do amendoim (Figura 2). Isto esta relacionado, provavelmente, a maior disponibilidade hidrica no SSD, como observado por Bolonhezi (2007), o qual observou que apos 10 dias sem chuvas superiores a 5 mm o SSD proporcionou maior conteudo de agua no solo na profundidade de 0-12 cm; portanto, a diferenca foi de 7 a 16% a mais que no convencional.

O fato de nao haver interacao dos sistemas de manejo de solo e cultivares, corrobora com os dados apresentados por Colvin & Brecke (1988), que verificaram que o rendimento do amendoim em casca foi semelhante entre o preparo minimo do solo e a semeadura direta para os cultivares em estudo. Desta forma, nao e aconselhavel afirmar que cultivares com porte rasteiro ("runner") sao mais responsivas ao preparo de solo; disto, os autores concluiram que nao ha necessidade de desenvolver cultivares para sistemas conservacionistas e que a resposta aos niveis de revolvimento do solo independe do tipo de ramificacao, se alternada (Virginia) ou sequencial (Valencia).

Os componentes da producao como numero de vagens por planta, numero total de ginoforos por planta e indice de rendimento de graos, influenciaram diretamente e positivamente a produtividade dos cultivares, exceto para o cultivar Cavalo, no qual o menor numero de vagens por planta reduziu a produtividade mesmo se observando o maior indice de rendimento de graos para este cultivar em Marechal Candido Rondon. Para essas variaveis os maiores valores foram obtidos para os cultivares IAC 503, IAC Caiapo e Runner IAC 886, refletindo em um aumento de produtividade na ordem de aproximadamente 42% em relacao ao cultivar IAPAR 25 Ticao (Tabela 4).

Por outro lado, no municipio de Tupassi a produtividade foi semelhante entre os cultivares de porte rasteiro diferindo apenas do cultivar de porte ereto IAPAR 25 Ticao, o qual se apresentou 47% inferior a media dos demais materiais (Tabela 4).

Entre as variaveis estudadas a unica que sofreu interacao significativa entre os sistemas de manejo de solo e os cultivares foi a massa de mil graos, em ambos os locais (Tabelas 5 e 6). Os maiores valores para esta variavel foram encontrados para o cultivar Cavalo, que se apresentou em media 47 e 43% superior ao cultivar IAPAR 25 Ticao, em Marechal e Tupassi, respectivamente. Foi possivel observar, tambem, uma relacao entre a massa de mil graos e a produtividade exceto para o cultivar Cavalo; esta ocorrencia se deve, provavelmente, ao menor numero de vagens e ginoforos por planta, contabilizados para este cultivar.

O indice de rendimento de graos nao foi influenciado pelos sistemas de manejo de solo porem em termos absolutos este se apresentou aproximadamente 5 e 4% superior no SSD em relacao ao sistema convencional em Marechal Candido Rondon e Tupassi. Mencionados resultados sao distintos da maioria das pesquisas publicadas (Grichar & Smith, 1991; Wright & Porter, 1991; Jordan et al., 2001), as quais evidenciaram perdas de 3% no rendimento de graos nos sistemas conservacionistas.

Em termos absolutos a produtividade de graos foi superior no sistema de semeadura direta em aproximadamente 1% em ambos experimentos (Figura 2). Esses resultados contradizem pesquisas realizadas por Wilcut et al. (1987); Grichar & Boswell (1987); Colvin et al. (1988); Wilcut et al. (1990); Wright & Porter (1991) e Jordan et al. (2001), os quais relatam perdas de 19 a 62% no rendimento de graos nos sistemas conservacionistas estudados em condicoes norte-americanas.

Por outro lado, os resultados encontrados neste trabalho corroboram com os encontrados por Hartzog & Adams (1989), Tasso Junior (2003), Bolonhezi et al. (2007) e Crusciol & Soratto (2007), os quais nao observaram diferencas na producao do amendoim entre diferentes sistemas de cultivo sob variadas coberturas de solo. Ressalta-se, ainda, que Bolonhezi et al. (2005) afirmaram que a producao de graos de amendoim no sistema plantio direto sobre palhada de cana-de-acucar, foi 30% superior a cultivada no sistema convencional, mesmo com reducao na populacao final de plantas, provavelmente em consequencia da atenuacao dos efeitos da deficiencia hidrica proporcionada pela manutencao de palha na superficie do solo. Alem dos componentes de producao, Godsey et al. (2011) relatam que o sistema de semeadura direta supera em US$ 179 a receita de producao quando comparado ao sistema convencional de manejo de solo.

Avaliando a temperatura e o conteudo de agua no solo para amendoim com e sem palhada, Ramakrishna et al. (2006) concluiram que em periodo seco a presenca de palhada proporciona uma reducao de 22% nas perdas de agua do solo e que esses resultados sao observados tambem por Bolonhezi (2007) ao inferiu que a palhada no manejo plantio direto contribuiu para aumentar a disponibilidade de agua para as cultivares de amendoim refletindo tambem em aumentos no rendimento de graos.

Considerando os resultados obtidos neste trabalho e os demais estudos ja realizados para a cultura do amendoim, e importante destacar a possibilidade de semear o amendoim em condicoes brasileiras no sistema plantio direto em sucessao a cultura da aveia, do milheto, braquiaria ou panicum (Crusciol & Soratto, 2007; Bolonhezi et al., 2007) ou mesmo com grande quantidade de palha na superficie, como em areas de renovacao de canaviais (Bolonhezi et al., 2007; Tasso Junior, 2003), sem que haja prejuizo no estabelecimento e na produtividade da cultura, alem de todos os beneficios proporcionados por este sistema de manejo de solo com o passar dos anos.

Conclusoes

1. Nao houve diferenca entre os sistemas de manejo conservacionista e convencional na producao de vagens e graos, no numero de estruturas reprodutivas nem no indice de rendimento de graos do amendoim nos dois locais avaliados.

2. As maiores produtividades foram obtidas pelos cultivares do tipo Virginia independentemente do tipo sistema de manejo de solo, sendo IAC 503, IAC Caiapo, IAC 213, Runner IAC 886 e Cavalo, respectivamente, em Marechal Candido Rondon.

3. No municipio de Tupassi a produtividade de graos variou somente entre os tipos de ramificacao dos materiais sendo os maiores valores observados para cultivares ramificacao alternada (Virginia).

Literatura Citada

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(1) UNISEP. Dois Vizinhos, PR. E-mail: gabrielm_fachin@hotmail.com (Autor correspondente)

(2) CCA/UNIOESTE. Marechal Candido Rondon, PR. E-mail: jose.junior6@unioeste.br

(3) Syngenta Seeds--Marketing e Vendas. Campos de Julio, MT. E-mail: chrisrovani@hotmail.com

(4) COAMO Agroindustrial Cooperativa. Nova Santa Rosa, PR. E-mail: claudiogli@yahoo.com.br

(5) CCA/UNIOESTE. Marechal Candido Rondon, PR. E-mail: antonio.costa2@unioeste.br

(6) CCA/UNIOESTE. Marechal Candido Rondon, PR. E-mail: vandeirfg@yahoo.com.br
Tabela 1. Propriedades fisicas densidade (DE), macroporosidade (MA),
microporosidade (MI), composicao granulometrica e caracteristicas
quimicas dos solos utilizados para a pesquisa nos municipios de
Marechal Candido Rondon e Tupassi, PR

                              Marechal Candido Rondon

                                           MA      MI
   Analise fisica/             DE
  Profundidade (cm)      (t [m.sup.-3])        (%)

10-10                         1,73        19,48   58,65
10-20                         1,77        9,33    55,87
20-30                         1,71        12,66   56,74
30-40                         1,80        10,37   58,96
40-50                         1,78        7,72    59,43
50-60                         1,72        10,85   58,99
Argila (g [kg.sup.-1])                     670
Silte (g [kg.sup.-1])                      180
Areia (g [kg.sup.-1])                      150

                                             Tupassi

                                           MA      MI
   Analise fisica/             DE
  Profundidade (cm)      (t [m.sup.-3])        (%)

10-10                         1,65        10,57   62,24
10-20                         1,71        8,25    58,22
20-30                         1,62        5,71    61,33
30-40                         1,59        05,73   61,46
40-50                         1,52        08,05   61,51
50-60                         1,51        08,28   61,06
Argila (g [kg.sup.-1])                     640
Silte (g [kg.sup.-1])                      160
Areia (g [kg.sup.-1])                      200

                                                Profundidade (cm)

           Analise quimica               0-10   10-20   0-10    10-20

pH Ca[Cl.sub.2]                          4,8     5,0    4,60    4,90
C (g [dm.sup.-3])                        15,1   13,0    14,80   12,79
P (mg [dm.sup.-3] )                      13,4    8,6    04,21   3,60
H + Al                                   3,4     3,6    08,73   5,60
[Ca.sup.2+] ([c.sub.molc] [dm.sup.-3])   4,6    04,3    04,22   3,60
[Mg.sup.2+] ([cmol.sub.c] [dm.sup.-3])   1,7     1,1    00,86   0,31
[K.sup.+] ([c.sub.molc] [dm.sup.-3])     0,8     0,3    0,44    0,25

Tabela 2. Altura de plantas, numero de ginoforos mal/formados por
planta, numero de vagens por planta, numero total de ginoforos por
planta e numero de graos por vagem em funcao dos cultivares de
amendoim estudado na safra 2011/2012 em Marechal Candido Rondon, PR

  Cultivares       Altura       Numero de       Numero
                 de plantas   ginoforos mal   de vagens
                    (cm)      formados por    por planta
                                 planta

Cavalo            31,2 b *       19,7 ab        33,7 c
Runner IAC 886     25,8 c        19,4 ab        40,5 a
IAC 213            27,1 c        18,5 ab        38,6 b
IAC 503            25,9 c        20,3 a         41,2 a
IAC Caiapo         27,2 c        18,7 ab        40,6 a
IAPAR 25 Ticao     40,9 a        17,8 b         27,3 d
DMS                 1,7            1,9           1,6
CV (%)              3,8            6,8           2,9

  Cultivares     Numero total   Numero de
                 de ginoforos   graos por
                  por planta      vagem

Cavalo              53,4 c        2,9 b
Runner IAC 886     59,9 ab        1,9 c
IAC 213             57,1 b        1,8 c
IAC 503             61,4 a        2,0 c
IAC Caiapo         59,3 ab        2,0 c
IAPAR 25 Ticao      45,1 d        3,3 a
DMS                  2,8           0,3
CV (%)               3,2           8,4

* Medias seguidas da mesma letra minuscula na coluna nao diferem
entre si pelo teste de Tukey em nivel de 0,05 de probabilidade

Tabela 3. Altura de plantas, numero de vagens por planta, numero
total de ginoforos por planta e numero de graos por vagem em funcao
dos cultivares de amendoim estudado na safra 2011/2012 em Tupassi,
PR

Cultivares       Altura de plantas   Numero de vagens
                       (cm)             por planta

Cavalo               31,8 b *             32,4 b
Runner IAC 886        25,6 c              38,0 a
IAC 213               27,0 c              36,8 a
IAC 503               25,9 c              40,1 a
IAC Caiapo            27,2 c              38,4 a
IAPAR 25 Ticao        40,7 a              25,6 c
DMS                     2,4                3,4
CV (%)                  5,2                6,3

Cultivares         Numero total de      Numero de graos
                 ginoforos por planta      por vagem

Cavalo                  51,5 c               2,8 b
Runner IAC 886         56,0 ab              1,9 cd
IAC 213                54,0 bc               1,7 d
IAC 503                59,4 al               2,0 c
IAC Caiapo             56,5 ab               2,0 c
IAPAR 25 Ticao          42,1 d               3,2 a
DMS                      4,2                  0,3
CV (%)                   5,2                  7,6

* Medias seguidas da mesma letra minuscula na coluna, nao diferem
entre si pelo teste de Tukey em nivel de 0,05 de probabilidade

Tabela 4. Indice de rendimento de graos (IRG) e produtividade de
graos em funcao dos cultivares de amendoim estudados na safra 2011/
2012 em Marechal Candido Rondon e Tupassi, PR, respectivamente

                 Marechal Candido Rondon          Tupassi

  Cultivares      IRG     Produtividade      IRG      Produtividade
                  (%)    (kg [ha.sup.-1])    (%)     (kg [ha.sup.-1])

Cavalo           80 a        3856 c         78 a *       3678 a
Runner IAC 886   77 bc       3966 abc       76 ab        3769 a
IAC 213          75 c        3915 bc        73 b         3733 a
IAC 503          78 b        4110 a         77 a         3878 a
IAC Caiapo       77 bc       4040 ab        76 ab        3823 a
IAPAR 25 Ticao   65 d        2560 d         65 c         2573 b
DMS                2           152            3           210
CV (%)             2            3             3             4

* Medias seguidas da mesma letra minuscula na coluna, nao diferem
entre si pelo teste de Tukey em nivel de 0,05 de probabilidade

Tabela 5. Massa de mil graos (g) em funcao de sistemas de manejo do
solo e de seis cultivares de amendoim, na safra 2011/2012 em
Marechal Candido Rondon, PR

                                        Cultivares

 Sistema de manejo                 Runner
      do solo           Cavalo     IAC 886    IAC 213    IAC 503

Massa de mil graos (g)

Sistema convencional   740,1 Aa   612,4 Ba    542,4 Cb   618,1 Ba
Sistema de semeadura
  direta               733,5 Aa   611,7 BCa   581,6 Ca   620,8 Ba
Media cultivares       736,8      612,1 1     562,0      619,4
CV (%)                                                2,4

                              Cultivares

 Sistema de manejo                  IAPAR 25    Media
      do solo          IAC Caiapo    Ticao     sistemas

Massa de mil graos (g)

Sistema convencional   612,9 Ba     479,8 Da   600,9
Sistema de semeadura
  direta               618,0 Ba     483,4 Da   608,2
Media cultivares       615,5        481,6
CV (%)

* Medias seguidas da mesma letra maiuscula na linha e minuscula na
coluna, nao diferem entre si pelo teste de Tukey a 0,05 de
probabilidade

Tabela 6. Massa de mil graos (g) em funcao de sistemas de manejo do
solo e de seis cultivares de amendoim, na safra 2011/2012 em
Tupassi, PR

                                         Cultivares

  Sistema de manejo       Cavalo     Runner    IAC 213    IAC 503
       do solo                      IAC 886

Massa de mil graos (g)

Sistema convencional     739,8 Aa   609,6 Ba   530,9 Cb   613,6 Ba
Sistema de semeadura
  direta                 731,6 Aa   608,4 Ba   576,1 Ca   616,7 Ba
Media cultivares          735,7      609,1      553,51     615,2
CV (%)                                                 1,881

                                    Cultivares

  Sistema de manejo        IAC      IAPAR 25     Media
       do solo            Caiapo      Ticao     sistemas

Massa de mil graos (g)

Sistema convencional     607,5 Ba   475, 1 Da    620,28
Sistema de semeadura
  direta                 611,8 Ba   481,1 Da     604,30
Media cultivares          609,7       481,1
CV (%)

* Medias seguidas da mesma letra maiuscula na linha e minuscula na
coluna, nao diferem entre si pelo teste de Tukey a 0,05 de
probabilidade

Figura 1. Dados climaticos durante o periodo de outubro
de 2011 a abril de 2012. A e B. Temperatura maxima (Tmax),
Temperatura minima (Tmin) e Umidade relativa do ar (UR);
C e D. Precipitacao total (Ppt) em Marechal Candido Rondon
e Tupassi, PR, respectivamente

C.

Out. 11       165,6
Nov. 11       155,8
Dez. 11        40,2
Jan. 12       211,4
Fev. 12       108,6
Mar. 12        46,4
Ab. 12        251,8

D.

Out. 11       183,5
Nov. 11       169,4
Dez. 11        51,9
Jan. 12       198,5
Fev. 12       115,9
Mar. 12        67,9
Ab. 12        244,5

Note: Table made from bar graph.

Figura 2. Numero medio de ginoforos mal-formados e
produtividade de graos em funcao do sistema
convencional e de semeadura direta na safra 2011/2012, A.
Marechal Candido Rondon, B. Tupassi, PR

A.

Numero de ginoforos mal formados por planta (NGM)

                Sistema        Sistema de Seamadura Direta
                Convencional

NGM             19b            3.705a
Produtividade   2a             3.723a

B.

Numero de ginoforos mal formados por planta (NGM)

                Sistema        Sistema de Seamadura Direta
                Convencional

NGM             17,8b          3.537a
Produtividade   18,3a          3.544a

* Medias seguidas por letras minusculas diferentes nas colunas
diferem entre si pelo teste de Tukey em nivel de 0,05 de
probabilidade

Note: Table made from bar graph.
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Article Details
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Author:Fachin, Gabriel M.; Duarte, Jose B., Jr.; Glier, Claudio A. da S.; Mrozinski, Chrismam R.; da Costa,
Publication:Revista Brasileira de Engenharia Agricola e Ambiental
Article Type:Report
Date:Feb 1, 2014
Words:5633
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