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Action of different tanning agents used on rabbit hide tanning: physical-mechanic tests/Acao de diferentes agentes curtentes utilizados no curtimento de peles de coelhos: testes fisico-mecanicos dos couros.

Introducao

A necessidade do aumento de producao de alimentos para o consumo humano tem levado pesquisadores a empreender esforcos para o aumento da producao mundial de coelhos, principalmente considerando o grande potencial produtivo da especie, tanto qualitativo como quantitativo.

Segundo Scapinello (1986), alem da carne, o coelho oferece varios subprodutos, como a venda da pele para a industria de confeccoes; o couro para industria de artefatos de couro ou entao para producao de gelatina; os pelos para fabricacao de feltro; as patas dianteiras e a cauda para a confeccao de chaveiros; o cerebro para producao de tromboplastina; a urina e fezes para adubacao organica e ainda a urina como veiculo de perfumes.

A pele do coelho e um subproduto que pode ser beneficiado para se obter, apos o processo de curtimento, uma materia-prima com elevada maciez e beleza, proporcionando um couro interessante para vestuarios e artefatos em geral.

Apos o curtimento, a pele transformada em couro ou a pele processada com pelos (peleteria), pode se tornar um produto com caracteristicas elevadas de maciez, elasticidade, flexibilidade, resistencia, enfim, caracteristicas que permitem a sua aplicacao em diversos setores da confeccao para elaboracao de casacos, pelerine, adornos, chinelos, tapetes e colchas. Todavia, o uso do couro (pele processada sem pelo) teria maior aplicabilidade, na confeccao de vestuarios (jaquetas, saias, luvas etc.), bolsas, carteiras, cintos e calcados, para esses artigos, principalmente, para uso em confeccoes, ha necessidade de realizacao de teste de resistencia.

Segundo Nussbaum (2002), as caracteristicas fisico-quimicas do couro variam com o processo de curtimento e estao relacionadas com o material a ser produzido. Para a industrializacao e comercializacao da pele de coelho ha necessidade de conhecer a qualidade dessa materia-prima.

Dessa forma, o objetivo do experimento foi avaliar a acao de diferentes agentes curtentes no processamento da pele de coelho, sobre a resistencia do couro.

Material e metodos

O experimento foi realizado no Laboratorio de Processamento de Peles de peixes e demais especies de pequeno e medio porte da Universidade Estadual de Maringa, localizado na Fazenda Experimental de Iguatemi (FEI).

Animais experimentais e processamento

Foram utilizadas peles de 50 coelhos da raca Nova Zelandia Branco (Oryctolagus cunniculus), provenientes da FEI (Fazenda Experimental de Iguatemi), abatidos com 70 dias de idade. As peles apos esfola (retirada do animal) foram congeladas ate o momento de realizar o curtimento.

As peles foram descongeladas naturalmente a sombra e submetidas a uma serie de etapas para a realizacao do processo de curtimento. As peles foram distribuidas em cinco tratamentos e submetidas as etapas de descarne, remolho, caleiro (8% dermascal plus e 3% cal hidratada) (duas vezes), desencalagem, purga, desengraxe, piquel, curtimento (cinco tratamentos), neutralizacao, recurtimento (2% tanino sintetico Relugan RV[R] + 1% tanino sintetico Tamol LBM[R]), tingimento, engraxe, secagem, amaciamento e acabamento. Os tratamentos realizados na etapa de curtimento foram: T1 = 6% sais de cromo Chromossal B[R] (T1 = Cromo); T2 = 22% tanino vegetal Clarotan-x8[R] + 0,5% de Lipodermilcker LB-CT[R] (T2 = Clarotan x8); T3 = 22% tanino sintetico Syntac CW[R] + 0,5% de Lipodermilcker LB-CT[R] (T3 = Syntac CW); T4 = 12% tanino vegetal Weibull[R] + 10% tanino sintetico Syntac F[R] + 0,5% de Lipodermilcker LB-CT[R] (T4 = Syntac F e Weibull); T5 = 22% tanino vegetal Weibull[R] + 0,5% de Lipodermilcker LB-CT[R] (T5 = Weibull).

O tanino vegetal Clarotan-x8[R] e um extrato de mimosa sulfitado, o Syntac F[R] e tanino de substituicao de base fenolica e Syntac CW[R] e tanino modificado quimicamente, ou seja, derivados de acidos Naftaleno sulfonico e taninos vegetais. O Relugan RV[R] e um recurtente polimerico anionico, o Weibull[R] e um tanino vegetal a base de extrato de mimosa e o Tamol LBM[R] e um tanino sintetico naftalenico.

Obtencao dos corpos de prova para os testes fisicomecanicos do couro

Apos o curtimento das peles, foram retirados os corpos de prova para os testes de determinacao da resistencia a tracao e alongamento (ABNT, 1997), e da forca de rasgamento progressivo (ABNT, 2005a). Os corpos de prova foram retirados do couro (ABNT, 1998) com auxilio de um balancim e, em seguida, foram levados para um ambiente climatizado em torno de 23 [+ or -] 2[degrees]C e umidade relativa do ar de 50 [+ or -] 5%, por 48h (ABNT, 2006). Foram determinadas as medidas de espessura de cada amostra (ABNT, 2005b) para os calculos de resistencia a tracao e alongamento e ao rasgamento progressivo. Para os testes de resistencia foi utilizado o dinamometro da marca EMIC, com velocidade de afastamento entre as cargas de 100 + 20 mm [min.sup.-1]. Foi utilizada uma celula de carga de 200 kgf. A calibracao foi realizada pela Emic-Dcame, laboratorio de calibracao credenciado pela Cgcre/Inmetro sob no 197. O numero do certificado de calibracao da celula de carga do dinamometro e 288/08 emitida em 16 de maio de 2008.

Foram retirados seis corpos de prova, tres no sentido longitudinal e tres no transversal do couro, para as analises de resistencia. O sentido da retirada do corpo de prova foi em relacao ao eixo cefalo-caudal do animal. Os corpos de prova foram retirados fora da regiao determinada pela norma, pois as navalhas utilizadas eram do tamanho medio e os couros de coelho eram pequenos.

Delineamento experimental

Foi utilizado um delineamento inteiramente casualizado, em esquema de parcelas subdivididas, tendo nas parcelas os tratamentos (T1 = 6% sais de cromo; T2 = 22% tanino vegetal, Clarotan X8; T3 = 22% tanino sintetico Syntac CW; T4 = 12% Tanino vegetal Weibull + 10% tanino sintetico Syntac F; T5 = 20% Tanino vegetal Weibull) e nas subparcelas os sentidos de retirada dos corpos de prova do couro (S1 = longitudinal e S2 = transversal), com dez repeticoes por tratamento. As medias foram comparadas pelo teste de Tukey (a=5%) utilizando o programa estatistico SAEG (2000).

Resultados e discussao

Na Tabela 1, constam os resultados dos testes de resistencia dos couros submetidos aos diferentes agentes curtentes.

Nao houve diferenca significativa para espessura do couro em funcao das tecnicas aplicadas e do sentido de retirada dos corpos de prova do couro (longitudinal e transversal). Os valores da espessura variaram de 0,92 a 1,10 mm (Tabela 1).

A tecnica de curtimento com utilizacao de Clarotan-x8[R] proporcionou maior elasticidade ao couro de coelho. Isto pode ser verificado por meio do teste de alongamento, que foi superior para os couros curtidos com Clarotan-x8[R] (70,28%), porem nao diferiu significativamente dos couros curtidos com sais de cromo (62,85%) (Tabela 1). Os couros que apresentaram menor elasticidade foram os curtidos com os agentes curtentes Syntac CW[R] (T3 = 44,25%), Syntac F + Weibull[R] (T4 = 37,83%) e Weibull[R] (T5 = 52,08%). Os couros apresentaram maior (p < 0,05) elasticidade no sentido transversal (59,12%) do couro em relacao ao longitudinal (49,72%). Pode-se inferir que esse resultado se deve a distribuicao das fibras colagenas, para que proporcione no animal, principalmente na femea (durante a gestacao) a maior elasticidade do tegumento, ou seja, a maior distensao das fibras evitando o rompimento delas.

Nao houve diferenca significativa para a forca maxima aplicada nos testes quanto aos agentes curtentes e sentido dos corpos de prova do couro (Tabela 1). Os valores variaram de 17,91 a 24,85 N.

Quando as peles foram curtidas com Clarotanx8[R] (25,94 N [mm.sup.-1]) apresentaram maior resistencia ao rasgamento progressivo, apesar de nao ter diferido (p > 0,05) dos couros curtidos com sais de cromo (T1 = 22,70 N [mm.sup.-1]) e Weibull[R] (T5 = 21,58 N [mm.sup.-1]). Portanto, os piores resultados foram obtidos com Syntac CW[R] (19,49 N [mm.sup.-1]) e Syntac F + Weibull[R] (T4 = 18,34 N [mm.sup.-1]).

Franco et al. (2006) abateram coelhos da raca Nova Zelandia Branco, com 70 dias, e submeteram as peles ao curtimento com diferentes recurtimentos (T1 = 4% sais de cromo, T2 = 6% tanino vegetal mimosa, T3 = 6% tanino sintetico - Relugan GT 50%[R] e T4 = 3% tanino vegetal - mimosa + 3% tanino sintetico - Relugan GT 50%[R]). Os autores relataram que os couros apresentaram resistencia a tracao que variaram de 3,53 a 4,10 N [mm.sup.-2]. Nao houve diferenca significativa considerando as tecnicas utilizadas e o sentido de retirada do corpo de prova, para essa caracteristica analisada. Estes valores foram muito inferiores aos obtidos neste experimento. De acordo com Franco et al. (2006), as tecnicas utilizadas proporcionaram diferencas na elasticidade e no sentido de retirada dos corpos de prova.

Quando comparados os resultados obtidos neste experimento com os de Franco et al. (2006) em relacao ao mesmo agente curtente utilizado, tem-se que para sais de cromo, os valores foram proximos. Todavia, quando utilizado tanino vegetal, o valor de alongamento (43,88%), mencionado por Franco et al. (2006) para alongamento, foi menor. Neste experimento, o Clarotan-x8[R] apresentou o maior valor para alongamento (70,28%), portanto, dependendo do tipo de tanino vegetal utilizado, pode-se obter maior ou menor elasticidade. Pode-se inferir que o agente curtente e um produto importante no processamento das peles por determinar as caracteristicas finais do couro. Neste experimento, evidenciou diferenca para a elasticidade e resistencia ao rasgamento progressivo em funcao dos agentes curtentes utilizados.

Franco et al. (2006) relataram que os couros recurtidos com sais de cromo (T1 = 16,37 N [mm.sup.-1]) apresentaram maior resistencia em relacao aos couros recurtidos com a combinacao dos taninos sintetico e vegetal (T4 = 11,79 N [mm.sup.-1]). Nao houve diferenca significativa do sentido de retirada do corpo de prova para o teste de rasgamento progressivo. Comparando os resultados de rasgamento progressivo obtidos neste experimento, pode se observar que foram superiores aos apresentados por Franco et al. (2006), apesar de nao ter ocorrido tambem diferenca significativa para os sentidos de retirada dos corpos de prova.

Prado et al. (2006), analisando as tecnicas de recurtimento em peles de coelhos NZB, abatidos com 70 dias, obtiveram valores de resistencia a tracao de 10,93 e 12,13 N [mm.sup.-2], respectivamente para couros recurtidos com sais de cromo e tanino sintetico, que foram significativamente superiores aos demais. Os autores utilizaram 6% sais de cromo no curtimento e no recurtimento, diferentes agentes curtentes, sendo para T1 = 4% sais de cromo, T2 = 4% tanino vegetal, T3 = 4% tanino sintetico e T4 = 2% tanino vegetal + 2% tanino sintetico. Os valores obtidos por Prado et al. (2006) foram proximos aos obtidos neste experimento que variaram de 9,28 a 11,24 N [mm.sup.-2].

De acordo com Prado et al. (2006), os agentes curtentes utilizados no recurtimento nao influenciaram na elasticidade dos couros. No entanto, neste experimento houve efeito dos curtentes, e o tanino vegetal (Clarotan x8[R]) e sais de cromo proporcionaram maior elasticidade ao couro (Tabela 1).

Os resultados de resistencia ao rasgamento, obtidos neste experimento, quando comparados com os de Prado et al. (2006) foram semelhantes, quando utilizado tanino sintetico (media 19,87 N [mm.sup.-1]) e a combinacao dos taninos (17,80 N [mm.sup.-1]).

Portanto, a tecnica de curtimento, o tipo e percentagem do agente curtente e a etapa em que eles foram utilizados (curtimento ou recurtimento), influenciam nos resultados de resistencia dos couros. Alem desses fatores mencionados que afetam a qualidade do couro, e interessante comparar a resistencia desse couro de coelho com couros de outras especies animais, tais como de ovinos e novilhas.

Jacinto et al. (2004) relataram sobre as caracteristicas fisico-mecanicas dos couros de ovinos das racas Morada Nova e Ideal. Esses couros com espessura de 1,22 e 1,27 mm apresentaram resistencia a tracao de 15,35 e 12,68 N [mm.sup.-2], respectivamente, para os sentidos longitudinal e transversal. Os valores obtidos para couros de ovinos foram superiores aos encontrados para os couros de coelhos deste experimento. Os couros de ovinos apresentaram maior resistencia para o rasgamento progressivo no sentido transversal (60,87 N [mm.sup.-1]). Para os couros de coelhos, no mesmo sentido, o valor foi muito inferior (21,63 N [mm.sup.-1]) e nao houve diferenca significativa para sentido de retirada dos corpos de prova do couro.

Baseado nas informacoes da Tabela 2, os couros curtidos com as diferentes tecnicas, exceto com Syntac F + Weibull, apresentaram resistencia a tracao e rasgamento progressivo exigida para confeccao de vestuario. O percentual de alongamento sofreu influencia significativa da tecnica de curtimento e da direcao ou sentido da retirada do corpo de prova do couro, mas nao esteve relacionado a forca ou tensao. Todos os tratamentos, exceto o T4 (3% tanino vegetal - mimosa + 3% tanino sintetico - Syntac F), atenderam aos parametros preconizados de 40 a 80% de elasticidade do couro, pelo Laboratorio de Controle de Qualidade do Senai--CTCC (Centro de Tecnologia do Couro e Calcado Albano Franco). Quando levado em consideracao os valores de referencia da Basf (2004), apenas as peles de coelhos curtidas com Syntac CW[R] apresentaram resistencia a tracao mais proxima do recomendado. Para rasgamento progressivo os couros curtidos com os diferentes agentes curtentes apresentam resistencia dentro do indicado para confeccao de vestuario, quanto a elasticidade foram os couros curtidos com sais de cromo ou Clarotan-x8[R] que apresentaram elasticidade adequada para confeccao de vestuario, conforme relatado por Basf (2004).

Conclusao

Os agentes curtentes utilizados na etapa de curtimento influenciam nos testes de alongamento e rasgamento progressivo.

Considerando a formulacao utilizada neste experimento, sugere-se que os couros devam ser curtidos com sais de cromo (Chromossal B[R]) ou tanino vegetal (Clarotan-x8[R]), por proporcionarem couros com melhores valores de alongamento e de rasgamento progressivo.

Received on October 24, 2008. Accepted on October 16, 2009.

Referencias

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ABNT-Associacao Brasileira de Normas Tecnicas. NBR 11032: peles e couros - tomada do pedaco-de-prova: procedimento. Rio de Janeiro, 1998.

ABNT-Associacao Brasileira de Normas Tecnicas. NBR 11055: couro: determinacao da forca de rasgamento progressivo. Rio de Janeiro, 2005a.

ABNT-Associacao Brasileira de Normas Tecnicas. NBR 11052: determinacao da espessura. Rio de Janeiro, 2005b. ABNT-Associacao Brasileira de Normas Tecnicas. NBR 10455: climatizacao de materiais usados na fabricacao de calcados e correlatos. Rio de Janeiro, 2006.

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NUSSBAUM, D. F. O efeito dos sais de cromo de basicidade diferente. Revista do Couro, n. 154, p. 62-71, 2002.

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SAEG. Sistemas de Analises Estatisticas e Geneticas. Versao 8,0. Vicosa: Universidade Federal de Vicosa, 2000. SCAPINELLO, C. Atualizacao em cunicultura. Maringa: Cooperativa Norte Paranaense de Criadores de Coelho Ltda; Coopernorte Coelhos, 1986.

License information: This is an open-access article distributed under the terms of the Creative Commons Attribution License, which permits unrestricted use, distribution, and reproduction in any medium, provided the original work is properly cited.

DOI: 10.4025/actascianimsci.v31i4.5592

Amanda Lilian Vieira Hoch (1), Marcellie do Prado (1), Maria Luiza Rodrigues de Souza Franco (1) *, Claudio Scapinello (1), Nilson do Prado Franco (2) e Eliane Gasparino (1)

(1) Departamento de Zootecnia, Universidade Estadual de Maringa, Av. Colombo, 5790, 87020-900, Maringa, Parana, Brasil. (2) Programa de Pos-Graduacao em Zootecnia, Universidade Estadual de Maringa, Maringa, Parana, Brasil. * Autor para correspondencia. E-mail: mlrsouza@uem.br
Tabela 1. Valores medios dos testes fisico-mecanicos dos
couros de coelho.

Table 1. Average values of physical-mechanical tests of rabbit skins.

Fatores                   Espessura (mm)       Tracao (N [mm.sup.-2])
Factors                   Thickness            Traction

Tratamentos (T)
Treatments (T)

T1 = Cromo                1,02 [+ or -] 0,15   11,24 [+ or -] 3,63
Tl = Chrome
T2 = Clarotan x8          1,06 [+ or -] 0,20   10,25 [+ or -] 3,68
T2 = Clarotan x8
T3 = Syntac CW            0,92 [+ or -] 0,16   11,63 [+ or -] 2,98
T3 = Syntac CW
T4 = Syntac F + Weibull   1,10 [+ or -] 0,32   9,28 [+ or -] 2,33
T4 = Syntac F + Weibull
T5 = Weibull              1,07 [+ or -] 0,19   9,86 [+ or -] 3,00
T5 = Weibull

Sentido do corpo de prova (S)
Body-of-test's direction (S)

S1 = longitudinal         1,01 [+ or -] 0,20   10,96 [+ or -] 3,50
Sl = longitudinal
S2 = transversal          1,06 [+ or -] 0,23   9,95 [+ or -] 2,84
S2 = transverse

Teste F
F Test

Tratamento                1,30 (ns)            1,23 (ns)
Treatment (T)
Sentido                   1,38 (ns)            2,03 (ns)
Direction (S)
Interacao (T x S)         0,77 (ns)            0,71 (ns)
Interaction (T x S)
CV (%)                    20,87                30,71

Medias seguidas das mesmas letras minusculas, nas colunas nao diferem
significativamente pelo teste de Tukey (p > 0,05);
(ns)--nao-significativo; * significativo.

Mean values followed by the same lowers letters, in the columns,
did not  differ signficantly by the Tukey test (p > 0.05);
(ns)--non-signficant;  * significant.

Tabela 2. Valores referencia de resistencia para couros de
bovinos curtidos com sais de cromo para vestuario.

Table 2. Reference resistance values for cow leather
tanned with chrome salts, for clothing.

                  Tracao
                  (N [mm.sup.-2])

                  Traction
                  (N [mm.sup.-2])

Hoinacki (1989)   [less than or equal to] 9,80
Basf (2004)       [less than or equal to] 25

                  Elongation
                  (%)

Hoinacki (1989)   [less than or equal to] 60 Basf (2004)
                  [greater than or equal to] 60

Rasgamento Progressivo
                  (N [mm.sup.-1])

Progressive Tearing
                  (N [mm.sup.-1])

Hoinacki (1989)   [less than or equal to] 14,72
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Title Annotation:Texto en Portuguese
Author:Hoch, Amanda Lilian Vieira; do Prado, Marcellie; de Souza Franco, Maria Luiza Rodrigues; Scapinello,
Publication:Acta Scientiarum Animal Sciences (UEM)
Date:Oct 1, 2009
Words:3010
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