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AVALIACAO DO ESTADO DE HIDRATACAO EM MILITARES DE UM BATALHAO EM JOINVILLE-SC.

INTRODUCAO

O militar esta em constante busca por aperfeicoar seu condicionamento fisico para eventuais operacoes a que for designado e sao frequentemente reconhecidos por seu vigor fisico e porte atletico. Entretanto, estao expostos ao risco de estresse termico provocado por diferentes condicoes climaticas, temperatura e umidade relativa do ar, durante a execucao de operacoes militares em ambientes quentes aliados a utilizacao de fardamento e equipamentos.

No entanto, e de conhecimento que em nosso pais, a hidratacao durante os treinamentos tem recebido pouca atencao dos militares, apesar dos possiveis riscos de desidratacao, queda de desempenho e disturbios relacionados ao calor (Freitas-Dias e colaboradores, 2016; Hunt e colaboradores, 2016).

Ha relatos que eles sao orientados a nao se hidratarem durante treinamentos especificos com o objetivo aumentar a resistencia a desidratacao, porem nao ha evidencias cientificas que corroborem esta pratica.

No corpo humano a agua e considerada um dos nutrientes mais importantes para a vida, e essencial para o transporte de substancias, como oxigenio, nutrientes e de sais minerais, eliminacao de residuos metabolicos, alem de participar ativamente da termorregulacao corporal atraves da sudorese e eliminacao insensivel (Montain, 2008).

Por isto e de suma importancia destacar que a reposicao hidrica deve ocorrer antes, durante e depois do exercicio, principalmente em exercicios de intensidade elevada com media ou longa duracao. A hipohidratacao prejudica o desempenho em atletas, em especial nas atividades de resistencia, pois eleva a sensacao de fadiga durante o exercicio e a percepcao de esforco, afeta a motivacao do praticante alem de aumentar o risco de lesoes (Meyer e colaboradores, 2012; Monteiro, Guerra e Barros, 2003).

odos os processos metabolicos e mecanicos que ocorrem no organismo produzem calor, devido a isto, o corpo humano esta em constante troca com o ambiente atraves do mecanismo de termorregulacao. Individuos mal hidratados ou desidratados propendem a ter um indice de esforco fisiologico maior (Kenny, Notley e Gagnon, 2017).

Em relacao a desidratacao esta pode ser classificada como: leve, moderada e grave, entre os sintomas apresentados na desidratacao leve e moderada destacam-se: fadiga, sede, falta de apetite, tontura, intolerancia ao calor, oliguria e aumento de concentracao na urina, em contrapartida, a desidratacao grave apresenta sintomas mais severos e, em casos avancados, pode levar a morte (Schwellnus, 2009, Silva e colaboradores, 2011).

O controle da temperatura corporal elevada pelo estresse causado pelo exercicio fisico e um importante parametro a ser avaliado, pois e acentuado pela desidratacao e acaba por interferir nas respostas fisiologicas e no desempenho, com riscos para a saude (Salgueiro Pinheiro, 2005).

A avaliacao das respostas hemodinamicas em uma sessao aguda de exercicios de endurance, as quais dependem da intensidade do esforco, podem ser observadas analisando parametros como frequencia cardiaca e pressao arterial, estas respostas cardiovasculares ao exercicio sao extremamente necessarias para que o sistema atenda as exigencias impostas, fornecendo um suprimento adequado de sangue, dissipando o calor e mantendo um aporte suficiente de nutrientes (Antonio e colaboradores, 2017).

O parametro utilizado pela American College of Sports Medicine (2006), para avaliar a perda hidrica atraves do suor apos o treinamento e um importante metodo para comparar sinais e sintomas de desidratacao.

Portanto o estudo visou avaliar parametros clinicos e sintomas relacionados ao estado de hidratacao de militares de um batalhao em Joinville-SC antes e apos corrida de 8 km com restricao hidrica total durante o treinamento.

MATERIAIS E METODOS

O estudo foi iniciado apos aprovacao da pesquisa pelo Comite de Etica em Pesquisa da Associacao Educacional Luterana Bom Jesus / IELUSC (CEP) sob o numero do parecer 2.674.242.

O estudo de carater observacional, foi realizado nas imediacoes do 62[degrees] Batalhao de Infantaria em Joinville/SC com um grupo de 20 militares convidados, do sexo masculino, na faixa etaria de 18 anos de idade. Todos aceitaram participar do estudo e assinaram o TCLE.

A pesquisa ocorreu durante cinco quartas feiras entre os meses de julho e agosto, foram avaliados quatro militares por semana, a atividade realizada foi de corrida em ambiente urbano, com inicio sempre as 7h50min com percurso de oito quilometros e duracao de uma hora e meia com tempo para avaliacao de ate vinte minutos apos o termino da atividade. Os participantes foram orientados a manter a restricao hidrica total durante o treinamento como de costume por orientacao dos superiores e a nao ingerir nenhum tipo de liquido antes da avaliacao pos exercicio.

Os dados antropometricos foram coletados utilizando estadiometro (capacidade 2m e precisao 0,1cm) para verificar altura., o peso corporal foi aferido pre e pos treino em uma balanca de plataforma eletronica certificada e calibrada ate 150 kg, o IMC foi calculado utilizando a formula: IMC=MC/[E.sup.2] (Indice de Massa Corporal=Massa corporal/estatura ao quadrado), sendo o estado nutricional avaliado segundo OMS (2002).

Para aferir pressao arterial e a frequencia cardiaca em batimentos/min, foi utilizado o Monitor Digital de Pressao Arterial Automatico de Braco Omron - 1100, foi orientado que cada avaliado fizesse cinco minutos de descanso sentado pre e pos o treino. A media de tres mensuracoes foi calculada e utilizada para as analises.

A temperatura corporal foi mensurada pela temperatura timpanica pre e pos exercicio (cinco minutos apos o treino), com o modelo Welch Allyn Braun Pro 4000. Para calcular a perda de peso corporal perda hidrica atraves do suor de cada participante apos o treinamento, foi utilizado o calculo de porcentagem de perda hidrica: Peso inicial (Pi) - Peso final (Pf) x 100/ Peso inicial (Pi), assim, foi possivel caracterizar a perda hidrica por ml/min e porcentagem desta perda em cada militar.

m relacao as variaveis que influenciam o estado de hidratacao e a perda hidrica atraves do suor de cada participante apos o treinamento, foi utilizado o calculo de porcentagem de perda hidrica: Peso inicial (Pi) - Peso final (Pf) x 100/ Peso inicial (Pi), assim, foi possivel caracterizar a perda hidrica por ml/min e porcentagem desta perda em cada militar.

Na avaliacao pre-treino, os participantes foram questionados sobre a quantidade de liquidos consumida apos o despertar e ate o inicio da atividade.

Apos a atividade fisica, foi questionado aos participantes sobre a presenca de algum sintoma relacionado ao estresse por calor na ultima semana ou no momento da avaliacao, utilizando como base os sintomas relatados no estudo de Bodin e colaboradores (2016).

Para avaliar a sensacao de sede foi exibida uma escala analogica visual e os militares foram convidados a situar uma marca em uma linha horizontal de 10-cm fixado pelas frases "nenhuma" a "muita sede" nas extremidades, sendo 1 nenhuma sede e 10 muita sede (Millard-Stafford e colaboradores, 2012).

As condicoes ambientais temperatura e umidade foram coletadas 10 minutos antes do treinamento utilizando os dados em tempo real fornecidos pelo site Epagri/Ciram (2018), para avaliar a relacao do clima com o estado de hidratacao do militar conforme, Becker e colaboradores (2011).

A analise estatistica foi realizada utilizando o software SPSS, versao 22.0 para Windows (SPSS, Inc. Chicago, IL). O teste Shapiro-WiIlk foi utilizado para verificar a distribuicao das variaveis e os resultados foram expressos em media e desvio padrao ou percentual, quando apropriado. Para analise de correlacao, utilizou-se o teste de Pearson e para comparacao das variaveis antes e apos o exercicio, foi utilizado o teste t de Student pareado. A significancia estatistica foi considerada para valores de P<0,05.

RESULTADOS

As avaliacoes foram realizadas em 5 datas diferentes (4 participantes por dia) e a temperatura estava amena, variando de 13[degrees]C a 20[degrees]C e umidade media de 89%.

As principais caracteristicas dos participantes foram descritas na Tabela 1.

Ao serem questionados em relacao ao consumo hidrico entre o momento que acordaram ao inicio do exercicio, 35% relataram nao terem consumido nenhum tipo de liquido.

Durante o percurso os militares nao sao autorizados a fazer nenhum tipo de reposicao hidrica.

A comparacao dos parametros clinicos antes e apos o exercicio foi demonstrada na Tabela 2. Houve uma reducao significativa do peso, equivalente a 1,3%. PAS e PAD tambem diminuiram, enquanto a pulsacao e a temperatura aumentaram tambem significativamente. Foi excluido da analise o peso e a PAD de um participante por possivel erro de digitacao. Dois resultados de temperatura nao foram incluidos por provavel erro na mensuracao do aparelho que indicava temperatura de 33[degrees]C, sugestivo de hipotermia.

Ao analisarmos a taxa de sudorese e percentual de perda hidrica, percebemos resultados com valores de perda por sudorese maxima de 21,4 ml/min e minima de 8,3 ml/min. Deparamo-nos tambem com um percentual de perda hidrica expressiva nesta populacao, cerca de 70% (n=14) acima de 1% de perda hidrica e apenas 30% (n=6) abaixo deste percentual, tendo como valor maximo encontrado de 2% de perda hidrica e valor minimo de 0,71%.

Nao houve correlacao entre as diferencas das variaveis clinicas entre elas (peso, PAS, PAD, pressao e temperatura).

Encontramos uma correlacao inversa e significante entre a escala de sede pos exercicio e a variacao de peso absoluta em kg (R=-0,66; p=0,002).

O percentual de participantes que perceberam sintomas que podem estar relacionados ao estado de hidratacao durante ou apos o treinamento foram mostradas na Tabela 3. O sintoma mais prevalente foi cansaco excessivo (25%), seguido da cefaleia e suor excessivo (20%).

DISCUSSAO

O principal achado do presente trabalho foi a deteccao de perda de peso corporal significativa e presenca de sintomas relacionados a desidratacao apos corrida de 8 km sem reposicao hidrica durante o treino em um clima ameno.

Ao analisarmos a comparacao dos parametros de perda de peso pre e pos exercicio observamos uma perda significante mesmo estando em clima ameno nos dias de avaliacao, isto nos leva a questionar se em condicoes de clima mais quente a perda hidrica seria mais expressiva como demonstrado no estudo de Pinchan e colaboradores (1988), aonde relatou que em temperaturas mais elevadas a desidratacao nao apenas eleva as respostas da temperatura central, mas tambem nega as vantagens termorregulatorias conferidas pela alta capacidade aerobica e pela aclimatizacao ao calor gerando uma maior perda hidrica.

Algo curioso encontrado neste estudo foi a diminuicao de PAS e PAD pos exercicio, ao contrario da maioria dos estudos encontrados na literatura, talvez esta alteracao se deva a adaptacoes cardiovasculares e respiratorias que ocorrem no corpo a fim de atender as demandas aumentadas dos musculos ativos, conforme evidenciado na revisao de literatura de Monteiro e Sobral Filho (2004), onde esclarece que adaptacoes fisiologicas e metabolicas ocorrem para permitir que o organismo melhore o seu desempenho otimizando a distribuicao de oxigenio pelos tecidos em atividade. Logo, os mecanismos que conduzem a queda pressorica pos-treinamento fisico podem estar relacionados a fatores hemodinamicos, humorais e neurais.

Alem disto, houve um aumento significante do pulso (bpm) mesmo apos os 5 min de descanso, o que pode ser explicado pelo estudo de Meyer e colaboradores (2012), aonde justificam que a perda hidrica excessiva causa uma queda no volume plasmatico em repouso e tambem durante e possivelmente apos o exercicio, e este volume sanguineo menor gera um aumento da espessura do sangue, reduzindo a pressao venosa central e tambem o retorno venoso do sangue ao coracao. Estas alteracoes podem diminuir o preenchimento do coracao durante a diastole (fase do ciclo cardiaco quando o coracao esta relaxado e esta se enchendo de sangue antes da proxima contracao), possivelmente sendo a causa desta alteracao.

A temperatura corporal dos militares se elevou mais rapidamente em relacao a individuos hidratados durante o exercicio, confirmando a hipotese de Sawka e colaboradores (2001), que afirma que quando ha uma desidratacao este mecanismo ocorre de forma mais acelerada. Conforme esperado, houve aumento significativo da temperatura corporal devido ao calor produzido durante o exercicio.

Sawka e Wenger (1988) demonstraram que quando ha um aumento da temperatura de nucleo para cerca de 39,5[degrees]C, ocorrem sensacoes de fadiga de forma mais rapida e acentuada. Todavia, em nosso trabalho mesmo com um aumento de temperatura menor (36,1 [+ or -] 0,5), este sintoma pode ser encontrado, pois observamos uma grande parcela de militares (25%) relatando cansaco excessivo como principal sintoma descrito, ficando a frente de suor excessivo, caibras e dor de cabeca.

Encontramos uma correlacao inversa e significante entre a escala de sede e a variacao de peso indicando que os militares estavam se tornando hipoidratados com aumentos concomitantes da sensacao de sede, o que nos sugere que se tivessem acesso a hidratacao durante o exercicio, poderiam ter diminuido a hipohidratacao e os sintomas encontrados.

Em um recente estudo de Pompermeyer e colaboradores (2014) mostrou que a manutencao do estado de hidratacao durante o exercicio pode minimizar a sobrecarga fisiologica avaliada pelo Indice de Estresse Fisiologico durante exercicio prolongado no calor a partir de 45 minutos.

Tem sido sugerido que atletas que fazem a pratica do exercicio fisico no calor devem repor a perda de agua guiado apenas pela sede (Noakes, 2010), embora o tema seja bastante controverso, ja que alguns estudos mostraram que nem sempre a sensacao de sede e um bom guia para evitar a hipohidratacao (Armstrong, Johnson, e Bergeron, 2016).

Poucos estudos examinaram os marcadores de desidratacao na atividade militar brasileira, estudos como o de Santos et al (2016), por exemplo, avaliam os sintomas relacionados a exaustao por calor, mas nao o estado de hidratacao desta populacao.

Considerando o aumento dos estressores fisiologicos envolvidos em exercicios de endurance, a hidratacao deve ser considerada como um fator importante no treinamento e no dia a dia para garantir o desempenho ideal e a seguranca dos militares.

Varios estudos descobriram que programas de intervencao simples podem ser bem-sucedidos na melhoria do estado de hidratacao em varios jovens atleticos (Kavouras e colaboradores, 2011, McDermott e colaboradores, 2009). Esta populacao especifica deve considerar seriamente a educacao em hidratacao como parte de sua preparacao (Bergeron, 2015).

Pudemos observar que os militares neste estudo apresentaram hipohidratacao significativa durante o exercicio, associadas a sintomas mesmo.

Desta forma, a oferta de fluidos deve ocorrer em intervalos regulares e em quantidades proporcionais a perda de massa corporal para repor toda agua perdida atraves da sudorese. Em atividades que durarem mais que uma hora ingerir liquidos com adicao de sodio (0,5 a 0,7g.[L.sup.1] de agua) para evitar possiveis casos de hyponatremia. Realizar a hidratacao apos a atividade fisica tem como finalidade e diminuir a sobrecarga fisiologica e garantir o desempenho atletico (American College of Sports, 2016).

CONCLUSAO

Concluiu-se que apos o exercicio os militares apresentaram sinais de hipohidratacao pela ingestao insuficiente de liquidos durante o exercicio.

Estes dados apontam a necessidade de desenvolver um protocolo de hidratacao direcionado a esta populacao para adequar a ingestao hidrica dos mesmos, visto que a inadequacao hidrica pode gerar prejuizos para a saude e no desempenho dos militares.

REFERENCIAS

1-Antonio, T. T. D.; e colaboradores. Duploproduto e variacao da frequencia cardiaca apos esforco isocinetico em adultos e idosos. Revista Brasileira de Medicina do Esporte. Vol. 23. Num. 5. p. 394-398. 2017.

2-American College of Sports Medicine. Position Stand: Exercise and fluid replacement. Medicine Science Sports Exercises. Vol. 29. p. 1-11. 2016.

3-Armstrong, L. E.; Johnson, E. C.; Bergeron, M. F. Counterview: Is Drinking to Thirst Adequate to Appropriately Maintain Hydration Status During Prolonged Endurance Exercise? No. Wilderness & Environmental Medicine. Vol. 27. Num. 2. p.195-198. 2016.

4-Becker, G. F.; e colaboradores. Perda de eletrolitos durante uma competicao de duatlo terrestre no calor. Revista Brasileira de Educacao Fisica e Esporte. Vol. 25. Num. 2. p.215-223. 2011.

5-Bergeron, Michael F. Hydration in the Pediatric Athlete - How to Guide Your Patients: Current Sports Medicine Reports. Vol. 14. Num. 4. p. 288-293. 2015.

6-Bodin, T.; e colaboradores. Intervention to reduce heat stress and improve efficiency among sugarcane workers in El Salvador: Phase 1. Occupational and Environmental Medicine. Vol. 73. Num. 6. p.409-416. 2016.

7-Freitas-Dias, R.; e colaboradores. Efeito de diferentes protocolos de hidratacao em militares. ConScientiae Saude. Vol. 15. Num. 4. p. 628-635. 2016.

8-Kavouras, S. A.; e colaboradores. Educational intervention on water intake improves hydration status and enhances exercise performance in athletic youth: Water intake and endurance performance. Scandinavian Journal of Medicine & Science in Sports. Vol. 22. Num. 5. p. 684-689. 2012.

9-Kenny, G. P.; Notley, S. R.; Gagnon, D. Direct calorimetry: a brief historical review of its use in the study of human metabolism and thermoregulation. European Journal of Applied Physiology. Vol. 117. Num. 9. p. 1765-1785. 2017.

10-Mcdermott, B. P.; e colaboradores. Hydration Status, Sweat Rates, and Rehydration Education of Youth Football Campers. Journal of Sport Rehabilitation. Vol. 18. Num. 4. p. 535-552. 2009.

11-Meyer, F.; e colaboradores. Fluid Balance and Dehydration in the Young Athlete: Assessment Considerations and Effects on Health and Performance. American Journal of Lifestyle Medicine. Vol. 6. Num. 6. p. 489-501. 2012.

12-Millard-Stafford, M.; e colaboradores. Thirst and hydration status in everyday life. Nutrition Reviews. Vol. 70. p.S147-S151. 2012.

13-Monteiro, M. F.; Sobral Filho, D. C. Exercicio fisico e o controle da pressao arterial. Revista Brasileira de Medicina do Esporte. Vol. 10. Num. 6. p. 513-516. 2004.

14-Monteiro, C. R.; Guerra, I.; Barros, T. L. Hidratacao no futebol: uma revisao. Revista Brasileira de Medicina do Esporte. Vol. 9. Num. 4. p. 238-242. 2003.

15-Montain, S. J. Hydration recommendations for sport 2008. Current Sports Medicine Reports. Vol. 7. Num. 4. p. 187-192. 2008.

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18-Pichan, G.; e colaboradores. Effect of primary hypohydration on physical work capacity. International Journal of Biometeorology. Vol. 32. Num. 3. p.176-180. 1988.

19-Pompermayer, M. G.; e colaboradores. Reidratacao durante exercicio no calor reduz o indice de esforco fisiologico em adultos saudaveis. Revista Brasileira de Cineantropometria & Desempenho Humano. Vol. 16. Num. 6. p.629-637. 2014.

20-Salgueiro Pinheiro, J. C. Efeitos do treinamento aerobico com intensidade na zona do fatmax (64+ 4% do VO2 max) na composicao corporal de Cadetes da Academia Militar das Agulhas Negras. Fitness & Performance Journal. Vol. 4. Num. 3. p.157-162. 2005.

21-Santos, M. M.; e colaboradores. Parametro morfologicos, hemodinamicos e metabolicos: respostas agudas apos uma corrida de 10.000 metros. RBPFEX - Revista Brasileira de Prescricao e Fisiologia do Exercicio. Vol. 10. Num. 57. p.78-87. 2016. Disponivel em: <>

22-Sawka, M.N.; Wenger, C.B. Physiological responses to acute exercise-heat stress. Pp. 1-38 in Human Performance Physiology and Environmental Medicine at Terrestrial Extremes. Pandolf, K.B.; Sawka, M.N.; Gonzalez, R.R. (eds). Indianapolis, Ind.: Benchmark Press. 1988.

23-Sawka, M. N.; Montain, S. J.; Latzka, W. A. Hydration effects on thermoregulation and performance in the heat. Comparative Biochemistry and Physiology Part A: Molecular & Integrative Physiology. Vol. 128. Num. 4. p. 679-690. 2001.

24-Schwellnus, M P. Cause of Exercise Associated Muscle Cramps (EAMC) - altered neuromuscular control, dehydration or electrolyte depletion? British Journal of Sports Medicine. Vol. 43. Num. 6. p. 401-408. 2009.

25-Silva, F. I. C.; e colaboradores. A importancia da hidratacao hidroeletrolitica no esporte. Revista Brasileira de Ciencia e Movimento. Vol. 19. Num. 3. p. 120-128. 2011.

Recebido para publicacao em 02/12/2018

Aceito em 19/08/2019

Lucas da Costa (1) Fabiana Baggio Nerbass (1) Sonia dos Santos Toriani (1)

E-mails dos autores:

lucascosta1697@gmail.com

mastoriani@hotmail.com

fabiana.nerbass@ielusc.br

(1) - Associacao Educacional Luterana Bom Jesus/IELUSC
Tabela 1 - Caracteristicas dos participantes (N=20)

Sexo Masculino (n/%)   20 (100%)
Idade (anos)           18 [+ or -] 0
Peso (kg)              70,5 [+ or -] 9,7
IMC (kg/[m.sup.2]      23,1 [+ or -] 2,3

Legenda: IMC= Indice de Massa Corporal.

Tabela 2 - Comparacao dos parametros pre e pos exercicio.

Variavel                   n    Pre                  Pos
                                exercicio            exercicio

Peso (Kg)                  19    70,6 [+ or -] 10,0   69,7 [+ or -] 9,9
PAS (mmHg)                 20   126 [+ or -] 9       119 [+ or -] 5
PAD (mmHg)                 19    66 [+ or -] 8        62 [+ or -] 6
Pulso (bat/Min)            20    68 [+ or -] 12      103 [+ or -] 12
Temperatura ([degrees]C)   18    35,6 [+ or -] 0,6    36,1 [+ or -] 0,5

Variavel                   p


Peso (Kg)                  <0,001
PAS (mmHg)                  0,004
PAD (mmHg)                  0,03
Pulso (bat/Min)            <0,001
Temperatura ([degrees]C)   <0,001

Legenda: PAS= Pressao Arterial Sistolica, PAD= Pressao Arterial.

Tabela 3 - Sintomatologia relatada pelos participantes.

Sintomas            n   %

Dor de Cabeca       3   15
Tonturas            2   10
Caibras             2   10
Suor Excessivo      3   15
Enjoo               1    5
Cansaco Excessivo   5   25
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Author:da Costa, Lucas; Nerbass, Fabiana Baggio; Toriani, Sonia dos Santos
Publication:Revista Brasileira de Nutricao Esportiva
Date:Jul 1, 2019
Words:3833
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