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AVALIACAO DO CONSUMO DIETETICO, DESIDRATACAO E GRAU DE FADIGA EM UM GRUPO DE CICLISTAS AMADORES.

INTRODUCAO

O ciclismo e um dos esportes mais tradicionais do mundo, criado no seculo XIX, com o surgimento das primeiras bicicletas para competicao e das primeiras provas de ciclismo (Frosi e colaboradores, 2011).

A participacao em competicoes esportivas ciclisticas pela populacao em geral vem aumentando nos ultimos tempos, bem como a necessidade de adequar sua alimentacao, a fim de melhorar o desempenho de atletas (Ferreira, Dalamaria, Biesek, 2014; Russel e colaboradores, 2013).

Uma dieta adequada contribui para um programa de treinamento de boa qualidade, podendo reduzir a fadiga e lesoes, e visa otimizar os depositos de energia, auxiliando na manutencao da saude do atleta, melhorando assim o seu desempenho esportivo (Moreira e Rodrigues, 2014; Silva e colaboradores, 2016).

A alimentacao de atletas, tanto amadores quanto profissionais, deve satisfazer as necessidades energeticas, atraves da ingestao adequada e equilibrada de carboidratos, proteinas, gorduras, agua, vitaminas e minerais (Ferreira, Dalamaria, Biesek, 2014).

Outro fator importante para o bom desempenho do atleta e a hidratacao. Estudos tem evidenciado que a desidratacao pode trazer consequencias negativas para o atleta, tais como, diminuicao da forca muscular, aumento do risco de caimbras e aumento da temperatura corporal, o que consequentemente prejudica o desempenho (Alves e colaboradores, 2016; De Almeida e colaboradores, 2013).

Alem disso, a superficie corporal, intensidade do exercicio, temperatura ambiente, umidade e aclimacao sao variaveis que influenciam a taxa de suor, que podem contribuir para a desidratacao dos atletas (Mendes e colaboradores, 2016).

Por tanto, uma ingestao hidrica inadequada, associada a atividade fisica extenuante e o estresse provocado pelo calor, pode debilitar o atleta, prejudicando seu desempenho, alem de ocasionar efeitos colaterais fisiologicos no organismo humano (Bublitz, Poll, 2016; Da Silva e colaboradores, 2011).

Portanto, o objetivo do presente estudo foi avaliar o consumo dietetico, a desidratacao e o grau de fadiga de ciclistas amadores apos um treino com o um percurso de 54 km.

MATERIAIS E METODOS

O presente estudo trata-se de uma pesquisa quantitativa, de delineamento descritivo-observacional, que avaliou o consumo dietetico, desidratacao e grau de fadiga de 12 ciclistas amadores do grupo Santa Ciclismo de Santa Cruz do Sul-RS, Brasil.

Os ciclistas participantes do estudo eram todos do sexo masculino, com idade entre 27 a 61 anos e na tabela 1 estao apresentadas as caracteristicas dos participantes.

O consumo alimentar dos ciclistas amadores foi determinado a partir do registro alimentar 24h antes do treino, de acordo com Fisberg e colaboradores (2005).

A partir do registro alimentar, a quantificacao do consumo de macro e micronutrientes foram determinadas utilizandose o programa DietWin[R].

A ingestao calorica foi calculada e classificada quanto a necessidade energetica pelo Estimated Energy Requiriment (EER) segundo Dietary Reference Intake (DRI) (IOM, 2005a).

A partir desse total calorico a avaliacao da ingestao calorica seguiu a classificacao da recomendacao da Sociedade Brasileira de Medicina do Esporte (Hernandez e Nahas, 2009), que considera uma ingestao calorica menor que 20% que o EER pode causar fadiga no atleta.

Para avaliar a ingestao de macronutrientes e para a inadequacao ou ingestao acima da UL de vitaminas e minerais foram utilizados os valores de referencia dos criterios da DRI, de acordo com a Estimated Average Requirements (EAR) ou Ingestao Adequada (AI) ou Nivel maximo de ingestao toleravel (UL) (Institute of Medicine, 1997, 1998, 2000, 2001a, 2011b, 2005a, 2005b).

A desidratacao (Tabela 2), avaliado segundo as recomendacoes de Sawka e colaboradores (1992), foi medida pela porcentagem de perda de peso (%PP) calculado segundo Voltolino e colaboradores (2013).

O grau de fadiga foi avaliado pela pontuacao obtida na escala subjetiva de Borg (1998).

Os dados coletados foram transferidos para uma planilha do programa Microsoft Excel[R] 2013 e os resultados foram expressos em media, desvio padrao e percentual.

O presente estudo foi aprovado pelo Comite de Etica da Universidade de Santa Cruz do Sul (UNISC) (Parecer numero 1.936.861) e cada participante assinou um Termo de Consentimento Livre Esclarecido (TCLE), autorizando sua participacao na pesquisa.

RESULTADOS

A adequacao do consumo alimentar dos ciclistas do presente estudo esta apresentada na tabela 3.

Os ciclistas do presente estudo apresentaram prevalencia de inadequacao de 75,0%, sendo que 41,7% deles estavam com consumo calorico abaixo do recomendado.

A ingestao media de carboidratos e gorduras totais foram de 46,58 [+ o -] 8,71% e 37,00 [+ o -] 8,19% das calorias totais, respectivamente, e ambos os nutrientes apresentaram um percentual de inadequacao (abaixo da recomendacao para carboidratos e acima da recomendacao para lipidios) de 50,0%.

O consumo de acidos graxos monoinsaturados e de acidos graxos poliinsaturados apresentaram uma adequacao de 100%, e 16,7%, respectivamente. Ja, a ingestao de gorduras saturadas apresentou uma prevalencia acima da recomendacao de 50,0%.

O consumo de colesterol e de gorduras trans apresentaram prevalencia de inadequacao (acima da recomendacao) de 8,3% e 58,3%, respectivamente.

A ingestao media de proteinas foi de 16,41 [+ o -] 3,69% das calorias totais, com prevalencia de adequacao de 100%.

O consumo de fibras encontrou-se abaixo do recomendado com prevalencia de inadequacao de 75%.

Em relacao ao consumo de micronutrientes (Tabela 4), verificou-se uma maior prevalencia de inadequacao para vitamina D (100,0%), potassio (66,7%) e magnesio (50,0%). Ja, o consumo de ferro e selenio apresentaram menor percentual de inadequacao (0,0%), assim como niacina e fosforo (8,3%), tiamina, riboflavina e zinco (16,7%).

A prevalencia de inadequacao de vitamina B6 e folato foi de 25,0%. O consumo de vitamina A, B12 e manganes apresentou prevalencia de inadequacao de 33,3%. A ingestao de vitamina C e E, bem como de calcio apresentaram percentual de inadequacao de 41,7% (Tabela 4).

Conforme as recomendacoes das DRI para UL de sodio, verificou-se um consumo excessivo de sodio por 75,0% da populacao estudada (Tabela 4).

A porcentagem de perda de peso ficou em 1, 6 [+ o -] 0,7%, sendo que 66,7% e 33,3% dos ciclistas estavam levemente desidratados e com desidratacao significante, respectivamente (Tabela 5).

Em relacao ao grau de fadiga (Tabela 5), a maioria dos ciclistas relatou que o exercicio foi razoavelmente facil (41,7%) ou um pouco dificil (41,7%).

DISCUSSAO

Na busca de uma melhor qualidade de vida, as pessoas, cada vez mais, tem procurado atividades esportivas de forma amadora, entre as quais se inclui o ciclismo.

Contudo, algumas atividades realizadas de forma competitiva podem representar um risco ao desequilibrio no organismo.

Desta forma, alteracoes fisiologicas e os desgastes nutricionais gerados pelo esforco fisico podem promover prejuizos a saude, se nao houver a compensacao adequada desses eventos.

Para tanto, a Sociedade Brasileira de Medicina do Esporte (SBME) criou uma diretriz para orientacoes dieteticas destinadas a atletas saudaveis, que praticam exercicios fisicos sem maiores preocupacoes com o desempenho (Hernandez e Nahas, 2009).

Contudo, nao existe uma recomendacao dietetica especifica para ciclistas, sendo que os individuos do presente estudo praticavam o ciclismo de forma amadora, sem objetivo de se tornarem atletas de alto rendimento.

Assim, uma dieta balanceada, que atenda as recomendacoes dadas a populacao em geral, deveria ser suficiente para a manutencao da saude e possibilitar bom desempenho fisico.

Neste sentido, o presente estudo objetivou avaliar a prevalencia de adequacao e inadequacao do consumo de macro e micronutrientes, a desidratacao e o grau de fadiga em ciclistas amadores.

A SBME enfatiza que, quando ocorre uma ingestao calorica menor que 20% da necessidade calorica total, pode acarretar em alteracao na composicao corporal, levando a fadiga (Hernandez e Nahas, 2009). No presente estudo, foi observado que 41,7% dos individuos apresentavam ingestao inadequada de calorias (abaixo de 20% da necessidade calorica diaria).

Alem disso, uma ingestao insuficiente de macro e micronutrientes, resultando em balanco calorico negativo, pode, alem da perda de massa muscular, aumentar a ocorrencia de lesoes. Essas alteracoes, bem como as alteracoes hormonais e na densidade ossea (osteopenia/osteoporose), podem aumentar a incidencia de doencas infecciosas, levando ao overtraining, diminuido o desempenho e rendimento do atleta (Hernandez e Nahas, 2009).

Sabe-se que o exercicio prolongado diminui os niveis de glicogenio muscular, fazendo com que haja uma frequente preocupacao com a correta reposicao de carboidratos, essencial para preservacao do seu efeito ergogenico.

Entretanto, verifica-se que em diferentes modalidades esportivas, o uso de dietas com carboidratos insuficientes e comum (Hernandez e Nahas, 2009).

Apesar dos atletas amadores terem a mesma recomendacao de carboidratos da populacao em geral (45-65% do total de calorias), no presente estudo a metade dos ciclistas apresentaram consumo inadequado (consumo insuficiente) e a outra metade, adequado.

Ademais, no nosso estudo, assim como o estudo de da Silva, da Silva e dos Santos (2012), nenhum individuo ingeriu carboidratos acima do percentual recomendado do VET.

Segundo De Melo e colaboradores (2016), a intensidade e duracao do exercicio esta intimamente relacionada ao consumo adequado de carboidratos, a fim de evitar a deplecao de glicogenio e evitar a fadiga, bem como propiciar a otimizacao da recuperacao muscular. Dos individuos que apresentaram consumo insuficiente de carboidratos (n=6), apenas 2 ciclistas relataram que o treino (54 km de ciclismos) foi um pouco dificil (33,3%), segundo a escala subjetiva de Borg.

Em relacao a ingestao de gorduras, nenhum individuo do presente estudo consumiu gorduras totais abaixo de 15% das calorias totais, seguindo as recomendacoes gerais, uma vez que uma ingestao excessivamente baixa esta relacionada com efeitos negativos a saude.

Ainda, observou-se uma ingestao excessiva do macronutriente para 50% dos ciclistas, assim como em um estudo com jogadores de futsal do sexo masculino que tambem encontraram alta ingestao de lipideos totais (acima de 85,0% de excesso de consumo) (da Silva, da Silva e dos Santos, 2012).

Esses resultados mostram que o elevado consumo de gorduras na dieta e uma pratica muito comum entre os atletas, compensando a ingestao de carboidratos insuficiente (Guerra, Soares e Burini, 2001). Nosso estudo confirma essa teoria, pois os mesmos individuos que consumiram quantidades insuficientes de carboidratos, consumiram quantidades excessivas de gorduras totais. A populacao estudada, embora tenha atingido quantidades recomendadas para acidos graxos poli e monoinsaturados, ao mesmo tempo consumiu quantidades excessivas de gorduras saturadas, colesterol e gorduras trans, o que deve ser considerado preocupante em relacao a saude cardiovascular destes ciclistas.

A proteina e um nutriente fundamental que contribui para o processo de conservacao dos tecidos. Alem disso, tem funcao imunologica e hormonal e, tambem pode ser utilizada como substrato para producao de energia (Welicz e colaboradores, 2016).

Os exercicios repetitivos, tais como atividades de ciclismo, podem causar microlesoes osteomioarticulares, pois submetem o aparelho locomotor as intensas e continuas acoes mecanicas de pressao, tracao e flexao (Araujo e Pereira, 1993).

Desta forma, a ingestao correta de proteina torna-se relevante para o reparo das microlesoes musculares decorrentes da pratica esportiva (Hernandez e Nahas, 2009).

Para as modalidades de resistencia, assim como a do presente estudo, as proteinas apresentam uma funcao auxiliar no fornecimento de energia para a atividade, recomendando-se cerca de 1,2-1,6 g/kg/dia de proteina (Hernandez e Nahas, 2009). Nos visualizamos que os ciclistas consumiram em media 1,53 g/kg/dia de proteina em atendimento ao recomendado, alem de apresentarem 100% para adequacao para o percentual do VET para ingestao de proteinas.

Ate entao, nao existe uma recomendacao especifica para a ingestao de fibras alimentar para atletas, em geral. No nosso estudo, o consumo de fibras diario foram predominantemente baixo (75% dos ciclistas).

Alem disso, a SBME ressalta que para evitar desconfortos gastrointestinais, no momento da corrida ciclistica, deve-se fracionar a ingestao de fibras ao longo das refeicoes, limitando o consumo dessas no pretreino, permitindo um tempo de digestao necessario para o esvaziamento gastrico (Hernandez e Nahas, 2009).

O exercicio fisico, dependendo da intensidade, pode levar a mudancas no metabolismo, na distribuicao e na excrecao de vitaminas e minerais (Lukaski, 2004; Thomas, Erdman e Burke, 2016).

A participacao das vitaminas e minerais esta relacionada aos processos celulares e ao metabolismo energetico; reparacao, contracao, crescimento muscular, defesa antioxidante e resposta imune (Lukaski, 2004; Thomas, Erdman e Burke, 2016).

Sendo assim, as necessidades de micronutrientes especificos sao influenciadas pelas necessidades fisiologicas, em resposta ao esforco (Lukaski, 2004), por isso, tem sido considerado que atletas possam ter necessidade maiores de ingestoes de micronutrientes para cobrir as maiores necessidades de construcao, reparo e manutencao de massa corporal magra (Rodriguez, Di Marco e Langley, 2009).

Contudo, a SBME, recomenda para atletas que nao estao em busca de alto rendimento esportivo, tais como ciclistas amadores, que o consumo de micronutrientes seja o mesmo que o da populacao em geral (Hernandez e Nahas, 2009).

Ainda que haja uma concordancia de que uma dieta variada e equilibrada, preencha as necessidades de vitaminas e minerais para os atletas em geral (Thomas, Erdman e Burke, 2016), as necessidades de micronutrientes para essa populacao requer mais pesquisas. Sabe-se que a realizacao de exercicios fisicos exaustivos pode levar ao desenvolvimento de processos fisiopatologicos induzindo o estresse oxidativo (Powers, Nelson e Hudson, 2011).

Desta forma, esse processo pode estar associado a uma diminuicao da performance fisica, fadiga muscular e estresse muscular em atletas (Powers, Nelson e Hudson, 2011).

Neste sentido, quantidades adequadas de vitaminas C, E e A podem agir como parte do sistema de defesa antioxidante do organismo.

Entretanto, em altas concentracoes, essas vitaminas podem apresentar efeito inverso e atuar como pro-oxidantes, favorecendo a formacao de radicais livres (Carocho e Ferreira, 2013). No presente estudo, houve uma prevalencia de inadequacao no consumo de vitamina A por 33,3% dos ciclistas, bem como de 41,7% para o consumo de vitaminas C e E, um fato preocupante, pois podem estar mais expostos a danos oxidativos.

Alem das vitaminas antioxidantes, existem alguns minerais que sao importantes para uma efetiva atividade das enzimas antioxidantes, tais como cobre, zinco, manganes, ferro e selenio (Speich e colaboradores, 2001). No presente estudo, nenhum ciclista apresentou consumo inadequado de selenio, um importante nutriente para protecao dos musculos e do coracao, frente a danos celulares (Speich e colaboradores, 2001).

Quanto ao consumo de zinco, no nosso estudo foi verificado uma baixa prevalencia de inadequacao (16,7%), o que e um fato favoravel, uma vez que a deficiencia de zinco poderia levar a falta de apetite e posterior fadiga e queda no rendimento em exercicios de resistencias, como no caso do ciclismo (Hernandez e Nahas, 2009).

Ja para o manganes, observamos que um terco dos ciclistas apresentaram consumo inadequado (33,3%), o que poderia ocasionar um comprometimento da disponibilizacao de manganes nas mitocondrias, que sao fortemente requeridas para a producao de energia na pratica esportiva (Speich e colaboradores, 2001).

Na dieta esportiva, a baixa ingestao de ferro e comum e pode levar a fadiga e a anemia e, consequentemente, afetar o desempenho atletico (Hernandez e Nahas, 2009).

Contudo, nenhum dos cliclistas avaliados no presente estudo apresentou consumo insuficiente de ferro. Por outro lado, o consumo excessivo de ferro pode causar danos a saude, podendo levar ao estresse oxidativo (Pra e colaboradores, 2012), entretanto, nenhum dos ciclistas avaliados no presente estudo apresentou consumo superior a UL para o ferro.

A tiamina desempenha um papel fundamental no metabolismo de carboidratos e proteinas, enquanto que a riboflavina e a vitamina B6 estao envolvidas no metabolismo das proteinas. A niacina, por sua vez, e fortemente requerida no metabolismo dos tres macronutrientes (Lukaski e Henry, 2004).

Os ciclistas avaliados apresentaram uma baixa prevalencia de inadequacao dessas vitaminas (<25,0%) envolvidas na efetiva utilizacao metabolica dos macronutrientes. O folato e a vitamina B12, assim como a vitamina B6 sao importantes na prevencao de eventos cardiovasculares, uma vez que evitam o acumulo da homocisteina, um marcador de risco cardiovascular (Simao e colaboradores, 2013). Neste estudo, a prevalencia de inadequacao de folato e das vitaminas B6 e B12 variou de 25,0-33,3%, nao podendo-se descartar a presenca de risco cardiovascular durante a pratica esportiva, uma vez que os individuos estavam praticando o ciclismo de forma amadora.

O calcio e a vitamina D estao envolvidos no desenvolvimento, manutencao, reparo osseo, regulacao da contracao muscular e conducao nervosa. Sua deficiencia acarretaria uma baixa densidade mineral ossea e risco de fraturas (Oliveira e colaboradores, 2017). No presente, a prevalencia de inadequacao de calcio e vitamina D foi de 41,7% e 100,0%, respectivamente. A vitamina D favorece a absorcao de calcio e o fato de estar 100% inadequada para os ciclistas pode comprometer o aproveitamento do calcio ingerido (Maeda e colaboradores, 2014).

Semelhante ao nosso estudo, Stulbach e Raphael (2010) verificaram que 40,0% de jogadores de futebol de um clube de Santos-SP, tambem consumiam calcio abaixo da recomendacao.

Sabe-se que o fosforo e magnesio estao envolvidos na producao de ATP, importante para a producao de energia (IOM, 1997; Pasternak, Kocot e Horecka, 2010). No presente estudo, o fosforo apresentou baixa prevalencia de inadequacao (8,3%), enquanto que o magnesio apresentou prevalencia de inadequacao de 50,0%. O fato de que metade dos ciclistas apresentaram inadequacao para o magnesio e um motivo de olhar cauteloso, uma vez que o mesmo tambem esta envolvido na contracao muscular, desempenhando papel na transmissao e na atividade neuromuscular (IOM, 1997).

A hidratacao e um fator relevante na pratica do exercicio fisico (Alves e colaboradores, 2016). Maughan e Leiper (1994) sugerem que a desidratacao acontece devido a necessidade do organismo de manter a temperatura do corpo perto dos valores de repouso, cerca de 37[grados]C. A perda de calor em individuos expostos a ambientes de altas temperaturas promove a evaporacao da agua na superficie da pele.

Isso permite que a temperatura do corpo seja mantida, mas pode resultar em desidratacao e perda de eletrolitos. No presente estudo, os eletrolitos avaliados foram potassio e sodio ingeridos, sendo observado alta prevalencia de ingestao abaixo da AI para o potassio (66,7%), o que pode influenciar na homeostase desses eletrolitos (Serrano e colaboradores, 2015).

Alem disso, sabe-se que o consumo excessivo de sodio pode levar a desidratacao (Dmitrieva e Burg, 2015) o que poderia justificar a desidratacao leve encontrado entre alguns ciclistas do presente estudo, uma vez que verificou-se alta ingestao de sodio acima da UL (75%).

Alem disso, o desempenho no exercicio e comprometido quando o individuo encontra-se desidratado a 3% do seu peso corporal e quando a perda aumenta para 45%, pode ocorrer a diminuicao da capacidade de trabalho em cerca de 30% (de Oliveira e colaboradores, 2016). No presente estudo, verificou desidratacao leve (66,7%) e desidratacao significante (33,3%) entre os ciclistas, nao muito diferente do estudo de Bublitz e Poll (2016) que observaram desidratacao leve em atletas de futebol americano.

Desta forma, as estrategias de hidratacao devem considerar os fatores ambientais e as caracteristicas individuais do atleta (Bublitz e Poll, 2016).

E importante lembrar que a desidratacao leve e moderada pode causar a fadiga, bem como a perda de apetite, sede, pele vermelha, intolerancia ao calor, tontura, oliguria e aumento da concentracao urinaria (Voltolino e colaboradores 2013). No presente estudo, alem dos ciclistas apresentarem-se levemente desidratados ou desidratacao significativamente, o treino ciclistico realizado para o presente estudo foi considerado razoavelmente facil (41,7%) ou um pouco dificil (33,3%), mostrando pouca influencia sobre a percepcao subjetiva de fadiga.

CONCLUSAO

Nossos resultados demonstraram que uma alimentacao balanceada e equilibrada seria de suma importancia nao apenas para o bom desempenho do atleta, mas tambem para o bom estado de saude desses individuos.

O consumo calorico e de carboidratos baixos, bem como o consumo excessivo de lipidios encontrados na alimentacao dos ciclistas amadores avaliados, podem levar a fadiga e a diminuicao do desempenho dos mesmos.

Alem disso, deve-se dar uma atencao especial para o consumo de alguns micronutrientes como a vitamina D que apresentou 100% de inadequacao, assim como o potassio e o sodio, uma vez que estes ultimos nutrientes estao envolvidos no processo de desidratacao.

Apesar dos ciclistas apresentarem desidratacao leve e desidratacao significante, pouco influenciou na percepcao subjetiva de fadiga relatada por eles.

AGRADECIMENTOS

O presente estudo foi financiado pelo Laboratorio de Nutricao Experimental da Universidade de Santa Cruz do Sul (UNISC), RS, Brasil e recebeu apoio do Programa de Pos-Graduacao em Promocao da Saude da Universidade de Santa Cruz do Sul (UNISC), RS, Brasil.

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Conflito de interesse

Os autores declaram nao haver conflito de interesse.

3-Programa de Pos-graduacao em Promocao da Saude, Departamento de Educacao Fisica e Saude, Universidade de Santa Cruz do Sul, Santa Cruz do Sul-RS, Brasil.

E-mail dos autores:

anapfaccin@yahoo.com.br

patricia.molz@gmail.com

silviafr@unisc.br

Endereco para correspondencia: Silvia Isabel Rech Franke Programa de Pos-graduacao em Promocao da Saude.

Departamento de Educacao Fisica e Saude.

Universidade de Santa Cruz do Sul.

Avenida Independencia, 2111.

Bairro Universitario,

Santa Cruz do Sul, Rio Grande do Sul, Brasil.

CEP: 96815-900.

Ana Paula Meininger Faccin (1), Patricia Molz (1,2), Silvia Isabel Rech Franke (1,3)

(1)-Departamento de Educacao Fisica e Saude, Universidade de Santa Cruz do Sul, Santa Cruz do Sul-RS, Brasil.

(2)-Programa de Pos-Graduacao em Medicina e Ciencias da Saude, Pontificia Universidade Catolica do Rio Grande do Sul (PUC-RS), Porto Alegre-RS, Brasil.

Recebido para publicacao em 05/01/2018

Aceito em 12/03/2018
Tabela 1 - Descricao da caracteristica dos 12 ciclistas amadores do
grupo Santa Ciclismo de Santa Cruz do Sul-RS, Brasil, 2017.

Variavel                                  Media [+ o -] DP

Idade (anos)                              38,00 [+ o -] 11,18
Peso (kg)                                 91,41 [+ o -] 14,28
Estatura (m)                               1,79 [+ o -] 0,08
Indice de massa corporal (kg/[m.sup.2])   28,73 [+ o -] 4,68
Percentual de gordura (%)                 25,30 [+ o -] 5,93
Percentual de agua corporal (%)           53,41 [+ o -] 4,65

Tabela 2 - Efeitos fisiologicos da desidratacao de acordo com o
percentual de perda de peso, adaptado de Sawka e colaboradores (1992).

%PP   Efeitos                           Nivel de hidratacao

1%    Inicio do comprometimento         Levemente desidratado
      de termorregulacao - sensacao
      leve de sede
2%    Sensacao de sede mais intensa     Levemente desidratado
3%    Diminuicao do debito urinario,    Desidratacao significante
      boca seca
4%    Diminuicao cerca de 20 a 30%      Desidratacao significante
      do trabalho
5%    Dificuldade de concentracao,      Desidratacao significante
      dor de cabeca
6%    Aumento da frequencia cardiaca,   Desidratado
      comprometimento severo da
      regulacao da temperatura
7%    Provavel colapso                  Severamente desidratado

Tabela 3 - Prevalencia de adequacao do consumo de macronutrientes de
ciclistas amadores (n=12) de acordo com as recomendacoes da Dietary
Reference Intake. Santa Cruz do Sul-RS, Brasil. 2017.

                            Media [+ o -] Desvio
Nutriente         AI        padrao                    Minimo    Mediana

Calorias totais            3345,32 [+ o -] 1494,00   1251,92   3382,41
do VET (Cal)
Carboidratos        45-65    46,58 [+ o -] 8,71        28,56     46,98
(% do VET)
Proteinas           10-35    16,41 [+ o -] 3,70        11,3      15,49
(% do VET)
Gorduras totais     20-35    37,005 [+ o -] 8,20       22,85     36,79
(% do VET)
Colesterol        <200      632,09 [+ o -] 377,01     117,08    627,94
(mg/dia)
Gorduras           <10        6,36 [+ o -] 2,53         2,31      5,67
Poliinsaturadas
(% do VET)
Gorduras           <10       11,62 [+ o -] 3,88         7,68     10,75
Saturada
(% do VET)
Gorduras           <20       11,90 [+ o -] 3,52         7,27     10,57
Monoinsaturadas
(% do VET)
Gorduras Trans      <1        1,96 [+ o -] 2,24         0,05      0,74
(% do VET)
Fibras (g/dia)      38/30    28,41 [+ o -] 15,47        6,42     28,80

                                      Consumo
Nutriente          Maximo    Abaixo   Adequado   Excesso

Calorias totais   6403,54    41,7%      25,0%     33,3%
do VET (Cal)
Carboidratos        57,83    50,0%      50,0%      0,0%
(% do VET)
Proteinas           22,73     0,0%     100,0%      0,0%
(% do VET)
Gorduras totais     48,71     0,0%      50,0%     50,0%
(% do VET)
Colesterol        1163,8      0,0%       8,3%     91,7%
(mg/dia)
Gorduras             9,99     0,0%     100,0%      0,0%
Poliinsaturadas
(% do VET)
Gorduras            19,95     0,0%      50,0%     50,0%
Saturada
(% do VET)
Gorduras            17,65     0,0%     100,0%      0,0%
Monoinsaturadas
(% do VET)
Gorduras Trans       7,28     0,0%      58,3%     41,7%
(% do VET)
Fibras (g/dia)      56,35    75,0%      25,0%      0,0%

Fonte: Ingestao adequada (AI) segundo o Institute of Medicine (2005a).

Tabela 4 - Prevalencia de inadequacao/ingestao abaixo da AI/acima da UL
de micronutrientes de ciclistas amadores (n=12) de acordo com as
recomendacoes da Dietary Reference Intake. Santa Cruz do Sul-RS,
Brasil. 2017.

Nutriente        EAR/AI/UL   Media [+ o -] DP         Minimo     Mediana

Calcio             800,0      926,31 [+ o -] 455,29     299,53    933,05
(mg/dia)
Vitamina A         625,0     1662,52 [+ o -] 1519,33    280,27   1321,07
([micro]g/dia)
Vitamina C          75,0      503,78 [+ o -] 1192,29     10,15    201,58
(mg/dia)
Vitamina D          10,0        1,94 [+ o -] 1,19         0,30      2,16
(mg/dia)
Vitamina E          12,0       15,66 [+ o -] 10,54        3,95     13,74
(mg/dia)
Tiamina              1,0        2,23 [+ o -] 1,14         0,72      2,09
(mg/dia)
Riboflavina          1,1        2,41 [+ o -] 1,10         0,68      2,39
(mg/dia)
Niacina             12,0       24,61 [+ o -] 10,37        8,76     20,10
(mg/dia)
Vitamina         1,1/1,4        2,73 [+ o -] 1,66         0,81      2,50
B6 (mg/dia)
Folato             320,0      395,45 [+ o -] 199,96     116,33    397,21
([micro]g/dia)
Vitamina             2,0        4,61 [+ o -] 2,94         0,85      4,02
B12
([micro]g/dia)
Ferro                6,0       18,48 [+ o -] 7,41         8,57     17,67
(mg/dia)
Magnesio           350,0      399,49 [+ o -] 190,66     170,12    366,64
(mg/dia)
Fosforo            580,0     1594,77 [+ o -] 753,10     489,18   1743,86
(mg/dia)
Selenio             45,0      225,22 [+ o -] 212,56      58,68    182,88
([micro]g/dia)
Zinco                9,4       19,38 [+ o -] 13,68        5,76     15,80
(mg/dia)
Manganes               2        3,87 [+ o -] 2,63         1,39      2,98
(mg/dia)
Potassio             700     3609,14 [+ o -] 1798,56   1240,28   3526,83
(mg/dia)
Na (g/dia)           2,3        3,73 [+ o -] 1,81         1,45      3,49

Nutriente        Maximo    Analise de
                           ingestao

Calcio           1873,94   Prevalencia de
(mg/dia)                   inadequacao
                           e de 41,7%
Vitamina A       5387,19   Prevalencia de
([micro]g/dia)             inadequacao
                           e de 33,3%
Vitamina C       4275,02   Prevalencia de
(mg/dia)                   inadequacao
                           e de 41,7%
Vitamina D          3,95   Prevalencia de
(mg/dia)                   inadequacao
                           e de 100,0%
Vitamina E         37,22   Prevalencia de
(mg/dia)                   inadequacao
                           e de 41,7%
Tiamina             3,79   Prevalencia de
(mg/dia)                   inadequacao
                           e de 16,7%
Riboflavina         3,89   Prevalencia de
(mg/dia)                   inadequacao
                           e de 16,7%
Niacina            44,31   Prevalencia de
(mg/dia)                   inadequacao
                           e de 8,3%
Vitamina            6,51   Prevalencia de
B6 (mg/dia)                inadequacao
                           e de 25,0%
Folato            850,86   Prevalencia de
([micro]g/dia)             inadequacao
                           e de 25,0%
Vitamina           10,23   Prevalencia de
B12                        inadequacao
([micro]g/dia)             e de 33,3%
Ferro              34,59   Prevalencia de
(mg/dia)                   inadequacao
                           e de 0,0%
Magnesio          761,56   Prevalencia de
(mg/dia)                   inadequacao
                           e de 50,0%
Fosforo          3029,80   Prevalencia de
(mg/dia)                   inadequacao
                           e de 8,3%
Selenio           863,86   Prevalencia de
([micro]g/dia)             inadequacao
                           e de 0,0%
Zinco              56,49   Prevalencia de
(mg/dia)                   inadequacao
                           e de 16,7%
Manganes            9,26   Percentual de
(mg/dia)                   ingestao abaixo
                           da AI e de 33,3%
Potassio         7440,02   Percentual de
(mg/dia)                   ingestao abaixo
                           da AI e de 66,7%
Na (g/dia)          7,46   Percentual de
                           ingestao acima
                           da UL e de 75,0%

Fonte: Estimated Average Requirements (EAR) ou Ingestao Adequada (AI)
ou Nivel maximo de ingestao toleravel (UL) segundo o Institute of
Medicine (1997, 1998, 2000, 2001, 2005b, 2011).

Tabela 5 - Valores correspondentes da taxa sudorese e percentual de
perda de peso, pH inicial e final e escala de Borg dos ciclistas
amadores do grupo Santa Ciclismo de Santa Cruz do Sul-RS, Brasil. 2017.

Variavel             Media [+ o -] DP  Frequencia

Porcentagem de
perda de peso        1,6 [+ o -] 0,7%
Classificacao
porcentagem de
perda de peso
Levemente
desidratado                            8 (66,7%)
Desidratacao
significante                           4 (33,3%)
Classificacao
escala de Borg
Muito facil                            1 (8,3%)
Razoavelmente
facil                                  5 (41,7%)
Um pouco dificil                       5 (41,7%)
Dificil                                1 (8,3%)
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Author:Faccin, Ana Paula Meininger; Molz, Patricia; Franke, Silvia Isabel Rech
Publication:Revista Brasileira de Nutricao Esportiva
Date:Sep 1, 2018
Words:6669
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