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AVALIACAO DO CONSUMO ALIMENTAR E COMPOSICAO CORPORAL ENTRE IDOSOS PRATICANTES E NAO PRATICANTES DE EXERCICIO FISICO.

INTRODUCAO

A Organizacao Mundial de Saude define que individuos com idade cronologica superior a 60 anos sao considerados idosos nos paises em desenvolvimento.

Essa populacao encontra-se crescendo em ritmo mais acelerado perante as demais faixas etarias e esse crescimento e decorrente da diminuicao na taxa de fertilidade e aumento na longevidade nos ultimos decenios (Fernandes, Mezzomo, 2017; WHO, 2002, 2005). O processo de envelhecimento e caracterizado por multiplas transformacoes fisiologicas especificas que interferem de modo individual em todos os seres vivos.

Dentre as principais alteracoes fisicas e psicossociais consideradas comuns nesta fase, evidencia-se uma redistribuicao acentuada da composicao corporal com perda progressiva de massa magra, aumento da adiposidade e seu acumulo na regiao abdominal, diminuicao da percepcao sensorial, reducao da sensacao a sede e maior disposicao para o desenvolvimento de doencas cronicas nao transmissiveis (Chaves e colaboradores, 2017; Previato e colaboradores, 2014; Pereira e colaboradores, 2015; Valentim, Carrapeiro, Gurgel, 2016).

Diante dos diversos aspectos da senilidade que influenciam no padrao de vida saudavel, a atividade fisica, a alimentacao e o grau de independencia estao entre os principais, interferindo na qualidade de vida, capacidade funcional e saude (Furazo Junior e colaboradores, 2016; Pereira e colaboradores, 2015).

A pratica de exercicios fisicos regulares, aliada ao consumo compativel das necessidades do individuo influencia positivamente na composicao corporal dos idosos. Todavia, a alimentacao deficiente ligada a inatividade fisica favorece a continua perda de massa muscular, ocasionando uma reducao da forca e resistencia (Valentim, Carrapeiro, Gurgel, 2016).

Os efeitos dos exercicios interferem de modo particular na composicao corporal dos individuos, observando-se uma relacao intima entre os treinos anaerobicos com o aumento de massa muscular, forca dos musculos e flexibilidade e, aumento de resistencia, elevacao do gasto energetico e uma reducao significativa do perfil corporal lipidico associados aos exercicios aerobicos.

Entretanto, o sedentarismo relativo ao envelhecimento favorece diminuicao da capacidade funcional, fraqueza e uma menor resistencia na realizacao de atividades cotidianas entre os idosos (Almeida, Silva, 2016; Ferreira, 2003; Polito e colaboradores, 2010).

Diante desse contexto, estudos sobre a otimizacao da composicao corporal desta populacao sugere-se, principalmente, a realizacao de exercicios aerobicos de intensidade moderada com duracao minima de 30 minutos cotidianos com repeticao de 5 vezes semanais ou a pratica intensa tres vezes na semana com duracao de 20 minutos e/ou exercicios de forca duas vezes ou mais na semana em dias nao subsecutivos, com repeticoes entre oito a dez para cada grupo muscular, variando a intensidade de moderado a intenso (Martins, 2009; Medeiros, Coelho, Guerra, 2018).

Observando as principais alteracoes e fatores que influenciam no consumo e constituicao corporal durante o envelhecimento, o presente artigo objetivou comparar o consumo alimentar e a composicao corporal entre idosos que praticantes e nao praticantes de atividade fisica.

MATERIAIS E METODOS

Trata-se de um estudo descritivo, de corte transversal, de natureza quantitativa. Sua realizacao ocorreu em uma unidade basica do Programa Saude da Familia (PSF), localizado no municipio de Carpina.

Para a obtencao da amostra, foram utilizados como criterio de inclusao: individuos com idade igual ou superior a 60 anos, que realizam a alimentacao por administracao oral e que praticasse atividade fisica com frequencia minima de 3 vezes por semana com duracao igual ou superior a 30 minutos/dia ou nao praticasse nenhum tipo de exercicio fisico.

A coleta dos dados foi realizada no periodo entre agosto de 2018 a outubro de 2018. Na primeira etapa foi aplicado um questionario estruturado atraves de uma entrevista para coleta das variaveis socioeconomicas (idade, sexo, estado civil, renda familiar e grau de escolaridade) e antropometricas (peso, altura, circunferencia do braco (CB), circunferencia de cintura (CC), circunferencia da panturrilha (CP) e prega cutanea tricipital (PCT)).

Para a mensuracao do peso utilizou-se uma balanca digital e calibrada com capacidade maxima de 150 quilogramas (kg). O idoso foi posicionado de pe, descalco, parado no centro da balanca em posicao ereta. O valor obtido foi registrado conforme a afericao e corresponde ao peso atual do individuo.

A mensuracao da estatura foi realizada utilizando um estadiometro, com o entrevistado descalco e em posicao ereta, posicionado com os membros superiores pendentes ao longo do corpo e a cabeca erguida, com os olhos mirando um plano horizontal a frente, de acordo com o plano de Frankfurt.

Com os dados de peso e estatura, foi calculado o indice de massa corporea (IMC) e adotado o ponto de corte de Lipschitz (1994) para classificacao.

A circunferencia do braco (CB) foi aferida no membro superior nao dominante, utilizando uma fita metrica inelastica, medido a partir do ponto medio entre o acromio e o olecrano. Com os dados da CB foi feito os calculos de adequacao com base no ponto de corte de Frisancho (1990).

A mensuracao da circunferencia da cintura (CC) foi feita a partir do ponto medio entre a crista iliaca e a ultima costela. A classificacao da CC foi feita de acordo com a referencia de WHO (1998).

A circunferencia da Panturrilha (CP) foi realizada na perna esquerda, com uma fita metrica inelastica, na sua parte mais protuberante. Apos valor aferido, foram classificadas adequadas as circunferencias igual ou superior a 31 cm, para ambos os sexos.

Segundo a Organizacao Mundial da Saude (OMS), esta e a medida mais sensivel da massa muscular nos idosos. Para a mensuracao da prega cutanea tricipital (PCT), foi utilizado um adipometro, a afericao foi feita no ponto medio do membro superior nao dominante, entre o acromio e olecrano do lado posterior. Foram feitas tres vezes e utilizou-se a media das medicoes na adequacao com base no ponto de corte de Frisancho (1990).

Na segunda etapa, foi aplicado o questionario de frequencia alimentar adaptado a partir da VIGITEL (Brasil, 2014), validado para a investigacao de consumo de alimentos e sua associacao as doencas cronicas. O questionario era composto por 20 questoes relativas a comportamentos alimentares em geral e sobre a frequencia e caracteristicas de consumo de grupos alimentares.

Destaca-se que o estudo atendeu plenamente as normas para a realizacao da pesquisa em seres humanos, analisado pelo comite de etica da Faculdade Integrada da Vitoria de Santo Antao e apresentado como numero do parecer 16024919.2.0000.9227 conforme a Resolucao No466/12 do Conselho Nacional de Saude, Os idosos tiveram participacao voluntaria, por intermedio da assinatura do Termo de Consentimento Livre Esclarecido.

Todos os dados que foram coletados pelas pesquisadoras e a construcao do banco de dados e as analises estatisticas foram realizadas no programa Excel. As variaveis foram descritas na forma de medias e desvios padroes. As associacoes entre as variaveis serao realizadas pelo "t" de student para comparacoes das medias. A significancia estatistica adotada foi definida com p<0,05.

RESULTADOS

A amostra foi composta por 29 idosos de ambos os sexos, sendo 15 praticantes de exercicio fisico grupo 1 (G1) e 14 nao praticantes grupo 2 (G2). A idade media do G1 foi (70,2 [+ or -] 4,85 anos) e no G2 (68,7 [+ or -] 5,67 anos), sem diferenca estatistica entre os dois grupos (p=0,223).

Na tabela 1, foram descritas as caracteristicas socioeconomicas e clinicas dos idosos avaliados, tendo como variaveis: sexo, escolaridade, estado civil, renda e clinicas.

Foi observado a predominancia do sexo feminino nos dois grupos. Na variavel escolaridade, o G1 apresentou apenas um participante com nivel superior (6,7%), ja no G2 nao obteve nenhum participante, porem, quando analisado o ensino medio, o G2 apresentou percentuais maiores (28,6%; n=4) que o G1 (16,7%; n=1).

Na variavel renda, observa-se que ambos os grupos apresentam uma preponderancia de um salario minimo de renda mensal, sendo 85,7% (n=12) do G1 e 64,3% (n=9) do G2.

Em relacao a variavel clinica onde foi questionado a presenca de doencas cronicas, mais especificamente diabete mellitus e hipertensao arterial, obteve como resultado a prevalencia dessas patologias nas duas amostras.

Na tabela 2, encontra-se a comparacao das variaveis antropometricas entre os dois grupos estudados, por meio dos valores medios e seus respectivos desvios padroes.

Houve diferenca estatistica significativa entre os grupos quando analisado as variaveis IMC e CC. O IMC medio do G1 apresentou-se menor quando comprado ao G2 (p=0,03) e o mesmo foi observado na media da CC (p=0,03). Ja a CP, nao apresentou diferenca estatistica significativa, entre os grupos estudados.

A tabela 3 evidencia os percentuais IMC, CC, CP, CB e PCT. O parametro de excesso de peso foi de 9 (n=15) do G1 para 10 (n=14) do G2, tendo um percentual de 60% e 71,4%, respectivamente.

A variavel CC, obteve um percentual maior em relacao ao risco muito elevado tanto dos praticantes 80% (n=12) quanto dos nao praticantes 92,9% (n=13). Para a variavel CP, a classificacao como eutrofico obteve prevalencia nos grupos estudados, 93,3% (G1) e 92,9% (G2).

A variavel CB obteve mais da metade da amostra do G1 classificados como individuos eutroficos 66,7%, e no G2 observa uma maior dominancia de sobrepeso 35,7% quando comparado ao G1 6,7%. Quando analisado a variavel PCT, G2 obteve um maior predominio de obesidade 28,6%.

DISCUSSAO

O presente estudo envolveu a coleta de dados relacionados a antropometria como metodo de avaliar a composicao corporal e o padrao alimentar dos integrantes assistidos em Unidades Basicas de Saude de uma cidade do interior de Pernambuco.

Acerca dos parametros socioeconomicos e clinicos, houve predominio de idosos do genero feminino (75,8%) e esse resultado corrobora com as analises de Dorea, Manochia-Pina, Santos (2015) que verificou os aspectos nutricionais de idosos praticantes de atividade fisica e encontrou maior prevalencia de individuos do sexo feminino.

Alem disto, trata-se de uma amostra predominante de baixa renda e escolaridade, tornando esses individuos mais susceptiveis a ocorrencia de doencas cronicas nao transmissiveis (DCNT), alem da maior idade, que e um importante fator de risco, ja confirmado por Pimenta e colaboradores (2015) e Scherer e colaboradores (2013).

No presente estudo, o G1 caracterizado pela pratica regular de exercicio fisico, apresentou media do IMC mais proxima aos valores de referencia proposto por Lipschitz e mais baixo que o G2 (sedentarios), concordando com os achados de Silva, Rombaldi, Campos (2010), que tambem encontrou uma reducao do IMC em sujeitos com faixa etaria superior a 50 anos, que praticavam exercicios aerobicos regulares.

Avaliando a circunferencia da cintura observou-se, em ambos os grupos, medias que excedem os valores de referencia preconizado pela OMS (1998), porem a media do grupo praticante de atividade fisica mostrou-se menor que a do nao praticante.

Esses resultados foram semelhantes aos apresentados por Nascimento e colaboradores (2017) que indica um aumento da CC em mulheres idosas fisicamente ativas com excesso de peso e, tambem, por aquelas classificadas como eutroficas ao comparar a concordancia de criterios a classificacao do IMC de idosas fisicamente ativas.

Ja Silveira, Vieira, Souza (2018), constatou a elevacao desta medida por parte dos idosos do sexo masculino ao avaliar a prevalencia de obesidade abdominal em idosos associada a diabetes, hipertensao arterial e doencas respiratorias.

A circunferencia da panturrilha, permite detectar a deplecao de massa muscular. Na mensuracao desta medida, foi possivel identificar que nao houve diferenca estatistica entre os grupos, sendo a maior parte da amostra classificada como eutrofia por esse parametro.

Analisando a PCT, nota-se uma maior classificacao de individuos categoricamente com excesso de peso no G2, sendo a maior parte desse grupo constituido de mulheres.

Machado, Coelho, Coelho (2010) comprovou atraves da avaliacao e comparacao entre tres metodos de estimativa do percentual de gordura corporal que mulheres tendem a apresentar a media desta medida cerca de 2 vezes maior que o sexo masculino.

A avaliacao do consumo alimentar descritos no presente estudo, permitiu analisar a ingestao dos principais grupos de alimentos e identificar uma correlacao com a composicao corporal dos idosos que praticam e nao praticam exercicio fisico e as principais escolhas alimentares por estes grupos. A frequencia de consumo dos alimentos referidos pelos idosos, apresentou semelhanca aos achados de Beledelli, Santolin (2018), que avaliou a ingestao alimentar de praticantes de pilates em uma academia do Rio Grande do Sul, relatando uma prevalencia de consumo diario de salada e uso de doces e refrigerante, entre 1 a 2x/s ou eventualmente.

O consumo de alimentos ricos em gorduras e acucares e a ingestao de alimentos citados como balanceados por Souza e colaboradores (2016) que estabeleceu o padrao alimentar de idosos e sua caracterizacao e associacao com os aspectos socioeconomicos, apresentou alta incidencia na frequencia alimentar por parte da amostra, corroborando com os resultados aqui obtidos, que observa a ingestao de salada com frequencia maior que tres vezes por semana entre o G1 e G2, entretanto, o consumo de doces e refrigerantes no G2, sao considerados com frequencia maior que tres vezes na semana comparados ao percentual presente no G1.

CONCLUSAO

Verificamos, no presente estudo, que a combinacao entre a atividade fisica ou a inatividade e a alimentacao pode ocasionar ao individuo alteracoes na composicao corporal, podendo atuar, positiva ou negativamente, nas modificacoes presentes no processo de envelhecimento. Individuos praticantes de atividade fisica apresentam medidas corporeas mais proximas as recomendacoes propostas pelas organizacoes e sociedade responsaveis, assim, como apresentam preferencias alimentares mais naturais, optando por alimentos mais integrais quando comparado ao grupo dos nao praticantes.

A alimentacao saudavel associada a pratica de exercicio fisico regular, deve ser estimulado nos idosos, pois alem de contribuir para a melhora da composicao corporal, auxiliara na prevencao e tratamento de doencas, bem como a manutencao da independencia desses individuos.

REFERENCIAS

1-Almeida, D. K. S.; Silva, F. O. C. A funcao muscular e a composicao corporal na qualidade de vida do idoso: efeitos de um programa de 8 semanas de treinamento combinado. Revista Brasileira de Prescricao e Fisiologia do Exercicio. Sao Paulo. Vol. 10. Num. 60. p. 504-510. 2016. Disponivel em: < http://www.rbpfex.com.br/index.php/rbpfex/art icle/view/1015 >

2-Beledelli, S.; Santolin, M. Avaliacao da ingestao alimentar de praticantes de pilates em uma academia do norte do rio grande do sul antes e apos a aplicacao dos dez passos da alimentacao saudavel e dez passos da alimentacao adequada e saudavel. Revista Brasileira de Nutricao Esportiva. Sao Paulo. Vol. 12. Num. 70. p. 185-194. 2018. Disponivel em:

< http://www.rbne.com.br/index.php/rbne/article/view/1006 >

3-Brasil. Ministerio da Saude. Secretaria de Vigilancia em Saude. Departamento de Doencas e Agravos nao transmissiveis e Promocao da Saude. Vigilancia de Fatores de Risco e Protecao para Doencas Cronicas por Inquerito Telefonico, Vigitel 2013. Brasilia: Ministerio da Saude. 2014. 164 p.

4-Chaves, L.R.; e colaboradores. Estado Nutricional e consumo alimentar de idosos assistidos na estrategia saude da familia. Revista de Enfermagem UFPE on line. Recife, v. 7(12), p. 6780-9, 2013.

5-Dorea, G.S.; Manochio-Pina, M.G.; Santos, D. Aspectos nutricionais de idosos praticantes de atividade fisica. Demetra. Vol. 10. Num. 2. p. 347-60. 2015.

6-Fernandes, I. S. N.; Mezzomo, T. R. Estado nutricional de participantes de um Centro de Atividades para Idosos em Colombo-PR. Revista da Associacao Brasileira de Nutricao. Sao Paulo. Num. 1. p. 46-51. 2017.

7-Ferreira, M. T. O papel da atividade fisica na composicao corporal de idosos. Revista Brasileira de Ciencias da Saude. Vol. 1. Num. 1. p. 43-51. 2003.

8-Frisancho, A. R. Anthropometric Standards for the Assessment of Growth and Nutritional Status. Ann Arbor, Michigan: University of Michigan Press, 1990.

9-Furazo Junior, G.; e colaboradores. Alimentacao e nutricao no envelhecimento e na aposentadoria. Sao Paulo: Cultura Academica. p. 103-116. 2016.

10-Lipschitz, D. A. Screening for nutritional status in the elderly. Primary Care Rewiew. Vol. 21. Num. 1. 1994.

11-Machado, R. S. P.; Coelho, M. A. S. C.; Coelho, K. S. C. Percentual de gordura corporal em idosos: comparacao entre os metodos de estimativa pela area adiposa do braco, pela dobra cutanea tricipital e por bioimpedancia tetrapolar. Revista Brasileira de Geriatria e Gerontologia. Vol. 13. Num. 1. p. 17-27. 2010.

12-Martins, C. Antropometria. Curitiba. 2009.

13-Medeiros, C. M. R.; Coelho, C. S. C.; Guerra, M. O. Treinamento muscular na prevencao de lesoes musculo-esqueleticas em idosos. Health Research Journal. Belem. Vol. 1. Num. 1. 2018.

14-Nascimento, M. M.; e colaboradores. Comparacao e concordancia de criterios a classificacao do IMC de idosas fisicamente ativas, residentes no Sertao Nordestino.

Journal of Human Growth and Development. Vol. 27. Num. 3. p. 342-349. 2017.

15-Pereira, L. C.; e colaboradores. A influencia da composicao corporal na forca de homens idosos brasileiros. Revista Brasileira de Medicina e Esporte. Vol. 21. 2015.

16-Pimenta, F. B.; e colaboradores. Fatores associados a doencas cronicas em idosos atendidos pela Estrategia de Saude da Familia. Ciencia & Saude Coletiva. Vol. 20. Num. 8. p. 2489-2498. 2015.

17-Polito, M. D.; e colaboradores. Efeito de 12 semanas de treinamento com pesos sobre a forca muscular, composicao corporal e triglicerides em homens sedentarios. Revista Brasileira de Medicina do Esporte. Londrina. Vol. 16. Num. 2. p. 29-32. 2010.

18-Previato, H. D. R. A.; e colaboradores. Associacao entre indice de massa corporal e circunferencia da cintura em idosas, Ouro Preto, Minas Gerais, Brasil. Nutricao e Dietetica Hospitalar. Minas Gerais. Vol. 34. Num. 1. p.25-30. 2014.

19-Scherer, R.; e colaboradores. Estado nutricional e prevalencia de doencas cronicas em idosos de um municipio do interior do Rio Grande do Sul. Revista Brasileira de Geriatria e Gerontologia. Rio de Janeiro. Vol. 16. Num. 4. p.769-779. 2013.

20-Silva, M. C.; Rombaldi, A. J.; Campos, A. L. P. Ordem dos exercicios fisicos aerobio e com pesos na aptidao fisica de mulheres acima de 50 anos. Revista Brasileira de Cineantropometria & Desempenho Humano. Vol. 12. Num. 2. p. 134-139. 2010.

21-Silveira, E. A.; Vieira, L. L.; Souza, J. D. Elevada prevalencia de obesidade abdominal em idosos e associacao com diabetes, hipertensao e doencas respiratorias. Ciencia e Saude Coletiva. Vol. 23. Num. 3. p. 903-912. 2018.

22-Souza, J. D.; e colaboradores. Padrao alimentar de idosos: caracterizacao e associacao com aspectos socioeconomicos. Revista Brasileira de Geriatria e Gerontologia. Rio de Janeiro. Vol. 19. Num. 6. p. 970-977. 2016.

23-Valentim, E. L.; Carrapeiro, M. M; Gurgel, D. C. Correlacao entre consumo alimentar e prevalencia de sarcopenia em idosos de duas cidades do Ceara. Revista de Nutricao e Vigilancia em Saude. Ceara. Vol. 3. Num. 2. 2016.

24-World Health Organization. Active aging: a policy framework. Madrid: WHO, 2002

25-World Health Organization. Active development: a health policy. Brasilia: Pan American Health Organization, 2005.

26-World Health Organization. Obesity: preventing and managing the global epidemic. Geneva: World Health Organization. 1998.

Recebido para publicacao em 10/03/2019 Aceito em 24/06/2019

Giselly Maria da Costa Pimentel (1) Sanserai Cavalcanti da Silva (1) Isis Lucilia Santos Borges de Araujo (1)

(1) - Faculdade Estacio do Recife, Recife-PE, Brasil.

E-mails dos autores:

gisellycosta_@hotmail.com

sanseraicavalcanti@hotmail.com

isis_lucilia@hotmail.com

Autor para correspondencia:

Giselly Maria da Costa Pimentel.

Rua Deoclecio Coutinho de Araujo, no 107.

Sao Jose, Carpina-PE.

CEP: 55815410.
Tabela 1 - Caracterizacao das variaveis socioeconomicas e clinicas do
grupo 1 e grupo 2, Recife-PE, 2018.

Variaveis                             Grupo 1     Grupo 2
                                      n   %       n   %

Sexo
Feminino                              9   60     13   92,9
Masculino                             6   40      1    7,1
Escolaridade
 Fundamental                         13   86,6   10   71,4
 Medio                                1    6,7    4   28,6
 Superior                             1    6,7    0      0
Estado Civil
 C/ companheiro                       7   46,7    5   35,7
 S/ companheiro                       8   53,3    9   64,3
Renda (*)
 [less than or equal to] 1 salario   12   85,7    9   64,3
 >1 salario                           2   14,3    5   35,7
DCNT
 Sim                                 13   86,7   11   78,6
 Nao                                  2   13,3    3   21,4

Legenda: (*)1 participante do grupo 1, negou-se a responder a variavel
renda, entao para este dado, o n total foi de 14.

Tabela 2 - Comparacao das medias e desvio-padrao das variaveis
antropometricas entre os grupos, Carpina-PE, 2018.

Variaveis            Grupo 1        Grupo 2         p
                     Media   DP     Media   DP

IMC (kg/[m.sup.2])   28,0    3,58   31,15    4,87   0,03
CC (cm)              95,3    8,88   102,7   11,43   0,03
CP (cm)              35,9    2,57    37,2    3,35   0,13

Tabela 3 - Classificacao das variaveis antropometricas IMC, CC, CP,
CB e PCT em percentuais entre os grupos, Carpina-PE, 2018.

Variaveis             Grupo 1        Grupo 2
                      Media    DP    Media     DP
IMC
Baixo Peso             1       6,7    0       0,0
Eutrofia               5      33,3    4      28,6
Excesso de Peso        9      60,0   10      71,4
CC
Muito elevado         12      80,0   13      92,9
Elevado                2      13,3    1       7,1
Normal                 1       6,7    0       0,0
CP
Eutrofia              14      93,3   13      92,9
Desnutricao            1       6,7    1       7,1
CB
Desnutricao            3      20,0    1       7,2
Eutrofia              10      66,7    7      50,0
Sobrepeso/Obesidade    2      13,3    9      42,8
PCT
Desnutricao            7      46,6    4      28,6
Eutrofia               4      26,7    6      42,8
Sobrepeso/Obesidade    4      26,7    4      28,6

Tabela 4 - Comparacao do consumo alimentar entre os dois grupos
estudados, Carpina-PE, 2018

Variaveis             Grupo 1        Grupo 2
                    Media   DP      Media  DP

Feijao
>3 dias na semana   11      73,3     9     64,3
<3 dias na semana    4      26,7     5     35,7
Salada
>3 dias na semana   12        80    13     92,9
<3 dias na semana    3        20     1      7,1
Carne/Frango
>3 dias na semana   13      86,7     0        0
<3 dias na semana    2      13,3    14      100
Frutas
>3 dias na semana   13      86,7     8     57,1
<3 dias na semana    2      13,3     6     42,9
Leite
>3 dias na semana    7      46,7     7       50
<3 dias na semana    8      53,3     7       50
Refrigerante
>3 dias na semana    0         0     3     21,4
<3 dias na semana   15       100    11     78,6
Doces
>3 dias na semana    6        40     7       50
<3 dias na semana    9        60     7       50
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Author:da Costa Pimentel, Giselly Maria; da Silva, Sanserai Cavalcanti; de Araujo, Isis Lucilia Santos Borg
Publication:Revista Brasileira de Nutricao Esportiva
Date:Jul 1, 2019
Words:4132
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