Printer Friendly

AVALIACAO DA AUTONOMIA FUNCIONAL, CAPACIDADES FISICAS E QUALIDADE DE VIDA DE IDOSOS FISICAMENTE ATIVOS E SEDENTARIOS.

INTRODUCAO

O processo de envelhecimento e progressivo e acompanhado por alteracoes fisicas, fisiologicas e psicologicas que impactam na qualidade de vida do idoso, pode variar bastante entre as pessoas sendo influenciado por fatores geneticos e ambientais, incluindo o estilo de vida (Mourao e Silva, 2010; Park, Han e Kang, 2014).

Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatistica a populacao brasileira esta em processo de envelhecimento, com o aumento da expectativa de vida nos ultimos anos. Em 2013 a expectativa de vida masculina e feminina ao nascimento era de 74,9 anos em media (IBGE, 2012).

O aumento desse estrato da populacao representa um desafio para toda a sociedade, especialmente para os profissionais da area da saude, no sentido de promover acoes que contribuam com a melhoria da qualidade de vida desses individuos.

O comportamento sedentario, muito observado na populacao idosa, exacerba os prejuizos nos sistemas fisiologicos e biomecanicos (Rejeski e Brawley, 2006) e e fator determinante para que o idoso diminua a sua autonomia e se torne dependente, gerando um ciclo vicioso, uma vez que a inatividade reduz as capacidades fisicas, esta associada a outros quadros como a reducao da autoestima, estresse, depressao e surgimento de doencas cronico degenerativas, que por sua vez contribuem ainda mais para a inatividade e consequente envelhecimento (Benedetti e Petroski, 1999; Matsudo, Matsudo e Neto, 2000).

A autonomia funcional, tambem conhecida como capacidade funcional, representa um dos parametros ou conceitos mais importantes em relacao a saude, aptidao fisica e qualidade de vida dessa populacao. Um idoso com autonomia e aquele que consegue executar de forma independente e satisfatoriamente suas atividades do cotidiano, mantendo suas relacoes e atividades sociais, e livres para exercer seus direitos e deveres como cidadaos e dessa forma a perda da autonomia representa um enorme prejuizo para saude e qualidade de vida (Alencar e colaboradores, 2010; Borges e colaboradores 2010).

Muitos estudos suportam a ideia de que individuos idosos podem se beneficiar de diferentes estimulos de exercicios incluindo exercicios contra resistencia, de flexibilidade, dancas, hidroginastica; experimentando melhorias relacionadas a resistencia, flexibilidade, forca muscular, equilibrio e na mobilidade, levando a reducao no risco de quedas e lesoes, melhora da autoestima e por consequencia da autonomia e qualidade de vida (ACSM, 2003; Frontera e Bigard, 2002; Guimaraes e colaboradores, 2008; Martinez e colaboradores, 2015; Vale e colaboradores, 2006).

Dessa forma o presente estudo teve como objetivo avaliar diferentes qualidades fisicas de idosos engajados nas atividades fisicas oferecidas nas Academias da Terceira Idade (ATI), indices de autonomia funcional e qualidade de vida e pretende-se contribuir para ampliacao do conhecimento nessa area, permitindo nortear estrategias de atividades fisicas que promovam a saude e a qualidade de vida de idosos.

MATERIAIS E METODOS

Todos os sujeitos selecionados para o estudo frequentam a ATI do Centro de Convivencia para a Melhor Idade do Clube do Xadrez da cidade de Nova Friburgo, Rio de Janeiro. A amostra foi composta por quarenta e cinco voluntarias do sexo feminino, aparentemente saudaveis e habeis fisicamente para desempenhar a bateria de testes. Foram divididas em tres grupos: grupo controle (CON), composto de individuos sedentarios entre 60 e 70 anos, n=10, grupo fisicamente ativo entre 60 e 70 anos (A60+), n=22, e grupo fisicamente ativo acima de 70 anos (A70+) n=13.

As gerontes fisicamente ativas eram praticantes de atividades oferecidas na ATI ha pelo menos seis meses, e as atividades praticadas incluiam aulas de danca e ginastica geral com intensidade moderada, duracao de cerca de 50 minutos seguido de exercicios contra resistencia nos aparelhos das ATIs, com frequencia semanal de duas a tres vezes.

Os individuos foram informados e esclarecidos acerca dos objetivos da pesquisa, bem como de todos os procedimentos propostos e livremente aderiram atraves de consentimento firmado em termo esclarecido.

Os protocolos e procedimentos previstos neste estudo atendem a resolucao 196/96 do Conselho Nacional de Saude. Este trabalho foi aprovado pelo Comite de Etica em Pesquisa Envolvendo Seres Humanos da Universidade Estacio de Sa, Rio de Janeiro (UNESA) (CAAE--50753015.5.0000.5284).

Apos anamnese sobre os habitos de vida e historico familiar, os individuos foram avaliados quanto as suas caracteristicas antropometricas incluindo o peso e altura, aferidos em balanca e estadiometro (Filizola[R]) para calculo de IMC.

Para avaliacao da qualidade de vida foi aplicado o questionario de qualidade de vida da organizacao mundial de saude abreviado e adaptado para o portugues e validado para a populacao brasileira (WHOQoL-Bref) (WHOQoL Group, 1998a).

Os escores foram transformados em uma escala de 4 - 20 pontos, sendo 20 o melhor resultado. O WHOQoL-Bref fornece um perfil e escores para quatro dominios de qualidade de vida. O dominio relacionado a Saude Fisica inclui questoes sobre a qualidade do sono, energia, mobilidade, extensao com a qual a dor interfere na performance de tarefas cotidianas, a necessidade de tratamento medico para atividades da vida diaria, nivel de satisfacao com a capacidade de trabalho.

O dominio Psicologico tem foco na habilidade de concentracao, autoestima, autoimagem e espiritualidade (extensoes de como elas sentem sentido na vida e frequencia de sentimentos positivos e negativos como ansiedade, depressao e mau humor).

O dominio de Relacoes Sociais inclui questoes relacionadas a satisfacao com relacoes pessoais, sistemas de apoio social e satisfacao sexual. O quarto dominio, ambiental, questiona aspectos relativos a seguranca, satisfacao do ambiente domestico, fisico e financeiro (Skevington, Sartorius e Amir, 2004).

Adicionalmente aos quatro dominios, o WHOQoL-Bref inclui duas questoes independentes; uma visando ranquear a qualidade de vida diretamente pelos avaliados e outra relacionada a satisfacao com a saude.

A avaliacao funcional foi feita atraves do protocolo do Grupo de Desenvolvimento Latino-Americano para a Maturidade (GDLAM). Este protocolo consiste em uma bateria de quatro testes: caminhar 10m (C10m), levantar-se da posicao sentada (LPS), levantar-se da posicao decubito ventral (LPDV), levantar-se da cadeira e locomover-se (LCLC). Os resultados dos tempos obtidos, medidos em segundos, foram utilizados para calcular o indice de GDLAM--(IG) (Equacao 1), estimando os valores de classificacao pela normalizacao dos quatro testes de autonomia e classificando-os de acordo com os parametros definidos na tabela de referencia (Dantas e Vale, 2004).

IG = [[(C10m + LPS + LPDV)x2] + LCLC/3]

Para avaliacao da capacidade aerobia foi aplicado o teste de marcha estacionaria de 2 minutos (TME2'). Neste teste o individuo e orientado a realizar o maximo de repeticoes de flexao de coxa sobre o quadril em um periodo de 2 minutos, sendo contabilizado o numero maximo de elevacoes do joelho que o individuo consegue realizar neste periodo.

A altura minima do joelho, apropriada na passada, foi nivelada em um ponto medio entre a patela e a espinha iliaca antero-superior (Guedes e colaboradores, 2015; Robortella e colaboradores, 2008).

A forca de membros inferiores (MMII) foi acessada atraves do teste de sentar e levantar de uma cadeira, medindo 50 cm de altura em relacao ao solo, com duracao de 30 segundos e classificacao de acordo com o protocolo proposto (Rikli e Jones, 1999).

No teste de flexibilidade de tronco sobre os membros inferiores, os individuos foram instruidos a sentarem-se no chao, colocar seus pes nos pontos marcados, flexionar o tronco com os bracos estendidos a frente o mais longe possivel, sem flexionar os joelhos, permanecendo por pelo menos dois segundos na posicao de maior alcance.

O teste foi feito duas vezes para familiarizacao e outras duas vezes para considerar o melhor resultado como escore, em centimetros alcancados de acordo com o protocolo da American Alliance for Health, Physical Education, Recreation and Dance (AAHPERD) validado para idosos brasileiros (Petreca, Benedetti e Silva, 2011).

O tratamento estatistico foi composto na analise descritiva dos dados. Quando adequado os dados foram analisados atraves de testes nao parametricos, teste t de student ou analises de variancia (ANOVA), coeficiente de correlacao de Pearson e modelo de regressao linear. Para validacao do questionario WHOQoL-Bref foi empregado o coeficiente de fidelidade de Cronbach, usando o pacote estatistico integrado Sigma Plot/Stat 11 (Systat,CA, USA).

RESULTADOS

As idades medias dos grupos avaliados foram de 62,2 [+ or -] 3,15, 64,5 [+ or -] 3,41 e 75,7 [+ or -] 4,66* anos para os grupos CON, A60+ e A70+ respectivamente, sendo o grupo A70+ estatisticamente mais velho do que os demais grupos (p<0,05).

A caracterizacao antropometrica resultou em altura media de 1,59 [+ or -] 0,09, 1,56 [+ or -] 0,07 e 1,57 [+ or -] 0,05 metros, peso de 59,8 [+ or -] 9,4, 66,8 [+ or -] 13,3 e 62,1 [+ or -] 14,6 Kg e indice de massa corporal (IMC) medio 24,04 [+ or -] 3,14, 27,50 [+ or -] 4,99, 24,89 [+ or -] 4,71 para os grupos CON, A60+ e A70+ respectivamente. Nao houve diferencas significativas nos parametros antropometricos.

A percepcao da qualidade de vida dos sujeitos avaliados atraves do WHOQoL-Bref, em uma escala de 4 - 20, foi de 15,1 [+ or -] 3,3 (CON), 15,1 [+ or -] 2,6 (A60+) e 18,1 [+ or -] 2,1* (A70+). A percepcao da qualidade de vida e estatisticamente maior para o grupo A70+ em relacao aos demais grupos (p <0,05). A satisfacao pessoal com a saude foi de 15,1 [+ or -] 4,4 (CON), 15,5 [+ or -] 3,0 (A60+) e 16,6 [+ or -] 3,2 (A70+).

Estes resultados classificam a percepcao da qualidade de vida e a satisfacao pessoal com a saude dos grupos CON e A60+ como "regulares" enquanto o grupo A70+ esta classificado como "boa" de acordo com o WHOQoL-Bref (WHOQoL Group, 1998a, 1998b).

A analise dos quatro dominios de qualidade de vida (WHOQoL-Bref) revelaram diferencas estatisticamente significativas apenas para o dominio das relacoes sociais com valores medios de 12,7 [+ or -] 3,5* (CON), 15,3 [+ or -] 3,1 (A60+) e 15,1 [+ or -] 4,4 (A70+) comparando o grupo CON contra os demais grupos (p < 0,05) (Tabela 1).

A faceta do WHOQoL-Bref em que os sujeitos apresentaram piores escores foram referentes a percepcao de quantidade de dinheiro suficiente para satisfazer as necessidades individuais 10,7 [+ or -] 5,7 (CON), 13,6 [+ or -] 4,1 (A60+) e 14,8 [+ or -] 4,8 (A70+).

Por outro lado, a satisfacao com a capacidade de locomocao foi a faceta que mais se destacou positivamente para todos os grupos, com resultados medios de 19,1[+ or -]1,8 (CON), 17,6 [+ or -] 3,6 (A60+) e 18,8 [+ or -] 1,9 (A70+).

O grau de fidelidade destes resultados foi validado atraves do calculo estatistico do coeficiente de Cronbach ([alpha]) calculado para todas as questoes ([alpha] = 0,88), e para os diferentes dominios: fisico ([alpha] = 0,91), psicologico ([alpha] = 0,82), relacoes sociais ([alpha] = 0,95) e meio ambiente ([alpha] = 0,84), assumindo fidelidade interna dos dados com valores de [alpha] > 0,70.

A analise de correlacao de Pearson, apresentada na Tabela 2, revelou uma correlacao positiva e significativa (p < 0,05) entre o dominio fisico versus os demais, indicando que a percepcao das funcoes motoras e diretamente proporcional a melhor percepcao dos demais dominios da qualidade de vida.

Na analise da associacao da qualidade de vida, atraves de regressao linear multipla, com os demais dominios do WHOQoL-Bref constatou-se uma baixa percentagem de variancia explicada, [R.sub.2]=0,28, mesmo atendendo aos criterios de significancia global, p=0,009. Neste sentido, apenas o dominio psicologico associa-se a predicao da qualidade de vida dos sujeitos estudados (Tabela 3).

Dentre os testes aplicados na bateria de testes GDLAM podemos ressaltar os resultados dos testes de caminhada de 10 metros (C10m) que foram de 6,7 [+ or -] 2,1 (CON), 7,5 [+ or -] 1,2 (A60+) e 8,7 [+ or -] 1,3* (A70+) segundos e do teste de locomocao (LCLC) que exige forca, agilidade e coordenacao motora, com resultados de 50,9 [+ or -] 12,6 (CON), 50,2 [+ or -] 9,7 (A60+) e 58,9 [+ or -] 13,2* (A70+) segundos para os tres grupos respectivamente. O IG de autonomia funcional calculado a partir da bateria GDLAM revelaram valores de 31,8 [+ or -] 7,1 (CON), 32,9 [+ or -] 6,9 (A60+) e 39,09 [+ or -] 9,6* (A70+).

O grupo A70+ e estatisticamente diferente dos demais (p < 0,05), nos dois testes aqui apresentados e no valor estimado para o IG, indicando pior autonomia funcional deste grupo, provavelmente associada a maior idade destes sujeitos. Vale ressaltar que a classificacao do IG de autonomia funcional para todos os grupos foi classificada como fraca para a faixa etaria estudada (16). Os demais testes da bateria, LPS e LPDV nao foram diferentes entre os grupos. Estes dados estao apresentados na tabela 4.

Os testes de sentar e levantar de 30s, para avaliar a forca de MMII e o de flexibilidade da AAHPERD nao apresentaram diferencas estatisticas entre os grupos. Os valores aferidos para ambos os testes sugerem baixos indices de forca muscular de MMII e de flexibilidade para todos os grupos (Petreca, Benedetti e Silva, 2011; Rikli e Jones, 1999). Por outro lado, no teste TME2'que permite inferir a capacidade aerobia, os resultados obtidos de 109,8 [+ or -] 29,1* (CON), 155,8 [+ or -] 25,2 (A60+) e 128,7 [+ or -] 40,6 (A70+) repeticoes revelam que os individuos sedentarios (CON) obtiveram escores significativamente piores (p<0,05) quando comparado ao grupo A60+. No entanto, os resultados aferidos para o grupo A70+ sao estatisticamente semelhantes aos demais grupos, CON e A60+ (Figura 1).

DISCUSSAO

O Projeto Academia da Terceira Idade (ATI), no estado do Rio de Janeiro, surgiu na cidade do Rio de Janeiro e em seguida se espalhou para mais de quarenta municipios do estado.

As ATIs contam com a instalacao de equipamentos de musculacao em espacos publicos para pratica de exercicios, orientados por profissionais de Educacao Fisica em horarios estipulados.

Segundo dados da secretaria de saude do Estado do Rio de Janeiro em todas as academias instaladas no estado ha cerca de 4800 idosos sendo atendidos e participando das atividades oferecidas, que tem como metas, promover programas de atividade fisica para que idosos possam manter suas autonomias e independencia, conscientizando-os sobre a importancia do treinamento de forca e da pratica de atividade fisica em sua vida cotidiana (Governo do Estado Rio de Janeiro, 2015).

A cidade de Nova Friburgo conta com cinco ATIs distribuidas em pontos estrategicos da cidade e um centro de convivencia oferecem diferentes atividades gratuitas para esse publico, incluindo alem das atividades nos equipamentos de musculacao e mobilidade articular, atividades de danca, ginastica, capoeira adaptada, hidroginastica conduzidos por profissionais de Educacao Fisica e dessa forma se faz necessario avaliar e acompanhar os resultados efetivos promovidos por essas politicas publicas a fim de otimizar processos e resultados.

O processo de envelhecimento impoe disfuncoes e modificacoes que causam prejuizo a autonomia funcional de um idoso, variando entre os individuos, mas geralmente atraves de manifestacoes regressivas de comportamento, quer sejam cognitivas, perceptivas, motoras ou socioemocionais. E uma etapa da vida onde diferentes adaptacoes sao necessarias; incluindo adaptacoes psicomotoras decorrentes a depreciacao das funcoes relacionadas ao equilibrio, lateralidade, ritmo, praxia global e fina, alem de aspectos sociais e afetivos (Alencar e colaboradores, 2010; Matsudo, Matsudo e Neto, 2000).

Vale ressaltar que a atencao aos aspectos psicomotores pode exercer efeito preventivo, conservando tonus muscular, controle postural, boa imagem do corpo, organizacao espaco-temporal adaptando as necessidades especificas do idoso prevenindo, portanto, a imobilidade, a dependencia, o isolamento e a depressao (Borges e colaboradores 2010; Fonseca, 2009).

O grupo estudado apresenta maior grau de correlacao entre os fatores psicologicos na predicao da qualidade de vida e percepcao de satisfacao com a saude, bem como uma alta correlacao entre o dominio psicologico e os demais dominios de qualidade de vida do WHOQoL-Bref, sugerindo elevados niveis de autoestima entre os idosos, o que corrobora outros estudos realizados no Brasil, com individuos da mesma faixa etaria (Antunes, Mazo e Balbe, 2011; Neri e Vieira, 2013).

Uma visao geral permite sugerir que as avaliacoes pessoais destes sujeitos a respeito da sua percepcao de qualidade de vida, estao classificadas entre regular a boa satisfacao pessoal especialmente quanto aos diferentes dominios fisico e psicologico.

As diferencas estatisticas encontradas revelam que os grupos de individuos fisicamente ativos apresentam melhores resultados na percepcao do dominio das relacoes sociais, permitindo sugerir que a pratica de atividades fisicas no centro de convivencia pode promover e reforcar lacos afetivos e a integracao social destes individuos.

Estes resultados sao relevantes na medida em que outros estudos destacam que o envolvimento em atividades no meio social pode oferecer beneficios sobre os aspectos fisicos, cognitivos, funcionais e na propria longevidade; contribuindo para a troca de experiencias e o sentimento de sentir-se util e pertencer a sociedade (Tavares e colaboradores, 2016).

Dessa forma, a integracao dos idosos em atividades na sua comunidade devem ser encorajadas e apoiadas pelas iniciativas publicas e privadas.

Por outro lado, pode-se destacar que em media a percepcao destes individuos quanto a meio ambiente, que incluem fatores associados ao transporte publico, as condicoes de moradia, a disponibilidade de dinheiro para atender as necessidades pessoais e o acesso a lazer e cultura, sao aqueles pior avaliados em todos os grupos, o que confirma o perfil do grupo estudado como um publico com menor renda e, portanto acesso a diferentes tipos de oportunidade e corrobora com estudos de outros grupos que demostram que o dominio do meio ambiente e o pior ranqueado em grupos de idosos atendidos em centros publicos e em comunidades economicamente menos favorecidas (Antunes, Mazo e Balbe, 2011; Miranda, Soares e Silva, 2016; Tavares e colaboradores, 2016).

Esses sao fatores fundamentais para a qualidade de vida que segundo a Organizacao Mundial da Saude e definida como a percepcao dos individuos de suas posicoes na vida em um contexto cultural e de valor do sistema onde vivem; suas relacoes com os objetivos, expectativas, padroes e preocupacoes (WHOQoL Group, 1994).

A qualidade de vida e um parametro global, mais amplo do que o status de saude, inerentemente subjetivo e incluso em todos os aspectos importantes da vida de uma pessoa (Harrison, Juniper e Mitchell-DiCenso, 1996; Molzahn e Page, 2006).

Evidencias indicam que a insatisfacao psicologica, social e com o ambiente pode ter impacto direto na saude fisica e bem-estar individual (Guite, Clark e Ackrill, 2006).

As modificacoes fisicas e fisiologicas positivas que conferem maior autonomia funcional aos idosos tambem repercutem positivamente nos niveis de qualidade de vida, e podem ser alcancadas atraves de diferentes programas de atividades fisicas (Frontera e Bigard, 2002; Guimaraes e colaboradores, 2008; Park, Han e Kang, 2014; Vale e colaboradores, 2006).

A aplicacao da bateria de testes para avaliacao da autonomia funcional do GDLAM revelou que o grupo A70+ apresenta escores significativamente piores quando comparado aos demais grupos, o que e esperado decorrente a deterioracao da saude fisica e, portanto, da autonomia funcional com o avanco da idade (Matsudo, Matsudo e Neto, 2000), uma vez que esse grupo tambem e estatisticamente mais velho que os demais. Porem, a avaliacao dos dados que realmente chama a atencao, indica que todos os grupos apresentam IG de autonomia funcional e resultados nos testes especificos (C10m, LCLC, LPDV e LPS) classificados como fraco de acordo com o padrao de avaliacao proposto pelo protocolo (Dantas e Vale, 2004).

Ressalta-se ainda que o grupo A60+ nao difere do grupo CON, composto por individuos sedentarios quando aos testes do GDLAM. Estes resultados devem ser analisados com cautela, uma vez que nao foi empregado um pre-teste para os grupos no entanto foi determinado como criterio de inclusao, o periodo minimo de seis meses de adesao nas atividades fisicas nos grupos fisicamente ativos, e portanto podemos especular que mesmo a pratica de atividades fisicas no centro de convivencias por periodo superior a seis meses pode nao resultar em melhorias significativas das funcoes motoras associadas a autonomia funcional em relacao a inatividade fisica.

Estes achados sao importantes e devem ser levados em consideracao na orientacao das atividades propostas nos centros de convivencia de atendimento a populacao idosa.

Adicionalmente, a avaliacao da flexibilidade e da forca de MMII nao variou significativamente entre os grupos e, alem disso, os resultados aferidos representam baixos indices dessas capacidades fisicas para todos os grupos, reforcando os dados observados sobre a autonomia funcional, de que as atividades fisicas oferecidas aos grupos ativos nao tem representado estimulo suficiente para a melhoria das capacidades fisicas destes individuos.

O processo natural do envelhecimento gera reducao de varias funcoes musculares, incluindo a flexibilidade6, que pode ser decorrente da reducao da elasticidade dos tendoes, ligamentos e capsulas articulares devido a deficiencia de colageno, determinando adultos perdem entre oito a dez centimetros de flexibilidade na regiao lombar e no quadril, quando medido por meio do teste de sentar e alcancar.

Embora essa capacidade seja treinavel, em um estudo longitudinal, com duracao de dois anos, os autores demostraram que apesar de terem sido empregados exercicios de alongamento na rotina sistematizada de idosos entre 60 - 80 anos, os niveis de flexibilidade nao sofreram alteracoes, o que nao indica necessariamente um resultado negativo, uma vez que a propria manutencao dos niveis de uma capacidade fisica, ja pode ser visto como um resultado positivo frente a deterioracao natural do envelhecimento (Rebelatto e colaboradores, 2006).

Por outro lado, no teste TME2', no qual se avalia a capacidade aerobia, os resultados obtidos, foram significativamente melhores (p<0,05) para o grupo A60+ quando comparado ao grupo CON. Pode-se ainda ressaltar que o grupo A70+ nao e estatisticamente diferente de nenhum outro grupo. Estes resultados podem ser atribuidos as caracteristicas das aulas oferecidas a esses individuos, com estimulacao predominantemente aerobia. Esses resultados sugerem que as atividades oferecidas promovem melhorias na capacidade aerobia para individuos ativos de mesma faixa etaria e ainda preservam essas funcoes fisiologicas com o envelhecimento.

A maioria das intervencoes para promover melhorias sobre as habilidades motoras de idosos tem consistido em 2-3 sessoes de exercicios por semana, cobrindo um periodo de seis meses a um ano (Gillespie e colaboradores, 2009), alem da inclusao de atividades de intensidade moderada a alta, atraves de exercicios contra resistencia associados a exercicios aerobios (Frontera e Bigard, 2002; Martinez e colaboradores 2015; Vale, Novaes e Dantas, 2005; Vale e colaboradores 2006).

Varios fatores podem influenciar estes resultados, incluindo a dificuldade de deslocamento atraves de uma rede deficitaria de transporte publico, resultando em uma menor frequencia nas aulas oferecidas no centro de convivencia, podendo em parte explicar os baixos indices sobre as capacidades fisicas associadas a autonomia funcional observados nestes individuos. Matsubayashi, Asakawa e Yamaguchi (2016), propuseram a aplicacao de um programa de exercicios para ser realizado pelos individuos idosos em casa combinado com as atividades oferecidas nos centros comunitarios, permitindo assim a execucao de exercicios em dias que os sujeitos nao pudessem acessar as dependencias publicas e dessa forma aumentando a frequencia de pratica de atividades fisicas, demostrando que o engajamento em atividades fisicas auto monitoradas promove melhorias em diferentes funcoes motoras.

Essa estrategia e uma possivel alternativa para potencializar os beneficios das atividades fisicas sobre a autonomia funcional de idosos que frequentam os centros de convivencia e ATIs e esse modelo represente uma interessante perspectiva para futuros estudos com esta populacao. Nao se pode descartar, que os baixos indices de autonomia funcional e das capacidades fisicas sejam influenciados por uma baixa capacidade cognitiva da populacao estudada, como postulado em diferentes estudos (Altermann e colaboradores, 2014; Araujo e colaboradores, 2015).

Embora nao tenha sido realizado nenhum teste cognitivo, a percepcao empirica da equipe de pesquisadores permite sugerir um baixo nivel intelectual, refletido na necessidade de ajuda no preenchimento dos questionarios e na necessidade frequente de repeticao dos testes, mesmo apos os testes de familiarizacao.

Cabe ressaltar que este estudo apresentou algumas limitacoes, como o delineamento transversal, que nao permitem estabelecer relacoes de casualidade; e o uso de questionario que pode subestimar ou superestimar os resultados encontrados.

Tomados em conjunto, esses resultados nos permitem concluir que as atividades oferecidas na ATI promovem a manutencao satisfatoria dos dominios da qualidade de vida, sobretudo aqueles associados a percepcao geral da saude e da qualidade de vida, entretanto as principais revelacoes destes resultados indicam que as capacidades fisicas associadas a autonomia funcional estao aquem do ideal esperado e, portanto e imperativo que haja reformulacao nas estrategias de atendimento a esses individuos, indicando a necessidade de adicao de politicas publicas somadas as acoes ja oferecidas, para ampliar os beneficios a saude fisica destes individuos.

Dessa forma, esses resultados podem favorecer a elaboracao de acoes em saude, a partir da melhor compreensao dos aspectos que influenciam a qualidade de vida dos idosos e suas correlacoes com a autonomia funcional.

AGRADECIMENTOS

Os autores agradecem ao Programa Pesquisa Produtividade da Universidade Estacio de Sa.

REFERENCIAS

1-Alencar, N.A.; Souza Junior, J.V.; Aragao, J.C.B.; Ferreira, M.A.; Dantas, E. Nivel de atividade fisica, autonomia funcional e qualidade de vida em idosas ativas e sedentarias. Fisioterapia e Movimento. Curitiba. Vol. 23. Num. 3. 2010. p. 473-481.

2-Altermann, C.D.C.; Martins A.S.; Carpes F.P.; Mello-Carpes P.B. Influence of mental practice and movement observation on motor memory, cognitive function and motor performance in the elderly. Brazilian Journal Physical Therapy. Vol. 18. Num. 2. 2014. p. 201-209.

3-American College of Sports Medicine. Diretrizes do ACSM para os testes de esforco e sua prescricao. 6 (a) edicao. Rio de Janeiro. Guanabara Koogan. 2003.

4-Antunes G.; Mazo G.Z.; Balbe G.P. Relacao da autoestima entre a percepcao de saude e aspectos sociodemograficos de idosos praticantes de exercicio fisico. Revista de Educacao Fisica/UEM. Maringa. Vol. 22. Num. 4. 2011. p. 583-589.

5-Araujo, C.C.R.; Silveira, C.; Simas, J.P.N.; Zappelini, A.; Parcias, S.R.; Guimaraes, A.C.A. Aspectos cognitivos e nivel de atividade fisica de idosos. Saude. Santa Maria. Vol. 41. Num. 2. 2015, p. 193-202.

6-Benedetti, T.R.B.; Petroski, E.L. Idosos asilados e a pratica de atividade fisica. Revista Brasileira de Atividade Fisica e Saude. Vol. 4. Num. 3. 1999. p. 5-16.

7-Borges, S.M.; Aprahamian, I.; Radanovic, M.; Forlenza, O.V. Psicomotricidade e Retrogenese: consideracoes sobre o envelhecimento e a doenca de Alzheimer. Revista de Psiquiatria Clinica. Vol. 37. Num. 3. 2010, p. 131-137.

8-Dantas, E.H.M.; Vale, R.G.S. Protocolo GDLAM de avaliacao da autonomia funcional. Fitness e Performance Journal. Vol. 3. Num. 3. 2004. p. 175-183.

9-Fonseca, V. Psicomotricidade: filogenese, ontogenese e retrogenese. 3a edicao. Rio de Janeiro. Wak Editora. 2009. p. 309-337.

10-Frontera, W.R.; Bigard, X. The benefits of strength training in the elderly. Science and Sports. Vol. 17. Num. 3. 2002. p. 109-116.

11-Gillespie L.D.; Robertson M.C.; Gillespie W.J.; Lamb, S.E.; Gates, S.; Cumming R.G.; Rowe, B.H. Interventions for preventing falls in older people living in the community (Review). Cochrane Database Systemic Review. Vol. 15. Num. 2. 2009).

12-Governo do Estado do Rio de Janeiro - Secretaria do Estado de envelhecimento saudavel e qualidade de vida - Projeto 3 (a) idade saudavel. 2015. Disponivel na internet em: <http://www.rj.gov.br/web/seesqv/exibeconteudo?article-id=1943245> Acesso em: 12/08/2015.

13-Guedes, M.B.O.G.; Lopes, J.M.; Andrade A.S.; Guedes, T.S.R.; Ribeiro, J.M.; Cortez, L.C.A. Validacao do teste de marcha estacionaria de dois minutos para diagnostico da capacidade funcional em idosos hipertensos. Revista Brasileira de Geriatria e Gerontologia. Rio de Janeiro. Vol. 18. Num. 4. 2015. p. 921-926.

14-Guimaraes, A.C.; Rocha, C.A.Q.C.; Gomes, A.L.M.; Cader, S.A.; Dantas, E.H.M. Efeitos de um programa de atividade fisica sobre o nivel de autonomia de idosos participantes do programa de saude da familia. Fitness and Performance Journal. Vol. 7 Num. 1. 2008. p. 5-9.

15-Guite, H.F.; Clark, C.; Ackrill, G. The impact of the physical and urban environment on mental well-being. Public Health. Vol. 120. 2006. p. 1117-1126.

16-Harrison, M.B.; Juniper, E.F.; Mitchell-DiCenso, A. Quality of life as an outcome measure in nursing research: "May you have a long and healthy life". Canadian Journal of Nursing Research. Vol. 28. Num. 3. 1996, p. 49-68.

17-Instituto Brasileiro de Geografia e Estatistica (IBGE). Expectativa de vida. 2012.

18-Martinez, P.Y.O.; Lopez, J.A.H.; Hernandez, A.P.; Dantas, E.H.M. Effects of periodized water exercise training program on functional autonomy in elderly women. Nutricion Hospitalaria. Vol. 31. Num. 1. 2015. p. 351-356.

19-Matsubayashi, Y.; Asakawa, Y.; Yamaguchi, H. Low-frequency group exercise improved the motor functions of community-dwelling elderly people in a rural area when combined with home exercise with self-monitoring. Journal of Physical Therapy Science. Vol. 28. 2016. p. 366-371.

20-Matsudo, S.M.; Matsudo, U.K.R.; Neto, T.L.B. Impacto do envelhecimento nas variaveis antropometricas, neuromotoras e metabolicas da aptidao fisica. Revista Brasileira de Ciencia e Movimento. Vol. 8. 2000. p. 21-32.

21-Miranda, L.C.V.; Soares, S.M.; Silva, P.A.B. Qualidade de vida e fatores associados em idosos de um Centro de Referencia a Pessoa Idosa. Ciencia e Saude Coletiva. Vol. 21. Num. 11. 2016, p. 3533-3544.

22-Molzahn, A.E.; Page, G. Field testing the WHOQOL-100 in Canada. Canadian Journal of Nursing Research. Vol. 38. Num 3. 2006, p. 106-123.

23-Mourao, C.A.; Silva, N.M. Influencia de um programa de atividades fisicas recreativas na autoestima de idosos institucionalizados. Revista Brasileira de Ciencias do Envelhecimento Humano. Vol. 7. Num 3. 2010. p. 324-334.

24-Neri, A.L.; Vieira, L.A.M. Envolvimento social e suporte social percebido na velhice. Revista Brasileira de Geriatria e Gerontologia. Vol. 16. Num. 3. 2013. p. 419-432.

25-Park, S.H.; Han, K.S.; Kang, C.B. Effects of exercise programs on depressive symptoms, quality of life and self-esteem in older people: A systematic review of randomized controlled trials. Applied Nursing Research. Vol. 26. Num. 4. 2014, p. 219-226.

26-Petreca, D.R.; Benedetti, T.R.B.; Silva, D.A.S. Validacao do teste de flexibilidade da AAHPERD para idosos brasileiros. Revista Brasileira de Cineantropometria e Desempenho Humano. Vol. 13. Num. 6. 2011. p. 455-460.

27-Rebelatto, Jr.; Cavo J.I.; Orejuela, J.R.; Portillo, J.C. Influencia de um programa de atividade fisica de longa duracao sobre a forca muscular manual e a flexibilidade corporal de mulheres idosas. Revista Brasileira de Fisioterapia. Vol. 10. Num. 1. 2006. p. 127-132.

28-Rejeski, W.J.; Brawley, L.R. Functional Health: Innovations in research of physical activity with older adults. Medicine Science in Sports Exercise. Vol. 38. Num. 1. 2006. p. 93-99.

29-Rikli, R.E.; Jones, C.J. Development and validation of a functional fitness test for community residing older adults. Journal of Aging and Physical Activity. Vol. 7. 1999. p. 129-161.

30-Robortella, C.N.; Rocha, S.M.; Wildner, W.R.; Gorgatti M.G. Reprodutibilidade de uma bateria de testes de atividade de vida diaria para individuos idosos com deficiencia visual. Revista Brasileira de Ciencia e Movimento. Vol. 16. Num. 4. 2008. p. 1-21.

31-Skevington, S.M.; Sartorius, N.; Amir, M.; WHOQOL Group. Developing methods for assigning quality of life in different cultural settings: the history of the WHOQOL instruments. Social Psychiatry and Psychiatric Epidemiology. Vol. 39. Num.1. 2004. p. 1-8.

32-Tavares, D.M.S.; Matias, T.G.C.; Ferreira, P.C.S.; Pegorari, M.S.; Nascimento, J.S.; Paiva, M.M. Qualidade de vida e autoestima de idosos na comunidade. Ciencia e Saude Coletiva. Vol. 21. Num. 11. 2016. p. 3557-3564.

33-Vale, R.G.S.; Barreto, A.N.G.; Novaes, J.S.; Dantas, E.H.M. Efeitos do treinamento resistido na forca maxima, flexibilidade e na autonomia funcional de mulheres idosas. Revista Brasileira de Cineantropometria e Desempenho Humano. Vol. 8. Num. 4. 2006. p. 52-58.

34-Vale, R.G.S.; Novaes, J.S.; Dantas, E.H.M. Efeitos do treinamento de forca e flexibilidade sobre a autonomia de mulheres senescentes. Revista Brasileira de Ciencia e Movimento. Vol. 13. 2005. p. 33-40.

35-WHOQOL Group. Versao em portugues dos instrumentos de avaliacao de qualidade de vida. FAMED - Universidade Federal do Rio Grande do Sul/HCPA, 1998a. Disponivel em: <http://www.ufrgs.br/psiquiatria/psiq/breve.pdf> Acesso: 14/01/2016.

36-World Health Organization Quality Of Life (WHOQOL) Group. Development of the WHOQOL: rationale and current status. International Journal of Mental Health. Vol. 23. Num. 3. 1994. p. 24-56.

37-World Health Organization Quality Of Life (WHOQOL) Group. Development of the World Health Organization WHOQOL-Bref quality of life assessment. Psychological Medicine. Vol. 28. 1998b. p. 551-558.

Frederico Lemos Ribeiro de Moraes (1) Priscila Correa (1), Wagner Santos Coelho (1)

(1-) Laboratorio de Fisiologia do Exercicio (LaFiEx), Universidade Estacio de Sa. Campus Friburgo, Nova Friburgo-RJ, Brasil.

E-mails dos autores: wagscoelho@hotmail.com

fredericomoraes@hotmail.com.br

priscilaclemos@hotmail.com

Endereco para correspondencia: Wagner Santos Coelho

Laboratorio de Fisiologia do Exercicio (LaFiEx) Universidade Estacio de Sa. Campus Friburgo.

R. Jose Acurcio Benigno 116-212.

Braunes. Nova Friburgo-RJ, Brasil.

CEP: 28611-135.

Recebido para publicacao 30/06/2017

Aceito em 24/08/2017
Tabela 1 - Qualidade de Vida (WHOQoL-Bref). Dominios da qualidade de
vida e percepcao da saude.

Grupos  Qualidade                Satisfacao           Fisico
        de Vida                  c/ Saude

CON     15,11 [+ or -] 3,3       15,11 [+ or -] 4,4   16,32 [+ or -] 3,3
A60+    15,13 [+ or -] 2,6       15,48 [+ or -] 3,1   16,12 [+ or -] 2,5
A70+    18,15 [+ or -] 2,1 (*)   16,62 [+ or -] 3,2   16,04 [+ or -] 2,4

Grupos  Psicologico          Relacoes                 Meio
                             Sociais                  Ambiente

CON     14,37 [+ or -] 3,8   12,74 [+ or -] 3,4 (*)   14,11 [+ or -] 2,9
A60+    15,91 [+ or -] 2,7   15,30 [+ or -] 3,1       14,46 [+ or -] 2,5
A70+    16,77 [+ or -] 1,9   15,08 [+ or -] 4,4       14,96 [+ or -] 2,0

Legenda: (*) p < 0.05 versus demais grupos.

Tabela 2 - Coeficiente de correlacao entre os diferentes dominios da
amostra total (WHOQoL-Bref).

Dominios              Qualidade   Satisfacao   Fisico       Psicologico
                      de Vida     c/ Saude

Qualidade de Vida     X           0,604 (*)    0,199        0,452 (*)
Satisfacao c/ Saude   0,604 (*)   X            0,214        0,391 (*)
Fisico                0,199       0,214        X            0,291 (**)
Psicologico           0,452 (*)   0,391 (*)    0,291 (**)   X
Relacoes Sociais      0,275       0,140        0,211        0,507 (*)
Meio Ambiente         0,400 (*)   0,079        0,221        0,332 (*)

Dominios              Relacoes    Meio
                      Sociais     Ambiente

Qualidade de Vida     0,275       0,400 (*)
Satisfacao c/ Saude   0,140       0,079
Fisico                0,211       0,221
Psicologico           0,507 (*)   0,332 (*)
Relacoes Sociais      X           0,504 (*)
Meio Ambiente         0,504 (*)   X

Legenda: (*) p < 0.05, (**) p = 0,0525.

Tabela 3 - Regressao linear multipla entre os diferentes dominios em
relacao a qualidade de vida geral (n=45).

Dominios            B        t        p

Constante           5,022    1,559    0,127
Fisico              0,042    0,267    0,791
Psicologico         0,381    2,377    0,022 (*)
Relacoes Sociais   -0,063   -0,468    0,642
Meio Ambiente       0,363    1,945    0,059

Legenda: B = Coeficiente de determinacao; t = coeficiente de regressao
linear padronizado. Percentagem da variancia explicada ([R.sup.2]):
28%. Teste F de significancia global (p = 0,009). (*)p<0,05.

Tabela 4 - Analise dos resultados da bateria de testes de autonomia
funcional (GDLAM).

Dominios      C10m (s)                 LPS (s)

Controle      6,79 [+ or -] 2,01       12,33 [+ or -] 2,89
Ativo (60+)   7,54 [+ or -] 1,29       12,13 [+ or -] 3,29
Ativo (70+)   8,73 [+ or -] 1,38 (*)   14,77 [+ or -] 5,88

Dominios      LPDV (s)             LCLC (s)

Controle      3,23 [+ or -] 0,85   50,97 [+ or -] 12,68
Ativo (60+)   4,58 [+ or -] 3,69   50,25 [+ or -] 9,73
Ativo (70+)   5,66 [+ or -] 3,29   58,92 [+ or -] 13,17 (*)

Dominios      IG

Controle      31,89 [+ or -] 7,13
Ativo (60+)   32,91 [+ or -] 6,86
Ativo (70+)   39,09 [+ or -] 9,57 (*)

Legenda: C10m--Caminhada de 10 metros, LPS--Levantar-se da posicao
sentado (5 repeticoes), LPDV--Levantar-se da posicao de decubito
ventral, LCLC--Levantar-se da cadeira e locomover-se pela casa,
IG--indice geral. s--Segundos. (*) p<0,05 versus demais grupos.
COPYRIGHT 2018 Instituto Brasileiro de Pesquisa e Ensino em Fisiologia do Exercicio. IBPEFEX
No portion of this article can be reproduced without the express written permission from the copyright holder.
Copyright 2018 Gale, Cengage Learning. All rights reserved.

Article Details
Printer friendly Cite/link Email Feedback
Author:Moraes, Frederico Lemos Ribeiro De; Correa, Priscila; Coelho, Wagner Santos
Publication:Revista Brasileira de Prescricao e Fisiologia do Exercicio
Date:May 1, 2018
Words:6571
Previous Article:TREINAMENTO E CONDICIONAMENTO DO CORE, FORCA E DESEMPENHO ATLETICO: UMA REVISAO SISTEMATICA.
Next Article:EFEITO DAS PERIODIZACOES LINEAR E ONDULATORIA NA RESPOSTA HEMODINAMICA EM IDOSAS.
Topics:

Terms of use | Privacy policy | Copyright © 2021 Farlex, Inc. | Feedback | For webmasters |