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ASPECTOS FISIOLOGICOS E NUTRICIONAIS APLICADOS AO FUTEBOL FEMININO.

Physiological and nutritional aspects applied to women's football

INTRODUCAO

O futebol e um esporte em expansao entre as mulheres de diversos paises, sendo que na Suecia, 20% de jogadores de futebol registados sao do sexo feminino e nos Estados Unidos o numero de mulheres que praticam futebol aumentou entre as instituicoes universitarias que promovem o esporte (FIFA, 2006; Krustrup e colaboradores, 2005; Mallo e colaboradores, 2008; Sporis e colaboradores, 2007).

Na atualidade, as competicoes mais expressivas e prestigiadas sao a Copa do Mundo Feminina de Futebol, Jogos Olimpicos e da UEFA de Futebol Feminino (FIFA, 2007).

A pratica de futebol feminino (FF) no Brasil aumentou nos ultimos anos e a modalidade ganhou notoriedade, embora haja pouco apoio de dirigentes, imprensa e torcida, a selecao nacional e considerada uma das melhores equipes do mundo devido a expressivos resultados nos ultimos anos (Silva, 2012).

O futebol de campo caracteriza-se por apresentar esforcos intermitentes de alta intensidade durante todo jogo que possui duracao de 90 minutos mais acrescimo. Para sua pratica, executa-se movimentos multiplanares e capacidades fisicas como forca, potencia e capacidade aerobia (Hoff, 2005).

Por mais que tal modalidade utiliza via de producao de energia predominantemente aerobia, diferentes caracteristicas de posicao podem interferir na utilizacao das vias de energia (Stolen e colaboradores, 2005).

Durante uma partida oficial o atleta percorre em media 10 Km, entretanto existem diferencas individuais e de genero (Krustrup e colaboradores, 2005; Mohr e colaboradores, 2008).

Devido as estas caracteristicas o FF exige estado nutricional adequado para atender as demandas energeticas em diferentes posicoes (Burke e colaboradores, 2006; Iglesias-gutierrez e colaboradores, 2012).

Alguns estudos vem demonstrando que a alimentacao de atletas do FF apresentam quantidade energeticas insuficientes e que devido a restricao alimentar sem supervisao nutricional podem apresentar deficiencias de micronutrientes como calcio e ferro que estao ligados a diversas perdas e transtornos organicos que comprometem o rendimento e a saude de atletas (Manore, 2002, Clark e colaboradores, 2003, Hinton e colaboradores, 2004; Maughan, Shirreffs, 2007; Santos e colaboradores, 2016; Scott e colaboradores, 2003).

Portanto, e relevante a avaliacao nutricional de atletas do FF para elaboracao de programas nutricionais que tem como objetivo atender as demandas energeticas e suprir a necessidade de macronutrientes e micronutrientes de atletas (Gilbert, 2009).

Para isto, utiliza-se questionarios para avaliar a ingesta nutricional e metodos diretos e indiretos para estimar o gasto energetico, o que possibilita entender e quantificar a demandas metabolicas no esporte (Caccialanza e colaboradores, 2007; Dixon, 2008; Pinheiro e colaboradores, 2001).

Associada a estes metodos de avaliacao, a analise de indicadores bioquimicos como: subfracoes do colesterol, proteinas totais e albumina, estresse oxidativo, substancia oxidantes e citocinas, e IL-6 e IL-1 vem sendo investigadas em atletas com objetivo de complementar a analise do estado nutricional, verificar sua influencia em indicadores de rendimento, e tambem sobre o risco de lesoes, infeccoes, que interferem na recuperacao e saude de atletas (Ascensao e colaboradores, 2008; Bloomer, 2007; Finaud e colaboradores, 2006; Ispirlidis e colaboradores, 2008; Marino e Marino, 2007; Silva e colaboradores, 2009; Thomas e colaboradores, 2016; Zalcman e colaboradores, 2007), Tais metodos cientificos desenvolvidos nestes estudos podem ser aplicados no futebol feminino.

Sao ainda insipientes os estudos sobre futebol feminino no "pais do futebol". Desta forma, tais investigacoes cientificas poderiam contribuir para o desenvolvimento deste esporte, bem como aumentar sua popularidade entre as mulheres.

Diante do exposto, uma revisao descritiva sobre os aspectos fisiologicos e nutricionais poderia contribuir para elaboracao de programas de treinamento fisico e estrategias nutricionais para melhora do desempenho e manutencao da saude de atletas do FF.

Portanto, o objetivo do presente estudo foi revisar na literatura sobre as caracteristicas fisiologicas e nutricionais e sua aplicacao no futebol feminino contribuindo para o conhecimento de pesquisadores e profissionais do esporte.

MATERIAIS E METODOS

A busca de trabalhos na literatura cientifica foi realizada nas bases de dados Pubmed (US National Library of Medicine National Institutes of Health) e Scielo (Scientific Eletronic Library Online).

Para refinamento das buscas foram associadas as seguintes palavras-chave: women's football; physiology; intensity; intermittent; aerobic; nutritional intake; micronutrients; nutritional profile; energy expenditure; biochemical indicators; oxidative stress.

Foram utilizados 69 trabalhos e inseridos como referencia de acordo com a proposta do estudo.

Aspectos fisiologicos e futebol feminino

A partida do jogo de futebol de campo tem duracao em media 90 minutos, os atletas realizam diversas movimentos de carater intermitente em alta intensidade, tais como: corridas, sprints, saltos, chutes, giros, paradas bruscas e mudancas de direcao, para estas acoes sao necessario o treinamento das capacidades fisicas; forca, potencia e resistencia aerobia para suportar o tempo total da duracao da partida (Hoff, 2005; Reilly, 2005; Stolen e colaboradores, 2005).

Algo notorio para ressaltar, seriam algumas diferencas entre os generos que via de regra podem influenciar no desempenho principalmente das atletas do sexo feminino (Datson e colaboradores, 2014).

Em primeira instancia, pode-se dizer que o ciclo menstrual pode afetar diretamente no aumento da frequencia cardiaca e da percepcao subjetiva de esforco, podendo assim interferir na performance das atletas (JansedeJonge e colaboradores, 2012).

Alem disso, o uso de pilulas contraceptivas pode reduzir o VO2max em 5 a 15% (Lebrun e colaboradores, 2003).

Em relacao a distancia, praticantes de futebol feminino (FF), percorrem em media ide 9 a 11 km durante o jogo, sendo que 1,31 a 1,68 Km sao percorridos em alta intensidade.

Estudos apontam que a distancia total percorrida, bem como a distancia percorrida em alta intensidade, pode variar de acordo com o nivel dos jogadores e suas respectivas funcoes taticas exercidas durante um jogo (Krustrup e colaboradores, 2005; Maciel, Caputo e Silva, 2011; Mohr e colaboradores, 2008).

Em um estudo mais recente realizado na Italia (Beato e colaboradores, 2017), os autores verificaram que o primeiro tempo as atletas tendem a percorrer uma distancia maior do que o segundo tempo (1424 vs 1313m) alem de uma velocidade maxima por uma distancia maior (28 vs 22m).

A mensuracao da intensidade na pratica do futebol e um importante parametro para elaboracao do programa de treinamento fisico para seus praticantes, os metodos de predicao da frequencia cardiaca, avaliacao das concentracoes de lactato, distancia e velocidade de deslocamento podem ser utilizados em diferentes situacoes nos treinamentos tecnicos, taticos e coletivos, e jogos oficiais. Nas competicoes estes parametros sao mais elevados devido a situacao de estresse fisico e mental do atleta (Eniseler, 2005).

Em um jogo oficial de futebol feminino, a intensidade atinge entre 85% e 95% da frequencia maxima, portanto as sessoes de treinamentos devem ser proximas a estes parametros para o alcance da melhor performance (Andersson e colaboradores, 2010).

Embora o metabolismo aerobio seja predominante durante um jogo de futebol, as acoes mais decisivas sao oriundas do metabolismo anaerobio, por serem de alta intensidade e curta duracao como a realizacao de sprints curtos, saltos, acoes de marcacao e disputa do jogo com o adversario, no que diz respeito a correr mais rapido ou saltar mais alto (Gorostiaga e colaboradores, 2004; Wragg e colaboradores, 2000).

As concentracoes de lactato sao reduzidas no segundo tempo de partida, quando comparado ao primeiro tempo. Esta alteracao esta associada a queda das reservas de energia que implica na reducao da distancia percorrida e tambem da intensidade do jogo devido (Mohr e colaboradores, 2003).

As concentracoes sanguineas de lactato observados nos jogos de futebol variam entre 2 a 10 mmol.L-1, algumas atletas superam os 12 mmol.L-1. Estas altas concentracoes de lactato indicam que a taxa de producao de lactato muscular e elevada durante o jogo. Em consequencia da alta intensidade nas acoes realizadas por um jogador ou jogadora, seria fisiologicamente impossivel manter alta intensidade durante um longo periodo de tempo devido ao acumulo de lactato sanguineo. Apos a realizacao destas acoes intensas, os jogadores necessitam de periodos de atividade de baixa intensidade para remocao de lactato dos musculos, diante disso situacoes similares devem ser propostas no treinamento fisico individual e coletivo (Bangsbo e colaboradores, 2007; Stolen e colaboradores, 2005).

A taxa de remocao de lactato e dependente principalmente do periodo de recuperacao e capacidade aerobia. E importante observar que os jogadores com maiores volumes de consumo de oxigenio (VO2 maximo) podem ter menores concentracoes de lactato sanguineo devido a uma melhor recuperacao dos exercicios de alta intensidade intermitente, melhor remocao de lactato e maior regeneracao da fosfocreatina muscular.

Neste sentido destaca-se a importancia da implantacao de metodologias de treinamento aerobio com as mesmas caracteristicas previstas na situacao real da partida (Tomlin e Wenger, 2001).

A avaliacao do consumo de oxigenio (VO2), em atletas, constitui um importante parametro fisiologico na avaliacao da condicao fisica aerobia e obtencao do gasto energetico, entretanto, quando aplica-se ao futebol a avaliacao e realizada no laboratorio em ambiente controlado, esta inespecificidade pode subestimar a capacidade cardiovascular em situacao real de jogo. Portanto, a relacao linear entre o V[O.sub.2] e a frequencia cardiaca (FC), tem sido utilizada para estimar o consumo de oxigenio e o gasto energetico em jogadores (Astrand e colaboradores, 2003).

Uma boa condicao fisica aerobia e fator essencial no futebol, uma vez que durante o jogo a intensidade media e de 7780% do V[O.sub.2] max, e o sistema aerobio contribui cerca de 90% do custo energetico total (Krustrup e colaboradores, 2005; Mohr e colaboradores, 2004).

Quanto ao dispendio energetico durante o jogo de atletas profissionais, pode chegar ao gasto de 1540 kcal (Coelho e colaboradores, 2010).

Portanto, e evidente que devido a elevada demanda energetica e metabolica no futebol, exige-se adequada ingestao energetica por meio de estrategias nutricionais.

No quadro1. Sao sumarizadas as caracteristicas do fisiologicas do futebol feminino, bem como a descricao cientifica das suas principais variaveis.

Aspectos nutricionais e futebol feminino

A ingestao dietetica insuficiente e o alto gasto energetico podem comprometer o desempenho esportivo. Esta queda do desempenho, pode ser assim explicada pelos seguintes fatores: a quantidade escassa de energia aciona mecanismos bioquimicos de utilizacao de substratos teciduais que utilizam a gordura corporal e principalmente a massa muscular para gerar energia, resultando na perda das capacidades fisicas forca e resistencia, alem de comprometer a saude do atleta, induzindo a imunossupressao e prejudicando a regeneracao musculoesqueletica aumentando o tempo de recuperacao em relacao as lesoes adquiridas no esporte (Burke e colaboradores, 2006).

A necessidade energetica pode variar para diferentes tipos de exercicio fisico, dependendo da duracao, frequencia e intensidade, e, sobretudo, do estado nutricional atual do atleta e de demais fatores como a hereditariedade, sexo, idade, peso corporal e a massa muscular tambem interferem na necessidade energetica (Otten e colaboradores, 2006).

Reed e colaboradores (2014) verificaram um baixo consumo de carboidratos e uma baixa densidade calorica das refeicoes por parte de jogadoras (n=5) de futebol da primeira divisao dos EUA, sendo que isto pode desencadear uma baixa disponibilidade energetica que facilitaria a queda no rendimento ou ate mesmo no aumento do risco de lesoes.

Alem destes fatores, os jogadores apresentam diferentes caracteristicas de deslocamento e posicoes, os volantes, meiocampistas e laterais utilizam predominantemente fontes aerobias de energia, por outro lado; goleiros, zagueiros e atacantes, predominam a anaerobiose, portanto apresentam necessidades energeticas e nutricionais diferentes e especificas, requerendo uma analise nutricional detalhada pelo nutricionista esportivo (Iglesias-gutierrez e colaboradores, 2012; Metaxas e colaboradores, 2006; Mohr e colaboradores, 2003; Stroyer e colaboradores, 2004).

Outros pontos a serem observados na alimentacao de atletas do FF, e o tipo e distribuicao de alimentos em quantidade energetica insuficiente. De acordo com estudos anteriores, o consumo energetico da dieta realizada por atletas de futebol pode variar entre 1.800 a 2.300 kcal/dia, com proporcao de carboidratos, proteinas e lipideos de 47-55, 13-15 e 29-33%, respectivamente, estes valores sao considerados inferiores das reais necessidades nutricionais para a pratica deste esporte (Clark e colaboradores, 2003; Gibson e colaboradores, 2011).

Este comportamento de restricao alimentar e justificado pelas atletas para perda de peso, muito embora seja importante a adequacao da composicao corporal para pratica esportiva, deve-se observar a quantidade e distribuicao destes tecidos, devendo ser predominante o aumento e manutencao da massa magra e baixo percentual de gordura subcutanea, para alcance destes resultados e fundamental a supervisao profissional (Hinton e colaboradores, 2004; Scott e colaboradores, 2003).

A dieta para atletas do FF deve conter aporte energetico suficiente e tambem oferecer quantidades adequadas de micronutrientes que sao essenciais para o funcionamento do organismo, em situacoes como a restricao alimentar ou pouca ingesta de laticinios combinadas com treinamento fisico extenuante, resulta em baixa absorcao de calcio e ferro, acarretando desordens alimentares, disfuncao menstrual e osteopenia estes fatores compoe a sindrome da mulher atleta que prejudica nao somente o desempenho, mas tambem a saude da esportista (Manore, 2002; Maughan e Shirreffs, 2007).

A oesteopenia provocada pela deficiencia de calcio esta correlacionada a fraturas por estresse em jovens atletas (Constantini e colaboradores, 2000; Petrie e colaboradores, 2004).

A deficiencia de ferro em atletas do sexo feminino induz a queda da concentracao de hemoglobina, proteina responsavel que realiza o transporte de oxigenio para os tecidos, portanto esta associada a diminuicao da capacidade aerobica (Landahl e colaboradores, 2005; Nishimori e colaboradores, 2008; Scott e colaboradores, 2003).

Alem destes efeitos a deficiencia de ferro em mulheres atletas causa o desequilibrio reducao das concentracoes de ferritina causando fraqueza, fadiga, cansaco, baixa tolerancia ao esforco e desordens no apetite, sintomas evidentes de contribuem para a queda do rendimento (Ahmadi e colaboradores, 2010; Nishimori e colaboradores, 2008).

O quadro 2 apresenta as principais deficiencias nutricionais que interferem no rendimento e saude da atleta do futebol.

Portanto, uma ingestao nutricional regular e equilibrada e essencial para a o aporte energetico positivo e quantidade adequada de micronutrientes que sao fundamentais para a saude do atleta, melhora da qualidade do treinamento, manutencao de tecidos ativos e recuperacao pos-jogo (Thomas e colaboradores, 2016).

Avaliacao nutricional

Para o alcance destas metas acima mencionadas, e necessario que o profissional tenha conhecimento do perfil nutricional e do gasto energetico para o planejamento dietetico que devera suprir a demanda metabolica imposta pelos treinamentos e competicoes (Gilbert, 2009).

Instrumentos indiretos como os questionarios Recordatorio de 24h (R24h) e Questionario de Frequencia Alimentar (QFA) sao utilizados para coleta de informacoes sobre a ingestao alimentar diaria, a partir destes relatos e calculada a ingestao

nutricional. Entretanto, estes instrumentos podem apresentam falhas metodologicas, uma vez que os individuos avaliados podem geralmente subestimar ou superestimar sua ingestao alimentar, especificamente no futebol, o subrrelato e uma questao critica na avaliacao do consumo alimentar de jovens atletas, sendo inclusive necessario ser considerado na interpretacao dos dados, particularmente quando inadequacoes de energia sao relatadas (Caccialanza e colaboradores, 2007).

Outro metodo utilizado na avaliacao dietetica e o questionario Health Eating Index (HEI), que originou a versao HEI-2005, este instrumento avalia a qualidade global da dieta de maneira individualizada e sua relacao com as recomendacoes da Piramide Alimentar Americana (Dixon, 2008). Em 2010 o HEI foi modificado e em 2013 esta versao foi atualizada (Guenther e colaboradores, 2013). Este metodo e aplicado em diferentes populacoes, e recentemente foi aplicado na avaliacao de jogadoras de futebol (Santos e colaboradores, 2016).

A estimativa do gasto energetico para analise das demandas metabolicas no esporte pode ser feita por metodos diretos e indiretos. Os metodos diretos como agua duplamente marcada e a calorimetria sao de alta confianca, mas apresentam alto custo. Por outro lado, os metodos indiretos consideram caracteristicas como: idade, sexo, estatura, peso e massa magra, e por meio de modelos matematicos sao amplamente utilizados na pratica clinica e na area de nutricao esportiva, devido a sua facilidade e baixo custo (Pinheiro e colaboradores, 2001).

Ressalta-se a necessidade de se calcular os componentes do gasto energetico total (GET), composto pelo gasto energetico basal (GEB) e gasto da atividade fisica (GAF). O GEB e um importante parametro utilizado em pesquisas e na area clinica, uma vez que e utilizado para calcular a necessidade energetica de um individuo ou populacao. O GEB pode ser definido como a quantidade de calorias gasta por minuto ou por hora, que pode ser extrapolada para 24 horas considerada o minimo de energia necessaria para a manutencao das funcoes vitais do organismo (Wahrlich e Anjos, 2001).

Para estimativa do gasto GAF, sao utilizados registros de todas as atividades motoras realizadas diariamente, a partir destes dados sao estabelecidos os indices de intensidade em unidades metabolicas determinada por (METs) (Ainsworth e colaboradores, 2011). No entanto, sua principal limitacao e que sao desconsideradas as diferencas individuais como: sexo, idade, condicao fisica e composicao corporal (Rodrigues e colaboradores, 2008).

Segundo Mara, Thompson e Pumpa (2015), os gastos energeticos de jogadoras de futebol entre dias de competicao, treinamento e repouso variam com diferencas estatisticas (2923,95, 2792,59 e 2272,86 Kcal, respectivamente).

A analise de indicadores bioquimicos de atletas constitui-se elementos importantes dentro da investigacao esportiva de alto rendimento. Estes biomarcadores nos permitem analisar nao somente a influencia do estado nutricional sobre os indicadores de desempenho, mas o impacto da alimentacao sobre o risco de lesoes e infeccoes (Thomas e colaboradores, 2016).

Foi verificado que mulheres

praticantes de corrida de aventura apresentavam perfil de ingestao dietetica inadequada para o esporte, sendo verificados elevados niveis de colesterol total e LDL-C, este descontrole no perfil lipidico indica que o consumo de gorduras e acucares destas atletas eram estaria acima das recomendacoes desejaveis (Zalcman e colaboradores, 2007).

As concentracoes elevadas de colesterol no plasma estao associadas ao desenvolvimento da doenca da arteria coronaria (Altena e colaboradores, 2006; Kelley e Kelley, 2009). A modificacao dos habitos nutricionais e condicao essencial para diminuicao das concentracoes de colesterol total e LDL-C em atletas, sendo este fato observado em fundistas apos uma intervencao nutricional (Silva e colaboradores, 2006).

Outros indicadores bioquimicos como as proteinas totais e a albumina nos permitem verificar o estado proteico em atletas, sendo a avaliacao destes indicadores importante, uma vez as proteinas estao relacionadas a regulacao de processos metabolicos e a imunidade (Marino e Marino, 2007).

O estresse oxidativo e o desequilibrio entre a producao de radicais livres e reducao das reservas antioxidantes oferecidos pela dieta (Amorin e Tirapegui, 2008).

O treinamento competitivo contemplado com curtos periodos de recuperacao dieta inadequada, aumentam o estresse oxidativo e reduz as reservas antioxidantes, este desequilibrio resulta em processos inflamatorios, oxidacao de proteinas, peroxidacao lipidica e dano na fibra muscular, aumento da fadiga muscular e imunossupressao, mecanismos que prejudicam performance dos atletas (Antunes Neto e colaboradores, 2012; Bloomer, 2007; Hessel e colaboradores, 2000; Konig e colaboradores, 2001).

Estes efeitos podem ser potencializados em mulheres atletas submetidas a treinamento fisico intenso devido a presenca de disfuncoes menstruais que por sua vez, alteram a concentracao de estrogenos elevando a peroxidacao lipidica. Estudos mencionados anteriormente relatam que esta alteracao hormonal pode tambem alterar a acao antioxidante endogena (Ayres e colaboradores, 1998, Borresen e Lambert, 2009; Carvalho e colaboradores, 2014).

A avaliacao da atividade antioxidante tem sido estudada em diferentes esportes como o rubgy, cujo suas caracteristicas esportivas assemelham ao futebol. Foi verificado que neste esporte, os periodos de treinamento intenso sao acompanhados por significativo aumento no estresse oxidativo e associado a diminuicao na eficiencia do sistema de defesa antioxidante, tais respostas bioquimicas causaram imunossupressao nos atletas (Finaud e colaboradores, 2006).

A resposta aguda de treino sobre os parametros do estresse oxidativo foi investigada em nadadores e concluiram que duas sessoes de natacao sem um tempo de recuperacao adequado induzem ao dano muscular e estresse oxidativo (Silva e colaboradores, 2009).

No futebol, o aumento do estresse oxidativo provocado pelo treinamento e jogos pode comprometer o desempenho dos jogadores durante um longo periodo competitivo e, especialmente, durante muitos momentos da temporada esportiva, nos quais sao disputados os jogos mais decisivos e intensos (Ascensao e colaboradores, 2008).

Estes autores encontraram aumento tanto da capacidade antioxidante total, quanto do acido urico imediatamente apos o jogo, concomitante ao aumento da peroxidacao lipidica. Observaram tambem normalizacao da capacidade antioxidante total apos 24h e uma manutencao das concentracoes do acido urico apos 72h, sugerindo, portanto que o jogo de futebol esta associado a um aumento do estresse oxidativo e a deterioracao do desempenho muscular ao longo de um periodo de 72h de recuperacao.

As substancias antioxidantes desempenham importante papel como sistema de defesa, atenuando modificacoes oxidativas induzidas pelo treinamento intenso ou favorecendo uma recuperacao mais rapida (Bloomer, 2007).

O estudo de Ispirlidis e colaboradores (2008), avaliou jogadores de futebol no estado de recuperacao pos-jogo, verificou que as citocinas IL-6 e IL-1 e as substancias que reagem ao acido tiobarbiturico (TBARS) constituem-se em marcadores de reposta inflamatoria e dano muscular, podendo ser utilizados para estimar o tempo necessario para recuperacao destes atletas.

CONCLUSAO

Foi observado que FF e uma modalidade intermitente de alta intensidade com execucao de movimentos multiplos, mudancas de direcao repentinas e decisivas que recrutam capacidades bimotoras e alta demanda energetica.

Quanto a determinacao da via metabolicas predominante de producao de energia utilizada no futebol depende de posicao, caracteristica tecnica, posicionamento tatico e ritmo de jogo.

Neste sentido, e evidente que a avaliacao fisiologica e fundamental para elaboracao de programas de treinamento que se aproximem ao maximo das partidas oficiais.

A literatura demonstrou que uma alimentacao inadequada que nao atenda as necessidades energeticas para a pratica do futebol, causa deficiencias nutricionais que prejudicam o desempenho esportivo e a saude das atletas.

Portanto a realizacao da avaliacao nutricional e mensuracao do gasto energetico durante os treinamentos e jogos sao necessarios para elaboracao de estrategias nutricionais que atendam a demanda metabolica exigida no esporte.

Para assertivas do planejamento nutricional, a realizacao de exames bioquimicos auxilia o nutricionista esportivo para estabelecer o plano nutricional adequado para a atleta.

AGRADECIMENTOS

O presente trabalho foi realizado com apoio da Coordenacao de Aperfeicoamento de Pessoal de Nivel Superior--Brasil (CAPES) Codigo de Financiamento 001.

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E-mails dos autores:

daniel.santos@unifran.edu.br

profdoliveira@gmail.com

gabriel_franco85@hotmail.com

Recebido para publicacao em 18/10/2018

Aceito em 06/01/2019

Daniel dos Santos [1], David Michel de Oliveira [2], Gabriel Franco [3]

[1]-Universidade de Franca (UNIFRAN), FrancaSP, Brasil.

[2]-Unidade Especial de Ciencias da Saude, Universidade Federal de Goias (UFG), JataiGO, Brasil.

[3]-Faculdade de Medicina de Ribeirao Preto (FMRP), Universidade de Sao Paulo (USP), Ribeirao Preto-SP, Brasil.
Quadro 1--Principais caracteristicas fisiologicas do Futebol Feminino

Autor (res)                                Variaveis

Hoff e colaboradores (2005)          Movimentos
Reilly e colaboradores (2005)        predominantes
Stolen e colaboradores (2005)

Hoff e colaboradores (2005)          Capacidades
Reilly e colaboradores (2005)        fisicas
Stolen e colaboradores (2005)        predominantes

Krustrup e colaboradores (2005)      Distancia media
Mohr e colaboradores (2008)          na partida
Maciel, Caputo, Silva (2011)

Krustrup e colaboradores (2005)      Intensidade
Mohr e colaboradores (2008)

Wragg e colaboradores (2000)         Vias de producao
Gorostiaga e colaboradores (2004)    de energia

Coelho e colaboradores (2010)        Intensidade

Stolen e colaboradores (2005)        Producao de
Bangsbo e colaboradores (2007)       Lactato

Mohr e colaboradores (2004)          Consumo de
Krustrup e colaboradores (2005)      [O.sub.2]

Coelho e colaboradores (2010)        Dispendio Energetico
                                     por partida

Autor (res)                                      Descricao

Hoff e colaboradores (2005)          Execucao de corridas, sprints,
Reilly e colaboradores (2005)        saltos, chutes, giros, paradas
Stolen e colaboradores (2005)        bruscas e mudancas de direcao

Hoff e colaboradores (2005)          Forca, potencia e resistencia
Reilly e colaboradores (2005)        aerobia
Stolen e colaboradores (2005)

Krustrup e colaboradores (2005)      9 a 11km
Mohr e colaboradores (2008)
Maciel, Caputo, Silva (2011)

Krustrup e colaboradores (2005)      Intermitente de alta intensidade
Mohr e colaboradores (2008)

Wragg e colaboradores (2000)         Predominantemente aerobia com
Gorostiaga e colaboradores (2004)    acoes decisivas da alta
                                     intensidade e curta duracao
                                     utilizando via anaerobia
                                     dependendo da posicao,
                                     caracteristica tecnica e
                                     distribuicao tatica

Coelho e colaboradores (2010)        85% e 95% (FCM) *

Stolen e colaboradores (2005)        Entre 2 a 10 mmol.[L.sup.-1]
Bangsbo e colaboradores (2007)

Mohr e colaboradores (2004)          77-80% do (V[O.sub.2] max) *
Krustrup e colaboradores (2005)

Coelho e colaboradores (2010)        Ate 1540 kcal

Legenda: (FCM) * = Frequencia Cardiaca Maxima; (V[O.sub.2] max). *
Volume de oxigenio em litros minuto por KG.

Quadro 2--Principais deficiencias nutricionais e seus efeitos.

Autores                                Deficiencias Nutricionais

Burke e colaboradores (2006)           Baixa Ingestao

Scott e colaboradores (2003)           Restricao alimentar
Hinton e colaboradores (2004)          nao supervisionada

Manore (2002)                          Consumo inadequado de
Maughan e Shirreffs (2007)             micronutrientes

Constantini e colaboradores (2000)     Calcio
Petrie e colaboradores (2004)

Scott e colaboradores (2003)           Ferro
Landahl e colaboradores (2005)
Nishimori e colaboradores (2008)
Ahmadi e colaboradores (2010)

Autores                                            Efeitos

Burke e colaboradores (2006)           [flecha inferior] desempenho
                                       [flecha inferior] massa magra
                                       [flecha inferior] capacidades
                                       fisicas
                                       [flecha inferior] regeneracao
                                       muscular
                                       [flecha superior] tempo de
                                       recuperacao
                                       [flecha inferior] Imunidade

Scott e colaboradores (2003)           [flecha inferior] massa
Hinton e colaboradores (2004)          corporal magra
                                       [flecha superior] massa
                                       corporal gorda
                                       Aporte calorico insuficiente

Manore (2002)                          [flecha inferior] desempenho
Maughan e Shirreffs (2007)

Constantini e colaboradores (2000)     Osteopenia/fratura por estresse
Petrie e colaboradores (2004)

Scott e colaboradores (2003)           Desordens alimentares
Landahl e colaboradores (2005)         Disfuncao Menstrual
Nishimori e colaboradores (2008)       [flecha inferior] Hemoglobia =
Ahmadi e colaboradores (2010)          [flecha inferior] Capacidade
                                       aerobia [flecha inferior]
                                       Ferritina = [flecha inferior]
                                       vigor fisico

Legenda: [flecha inferior] = reducao; [flecha superior]=aumento.
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Author:dos Santos, Daniel; de Oliveira, David Michel; Franco, Gabriel
Publication:Revista Brasileira de Futsal e Futebol
Date:May 1, 2019
Words:7117
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