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ANALISE ELETROMIOGRAFICA DOS MUSCULOS BICEPS BRAQUIAL E LATISSIMO DO DORSO NOS EXERCICIOS PUXADOR FRONTAL E REMADA BAIXA.

INTRODUCAO

Nos dias atuais, observa-se, um aumento consideravel na procura por atividades fisicas em academias, as quais individuos sao motivados por diversos fatores, como a busca pela saude, aprimoramento estetico ou como uma forma de socializacao.

Sao muitas as opcoes de quem busca a pratica de uma atividade fisica regular em uma academia, dentre elas, tem-se que a musculacao e uma das modalidades mais importantes e que vem apresentando uma adesao crescente no seu numero de praticantes (Novaes e Vianna, 2003).

A musculacao e uma modalidade de exercicio fisico em que os musculos opoem-se a uma forca externa ou resistencia, sendo utilizada principalmente para desenvolver uma das capacidades fisicas treinaveis, a forca (Fleck e Kramer, 2006).

E comum encontrarmos profissionais que atuam na area selecionando determinados exercicios e suas variacoes por considera-los mais eficazes quando comparados a outros. Todavia, grande parte desses profissionais fundamentam suas prescricoes em criterios empiricos, nao utilizando fontes e criterios cientificos.

Acredita-se que o conhecimento e dominio da Cinesiologia e, sobretudo, da Biomecanica, sao fundamentais na escolha e na prescricao dos exercicios na musculacao.

Os conhecimentos sobre as variacoes de exercicios no ambiente das academias de musculacao devem ser norteados e fundamentados no conhecimento cientifico.

Nesse sentido, analises biomecanicas podem constituir em estrategias apropriadas a caracterizacao dos exercicios, uma vez que elas possibilitam precisar as diferencas nas execucoes do movimento como tambem estimar os efeitos de estimulacao sobre os musculos.

Entre os instrumentos disponiveis para essa avaliacao e determinacao da eficacia de exercicios, a eletromiografia de superficie (EMG) tem sido utilizada por possibilitar analises acuradas, tanto qualitativas quanto quantitativas, da atividade eletrica muscular durante o ato da execucao do movimento (De Luca, 1997).

De acordo com Amadio e Duarte (1996), a EMG tem sua utilizacao na biomecanica como propositos fundamentais fornecer parametros de controle no sistema nervoso, identificando padroes de movimento e funcionando como indicador de estresse.

Segundo Clarys e Cabri (1993), muitos objetos de pesquisas favoreceram-se da utilizacao da EMG, destacando-se: estudos da funcao normal de musculos durante posturas e movimentos selecionados; estudos de atividades musculares mais complexas nos movimentos desportivos; avaliacao da atividade muscular funcional anatomica; estudos de coordenacao e sincronizacao; a relacao entre EMG e forca.

Na prescricao de exercicios para grupos musculares, normalmente, procura-se enfatizar os musculos agonistas na realizacao do movimento.

Desta forma, o conhecimento de forma mais clara de como se da esta relacao entre os musculos sinergistas durante a execucao de exercicios, considerando que nas academias os exercicios prescritos para o musculo latissimo do dorso geralmente sao baseados em movimentos em que o cotovelo tambem e flexionado como nos exercicios abordados no estudo.

Diante do exposto, o estudo que teve objetivo analisar a atividade em EMG dos musculos biceps braquial e latissimo do dorso durante a realizacao dos exercicios remada baixa e puxador frontal.

MATERIAIS E METODOS

Modelo e local do estudo

O desenvolvimento do estudo foi de carater descritivo, direto, e foi realizado de maneira transversal (Liberali, 2008).

O estudo foi realizado no Laboratorio de Forca Aplicada ao Esporte e Saude (LAFAES), situado no Instituto de Educacao e Esportes (IEFES) da Universidade Federal do Ceara (UFC), localizado na Avenida Mister Hull, s/n, no Bloco 320 no Campus do Pici, no bairro Pici.

Caracterizacao da amostra

Foram selecionados para compor a amostra 10 individuos do sexo masculino, selecionados a partir dos seguintes criterios previamente estabelecidos: assinar o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE); tempo de pratica na musculacao de pelo menos seis meses, comprovados atraves de recibos de mensalidades pagas nas respectivas academias frequentadas; idade igual ou superior a 18 anos; nao ter historico de lesoes osteoarticulares e/ou musculares que atrapalhem na realizacao dos testes.

Equipamentos

O equipamento utilizado para a aquisicao dos sinais eletromiograficos foi o Miotec[R]. Para a coleta e processamento dos sinais mioeletricos, foi utilizado um eletromiografo composto por um amplificador diferencial bipolar, de quatro canais cada, com frequencia de amostragem de 1000hz e filtro de passa-banda de 10hz e 500hz, de acordo com o ISEK36, com modo de rejeicao (CMRR): > 85 dB, impedancia de entrada: 10M[ohm] e taxa de ruido: < 1[micro]V RMS. Foi tambem utilizado o metronomo Metronome Beats em forma de aplicativo de smartphone com frequencia de 120bpm para controlar a velocidade de movimento na execucao dos exercicios.

Procedimentos

Os musculos selecionados para analise das respostas eletromiograficas foram o biceps braquial e o latissimo do dorso. A colocacao e localizacao dos eletrodos a fim de obter os sinais eletromiograficos tiveram como parametro a padronizacao proposta pelo Surface Electromyography for the Non-Invasive Assessment of Muscles (SENIAM) (Hermens e colaboradores, 2000).

Antes da colocacao dos eletrodos foi realizada uma tricotomia e assepsia da pele em volta da regiao dos musculos abordados no estudo, visando diminuir a impedancia da pele. Utilizou-se para isso um aparelho de barbear (Gillete), alcool (Purell) e algodao (Apolo) nos pontos mais proeminentes determinados para a colocacao dos eletrodos em cada musculo.

Para cada individuo foram utilizados eletrodos passivos de superficie em configuracao bipolar (Meditrace) com distancia entre os centros dos mesmos de tres cm (Mercer e colaboradores, 2006).

Os eletrodos apresentavam superficie de captacao em prata/cloreto de prata com 1 cm de diametro, disco de gel condutor com 2,2 cm de diametro e 3,6 cm de diametro no total, assim a distancia minima entre as superficies de captacao sera de 2 cm.

Previamente a cada coleta, o equipamento foi calibrado identificando-se o zero de potenciais eletricos nos eletrodos, conforme recomendacao do fabricante.

A captacao do sinal EMG foi feita apenas do lado direito do corpo, para tal, os sinais serao transmitidos de forma simultanea. Foram realizadas tres repeticoes de cada exercicio antes do protocolo de coleta para familiarizar os participantes com o exercicio, com a cadencia de execucao de cada repeticao e promover um aquecimento muscular localizado.

E visando orientar os sujeitos quanto a cadencia de realizacao dos exercicios foi utilizado um metronomo "Metronomi Beats" em forma de aplicativo de smartphone com frequencia de 120bpm.

Na tentativa de padronizar o movimento durante a execucao dos exercicios, os voluntarios foram posicionados de maneira que a distancia das maos na pegada da barra e a distancia entre os calcanhares estivessem ajustadas pelos diametros biacromial e bitrocanteriano (Heyward e Stolarczyk, 2000).

O tempo de intervalo adotado entre a troca de aparelhos para cada individuo foi de cinco minutos.

A escolha do tempo de intervalo deuse devido a recuperacao do sistema imediato de energia (ATP-CP), pois, intervalos que variem entre um a cinco minutos costumam ser suficientes antes de uma nova tentativa de executar um levantamento de peso (McArdle, Katch e Katch, 2011).

Os exercicios puxador frontal e remada baixa sao mostrados nas figuras 1 e 2, respectivamente.

Tratamento dos dados em EMG

O sinal do EMG original foi submetido a um procedimento, que criou condicoes para que se estabelecesse algum tipo de comparacao, arquivo ou correlacao de algumas medidas da funcao muscular com outros sinais biomecanicos e/ou fisiologicos. A media dos sinais EMG no dominio do tempo tendera a apresentar um favor sempre proximo de zero.

Dessa forma o sinal original passou por um procedimento chamado retificacao, podendo ser executado de tres formas: 1) Retificacao de Meia-Onda eliminando os valores negativos do sinal; 2) Retificacao de Onda-Completa considerando somente as magnitudes absolutas do sinal mantendo-o inteiro; 3) por RMS (Root Mean Square) que se resume a um processamento matematico que faz a raiz quadrada da media elevada ao quadrado.

Os dados de EMG foram analisados, utilizando-se o software da Miograph, e numericamente expressos em RMS para as tentativas, e realizou-se a normalizacao do sinal bruto utilizando os valores obtidos de contracao isometrica voluntaria maxima (CIVM), seguindo o protocolo recomendado pela SENIAM e ISEX.

Dando continuidade ao tratamento dos dados advindos da analise EMG, o sinal retificado foi filtrado na tentativa de diminuir a interferencia motivada por ruidos externos e ate mesmo por sinais fisiologicos que nao tenham como origem a musculatura esqueletica.

Essa filtragem foi feita por meio de dispositivos denominados filtros digitais, que podem avaliar bandas de frequencias que devem ser mantidas ou cortadas.

Analise estatistica

Os dados obtidos foram analisados em carater descritivo, e o tratamento estatistico foi realizado por meio do software SPSS 15.0 for Windows (Real Stats, Real Easy).

Logo apos, utilizou-se o teste de ANOVA 2x2 two away, para verificar a existencia ou nao de possiveis diferencas estatisticas entre os valores de RMS normalizados obtidos a partir das respostas biomecanicas a um intervalo de confianca (p[less than or equal to]0,05).

Aspectos eticos

Os voluntarios do estudo foram informados sobre a confidencialidade dos seus dados, assim como do carater cientifico que norteara a realizacao do estudo.

Os individuos foram informados de que poderiam solicitar e receber esclarecimentos sobre o andamento do estudo a qualquer momento, podendo, inclusive, desistir de continuar colaborando se assim o desejar.

Os sujeitos aceitaram participar voluntariamente da pesquisa, e apos obtencao de consentimento verbal, assinaram o termo de consentimento livre e esclarecido (TCLE). Esta pesquisa teve o seu projeto submetido e aprovado pelo Comite de Etica em Pesquisa da Universidade Federal do Ceara, sob o protocolo: COMEPE no230/11.

RESULTADOS

De acordo com os dados apresentados na figura 3, para o musculo biceps braquial, o exercicio que apresentou maior ativacao foi a remada baixa na polia (235,59[micro]V), seguido da puxada frontal (180,34[micro]V).

Na comparacao entre as diferencas de ativacao do musculo biceps braquial nos exercicios, verificou-se que na remada baixa a ativacao muscular foi maior, apresentando uma media de (235,59[micro]V) contra (180,34[micro]V) encontrada no exercicio puxador frontal. Estes resultados apresentaram diferencas significativas quando realizado o teste ANOVA 2x2 two away p=0,048.

Como pode ser observado na figura 4, para o musculo latissimo do dorso o exercicio que apresentou maior ativacao foi o puxador frontal (147,45[micro]V), seguido da remada baixa na polia (90,53[micro]V).
Figura 3 - Medias do musculo biceps braquial nos diferentes exercicios
realizados em ordem crescente de ativacao muscular.

Biceps Braquial

Puxador Frontal  180,34[micro]v
Remada Baixa     235,59[micro]v

Note: Table made from bar graph.

Figura 4 - Medias do musculo latissimo do dorso nos diferentes
exercicios realizados em ordem decrescente de ativacao muscular.

Latissimo do Dorso

Puxador Frontal  147,45[micro]v
Remada Baixa      90,53[micro]v

Note: Table made from bar graph.


Na comparacao entre as diferencas de ativacao do musculo latissimo do dorso nos exercicios puxador frontal e remada baixa, verificou-se que o primeiro exercicio apresentou maior ativacao muscular (147,45[micro]V) quando comparado ao segundo exercicio (90,53[micro]V). Estes resultados apresentaram diferencas significativas quando realizado o teste ANOVA 2x2 two away p=0,035.

DISCUSSAO

Ativacao do Musculo Biceps Braquial

Os resultados encontros no estudo mostraram haver diferenca significativa na ativacao do musculo biceps braquial quando comparados os exercicios puxador frontal e remada baixa.

Ao compararmos os resultados aos achados no estudo realizado por Loss e colaboradores (2010), pode-se verificar que os valores encontrados no presente estudo foram diferentes.

Esta diferenca pode ser justificada por conta da pela metodologia aplicada, onde foram mensuradas a carga maxima no teste de 1 RM (repeticao maxima) e nao um numero maior de repeticoes, como foi utilizado no presente estudo, em que foram mensuradas em media cerca de seis repeticoes concentricas com 75% de 1 RM.

Resultados diferentes tambem foram encontrados no estudo quando comparados aos achados de Kossel e colaboradores (2009) que comparou as diferencas de ativacao do musculo biceps braquial durante a flexao de cotovelo em diferentes posicoes do

ombro. Pode-se especular que esta diferenca na ativacao deva-se ao fato de que os locais de colocacao dos eletrodos foram estabelecidos seguindo criterios distintos.

Em nosso estudo a alocacao dos eletrodos seguiu as recomendacoes do SENIAM, enquanto que no estudo de Kossel e colaboradores (2009) a alocacao dos eletrodos foi verificado atraves da realizacao de uma contracao dos flexores do cotovelo que apresentava incremento da ativacao EMG quando realizada a supinacao concomitantemente.

Por se tratar de uma porcao especifica de um musculo que apresenta pequeno volume, existe a possibilidade da ocorrencia de crosstalk dos musculos adjacentes, como a porcao curta do biceps braquial e o braquial

Ao compararmos os resultados obtidos no estudo relacionados a ativacao do musculo biceps braquial no exercicio puxador frontal aos resultados do estudo de Carpenter (2005), onde foi realizada a comparacao atraves da EMG na atividade eletrica de cinco musculos, dentre eles o biceps braquial, nos exercicios puxador frontal e puxador por tras em diferentes cadencias de execucao, encontramos valores semelhantes de ativacao do musculo biceps braquial nos exercicios de puxada frontal e puxada por tras com e sem controle de cadencia do movimento.

Podemos supor que essa semelhanca se deva a similaridade entre as variaveis metodologicas utilizadas em ambos os estudos. Ambos os estudos utilizaram procedimentos similares e os sujeitos participantes dos estudos possuiam caracteristicas semelhantes.

Entretanto, ao comparamos os resultados obtidos no estudo de Carpenter (2005) com os resultados achados em nosso estudo para a ativacao do musculo biceps braquial no exercicio de remada baixa foi encontrada uma menor ativacao muscular.

Acredita-se que esta diferenca se deva ao fato da adocao de diferentes tempos de intervalo entre series. No estudo de Carpenter (2007) utilizou-se um intervalo de descanso superior ao que foi utilizado em nosso estudo, dessa forma, pode-se supor que os sujeitos realizaram o exercicio de remada baixa com um grau de fadiga diferente.

Sabe-se que a fadiga aumenta os valores RMS (Goncalves, 2003; Melo e colaboradores, 2005), esse fato pode ter contribuido para os resultados encontrados, sendo recomendada a realizacao de mais estudos que visem investigar a magnitude da influencia da fadiga nos estudos envolvendo eletromiografia.

Ativacao do Musculo Latissimo do Dorso

Os resultados do estudo mostraram haver uma diferenca significativa na ativacao do musculo latissimo do dorso quando comparados os exercicios puxador frontal e remada baixa.

Os valores encontrados no estudo para a ativacao do musculo latissimo do dorso no exercicio puxador frontal se mostraram semelhantes aos achados no estudo de Carpenter (2005) que comparou atraves de EMG a atividade eletrica de cinco musculos, dentre os quais o latissimo do dorso, nos exercicios puxador frontal e puxador por tras em diferentes cadencias de execucao.

Todavia, foi encontrada diferenca para menos quando comparamos o exercicio de remada baixa realizado em nosso estudo com os valores achados nos estudos de Carpenter (2005) e Novaes e Batista (2007) nos exercicios puxador frontal e puxador por tras em diferentes cadencias de execucao.

Pode-se atribuir essa diferenca supondo que o exercicio em analise pode apresentar diferenca de ativacao muscular caso haja alguma mudanca de espacamento ou posicionamento das maos com relacao ao local de agarre para se levantar o peso, alterando dessa forma o braco de resistencia no exercicio.

Os resultados da ativacao muscular do latissimo do dorso no exercicio de remada baixa encontrados no estudo foram semelhantes aos achados no estudo realizado por Sa (2007), onde se verificou a ativacao eletrica do musculo no exercicio de remada baixa com o halter utilizando pegada supinada e semipronada.

O fato pode ser explicado por conta de tratar-se de exercicios cuja mecanica de execucao e semelhante, havendo mudanca basicamente no eixo de realizacao do movimento.

Porem, quando comparados os resultados do estudo de Sa (2007) para os dois exercicios supracitados com os valores de ativacao muscular do latissimo do dorso no exercicio puxador frontal encontrados em nosso estudo, os resultados foram menores.

A justificativa para tal diferenca pode estar ligada ao fato de que os individuos que fizeram parte da coleta de dados no estudo de Sa (2007) terem um tempo de pratica consideravelmente superior em relacao aos sujeitos que participaram do presente estudo.

Desta forma, estaria mais adaptado ao treinamento de forca, o que acabaria influenciando no padrao de recrutamento de unidades motoras, resultando assim em uma diferenca no sinal eletromiografico obtido.

CONCLUSAO

A prescricao do treinamento na musculacao baseia-se na premissa da prescricao dos exercicios objetivando o trabalho de certo musculo agonista para aquele movimento.

Com base nos resultados pode-se concluir que se encontraram diferencas significativas na ativacao do musculo biceps braquiais quando comparados os exercicios puxador frontal e remada baixa.

Da mesma forma, os resultados mostraram haver diferencas significativas na ativacao do musculo latissimo do dorso quando comparados os exercicios puxador frontal e remada baixa.

Os resultados do estudo visam acrescentar referencias cientificas a literatura existente na area da Biomecanica que avalia atraves da EMG a atividade muscular no treinamento de musculacao.

O conhecimento mais detalhado de como se da a ativacao eletromiografica dos musculos latissimo do dorso e biceps braquial nos exercicios de puxada frontal e na remada baixa podera permitir aos profissionais da area direcionar melhor suas escolhas no momento da montagem e da prescricao dos treinos de seus alunos, pois, tratando-se de uma area do conhecimento cientifico, os profissionais devem buscar nortear suas acoes nas recomendacoes cientificas.

Recomenda-se a realizacao de mais estudos analisando a atividade eletromiografica dos referidos musculos nos exercicios abordados no estudo, contemplando um numero maior de individuos, alem de verificar a atividade eletromiografica dos demais musculos envolvidos na execucao do movimento nos exercicios.

AGRADECIMENTOS

A Universidade Federal do Ceara - UFC e ao Instituto de Educacao Fisica e Esportes-IEFES pelo suporte dado ao longo da realizacao da pesquisa.

REFERENCIAS

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8-Heyward, V. H.; Stolarczyk, L. M. Avaliacao da composicao corporal aplicada. Sao Paulo. Manole. 2000. p.73-98.

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10-Liberali, R. Metodologia Cientifica Pratica: um saber fazer competente da saude a educacao. Florianopolis. 2008.

11-Loss, J. F.; Maurmann, S. B.; Soares, D. P.; Moraes, L. F. R.; Castro, F. A. S. Funcao do biceps braquial durante flexao de cotovelo com radioulnar em pronacao. Revista Brasileira de Ciencia e Esporte. Campinas. Sao Paulo. Vol. 31. Num. 2. 2010. p.31-44.

12-Mcardle, W. D; Katch, F. I.; Katch, V. L. Fisiologia do Exercicio - Energia, Nutricao e Desempenho Humano. Rio de Janeiro. Guanabara Koogan S.A. 2011.

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15-Novaes, J. S.; Vianna, J. M. Personal Training e Condicionamento Fisico em Academia. Rio de Janeiro. Shape. 2003.

16-Sa, K. B. Os exercicios de forca mais eficientes para o musculo latissimus dorsi. XII Congresso Brasileiro de Biomecanica. 2007.

Abraham Lincoln de Paula Rodrigues (1)

Danilo Rodrigues Cavalcante Feitosa (1)

Igor Neves Torres (1)

Tulio Luiz Banja (1)

(1-) Laboratorio de Biomecanica da Universidade Federal do Ceara, Fortaleza, Ceara.

E-mails dos autores:

lincoln7777@hotmail.com

danilofeitosa7@hotmail.com

igor.nt@hotmail.com

tuliobanja@gmail.com

Endereco para correspondencia: Abraham Lincoln de Paula Rodrigues Instituto de Educacao Fisica e Esportes-IEFES, Universidade Federal do Ceara. Av. Mister Hull, s/n. Parque Esportivo. Bloco 320. Campus do Pici. Fortaleza, CE, Brasil. CEP: 60455-760.

Recebido para publicacao 25/01/2016

Aceito em 17/04/2016
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Author:de Paula Rodrigues, Abraham Lincoln; Feitosa, Danilo Rodrigues Cavalcante; Torres, Igor Neves; Banja
Publication:Revista Brasileira de Prescricao e Fisiologia do Exercicio
Date:Jan 1, 2018
Words:3886
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