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ANALISE DO EXERCICIO PUXADA ABERTA COM E SEM O METODO PRE EXAUSTAO EM PARAMETROS FISIOLOGICOS DE ESFORCO/Analysis of open pull exercise with and without the pre-exhaustion method in physiological stress parameters.

INTRODUCAO

O treinamento de forca (TF) tem sua prescricao embasada em funcao da combinacao de diversas variaveis, que dentre elas o American College of Sports Medicine (ACMS, 2002) destaca a intensidade das cargas, numero de repeticoes e series, intervalo entre as series, ordem dos exercicios e velocidade de execucao. Forca, potencia, hipertrofia e resistencia sao resultados do treinamento, mas que variam de acordo como as suas variaveis sao manipulas (Kraemer e Ratamess, 2005).

A sequencia tradicional dos exercicios determina que sejam realizados primeiro os exercicios para grandes grupos musculares que, normalmente, envolvem varias articulacoes. O raciocinio para essa sequencia de exercicios e que, ao realizar os exercicios que envolvem varias articulacoes no inicio de uma sessao de treinamento, um estimulo superior e fornecido aos musculos envolvidos, o qual se acredita ser decorrente de uma maior resposta neural, metabolica, hormonal e circulatoria (Fleck, Kraemer, 2006).

Ja o metodo de pre exaustao envolve o treinamento de um musculo ou grupamento muscular ate o ponto da fadiga utilizando um exercicio monoarticular imediatamente seguido de um exercicio multiarticular (Augustsson e colaboradores, 2003).

Segundo Rocha Junior e colaboradores (2010) Nos exercicios multiarticulares, os menores grupos musculares fadigam mais rapido que os maiores grupos muscular.

Sendo assim a fadiga durante o TF torna-se um elemento importante a ser considerado pelo profissional que o prescreve tanto na busca de melhores efeitos, quanto no aumento do potencial de adesao aos programas (Salles e colaboradores, 2008).

Guyton e Hall (2002) argumentam que a Pressao arterial (PA), a Frequencia cardiaca (FC) e o Duplo produto (DP) sao relevantes para avaliacao do sistema cardiovascular, pois para ocorrer as trocas de nutrientes e excretas, suas manutencoes basicas devem ser mantidas, permitindo assim bom o funcionamento do organismo.

Uma unica sessao de exercicios resistidos pode provocar varias respostas fisiologicas transitorias, enquanto varias sessoes, com consequente acumulo dessas respostas transitorias, podem se traduzir em adaptacoes mais permanentes ou cronicas (Hamer, 2006).

Poucos sao os estudos que analisaram a pre-exaustao muscular induzida por um exercicio monoarticular Poucos sao os estudos que analisaram a pre-exaustao muscular induzida por um exercicio monoarticular (Augustsson e colaboradores, 2003; Brennecke e colaboradores, 2009; Gentil e colaboradores, 2007; Junior e colaboradores, 2010; Salles e colaboradores, 2008).

Nesse sentido, o objetivo do presente estudo foi verificar-se os parametros fisiologicos no exercicio de puxada alta dorsal com pegada aberta com e sem o metodo de pre-exaustao.

MATERIAIS E METODOS

Amostra e aspectos eticos

A amostra foi composta por oito individuos do sexo feminino, todas elas com experiencia no treinamento de forca e pelo menos seis meses de pratica ininterruptos.

Os individuos foram informados mediante ao termo de consentimento livre e esclarecido, sobre as intencoes do estudo, os possiveis riscos e da liberdade de desligar-se da pesquisa a qualquer momento, alem das garantias do anonimato e do uso dos dados exclusivamente para fins de pesquisa.

Este projeto foi destinado ao comite de etica da Universidade Estadual de Montes Claros (Unimontes) antes do inicio dessa pesquisa, para apreciacao de sua viabilidade, onde atendeu as normas reguladoras de pesquisa envolvendo seres humanos - Resolucao 466/12 do Conselho Nacional de Saude. Apos esse procedimento o projeto foi aprovado sob o parecer consubstanciado de numero 1.175.474.

Instrumentos e Procedimentos

Os instrumentos utilizados na pesquisa foram: (a) aparelho de puxada pulley marca PRO PHISICAL (Polia Superior com Remada BR-014) com altura de 220 centimetros e 80 centimetros de largura, com capacidade de 100 Kg. (b) barra de puxada alta estriada curva com 1,20 metros de comprimento. (c) barra W com peso de 5 Kg e 1,20 metros de comprimento. (d) anilhas pintadas vazadas com peso de 2 a 5Kg. (e) Balanca Digital Ultra Slim de Vidro Temperado Colors Line Azul W912--WISO, com capacidade para 180Kg e graduacao de 100gr. (f) Plicometro Adipometro Clinico Innovare--Cescorf com sensibilidade de 1mm e amplitude leitura 80mm e pressao de 10g/mm2, (g) Metronomo (software gratuito disponivel na internet--Metronome Plus2.0.0.1) com controle variavel de andamento, de ate 300BPM. (h) Esfigmomanometro Aneroide Hospitalar Premium, (i) Frequencimetro da marca Polar modelo FT4. (j) Todos os procedimentos estatisticos serao feitos no programa Statistical Package for the Social Sciences (SPSS) 20.0 for Windows. (l) Questionario de Risco Cardiovascular Par-Q. (m) Tabela de percepcao subjetiva de esforco para treinamento de forca OMNI-RES. Polar modelo FT4. (n) software de tratamento e analise estatistica.

Dentro da avaliacao fisica proposta foram coletados os seguintes dados: peso corporal, altura, circunferencias e composicao corporal de cada individuo.

A massa corporal dos sujeitos da amostra foram registradas por um unico avaliador experiente, seguindo os seguintes criterios de avaliacao da estatura como: (a) O avaliado estava com o minimo de roupa possivel; (b) Calibracao da balanca; (c) Perguntou-se ao individuo avaliado, seu peso aproximado e foram colocados os cilindros correspondente a carga citada, para evitar o "tranco da balanca" quando retirou-se a trava; (d) O avaliado subiu na balanca e colocou-se ao centro da plataforma, com massa corporal igualmente distribuida sobre os dois pes, para que ai sim fosse retirada a trava; (e) Foi efetuada a leitura da sua massa corporal; (Farinatti e Monteiro, 1999).

A estatura foi medida com: (a) Leitura com aproximacao de 100g; (b) utilizacao da menor quantidade de roupa possivel, de calcao ou sunga e descalco; (c) posicionamento bipede em cima da balanca, com a massa corporal igualmente distribuida sobre os dois pes (Farinatti e Monteiro, 1999).

Para verificar a composicao corporal dos individuos da pesquisa utilizou-se o protocolo de Pollock de tres dobras, toracica, abdominal e coxa. A dobra cutanea toracica e uma medida obliqua em relacao ao eixo longitudinal, na metade da distancia entre a linha axilar anterior e o mamilo. A dobra cutanea abdominal e medida aproximadamente a dois centimetros a direita da cicatriz umbilical, paralelamente ao eixo longitudinal. A dobra cutanea da coxa e medida paralelamente ao eixo longitudinal, sobre o musculo reto femoral na metade da distancia do ligamento inguinal e a borda superior da patela. Para facilitar o pincamento da dobra o avaliado devera deslocar o membro inferior direito a frente, com uma semi-flexao do joelho, e manter o peso do corpo no membro inferior esquerdo (Farinatti e Monteiro, 1999).

Para o teste de 1RM foi adotado o protocolo de predicao proposto por (Baechle e Groves, 2000).

Antes de serem testados os voluntarios realizarao um aquecimento especifico onde foi realizado uma serie de 15 repeticoes com a carga calculada atraves da formula, onde massa corporal (Kg) x 0,5 resultara no total da carga para aquecimento.

Serao permitidas ate 5 tentativas para identificar o peso maximo que o voluntario podera executar em uma contracao voluntaria maxima, tendo como tempo de intervalo entre as series 5 minutos.

O teste foi realizado de forma crescente, com acrescimo de peso. O teste foi interrompido quando o voluntario alcancar a falha concentrica do movimento. Foi entao, considerada como carga maxima a ultima em que o individuo foi capaz de realizar um movimento com os padroes adequados de execucao.

Visando reduzir a margem de erro nos testes de 1RM, foram adotadas as seguintes estrategias. (a) Instrucoes padronizadas fornecidas antes do teste, de modo que o avaliado esteja ciente de toda a rotina que envolve a coleta de dados; (b) instrucao sobre a tecnica de execucao do exercicio ao avaliado; (c) o avaliador ficara atento quanto a posicao adotada pelo praticante no momento da medida, pois pequenas variacoes no posicionamento das articulacoes envolvidas no movimento poderao acionar outros musculos, levando a interpretacoes erroneas dos escores obtidos; (d) estimulos verbais foram utilizados a fim de manter o alto nivel de estimulacao.

A frequencia cardiaca foi aferida por um frequencimetro polar, que de acordo com o seu manual. Antes de iniciar a gravacao do treino, foi necessario colocar o transmissor com os seguintes passos: 1[grados]) Os electrodos da tira elastica sao bem molhados em agua corrente; 2[grados]) O conector esteve preso a tira elastica e o comprimento foi ajustado para que a fita ficasse justa de maneira confortavel ao individuo; 3[grados]) A tira foi colocada a volta do peito, logo abaixo dos musculos peitorais e o gancho esteve preso a outra extremidade da tira; 4[grados]) Foram verificadas as zonas umidas dos eletrodos para que ficassem bem proximas a pele do individuo e se o logotipo Polar do conector ficou centrado e na vertical.

Dessa forma foi possivel a afericao e analise da frequencia cardiaca de cada individuo, antes da realizacao do exercicio entre as series e apos o exercicio.

A pressao arterial foi aferida de maneira indireta por um aferidor de pressao de pulso manual seguindo os seguintes passos: (a) A bracadeira foi colocada sempre no braco esquerdo. (b) A pressao sempre foi aferida com o individuo na posicao sentado, exceto no repouso (deitado). (c) O braco sempre esteve na altura do coracao. (d) O manguito sempre dois a tres cm acima da arteria braquial. (e) Ligava-se o aparelho. (f) aguardava-se o resultado. (g) em caso de erro, repetia-se o protocolo.

Apos 72 horas do teste de 1RM, os voluntarios foram submetidos a realizar 3 series do exercicio com a carga mais proxima de 70% da carga de uma repeticao maxima identificada no teste, com tempo de recuperacao de intervalo de 90 segundos.

Foi utilizado um aparelho de puxada pulley para o exercicio de puxada alta dorsal a frente com pegada aberta e uma barra w para o exercicio de rosca biceps; um metronomo para o controle do ritmo do movimento que foi de 60 bpm, ou seja, o tempo foi de 2:2. Um segundo tanto na fase concentrica quanto na fase excentrica.

De pe o individuo segurou a barra w na posicao indicada pelas curvas da mesma e executara o exercicio com movimento de flexao e extensao de cotovelo para a pre exaustao do musculo biceps braquial. Depois sentado no aparelho de puxada pulley o individuo executou o exercicio de puxada dorsal a frente com a pegada aberta trazendo a barra ate o ponto meso-esternal (proximo a linha mamilar), logo depois voltando ate a posicao inicial com os bracos completamente estendidos.

Posicao inicial para a rosca biceps com barra w: de pe direito, com os pes separados a largura dos ombros, joelhos em posicao normal, a vontade; o comprimento da barra deve ser um pouco maior que a largura dos ombros, pegada com as palmas das maos viradas para fora. No ponto inicial do movimento a barra deve estar em cima e nao em baixo, como muitos estao acostumados. Deve entao baixar lentamente a barra e, em seguida, sem qualquer pausa ou relaxamento muscular, voltar a ergue-la e ai, ja quando tiver atingido a posicao superior, fazer uma serie de expiracao-inspiracao.

Posicao inicial para a puxada alta dorsal a frente com pegada aberta: No inicio do movimento deve-se atentar para a posicao do tronco, que dever estar levemente inclinado (10[grados] a 15[grados]) para tras, facilitando assim o perfeito alinhamento do cabo em sua descida na fase concentrica, alem de evitar a excessiva rotacao medial do umero no final do movimento; Os bracos devem estar em completa extensao no inicio do movimento e as escapulas abduzidas, de forma que o grande dorsal possa apresentar um "pre-estiramento"; Na fase concentrica, o movimento deve ser realizado de forma controlada, descendo a barra ate a o ponto meso-esternal (proximo a linha mamilar), onde devera ser realizada uma leve retracao escapular, aumentando o grau de contracao muscular e, consequentemente, a eficiencia do exercicio; Na fase excentrica, realizar a extensao dos cotovelos lentamente ate a posicao inicial.

Tratamento estatistico

Para o tratamento dos dados foi utilizada a estatistica descritiva com a utilizacao de media e desvio padrao para as variaveis somaticas simples e compostas. Para analisar as variaveis dependentes foi feita a verificacao da normalidade dos dados por meio do teste de Shapiro-Wilk.

Posteriormente foi definido o melhor teste que atenda o tratamento dos dados desse estudo. Todos os procedimentos estatisticos foram feitos no programa Statistical Package for the Social Sciences (SPSS) 20.0 for Windows.

RESULTADOS

Neste capitulo serao apresentados os dados relevantes a pesquisa. Para a caracterizacao da amostra foram utilizadas as variaveis: peso e altura. E as variaveis somaticas compostas por IMC e o percentual de gordura (%G).

A tabela 01 apresenta as variaveis independentes: peso e altura, IMC e o percentual de gordura corporal.

A tabela comparativa das medias das variaveis cardiovasculares sem o metodo de pre-exaustao, aferidas em diferentes situacoes, antes, durante e apos o teste de puxada alta, a frente com pegada aberta.

A tabela 3 apresenta a comparacao dos valores de medias das variaveis cardiovasculares com o metodo de pre-exaustao, aferidas em diferentes situacoes, antes, durante e apos o teste de puxada alta, a frente com pegada aberta.

A tabela 4 apresenta a comparacao das medias hemodinamicas PAS, PAD, FC e DP com e sem o metodo de pre-exaustao.

Na figura 1 e apresentada de forma grafica a comparacao das medias da PAS, PAD, FC e do DP sem pre-exaustao e com pre-exaustao que estao numericamente descritos e analisados estatisticamente na tabela 4.

DISCUSSAO

Embasado nos parametros fisiologicos avaliados (PAS, PAD, FC e DP) do exercicio proposto, foi encontrado na tabela 2 diferenca significativa (p[less than or equal to] 0,05) quando comparado com os valores de repouso pos exercicio.

Fato que corrobora com os achados de Lopez, Goncalves e Resende (2006), confirmando que PAS, PAD, FC e consequentemente o DP se elevam quando o individuo e submetido a qualquer tipo de exercicio.

Silva, Rech e Santos (2008), compararam as respostas agudas da FC, PAS e PAD induzida pelo exercicio resistido, concluindo um aumento gradativo das variaveis durante as tres series analisadas.

De acordo com Farinatti e Assis (2000), o DP tende a elevar-se durante as atividades fisicas, sabendo que seu comportamento depende do tipo de exercicio, sua intensidade aplicada e do seu tempo de duracao, o que vem concordar com a pesquisa realizada, que teve uma progressao ascendente do DP, que em repouso teve valor medio 8.422,75, ao final da primeira serie 15.61,00, ao final da segunda serie 16.997,50 e ao final da terceira serie 116.724,75.

Pode-se observar atraves da tabela 03 que houve diferenca significativa de (p[less than or equal to] 0,05) nas medias das variaveis, levando-se em conta os valores em repouso PAS, PAD, FC e DP.

Em estudo de Silva e Rech (2011), concluiram que mesmo em intensidades submaximas, exercicios do treinamento de forca proporcionam elevacao da FC, PAS, PAD e DP, estando diretamente associado ao numero de repeticoes e tempo de tensao, o que vai de encontro com o metodo pre-exaustao, que tem como caracteristica o maior tempo de tensao e repeticoes devido o somatorio de outra serie de outro exercicio.

Observando a tabela 04 concluimos que nao existe significancia na diferenca entre as medias dos valores da PAS, PAD, FC e DP comparando com e sem o metodo de pre-exaustao na 1a, 2a e 3a serie, de modo que os parametros fisiologicos de esforco sao semelhantes na dinamica de sua mudanca nas duas situacoes, mas percebemos uma pequena tendencia de maiores valores ao final da terceira serie para o exercicio executado com o metodo pre-exaustao, achado este que pode ter relacao com o maior tempo de tensao e de repeticoes, como foi encontrado por Farinatti e Assis (2000), que avaliaram 18 individuos em exercicios contra resistencia em 1, 6 e 20 repeticoes maximas e um treinamento aerobico continuo no cicloergometro durante 20 minutos a 75-80% da FC de reserva.

Nos exercicios resistidos o maior DP foi registrado em 20RM, seguido de 6RM e finalmente o de 1RM registrando o menor valor para o DP.

Sendo assim, nos exercicios resistidos o aumento do DP ficou mais associado ao numero de repeticoes do que a carga.

CONCLUSAO

Os resultados do presente estudo nos revelaram nao existir diferencas significativas entre a alteracao dos parametros fisiologicos FC, PAS, PAD e DP no exercicio puxada alta a frente com ou sem o metodo de pre exaustao.

Entretanto, os achados apontam uma pequena tendencia para maior alteracao com a utilizacao do metodo pre-exaustao, fato que pode estar atrelado ao maior numero de repeticoes e maior tempo de tensao.

Nao se pretende nesse estudo, afirmar que os exercicios com e sem o metodo pre-exaustao nao apresentam diferencas significativas como verdades absolutas sobre o tema pesquisado.

Portanto o presente estudo sugere novos estudos sobre o tema, com diferentes exercicios e populacoes, afim de um aprofundamento maior e melhor sobre a influencia do metodo pre-exaustao na realizacao de exercicios no treinamento de forca.

REFERENCIAS

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3-Baechle, T. R.; Groves, B. R.; Treinamento de Forca: Passos Para o Sucesso. Artmed. 2000.

4-Brennecke, A.; Guimaraes, T.M.; Leone, R.; Cadarci, M.; Mochizuki, L.; Simao, R. Neuromuscular activity during bench press exercise performed with and without the preexhaustion method. J Strength Cond Res. Vol. 23. p. 1933-1940. 2009.

5-Farinatti, P.T.V.; Assis, B.F.C.B. Estudo da frequencia cardiaca, pressao arterial e duplo-produto em exercicios contra-resistencia e aerobico continuo. Revista Brasileira de Atividade Fisica e Saude. Num. 5. 2000.

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7-Fleck, S.J.; Kraemer, W.J. Fundamentos do treinamento de forca muscular. Porto Alegre. Artes Medicas. 2006.

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9-Guyton, A. C.; Hall, J. E. Tratado de Fisiologia Medica. 10a edicao. Rio de Janeiro. Guanabara Koogan. 2002.

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11-Junior, V.A.; Bottaro, M.; Pereira, M.C.; Andrade, M.M.; P. Junior, P.R.; Carmo, J.C. Electromyographic analyses of muscle pre-activation induced by single joint exercise. Rev Bras Fisioter. Vol. 14. p. 158-165. 2010.

12-Kraemer, W. J.; Ratamess, N. A. Progression and resistance training. President's Council on Physical Fitness and Sports. Vol. 6. Num. 3. 2005.

13-Rocha Junior, V. A.; Gentil, P.; Oliveira, E.; Carmo, J. Analise eletromiografica da pre-ativacao muscular induzida por exercicio monoarticular. Rev. bras. fisioter. Vol. 14. Num. 2. Epub. 2010.

14-Salles, B. F.; Oliveira, N.; Ribeiro, F. M.; Simao, R.; Novaes, J. S. Comparacao do metodo pre-exaustao e da ordem inversa em exercicios para membros inferiores. Rev Educ Fis. Vol. 19. Num. 1. p. 85-92. 2008.

15-Silva, M.A.F.; Rech, C.R. Respostas hemodinamicas agudas ao exercicio resistido. Revista Brasileira de Prescricao e Fisiologia do Exercicio, Sao Paulo. Vol. 5. Num. 27. p. 201-210. 2011. Disponivel em: <http://www.rbpfex.com.br/index.php/rbpfex/article/view/324/322>

16-Silva, M.A.F.; Rech, C.R.; Santos, R.A. Variacoes Hemodinamicas no Exercicio Resistido em duas Intensidades Diferentes. III Simposio de Educacao Fisica. O Estado da Arte: Perspectivas Historico-Sociais, Educacionais e Biologicas do Ser Humano em Movimento. Universidade Estadual do Centro-Oeste (UNICENTRO). 2008.

Marco Gutemberg Marcos (1), Leonardo Tolentino dos Santos (1)

Marcone Alisson Nogueira Oliveira (1), Alex Sander Freitas (1)

Vinicius Dias Rodrigues (1)

(1-)Universidade Estadual de Montes Claros (Unimontes), Montes Claros-MG, Brasil.

E-mails dos autores:

gutemberg_mg@hotmail.com

leoesfisica777@gmail.com

marcone.oliveira13@hotmail.com

alexcarate@uol.com.br

viniciuslabex@hotmail.com

Endereco para correspondencia: Vinicius Dias Rodrigues

Avenida Dr. Ruy Braga, S/N - Vila Mauriceia.

Montes Claros-MG.

CEP: 39401-089.

Telefone: (38) 3229-8000.

Recebido para publicacao 31/07/2017

Aceito em 27/11/2017
Tabela 1 - Caracterizacao das variaveis antropometricas e
cardiovasculares da amostra.

                    n  Minimo  Maxima  Media  Desvio Padrao

Peso Corporal (kg)  8   46,60   62,08  55,07  4,79
Estatura (m)        8    1,51    1,68   1,60  0,05
IMC (kg/[m.sup.2])  8   18,86   23,19  21,37  1,38
%Gordura            8   20,15   27,88  23,96  3,18

Tabela 2 - Comparacao das medias das variaveis cardiovasculares sem
pre-exaustao.

Situacao                 PAS (mmHg)

Repouso                 111,25 [+ or -] 7,88
Apos a 1[grados] serie  123,63 [+ or -] 18,22 (*)
Apos a 2[grados] serie  126,88 [+ or -] 12,14 (*)
Apos a 3[grados] serie  123,50 [+ or -] 12,27 (*)

Situacao                PAD (mmHg)            FC (bpm)

Repouso                 77,38 [+ or -] 11,21   75 [+ or -] 2,92
Apos a 1[grados] serie  72,12 [+ or -] 12,99  126 [+ or -] 12,99 (*)
Apos a 2[grados] serie  71,63 [+ or -] 16,35  133 [+ or -] 14,16 (*)
Apos a 3[grados] serie  70,75 [+ or -] 10,37  135 [+ or -] 14,04 (*)

Situacao                 DP

Repouso                  8422,75 [+ or -] 800,74
Apos a 1[grados] serie  15613,00 [+ or -] 2731,97 (*)
Apos a 2[grados] serie  16997,50 [+ or -] 2974,97 (*)
Apos a 3[grados] serie  16724,75 [+ or -] 2493,05 (*)

Tabela 3 - Comparacao das medias das variaveis cardiovasculares com
pre-exaustao.

Situacao                PAS (mmHg)

Repouso                 104,00 [+ or -] 10,58
Apos a 1[grados] serie  119,13 [+ or -]11,06 (*)
Apos a 2[grados] serie  121,75 [+ or -] 8,48 (*)
Apos a 3[grados] serie  128,13 [+ or -] 10,27 (*)

Situacao                 PAD (mmHg)

Repouso                 66,63 [+ or -] 9,94
Apos a 1[grados] serie  68,88 [+ or -] 12,74
Apos a 2[grados] serie  68,13 [+ or -] 12,46
Apos a 3[grados] serie  82,25 [+ or -] 20,26

Situacao                FC (bpm)

Repouso                 71 [+ or -] 5,28
Apos a 1[grados] serie 128 [+ or -] 15,01 (*)
Apos a 2[grados] serie 131,25 [+ or -] 13,71 (*)
Apos a 3[grados] serie 138,50 [+ or -] 10,83 (*)

Situacao                DP

Repouso                 7498,75 [+ or -] 1195,71
Apos a 1[grados] serie 15282,50 [+ or -] 2234,36 (*)
Apos a 2[grados] serie 16009,88 [+ or -] 2237,15 (*)
Apos a 3[grados] serie 17759,75 [+ or -] 2178,93 (*)

Tabela 4 - Comparacao das medias sem pre-exaustao e com pre-exaustao.

Variavel  Grupo  Repouso  sig.      1[grados] Serie  sig.

PAS       SPE     111,25                      123,63
(mmHg)    CPE     104,00  0,02 (*)            119,13  0,39
PAD       SPE      77,38                       72,12
(mmHg)    CPE      66,63  0,33                 68,88  0,52
FC        SPE      75,00                      126,00
(bpm)     CPE      71,00  0,03 (*)            128,00  0,67
          SPE    8422,75                    15613,00
DP        CPE    7498,75  0,01 (*)          15282,50  0,48

Variavel  2[grados] Serie   sig.  3[grados] Serie  sig.

PAS                 126,88                   123,50
(mmHg)              121,75   0,36            128,13  0,39
PAD                  71,62                    70,75
(mmHg)               68,13   0,67             82,25  0,09
FC                  133,00                   135,00
(bpm)               131,00   0,36            138,00  0,62
                  16997,50                 16724,75
DP                16009,88   0,26          17756,75  0,32
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Author:Marcos, Marco Gutemberg; dos Santos, Leonardo Tolentino
Publication:Revista Brasileira de Prescricao e Fisiologia do Exercicio
Date:Jan 1, 2018
Words:4368
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