Printer Friendly

ANALISE DO ENSINO E APRENDIZADO DO TEMA IMUNOLOGIA EM ESCOLAS DO MUNICIPIO DE ITAPERUNA--RJ.

1 Introducao

A ciencia e a biotecnologia sao questoes fundamentalmente presentes na vida cotidiana, apesar de muitas vezes nao percebermos isto. Quando e noticiado, por exemplo, a producao de um novo medicamento no combate a alguma doenca ou o desenvolvimento de uma nova vacina e sua a interacao com os organismos, nota-se a presenca crescente de produtos oriundos da ciencia e tecnologia no meio social, o que torna o conhecimento sobre esta tematica essencial para a interpretacao do mundo ao nosso redor (ANDRADE et al., 2015).

O estudo da Imunologia, assim como inumeros outros temas em Biologia, tem avancado progressivamente, nao apenas nas areas basicas da Biologia, mas tambem em estudos complexos, como as respostas do hospedeiro a varios agentes infecciosos, a compreensao dos mecanismos que desencadeiam processos alergicos, o rapido desenvolvimento de novas vacinas, dentre outros. Embora a relevancia desta ciencia no cotidiano seja reconhecida, poucos cidadaos sao detentores do saber cientifico de forma organizada, compreendem os produtos oriundos das pesquisas cientificas, e sabem avaliar as implicacoes da utilizacao dos mesmos (ARAUJO-JORGE e BORGES, 2004). Infelizmente, a maioria da populacao brasileira encontra-se distante do conhecimento cientifico, sendo apenas consumidora destes produtos, o que os tornam incapazes de discutir amplamente a ciencia. Consequentemente, esses cidadaos acabam sendo excluidos da possibilidade de tomar decisoes criticas, pois sem dominar o conhecimento cientifico basico, deixam de atuar como agentes conscientes para decidir acerca dos fatos ao seu entorno e se tornam incapazes de exercer a cidadania (CHASSOT, 2006).

Roitman (2012) aponta que o Brasil vive uma profunda crise na educacao cientifica, principalmente no ensino basico, fato impulsionado pela falta de subsidios para uma formacao cientifica qualificada no ambiente escolar. Nessa conjuntura, e importante abordar sobre a Imunologia, uma vez que esta area apresenta extrema relevancia para a vida humana e suas relacoes com o ambiente ao abordar diversos fenomenos que ocorrem em nosso organismo e a busca pela homeostase. Alem disso, a Imunologia e um tema imprescindivel na area da saude publica, por tratar da dinamica saude-doenca, o uso de vacinas, soros, medicamentos antialergenicos dentre outros. Infelizmente, podemos observar que tais processos nao sao amplamente compartilhados e compreendidos pelos estudantes e pela a populacao (CANTO e BARRETO, 2011; ANDRADE et al, 2015).

Como a ciencia e um elemento que, conscientemente ou nao, faz parte da vida de todo cidadao, necessita ser cada vez mais popularizada para permitir a oportunidade de acesso basico a mesma, principalmente no ambito da divulgacao fatores intrinsecos a saude humana e sua relacao com o meio ambiente (DEBARD et al., 2005; ANDRADE et al, 2015). No presente estudo, a Imunologia Basica sera abordada como uma subarea que estuda os componentes biologicos atuantes nos processos imunologicos, sua dinamica de funcionamento e inter-relacoes, em um processo que busca a homeostasia do organismo, ou seja, seu equilibrio frente as mudancas externas ou internas (ABBAS et al., 2015; JANEWAY et al., 2006). Tal estado homeostatico e caracterizado pelas relacoes indispensaveis para a manutencao do equilibrio dinamico do sistema vivo, ou seja, a estabilidade fisiologica (TORTORA e GRABOWSKI, 2006).

Um tema que tem sido alvo de debates e pesquisas mundiais e a concepcao do mundo conceitual da crianca e do adolescente, de que forma e realizada a percepcao das modificacoes deste mundo durante o seu desenvolvimento e das experiencias de aprendizagens, para que possam ser buscados metodos mais adequados para o ensino apropriado de diferentes areas do conhecimento (SULEIMAN et al, 2015). Assim, para que o ensino-aprendizado da Imunologia se torne significativo, o professor precisa deixar de ser um mero informante dos conhecimentos cientificos ou organizador das classificacoes biologicas e passe a investigar o que pensam os estudantes, a interpretar suas hipoteses, a considerar seus argumentos e a analisar suas experiencias em relacao aos contextos culturais (OLIVEIRA, 1999). Para aprender efetivamente, os discentes devem contar com a diversidade de tarefas, tecnicas e recursos (SANMARTI, 2002).

Desta maneira, o professor deve somar os conhecimentos que os estudantes ja possuem com novas informacoes sobre o tema para amplificar o conhecimento e para maximizar os horizontes da disciplina. Deve-se, portanto, utilizar de todos os recursos possiveis para reforcar a necessidade da interacao, nao arbitraria e nao literal, entre materiais, mecanismo de aprendizagem, informacoes novas e os conhecimentos previos dos discentes (AUSUBEL, 2003). E essencial conhecer as concepcoes previas que os estudantes trazem nos niveis anteriores da educacao formal, nao formal e informal, estabelecer raciocinio logico e abstrato para assim planejar estrategias didaticas adequadas ao aprendizado significativo, a construcao e a mudanca conceitual, com o qual e necessario trocar o foco da aprendizagem centrada exclusivamente no conteudo para a aprendizagem centrada no aluno (DI CARLO, 2006). Segundo Vigostski (2008) "Um conceito se forma mediante uma operacao intelectual em que todas as funcoes mentais elementares participam de uma combinacao especifica". Desta forma que, por exemplo, conceitos como "vontade celular" serao substituidos por "tropismo de um linfocito a um antigeno" pelos estudantes.

Aprender a questionar ensinamentos escolares nos leva a compreender as contradicoes da escola (LOPES, 1999), como as Ciencias sao tratadas na escola, como sao formados seus curriculos e como os discursos tecnico-cientificos sao transformados em discurso escolar, as vezes, genericos, esvaziados de seus conteudos originais. Assim, Lopes (2000) releva que "a disciplina escolar nao representa obrigatoriamente o mesmo sistema de pensamento, metodos de investigacao, proposicoes e conceitos dos campos cientificos". Um distanciamento que nos permite ver que, muitas vezes, as atividades de classificacao e resolucao de problemas sao feitas segundo objetivos sociais estabelecidos para o contexto pedagogico aos estudantes, por isso, muitas vezes o docente ao tentar fugir do emprego tecnico, deixa de observar muitos detalhes importantes para o aprendizado do estudante, como por exemplo, a investigacao, a redescoberta e o raciocinio logico e abstrato. Atividades laboratoriais e praticas podem ser grandes agentes precursores de uma melhoria no entendimento da disciplina, alem ainda de promover interacao social entre grupos, gerando um avanco significativo no aprendizado dos estudantes (TANNER e ALLEN, 2005).

Apesar de a ciencia Imunologia ter pouco tempo de progressao e ao mesmo tempo ter rendido um arsenal surpreendente de conhecimento gerado nas ultimas decadas do seculo XX, a base microbiologica da origem da Imunologia e o senso comum e predomina na concepcao dos estudantes participantes do trabalho e dos autores dos livros analisados feito por Barreto e Teixeira (2013), em que a maioria dos livros didaticos e de alunos recem formados no Ensino Medio tem como papel central e primordial da resposta do Sistema Imunologico na defesa contra micro-organismos, sem haver qualquer consideracao por sua participacao na homeostasia do individuo. Portanto, deve-se haver uma busca de alternativas, essas que fazem repensar na Imunologia em termos de novos modelos, em termos de homeostase e interdependencia, talvez mais propicios a abordagem das questoes que ora se impoem nos seus horizontes, com inquestionaveis efeitos na educacao (SIQUEIRA-BATISTA, 2008).

Diante deste cenario propomo-nos a avaliar como e realizado o processo de ensinoaprendizagem do tema Imunologia no o Ensino Medio tanto por escolas publicas quanto privadas e avaliar se ha divergencias na abordagem do tema entre ambas as modalidades de ensino. Tambem foram analisados os procedimentos metodologicos do corpo docente com relacao ao ensino de Imunologia bem como os materiais didaticos e os recursos oferecidos pelas instituicoes de ensino.

2. Material e Metodos

O publico alvo desta pesquisa foram tres turmas do 3 ano do Ensino Medio de escolas publicas e em tres turmas do 3[degrees] ano do Ensino Medio de escolas privadas do municipio de Itaperuna (RJ). Foram analisados 61 alunos de instituicoes particulares e 64 alunos de instituicoes publicas, gerando um total de 125 alunos analisados atraves da aplicacao de um questionario contendo 10 questoes fechadas e basicas sobre Imunologia (apendice 1). O questionario foi aplicado no 3 ano do Ensino Medio no ano de 2015. A analise realizada para este estudo foi do tipo descritiva com enfoque tanto qualitativo como e quantitativo. Foi escolhida a modalidade de pesquisa com questoes fechadas, pois, apesar de nao estimular a originalidade, a variabilidade e concentracao, elas tem as vantagens de serem aplicadas rapidamente, com facilidade, uniformidade e auxilia na categorizacao das respostas, contextualizando melhor a pesquisa.

O trabalho tambem contou uma entrevista contendo com cinco perguntas abertas aos professores de Biologia das turmas de cada instituicao (apendice 2), com o intuito analisar as aplicacoes metodologicas da disciplina em cada escola (como e realizado, se e realizado e qual a frequencia de estudos da disciplina de Imunologia etc.), bem como avaliar o destaque dado a esta disciplina ao longo da jornada de aprendizagem dos estudantes. Toda a pesquisa foi realizada com previa anuencia da direcao de cada escola e os estudantes foram esclarecidos quanto a sua liberdade de participacao ou nao no projeto (termo de consentimento livre e esclarecido).

3 Resultados e Discussao

3.1 Analise do conhecimento sobre Imunologia por estudantes do Ensino Medio

As respostas obtidas da aplicacao do questionario foram quantificadas e tabuladas para melhor analise dos dados. Quando questionados sobre "O que seria imunidade" (questao 1) cerca de 45% e 35% dos estudantes das escolas privadas e publicas, respectivamente, responderam corretamente a alternativa: "Estado de resistencia as doencas, geralmente infecciosas" (figura 1). Foi possivel observar que a maioria dos estudantes respondeu incorretamente a questao em ambas as modalidades de ensino (figura 1), marcando as alternativas incorretas: "Capacidade de criar muitas celulas"; "Estado de protecao total do corpo humano"; "Estar protegido contra um agente infeccioso especifico". Muitos alunos possuem incerteza a definicao de imunidade, geralmente confundindo-a com o termo estar imune, ou seja, estar protegido contra um patogeno especifico. Tal questao basica nao deveria ser confundida pelos estudantes, o que demonstra uma clara deficiencia quanto ao conceito basico de imunidade.

Na segunda questao, que basicamente pergunta o porque das celulas do Sistema Imunologico nao atacarem as celulas/moleculas do proprio corpo, a maioria dos estudantes de escolas privadas (75%) e cerca de metade dos estudantes de escolas publicas (55%) marcaram a opcao correta (figura 2): "Porque elas tem a capacidade de reconhecer as moleculas que sao do proprio corpo e as que nao sao". Nesta questao houve pequenas variacoes nas respostas incorretas dadas pelos estudantes, em que muitos optaram pela assertiva: "Porque o corpo humano e mais forte e maior". O conhecimento biologico tem como fonte primordial os alicerces do ensino de ciencias e seus principios fundamentais, como por exemplo, o das funcoes biologicas nao apresentarem um controle consciente, dessa forma, esta questao indica que o aluno ainda nao identifica que as unidades microscopicas do nosso sistema (moleculas, organelas, dentre outros) nao atuam com sua propria vontade, mas sim com a taxia fisico-quimica que a natureza exerce em convergencia com a termodinamica (JANEWAY et al., 2006, 2015).

Quando indagados sobre os transplantes de orgao e a imunidade ("O que propiciaria o transplante de orgaos entre individuos diferentes? "), menos da metade dos estudantes (40% dos estudantes das escolas particulares e 30% dos estudantes das escolas publicas) marcaram a alternativa correta ("A existencia de compatibilidade tecidual"), como observado na figura 3. A maioria de ambas as categorias de ensino assinalaram incorretamente que o transplante de orgaos entre individuos diferentes e possivel devido a "compatibilidade imune ", enquanto muitos outros optaram por "compatibilidade genetica". E obvio que estudantes do Ensino Medio nao saberao conceitos tecnicos do MHC (Major Histocompatibility Complex) com os TCR's (Receptores de Celulas T) ou de rejeicoes entre orgaos, mas deveriam saber conceitos biologicos de como basicamente acontece a aceitacao entre celulas de outros individuos, ou o estudo pelo menos superficialmente da abordagem de reconhecimento do nao-proprio pelas celulas do sistema imunologico (ABBAS et al., 2015).

Na questao 4 os alunos deveriam marcar a alternativa em que eles acreditavam ser celulas do Sistema Imunologico. Dentre as opcoes havia "Leucocito, hemoglobina e neuronio"; "Proteina, hemacia e aminoacido"; "Vacuolo, hepatocitos e insulina"; "Macrofago, linfocito e neutrofilo"e a opcao "Nao sei". Foi observado que 53% dos alunos das escolas particulares e 50% das publicas marcaram a alternativa correta nesta questao (Macrofago, linfocito e neutrofilo). Muitos ainda acreditam que "hemoglobina e neuronio", "proteina e aminoacido" ou "vacuolo e insulina" fazem parte do sistema imunologico, compondo 44% das repostas da rede privada e 48% da rede publica.

Esta pergunta analisa o conhecimento dos alunos sobre diferenciar organelas, macromoleculas, celulas do sistema imunologico e demais celulas do corpo humano e, mesmo sendo uma questao obvia para professores, ainda mostra que muitos formandos do Ensino Medio nao o sabem; como Patricia e Lourenco (2012) releva, a pobre carga de informacao cientifica de recem aprovados em cursos de ciencias da vida, provem de aulas ou conteudos insuficientes nos materiais didaticos durante o Ensino Medio.

Quando perguntados sobre "O que seria um patogeno?"(questao 5), em ambas as instituicoes, houveram escolhas variadas de respostas como "Agente do proprio corpo", "Celula hospedeira"e "celula cancerigena", totalizando aproximadamente 45% das respostas incorretas dos estudantes da rede privada e 55% dos estudantes da rede publica. O termo patogeno, apesar de ser tecnico, deveria ser conhecido pelos estudantes, uma vez que os mecanismos de diversas doencas causadas por patogenos sao abordadas no Ensino Medio, como no Livro Biologia Serie Brasil de Linhares e Gewandsznajder (2005) com uma infinidade de nomenclatura e reacoes. Assim, diferenciar um patogeno de agente proprio (self), ou de uma celula hospedeira nao deveria ser um problema a ser respondido.

Na questao 6, que perguntava "Voce sabe como podem ser feitas as vacinas contra um tipo de bacteria?", houve um surpreendente baixo numero de acertos, em que a resposta correta seria: "Bacterias inativas"(50% pelos estudantes das escolas particulares e 56% de acerto dos estudantes das escolas publicas). Poucos alunos optaram pela opcao "Drogas especificas", porem a opcao com maior quantidade de erros foi "Antibioticos". Oito estudantes marcaram a opcao "Nutriente", o que revela a completa desinformacao sobre o conteudo em plena finalizacao do Ensino Medio.

Um dos assuntos mais abordados nos livros didaticos do Ensino Medio sao vacinas (BARRETO e TEIXEIRA, 2013). Praticamente todos ja tiveram contato, ja leram ou ouviram falar, mas ainda nao sabem definir como sao feitas. Uma aula pode ser facilmente preparada se pensarmos rapidamente o funcionamento das vacinas e como ela foi descoberta, sem muitas delongas, e com informacoes/conhecimentos fornecidos pelos proprios estudantes. Estes resultados demonstram o qual superficial este assunto e tratado em sala de aula, em reflexo do grande numero de respostas incorretas (50% e 42% dos estudantes da rede particular e publica, respectivamente).

Quando questionados sobre as diferencas entre vacina e soro terapeutico (figura 4), cerca de 50% dos alunos das escolas privadas marcaram a resposta correta, enquanto que, de forma assustadora, apenas 35% dos alunos das escolas publicas a acertaram. A opcao errada que foi mais marcada foi: "Vacina e para prevenir doenca e soro e para tratar doencas". Muitos alunos ainda marcaram: "Soro serve para hidratar o paciente"; ou entao "Vacina e soro sao a mesma coisa". Complementando a pergunta anterior, esta questao ressalta o debilitado conhecimento dos estudantes de Ensino Medio sobre as vacinas e soros, em que as vacinas seriam responsaveis pela producao de anticorpos no organismo, enquanto o soro terapeutico contem anticorpos especificos para combater a doenca ou a intoxicacao, como por exemplo, por picadas de cobras (MESQUITA, 2006).

A questao 8 ("O que e um anticorpo?") foi que estudantes obtiveram menos acertos tanto nas escolas particulares (30%) quanto nas publicas (25%). Muitos estudantes ainda nao entendem o verdadeiro funcionamento das imunoglobulinas, confundindo-as com: "Fagocitos", ou "Antigenos" ou mesmo "Moleculas com auto-capacidade de detectar agentes infecciosos no organismo". Mesmo sendo um assunto comum nos livros didaticos (ate mesmo em livros com escassez de informacoes), um numero grande de discentes (67% e 72% de estudantes de escolas privadas e publicas, respectivamente) nao souberam identificar o conceito correto de anticorpo.

Anticorpos primeiramente nao sao celulas. Sao grandes moleculas proteicas com capacidade de reconhecer o non-self, ou seja, o que nao pertence ao proprio sistema (OLIVEIRA e KANASHIRO, 2010). Dessa forma, como abordado em outra pergunta, os anticorpos nao detectam o corpo estranho, mas por ser produzido em demasia numa infeccao, ira se ligar ao agente infeccioso quando se aproximarem, desencadeando uma reacao para neutralizar e eliminar o mesmo. As ligacoes e transformacoes de energia no meio quimico nao acontecem por mera vontade das moleculas, mas sim pelo acaso e por quimiotaxia (JANEWAY et al., 2006, 2015). Desta forma, observa-se um baixo resultado no conhecimento dos estudantes quanto a natureza dos anticorpos.

A pergunta 9, questionava sobre um evento corriqueiro no dia a dia dos estudantes ("Um forte arranhao, com sintomas de vermelhidao, dor, inchaco e calor, e:"). Os alunos das instituicoes particulares obtiveram muito mais acertos que os alunos das instituicoes publicas, porem, em ambas, mesmo sendo um questionario sobre imunologia, alguns nao souberam identificar a resposta correta, ou seja, "Inflamacao". Muitos ainda marcaram: "Ulcera", "Envenenamento" e "Queimadura" (figura 5).

Sintomas de inflamacao e outro tema de suma importancia a ser abordado em aulas, pelo menos, do Ensino Medio, pois explica que moleculas ou celulas nos lugares errados (quando acontece, por exemplo, um arranhao forte), podem influenciar numa reacao imunologica, pois fatores lipidicos e citoplasmaticos causaram tais reacoes (OLIVEIRA E KANASHIRO, 2010; ABBAS et al, 2015). Desta forma, observamos que uma inflamacao nao e apenas causada por doencas ou viroses, o que tem evidenciado conflito nas respostas dos estudantes.

Na questao 10 ("Qual a importancia do Sistema Imunologico?") em ambas as categorias de ensino, poucos alunos marcaram a opcao correta: "Manter o equilibrio e proteger o organismo" (figura 6). O numero maior de erros desta questao foi a daqueles estudantes que consideraram o Sistema Imunologico apenas como "Protetor do organismo", descartando a importancia na homeostase do mesmo. O sistema imunologico, alem de contribuir a manter a homeostase quimica no sistema, o protege contra produtos nao proprios (non-self), sendo ele organico ou inorganico, toxico ou atoxico, unicelular ou pluricelular, Fungi, Plantae, dentre outros. Como exemplo, o repertorio estimado de anticorpos e de 8,4 x 1010 a 7,6 x 1011 (OLIVEIRA E KANASHIRO, 2010). A beleza como a Biologia descreve, em especial a area da Imunologia, ou seja, com acoes caoticas e ao mesmo tempo perfeitas, devem ser analisadas com certo carinho e transmitidas, se possivel atraves de estimulacao de redescoberta ou raciocinio critico e abstrato, pois a informacao so vira conhecimento quando e interpretada e usada.

3.2 Analise da abordagem do tema Imunologia em sala de aula

A entrevista com os professores de cada instituicao foi realizada conforme o apendice 2. Na primeira pergunta da entrevista, os professores foram indagados se sao ministradas aulas de Imunologia durante o Ensino Medio naquela escola em questao. Esta pergunta serviria de apoio a avaliacao das respostas dos estudantes conforme a realizacao ou nao de aulas de Imunologia no Ensino Medio. A Imunologia e uma ciencia interdisciplinar dentro da area da saude e, devido a sua importancia para a sociedade, e que se encontra inserida como conteudo dos programas curriculares, dai a necessidade de saber do proprio professor se sao aplicadas aulas da referida disciplina no Ensino Medio.

Todos os docentes de instituicoes particulares confirmaram que aplicam aulas de Imunologia no Ensino Medio, porem em uma delas, o docente especificou que este tema e abordado com "conceitos superficiais, de forma bastante basica". Duas das instituicoes publicas responderam que ministram aulas do referido tema no Ensino Medio e, de forma surpreendente, uma escola respondeu que nao. Ao se aplicar os conceitos de forma superficial e ao nao de ministrar aulas de imunologia pode ser preocupante, pois duas das seis instituicoes estudadas negligenciam conhecimentos imprescindiveis deste tema, o que tem reflexo direto com os resultados obtidos no questionario dos estudantes.

Posteriormente foram questionados aos docentes quais os principais temas em Imunologia sao ministrados no Ensino Medio. Uma parte dos professores respondeu que dao aulas basicas sobre doencas sexualmente transmissiveis, vacinas e celulas que compoem o Sistema Imunologico. Outra parte afirmou que ministravam aulas sobre a origem e funcionamento de vacinas, os tipos de celulas de defesa do organismo e sua atuacao no corpo humano, o desenvolvimento de alergias ou hipersensibilidade, como e organizado o sistema imune, propriedades gerais do sistema de defesa do corpo humano, como ocorrem infeccoes e a causa de rejeicoes em transplantes de orgaos.

E impressionante que, com uma diversidade impar de temas a serem ministrados em Imunologia, ainda assim as aulas sao pouco exploradas juntamente com os estudantes, o que os limita em obter acesso ao conhecimento sobre o mecanismo de defesa do corpo humano e as tecnologias desenvolvidas pela ciencia dentro da referida area, contribuindo de maneira direta na formacao de cidadaos com baixo dominio sobre o conhecimento biotecnologico e suas implicacoes no cotidiano, impedindo-os de buscar uma reflexao sobre as relacoes entre a ciencia, a tecnologia e a sociedade (BRASIL, 2000).

Nesta pesquisa tambem pudemos observar que cinco das seis escolas responderam que aplicam aulas sobre anticorpos no Ensino Medio, ou seja, mesmo que somente cerca de 30% dos alunos marcaram a resposta correta na questao 8 ("O que e um anticorpo?"), 83% das escolas analisadas responderam que aplicam o referido tema como principal. A pouca importancia dada aos temas no ensino de Imunologia durante o Ensino Medio resulta na escassez de conhecimentos especificos pelos alunos formandos, o que leva a resultados tao baixos como no questionario, o que demonstra a dificuldade na associacao entre ciencia e tecnologia, areas que estao se tornando cada vez mais presentes no cotidiano e modificando cada vez mais o mundo e o proprio ser humano.

Quando os professores foram perguntados como sao os materiais didaticos para o ensino de Biologia, esperavamos duas respostas: a primeira seria de apenas materiais fornecidos pela instituicao de ensino, seguindo o mesmo problema descrito por Barreto e Teixeira (2013), ou seja, com pouca informacao sobre o tema e limitando o ensino com as informacoes contidas no material; e a segunda seria atraves de materiais fornecidos pela instituicao e, alem disto, de materiais proprios, como apostilas, pesquisas de diversas fontes telecomunicativas e outras. Atraves destas respostas, podemos propor melhorias ou auxiliar na busca por fontes de informacoes para essas aulas no Ensino Medio, visto que esta pergunta tambem surte efeito nas respostas dos estudantes sobre o ensino de Imunologia.

As instituicoes publicas responderam que utilizam exclusivamente materiais didaticos para o ensino de Biologia fornecido pelas escolas. As instituicoes particulares responderam que alem dos materiais disponibilizados pelas escolas, utilizam de recursos proprios, como apostilas, slides dentre alguns outros. Alem de materiais fornecidos pelas instituicoes, o professor, ao utilizar recursos extras teria uma carga maior de conhecimento para ser compartilhado com os estudantes, e muitas vezes informacoes de maior facilidade de assimilacao com o dia a dia do estudante, fazendo com que ele se transporte de um cenario meramente cientifico para um contexto em que estao envolvidos varios aspectos da vida humana (BRASIL, 2000). Segundo Tanner e Allen (2005), evitando padroes didaticos como ter de seguir sempre a um curriculo pre-determinado, auxilia no entendimento e possibilita ao aluno abranger a informacao no ambiente em que vive. Porem, pode-se observar que, apesar do professor utilizar-se de recursos extras, o nivel de respostas dos estudantes do ensino privado em pouco diferiu do publico, demonstrando uma possivel necessidade de capacitacao dos docentes para a melhoria das suas aulas utilizando-se outros recursos para o aprendizado.

Assim como a pergunta anterior, a pergunta "Ha aplicacoes de outras metodologias no ensino de Biologia? Se sim, quais?" Define a riqueza de como o ensino de Biologia e abordado no Ensino Medio. E possivel que instituicoes tenham material/laboratorios para metodologias diversas de ensino, contudo, pode ser que o professor de biologia nao os use efetivamente. Todas as instituicoes responderam que aplicam diversas outras metodologias para o ensino de Biologia no Ensino Medio. Todas especificaram aulas laboratoriais, exposicao de video e uso da internet. Algumas instituicoes particulares ainda incrementaram uso de lousa eletronica, data show, aulas praticas, visitas tecnicas, pesquisas e exposicao.

Na ultima pergunta os professores foram questionados se "Os alunos desta instituicao, ao formarem-se, terao uma concepcao refinada da Imunologia? Porque? ". Esta questao exige sinceridade do professor, pois o mesmo fechara a pesquisa dizendo se o ensino de Imunologia esta sendo eficiente ou nao no Ensino Medio, portanto, sendo demonstrado pelas respostas dos estudantes no questionario. Isso tambem faz o professor refletir como esta sendo a metodologia de ensino, nao apenas na area de Imunologia, mas de todo ramo em Ciencias Biologicas no Ensino Medio da referida instituicao.

Um dos professores de uma escola particular respondeu que os alunos terao uma "concepcao basica" de imunologia ao formarem-se; outra instituicao particular respondeu que terao "otima concepcao, pois o material e completo e a carga horaria satisfaz o professor "; a ultima escola particular respondeu que terao uma "boa concepcao, pois o recurso didatico da escola e otimo". Os tres docentes das escolas publicas responderam que os alunos terao uma "concepcao basica", uma "baixa concepcao" ou uma "boa concepcao". Todos os resultados demonstrados neste trabalho demonstram a necessidade de uma reflexao por parte dos docentes sobre como este tema e ministrado em suas aulas, uma vez que podemos observar pelas respostas dos estudantes que o aprendizado nao e efetivo, mesmo nas escolas onde os professores afirmam utilizar os recursos didaticos mais variados e que apresentam um material didatico excelente. Foi claramente visivel que os estudantes nao possuem dominio sobre conhecimentos basicos em Imunologia, o que nos leva a notar a necessidade urgente de mudancas no ensino desta tematica no Ensino Medio.

3.3 Analise dos resultados gerais das respostas dos estudantes

As respostas dadas pelos estudantes das escolas particulares e publicas ao questionario demonstraram um resultado insatisfatorio, onde apesar de as escolas particulares tiveram um pouco mais de acertos que as escolas publicas, ambas ficaram muito abaixo da media esperada, totalizando cerca de 50% dos acertos em instituicoes privadas e por volta de 45% em instituicoes publicas. A entrevista com os professores de Biologia das instituicoes revela que o tema Imunologia e sim aplicado no Ensino Medio (com excecao de uma escola), mas com conteudo empobrecido da materia, pois todas as escolas possuem recursos metodologicos suficientes para a elaboracao de aulas dinamicas e materiais diversos fornecidos ou nao pelas mesmas.

4 Conclusao

Os resultados sugerem que ha poucas diferencas no ensino de Imunologia entre as escolas particulares e publicas no Ensino Medio no municipio de Itaperuna (RJ), e, ainda que as instituicoes analisadas possuam recursos didaticos e paradidaticos necessarios para executarem aulas enriquecidas e dinamicas, as aulas ainda sao pobres e bastante conceituais. Respostas a um questionario nao podem calcular com exatidao o nivel intelectual ou o conhecimento adquirido dos estudantes analisados, mas serve como uma ferramenta para meditacao sobre a boa aplicacao do ensino de Imunologia e se este esta sendo potencialmente trabalhado no Ensino Medio no municipio.

Os niveis de acertos abaixo de 50% somados ao baixo grau de dificuldade de responder as questoes nos revelam que o processo de ensino-aprendizagem ainda esta aquem do que pode ser considerado um bom ensino de Imunologia, pois cada questao foi minuciosamente elaborada a fim de testar os conhecimentos nao tecnicos adquiridos com informacoes consideradas basicas no tema analisado ao final do Ensino Medio.

Todas as instituicoes informaram que ministram aulas de Imunologia no ensino de Biologia no Ensino Medio, com excecao de uma, e todas informaram que ha recursos de materiais distintos, laboratorios cientificos, laboratorios de informatica, salas de video e recursos para a realizacao de exposicoes. Logo estas possuem capacidade para a criacao de projetos, feiras cientificas, pesquisas academicas, palestras, dentre muitos outros, e, mesmo assim nao exploram estes recursos. O professor deve sempre ser o mediador de conhecimento, explorando o que os alunos ja sabem e fundindo estes conhecimentos, de forma a fazer os estudantes compreenderem a beleza da ciencia e suas aplicacoes no dia a dia.

5 Referencias

ABBAS, A. K.; LICHTMAN, A. H.; PILLAI, S. H. I. V. Imunologia celular e molecular. 8.ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2015.

ANDRADE, V. A.; PAULA, L. M. NICOLINI, L. B.; ARAUJO--JORGE, T. C.; COUTINHOSILVA, R. A Imunologia no segundo segmento do Ensino Fundamental Brasileiro. Ciencias 6 Cognicao, v. 20, n. 1, p. 142-154, 2015.

ARAUJO-JORGE, T. C.; BORGES, E. L. A expansao da pos-graduacao na Fundacao Oswaldo Cruz: contribuicao para a melhoria da educacao cientifica no Brasil. Revista Brasileira de Pos-Graduacao, v. 1, n. 2, p. 97-115, 2004.

AUSUBEL, D. P. Aquisicao e Retencao de Conhecimentos: Uma Perspectiva Cognitiva. Lisboa: Platano Edicoes Tecnicas, 2003.

BARRETO, C. M. B. & TEIXEIRA, G. A. P. B. Concepcoes previas de universitarios sobre o sistema imunologico. Revista Brasileira de Ensino de Ciencia e Tecnologia, v. 6, n. 1, p. 1-18, 2013.

BRASIL. Ministerio da Educacao. Secretaria de Educacao Media e Tecnologica. Parametros Curriculares Nacionais (Ensino Medio). Brasilia: MEC, 2000.

CANTO, F. B.; BARRETO, C. M. B. O video como ferramenta didatico-pedagogica sensibilizadora para o aprendizado de Imunologia. Revista Aleph, v. 5, n. 15, p.1-26, 2011.

CHASSOT, A. Alfabetizacao cientifica: questoes e desafios para a educacao. Ijui: Editora UNIJUI, 1a ed., 2000.

DEBARD, N.; PY, P.; KRAEHENBUHL, J. P.; FUCHS, J. The influence of the Internet on immunology education. AOP Nature Reviews Immunology, v. 5, n. 9, p. 1-5, set. 2005.

DICARLO, S. E. Cell biology should be taught as science is practised. Nature Reviews Molecular Cell Biology, v. 7, p. 290-296, 2006.

JANEWAY, C. A.; SHLOMCHIK, M. J.; TRAVERS, P. WALPORT, M. Imunobiologia: o sistema imunologico na saude e na doenca. 6a Ed., Porto Alegre: ARTMED, 2006.

LINHARES, S.; GEWANDSNAJDER, F. Biologia, 3a ed. Editora Atica, 2005.

LOPES, A. R. C. Conhecimento escolar: Ciencia e cotidiano. Rio de Janeiro: Eduerj, 1999. LOPES, A. R. C. Organizacao do conhecimento escolar: analisando a disciplinaridade e a integracao. In: CANDAU, V. M. Linguagens, espacos e tempos no ensinar e aprender. Rio de Janeiro: DP&A, 2000.

MESQUITA, M. Soro x Vacina. Disponivel em http://www.unimed.coop.br/pct/index.jsp?cd_ canal=46078&cd_secao=34474&cd_materia=37321, Acessado em 28/04/2017.

OLIVEIRA, D. L. Ciencias nas salas de aula. Porto Alegre: Mediacao, 1999.

OLIVEIRA, L. B.; KANASHIRO, M. M. Imunologia. Vol.1/modulo 1. Rio de Janeiro: Fundacao CECIERJ, 232 p., 2010.

PATRICIA, F., LOURENCO, F. O Ensino de Imunologia dos Principais Metodos e Recursos Didaticos Utilizados em Universidades Brasileiras. 2[degrees] Forum Internacional Sobre Pratica Docente Universitaria, UFU, p. 483-490, 2012.

ROITMAN, I. Educacao cientifica--quanto mais cedo melhor. Ed. RITLA, 2012. Disponivel em: http://academiadeciencia.org.br/site/wp-content/uploads/2012/04/educacaocientifica-quantomais-cedo-melhor.pdf, acessado em 22/03/2017.

SANMARTI, N. Didactica en las ciencias y en la educacion primaria. Madrid: Sintesis, 2002.

SIQUEIRA-BATISTA, R.; GOMES, A. P.; ALBUQUERQUE, V. S.; MADALON-FRAGA, R.; ALEKSANDROWICZ, A. M. C.; GELLER, M. Ensino de Imunologia na Educacao Medica, Licoes de Akira Kurosawa. Revista Brasileira de Educacao Medica. v. 33, n. 3, p. 186-190, 2008.

SULEIMAN, A. R. As concepcoes de alunos da 2a serie do ensino medio sobre as dificuldades em matematica. Educacao em Revista, v. 16, n. 2, p. 97-116, Jul.-Dez., 2015.

TANNER, R. K.; ALLEN, D. Approaches to Biology Teaching and Learning: Understanding the Wrong Answers--Teaching Toward Conceptual Change. Cell Biology Education, v. 4, p.112-117, 2005.

TORTORA, G. J.; GRABOWSKI, S. R. Corpo humano--fundamentos de anatomia e fisiologia. Porto Alegre: Artmed, 2006.

VIGOTSKI, L. S. Pensamento e Linguagem. Sao Paulo: Martins Fontes, 2008.

APENDICE 1: Questionario Aplicado aos Estudantes

1) Para voce, o que e imunidade?

( ) Capacidade de criar muitas celulas.

( ) Estado de protecao total do corpo humano.

( ) Estar protegido contra um agente infeccioso especifico.

( ) Estado de resistencia a doencas, geralmente infecciosas.

( ) Nao sei.

2) O Sistema Imunologico humano consiste numa rede de celulas, tecidos e orgaos que atuam na defesa do organismo contra o ataque de invasores externos, como microorganismos ou agentes nocivos, como substancias toxicas (ex. veneno de animais peconhentos). Voce sabe por que as celulas do Sistema Imunologico nao atacam as celulas/moleculas do proprio corpo?

( ) Porque elas sabem o que e para atacar, vao ao alvo certo.

( ) Porque o corpo humano e mais forte e maior, nao tendo chance nenhuma de ataque.

( ) Porque elas tem a capacidade de reconhecer as moleculas que sao do proprio corpo e as que nao sao.

( ) Porque os invasores vao aos lugares onde as celulas do Sistema Imune estao.

( ) Nao sei.

3) O que propicia o transplante de orgaos entre individuos diferentes?

( ) A existencia da compatibilidade celular, ou seja, mesmas proteinas expressas nas superficies celulares.

( ) A existencia da compatibilidade imune, ou seja, mesmos tipos de celulas e moleculas do sistema imunologico.

( ) A existencia da compatibilidade tecidual, ou seja, mesmo com mesmo tipo de tecido propicia o transplante.

( ) Compatibilidade genetica. Mesmo material genetico.

( ) Nao sei.

4) Voce acredita que sao celulas do Sistema Imunologico:

( ) Leucocito, hemoglobina, neuronio.

( ) Proteina, hemacia, aminoacido.

( ) Vacuolo, hepatocitos, insulina.

( ) Macrofago, linfocito, neutrofilo.

( ) Nao sei.

5) O que e um patogeno?

( ) Agente do proprio organismo.

( ) Celula hospedeira.

( ) Celula cancerigena.

( ) Agente causador de doencas.

( ) Nao sei.

6) Voce sabe como podem ser feitas as vacinas contra um tipo de bacteria?

( ) De drogas especificas.

( ) Da bacterias inativas.

( ) De antibioticos.

( ) De nutrientes.

( ) Nao sei.

7) A diferenca entre vacina e soro terapeutico e:

( ) Vacina e para prevenir doenca e soro e pra hidratar.

( ) Vacina vai produzir anticorpos e soro ja possui anticorpos.

( ) Vacina e para prevenir doenca e soro e para tratar doenca.

( ) Vacina e soro e a mesma coisa.

( ) Nao sei.

8) O que e um anticorpo?

( ) Sao celulas com capacidade de se ligar, fagocitar e destruir um agente infeccioso.

( ) Sao proteinas capazes de reconhecer moleculas que nao pertencem ao nosso organismo.

( ) Sao proteinas que detectam apenas moleculas infecciosas.

( ) Sao corpos estranhos no organismo capaz de causar infeccao.

( ) Nao sei.

9) Um forte arranhao, com sintomas de vermelhidao, dor, inchaco e calor, e:

( ) Sintomas de ulcera.

( ) Sintomas de inflamacao.

( ) Sintomas de envenenamento.

( ) Sintomas de queimadura.

( ) Nao sei.

10) Qual a importancia do Sistema Imunologico?

( ) Garantir a integridade do sistema sanguineo.

( ) Proteger o organismo.

( ) Manter o equilibrio e proteger o organismo.

( ) Destruir virus, bacterias e protozoarios.

( ) Nao sei.

APENDICE 2: Perguntas Realizadas aos Professores

Instituicao de Ensino:--

1) Sao aplicadas aulas de Imunologia no Ensino Medio?

2) Quais os principais temas em Imunologia sao aplicados no Ensino Medio?

3) Como sao os materiais didaticos para o ensino de Biologia?

4) Ha aplicacoes de outras metodologias no ensino de Biologia? Se sim, quais?

5) Voce acha que os alunos desta instituicao, ao formarem-se, terao uma concepcao refinada da Imunologia? Por que?

Jonathas Correa BOTELHO (1) & Nathalia Bastos Lima de ANDRADE (2) *

(1) Universidade Estadual do Norte Fluminense Darcy Ribeiro, Consorcio CEDERJ, Polo Bom Jesus do Itabapoana. Bom Jesus do Itabapoana, Rio de Janeiro, Brasil.

(2) Instituto Federal Fluminense--Campus Quissama. Quissama, Rio de Janeiro, Brasil

* Autor para correspondencia: nathalia.andrade@iff.edu.br

DOI: http://dx.doi.org/10.18571/acbm.182

Caption: Figura 1: Respostas dos estudantes para a questao: "Para voce, o que e imunidade?"

Caption: Figura 2: Respostas dos estudantes para a questao 2: "Voce sabe por que as celulas do Sistema Imunologico nao atacam as celulas/moleculas do proprio corpo?"

Caption: Figura 3: Porcentagem de respostas dos estudantes para a questao 3: "O que propicia o transplante de orgaos entre individuos diferentes?" entre escolas particulares e publicas.

Caption: Figura 4: Respostas dos estudantes para questao 7 ("A diferenca entre vacina e soro terapeutico e") entre as escolas particulares e publicas.

Caption: Figura 5: Porcentagem de respostas dadas para a questao 9 ("Um forte arranhao, com sintomas de vermelhidao, dor, inchaco e calor, e").

Caption: Figura 6: Porcentagem de respostas da questao 10 ("Qual a importancia do Sistema Imunologico?") nas escolas particulares e publicas.
COPYRIGHT 2018 Universidade Federal Fluminense
No portion of this article can be reproduced without the express written permission from the copyright holder.
Copyright 2018 Gale, Cengage Learning. All rights reserved.

Article Details
Printer friendly Cite/link Email Feedback
Author:Botelho, Jonathas Correa; de Andrade, Nathalia Bastos Lima
Publication:Acta Biomedica Brasiliensia
Date:Dec 1, 2018
Words:5900
Previous Article:INDICADORES BIBLIOMETRICOS DOS ARTIGOS SOBRE HISTEROSCOPIA NA BASE SCOPUS.
Next Article:FREQUENCIA DE ASC-US EM LAUDOS CITOPATOLOGICOS ALTERADOS E NAO ALTERADOS EM UM LABORATORIO DA REDE PRIVADA DE FORTALEZA, CEARA.
Topics:

Terms of use | Privacy policy | Copyright © 2019 Farlex, Inc. | Feedback | For webmasters