Printer Friendly

ANALISE DO DISCLOSURE DOS CUSTOS E INVESTIMENTOS AMBIENTAIS DAS EMPRESAS POTENCIALMENTE POLUIDORAS QUE COMPOEM O INDICE DE SUSTENTABILIDADE EMPRESARIAL DA B3.

1 INTRODUCAO

O atual quadro de degradacao ambiental, tem preocupado a humanidade, que tem se mostrado mais consciente sobre o seu papel nesse cenario e exigido um posicionamento das empresas (Lima, Cunha, Moreira, & Porte, 2012; Santana, Vieira, Bogoni, & Luz, 2016; Vogt, Hein, Rosa, & Degenhart, in press). Assim, o descaso com o meio ambiente passou despercebido por muito tempo pelas empresas (Ribas, Almeida, Clerise, Tocunduva, & Freitag, 2016; Vellani & Nakao, 2009) e ate que ganhou repercussao em nivel mundial devido a sensibilizacao da sociedade quanto ao nivel de degradacao ambiental do planeta (Figueiredo, Abreu, & Las Casas, 2009), surgindo um valor emergente na sociedade contemporanea: a consciencia ambiental (Garcia, Santos, Kuhl, & Pacheco, 2008).

Essas mudancas influenciadas pela pressao social, oriunda da conscientizacao ambiental da sociedade, do surgimento de consumidores ambientalmente mais conscientes e um Estado mais critico em relacao as questoes ambientais, culminou na preocupacao das organizacoes com os impactos ambientais causados por suas atividades (Pfitscher, Vegini, Nunes, & Rosa, 2008), uma vez que a sustentabilidade e uma questao preponderante para sobrevivencia das organizacoes na sociedade moderna (Rocha, Nascimento, Silva, Souza, & Machado, 2011).

Desse modo, as questoes ambientais passaram a fazer parte do cotidiano organizacional impulsionadas pela pressao social (Figueiredo, Abreu, & Las Casas, 2009; Ribas et al., 2016) e pela busca da adequacao as leis ambientais e as demandas do mercado internacional (Moraes, Theis, Schreiber, & Vier, 2016; Silva, Theis, & Schreiber, 2016), de modo que o aspecto ambiental vem ganhando valor estrategico para as organizacoes e conferindo vantagem competitiva de longo prazo (Vellani & Nakao, 2009; Moraes et al., 2016).

Diante disso, pesquisas sobre o disclosure ambiental tem se destacado nos ultimos tempos (Silva, Cunha, Klann, & Scarpin, 2010), na medida em que o grau de divulgacao de informacoes ambientais revela o nivel de reponsabilidade ambiental das organizacoes (Vogt et al., in press). Sendo assim, a evidenciacao contabil ambiental e essencial para a sociedade, pois leva ao conhecimento dos usuarios as acoes adotadas pelas empresas relativas ao meio ambiente (Lima et al., 2012), fornecendo subsidios para que haja um maior controle social dos stakeholders (Braga & Salotti, 2008), e suportando a tomada de decisao destes (Correa-Garcia, Hernandez-Espinal, Vasquez-Arango, & Soto-Restrepo, 2016), alem de atrair investidores (Murcia, Rover, Lima, Favero, & Lima, 2008).

Nesse sentido, surge a Contabilidade Ambiental para preencher essa lacuna, evidenciando nos relatorios financeiros o estado real da empresa ao considerar aspectos ambientais como custos e investimentos (Arowoshegbe & Emmanuel, 2016), divulgando eventos ambientais com o intuito de subsidiar o processo decisorio com vistas a reducao dos impactos ambientais (Lima et al., 2012), alem de gerar resultados financeiros holisticos (Homan, 2016).

Assim, embora nao haja obrigatoriedade desse tipo de evidenciacao no Brasil, ha um interesse crescente pela participacao de organizacoes em indices de sustentabilidade (Machado, Machado, & Corrar, 2009), motivada pela demanda dos investidores que buscam por informacoes socioambientais corporativas a fim de investir, de modo que o mercado financeiro se viu obrigado a atender a essa nova tendencia e criou os indices de sustentabilidade empresarial (Figueiredo, Abreu, & Las Casas, 2009; Ching, Toste, & Tardelli, 2016).

Nesse sentido, o Brasil, seguindo o exemplo das bolsas internacionais, criou em 2005 o Indice de Sustentabilidade Empresarial (ISE) da Bolsa de Valores de Sao Paulo (B3), que passou a ser uma referencia para os investimentos em empresas seguras, rentaveis e sustentaveis, bem como, reduzindo os custos de captacao de recursos (Garcia et al., 2008; Costa, Voese, & Rosa, 2009; Figueiredo, Abreu, & Las Casas, 2009; Andrade & Silva, 2014; Mello, Hollnagel, & Cei, 2016).

Para tanto, o presente artigo busca identificar as caracteristicas da evidenciacao contabil ambiental (categorias e tipo de informacao evidenciada), a fim de responder a seguinte questao: Como se da a divulgacao das informacoes contabeis sobre custos e investimentos ambientais divulgadas nas DFP's das empresas potencialmente poluidoras que compoem a carteira ISE 2016?

Assim, o estudo objetiva fazer uma analise da divulgacao das informacoes contabeis referentes aos custos e investimentos ambientais nas Demonstracoes Financeiras Padronizadas (DFP) das empresas que e compoem o ISE 2016 e desempenham atividades potencialmente poluidoras, que segundo Calixto (2007) sao o principal alvo das pressoes sociais, uma vez que suas atividades apresentam um alto grau de risco ao meio ambiente, sendo por isso submetidas a legislacoes mais rigidas de compensacao ambiental pela exploracao dos recursos naturais, devendo, portanto, evidenciar seus custos e investimentos ambientais como meio de prestar contas a sociedade.

Para este fim, o artigo constitui-se de 5 secoes, iniciando-se com a presente secao introdutoria, seguido do Referencial Teorico que aborda as tematicas da Evidenciacao Contabil Ambiental e dos Custos e Investimentos Ambientais como aporte teorico. Segue-se a isso, o conjunto de Procedimentos Metodologicos adotados e posterior Analise e Discussao dos Resultados da pesquisa, finalizando com as Consideracoes Finais na qual constam as contribuicoes do estudo.

2 REFERENCIAL TEORICO

2.1 Evidenciacao Contabil Ambiental

O tema evidenciacao de informacoes ambientais tem sido cada vez mais recorrente nas pesquisas academicas, o que reflete a importancia do assunto no campo organizacional, tendo em vista que ha uma preocupacao da sociedade com a questao ambiental, o que tem exigido das entidades a prestacao de contas por meio da divulgacao dos seus relatorios (Silva et al., 2010). Para Ferreira e Berner (2016) a evidenciacao de informacoes ambientais consiste em relatar a postura da empresa diante do meio ambiente, o que e visto com bons olhos pelo mercado que esta cada vez mais atento as acoes sustentaveis das entidades.

Como o presente trabalho buscou estudar a evidenciacao contabil ambiental, faz-se necessario destacar a diferenca entre evidenciacao contabil ambiental e evidenciacao ambiental, uma vez que nem toda evidenciacao ambiental pode ser considerada contabil, ja que para isso e necessario que a divulgacao da informacao contenha dados contabeis referentes ao meio ambiente.

A evidenciacao ambiental e um meio de divulgacao dos impactos ambientais causados pelas empresas (Barcelos, Tassigny, Carlos, Bizarria, & Frota, 2015), assim como a evidenciacao das informacoes contabeis ambientais consiste em indicar o tipo de relacionamento da empresa com o meio ambiente, por meio das demonstracoes contabeis, indicando as acoes sustentaveis desenvolvidas pela empresa, mostrando o compromisso com a questao ambiental e suportando o processo decisorio dos usuarios (Moreno & Viegas, 2016; Ferreira & Berner, 2016).

Nessa perspectiva, a evidenciacao ambiental e toda e qualquer informacao ambiental com vistas a suprir a demanda dos stakeholders da organizacao estejam elas em websites ou nos relatorios contabeis como as DFP's (Silva, Borget, Pfitscher, & Rosa, 2012). Por outro lado, a evidenciacao contabil--disclosure contabil--pode ser entendida, conforme apontaram Carvalho e Silva (2011), como a divulgacao da informacao contabil, que de acordo com Araujo, Fernandes, Souza, Nakanishi e Onusic (2010) garante o fornecimento de informacoes para diferentes usuarios da contabilidade, de acordo com a necessidade informacional de cada um.

Na visao de Lins e Silva (2009) o disclosure consiste em um meio de comunicar o desempenho corporativo aos seus stakeholders, reduzindo a assimetria informacional entre gestores e interessados. Para Ferreira e Berner (2016) a evidenciacao contabil ambiental serve para avaliar e mensurar o desempenho das acoes sustentaveis das entidades, fornecendo informacoes ambientais fidedignas e uteis para os stakeholders.

Padilha e Asta (2014, p. 91) afirmaram que "as demonstracoes contabeis podem ser o meio apropriado para evidenciar as informacoes de cunho ambiental justamente porque contem todas as informacoes pertinentes a situacao patrimonial e desempenho da empresa em um determinado periodo".

Assim, "do ponto de vista da contabilidade o que se pode avaliar e verificar nas demonstracoes realizadas pela contabilidade sao os eventos e transacoes economico-financeiros que refletem o relacionamento da empresa com o meio ambiente" (Paula, Campanhol, & Smith, 2011, p. 3). Os autores, afirmaram ainda que a contabilidade e o melhor instrumento para divulgacao das informacoes ambientais tendo em vista que promove a intermediacao da comunicacao entre as acoes ambientais e os usuarios da informacao de forma fidedigna.

Conforme apontaram Carvalho e Silva (2011) a evidenciacao das informacoes contabeis, via de regra, e realizada para atender a fins legais. Por outro lado, pode-se dizer que "na maioria dos paises, as informacoes ambientais ainda sao evidenciadas em carater voluntario, ou seja, nao existem regras formais que obriguem as empresas a mostra-las em seus relatorios" (Mussoi & Van Bellen, 2010, p. 57-58).

De acordo com Wang (2016) as empresas esperam alcancar beneficios por meio da divulgacao de informacoes ambientais, tal como a construcao de uma imagem positiva da empresa, uma vez que o disclosure ambiental pressupoe transparencia na comunicacao com os stakeholders, etica e respeito aos interesses dos usuarios, culminando em uma boa reputacao corporativa.

Nesse sentido, embora nao haja obrigatoriedade para evidenciacao de informacoes ambientais no Brasil, muitas empresas o fazem, de modo que o Conselho Federal de Contabilidade (CFC) e o Instituto Brasileiro de Auditores Independentes (IBRACON) estabelecem algumas normas para nortear essa divulgacao (Lima et al., 2012), assim como a Comissao de Valores Mobiliarios (CVM) tambem tece instrucoes para a divulgacao de informacoes ambientais no relatorio de administracao (Lins & Silva, 2009).

Em Lins e Silva (2009), Silva et al. (2012), Ferreira e Berner (2016) destaca-se a aprovacao pelo CFC, em 2004, da Norma Brasileira de Contabilidade T15 (NBC-T15), estabelecendo procedimentos para evidenciacao de informacoes socioambientais. Essa normativa, dispoe que devem ser evidenciados os investimentos e gastos com as questoes relativas ao meio ambiente, bem como processos, multas, indenizacoes, passivos e contingencias ambientais incorridos pela empresa e ainda as demonstracoes de cunho socioambiental devem ser submetidas a auditoria independente (Barcelos, Tassigny, Carlos, Bizarria, & Frota, 2015).

Ainda de acordo com a NBC T15 as informacoes socioambientais devem ser dispostas nas demonstracoes contabeis como informacoes complementares ao inves de constarem nas notas explicativas (Lins & Silva, 2009). Em contrapartida, as Nacoes Unidas indicam o contrario, ao propor "que os registros de fatos ambientais sejam feitos pela contabilidade de forma separada e dessa forma considerando tais fatos um funcionamento separado da entidade" (Ferreira & Berner, 2016, p. 34).

Mello, Hollnagel e Cei (2016) afirmaram que o carater nao coercitivo da lei NBC T15 pode prejudicar a evidenciacao de alguns itens dispostos pela mesma e destacaram que o Brasil ainda nao possui normas que obriguem as empresas a divulgarem suas informacoes ambientais. Isso porque o disclosure ambiental sofre influencias da regulamentacao do pais de origem, ou seja, paises com normas mais extensas, especificas e coercitivas, apresentam um disclosure ambiental mais amplo, objetivo e comparavel, de modo que a regulamentacao pode melhorar a evidenciacao ambiental corporativa (Ribeiro, Bellen, & Carvalho, 2011; Ribeiro, Carmo, & Carvalho, 2013).

Desse modo, no Brasil, as empresas ainda o fazem de forma voluntaria, e, portanto, nao seguem a um padrao ao fazelo, embora existam documentos reconhecidos nacional e internacionalmente que dispoe sobre o modo de evidenciacao de informacoes ambientais, como Global Reporting Initiative, Premio Nacional de Qualidade, ISE, DSJI e Japan Environmental Agency (Silva et al., 2012).

Devido a falta de padronizacao, auditoria independente e de obrigatoriedade legal que tem se mostrado os principais obstaculos a divulgacao de informacoes ambientais (Calixto, 2007) e talvez devido a resistencia de muitos contadores em adaptarem-se a essa nova demanda por informacoes de cunho ambiental (Ribas et al., 2016), a evidenciacao ambiental tem esbarrado em limitacoes como a falta de objetividade e de comparabilidade (Ribeiro, Carmo, & Carvalho, 2013).

Assim, constata-se que o nivel de divulgacao das companhias brasileiras ainda e insuficiente o que pode ser atribuido a ineficiencia dos meios de controle e falta de motivacao (Vogt et al., in press), situacao parecida pode ser evidenciada na pesquisa de Mahames (2016) que verificou um baixo nivel de evidenciacao ambiental das empresas de manufatura na Libia, o que pode ser explicado pela falta de padronizacao, orientacoes, declaracoes governamentais e exigencias legais com vistas ao disclosure ambiental.

Apesar disso, e crescente o numero de empresas que divulga informacoes qualitativas sobre os seus investimentos em meio ambiente (Calixto, 2007) em detrimento das informacoes quantitativas divulgadas nos relatorios contabeis, de modo que a maioria das empresas se utiliza dos relatorios da administracao e das notas explicativas para divulgar tais informacoes (Calixto, 2007).

Desse modo, as empresas evidenciam as informacoes contabeis ambientais com o intuito de diferenciar-se no mercado, melhorar sua imagem e atrair investidores, servindo, assim, de suporte para a tomada de decisao de acionistas, investidores, governo, sociedade, parceiros corporativos e demais stakeholders, fornecendo-lhes informacoes a respeito das acoes ambientais desenvolvidas pelas empresas (Paula, Campanhol, & Smith, 2011; Gallon, Beuren, & Hein, 2009). Alem de proporcionar transparencia no mercado de acoes, proporcionando informacoes capazes de demonstrar os riscos ambientais do negocio (Andrade & Silva, 2014), uma vez que o "entendimento das questoes relacionadas ao meio ambiente se mostra condicao sine qua non para que se realize uma divulgacao adequada, reduzindo a assimetria de informacoes aos stakeholders'' (Mello, Hollnagel, & Cei, 2016, p. 105).

Em sintese, de acordo com Carvalho e Silva (2011), pode-se dizer que a Contabilidade Ambiental torna-se um instrumento essencial no processo de evidenciacao de informacoes ambientais, cabendo-lhe, portanto, divulgar os eventos relacionados ao patrimonio da organizacao relacionados aos recursos ambientais sejam eles custos ou investimentos ambientais, de modo que os gastos incorridos para alcancar a sustentabilidade empresarial devem ser evidenciados contabilmente atendendo a demanda dos stakeholders (Ribas et al., 2016).

2.2 Custos e Investimentos Ambientais

Os termos custos e investimentos fazem parte de um conceito maior, o de gastos, pois, conforme apontou Leone (2000), o gasto e um termo amplo que abrange os conceitos de investimento, custo ou despesa. O autor definiu investimentos como gastos que geram beneficios futuros e custos como aqueles gastos relacionados a producao de bens ou servicos. As empresas, durante o processo de producao, incorrem em custos, despesas e investimentos com vistas a preservacao ambiental, tais como gastos com insumos e mao-de-obra para proteger, preservar e recuperar o meio ambiente, amortizacao de gastos, taxas e multas ambientais (Costa, Voese, & Rosa, 2009).

Nesse sentido, autores como Silva et al. (2010); Silva et al. (2012); Moreno e Viegas (2016); Silva, Theis, e Schreiber (2016) afirmaram que os custos ambientais decorrem de acoes que sao fruto do processo produtivo das organizacoes e visam a protecao, preservacao e recuperacao ambiental com intuito de mitigar os danos e minimizar o desgaste ao meio ambiente por intermedio de medidas para controle ambiental e reducao da poluicao e dos residuos, gerando beneficios organizacionais, uma vez que a reducao de custos implica numa maior lucratividade.

Moreno e Viegas (2016) apontaram que os custos ambientais pressupoem a exploracao responsavel dos recursos naturais por parte das empresas, sendo identificados "no momento de sua aquisicao, sendo consumidos geralmente durante e apos o processo de producao, momento em que as acoes desenvolvidas para gerar a qualidade no uso do ambiente e de seus recursos sao colocadas em pratica" (Moreno & Viegas, 2016, pp. 294-295).

De acordo com Azevedo, Gianluppi e Malafaia (2007) os custos ambientais sao considerados por alguns autores como externalidades negativas e por outros como custo incorridos para obtencao da qualidade. Para Garcia e Oliveira (2009), por sua vez, sao considerados gastos incorridos com o objetivo de proteger o meio ambiente. Os custos ambientais tambem podem ser definidos como sendo:

Os gastos de preservacao e recuperacao ambiental estao relacionados com a atividade produtiva da empresa, devem ser classificados como custos e imputados aos bens e servicos produzidos pela entidade, de forma que no valor desses bens e servicos conste, tambem, o valor da natureza degradada ou o valor de sua preservacao (Padilha & Asta, 2014, p. 93).

Silva et al. (2010) apontaram que as atividades de protecao ambiental com vista a reducao de custos tem crescido nos ultimos tempos impulsionada pelo aumento da regulacao ambiental e pressoes sociais. Diante disso, e mister que os custos ambientais sejam evidenciados nas demonstracoes contabeis a fim de atender a demanda informacional dos usuarios que buscam identificar se a empresa atua com responsabilidade socioambiental (Moreno & Viegas, 2016).

Em suma, os custos ambientais sao gastos ambientais incorridos na producao, e diferem, portanto, das despesas ambientais que consistem em gastos para gerenciar a preservacao, controle e recuperacao do meio ambiente (Vellani & Nakao, 2009). Nessa analise, faz-se necessario ressaltar a diferenca entre despesas ambientais e custos ambientais, uma vez que, de acordo com Rodrigues, Santos e Melo (2009), as despesas correspondem aos gastos administrativos relativos a questoes ambientais enquanto que os custos compreendem aos gastos relativos a atividade produtiva da empresa no ambito ambiental.

Consideram-se custos ambientais os gastos em funcao do processo de preservacao simultaneamente ao processo produtivo; e como despesas ambientais, aqueles incorridos sem estar diretamente relacionados com o sistema produtivo da empresa, como por exemplo, os gastos administrativos incorridos em funcao da causa ambiental e as taxas e emolumentos decorrentes da legislacao ambiental (Vellani & Nakao, 2009, p. 60).

Por fim, os investimentos ambientais sao definidos como gastos incorridos na aquisicao de ativos com objetivo de preservar, controlar e recuperar o meio ambiente com vistas a obtencao de beneficios no futuro (Vellani & Nakao, 2009). Desse modo, sao exemplos de investimentos ambientais: "o desenvolvimento de uma tecnologia mais limpa e/ou gastos necessarios para uma maquina ou equipamento para reducao de poluicao entrar em operacao" (Rover, Borba, & Borget, 2008, p. 6).

Os investimentos ambientais tem influencia direta nos custos da empresa, uma vez que esses investimentos diminuem os custos organizacionais, agregando valor para os stakeholders e consequentemente implica em ganhos economico-financeiros (Vellani & Nakao, 2009), na medida em que "os investimentos ambientais, quando bem planejados, podem trazer varios beneficios ao negocio, como evitar despesas com multas, reducao de desperdicios, melhora na imagem perante a sociedade e consumidores e ate mesmo evitar interdicoes" (Silva, Theis, & Schreiber, 2016, p. 2).

Diante disso, existem empresas que investem voluntariamente em meio ambiente, assim como existem aquelas que pertencem a segmentos do mercado brasileiro no qual os investimentos ambientais sao obrigatorios devido rigidez das normas regulatorias e da legislacao ambiental no Brasil, como e o caso das empresas pertencentes ao setor eletrico, que fortemente regulado devido ao alto impacto de suas atividades no meio ambiente (Silva et al., 2012).

Sendo assim, pode-se dizer que os custos ambientais sao aqueles incorridos por meio da atividade de producao da empresa e os investimentos ambientais estao ligados aos programas de prevencao de tais custos por intermedio da preservacao e conservacao do meio ambiente. Desse modo, o controle dos custos e investimentos ambientais por parte das organizacoes e de extrema relevancia, uma vez que o patrimonio da entidade e afetado pelo impacto que suas atividades causam ao meio ambiente, de modo que se faz necessario incorrer em tais gastos a fim de preservar o meio ambiente utilizando-o de forma sustentavel (Andrade & Silva, 2014; Moreno & Viegas, 2016; Silva, Theis, & Schreiber, 2016).

Posto isso, e considerando o referido aporte teorico da pesquisa, segue-se os procedimentos metodologicos adotados no estudo para caracterizacao e descricao das evidenciacoes contabil dos custos e investimentos ambientais.

3 PROCEDIMENTOS METODOLOGICOS

A pesquisa caracteriza-se quanto aos objetivos como descritiva, uma vez que visa descrever as caracteristicas de determinado fenomeno (Gil, 2010), isto e, as caracteristicas da evidenciacao contabil referente aos custos e investimentos ambientais. Quantos aos procedimentos tecnicos utilizados para a coleta de dados, empreendeu-se uma pesquisa documental, a partir da analise de documentos institucionais (Marconi & Lakatos, 2003) tais como as Demonstracoes Financeiras Padronizadas (DFP) das empresas da amostra. Adotou-se uma abordagem mista, ou seja, qualitativa e quantitativa concomitantemente. Essa abordagem justifica-se, de acordo com Creswell (2007, p. 211) pela "necessidade de esclarecer o objetivo de reunir dados quantitativos e qualitativos em um unico estudo".

A pesquisa documental foi realizada durante o periodo de maio a novembro de 2016 sendo a amostra da pesquisa constituida por 22 das 35 empresas que compoem a carteira 2016 do Indice de Sustentabilidade Empresarial (ISE) da B3. A escolha da amostra justifica-se pelo fato das atividades desempenhada por tais empresas serem classificadas pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renovaveis (Ibama) como Atividades Potencialmente Poluidoras e Utilizadoras de Recursos Naturais, uma vez que segundo Calixto (2007), empresas de setores como energia eletrica, quimica e petroquimica destacam-se quantitativamente e qualitativamente em termos de divulgacao de informacoes ambientais, devido ao alto impacto que causa na natureza o que implica um elevado nivel de regulamentacao destes setores.

Desse modo, buscou-se analisar se tais empresas, classificadas como potencialmente poluidoras pelo Ibama, realmente divulgam informacoes contabeis a respeito dos custos e investimentos ambientais uma vez que se espera que o facam na medida em que compoem o ISE, indice que mede o retorno das acoes das empresas comprometidas com a sustentabilidade (Rocha et al., 2011). Assim, foram excluidas da amostra 13 empresas, quais sejam: as de telecomunicacao; de servicos bancarios e financeiros; de seguros e previdencia; e as de comercio varejista e atacadista, de modo que, levou-se a cabo a analise das DFP's das seguintes empresas:
Figura 1: Amostra da pesquisa

Setor/Categoria                         Empresa

Geracao, Distribuicao e              1. AES TIETE
  Transmissao de Energia               2. CEMIG
  Eletrica                              3. CESP
                                       4. COPEL
                                        5. CPFL
                                        6. EDP
                                     7. ELETROBRAS
                                    8. ELETROPAULO
                                       9. LIGHT
                                     10. TRACTEBEL
Industria Quimica                  11. BRASKEM S.A.
                              12. NATURA COSMETICOS S.A.
Industria Alimenticia                13. BRF S.A.
Transporte, Terminais,               14. CCR S.A.
  Depositos e Comercio     15. ECORODOVIAS INFRAESTRUTURA E
                                    LOGISTICA S.A.
Industria de Madeira               16. DURATEX S.A.
Industria de Material              17. EMBRAER S.A.
  de Transporte                 18. EVEN CONSTRUTORA E
Obras civis                       INCORPORADORA S.A.
Industria de Papel e           19. FIBRIA CELULOSE S.A.
  Celulose                          20. KLABIN S.A.
Analises laboratoriais              21. FLEURY S.A.
Industria de Material                22. WEG S.A.
  Eletrico, Eletronico
  e Comunicacoes

Fonte: Elaborada pelos autores.


Assim, a pesquisa analisou as Demonstracoes Financeiras Padronizadas (DFP's) referentes ao ano de 2015, cujo exercicio ja havia sido encerrado, e portanto, puderam ser analisados durante o ano de consecucao da pesquisa (2016). As DFP's sao exigidas pela Comissao de Valores Mobiliarios (CVM) para todas as companhias de capital aberto. Sendo assim, analisou-se os seguintes itens: Balanco Patrimonial (BP); Demonstracao do Resultado do Exercicio (DRE); Demonstracao do Resultado Abrangente (DRA); Demonstracao do Fluxo de Caixa (DFC); Demonstracao do Valor Adicionado (DVA); Demonstracao das Mutacoes do Patrimonio Liquido (DMPL); Notas Explicativas (NE's); Relatorio da Administracao (RA); Parecer dos Auditores Independentes (PAI).

A analise dos dados baseou-se no metodo adotado no estudo de Rover, Borba e Borget (2008) no qual foi realizada uma analise das sentencas custos e investimentos ambientais, empreendendo-se uma busca por seis palavras chaves: meio ambiente, ambiental, sustentabilidade, ecologia, custo e investimento, buscando-se identificar as sentencas que faziam referencia aos custos e investimentos ambientais.

Alem disso, adotou-se, para o tratamento dos dados, as categorias e subcategorias de custos e investimentos ambientais utilizadas por tais autores, os quais, por sua vez, basearam-se no modelo de categorizacao de custos ambientais proposto pela JAPAN Environment Agency (2000) e no modelo de categorizacao de investimentos ambientais proposto pelo CFC (2004).

As informacoes sobre custos e investimentos ambientais tambem foram analisadas quanto a natureza da informacao divulgada, de acordo com o metodo adotado por Rover, Borba e Borget (2008), que se utilizaram de quatro tipos de evidenciacao: Declarativa (evidencia informacoes de natureza qualitativa e unicamente descritiva); Quantitativa nao-monetaria (evidencia informacoes quantitativas por meio de numeros nao monetarios); Quantitativa monetaria (evidencia informacoes quantitativas por meio de numeros monetarios); Quantitativa monetaria e nao monetaria (evidencia informacoes quantitativas monetarias e nao monetarias). Todos esses aspectos serao vistos no topico seguinte, evidenciando-os de forma grafica e descritiva.

4 ANALISE E DISCUSSAO DE RESULTADOS

Observou-se, de acordo com a Figura 2, que das 22 empresas analisadas apenas duas nao divulgaram nenhum tipo de informacoes contabeis ambientais, e que 18 destas evidenciaram investimentos ambientais enquanto apenas 12 evidenciaram custos ambientais, convergindo com os estudos de Mello, Hollnagel e Cei (2016) que destacaram a divulgacao de fatos favoraveis para as empresas e a sociedade, em detrimento da evidenciacao de acoes negativas, que poderiam prejudicar a imagem organizacao, o que pode ser fruto do carater nao coercitivo da NBC T 15.

A Figura 3, ilustra bem a porcentagem da amostra que evidenciou informacoes contabeis a respeito dos custos e investimentos ambientais, mostrando que a maioria das empresas evidenciam informacoes sobre investimentos (90%), e que a minoria delas evidencia custos ambientais (60%) convergindo com os achados de Rover, Borba e Borget (2008). O que corrobora com a ideia de Mussoi e Van Bellen (2010) de que a maioria das empresas, com intuito de melhorar a imagem institucional, evidenciam informacoes pouco relevantes em detrimento das informacoes que demonstram o real desempenho ambiental corporativo.

A Tabela 1, por sua vez, traz a quantidade de sentencas observadas nas DFP's referentes a cada categoria e subcategoria de custos ambientais, destacando uma maior divulgacao referente aos custos das categorias 3 e 4 respectivamente, divergindo dos achados de Silva et al. (2010) que identificaram dentre as empresas que compoem o ISE 2009/2010 uma maior divulgacao da categoria 1, mais especificamente 45% das empresas.

Na Figura 4, evidencia-se a porcentagem de empresas por categorias de custos ambientais evidenciados. Assim, podese observar que a maior parte da amostra evidenciou custos ambientais referentes as atividades sociais, tais como protecao da natureza, reflorestamento, embelezamento e melhorias para o meio ambiente, configurando a subcategoria mais recorrentes nas divulgacoes.

Em seguida, ocupando a segunda posicao, as empresas evidenciaram custos relacionados a danos ambientais, no entanto, nenhuma das empresas evidenciou a subcategoria de custos com indenizacoes e penalidades ambientais, apesar de fazer provisoes a respeito de tais categorias, o que configura uma despesa e nao um custo. Quanto as outras tres categorias, pouco foi evidenciado a respeito.

Silva et al. (2012), por sua vez, chegaram a uma conclusao diferente ao analisar as Demonstracoes Financeiras Padronizadas, nos Balancos Sociais, nos Relatorios de Sustentabilidade e nos Relatorios Anuais referentes ao ano de 2010 das empresas do ISE 2011-2012 pertencentes ao setor eletrico. Os autores constataram a predominancia de informacoes sobres custos ambientais relativos a gestao ambiental, seguido dos custos para controlar a ocorrencia dos impactos ambientais.

A Tabela 2, busca categorizar as informacoes contabeis ambientais referentes aos investimentos ambientais evidenciados nas DFP's. Nesse sentido, observa-se uma quantidade muito maior de divulgacoes de investimentos ambientais referente a categoria 3, que trata dos investimentos com projetos ou programas ambientais sendo a maioria ligada a Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) de tecnologias mais eficientes e sustentaveis, visando maior eficiencia energetica e o desenvolvimento de fontes alternativas de energia.

Observou-se tambem que a 2a, 3 a e 4a categorias mais evidenciadas sao, respectivamente, as categorias 2, 5 e 1, as quais referem-se aos investimentos com conscientizacao ambiental, investimentos em melhoria da qualidade do meio ambiente e desenvolvimento de projetos, bem como com a protecao e preservacao ambiental das areas no entorno de atuacao das empresas. Quanto a categoria 4, poucas empresas evidenciaram investimentos ambientais para recuperacao de danos ambientais, talvez porque a maioria das empresas atribui gastos com recuperacao de danos ambientais a custos ambientais e nao a investimentos ambientais.

Dessa vez, os resultados convergem com Silva et al. (2012) que evidenciaram que os investimentos mais divulgados foram para manutencao nos processos operacionais para a melhoria do meio ambiente e investimentos com projetos ou programas ambientais.

Calixto (2007) apresentou como resultados maioria de investimentos em preservacao e protecao do meio ambiente, envolvimento com a comunidade e educacao ambiental.

Mello, Hollnagel e Cei (2016) ao analisarem a evidenciacao de empresas do setor de energia eletrica entre 2006 e 2014 perceberam que houve uma evolucao do disclosure ambiental, sendo bastante evidenciados os investimentos e gastos com outros projetos ambientais, em detrimento da baixa evidenciacao de processos ambientais, administrativos e judiciais.

A Figura 5, portanto, atribui valor percentual para cada categoria de investimentos ambientais evidenciados, demonstrando que quase metade da evidenciacao ambiental relatou investimentos com projetos e/ou programas ambientais, mais especificamente com programas de P&D com vista a reducao de impactos ambientais e ao desenvolvimento de fontes de energia renovaveis.

A Tabela 3 mostra como as informacoes foram evidenciadas, ou seja, se o tipo de informacao divulgada foi (1) descritiva, (2) monetaria, (3) nao monetaria ou (4) monetaria e nao monetaria conjuntamente. Desse modo, constatou-se que a grande maioria das informacoes ambientais divulgadas nas DFP's foram monetarias, sendo seguidas pelas declarativas e em seguida pela nao monetaria, e por fim, as monetarias e nao monetarias foram as informacoes menos divulgadas.

Esse resultado converge com os encontrados por Silva et al. (2012) que identificaram maior grau de evidenciacao quantitativa monetaria na divulgacao de custos e investimentos ambientais, ao mesmo tempo que diverge dos achados de Mello, Hollnagel e Cei (2016) que analisaram as demonstracoes contabeis de quatro empresas do setor de energia eletrica entre 2006 e 2014 e constataram que o disclosure ambiental e predominantemente qualitativo, enquanto que a informacoes monetarias pouco apareceram.

Andrade e Silva (2014), por sua vez, mostraram resultados de sua pesquisa que as empresas analisadas evidenciaram um alto nivel de informacoes declarativas e niveis regulares de informacoes quantitativa monetaria e quantitativa nao monetaria. Na mesma linha, Calixto (2007) apontou que a maior parte das empresas divulgou informacoes declarativas.

Nessa analise, a Figura 6 mostra que mais de 50% das informacoes sobre custos ambientais sao de carater monetario, seguida de aproximadamente 30% de informacoes declarativas a respeito de custos ambientais e poucas foram as empresas que divulgaram informacoes monetarias ou monetarias e nao monetarias conjuntamente. Cabe ressaltar tambem que as empresas do setor eletrico nao divulgam informacoes declarativas sobre custos ambientais, isto e, nao descreveram como incorreram em custos ambientais e tampouco relatam quais foram os danos causados ao meio ambiente a partir de suas atividades.

Na Figura 7, observou-se, tambem, que as informacoes monetarias sobre os investimentos ambientais foram as mais divulgadas, correspondendo a pouco mais de 40% das divulgacoes seguida das divulgacoes declarativas que correspondem ao segundo tipo de informacao mais evidenciada.

Assim, observa-se que, ao contrario do que afirmaram Hossain, Islam e Andrew (2006) em seus estudos, a divulgacao ambiental corporativa das empresas analisadas nesse estudo e predominantemente monetaria e que outros estudos como o de Vogt et al. (in press) e Mahames (2016) apontaram a falta de regularizacao como um dos principais motivos para algumas deficiencias do disclosure ambiental.

Por fim, a partir da analise dos dados coletados verificou-se que o Relatorio da Administracao e o item da DFP's em que mais encontra-se informacoes contabeis ambientais, de modo que aproximadamente 90%, o equivalente a 18 das 20 empresas que evidenciaram alguma informacao contabil ambiental continham esse tipo de informacao. Cabe ressaltar que duas empresas de um total de 22 nao evidenciaram nenhuma informacao contabil ambiental em suas DFP's, o que nao significa dizer que nao evidenciaram nenhuma informacao ambiental, ou seja, embora tenham divulgado informacoes ambientais estas nao se enquadram no objetivo desta pesquisa (custos e investimentos ambientais).

As Notas Explicativas configuram-se como o segundo item em que as empresas mais evidenciam as informacoes contabeis ambientais, correspondendo a 50%, isto e, 10 empresas das 20 que evidenciaram. Nos demais itens das DFP's a evidenciacao foi baixa ou nao houve evidenciacao das informacoes ambientais, de modo que apenas 5%, ou seja, apenas uma empresa, dentre as 20 evidenciou algum tipo de informacao contabil no Balanco Patrimonial ou na Demonstracao de Fluxo de Caixa, conforme ilustra a Figura 8.

Calixto (2007) confirmou em seus achados que o RA e o principal meio de divulgacao de informacoes ambientais. Silva et al. (2010), ao estudar os custos ambientais mais evidenciadas nos RAs e NEs das empresas do ISE 2009/2010, e adotando a categorizacao proposta por Rover, Borba e Borget (2008), constataram que mais da metade das empresas do ISE evidenciam no RA ou nas NE pelos menos uma das categorias analisadas. Andrade e Silva (2014) verificaram que a maioria das empresas divulgaram mais custos e investimentos ambientais no RA. Santana et al. (2016) observaram que as unicas demonstracoes obrigatorias que evidenciaram questoes ambientais foram o BP e as NE.

Em sintese, as empresas que mais evidenciaram informacoes contabeis ambientais foram as do Setor de Geracao, Distribuicao e Transmissao de Energia Eletrica, em que predominou a divulgacao por meio do RA seguido da NE, de modo que 100% destas evidenciaram os investimentos ambientais predominando os de projetos ou programas ambientais de forma declarativa e monetaria e 60% evidenciaram os custos ambientais, com destaque para os de protecao da natureza e recuperacao de danos ambientais sendo a maior parte dessas informacoes monetarias e nenhuma destas declarativas.

Assim, pode-se dizer, conforme apontaram Silva et al. (2010), que os elevados niveis de regulamentacao do setor de Energia Eletrica, influenciaram no dominio de empresas com estas caracteristicas nas que mais evidenciaram informacoes contabeis sobre custos e investimentos ambientais. Silva et al. (2012), por sua vez, realizaram estudos sobre a evidenciacao de informacoes ambientais das empresas do ISE 2011-2012 pertencentes ao setor eletrico e tambem atribuiram a forte regulamentacao, o fato de que todas essas empresas evidenciaram de alguma forma custos e investimentos ambientais.

Em segundo lugar ficou a Industria de Papel e Celulose, na qual a Fibria Celulose S.A. se destacou pelo maior numero de evidenciacoes seguida da Klabin S.A. Em terceiro lugar, a Industria Quimica destacou-se devido a unica empresa que evidenciou informacoes contabeis ambientais nesse ramo foi a Braskem S.A. A quarta posicao foi ocupada pelo Setor de Transporte, Terminais, Depositos e Comercio, destacando-se a CCR S.A. A Embraer S.A. ocupou a quinta posicao representando a Industria de Material de Transporte.

A Industria de Madeira representada pela Duratex S.A. e o setor de Analises Laboratoriais representada pela Fleury S.A. ocuparam a sexta posicao com o mesmo nivel de evidenciacao. E por fim, a Industria Alimenticia representada pela BRF S.A. e a Industria de Material Eletrico, Eletronico e Comunicacoes representada pela Weg S.A., ocupou a ultima posicao no ranking de evidenciacao contabil ambiental de custos e investimentos ambientais.

5 CONSIDERACOES FINAIS

O estudo constatou que a grande maioria das divulgacoes sobre custos e investimentos ambientais esta concentrada no RA e nas NE, cerca de 90% e 50%, respectivamente, conforme tambem foi evidenciado nos estudos de Rover, Borba e Borget (2008). Constatou-se, tambem, que, apesar das empresas potencialmente poluidoras comporem o ISE, o setor de Energia foi o que mais se destacou em termos de evidenciacao de informacoes contabeis ambientais, o que pode ser atribuido a alto grau de regulacao do segmento. Desse modo, faz-se necessario uma maior atuacao nos demais segmentos.

Observou-se tambem que a grande maioria das empresas, aproximadamente 35%, evidenciaram custos ambientais referentes as atividades sociais mostrando a responsabilidade socioambiental de tais empresas, quanto aos investimentos ambientais, concentrou-se em divulgar os projetos e/ou programas ambientais, mais especificamente aqueles voltados para P&D relacionados ao meio ambiente e que a maior parte dos custos e investimentos ambientais foram evidenciados monetariamente, o que diverge dos achados de Hossain, Islam e Andrew (2006) que afirmaram que a divulgacao de informacoes ambientais e predominantemente nao financeira.

Assim, ressalta-se que ha uma falta de padrao nas divulgacoes de custos e investimentos ambientais, repeticao de informacoes e ate a divulgacao de informacoes superficiais, alem disso, observou-se que a empresas nao evidenciaram todas as informacoes indicadas pela NBC T 15, o que pode estar atrelado a falta de obrigatoriedade e padronizacao do disclosure ambiental e de posicionamento do profissional contabil, o que tem gerado dificuldades quanto a evidenciacao contabil ambiental corporativa, corroborando com os achados da literatura analisada nesse estudo.

Nesse sentido, esse estudo contribui para a academia, ao evidenciar a necessidade de estudos mais aprofundados sobre a tematica a fim de melhorar o disclosure ambiental e consequentemente a transparencia das organizacoes para com a sociedade.

Portanto, propoe-se para trabalhos futuros a analise de varios anos consecutivos a fim de comparar o comportamento do disclosure contabil ambiental ao longo do tempo, bem como a ampliacao da amostra para todas as empresas que compoem o ISE a fim de verificar as diferencas entre as empresas potencialmente poluidoras e as que nao sao.

DOI: https://doi.org/10.5585/geas.v7i2.705

Recebido: 01/09/2017 - Aprovado: 13/01/2018

REFERENCIAS

Andrade, R. B., & Silva, D. M. da. (2014, novembro). Evidenciacao dos custos e investimentos ambientais pelas empresas potencialmente poluidoras participantes do indice de sustentabilidade empresarial (ISE). Anais do Congresso Brasileiro de Custos CBC, Natal, RN, Brasil, 21.

Araujo, E. M. de, Fernandes, M. H. H., Souza, R. F. R. de., Nakanishi, R., & Onusic, L. M. (2010). Evidenciacao nas Demonstracoes Contabeis das Instituicoes Financeiras. Jovens PesquisadoresMackenzie, 1(1), p-p.

Arowoshegbe, A. O., & Emmanuel, U. (2016). Accounting for Social and Environmental Challenges: A Theoretical Perspective. Saudi Journal of Business and Management Studies, 1(3), 143-148.

Azevedo, D. B. de, Gianluppi, L. D. F., & Malafaia, G. C. (2007). Os custos ambientais como fator de diferenciacao para as empresas. Perspectiva Economica, 3(1), 82-95.

Barcelos, D. P., Tassigny, M. M., Carlos, M. da G. de O., Bizarria, F. P. de A., & Frota, A. J. A. (2015). Evidenciacao ambiental a luz da NBC T 15: o caso da Natura. AOS--Amazonia, Organizacoes e Sustentabilidade, 4(2), 127-146.

Braga, J. P., & Salotti, B. M. (2008, julho). Relacao entre nivel de disclosure ambiental e caracteristicas corporativas de empresas no Brasil. Anais do Congresso USP de Iniciacao Cientifica em Contabilidade, Sao Paulo, SP, Brasil, 5.

Calixto, L. (2007). Uma analise da evidenciacao ambiental de companhias brasileiras--de 1997 a 2005. UnB Contabil, 10(1), 9-37.

Carvalho, V. P. C. de, & Silva, F. de C. de A. (2011). Evidenciacao da Informacao Contabil Ambiental: um estudo de caso na Petrobras. Revista de Contabilidade e Negocios do Sertao-RECONES, 1, 21-27.

Ching, H. Y., Toste, T., & Tardelli, R. (2016). A Reference Model of Sustainability Disclosure based on four Sustainability Stock Indexes. Journal of Management Research, 5(4), 44-67.

Correa-Garcia, J. A., HernandezEspinal, M. C., Vasquez-Arango, L., & Soto-Restrepo, Y. M. (2016). Reportes integrados y generacion de valor en empresas colombianas incluidas en el Indice de Sostenibilidad Dow Jones. Cuadernos de Contabilidad, 17(43), 73-108.

Costa, F. M. G. da., Voese, S. B., & Rosa, L. (2009). Custos e investimentos ambientais praticados pelas empresas do setor de energia eletrica que participam do ISE Bovespa 2008/2009. Revista Contabilidade e Controladoria, 1(3), 245257.

Creswell, J. W. (2007). Projeto de pesquisa metodos qualitativo, quantitativo e misto (2a ed.). Porto Alegre: Artmed.

Ferreira, R. R., & Berner, C. V. (2016). Contabilidade Ambiental: metodo de auxilio na gestao e sustentabilidade. Revista Integralizacao Universitaria, 11(5), 28-39.

Figueiredo, G. N. de, Abreu, R. L., & Las Casas, A. L. (2009). Reflexos do indice de sustentabilidade empresarial (ISE) na imagem das empresas: uma analise do consumidor consciente e do marketing ambiental. Pensamento & Realidade. Revista do Programa de Estudos Pos-Graduados em Administracao-FEA, 24(1), 107-128.

Gallon, A. V., Beuren, I. M., & Hein, N. (2009) Evidenciacao Contabil: itens de maior divulgacao nos relatorios da administracao das empresas participantes dos niveis de governanca da Bovespa. Contabilidade Vista & Revista, 19(2), 141-165.

Garcia, R. S. M., & Oliveira, D. L. (2009). Contabilidade Ambiental: Historia e funcao. Revista Gestao & Tecnologia, 1116.

Garcia, R., Santos, A. R. dos., Kuhl, M. R., & Pacheco, V. (2008, novembro). Contabilidade Ambiental e sustentabilidade empresarial: estudo das empresas do ISEBOVESPA. Anais do Congresso Brasileiro de Custos--CBC, Curitiba, PR, Brasil, 15.

Gil, A. C. (2010). Como elaborar projetos de pesquisa (2a ed.). Sao Paulo: Atlas.

Homan, H. S. (2016). Environmental accounting roles in improving the environmental performance and financial performance of the company. South East Asia Journal of Contemporary Business, Economics and Law, 11(1), 9-15.

Hossain, M., Islam, K., & Andrew, J. (2006). Corporate social and environmental disclosure in developing countries: Evidence from Bangladesh. Proceedings of the Asian Pacific Conference on International Accounting Issues, Maui, Hawaii, USA, 18.

Leone, G. S. G. (2000). Contabilidade de custos. Sao Paulo: Atlas.

Lima, K. P. S. de, Cunha, D. R., Moreira, F. G. L., & Porte, M. de S. (2012). Contabilidade Ambiental: um estudo sobre a evidenciacao das informacoes ambientais nas demonstracoes contabeis das grandes empresas brasileiras. Revista Eletronica de Administracao--REA (Online), 11(1), 1-14.

Lins, L. dos S., & Silva, R. N. S. (2009). Responsabilidade Socio-Ambiental ou Greenwash: uma avaliacao com base nos relatorios de sustentabilidade ambiental. Sociedade, Contabilidade e Gestao, 4(1), 91-105.

Machado, M. R., Machado, M. A. V., & Corrar, L. J. (2009). Desempenho do indice de sustentabilidade empresarial (ISE) da Bolsa de Valores de Sao Paulo. Revista Universo Contabil, 5(2), 24-38.

Mahmes, K. (2016). Corporate Environmental disclosure and economic performance of companies in the Libyan manufacturing sector. International Journal of Economics and Finance Studies, 8(2), 53-83.

Marconi, M. de A., Lakatos, E. M. (2003). Fundamentos de metodologia cientifica (5a ed.). Sao Paulo: Atlas.

Mello, C. C. G. G., Hollnagel, H. C., & Cei, N. G. (2016). Evidenciacao Ambiental Segundo a NBC T 15: Uma Analise em quatro empresas do setor de Energia Eletrica de 2006 a 2014. Revista Eletronica do Departamento de Ciencias Contabeis & Departamento de Atuaria e Metodos Quantitativos da FEA-REDECA, 3(2), 93-109.

Moraes, M. A., Theis, V., Schreiber, D., & Vier, M. B. (2016, novembro). Analise dos custos ambientais relacionados com a gestao de residuos em industrias quimicas. Anais do Congresso Brasileiro de Custos--CBC, Porto de Galinhas, PE, Brasil, 23.

Moreno, G. C. de L., & Viegas, H. R. dos S. (2016). Gestao ambiental e evidenciacao contabil: uma analise do reconhecimento dos custos ambientais. Revista de Gestao & Sustentabilidade Ambiental--GeAs, 5(2), 289-309.

Murcia, F. D., Rover, S., Lima, I., Favero, L. P., & Lima, G. (2008). 'Disclosure Verde' nas Demonstracoes Contabeis: Caracteristicas da Informacao Ambiental e Possiveis Explicacoes para a Divulgacao Voluntaria. Revista UnB Contabil, 11(1-2), 260-278.

Mussoi, A., & Van Bellen, H. M. (2010). Evidenciacao ambiental: uma comparacao do nivel de evidenciacao entre os relatorios de empresas brasileiras. Revista de Contabilidade e Organizacoes, 4(9), 55-78.

Padilha, B. B., & Asta, D. D. (2014). A Evidenciacao Contabil Ambiental em Empresas de Tratamento de Residuos Solidos Organicos. Revista de Gestao Ambiental e Sustentabilidade--GeAs, 3(1), 88-106.

Paula, N. S. de., Campanhol, E. M., & Smith, M. S. J. (2011). O Registro Contabil das Acoes Ambientais nas Empresas de Curtimento de Couro no Municipio de Franca e Regiao. Revista Eletronica de Administracao--REA, 6(2), 1-25.

Pfitscher, E. D., Vegini, D., Nunes, J. P. O., & Rosa, F. S. (2008, agosto). Contabilidade eAuditoria Ambiental Como Forma de Gestao: um estudo de caso de um hospital. Anais do Congresso Brasileiro de Contabilidade, Gramado, RS, Brasil, 18.

Ribas, A. C. M., Almeida, F. S. B., Clerise, T. de P. M., Tocunduva, M. V. C., & Freitag, V. da C. (2016). Evidenciacao ambiental: estudo de caso aplicado a uma industria de cimento. Revista Livre de Sustentabilidade e Empreendedorismo, 1(2), 45-69.

Ribeiro, A. M., Bellen, H. M. V., & Carvalho, L. N. G. de. (2011). Regulamentar faz diferenca? O caso da evidenciacao ambiental. Revista Contabilidade & Financas, 22(56), 137-154.

Ribeiro, A. M., Carmo, C. H. S., & Carvalho, L. N. G. de. (2013). Evidenciacao ambiental: regulamentar e a solucao para falta de comparabilidade e objetividade? Revista de Contabilidade e Organizacoes, 7(17), 6-21.

Rocha, I., Nascimento, S. do, Silva, J. O. da., Souza, R. P. S. de., & Machado, D. D. P. (2011, maio). Disclosure ambiental: um estudo da evolucao nas empresas que compoem o ISE. Anais do Encontro de Estudos em Estrategia--3Es, Porto Alegre, RS, Brasil, 5.

Rodrigues, F. F., Santos, R. B. dos., & Mello, M. C. B. de. (2009, julho). Analise do Disclosure Ambiental da Empresa Petrobras no Periodo de 1997 a 2007. Anais do Congresso USP de Controladoria e Contabilidade, Sao Paulo, SP, Brasil, 9.

Rover, S., Borba, J. A., & Borgert, A. (2008). Como as empresas classificadas no indice de sustentabilidade empresarial (ISE) evidenciam os custos e investimentos ambientais. Revista de Custos e agronegocio online, 4(1), 2-25.

Santana, T. A. das M., Vieira, M. T., Bogoni, N. M., & Luz, R. M. da. (2016, marco). Contabilidade Ambiental como Ferramenta de Evidenciacao do Desenvolvimento Sustentavel. Anais do Encontro de Estudos sobre Empreendedorismo e Gestao de Pequenas Empresas, Passo Fundo, RS, Brasil, 9.

Silva, T. L. da., Borgert, A., Pfitscher, E. D., & Rosa, F. S. da. (2012). Evidenciacao de custos e investimentos ambientais das companhias do setor eletrico listadas no ISEBM&FBOVESPA 2011/2012. Custo e @gronegocios online, 10(2), 2-33.

Silva, J. O. da., Cunha, P. R. da., Klann, R. C., & Scarpin, J. E. (2010). Evidenciacao dos custos ambientais nas empresas que compoem o Indice de Sustentabilidade Empresarial (ISE). Revista Contemporanea de Contabilidade, 7(14), 159-182.

Silva, M. da., Theis, V., & Schreiber, D. (2016, novembro). Analise dos investimentos e custos ambientais de uma industria de alimentos para animais. Anais do Congresso Brasileiro de Custos--CBC, Porto de Galinhas, PE, Brasil, 23.

Vellani, C. L., & Nakao, S. H. (2009). Investimentos ambientais e reducao de custos. Revista de Administracao da Unimep, 7(2), 57-75.

Vogt, M., Hein, N., Rosa, F. S. da, & Degenhart, L. (in press). Relationship between determinant factors of disclosure of information on environmental impacts of Brazilian companies. Estudios Gerenciales, 33(142), 24-38.

Wang, R. (2016). Determinants of companies' environmental information disclosure in China. Dissertation, Aalto University School of Business, Helsinki, Finland.

(1) Gabriela de Vasconcelos

(2) Marcio Sampaio Pimentel

(1) Mestranda em controladoria pela Universidade Federal Rural de Pernambuco - UFRPE, Recife, (Brasil). E-mail: marciospimentel@yahoo.com.br

(2) Doutor em Fitotecnia pela Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro - UFRRJ, (Brasil). E-mail: marciospimentel@yahoo.com.br
Tabela 1: Categorias e subcategorias de custos ambientais
evidenciadas pelas empresas

Categorias e Subcategorias de Custos Ambientais        Total

Custos ambientais   Custos de prevencao de poluicao      1
  para controlar      (ar, agua e solo)
  ocorrencia de     Custos de conservacao global         1
  impactos            ambiental
  ambientais        Custos para gestao de residuos      --
  (Categoria 1)
Custos de           Custos com a pesquisa e              4
  conservacao em      desenvolvimento ou custos
  atividades de       para planejar impactos
  pesquisa e          ambientais de produtos
  desenvolvimento
  (Categoria 2)

Custos ambientais   Custos para protecao da              6
  em atividades       natureza, reflorestamento,
  sociais             embelezamento e melhorias
  (Categoria 3)       para o meio ambiente
                    Custos para distribuicao            --
                      de informacoes
                    Custos para contribuicao e          --
                      apoio de grupos ambientais

Custos              Custos com recuperacao de            5
  correspondentes     contaminacao ambiental
  a danos           Custos com indenizacoes e           --
  ambientais          penalidades ambientais
  (Categoria 4)

Fonte: Dados da pesquisa.

Tabela 2: Categorias de investimentos ambientais
evidenciados pelas empresas

Categorias de Investimentos Ambientais            Total

Educacao ambiental (Categoria 1)                   11
Manutencao dos processos operacionais              18
  e melhoria do meio ambiente (Categoria 2)
Projetos ou programas ambientais (Categoria 3)     36
Recuperacao de danos ambientais (Categoria 4)       5
Preservacao e protecao ambiental (Categoria 5)     16

Fonte: Dados da pesquisa.

Tabela 3: Tipos de evidenciacao das informacoes sobre
custos e investimentos ambientais

Informacao                 Custos     Investimentos   Total
                         Ambientais    Ambientais

Declarativa                  6             39          45
Quantitativa nao             1             25          26
  monetaria
Quantitativa monetaria       11            56          67
Quantitativa monetaria       1             11          12
  e nao monetaria

Fonte: Dados da pesquisa.

Figura 2: Empresas que evidenciaram custos e/ou
investimentos ambientais

Empresa                        Custos     Investimentos
                             Ambientais    Ambientais

AES TIETE                        --            Sim
CEMING                          Sim            Sim
CESP                            Sim            Sim
COPEL                           Sim            Sim
CPFL                             --            Sim
EDP                             Sim            Sim
ELETROBRAS                      Sim            Sim
ELETROPAULO                     Sim            Sim
LIGHT                            --            Sim
TRACTEBEL                        --            Sim
BRASKEM S.A.                    Sim            Sim
NATURA COSMETICOS S.A.           --            --
BRF S.A.                        Sim            --
CCR S.A.                         --            Sim
ECORODOVIAS INFRAESTRUTURA      Sim            --
  E LOGISTICA S.A.
DURATEX S.A.                     --            Sim
EMBRAER S.A.                     --            Sim
EVEN CONSTRUTORA E               --            --
  INCORPORADORA S.A.
FIBRIA CELULOSE S.A.            Sim            Sim
KLABIN S.A.                     Sim            Sim
FLEURY S.A.                     Sim            Sim
WEG S.A.                         --            Sim

Fonte: Dados da pesquisa.

Figura 3: Percentual de empresas que evidenciaram
custos e/ou investimentos ambientais

No de empresas

Custos Ambientais          60%
Investimentos Ambientais   90%

Fonte: Dados da pesquisa.

Note: Table made from bar graph.

Figura 4: Percentual de custos ambientais
evidenciados pelas empresas

Categoria 1   11,76%
Categoria 2   23,53%
Categoria 3   35,30%
Categoria 4   27,77%

Fonte: Dados da pesquisa.

Note: Table made from pie chart.

Figura 5: Percentual de investimentos
ambientais evidenciados pelas empresas

Categoria 1   12,79%
Categoria 2   20,93%
Categoria 3   41,86%
Categoria 4    5,81%
Categoria 5   18,60%

Fonte: Dados da pesquisa.

Note: Table made from pie chart.

Figura 6: Percentual do tipo de informacao
evidenciada referente aos custos ambientais
Fonte: Dados da pesquisa.

Quantitativa monetaria       57,89%
Quantitativa nao monetaria    5,26%
Declarativa                  31,58%
Quantitativa monetaria e      5,26%
  nao monetaria

Note: Table made from pie chart.

Figura 7: Percentual do tipo de informacao
evidenciada referente aos investimentos ambientais

Declarativa              29,77%
Quantitativa nao         19,08%
  monetaria
Quantitativa monetaria   42,75%
Quantitativa monetaria    8,40%
  e nao monetaria

Fonte: Dados da pesquisa.

Note: Table made from pie chart.

Figura 8: Percentual de empresas que
evidenciaram informacoes contabeis
ambientais por item das DFP's

DMPL    0%
DRE     0%
DRA     0%
BP      5%
DVA     0%
DFC     5%
NE     50%
RA     90%
PAI     0%

Fonte: Dados da pesquisa.

Note: Table made from bar graph.
COPYRIGHT 2018 Universidade Nove de Julho
No portion of this article can be reproduced without the express written permission from the copyright holder.
Copyright 2018 Gale, Cengage Learning. All rights reserved.

Article Details
Printer friendly Cite/link Email Feedback
Author:Vasconcelos, Gabriela de; Pimentel, Marcio Sampaio
Publication:Revista de Gestao Ambiental e da Sustentabilidade
Date:May 1, 2018
Words:7996
Previous Article:DIVULGACAO DE INFORMACAO NA INTERNET SOBRE RESPONSABILIDADE SOCIAL--EVIDENCIA EMPIRICA NOS MUNICIPIOS PORTUGUESES.
Next Article:GESTAO DE RESIDUOS SOLIDOS EM EMPRESAS METALOMECANICAS DE PEQUENO PORTE.
Topics:

Terms of use | Privacy policy | Copyright © 2021 Farlex, Inc. | Feedback | For webmasters