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AMPLIACAO DE DISTRIBUICAO DE Eumops patagonicus (CHIROPTERA: MOLOSSIDAE) E PRIMEIRO REGISTRO EM AMBIENTE DE RESTINGA NA COSTA LESTE DO BRASIL.

Dentro da familia Molossidae, o genero Eumops Miller, 1906 e o mais diversificado (Medina et al. 2012; Gregorin et al. 2016), abrangendo atualmente 17 especies (Gregorin et al. 2016), as quais apresentam grande variacao de tamanho e ampla distribuicao nas Americas (Nowak 1994; Eger 2008). Esse genero e composto por especies insetivoras de voo rapido, que forrageiam em ambientes abertos ou acima do dossel florestal (Sodre et al. 2008). Embora possua inumeros problemas taxonomicos (Bernardi et al. 2009), a monofilia do grupo e suportada por nove sinapomorfias (Gregorin 2009).

Atualmente, com base em analises geneticas e caracteres morfologicos, o genero Eumops e dividido em dois grandes clados, os quais separam especies de pequeno porte, como Eumops patagonicus Thomas, 1924 e Eumops bonariensis (Peters, 1874), daquelas de medio e grande porte como Eumops maurus (O. Thomas, 1901), Eumops glaucinus (Wagner, 1843), Eumops perotis (Schinz, 1821) e Eumops underwoodi Goodwin, 1940 (Medina et al. 2014). No Brasil, o genero Eumops e representado por 10 especies (Nogueira et al. 2014, Gregorin et al. 2016), sendo que seis, Eumops auripendulus (Shaw, 1800), Eumops bonariensis, Eumops glaucinus, Eumops hansae Sanborn, 1932, Eumops perotis e Eumops patagonicus, ocorrem na Regiao Sul do pais (Fabian & Gregorin 2007; Passos et al. 2010).

Eumops patagonicus possui registros confirmados no Peru, Bolivia, Paraguai, Argentina, Uruguai e Brasil (Eger 2008; Gonzalez & Martinez-Lanfranco 2012; Medina et al. 2012). Em territorio brasileiro existem poucos registros de ocorrencia da especie, sendo tres no estado do Rio Grande do Sul, nos municipios de Garruchos, Sao Borja e Uruguaiana, todos proximos a divisa com a Argentina (Bernardi et al. 2009; Pacheco 2013) e um registro no estado do Mato Grosso do Sul, no municipio de Porto Murtinho, proximo a divisa com o Paraguai (Bordignon et al. 2011).

Quando comparado as demais especies do genero, E. patagonicus e considerada de pequeno porte (Diaz & Barquez 2002; Gonzalez & Martinez-Lanfranco 2012; Medina et al. 2014), com antebraco variando de 40 a 47 mm, comprimento total do cranio entre 16 e 18.6 mm e peso entre 7 e 16 g (Barquez et al. 1999; Gregorin & Taddei 2002). Em algumas areas de ocorrencia, na Argentina e no Paraguai, a especie e considerada abundante (Fabian & Gregorin 2007; Gonzalez & Martinez-Lanfranco 2012), ocorrendo em areas alteradas, urbanas e naturais, utilizando ocos de arvores e construcoes humanas como abrigo (Barquez et al. 1999; Diaz & Barquez 2002; Gonzalez & Martinez-Lanfranco 2012). Em face do exposto, a presente nota teve por objetivos reportar a ampliacao do limite leste de distribuicao de E. patagonicus e descrever o primeiro registro da especie no estado de Santa Catarina, Regiao Sul do Brasil e no litoral brasileiro.

O registro aqui reportado foi obtido em dezembro de 2015, durante a realizacao de um inventario da quiropterofauna em uma ilha no litoral norte de Santa Catarina (Fig. 1), municipio de Sao Francisco do Sul (26[degrees]10'S e 48[degrees]33'W, seis metros acima do nivel do mar). Segundo criterios fitogeograficos, a area amostrada esta inserida no ecossistema de Restinga, ambiente associado ao Bioma Mata Atlantica (IBGE, 2012). O sitio de amostragem e composto por um fragmento de vegetacao nativa, distante aproximadamente 1500 m de uma area urbana e a 930 m do oceano Atlantico. A matriz do entorno do sitio de amostragem possui areas de Restinga Arborea, Mangue e Floresta Ombrofila Densa das Terras Baixas. Segundo classificacao de Koppen, o clima da regiao e do tipo Cfa (Alvares et al. 2013), caracterizado por veroes quentes e chuvas bem distribuidas ao longo de todo o ano.

Para a amostragem dos morcegos foram realizadas cinco noites de captura, nas quais foram utilizadas oito redes de neblina, instaladas ao nivel do solo, em possiveis corredores de voo e sobre pequenos corpos d'agua temporarios. O esforco amostral total foi de 4914 [m.sup.2].h, calculado segundo protocolo descrito por Straube & Bianconi (2002).

Foram capturados tres individuos de E. patagonicus em rede de neblina instalada sobre corpo d'agua temporario, sendo duas femeas adultas e um macho adulto. Desses, dois individuos (um macho e uma femea, Fig. 2A, B) foram coletados e incorporados a colecao de Zoologia da Universidade Regional de Blumenau--CZFURB-SLA 5760 [male] e CZFURB-SLA 5761 [female]. Medidas morfologicas de ambos os individuos sao apresentadas na Tabela 1.

A identificacao taxonomica da especie seguiu Gregorin & Taddei (2002), Eger (2008), Barquez & Dias (2009) e Miranda et al. (2011), sendo observados os seguintes caracteres diagnosticos: (1) Antebraco entre 40.6 e 47 mm; (2) Largura zigomatica entre 9.7 e 11.2 mm; (3) Comprimento condilo-canino menor que 17 mm; (4) Comprimento do cranio menor que 45% do antebraco; (5) Caixa craniana com formato globoso, resultado do cranio curto e largo; (6) trago mais curto e largo quando comparado ao de Eumops bonariensis e; (7) Quilha interna da orelha nao ultrapassando a borda posterior do anti-trago. Como material comparativo para esses caracteres foram utilizados individuos de Eumops bonariensis tombados no acervo da colecao de Zoologia da Universidade Regional de Blumenau.

Dentre os caracteres externos apontados nas chaves de identificacao, apenas o padrao de coloracao da pelagem de um dos individuos difere do descrito para E. patagonicus. O macho apresentou coloracao castanea-avermelhada, sem distincao marcante entre regiao ventral e dorsal (Fig. 2A), assemelhando-se ao padrao de pelagem descrito para E. bonariensis (Barquez & Diaz 2009). Entretanto, a femea capturada no mesmo local, apresentou padrao semelhante ao descrito para E. patagonicus (Eger 2008; Barquez & Diaz 2009), com pelagem marrom no dorso e tonalidade mais clara no ventre, conferindo aspecto agrisalhado (Fig. 2B).

Devido a sobreposicao de diversas caracteristicas morfologicas de E. patagonicus e E. bonariensis e a variacao no padrao de pelagem dos exemplares capturados, realizou-se uma analise exploratoria dos dados morfologicos. As variaveis cranianas e de antebraco disponiveis em literatura (Tabela 1), juntamente com aquelas obtidas dos exemplares coletados no municipio de Sao Francisco do Sul foram submetidas a uma Analise de Componentes Principais (PCA), a partir de uma matriz de variancia e covariancia no software PAST, versao 3.1 (Hammer et al., 2001). Na PCA, os dois primeiros componentes explicam a maior parte da variacao da amostra (PC1 = 72.8% e o PC2 = 12.9%). Na PCA identificou-se dois morfotipos distintos (Fig. 3), sendo o primeiro composto por E. bonariensis (dados bibliograficos) e o segundo por E. patagonicus (dados bibliograficos + material coletado no municipio de Sao Francisco do Sul), corroborando assim a identificacao dos especimes do presente estudo.

O registro de E. patagonicus reportado na presente nota amplia em 610 km o limite leste de distribuicao da especie (Fig. 1), o qual se localizava na Provincia de Misiones, Argentina (Barquez et al. 1999). Ao longo de sua area de distribuicao, E. patagonicus e registrado em biomas como Chaco, Pantanal, Patagonia e Mata Atlantica (Bernardi et al. 2009; Bordignon et al. 2011; Medina et al. 2012). Dentro desse ultimo Bioma, a especie foi registrada nas formacoes de Florestas Estacionais Decidual e Semidecidual (Bernardi et al. 2009; Medina et al. 2012) e agora, no ecossistema associado de Restinga, habitats caracterizados por areas com vegetacao mais aberta.

Apesar dos registros de E. patagonicus no bioma Mata Atlantica serem apenas para fitofisionomias geograficamente distantes entre si, a ocorrencia da especie nas outras formacoes ao longo dos 610 quilometros de ampliacao (ex.: Florestas Ombrofilas Densa e Mista) nao pode ser descartada. A maioria dos inventarios realizados nesses ambientes utiliza somente redes de neblina instaladas no sub-bosque (Rui & Fabian 1997; Sipinski & Reis 1995; Carvalho et al., 2009; Marques et al., 2011; Quintela et al. 2011), metodo esse que limita a amostragem de algumas especies (Pedro & Taddei 1997), principalmente aquelas que forrageiam acima do dossel ou sobre corpos d'agua, como por exemplo, morcegos da familia Molossidae. Amostragens no dossel florestal, sobre corpos d'agua e captura em abrigos diurnos, podem registrar a ocorrencia de E. patagonicus nas outras formacoes, ampliando ainda mais a distribuicao da especie na Regiao Sul do Brasil (Bernardi et al. 2009).

Considerando o presente registro, ao menos 46 especies de morcegos possuem registros confirmados em ambiente de Restinga (Sipinski & Reis 1995; Carvalho et al. 2009; Fabian et al. 2010; Nogueira et al. 2010; presente estudo), o que corresponde a 40% do total de especies registradas na Mata Atlantica lato sensu (Paglia et al. 2012; Dias et al. 2013). Apesar dessa alta representatividade, quando comparada aos demais ecossistemas associados ao Bioma, poucos estudos foram desenvolvidos em Restinga (ex.: Fogaca & Reis 2008; Carvalho et al. 2009; Oprea et al. 2009; Nogueira et al. 2010). O escasso conhecimento da quiropterofauna desse ecossistema, somado a crescente pressao antropica sobre areas litoraneas, tornam registros como o do presente estudo de extrema importancia para a conservacao dos morcegos, ainda que pontuais. A identificacao das especies ocorrentes e o primeiro passo para se delinear projetos e acoes de conservacao em ambito local ou global.

Sao Francisco do Sul e o primeiro municipio de Santa Catarina com ocorrencia confirmada de E. patagonicus, visto que estudos anteriores sobre a composicao da quiropterofauna catarinense nao citam a especie (ex.: Cherem et al. 2004; Passos et al. 2010). Esse registro corrobora a hipotese de Cherem et al. (2004), os quais citam E. patagonicus como especie de provavel ocorrencia no Estado. Ao menos 48 especies de morcegos possuem registros confirmados para Santa Catarina (Passos et al. 2010; Carvalho & Fabian 2011; Cherem & Althoff 2016), das quais apenas oito pertencem a familia Molossidae. Considerando que nos estados do Rio Grande do Sul e Parana, essa familia apresenta maior riqueza (12 e 15 especies respectivamente), a baixa representatividade desta familia em Santa Catarina pode ser reflexo da falta de amostragem especifica (Passos et al. 2010).

Dentre os estados que compoem a Regiao Sul do Brasil, historicamente, Santa Catarina e aquele que detem o menor conhecimento sobre a composicao de sua mastofauna (Avilla-Pires 1999). Nos ultimos anos houve um aumento no numero de publicacoes (ex.: Graipel et al. 2001; Cherem et al. 2004; Cherem et al. 2011; Khunen et al. 2011; Tortato & Althoff 2011; Oliveira-Santos et al. 2012; Tortato et al. 2014), as quais contribuiram com o avanco no conhecimento sobre este taxon no Estado. Especificamente para a ordem Chiroptera, a realizacao destes estudos tem resultado no registro da ocorrencia de novas especies ou ampliacoes de distribuicao (Miranda et al. 2007; Carvalho et al. 2008; Passos et al. 2010; Carvalho & Fabian 2011; Carvalho et al. 2013), o que reforca a importancia da realizacao de estudos sobre a diversidade de morcegos em Santa Catarina, uma vez que grande parte do Estado ainda e subamostrada (Bernard et al., 2011).

Recibido 9 junio 2016. Aceptado 22 febrero 2017. Editor asociado: D Astua

Agradecimentos. Aos dois revisores anonimos e ao Dr. Diego Astua pelas criticas e sugestoes feitas ao longo da preparacao do manuscrito, as quais contribuiram com a qualidade do texto; a Rodrigo A. Mendonca pelo auxilio durante o trabalho de campo.

LITERATURA CITADA

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Fernando Carvalho (1,2,3), Daniela A. S. Bolla (2,3), Filipe M. Patel (2), Joao M. D. Miranda (4), Sergio L. Althoff (5) e Jairo J. Zocche (1,2,3)

(1) Programa de Pos-Graduacao em Ciencias Ambientais da Universidade do Extremo Sul Catarinense, Criciuma, SC, Brasil. [Correspondencia: Fernando Carvalho <f.carvalho@unesc.net >]

(2) Laboratorio de Zoologia e Ecologia de Vertebrados da Universidade do Extremo Sul Catarinense, Criciuma, SC, Brasil

(3) Laboratorio de Ecologia de Paisagem e de Vertebrados da Universidade do Extremo Sul Catarinense, Criciuma, SC, Brasil.

(4) Departamento de Ciencias Biologicas, Universidade do Centro-Oeste, Grarapuava, PR, Brasil.

(5) Departamento de Ciencias Naturais, Universidade Regional de Blumenau, Blumenau, SC, Brasil.

Caption: Fig. 1. Localidades com registro de Eumops patagonicus na America do Sul (**) com base nos dados apresentados por Barquez et al. (1999), Eger (2008), Bordignon et al. (2011), Medina et al. (2013) e Pacheco (2012) e o primeiro registro para o estado Santa Catarina, na Regiao Sul do Brasil (*).

Caption: Fig. 2. Imagens de dois exemplares de Eumops patagonicus capturados no litoral norte de Santa Catarina, sul do Brasil. (A) Padrao de coloracao observado no macho--CZFURB-SLA 5760; (B) Padrao de coloracao observado na femea CZFURB-SLA 5761; (C) Vista ventral do cranio (CZFURB-SLA 5760); (D) Vista dorsal do cranio. (E) Vista lateral do cranio. (F) Vista lateral da mandibula. (G) Vista dorsal da mandibula. Fotos: Fernando Carvalho.

Caption: Fig. 3. Representacao grafica da Analise de Componentes Principais--PCA (Componentes 1 e 2), gerado a partir das medidas morfometricas de Eumops bonariensis e Eumops patagonicus obtidas de dados bibliograficos (BIB) e dos animais provenientes do municipio de Sao Francisco do Sul (SFS), no litoral norte de Santa Catarina, sul do Brasil.
Tabela 1
Dados morfometricos de Eumops bonariensis e Eumops patagonicus
disponiveis em literatura (valores medios, maximos e minimos) e
obtidos com os exemplares capturados em Sao Francisco do Sul, litoral
norte de Santa Catarina. ANT = Antebraco; CCRi = Comprimento total do
cranio incluindo incisivos; CCR = Compri-mento total do cranio
excluindo incisivos; Cb = Comprimento condilo basal; Ci = Comprimento
condilo incisivos; Cc = Comprimento condilo canino; Lz = Largura
zigomatica; C-C = Largura da face mais externa dos caninos superiores;
M-M = Largura da face mais externa dos molares superiores; C-M =
Comprimento da serie de dentes superiores; c-m = Comprimento da serie
de dentes inferiores; Lpo = Largura pos-orbitaria; Lmt = Largura
mastoidea; Lcx = Largura da caixa craniana e; Cm = Comprimento da
mandibula.

               Eumops bonariensis                Eumops
                                                  patagonicus

Medidas    Barquez      Bernardi et al. (2009)    Barquez
           et al.                                 et al.
           (1999)                                 (1999)

           [male] e      S (n=4)      [male]      [female] e
           [female]                    (n=2)       [male]
            (n=235)                                 (n=60)

ANT           47.8      45.5-47.7    45.9-47.6       44.6
CCRi          19.1      19.3-19.9    19.2-19.4       17.3
CCR            -         18.5-19     18.5-18.6        -
Cb            18.2       17.5-18     17.6-17.8       16.3
Ci             -        18.1-18.5     18-18.4         -
Cc             -        17.3-17.6    17.3-17.7        -
Lz            11.7      10.9-11.2    11.1-11.4       10.8
C-C           4.9        4.4-4.7        4.6          4.3
M-M           8.3         8-8.2         8.1          7.8
C-M           7.9        7.5-7.8        7.7          7.3
c-m           7.4        7.2-7.6      7.2-7.3        6.7
Lpo           4.2         4-4.2        4-4.2         4.1
Lmt            11       10.2-10.7    10.5-10.6       10.2
Lcx           9.4         9-9.2       9.1-9.2        8.9
Cm            13.7      12.9-13.1     13-12.8        12.2

                      Eumops patagonicus

Medidas    Bernardi et al. (2009)    Bordignon
                                     et al.
                                     (2011)

            S (n=3)      [male]      [female] e
                          (n=11)      [male]
                                       (n=4)

ANT         44-45.5      43-45.7     41.8-43.8
CCRi       17.5-18.8    17.8-18.9    17.2-18.5
CCR        16.7-17.9    17.1-18.1    16.2-17.9
Cb          16-16.9     16.1-16.9    16.1-18.2
Ci         16.6-17.1    16.6-17.3    17.1-18.4
Cc         15.7-16.4    15.9-16.5    16.4-17.5
Lz          11-11.2     10.7-11.2     9.8-10.7
C-C         4.3-4.6      4.3-4.5      4.1-4.3
M-M         7.6-8.2      7.6-8.2      7.7-8.2
C-M          7-7.3       6.7-7.1      7.0-7.6
c-m         7.4-7.6      7.1-7.5      6.5-6.9
Lpo         4.1-4.3      4.1-4.5         -
Lmt         9.5-10.3     9.5-10.6        -
Lcx         8.8-9.3      8.7-9.5         -
Cm         11.9-12.2    11.6-12.3        -

           Eumops patagonicus

Medidas    Presente estudo

           [female]      [male]
             (n=1)        (n=1)

ANT           43.4         45.5
CCRi          19.0         19.7
CCR           18.0         17.8
Cb            16.6         16.6
Ci            17.7         17.6
Cc            16.5         15.8
Lz            11.0         10.6
C-C           4.5          4.1
M-M           7.4          7.3
C-M           6.7          6.6
c-m           7.3          7.1
Lpo           3.9          3.9
Lmt           10.2         10.1
Lcx           9.8          8.6
Cm            12.8         12.7
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Author:Carvalho, Fernando; Bolla, Daniela A.S.; Patel, Filipe M.; Miranda, Joao M.D.; Althoff, Sergio L.; Z
Publication:Mastozoologia Neotropical
Date:Dec 1, 2017
Words:4004
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