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A tradicao discursiva epitafio em lapides tumulares do seculo XIX.

INTRODUCAO

Este artigo apresenta um estudo descritivo da tradicao discursiva epitafio em igrejas maranhenses no seculo XIX. A escolha do seculo XIX deu-se em virtude de dois fatores: a mudanca da visao de morte e dos mortos pela sociedade ocidental no periodo oitocentista e o fortalecimento de formas de representacoes postumas, como os epitafios, em lapides tumulares encontradas em igrejas do Maranhao.

O objetivo deste estudo preliminar e identificar as principais caracteristicas da TD epitafio e as principais estrategias de referenciacao.

A base teorica esta assentada na Linguistica Textual, na Historia Social da Linguagem e na Historiografia.

DA BASE TEORICO-METODOLOGICA

Para a realizacao da pesquisa serao utilizados os seguintes conceitos-chave:

Tradicao discursiva como formas tradicionales de decir las cosas, formas que pueden ir desde una formula simple hasta un genero o una forma literaria compleja (20). (Kabatek, 2006, p. 153)

--Genero como acao retorica tipificada, que envolve situacao e motivo (Miller, 1984), auto-reforcadora e criadora; conjunto de convencoes relativamente estavel que se associa e realiza (21) um tipo de atividade, emergente nos processos sociais de interacao (Fairclough, 2001, p. 161).

--Referenciacao como uma atividade discursiva de representacao do mundo em um processo de interacao social. Nesse processo, o sujeito opera sobre o material linguistico que tem a sua disposicao e realiza escolhas significativas para representar estados de coisas, com vistas a concretizacao de sua proposta de sentido. (Koch, 2005, p. 34-5).

--Objetos de discurso como entidades que sao interativamente e discursivamente produzidas pelos participantes no fio de sua enunciacao. (Mondada In: Koch, 2005, p. 34)

--Discurso como uma pratica, nao apenas de representacao do mundo, mas de significacao do mundo, constituindo e construindo o mundo em significado (Fairclough, 2001, p. 91).

--Sujeito situado social, historica e ideologicamente. Para Maingueneau (2000, p. 55), o discurso so e discurso enquanto remete a um sujeito, um EU, que se coloca como fonte de referencia pessoais, temporais, espaciais (...)

A TRADICAO DISCURSIVA EPITAFIO

Nesta parte do trabalho, ha um breve percurso do aparecimento da TD epitafio, observando os principais tracos constitutivos desse genero, contemplando os respectivos contextos historicos a fim de situar o uso dos epitafios dentro dos sistemas discursivos de cada epoca.

Etimologicamente, o termo epitafio originou-se do grego antigo [][][][][][][][][](epitaphion) pelo latim epitaphiu ("sobre a tumba"). Como tradicao discursiva, e uma inscricao sobre lapides tumulares ou monumentos literarios, que apresenta enaltecimento, elogio breve a um morto. Tradicionalmente escrito em verso, encerra um lamento pela morte de outrem.

Atualmente, pode tambem apresentar notada intencao satirica, que trata de um vivo como se estivesse morto, transformando-o em um texto de humor cuja funcao anterior da TD sofre uma distorcao ao objetivar o riso e nao mais um lamento que expressa tristeza. A maior parte dos epitafios-piada e encontrada na internet. Os exemplos a seguir foram encontrados no site www.releituras.com/arancastelo_variasideias.asp: o espiritualista: Volto ja; o fanho: anqui janz; o funcionario publico: E no tumulo ao lado; o garanhao: Rigido como sempre.

Os primeiros epitafios conhecidos foram os egipcios, gravados nos sarcofagos. Os que foram decifrados obedecem a um modelo uniforme que comeca por uma prece a uma divindade, em geral Osiris ou Anubis, seguida do nome, da ascendencia e dos titulos do defunto.

Os epitafios da Grecia antiga, considerando a tradicao literaria grega, eram quase sempre compostos em versos elegiacos, embora, mais tarde, comecassem a aparecer em prosa. Alguns poetas gregos de epigramas sao: Leonidas de Tarento, Luciano de Samosata e Antipatros de Sidon. Alem de epitafios a grandes vultos, como Homero, ha poemas notaveis de autores anonimos a pobre gente.
   Sabendo a tua morte, Heraclito, vieram-me
   As lagrimas: lembrei-me
   Quantas vezes os dois, conversando, conduzimos
   O Sol ao seu leito. E todavia,
   Se estas em qualquer lugar, habitante de Halicarnasso,
   Cinza ja ha muito, eles estao bem vivos,
   Os teus cantos de rouxinol, sobre os quais o rapinador
   Universal, Hades, nao deitara a mao. (22)


(Tumulo do poeta Heraclito de Halicarnasso, escrito por Antipatros de Sidon)

Em contraste com os gregos, os epitafios romanos continham apenas nomes e fatos, sendo desprovidos de valor literario. Comecavam usualmente pelas formulas 'Siste, viator' ou 'Aspice, viator', que significam: "Detem-te, viajante" ou "Olha, viajante". Um dos epitafios mais famosos escrito por romanos esta aquele que foi afixado a cruz de Cristo: Iesus Nazarenus Rex Iudaeorum (Jesus Nazareno Rei dos Judeus), uma satira feita pelos soldados ao motivo da sua condenacao. Segundo Aries (2003, p. 59): (...) na Roma Antiga cada individuo, as vezes mesmo um escravo, tinha um local de sepultura (loculus) e que este local era frequentemente marcado por uma inscricao.

A seguir, exemplos de algumas inscricoes tumulares romanas disponiveis em trabalho de Ferreira (2004):
   LICINIO. POLLI. F(ilio)
   CILO BOVTI F(ilius) H(eres).
   EX T(estamento) F(aciendum) C(uravit) (p.53).


A placa funeraria diz: A Licinio, filho de Polo. Cilao, filho de Bucio, o herdeiro, mandou fazer por disposicao testamentaria.
   NEPOS
   ARCONIS. F(ilius)
   H(ic). S(itus). E(st)
   S(it). T(ibi). T(erra). L(evis).


Significa: Aqui jaz Nepo, filho de Arcao. Que a terra te seja leve. (p. 68).

A formula recorrente nos epitafios: S(it) T(ibi) T(erra) L(evis), em portugues Que a terra te seja leve, quase sempre era representada por suas iniciais como atesta o epitafio de Nepo. A abreviacao de palavras ou expressoes era um recurso bastante utilizado pelos lapicidas como uma forma de aproveitar o espaco disponivel para a inscricao.

A preocupacao em se manter presente, de alguma forma, no mundo dos vivos era tamanha que muitas pessoas deixavam o registro em testamento a fim de garantir a construcao da sua lapide bem como a escritura de seu epitafio a vista de todos os membros da sociedade, uma vez que os cemiterios romanos ficavam proximos as estradas. Muitas dessas expressoes ainda permaneceram em uso por muito tempo. Existem epitafios (ate inicio do seculo XX) que ainda revelam que a decisao de inscricao na lapide foi uma disposicao testamentaria. A autoria da inscricao tumular quase sempre e de membro da familia ou amigo.
   C (alvus) CORNELIVS C(uravit) F(aciendum) VO(bis) T(erra) (levis)
   CALVOS VIVOS SIBI ET L(ucius) CORNELIO C(uravit) F(aciendum)
   VO(bis) T(erra) levis FRATRI.

   H(oc) M(onumentum) H(eredem) N(on) S(equetur) (23)


Calvo Cornelio mandou fazer para si e para o irmao Lucio Cornelio. Este monumento nao servira aos herdeiros.

Na figura 1, uma lapide tumular, datada do inicio do seculo I, encontrada no territorio de Bergamo, cidade italiana, proxima a Milao, verifica-se a inclusao de um outro recurso semiotico: uma escultura de duas expressoes fisionomicas, uma tentativa de representacao da imagem do defunto, mas que ja nessa epoca se configura apenas como um elemento de prestigio.

Por volta do seculo V, as inscricoes funerarias tornam-se escassas. Ocorre uma lacuna de cerca de 800 a 900 anos da existencia desse costume, retomado a partir do seculo XII e difundido, mais sigunificativamente no seculo XIII. Entretanto, o ressurgimento das inscricoes funerarias, assim com dos tumulos individuais, sera restrito a personas ilustres (reis, rainhas, clerigos ou leigos de grande prestigio). (Aries, 2003, p. 59-60).

[FIGURE 1 OMITTED]

(http ://www. museoarcheolo gicobergamo. it/?arg= 19)

Em lapide encontrada no Palacio Episcopal da cidade de Sao Luis/MA encontra-se uma inscricao tumular do seculo XVII, pertencente a Dom Gregorio dos Anjos, morto em 11 de marco 168924. O texto e simples, bastante apagado devido a acao do tempo, entretanto foi possivel fazer a seguinte transcricao:
   Sa(sepultura)dedomgregoriodos
   Anjosconegosecvlarqve
   Foidacongrecacaodes.
   Joaoevangelistaeprimei
   Robispodeste estado.


A simplicidade do texto do epitafio constrata com a localizacao da sepultura que esta no altar do Palacio Episcopal, lugar privilegiado, indicativo da posicao de destaque desse membro da Igreja.

A principal funcao da TD epitafio, como se observa nos exemplos apresentados desde o surgimento desse genero, e a criacao ou manutencao de uma representacao simbolica de um ator social pertencente a uma dada epoca. Faz parte de um sistema de generos que representa o discurso sobre morte como os santinhos, a nota de falecimento e os testamentos, alem de tambem atestar as relacoes de poder impostas por qualquer sociedade como uma forma de perpetuacao da hegemonia das classes dominantes. Ou seja, podem ser tambem fenomenos simbolicos e ideologicos que servem, em circunstancias socio-historicas especificas, para estabelecer e sustentar relacoes de dominacao. Quanto ao medium da TD, nesse percurso temporal, a maior parte das inscricoes esta em lapides de pedras. Em relacao ao aspecto formal, ha uma convencao muito usual de um desenho retangular com bordas ovaladas. O carater laudatorio conserva-se na maior parte das lapides, independentemente de cultura ou sociedade. Dessa forma, quanto ao uso do genero epitafio, a situacao permanece relacionada a ritualistica funebre, De acordo com Kabatek (2006, p. 156), na evocacao discursiva de uma TD, ha dois fatores definidores: situacao e texto. O autor (2006, p. 158) ratifica que:
   Uma TD e mais que um simples enunciado; e um ato linguistico que
   relaciona um texto a uma situacao, (...) mas tambem relaciona esse
   texto com outros textos da mesma tradicao. (25)


CARACTERISTICAS GERAIS DOS EPITAFIOS OITOCENTISTAS

O corpus desta pesquisa e constituido de epitafios encontrados em lapides tumulares na Igreja Nossa Senhora da Vitoria (Palacio Episcopal--Sao Luis/MA); na Igreja de Santo Antonio (Sao Luis-MA); na Igreja Nossa Senhora do Carmo (Alcantara-MA). Esta e uma amostra parcial dos dados que ja foram coletados para a realizacao de minha tese de doutorado.

Os epitafios oitocentistas, no geral, apresentam as seguintes caracteristicas:

--expressao introdutoria mais recorrente: aqui jaz ou jazem e outras variantes como aqui repousam, repoza, repousa, descansam, descancam, descansao, descancao.

--periodos simples ou uso de frases nominais

Ex.:
   [...] Aqui Jaz D. Marcos Antonio de Souza XIII Bispo do Maranhao
   Commendador da ordem de Christo e dignatario da Rosa. Nasceo em S.
   Salvador da Bahia aos 10 de fevereiro de 1771 [...]

   [...] Natural da provincia de Minas Geraes [...]

   A innocente Marianna Dias.


Por outro lado, foram encontradas, nos textos analisados, algumas construcoes mais complexas, como a coordenacao ou a subordinacao.

Ex.:
   Aqui descancao os restos mortaes de minha saudoza mae Barbara Maria
   da Conceicao fallecida em 28 de maio de 1876 aos quais serao
   reunidos os meus quando Deos me chamar a sua devina presenca.


--abreviaturas

Ex.:

Aqui repousao os restos inanimados de Dona Ritta Joaquina Dias da Silva e de seu filho Joaquim da Silva Guim.es fallecidos a 1a aos 18 de Junho de 1867 e o 2 a 1 de Abril de 1869. Seu esposo, e pai Domingos Jose da Silva J.or lhes mandou erigir esta lapida em testem.o de sua pungente dor e saudosa memoria. Pede ao leitor um P.N e Ave Maria.

As abreviaturas decorrem da melhor utilizacao pelo lapicida do espaco disponivel para a inscricao.

--Variabilidade linguistica

Ex.:
   Aqui repouzao os restos mortaes do Arcipreste Candido Pereira de
   Lemos [...] Em signal de amizade e eterna saudade lhe mandou
   collocar esta lapida.

   Aqui repousam os restos mortaes de Jose Ribeiro Pontes, Joao
   Marques Ribeiro Pontes e [...]; sua esposa e mae Maria da Conceicao
   Marques Ribeiro, mandou collocar esta lapide em signal de eterna
   saudade


No caso dos verbos, a variabilidade linguistica dos verbos podem ser explicadas, nesses casos, por duas razoes: a falta de dominio da norma ortografica pelo lapicida nos casos dos desvios, e a existencia de duas desinencias para indicacao temporal, relacionada a caracterizacao da lingua portuguesa em uso no seculo XIX, atestando ainda uma mudanca linguistica.

--inversao na ordem da oracao

Ex.:
   [...] e ja dorme da morte o interminavel somno [...]


A construcao da referencia Estrategias de referenciacao

--a introducao e a retomada dos objetos de discurso nos epitafios se dao geralmente por intermedio de nominalizacoes.

Ex.:
   Aqui repouzao os restos mortaes do Arcipreste Candido Pereira de
   Lemos [...] Era cavaleiro da ordem de Christo Foi vigario collado
   [...] Maria e Rosa innocentes filhinhas [...]


O uso do artigo, no processo de referenciacao dos epitafios oitocentistas, enfatiza o carater da invidualizacao, da particularizacao do referente dentre os demais membros de seu grupo, servindo de identificador de um objeto do discurso que ja e conhecido tanto para o enunciador como para o co-enunciador.

Outra forma de retomada e a pronominalizacao anaforica ou a elipse do pronome.

Ex.:
   Dai-lhes Senhor o descanco eterno entre os resplendores da luz
   perpetua [...]

   Aqui descancao os restos mortaes de minha saudoza mae Barbara Maria
   da Conceicao [...] aos quais serao reunidos os meus quando Deos me
   chamar a sua devina presenca.

   (Ele) Transpos os umbraes da eternidade [...]


--a desfocalizacao tambem e sempre introduzida por uma expressao nominal definida ou nao.
   [...]. Antes de expirar declarou que fazia o sacrificio da sua vida
   [...]


Koch (2006: 134) lembra:
   [...] o locutor ao usar uma expressao definida pode ter o objetivo
   de dar a conhecer ao interlocutor, com os mais variados propositos,
   propriedades ou fatos relativos ao referente que acredita
   desconhecidos do parceiro, com o intuito de caracteriza-lo de
   determinada maneira.


No caso dos epitafios, ao locutor interessa caracterizar o referente destacando, principalmente, seus grandes feitos como em: [...]. Antes de expirar declarou que fazia o sacrificio da sua vida [...]
   Os deiticos espaciais

   Aqui jaz Dom Fr Joaquim de Nossa Senra de Nazareth Bispo de Coimbra
   Conde de Arcanil Senhor de Coja Alcaide Mor de Avo. Foi prelado de
   Mocambique em 1811 Sagrado Bispo de Leontopolis em 1818 Transferido
   d aquelle bispado parco Maranhao em 1819 e deste para o de Coimbra
   em 1824 Foi Parro do Reino das cortes portuguezas de 1826 a 1828 e
   ai mostrou como era distinto e consumado theologo. Emigrou para
   esta provincia em 1840, e aqui faleceu ao 1 de setembro de 1851 com
   75 annos e tres mezes de idade. [...]


Em Aqui jaz e aqui faleceu, ambos se referem ao lugar onde esta o enunciador. Entretanto, o primeiro so pode ser identificado pela situacao de enunciacao, enquanto que o segundo, por um elemento presente no co-texto

Outros deiticos utilizados sao:
   [...] e falleceu nesta cidade de Alcantara ao 16 de outubro de
   1856.

   [...] Seu esposo, e pai Domingos Jose da Silva J.or lhes mandou
   erigir esta lapida em testem." de sua pungente dor e saudosa
   memoria. [...]


A referenciacao temporal ocorre, na maior parte dos epitafios, a referencia fora de contexto.
   Texto 01--Aqui Jaz D. Marcos Antonio de Souza XIII Bispo do
   Maranhao Commendador da ordem de Christo e dignatario da Rosa.
   Nasceo em S. Salvador da Bahia aos 10 de fevereiro de 1771. Foi
   vigario da Victoria na sua patria Deputado as cortes de Lisboa em
   1820 e as do Rio de Janeiro em 1828. Sagrado Bispo em 28 de outubro
   de 1827. Falleceo em 29 de novembro de 1842.


CONCLUSAO

Com as transformacoes socioeconomicas ocorridas a partir do seculo XIX, verifica-se que esse tipo de pratica social ligada a uma representacao postuma, expande-se para outros seguimentos da sociedade. Por outro lado, constata-se que o uso desse genero continua restrito as classes com certa ascendencia e prestigio social.

No campo da construcao e progressao referenciais, os epitafios apresentam como estrategias mais adotadas as ativacoes por nominalizacoes (expressoes nominais definidas ou nao) e pronominalizacoes anaforicas. No caso das nominalizacoes, servem aos propositos do enunciador do discurso que pretende destaca-las como caracteristicas que enaltecem o objeto do discurso (o morto), enfatizando sempre suas realizacoes e seus adjetivos. Desse modo, tais estrategias aliam-se as caracteristicas formais do genero epitafio, algumas mantidas em tradicao universal discursiva, para criar ou manter uma representacao simbolica de um ator social pertencente a uma dada epoca a partir do discurso sobre a morte e os mortos, ratificando-se tambem a nocao de genero como atividade discursiva que tipica uma situacao social.

BIBLIOGRAFIA

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FAIRCLOUGH, Norman. Discurso e mudanca social. Brasilia: UnB, 2001.

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KABATEK, Johannes. Tradiciones discursivas y cambio linguistico, In: Ciapuscio/Jungbluth/Kaiser/Lopes (eds.), Sincronia y diacronia de tradiciones discursivas en Latinoamerica, Frankfurt a.M. (Vervuert), 2006, p. 151-172.

KOCH, Ingedore Villaca; MORATO, Edwiges Maria; BENTES, Maria Cristina (orgs.). Referenciacao e discurso. Sao Paulo: Contexto, 2005.

KOCH, Ingedore Villaca; ELIAS, Vanda Maria. Ler e compreender: os sentidos do texto. Sao Paulo: Contexto, 2006.

MAINGUENEAU, Dominque. 3a ed. Analise de textos de comunicacao. Trad. Cecilia P. de Souza e Silva, Decio Rocha. Sao Paulo: Cortez, 2004.

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--. A morte e uma festa: ritos funebres e revolta popular no Brasil do seculo XIX. Sao Paulo: Cia. das Letras, 1991.

Fabiola de Jesus Soares Santana (UFPE)

fabiolajsantana@yahoo.com.br

(20) (...) formas tradicionais de dizer as coisas, formas que podem ser desde uma forma simples ate um genero ou uma forma literaria complexa.

(21) Concordo com Meurer (2005, p. 81) quanto a escolha da traducao da palavra enacts do original por realiza, pois, neste estudo, significa melhor a relacao com acao.

(22) Esse epitafio foi extraido do site http://ifolclore.vilabol.uol.com.br/div/verbal/epitafios.html. Acesso no dia 16/06/2007.

(23) A traducao da lapide foi feita por mim. Para esse fim, comparei a inscricao com outras traduzidas no Catalogo epigrafico existente no trabalho de Ana Paula Ramos Ferreira (2004), intitulado Epigafia funeraria romana da Beira Interior: inovacao ou continuidade, disponivel em www.ipa.min.cultura.pt/pubs/TA/folder/34.

(24) A data de morte nao se encontra na lapide, mas esta disponivel no Dicionario historico-geografico do Maranhao (1970).

(25) (...) una TD e mas que un simple enunciado; e un acto linguistico que relaciona un texto con una realidad, una situacion, (...) pero tambien relaciona ese texto con otros textos de la misma tradicion.
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Author:Santana, Fabiola de Jesus Soares
Publication:Soletras
Date:Jan 1, 2008
Words:3003
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