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A posicao de 'la' na projecao nominal contribuicoes para o mapeamento da estrutura funcional.

INTRODUCAO

Estudos desenvolvidos por Martellota e Rego (1996) e Greco e Vitral (2003) (15) mostram que o adverbio 'la' pode se realizar com propriedades outras, alem do valor deitico, no portugues brasileiro. Uma destas propriedades e a indefinitude, como ilustram os seguintes exemplos:

(1) a. "Vendi o terreno [...] pra um camarada la" (G&V, p. 6). b. Vendi o terreno pra um camarada qualquer.

(2) a. "a medica la que tava olhando ela falou que o menino tava morto" (G&V, p. 7).

Para Martelotta e Rego (1996, p. 244), em sentencas como estas, 'la' "assume uma funcao de modalizador, no sentido de que expressa um afastamento ou desinteresse do falante em relacao ao assunto em discussao". Assim, "o falante utiliza a particula 'la' para caracterizar o substantivo como algo que existe, mas a respeito do qual nao quer, nao pode ou nao considera relevante fazer comentarios" (Martellota; Rego, 1996, p. 244).

Por sua vez, Greco e Vitral (2003) ensaiam uma elaboracao mais descritiva, classificando 'la' em (1a) como indeterminado, porque "aparece com a funcao de reforcar a ideia de indeterminacao" oferecida pelo artigo indefinido 'um' (16) (G&V, p. 11) e porque pode ser substituido por um pronome indefinido, como em (1b). Diferentemente, 'la' em (2a) e classificado como determinado, pois aparece juntamente com o artigo definido, capaz de indicar "que se trata de um ser/objeto ja mencionado pelo falante" (G&V, p. 7).

Contudo, estes estudos nao desenvolvem uma descricao formal de 'la' nestas sentencas. Assim, com base no seguinte quadro teorico (secao 1) e em uma proposta de aplicacao deste quadro para a analise da posicao dos demonstrativos e locativos (secao 2), levantaremos uma hipotese para a descricao de 'la' nas sentencas (1) e (2) (secao 3). Alem disso, destacaremos evidencias sintaticas e semanticas na direcao de se considerar (1) e (2) como pertencentes a um mesmo padrao descritivo, direcao contraria, portanto, da tipificacao "'la'determinado" versus "'la' indeterminado" proposta por Greco e Vitral (2003).

O MAPEAMENTO DA ESTRUTURA FUNCIONAL

A estrutura funcional da sentenca tem sido amplamente investigada nos estudos de abordagem gerativa. Em Chomsky (1999, p. 32), as categorias funcionais admitidas sao CP, TP, DP e AgrP.

Alem destas categorias, segundo proposta de Cinque (1994, 1999, 2002), tanto a projecao verbal quanto a projecao nominal parecem apresentar uma arquitetura funcional mais rica e mais complexa. Assim, o autor reconhece projecoes funcionais outras, tais como modalidade, modo e aspecto e, alem disso, subdivisoes de algumas destas, por exemplo, o aspecto pode ser habitual, celerativo, retrospectivo etc.

Conforme definido por Laenzlinger (2002), esta vasta gama de projecoes funcionais proposta por Cinque (1999) pode ser inserida em tres dominios que representam, respectivamente, as diferentes camadas do CP (VORFELD), o espaco entre o verbo auxiliar e o verbo principal (MITTELFELD), e a concha vP (NACHFELD), como delineado abaixo:

ForceP>Top>FocP>TopP> FinP>MoodP> ModP> NegP> TP>AspP1>AspP2>vP>VP

VORFELD MITTELFELD NACHFELD

Destacaremos agora duas evidencias que justificam o mapeamento dos varios nucleos funcionais. A primeira, segundo Cinque (2002, p. 4), e oferecida

pelo inventario de nucleos funcionais (mais tradicionalmente, 'gramaticais'), realizados como morfemas, nas linguas do mundo. Esta evidencia oferece um insight direto sobre o conjunto das categorias funcionais que sao expressas gramaticalmente e tambem sobre o numero e da ordem delas (Cinque, 2002, p. 4, traducao nossa).. (17)

A segunda evidencia e o acionamento de outros dispositivos para a realizacao fonologica das categorias funcionais como, por exemplo, os adverbios:

Assim como a morfologia flexional, as particulas funcionais e os auxiliares foram considerados manifestacao explicita, no formato de nucleo, da porcao funcional da oracao, AdvPs [...] puderam ser vistos como manifestacao explicita das mesmas distincoes funcionais, porem, no formato de especificador (Cinque, 2004, p. 683, traducao nossa). (18).

Para explicar esta correlacao entre nucleos de categorias funcionais e adverbios, Cinque (1999) chama atencao para a correspondencia entre a natureza e a ordem dos nucleos funcionais e a natureza e a ordem dos AdvPs. Observemos, por exemplo, as particulas 'a', para aspecto progressivo, 'de' para aspecto durativo e 'a' para aspecto habitual da lingua crioula (Cinque, 1999, p. 59) em (3). Estas particulas oferecem evidencias para a ordem dos nucleos funcionais representada em (4):

(3) Shi a aalweez/neva de a sing. (Gibson 1986, 582ff)

she HAB always/never DUR PROG sing

'She usually always/never keeps singing.'

(4) Aspect habitual > Aspect durative > Aspect progressive > V

Da mesma forma, observou-se que os AdvPs tambem obedecem a uma ordem, sendo que os pragmaticos precedem os avaliativos (5), os avaliativos precedem os evidenciais (6), os evidenciais precedem os epistemicos (7) etc. Por isso, a hierarquia destes AdvPs pode ser representada em (8) (Cinque, 1999, 33-34):

(5) Honestly I am unfortunately unable to help you. * Unfortunately I am honestly unable to help you.

(6) Fortunately, he had evidently had his own opinion of the matter. *Evidently he had fortunately had his own opinion of the matter.

(7) Clearly John probably will quickly learn French perfectly. *Probably John clearly will quickly learn French perfectly.

(8) frankly > fortunately > allegedly > probably ...

Com base neste tipo de evidencias, Cinque (1999, p. 106) conclui que cada classe de adverbio corresponde a especificadores de diferentes nucleos funcionais, de acordo com a "hierarquia universal das projecoes funcionais":

(9) [frankly [Mood.sub.speech act] [fortunately [Mood.sub.evaluative] [allegedly [Mood.sub.evidential] [probably [Mod.sub.epistemic] [once T(Past) [then T(Future) [perhaps Moodirrealis [necessarily Modnecessity [possibly [Mod.sub.possibility] [usually [Asp.sub.habitual] [again [Asp.sub.repetitive(I)] [often [Asp.sub.frequentative(I)] [intentionally [Mod.sub.volitional] [quickly [Asp.sub.celerative(1)] [already T(Anterior) [no longer [Asp.sub.terminative] [still [ASP.sub.continuative] [always AsPperfect(?) [just [Aspret.sub.rospective] [soon [Asp.sub.proximative] [briefly [Asp.sub.durative] [characteristically(? (19)) [Asp.sub.generic/progressive] [almost [Asp.sub.prospective] [completely [Asp.sub.SgCompletive(I)] [tutto [Asp.sub.plCompletive] [well Voice [fast/early [Asp.sub.celerative(II)] [again [Asp.sub.repetitive(II)] [often [Asp.sub.frequentative(II)] [completely AspsgCompletive(II)

Alem de AdvPs, APs tambem podem ser vistos como especificadores de projecoes funcionais que se localizam entre o DP e o NP. Segundo Cinque (1994, p. 96), a ordem e a natureza dos adjetivos possibilitam a afericao da seguinte hierarquia:

(10) poss.> cardinal> ordinal> quality> size> shape> color> nationality.

Neste contexto, importa ressaltar que a teoria dos especificadores funcionais (Cinque, 1999; Laenzinger, 2002), diferentemente da proposta de adjuncao (Ernst, 2007), e capaz de explicar, a partir da configuracao Spec-Nucleo, a checagem de tracos do nucleo pelo AdvP. Esta configuracao, diferentemente da adjuncao, da visibilidade a correspondencia estabelecida entre especificador e nucleo.

Alem disso, a teoria dos especificadores funcionais e capaz de prever uma hierarquia de projecoes funcionais como definido em (9) e (10). Diferentemente, na teoria dos adjuntos, e esperado que os AdvPs sejam adjungidos livremente as projecoes funcionais. Esta adjuncao livre, porem, nao parece estar de acordo com as evidencias translinguisticas de uma ordenacao rigida das projecoes funcionais aferida por Cinque (1999) em exame minucioso de varias linguas.

Em suma, uma lente de aumento posta sobre a analise das categorias CP, TP e DP mostra que outras projecoes funcionais se evidenciam nao somente a partir de afixos, verbos irregulares e particulas dependentes, que ocupariam a posicao de nucleo, mas tambem a partir de adverbios, adjetivos e demonstrativos, que ocupariam a posicao de especificador.

A POSICAO DOS DEMONSTRATIVOS E LOCATIVOS NA PROJECAO NOMINAL ESTENDIDA (BRUGE, 2002)

Em trabalhos recentes sobre a arquitetura do DP, destacamos o de Bruge (2002), que faz uma analise dos demonstrativos como especificadores de uma categoria funcional.

Segundo Bruge (2002, p. 42), o demonstrativo e gerado na posicao de especificador de uma projecao mais baixa do que as projecoes funcionais que contem adjetivos. Alem disso, a projecao que contem o demonstrativo domina imediatamente o NP. Entao, o demonstrativo e gerado em uma categoria (FP) que se situa entre o DP e o NP. Esta analise foi feita, inicialmente, com dados do espanhol, como em (11), mas foi posteriormente comprovada como uma ordem que se aplica translinguisticamente.

Vejamos entao os dados de (11) (Bruge, 2002, p. 15):

(11) a. Este libro

b. El libro este,

Para Bruge (2002), tanto o demonstrativo pre-nominal quanto o posnominal sao gerados na mesma posicao. (11a') e uma representacao de (11a) (Bruge, 2002, p. 18):

(11a') [ILLUSTRATION OMITTED]

Neste caso, o demonstrativo pre-nominal se moveu de Spec de FP, posicao de base, para Spec-DP a fim de checar tracos [+R] do determinante. Quanto ao demonstrativo pos-nominal (11b), o que ocorreu foi o movimento do nucleo nominal para uma posicao acima de FP, enquanto o demonstrativo permaneceu na base, em Spec-FP, conforme representacao (11b') (Bruge, 2002, p. 17):

A evidencia arrolada a favor da mesma posicao de base para demonstrativo pos-nominal e pre-nominal e a posicao do locativo

(Bruge, 2002, p. 25):

(12) a. El libro este de aqui esta mal hecho.

The book this of here is badly made.

b. Este libro de aqui esta mal hecho.

This book of here is badly made.

(11b') [ILLUSTRATION OMITTED]

Para Bruge (2002, p. 42), demonstrativo e locativo estabelecem uma relacao de predicacao, que forma um unico constituinte (com nucleo preposicional). Isto ocorre porque o locativo tem a funcao de apenas reforcar o valor deitico do demonstrativo:

Com efeito, a interpretacao do DP nao muda se o locativo esta presente ou ausente: a informacao expressa por este libro 'this book' e por este libro de aqui 'this book of here' e a mesma." (Bruge, 2002, p. 25, traducao nossa). (20)

Sendo assim, a sequencia complexa "demonstrativo + locativo" (este de aqui) ou o locativo apenas (de aqui) aparecem em FP na mesma posicao ocupada pelo demonstrativo pos-nominal, conforme a seguinte representacao (13) da estrutura interna de Spec-FP (Bruge, 2002, p. 27):

(13) [ILLUSTRATION OMITTED]

Assim, quando o demonstrativo se move, o locativo permanece na posicao de base onde este complexo e gerado. Esta e, portanto, a evidencia arrolada para justificar o fato de que tanto demonstrativo pre-nominal quanto pos-nominal sao gerados na mesma posicao.

Em suma, para Bruge (2002), o locativo se situa na posicao de especificador de FP, posicao onde tambem o demonstrativo e gerado. Adiante, discutiremos a aplicabilidade da proposta da autora para ocorrencias de 'la' na projecao nominal.

HIPOTESE DESCRITIVA PARA 'LA' NO DP

Seguindo a proposta de Bruge (2002) para os locativos, observa-se a aplicabilidade de sua analise em ocorrencias do portugues como:

(14) Vendi o terreno para aquele camarada la.

(15) Aquela medica la que tava olhando ...

Nestes casos, a presenca do locativo "la" e tambem opcional, tratando-se apenas de um reforco deitico. Por isso, 'la' poderia ser localizado na mesma posicao de 'aqui' em (13).

No entanto, as sentencas (1a) e (2a), repetidas abaixo:

(1) a. "Vendi o terreno [...] pra um camarada la" (G&V, p. 6).

(2) a. "a medica la que tava olhando ..." (G&V, p. 7)

trariam problemas se pretendessemos estender a elas a mesma analise dada a (14) e (15). Em (1a) e em (2a), 'la' nao reforca um valor deitico (forico), referencial e pontual do referente, mas atua em efeito contrario.

Prova disso e que (14) e (15) podem ser parafraseadas por (14a) e (15a), em que "la" tambem apresenta valor forico:

(14) a. Vendi o terreno para aquele camarada que estava la.

(15) a. Aquela medica que estava la e que tava olhando ...

Diferentemente, o mesmo tipo de parafrase nao e valido para (1a) e (2a), pois o distanciamento de "la" do NP provocaria uma perda do seu valor indefinido em favor do valor forico (locativo), como se ve em (1a') e em (2a'):

(1) a'. Vendi o terreno pra um camarada que estava la.

(2) a'. A medica que estava la e que tava olhando ...

Assim, devido a propriedades sintaticas, como adjacencia de 'la' indefinido ao NP, e a propriedades semanticas, como o traco [definitude], nao se pode estender a analise de Bruge (2002) para "la" indefinido na estrutura do DP.

Apesar disso, a analise da autora para os demonstrativos traz alguns insights, pois se percebe que este "la" indefinido, ao contrario de ocupar a mesma posicao do demonstrativo, parece ocupar uma posicao mais alta, que c-comanda o demonstrativo. Vejamos:

(1) b. Vendi o terreno pra um camarada la [daqueles].

c. Vendi o terreno pra um camarada laindef [daqueles laloc].

(2) b. A medica la [daquelas] que tava olhando ...

c. A medica laindef [daquelas laloc] que tava olhando ...

Em (1b) e em (2b), "la" co-ocorre com o demonstrativo e o precede. Na verdade, ele segue o nome e a ele esta adjacente. Sua relacao com o nome e muito mais efetiva do que sua relacao com o demonstrativo. Isto parece indicar que: (i) "la" indefinido nao ocupa a mesma posicao do demonstrativo, portanto, nao e gerado nesta mesma posicao e (ii) "la" indefinido ocupa uma posicao imediatamente acima de FP, pois se antepoe nao so ao demonstrativo, como mostram (1b) e (2b), mas tambem ao complexo "demonstrativo + locativo", como mostram (1c) e (2c).

Assim, a precedencia de "[la.sub.indef]" ao complexo "demonstrativo+locativo" e o fato de o especificador da categoria FP ja estar ocupado pelo demonstrativo seriam indicios de que "la" deve ocupar espaco em uma outra categoria funcional acima de FP, a qual designaremos LP, conforme representacao (16) na sequencia. Portanto, a partir das evidencias fornecidas por (1b,c) e 2(b,c), "la" indefinido nao parece ocupar a mesma posicao descrita para os locativos, conforme analise de Bruge (2002).

(16) [ILLUSTRATION OMITTED]

CONSIDERACOES FINAIS

Com base na exposicao feita acima, observa-se que "la" indefinido tanto em (1a) quanto em (2a) parece revelar o mesmo comportamento sintatico (interno ao DP; posposto e adjacente ao NP e anteposto ao complexo "demonstrativo+locativo") e o mesmo traco semantico [-definido]. Assim, mesmo quando o nome e precedido por artigo definido, "la" atua no sentido de nao especificar ou nao delimitar o referente.

Esta constatacao tem duas consequencias: primeira, parece possivel fornecer a mesma descricao para (1a) e (2a), sendo talvez desnecessaria uma classificacao diferenciada, como aquela proposta por Greco e Vitral (2003), entre "la indeterminado" e "la determinado"; segunda, a propriedade semantica mais apropriada nao seria "indeterminacao", mas "indefinitude", pois, mesmo em (2a), em que o NP e precedido por artigo definido, 'la' nao determina semanticamente o substantivo 'medica', ao contrario, exerce a mesma funcao de indefinicao referencial presente em (1a).

Finalmente, ressaltamos a pertinencia de uma descricao formal para as diferentes realizacoes de 'la' no PB. No presente estudo, formulamos uma hipotese descritiva para 'la' indefinido. Com base nesta descricao, identificou-se uma categoria funcional (LP) com tracos de [-definitude] localizada entre o DP e o NP. Portanto, assim como a identificacao de LP parece ser uma contribuicao para o mapeamento da arquitetura funcional do DP, outras realizacoes de 'la' podem contribuir para o mapeamento da arquitetura funcional da sentenca (21).

REFERENCIAS BIBLIOGRAFICAS

BRUGE, L. The positions of demonstratives in the Extended Nominal Projection. In: CINQUE, J. (Ed.). Functional Structure in DP and IP: The cartography of Syntactic Structures, Oxford; New York: Oxford University Press, 2002, p. 15-53.

CHOMSKY, N. O Programa Minimalista. Lisboa: Caminho, 1999.

CINQUE, G. Adverbs and Functional Heads: A Cross-Linguistic Perspective. New York; Oxford University Press, 1999.

--. Evidence for Partial N-movement in the Romance DP. In: CINQUE et al. (Eds). Paths towards Universal Grammar: Studies in Honor of Richard S. Kayne. Washington: Georgetown University Press, 1994, p. 85-110.

--. Mapping Functional Structure: A Projetc. In: -- (Ed.). Functional Structure in DP and IP: The cartography of Syntactic Structures, Oxford; New York: Oxford University Press, 2002. p. 311.

ERNST, T. On the role of semantics in a theory of adverb syntax. Lingua, n. 117, 2007, p. 1008-1033.

GRECO, D. ; VITRAL, L. O adverbio LA e a nocao de gramaticalizacao. 2003. 15f. Monografia de IC. UFMG, CNPq.

LAENZLINGER, C. A feature-based theory of adverb syntax. GG@G (Generative Grammar in Geneva), n. 3, 2002, p. 67-105. isponivel em:

http://www.unige.ch/lettres/linge/syntaxe/iournal/Volume3/laenzling erGG@G.pdf Acesso em: 06 dez. 2008.

MARTELOTTA, M.; REGO, L. Gramaticalizacao de la. In: MARTELOTTA, M.; VOTRE, S.; CEZARIO, M. Gramaticalizacao no portugues do Brasil: uma abordagem funcional. Rio de Janeiro: Tempo Brasileiro, 1996, p. 237-250.

Bruna Karla Pereira (UFMG)

brunaufmg@yahoo.com.br

(14) Parte deste trabalho foi apresentada em comunicacao individual no II Simposio Internacional de Estudos Linguisticos e Literarios, que transcorreu entre os dias 13 e 15 de maio de 2009, na Universidade Federal do Triangulo Mineiro (UFTM), em Uberaba (MG). Entretanto, o artigo nao foi submetido a publicacao em anais do evento. Portanto, o presente trabalho e inedito, fruto de tese de doutorado que esta sendo desenvolvida pela autora deste artigo na UFMG.

(15) Doravante, monografia de Greco e Vitral sera referida como G&V.

(16) A redacao original deste fragmento e: "aparece com a funcao de reforcar a ideia de indeterminacao ja oferecida pelo pronome 'um'" (G&V p. 11, grifos nossos). Em relacao a este fragmento, dois pontos devem ser reavaliados: (a) 'um' nao e pronome, mas artigo indefinido, o que justifica a re-elaboracao feita no presente artigo; (b) acreditamos que o conceito mais apropriado nao seria o de "indeterminacao", mas de "indefinitude", conforme sera explicado nas consideracoes finais.

(17) "by the inventory of functional (more traditionally, 'grammatical') head morphemes of the languages of the world. This evidence offers a direct insight into the label of the functional categories which are expressed grammatically, as well as into their number and order"

(18) " Much as inflectional morphology, functional particles, and auxiliaries were [...] considered to be the overt manifestation, in head format, of the functional portion of the clause, AdvPs [...] could be seen as the overt manifestation of the same functional distinctions in specifier format".

(19) Os pontos de interrogacao sao mantidos como no original (CINQUE, 1999, p. 106).

(20) "In fact, the interpretation of the DP does not change if the locative is present or absent: the information expressed by este libro 'this book' and by este libro de aqui 'this book of here' are the same". (Bruge, 2002, p. 25).

(21) Por exemplo, em dados como "Eu la ia fazer um bolo" ("Eu estava indo fazer um bolo") e "Calma! O menino la vai" ("Calma! O menino ja vai"), evidencia-se que 'la' realiza as projecoes funcionais: aspecto imperfectivo e aspecto proximativo no dominio sentencial.
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Author:Pereira, Bruna Karla
Publication:Soletras
Date:Jan 1, 2009
Words:3037
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