Printer Friendly

A INFLUENCIA DO CONSUMO SUSTENTAVEL NA DECISAO DE COMPRA DE PRODUTOS ORGANICOS/THE INFLUENCE OF SUSTAINABLE CONSUMPTION IN THE DECISION TO PURCHASE ORGANIC PRODUCTS.

1. INTRODUCAO

A preocupacao ambiental se traduz em formas de pensar e agir, incluindo as relacoes de consumo (TODERO; MACKE; BIASUZ, 2011). Em relacao ao consumo, pessoas que possuem uma preocupacao ambiental tendem a adquirir compra de produtos organicos, visto que eles nao necessitam de produtos que agridem a natureza (agrotoxicos) e sao beneficios a saude (ORTIGOZA; CORTEZ, 2009; SAMPAIO et al., 2014; OLIVEIRA; REVILLION; DE SOUZA, 2016).

Cabe ressaltar que o consumidor verde pensa sim em comprar produtos que ocasionem beneficios sociais. Entretanto, nao deixam de atender as suas necessidades individuais (ORTIGOZA; CORTEZ, 2009). Sobre este assunto, Afonso (2006) defende a ideia de que as influencias das necessidades basicas dos consumidores devem ser primeiramente atendidas, para depois haver sustentabilidade.

Cabe ressaltar que o ato de consumir justifica-se na busca pelas sensacoes: satisfacao, conforto e praticidade (DE OLIVEIRA; DOS SANTOS, 2016). Mas, o consumo quando excessivo pode provocar danos a natureza, resultado da exploracao de recursos naturais e da poluicao gerada por esse processo (MENDES; OLIVEIRA; GOMEZ, 2014). Este modelo de desenvolvimento e crescimento economico, baseado no consumismo desenfreado, nao pode ser mais utilizado em um mundo cada vez mais fragilizado pela exaustao de recursos naturais utilizados pelo homem (EFING; GEROMINI, 2016).

Para haver mudanca neste contexto, Da Silva e Gomez (2010) propoem a intensificacao do processo de educacao ambiental, de forma a produzir mudanca na maneira de pensar desta geracao e como consequencia das proximas.

Por outro lado, o consumidor ainda se mostra pouco informado sobre produtos sustentaveis. Mesmo quando preocupado com desenvolvimento sustentavel, considera fatores como preco, qualidade dos produtos prioritarios a questao ambiental nas decisoes de compra (DE OLIVEIRA; DOS SANTOS, 2016). Para Motta e Rossi (2008), o consumo sustentavel ainda nao e visto como uma necessidade do consumidor de bens ou servicos, sendo que caracteristicas verdes exercem poucas influencias mercadologicas.

Larentis (2012) destaca que a decisao de compra sofre influencias internas e externas; assim, pode-se dizer que no momento de consumo, pessoas tendem a exercer um pensamento individual e/ou coletivo, mas, e preciso levar em conta que o individualismo e o coletivismo podem estar posicoes ora concomitantes ora antagonicas.

A enfase na satisfacao das necessidades individuais, juntamente com questoes culturais, historicas e sociais, ocasiona um consumo individual, uma situacao contraria ao consumo sustentavel, o qual reflete o comprometimento com o bem-estar coletivo (DE REZENDEPINTO; BATINGA, 2016). Por outro lado, quando o individuo internaliza a preocupacao ambiental, ele passa a considerar a praticas sustentaveis, adotando uma postura mais social (TODERO; MACKE; BIASUZ, 2011).

Entretanto, poucos estudos procuraram verificar a influencia da preocupacao ambiental de consumo sobre a intencao de compra de produtos organicos, especialmente, verificando a consciencia ambiental a atitude saudavel. Em um dos trabalhos, Silva, Filho e Freire (2015) identificaram que consumidores que possuem maior consciencia ambiental tem maior probabilidade de apresentar atitude positiva em relacao ao consumo sustentavel. Os estudos de Gorni et al. (2016) mostram que existe a percepcao por parte de estudantes de que a exploracao de recursos naturais ambientais interfere na natureza, o que pode causar consequencias desastrosas. Entretanto, para os autores, a relacao do comportamento sustentavel com a decisao de compra e considerada baixa.

Buscando ampliar esta discussao, o presente artigo apresenta a seguinte questao-problema: a consciencia ambiental e a atitude de compra influenciam na intencao de compra de produtos organicos?

O objetivo geral e verificar se a consciencia ambiental e a atitude de compra influenciam na intencao de compra de produtos organicos. O estudo sera desenvolvido em Dom Pedrito, uma pequena cidade no sul do Rio Grande do Sul que, em tese, ainda preserva tradicoes de costumes de pequenas cidades, onde a proximidade com o campo faz parte da cultura de compra dos moradores.

Este trabalho sera dividido em mais cinco secoes, alem desta introducao: referencial teorico abordando a tematica, metodologia, apresentacao e analise dos resultados e consideracoes finais.

2. REFERENCIAL TEORICO

O referencial teorico abordara o tema da sustentabilidade, o consumo sustentavel e a decisao de compra do consumidor organico.

2.1 SUSTENTABILIDADE

A sustentabilidade implica a manutencao dos estoques de recursos ambientais, a utilizacao de modo a nao danificar suas fontes ou limitar a producao futura (AFONSO; 2006). A utilizacao dos recursos do meio ambiente nao deve apenas ser relacionada a como sao utilizados, mas o quanto sao utilizados (ORTIGOZA; CORTEZ, 2009).

Jacobi (2003) propoe uma participacao democratica da sociedade para a gestao dos recursos atuais e potenciais. Para Da Silva e Gomez (2010), as questoes ambientais normalmente tem sua responsabilidade direcionada ao Estado. Porem, e grande a importancia de que a sociedade esteja envolvida e focada em harmonizar as dimensoes do desenvolvimento sustentavel. Alem do Estado, empresas, organizacoes do terceiro setor e individuos devem estar conscientes e engajados quanto ao seu papel para um desenvolvimento sustentavel (DA SILVA; GOMEZ, 2010). O desenvolvimento sustentavel depende da integracao de acoes coletivas e individuais, buscando criar a consciencia ambiental na sociedade (OLIVEIRA; CANDIDO, 2010).

A sociedade, as organizacoes e o governo precisam atuar com o mesmo nivel de consciencia ambiental, considerando que a integracao destes agentes e fundamental para a manutencao de um planeta ambientalmente sustentavel e saudavel (CHAIS et al. 2013). O desafio da sustentabilidade impoe-se aos poderes publicos, as empresas e a sociedade (MENDES; OLIVEIRA; GOMEZ, 2014).

A busca pela sustentabilidade exige estrategias de longo prazo (AFONSO, 2006). O desenvolvimento sustentavel e um processo de longo prazo, dificilmente sera posto em pratica imediatamente, da mesma forma que seus resultados efetivos nao poderao ser previstos de imediato (DA SILVA; GOMEZ, 2010).

O homem e o unico responsavel por construir mudancas capazes de produzir um horizonte diferente (EFING; GEROMINI, 2016). Para Chais (et al. 2013), organizacoes precisam entender que o desenvolvimento passa pela construcao de uma sociedade consciente da sustentabilidade.

2.2 CONSUMO SUSTENTAVEL

O consumo consciente e a acao de consumir produtos ecologicamente corretos, sem desperdicio, usando racionalmente os recursos do meio ambiente (DE TONI; LARENTIS; MATTIA, 2012). A consciencia ambiental desenvolve habitos e comportamentos nos individuos capazes de induzi-los a compra sustentavel e a reciclagem (GORNI et al., 2016).

O ato de consumir de forma consciente e uma maneira de sentir-se responsavel individualmente e coletivamente pelo "bem-estar" do planeta (DE TONI; LARENTIS; MATTIA, 2012). Espera-se do consumidor uma postura cidada, de consumo consciente e coletivo (DE REZENDEPINTO; BATINGA, 2016). Buscando conciliar virtudes da liberdade de mercado e diminuir a difusao do ato de consumir, a ideia de consumo sustentavel surge como uma nova etica (EFING; SOARES, 2016).

Afirmar a influencia de caracteristicas verdes nas questoes mercadologicas seria prematuro, pois a preservacao do meio ambiente nao e uma necessidade dos consumidores a ser satisfeita (MOTTA; ROSSI, 2008).

A degradacao ambiental nao esta ligada diretamente ao nivel de consumo, mas as falhas de mercado e das politicas publicas, que permitem aos produtores e consumidores desconsiderarem o custo social (CHAIS et al., 2013). Porem, para sanar os problemas causados por uma sociedade acostumada ao consumo excessivo, sao necessarias acoes de grande escala incluindo questoes de etica e responsabilidade de todos os envolvidos (OLIVEIRA; CANDIDO, 2010).

Adotar o consumo consciente e torna-lo parte integrada da vida das pessoas, o que sugere gerar satisfacao ao consumidor (MARELL; NORDLUND, 2010). Para De Oliveira e Dos Santos (2016), o cidadao possui um discurso pautado no bem estar do planeta. Porem, quando a unica preocupacao do consumidor e seu proprio bem estar e interesse, ha somente a busca por sua satisfacao pessoal. Ja para Silva, Filho e Freire (2015), consumidores com maior consciencia ambiental tendem a apresentar uma atitude consumo mais sustentavel.

Para tornar-se ecologicamente consciente, nao e necessario parar de consumir, mas sim buscar o equilibrio no que se consome, evitar os gastos excessivos e desnecessarios, consumir de empresas que possuem preocupacao com o meio ambiente (DA SILVA; GOMEZ, 2010). Se consumir e inevitavel para sobrevivencia humana, consumir menos e melhor se torna uma acao cidada (DE REZENDEPINTO; BATINGA, 2016).

O conceito de consumo sustentavel e mais amplo que consumo verde, a medida que valoriza mais acoes coletivas e de mudancas institucionais (EFING; SOARES, 2016). Fatores que influenciam a compra verde geralmente sao associados a crenca de que os produtos verdes sao mais saudaveis (DE OLIVEIRA; REVILLION; DE SOUZA, 2016).

Diferente do consumo verde, que visa a compra de produtos com menor impacto ambiental, o consumo sustentavel enfatiza acoes coletivas, mudancas politicas e economicas, com o intuito de trazer o consumo a niveis sustentaveis (ORTIGOZA; CORTEZ, 2009). O desafio enfrentado pelo Brasil e integrar sustentabilidade ambiental com crescimento economico (SILVA et al., 2015).

O consumo precisa ser mantido, mas a alteracoes em padroes existentes e necessaria para minimizar impactos ambientais, da exploracao dos recursos (MENDES; OLIVEIRA; GOMEZ, 2014). Entretanto, a consciencia Ambiental influencia o Comportamento de Compra, porem essa relacao ainda e baixa (GORNI et al., 2016).

Silva, Filho e Freire (2015) estudou a influencia da consciencia ambiental e das atitudes sustentaveis em relacao a intencao de compra de carne bovina sustentavel, e obtiveram como resultado que a decisao de compra e influenciada pela consciencia ambiental e pelas atitudes sustentaveis.

Por outro lado, nao se observou trabalhos que pesquisassem as relacoes propostas por Silva, Filho e Freire (2015) em produtos organicos. Portanto, com base no estudo de Silva, Filho e Freire (2015), definiu-se tres hipoteses para o presente trabalho, assim descritas:

* H1--A Consciencia Ambiental influencia positivamente a decisao de compra de produtos organicos sustentaveis.

* H2 - A Consciencia Ambiental influencia positivamente nas atitudes sustentaveis.

* H3--As atitudes sustentaveis influenciam positivamente a decisao de compra de produtos organicos sustentaveis.

Silva, Filho e Freire (2015) revelam que: existe uma relacao entre a consciencia ambiental e as atitudes sustentaveis; existe significancia na relacao entre consciencia ambiental e decisao de compra; foi demonstrada a relacao das atitudes sustentaveis com a decisao de compra.

2.3 DECISAO DE COMPRA DO CONSUMIDOR DE ORGANICOS

O processo de compra comeca quando o comprador percebe que possui uma necessidade, essa necessidade pode ser desencadeada por um estimulo interno, social ou comercial (BLOOM; KOTLER; HAYES, 2002). O ato de consumir e motivado por uma necessidade, e a decisao de compra pode ter caracteristicas fisicas, mentais e sociais (LARENTIS, 2012).

Exceto compras por impulso ou de produtos de menor envolvimento do consumidor, a decisao de compra passa por uma serie de fatores, ate decisao final, ou seja, desde a coleta de dados do produto ou servico, avaliacao, pre-compra e tomada de decisao (PINHO, 2001). Dependendo do envolvimento, importancia pessoal, social ou economica, o processo da decisao de compra pode nao seguir todas as etapas (PINHEIRO, 2015).

O ato de consumir envolve varias etapas em sequencia; estas podem ser influenciadas de varias formas, e envolvem desde a compra ate o descarte. Estas influencias podem ser internas ou externas (LARENTIS, 2012). Existem varios fatores que influenciam o processo de tomada de decisao de compra, entre eles as caracteristicas do comprador como fatores socioculturais, psicologicos, situacionais e pessoais (FARIAS; DUSCHITZ; DE CARVALHO, 2015). O processo decisorio das organizacoes tende a possuir similaridades ao individual, pois o responsavel pelas compras pode ser influenciado por afinidades pessoais (FARIAS; DUSCHITZ, DE CARVALHO, 2015).

A decisao de compra e coordenada por emocoes capazes de inspirar ou inibir o individuo na compra, ou seja, a decisao nao e tomada apenas por instinto ou impulsividade (COBRA; BREZZO, 2009). O ambiente fisico tende a causar efeito emocional, fazendo o cliente permanecer mais ou menos tempo na loja; se o cliente ficar mais tempo tende a comprar (FARIAS; DUSCHITZ; DE CARVALHO, 2015).

Apos o processo de avaliacao do comprador, atitudes de terceiros, como familiares e amigos, podem modificar ou influenciar a decisao de compra (BLOOM; KOTLER; HAYES, 2002). A interacao no ambiente de compra com outras pessoas pode afetar a decisao de compra (FARIAS; DUSCHITZ; DE CARVALHO, 2015).

Geralmente, compras com alto envolvimento possuem no minimo tres caracteristicas: o bem adquirido e relativamente caro; possui consequencias pessoais serias; e o produto ou servico pode refletir na imagem social do comprador (PINHEIRO, 2015).

Nas decisoes de rotina, geralmente produtos basicos de baixo valor e pouco envolvimento, os consumidores gastam pouco tempo com a busca de informacao sobre os produtos (PINHEIRO, 2015). Por outro lado, os consumidores buscam alguma informacao para decisoes limitadas, sendo influenciados por um numero moderado de quesitos para tomar a decisao (PINHEIRO, 2015).

Por fim, a decisao estendida exige varios estagios, consome mais tempo e busca maior quantidade de informacoes externas. Geralmente e empregada na aquisicao de bens de maior valor agregado (PINHEIRO, 2015). Apos comprar e utilizar o produto, o cliente revisara sua opiniao, o que gerara satisfacao ou insatisfacao, influenciando suas decisoes futuras (BLOOM; KOTLER; HAYES, 2002).

3. METODO

A pesquisa deste trabalho caracteriza-se por ser descritiva e quantitativa. Como quantitativa, visa chegar a principios explicativos e generalizacoes (RAMPAZZO, 2005). Dados quantitativos sao formados por medidas, numeros ou contagens (LARSON; FARBER, 2013).

A populacao escolhida para este estudo sao moradores do municipio de Dom Pedrito/RS. A escolha do municipio justifica-se pela facilidade de acesso aos dados, e por ser um municipio que em tese, cultiva habitos de consumo mais saudavel. Foram realizados questionarios estruturados para os quais foram convidados moradores da cidade para responder; este convite foi feito em locais estrategicos, como a universidade e lojas da cidade. A amostra e do tipo nao probabilistica e por conveniencia. Ao todo, participaram do estudo 206 moradores da cidade.

A escala utilizada foi validada por Silva, Filho e Freire (2015), os quais pesquisaram a influencia da consciencia ambiental e das atitudes em relacao ao consumo sustentavel na intencao de compra de carne bovina, a pesquisa original foi realizada na cidade de Campo Grande/MS, com uma amostra de 300 questionarios. Todas as afirmativas foram mensuradas por meio de escala tipo Likert 5 pontos (1 discordo totalmente, 5 concordo plenamente), mesma mensuracao adotada na escala original. As hipoteses apresentadas assim como o modelo teorico pesquisado foram adaptadas de Silva, Filho e Freire (2015). Este modelo e apresentado na secao a seguir (Figura 1).

Apos a definicao do modelo e das escalas, realizou-se um pre-teste no dia 29 de abril de 2017, com uma amostra de 12 pessoas. Cabe ressaltar que as questoes foram adaptadas ao contexto em estudo: produtos organicos.

Para a analise dos dados foi usado o software IBM-SPSS, v. 20. Os dados foram analisados por meio de estatistica descritiva e multivariada. Para este trabalho, as tecnicas multivariadas utilizadas foram regressao e correlacao (HAIR, et al., 2009).

4. APRESENTACAO E ANALISE DOS RESULTADOS

Nesta secao sao apresentados resultados das analises estatisticas efetivadas a partir do levantamento realizado. No primeiro momento, e apresentada a descricao do perfil da amostra. Posteriormente, e feita uma analise da media, desvio padrao, e teste de normalidade dos itens pesquisados. Apos a etapa descritiva, e abordado o modelo apresentado nesta pesquisa, seguido da regressao/relacoes entre os constructos abordados.

Verifica-se, conforme Tabela 1, que participaram do estudo 206 participantes, a maioria mulheres, com predominancia de pessoas com ensino medio e superior incompleto (num total de 78,2%) e renda ate R$3.000,00 (total de 75,2%). A seguir, analisou-se a media, desvio padrao, teste de normalidade dos itens pesquisados.

O item que apresentou a maior media no construto Consciencia Ambiental foi CA1 (Os seres humanos devem viver em harmonia com a natureza para que possam sobreviver melhor). A normalidade foi percebida por meio da Assimetria e Curtose. De acordo Kline (2011), a assimetria deve ser inferior a 3 e a curtose inferior a 10. Percebe-se que todos os itens do construto nao ultrapassam os limites da normalidade, sendo, portanto, normais estatisticamente. Cabe ressaltar que a normalidade e um pressuposto para utilizacao de teste estatisticos mais robustos, de acordo com Hair Jr. et al. (2009).

A Tabela 3 apresenta o desempenho dos itens do construto Atitudes Sustentaveis.

A normalidade foi percebida por meio da Assimetria e Curtose (KLINE, 2011). Todos os itens apresentam normalidade.

O item que apresentou a maior media no construto Atitude Sustentavel foi o AT8 (Estou disposto a pagar um pouco mais por produtos e alimentos que estao livres de elementos quimicos que prejudicam o meio ambiente). A Tabela 4 demonstra o desempenho dos itens do construto Intencao de compra.

Neste construto novamente percebeu-se a normalidade dos itens, visto que nenhum deles ultrapassou os limites recomendados por Kline (2011). O item que apresentou a maior media no construto Intencao de compra foi IC1 (Eu compraria um produto organico por ser sustentavel se ele estivesse disponivel onde eu faco minhas compras). A Tabela 5 apresenta a media e o desvio padrao dos construtos.

A Tabela 5 apresenta a media dos construtos, verificando-se medias muito similares; porem, o construto intencao de compra apresentou um melhor desempenho, em uma escala de 1 a 5.

A seguir analisou-se a relacao entre os construtos, pesquisada conforme modelo apresentado na Figura 1.

O modelo apresentado na Figura 1 foi testado por meio de regressao linear simples. Os resultados sao apresentados na Tabela 6.

Percebe-se na Tabela 6 que existe Relacao entre consciencia ambiental e intencao de compra (Sig. < 0,05), indo ao encontro do trabalho realizado por Silva, Filho e Freire (2015), ja que a significancia e menor que 0,5. Abaixo sao demostrados o R e o Durbin-Watson. Assim, apoia-se a hipotese H1, demonstrando que neste trabalho existe relacao entre a consciencia ambiental e a intencao de compra.

O R vai de 0 a 1, quanto mais proximo de 1, mais intensa e a relacao. Observa-se que o R foi de 0,306, indicando uma fraca relacao que, segundo Agapito, Filho, Siqueira (2015), indica R maior que 0,2 e menor que 0,4 como sendo baixa a relacao. A Consciencia Ambiental influencia o Comportamento de Compra; porem, essa relacao ainda e baixa (GORNI et al., 2016).

Estatisticas de Durbin-Watson proximas a 2 indicam a independencia dos residuos do modelo de regressao (BRITO; BATISTELLA; CORRAR, 2007). O teste Durbin-Watson apresentou 1,842, constatando-se independencia dos residuos.

A seguir e demostrada a relacao do construto Consciencia Ambiental e Atitude sustentavel.

Percebe-se na Tabela 8 que existe Relacao entre consciencia ambiental e atitude sustentavel (Sig< 0,05), apoiando os estudos de Silva, Filho e Freire (2015). Assim, constata-se uma existencia da relacao entre consciencia ambiental e atitudes sustentaveis, apoiando a hipotese H2 foi aceita. A seguir sao demostrados o R e o teste Durbin-Watson.

Observa-se que o R foi de 0,289, indicando uma fraca relacao (AGAPITO; FILHO; SIQUEIRA, 2015) O teste Durbin-Watson apresentou 1,878 apresentando independencia dos residuos, indicando, assim, um desempenho satisfatorio (BRITO, BATISTELLA, CORRAR, 2007).

A relacao fraca diverge em parte com o estudo de Silva, Filho, Freire (2015) o qual propoe que consumidores com maior consciencia ambiental tendem a apresentar uma atitude consumo mais sustentavel. De Oliveira e Dos Santos (2016) demonstram que, mesmo com o discurso preocupado com o planeta, os consumidos buscam a sua satisfacao pessoal, sendo suas atitudes embasadas no bem-estar proprio, demonstrando a fraca relacao da consciencia ambiental com as atitudes sustentaveis.

A Tabela 10 apresenta os resultados dos construtos de atitude sustentavel e intencao de compra.

Percebe-se na Tabela 11 que existe Relacao entre atitude sustentavel e intencao de compra (Sig. < 0,05), apoiando os estudos de Silva, Filho e Freire (2015). Assim, a hipotese H3 foi testada e aceita. A seguir sao demostrados o R e o teste Durbin-Watson.

Observa-se que o R foi de 0,529, indicando uma moderada relacao (AGAPITO; FILHO; SIQUEIRA, 2015). Quando os individuos praticam a sustentabilidade, tendem a decidir a compra com influencia em questoes socioambientais (TODERO; MACKE; BIASUZ, 2011).

O teste Durbin-Watson apresentou 1,957 representado independencia dos residuos (BRITO; BATISTELLA; CORRAR 2007). A relacao maior entre estes construtos pode indicar que individuos que ja acostumados a exercer atividades sustentaveis tendem a escolher os produtos organicos por causar menor dano ao meio ambiente.

5. CONCLUSAO

O presente trabalho teve como objetivo analisar a relacao entre consumo de produtos organicos e a preocupacao com o consumo sustentavel. Para isso, foi analisada a relacao entre a consciencia ambiental e as atitudes sustentaveis, e a relacao destes construtos com a intencao de compra.

Percebeu-se que existe uma fraca relacao entre a consciencia ambiental e as atitudes sustentaveis. Por outro lado, o construto Atitude sustentavel, comparado com o construto de intencao de compra, demonstrou maior relacao. A relacao mais acentuada entre as atitudes sustentaveis e a intencao de compra pode indicar que estes consumidores escolhem organicos por causarem menos dados ao meio ambiente. Ja a relacao mais fraca entre a consciencia ambiental e atitudes sustentaveis tende a indicar a existencia de motivos nao ambientais para a compra de um produto organico, como por exemplo consumir organicos pelo fato de serem mais saudaveis.

Quando analisados separadamente os construtos, verificou-se o desempenho de cada item. No construto consciencia ambiental, verificou-se que o item mais relevante e o fato de que os seres humanos devem viver em harmonia com a natureza para que possam sobreviver melhor. Observouse, assim, que os respondentes possuem consciencia da necessidade da vida harmonica com a natureza. No construto Atitude Sustentavel, o item de melhor desempenho foi o fato das pessoas estarem dispostas a pagar um pouco mais por produtos e alimentos livres de elementos quimicos que prejudicam o meio ambiente. Em relacao a Intencao de Compra, o melhor desempenho foi do item relacionado as pessoas comprariam um produto organico por ser sustentavel se ele estivesse disponivel onde ocorrem as compras, o que pode relacionar a um problema de oferta.

Este trabalho pode concluir que apenas a consciencia ambiental possui pouca capacidade de gerar efeitos praticos sobre o comportamento dos consumidores na amostra pesquisada; consumidores que possuem atitudes ligadas a sustentabilidade estao mais dispostos a consumir produtos que sejam organicos e produzidos de maneira sustentavel, sendo possivel mudar seus habitos de consumos a fim de atenderem as exigencias macro ambientais.

A principal limitacao deste trabalho foi o fato de a amostra ter sido por conveniencia, nao sendo possiveis generalizacoes. Como os resultados desta pesquisa se apresentaram de maneira similar ao estudo de Silva, Filho e Freire (2015), e possivel sugerir que a consciencia ambiental interfere na atitude sustentavel e intencao de compra, e que as atitudes sustentaveis influenciam a intencao de compra, sugerindo assim novos estudos, inclusive em outros contextos, para constatar se estas relacoes se confirmam em outros contextos.

REFERENCIAS

AFONSO, Cintia Maria. Sustentabilidade: caminho ou utopia? Annablume, 2006.

BLOOM, Paul N.; KOTLER, Philip; HAYES, Thomas. Marketing de Servicos Profissionais. Editora Manole Ltda, 2002.

CHAIS, Cassiane et al. Consumo Consciente: uma alternativa para o desenvolvimento sustentavel. In: Congresso de Pesquisa e Extensao da Faculdade da Serra Gaucha. 2013.

COBRA, Marcos; BREZZO, Roberto. O Novo Marketing. Elsevier, 2009.

DE OLIVEIRA, Gielli Vieira; REVILLION, Jean Philippe Palma; DE SOUZA, Angela Rozane Leal. O risco a saude dos brasileiros no consumo de frutas, legumes e verduras (FLVs) com residuos de agrotoxicos e as oportunidades emergentes. Revista Brasileira de Agroecologia, v. 11, n. 2, 2016.

DE OLIVEIRA, Paula Souza; DOS SANTOS, Adelice Oliveira. Consumo Hedonista: impasses e contradicoes do consumidor pos-moderno para um planeta sustentavel. Revista Educacao, Tecnologia e Cultura-ETC, v. 13, n. 13, 2016.

DE REZENDE PINTO, Marcelo; BATINGA, Georgiana Luna. O consumo Consciente no Contexto do Consumismo Moderno: Algumas Reflexoes. GESTAO. Org: Revista Eletronica de Gestao Organizacional, v. 14, 2016. RAMPAZZO, Lino. Metodologia cientifica. Edicoes Loyola, 2005.

DE TONI, Deonit; LARENTIS, Fabiano; MATTIA, Adilene. Um estudo sobre a configuracao da imagem do conceito de consumo consciente. Revista de Gestao Social e Ambiental, v. 6, n. 3, p. 113-128, 2013.

EFING, Antonio Carlos; GEROMINI, Flavio Penteado. Crise ecologica e sociedade de consumo. Revista Direito Ambiental e Sociedade, v. 6, n. 2, 2016.

EFING, Antonio Carlos; SOARES, Alexandre Araujo Cavalcante. Etica do consumo, consumo consciente e felicidade. Revista do Direito, v. 1, n. 48, p. 52-69, 2016.4

FARIAS, Claudio; DUSCHITZ, Caroline; DE CARVALHO, Gustavo Meneghetti. Marketing Aplicado. Bookman Editora, 2015.

GORNI, Patricia Monteiro et al. Consciencia ambiental e sua influencia sobre o comportamento de compra com vistas a preocupacao ambiental. Contextus-Revista Contemporanea de Economia e Gestao, v. 14, n. 1, p. 10-31, 2016.

HAIR, Joseph F., et al. Analise multivariada de dados. Bookman Editora, 2009.

JACOBI, Pedro et al. Educacao ambiental, cidadania e sustentabilidade. Cadernos de Pesquisa, v. 118, n. 3, p. 189-205, 2003.

LARENTIS, Fabiano. Comportamento do consumidor. Iesde Brasil SA, 2012.

LARSON, Ron; FARBER, Bestsy, Estatistica Aplicada. Editora Pearson 2013.

MENDES, Jessika Narjara Silva; OLIVEIRA, V. M.; GOMEZ, Carla Regina Pasa. Consumo e sustentabilidade: um levantamento das praticas cotidianas de consumidores na cidade de Campina Grande-PB. Anais... XV SIMPOI. Sao Paulo, 2014.

MOTTA, Sergio Luis Stirbolov; ROSSI, Georgio Bedinelli. A influencia do fator ecologico na decisao de compra de bens de conveniencia. Revista de Administracao Mackenzie, v. 2, n. 1, 2008.

ORTIGOZA, Silvia Aparecida Guarnieri; CORTEZ, Ana Tereza C. Da producao ao consumo: impactos socioambientais no espaco urbano. Sao Paulo: Editora UNESP, 2009.

PINHEIRO, Roberto Meireles. Comportamento do Consumidor. Editora FGV, 2015.

PINHO, Jose Benedito. Comunicacao em Marketing. Papirus Editora, 2001.

SAMPAIO, Danilo et al. Consumo de Alimentos Organicos: um estudo exploratorio. Revista Administracao em Dialogo-RAD, v. 15, n. 1, 2014.

SILVA, Filipe Quevedo; FILHO, Dario de Oliveira Lima; FREIRE, Otavio. A influencia da consciencia ambiental e das atitudes em relacao ao consumo sustentavel na intencao de compra de carne bovina.Revista de Administracao da Universidade Federal de Santa Maria, v. 8, n. 3, 2015.

SILVA, Luan Carlos Santos et al. Plano de acao para producao e consumo sustentavel no brasil. GEINTEC-Gestao, Inovacao e Tecnologias, v. 5, n. 3, p. 2406-2423, 2015.

SILVA, Minelle Eneas da; GOMEZ, Carla Regina Pasa. Consumo Consciente: O papel contributivo da educacao. Reuna, v. 15, n. 3, 2010.

TODERO, Mirele; MACKE, Janaina; BIASUZ, TamirisSluminski. O consumo consciente e sua relacao com as acoes de responsabilidade social empresarial. Revista de Gestao Social e Ambiental, v. 5, n. 1, p. 158-175, 2011.

VIEIRA, Eloir Trindade Vasques et al. Agricultura organica: solucao para o seculo XXI?. Revista Brasileira de Politicas Publicas, v. 6, n. 2, 2016.

APENDICE A:
Escala Utilizada

AFIRMATIVAS                                     1  2  3  4  5

CA1 - Os seres humanos devem viver em harmonia
com a natureza para que
possam
sobreviver melhor.
CA2 - Plantas e animais existem basicamente
para serem utilizados pelos seres
humanos.
CA3 - O planeta Terra possui
espaco e recursos limitados.
CA4 - A humanidade esta abusando
seriamente do meio ambiente.
CA5 - Os seres humanos nao precisam se
adaptar ao ambiente natural porque
podem
adaptar o meio ambiente as suas necessidades.
CA6 - Estamos nos aproximando do
numero limite de habitantes que a Terra pode
suportar.
CA7 - O equilibrio da natureza e muito
delicado e facilmente perturbado.
ATI - Quando possivel, eu sempre escolho
produtos que causam menos poluicao.
AT2 - Eu compro produtos organicos porque
sao mais saudaveis.
AT3 - Sempre que possivel, eu compro
produtos feitos de material reciclado.
AT4 - Eu nao compro um produto quando
eu conheco os possiveis danos que ele
pode causar ao meio ambiente.
AT5 - Eu prefiro alimentos sem agrotoxicos
porque eles respeitam o meio ambiente.
AT6 - Eu nao compro produtos e alimentos
que podem causar a extincao de
algumas
especies animais ou vegetais.
AT7 - Eu comprar produtos produzidos a
partir de papel reciclado.
AT8 - Estou disposto a pagar um pouco mais
por produtos e alimentos que estao
livres de elementos quimicos que
prejudicam o meio ambiente.
AT9 - Eu sempre faco um esforco para
reduzir o uso de produtos feitos de recursos
naturais escassos, como madeira e carvao
de florestas nativas ou urna grande
quantidade de agua.
IC1 - Eu compraria um produto organico por
ser sustentavel se ele estivesse
disponivel onde eu faco minhas compras.
IC2 - Eu trocaria os produtos organicos que
consumo se encontrasse outro produto
organico sustentavel.
IC3- Estaria disposto a pagar mais por um
produto organico que seja sustentavel.
IC4 - No futuro, comprarei produtos
organicos se forem sustentaveis.

Obs.: Itens avaliados por meio de escala: 1 discordo totalmente... 5
concordo plenamente
Fonte: Adaptado de Quevedo Silva, De Oliveira Lima Filho e Freire
(2015).


Gustavo da Rosa Borges (1)

Thiago Antonio Beuron (2)

Rodrigo Garcia Stoll (3)

Valeria Garlet (4)

Manuscript first received/Recebido em 24/05/2018 Manuscript accepted/Aprovado em: 14/12/2018

(1) Doutor em Administracao pela Universidade Regional de Blumenau (FURB). Professor Adjunto na Universidade Federal do Pampa. E-mail: gustavoborges@unipampa.edu.br

(2) Doutor em Administracao pela Universidade Federal de Santa Maria (UFSM). Professor Adjunto na Universidade Federal do Pampa. E-mail: thiagobeuron@unipampa.edu.br

(3) Tecnologo em Agronegocio pela Universidade Federal do Pampa (UNIPAMPA). E-mail: rodrigogarciastoll@yahoo.com.br

(4) Mestra em Administracao, Doutoranda em Administracao pelo Programa de Pos-Graduacao em Administracao da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), RS. E-mail: valeriagarlet@yahoo.com.br

DOI - http://dx.doi.org/10.17800/2238-8893/aos.v8n1jan/jun2019p129-144
Tabela 1: Perfil da Amostra

Variaveis                  Frequencia  Percentual

Masculino                      101        49,0
Feminino                       105        51,0
Fundamental                     26        12,6
Medio                           72        35,0
Superior Incompleto             89        43,2
Superior Completo               15         7,3
Mestrado                         1         0,5
Doutorado                        3         1,5
Ate R$ 1.500                    80        38,8
Entre R$ 1.501 e R$ 3.000       75        36,4
Entre R$ 3.001 e R$ 5.000       36        17,5
Entre R$ 5.001 e R$ 7.000        7         3,4
Mais de R$ 7.000                 8         3,9

Fonte: Dados da pesquisa (2017)

Tabela 2: Media, Desvio Padrao, Teste de Normalidade do Construto
Consciencia Ambiental

             Desvio  Assimetria           Curtose
Item  Media          Estatistica  Erro    Estatistica  Erro
             Padrao               Padrao               Padrao

CA1   4,66   0,834    -2,950      0,169     9,091      0,337
CA2   2,30   1,426     0,607      0,169    -1,054      0,337
CA3   3,74   1,441    -0,838      0,171    -0,656      0,340
CA4   4,45   1,054    -2,120      0,170     3,767      0,338
CA5   2,60   1,413     0,303      0,169    -1,230      0,337
CA6   3,24   1,386    -0,233      0,169    -1,096      0,337
CA7   4,12   1,161    -1,177      0,171     0,418      0,341

Fonte: Dados da pesquisa (2017)

Tabela 3: Media, Desvio Padrao, Teste de Normalidade do Construto
Atitudes Saudaveis

Item  Media  Desvio  Assimetria                Curtose
                     Estatistica  Erro Padrao  Estatistica  Erro
             Padrao                                         Padrao

AT1   3,81   1,216   -0,702       0,171        -0,516       0,340
AT2   3,43   1,243   -0,292       0,171        -0,825       0,340
AT3   3,24   1,224   -0,178       0,171        -0,786       0,341
AT4   3,41   1,293   -0,269       0,170        -1,031       0,339
AT5   3,83   1,290   -0,757       0,172        -0,647       0,341
AT6   3,58   1,258   -0,482       0,169        -0,775       0,337
AT7   3,29   1,196   -0,132       0,170        -0,800       0,339
AT8   3,84   1,109   -0,616       0,170        -0,394       0,339
AT9   3,49   1,264   -0,450       0,169        -0,691       0,337

Fonte: Dados da pesquisa (2017)

Tabela 4: Media, Desvio Padrao, Teste de Normalidade do Construto
Intencao de Compra

                   Desvio
      Media        Padrao       Assimetria                Curtose
Item
      Estatistica  Estatistica  Estatistica  Erro Padrao  Estatistica

IC1   3,91         1,220        -0,831       0,169        -0,357
IC2   3,79         1,218        -0,771       0,169        -0,311
IC3   3,62         1,281        -0,554       0,169        -0,714
IC4   3,87         1,121        -0,726       0,169        -0,160

Item  Erro
      Padrao

IC1   0,337
IC2   0,337
IC3   0,337
IC4   0,337

Fonte: Dados da pesquisa (2017)

Tabela 5: Media e desvio padrao dos construtos

Construto              Media  Desvio Padrao

Intencao de compra     3,85   1,12104
Consciencia ambiental  3,77   1,04363
Atitude sustentavel    3,58   1,04087

Fonte: Dados da pesquisa (2017)

Tabela 6: Relacao entre Consciencia Ambiental e Intencao de compra

   Modelo       Coeficientes nao padronizados  Coeficientes
                                               padronizados  t
   B
                Erro Padrao  Beta

1  (Constante)  2,614        0,280             -             9,332
   Consciencia  0,329        0,072             0,306         4,592

   Sig.

1  0,000
   0,000

Fonte: Resultados da pesquisa (2017)

Tabela 7: Resumo do modelo Relacao entre Consciencia Ambiental e
Intencao de compra

Modelo  R          R quadrado  R quadrado  Erro        Durbin-Watson
                               ajustado    padrao da
                                           estimativa


1       0,306 (a)  0,094       0,089       1,06986     1,842

Fonte: Resultados da pesquisa (2017)

Tabela 8: Relacao entre Consciencia Ambiental e Atitude Sustentavel

Modelo               Coeficientes nao padronizados  Coeficientes
                                                    padronizados
                            B
                            Erro Padrao
                            Beta

1       (Constante)  2,495  0,262                   -
        Consciencia  0,288  0,067                   0,289

Modelo  T
               Sig.

1       9,539  0,000
        4,313  0,000

Fonte: Resultados da pesquisa (2017)

Tabela 9:Resumo do modelo da Relacao entre Consciencia Ambiental e
Atitude Sustentavel

Modelo  R          R quadrado  R quadrado  Erro        Durbin-Watson
                               ajustado    padrao da
                                           estimativa

1       0,289 (a)  0,084       0,079       0,99886     1,878

Fonte: Resultados da pesquisa (2017)

Tabela 10 - Relacao entre Atitude sustentavel e Intencao de compra

Modelo               Coeficientes nao padronizados  Coeficientes
                                                    padronizados
B                    Erro Padrao  Beta

1       (Constante)  1,814        0,239             -
        Atitude      0,569        0,064             0,529

Modelo  T      Sig.
B

1       7,599  0,000
        8,897  0,000

Fonte: Resultados da pesquisa (2017)

Tabela 11 - Resumo do modelo da Relacao entre Atitude Sustentavel e
Intencao de Compra

Modelo  R          R quadrado  R quadrado  Erro padrao    Durbin-Watson
                               ajustado    da estimativa

1       0,529 (a)  0,280       0,276       0,95386        1,957

Fonte: Resultados da pesquisa (2017)
COPYRIGHT 2019 Amazonia, Organizacoes e Sustentabilidade-AOS
No portion of this article can be reproduced without the express written permission from the copyright holder.
Copyright 2019 Gale, Cengage Learning. All rights reserved.

Article Details
Printer friendly Cite/link Email Feedback
Author:Borges, Gustavo da Rosa; Beuron, Thiago Antonio; Stoll, Rodrigo Garcia; Garlet, Valeria
Publication:AOS-Amazonia, Organizacoes e Sustentabilidade
Date:Jan 1, 2019
Words:6162
Previous Article:TRABALHO E SUBJETIVIDADE: UMA PERSPECTIVA DE ANALISE COMPORTAMENTAL/WORK AND SUBJECTIVITY: A BEHAVIOR-ANALYTIC ACCOUNT.
Next Article:O PROCESSO DECISORIO NO DESENVOLVIMENTO DE PRODUTOS EM ORGANIZACOES COM MULTIPLOS INTERESSES/THE DECISION-MAKING PROCESS IN PRODUCT DEVELOPMENT IN...
Topics:

Terms of use | Privacy policy | Copyright © 2019 Farlex, Inc. | Feedback | For webmasters