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[TEXT NOT REPRODUCIBLE IN ASCII] as suplicantes de Euripides (VV. 42-86).

Introducao

A traducao que apresentamos e referente ao parodo da tragedia euripidiana As Suplicantes, aLusao a composicao e ao comportamento do coro: maes dos guerreiros argivos mortos na expedicao dos sete contra Tebas e que buscam o auxilio de Atenas para resgatar os corpos de seus filhos e para prover as devidas exequias, conforme reza a lei dos deuses. A tragedia tem, entao, um tema religioso (mas nao apenas religioso!) como motor fundamental que e exposto claramente no prologo. Alem disso, a tragedia e ambientada num espaco sagrado: o santuario de Demeter em Eleusis, "[...] the precint of two goddesses intimately associated with fertility, new life, and peace. Theirs (sic) is a recurring cycle of life to death and back to life" (STOREY, 2008, p. 18). Qual seria a conexao entre o recinto sagrado de Demeter e as ancias argivas?

Ha uma relacao fortemente linear, pois todas elas sao maes e a dor da ausencia de uma filha ja foi experimentada por Demeter um dia. A "simples" funcao materna sera lembrada pelo coro nos versos 54 a 70. N'As Fenicias, a relacao mae e filho e lembrada tambem pelo coro quando Jocasta reencontra Polinices apos muitos anos de separacao. Assim elas se expressam nos versos 355-6:
   Tem um poderoso efeito nas mulheres a dor do parto
   e toda a raca feminina, de algum modo, ama seu filho.


De um angulo simbolico, o encontro de Demeter e Persefone, apos um longo e desesperado periodo de separacao, e um momento de paz e jubilo, pois representa o fim de uma incessante busca. A ausencia da filha produziu disturbios em Demeter que foram repercutidos no Olimpo e na esfera humana. As maes argivas estao, em certo sentido, numa busca incessante e desesperada, pois querem os corpos dos filhos retidos por Creonte, rei de Tebas. Nao ha "paz" ainda, somente dor e angustia. O ciclo da vida ainda nao se pode completar. A morte exigiria um ritual para completar esse ciclo e cada parte deve voltar para seu lugar de origem. Essa interpretacao e reforcada pelas palavras de Teseu ao arauto tebano nos versos 531-36:
   Permiti, sem demora, que os cadaveres sejam
                                              enterrados;

   de onde cada parte desabrochou para a vida
   permiti voltar para la: o sopro vital para o eter
   e o corpo para a terra, pois de modo algum o temos
   enquanto nosso, a nao ser como morada da vida;
   depois disso, e necessario que aquela que o nutriu
                                         tome-o de volta.


Entretanto, ha um forte contraste nesse panorama, pois a ocasiao cerimonial de fertilidade e prosperidade nao comporta esse disturbio provocado pelas ancias argivas, que se vestem lugubremente e entoam lamentos lancinantes. E uma ocasiao de alegria e nao de dor. As proprias ancias lembram, no parodo (vv. 63-4), que estao no local sagrado movidas por uma questao de necessidade. No verso 97, Teseu tambem identifica os mantos nao-festivos das ancias e aponta para o carater transgressor da manifestacao coral diante de um ambiente inapropriado para tal, podendo trazer serias consequencias para a cidade de Atenas, pois Teseu sugere "[...] that Demeter might be offended by a suppliant branch in her temple at the time of the Eleusinia, and so might any sacrifice be ruined by the ill-omened word or deed" (SMITH, 1967, p. 154)

As ancias argivas estariam recorrendo a Demeter como ultimo fio de esperanca. Trata-se, portanto, de um topos na literatura grega e amplamente usado por Euripides. As Fenicias e As Suplicantes, so para citar duas tragedias euripidianas, empregam bastante esse lugar-comum. No caso dAs Suplicantes, as intervencoes do coro, do parodo ao exodo, lembram incessantemente esse lugar-comum, mas envolto numa atmosfera evidentemente lugubre, pois as maes argivas lamentam nao so a dor pela morte dos filhos envolvidos na expedicao contra Tebas, mas, sobretudo, pela impossibilidade de prover as exequias desses filhos, na tentativa de realizar um ultimo ato de amor maternal e recolocar o ciclo de vida e morte em seu curso natural. Elas repercutem, assim, um comportamento baseado "on realistic touches, on familiar pictures, on pathetic notes, and on lyrical outbursts of passions deeply human" (PHOUTRIDES, 1916, p. 130). A despeito de suas curtas aparicoes no percurso do drama (1), o coro d'As Suplicantes encerra duas importantes funcoes na economia dramatica.

Em primeiro lugar, tem uma funcao estetica e antropologica porque e um ritual coletivo que expressa uma dor igualmente coletiva. Do ponto de vista estetico, temos uma caracterizacao bastante peculiar: sao ancias argivas (dado trazido a tona logo no prologo), que se vestem lugubremente (mantos escuros/nao-festivos, conforme verso 97) e tem o cabelo raspado (verso 97); as suas vocalizacoes sao igualmente lugubres e se inserem num vasto campo semantico relacionado ao [TEXT NOT REPRODUCIBLE IN ASCII.] (dor). As interjeicoes sao caracteristicas nesse sentido ([TEXT NOT REPRODUCIBLE IN ASCII.] assim por diante), alem das famosas avaliacoes negativas quanto ao proprio panorama existencial ([TEXT NOT REPRODUCIBLE IN ASCII.] e variantes). Aderidas as manifestacoes linguisticas da expressao da dor, as ancias argivas se mutilam, conforme indicacoes contidas no parodo (vv. 50-1) e reiteradas no terceiro estasimo (v. 826). E uma estetica de cancao funebre, um lirismo sinistro que, em sua forma pura, envolve um ritual formal:

[...] the arrival of the suppliants, their distress often communicated by dress or body language, adoption of an inferior attitude to the supplicated (often kneeling), physical contact [touching the chin or knees (...)], words of appeal, then release and withdrawal [...] (STOREY, 2008, p. 29)

Assim, as vocalizacoes e os sinistros movimentos corporais sao uma performance de cantos de lamentacao relacionadas ao universo feminino e esse ritual especifico tem um sentido antropologico porque "it becomes a communicative event that affirms social bonding through shared female suffering" (FISHMAN, 2008, p. 279). A soma das dores individuais cria um apoderosa rede comunitaria de dor emocional, ou seja, a ocasiao de morte, seja de marido ou filho (a), enseja uma oportunidade de articulacao de dores, criando uma rede lugubremente poderosa que transcende as questoes de status socio-politico e, em ultima instancia, a questao de genero. Temos duas evidencias diretas neste drama: Etra e Adrasto.

A mae de Teseu, desde o prologo, sente-se arrastada por essa rede (2), nao so pelo respeito a instituicao religiosa da suplicante, mas pela fraternidade que se estabelece entre elas. A simpatia pela causa das ancias enlaca Etra de uma forma mais profunda quando as ancias se enderecam a ela chamando sua atencao para as manifestacoes fisicas da dor (na antistrofe a do parodo) e pelo estabelecimento da equivalencia, entre elas, das funcoes elementares de mulher, mae e esposa (na estrofe b do parodo). Ha que se notar que Etra e as ancias estao em posicoes politicas diametralmente opostas, mas compartilham uma funcao comum: sao mulheres e maes.

Adrasto e um caso bastante curioso, pois ele executa uma funcao que e evidentemente feminina nesta comunidade de mulheres pranteadoras. Embora seja um varao, Adrasto se coloca, do prologo ao exodo, a despeito de sua posicao de lider maximo da expedicao contra Tebas, como um autentico pranteador feminino. Etra ja o inserira no circulo das ancias argivas e Teseu faz o mesmo, no inicio do primeiro episodio, quando ordena a Adrasto o cessar dos lamentos e o desvelamento da face, ou seja, comportamentos tipicos de um circulo comunitario de mulheres pranteadoras.

Ademais, as pranteadoras do coro estabelecem uma mediacao entre o mundo dos vivos e o mundo dos mortos porque "women mourners use the event of the death of another as an occasion to transform their mourning into a genre of lament performance that becomes the 'instruments for voicing the concerns of the living'"(FISHMAN, 2008, p. 271), quer dizer, a ocasiao funesta alcanca a dimensao dos vivos na medida em que realca a existencia em si mesma, fazendo uma contraposicao a morte. Essa interpretacao e reforcada pelo verso 78 do parodo: "Pois as honras aos mortos e adorno ([TEXT NOT REPRODUCIBLE IN ASCII]) para os vivos".

Um ultimo aspecto precisa ser abordado. Os lamentos significam um instrumento de critica social e religiosa quando se fortalecem como um elo comunitario de mulheres pranteadoras contra uma serie de injusticas:

Themes expressed by the mourners'personal ponoi such isolation, widowhood, loss of social status, desertion by male relatives, sufferings brought on by childbirth or the raising of children, and grievances against war and death, find expression in the function of women's lament as social protest. (FISHMAN, 2008, p. 272-3)

As mulheres do coro se valem dessa efetiva e poderosa rede lugubre para "protestar" contra uma estrutura social e religiosa criada e mantida pelos homens. A aparicao delas diante do templo de Demeter, onde estava Etra para realizar o sacrificio em homenagem a deusa pelo momento favoravel a Atenas, demonstra claramente esse projeto, pois "the suppliants may pollute the sacrifice and the earth of Athens with their colors, their boughs, and their emotions" (SMITH, 1967, p. 155). Elas sao uma voz dissonante e lancinante contra uma sociedade patriarcal, pois, de acordo com Segal (1993, p. 8):
   men enjoy power, privilege, and access to public
   life and public space, while women must find ways of
   compensating for their relative powerlessness, which
   they do with results that usually undermine the
   male-dominated political order with which the plays
   begin (...)


Aliado a essa performance de lamentos, ha o aspecto da suplicacao propriamente dito: "suppliants place the obligation of action on the state, and the state must balance its survival against the demands of piety" (SMITH, 1967, p. 153). Entao, Atenas e Teseu tem um problema duplo: a antifonia perturba o santuario, o que pode atrair a ira de Demeter contra Atenas; a suplica empresta seus contornos a antifonia, o que obriga a cidade a atender, em tese, a demanda do suplicante. O motivo primordial da viagem delas de Argos ate o santuario de Eleusis e pleitear a devolucao dos corpos dos seus amados filhos, retidos em Tebas por um homem: Creonte. Contra essa injustica religiosa e o cerceamento de um direito divino, elas se mobilizam entoando canticos de dor e executando manifestacoes sinistras de dilaceracao. E pretendem envolver Atenas, Teseu e Etra nesse panorama.

Ha, nesse sentido, um carater subversivo e transgressor, que ja mencionamos: elas estao num ambiente sagrado, mas incompativel com esse tipo de demanda religiosa. Contudo, a simples presenca das mulheres e suficiente para criar em Teseu uma tensao. No inicio do primeiro episodio, quando Teseu atende ao chamado da mae e chega ao santuario de Demeter, visualizando as ancias e seus [TEXT NOT REPRODUCIBLE IN ASCII.] (v. 88), ele e arrebatado pelo medo ([TEXT NOT REPRODUCIBLE IN ASCII.], no verso 89) e, no final do primeiro episodio, ele ordena que as ancias afastem as guirlandas de sua mae e a leva consigo de volta a Atenas, delineando o carater subversivo do coro atraves da evidente preocupacao em quebrar o laco comunitario que unia Etra e o coro, pois a forca desse elo resultou em persuasao: Teseu rechaca a suplica de Adrasto, mas incluira, em sua agenda politica, a pedido de sua mae Etra, o resgate dos corpos numa guerra contra Tebas.

As vozes das ancias argivas, em seu conjunto, estao inseridas num contexto cultural, textual e performativo e representam, nesta tragedia, a verbalizacao de um profundo desamparo e desespero. E um antigo ritual de pranto pelos mortos, circunscrito a esfera religiosa, que desemboca no plano dramatico e verbaliza seus multiplos aspectos. Trata-se de uma pratica religiosa arcaica com repercussoes nos planos estetico e moral.

A segunda importante funcao do coro n'As Suplicantes decorre do primeiro ponto discutido: todos esses aspectos envolvidos nas investidas das mulheres do coro conseguem atrair a atencao de Etra e de Teseu para sua demanda primaria, o que fara com que Teseu declare guerra a Tebas, recupere os corpos dos comandantes argivos e providencie as exequias adequadas, culminando nos discursos de epitafios do quarto episodio quando Adrasto, nos versos 858-9, sera o encarregado de tecer os elogios ([TEXT NOT REPRODUCIBLE IN ASCII]) dos comandantes mortos, seguindo as diretrizes morais da verdade ([TEXT NOT REPRODUCIBLE IN ASCII]) e do justo ([TEXT NOT REPRODUCIBLE IN ASCII]).

Portanto, muito longe de diminuir ou diluir a funcao do coro tragico, bem como de promover a sua decadencia, Euripides recupera e reverbera performaticamente um ritual lamentativo tipico de comunidades orais de tempos antigos, um coro que espraria pela tragedia um poder solene de dor, lamentacao e prantos, tecendo uma rede comunitaria de mulheres pranteadoras que fazem frente ao poder patriarcal de Creonte e, em ultima instancia, de Teseu, alem de manter sempre vivo o patetico do inicio ao fim do drama. Conforme Segal (1993, p. 4), Euripides [...] draws on the ancient traditions of poetic and ritual commemoration [...] but he is also conscious of refashioning these traditions through his new art, an art inspired no longer by the muse of epic martial glory but by a Muse of Sorrows.

Nota a traducao: adotamos como texto base a edicao de James Diggle (1981), sem duvida um dos mais respeitados editores dos drama de Euripides. A traducao e fundamentalmente semantica e tende a ficar o mais proximo possivel do texto grego. Consultamos, tambem, outras edicoes, com particular interesse nos comentarios, tais como a italiana de Ammendola (1922) e a inglesa editada por Paley (2010); consultamos as traducoes de Coleridge (1938), Gregoire (1976) e Ribeiro (2012) e algumas outras apresentadas nas referencias.
Coro

Suplico-te, senhora, com os labios idosos,             [estrofe a
prostrando-me diante de teus joelhos:
([dagger])resgata os filhos -os cadaveres vencidos--que os impios
([dagger]) abandonam na morte que desenlaca os membros,        45
como repasto para as feras montanhesas;

Apos contemplar as lagrimas doridas entorno das
                                         [palpebras [antistrofe a

e os laceramentos da carne envelhecida                         50
pela acao das maos: o que me resta entao? Os meus filhos mortos
nem poderei vela-los em casa
nem poderei ver os montes de terra de suas tumbas.

Tu tambem outrora geraste, o senhora, um jovem         [estrofe b
quando se aninhou com teu esposo no caro leito:                56
compartilha agora comigo teu pensamento e compartilha
o quanto me aflijo,
lamentando os mortos que gerei.

Persuade teu filho a ir- rogamos a ti-                         60
ao Ismeno e o corpo robusto dos cadaveres insepultos
restituir as minhas maos sofredoras.

Nao por reverencia, mas por necessidade, cheguei
                                      [suplicante   [antistrofe b

e inoportuna diante das piras dos divinos sacrificios;
trazemos uma causa justa: existe contigo certo poderio-
                                      [um filho valente-       65

capaz de resolver essa minha desgraca.

Suplico, infeliz que sou, padecendo miserias,
para colocar minhas maos em meu filho morto,
e envolver com os bracos seus membros lugubres.                70

E uma intensa agonia esta: de lamentos para outros
                                      [lamentos        [estrofe c

passamos; as maos das servicais reverberam.
Vinde, o companheiras de cantos lamuriosos!
Vinde, o companheiras das comiseracoes!
Hades venera este coro.                                        75
Na face e com a unha branca
fazei correr pela pele o sangue! < ai! ai! >
Pois as honras aos mortos e adorno para os vivos.

Excita-me essa graca das lamurias,                  [antistrofe c
insaciavel e de muitas penurias,                               80
qual agua fluindo de rocha ingreme,
sempre incessante por causa ([dagger]) dos lamentos ([dagger]).
Pois, em virtude da morte dos filhos,
o sofrimento tem algo de pesaroso
para as mulheres, naturalmente: ai! ai!                        85
Pudesse a morte trazer alivio destas dores!


DOI: http://dx.doi.org/10.14195/1984-249X_15_14

Referencias bibliograficas

DIGGLE, J. (1981). EVRIPIDES: FABVLAE. New York: Oxford University Press, vol. II.

EURIPIDES (1995). Tragedias. Introducao, traducao e notas de J. L. Calvo Martinez. Madrid, Gredos,.

--(2012). As Suplicantes. Traducao, introducao e notas de Jose Luiz Ribeiro. Porto Alegre, Movimento.

--. The Suppliants. Trad. de E. P. Coleridge. Adelaide, The University of Adelaide Library, 2014.

EURIPIDE (1991). Tutte le tragedie. Traducao de Filipo M. Pontani. Roma, Grandi Tascabili Economici.

FISHMAN, A. (2008). "Threnoi to Moirologia: female voices of solitude, resistance and solidarity". In: Oral Tradition, s/ed., p. 267-295.

PARMENTIER, L. et GREGOIRE, H. (1976). Euripide: Heracles, Les Suppliantes, Ion. Paris, Les Belles Lettres.

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VICKERS, B. (1973). Towards Greek Tragedy. London and New York, Longman.

Submetido em Abril de 2014 e aprovado em Maio de 2015.

Evandro Luis Salvador, Universidade Estadual Paulista--Araraquara, Brasil --evandrosalva@gmail.com

(1) Dos 1234 versos da tragedia, 271 versos sao destinados ao coro, ou seja, pouco mais de 10% da tragedia repercutem a performance coral. O tamanho das odes corais em relacao ao numero de versos totais nas tragedias de Euripides atraiu para o dramaturgo extensas criticas, dentre as quais a acusacao de diminuir o papel ou funcao do coro na economia dramatica, contribuindo decisivamente para a decadencia do coro tragico, principalmente quando o dramaturgo submete o coro a emocoes e vestimentas comezinhas. Sobre essa discussao remeto ao extenso e oportuno artigo de Phoutrides (1916, p. 77-170), que recupera a discussao e a analisa em termos estatisticos e estilisticos, sempre comparando as odes corais de Euripides com as odes de Esquilo e Sofocles.

(2) Conferir os versos 32 ([TEXT NOT REPRODUCIBLE IN ASCII.]) e 102-3 do primeiro episodio ([TEXT NOT REPRODUCIBLE IN ASCII.]). De fato, Etra e a intermediaria das suplicantes para chegar a Teseu, governante de Atenas e, conforme Vickers (1979, p. 441), "once these ritual gestures have been made, the man who has received them is already under pressure, in a contract which it would be unethical and therefore dangerous for him to break".
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Title Annotation:texto en portugues
Author:Salvador, Evandro Luis
Publication:Revista Archai: Revista de Estudos Sobre as Origens do Pensamento Ocidental
Article Type:Ensayo
Date:Jul 1, 2015
Words:2942
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