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Methods of breaking dormancy for seeds of Stryphnodendron/Metodos de superacao de dormencia de sementes de barbatimao.

Introducao

As especies Stryphnodendron adstringens (Mart.) Coville e Stryphnodendron polyphyllum Mart., conhecidas pelo nome popular barbatimao, pertencem a familia Leguminosae e apresentam casca com alto teor de tanino, utilizadas na medicina popular dada a sua acao adstringente e na recuperacao de areas degradadas. Ambas as especies sao arvores nativas dos cerrados brasileiros, podendo ser encontradas nos Estados de Sao Paulo, Distrito Federal, Mato Grosso do Sul e Mato Grosso e Minas Gerais. O florescimento de S. adstringens ocorre de setembro a novembro e de S. polyphyllum, de novembro a dezembro, e os frutos amadurecem na mesma epoca, de julho a setembro do ano seguinte (Lorenzi, 2002 a e b).

A dispersao destas especies ocorre por meio de sementes que apresentam dormencia, uma estrategia de sobrevivencia que permite a especie superar condicoes ambientais desfavoraveis, tais como o fogo e os periodos de seca, que sao comuns nas areas de cerrado na epoca de frutificacao e dispersao das sementes de barbatimao (Felfili et al., 1999). Entretanto, esta caracteristica torna-se um problema para os viveiristas, pois causa atraso e desuniformidade na germinacao e na producao de mudas.

Na familia Leguminosae, a causa de dormencia mais comum e decorrente da impermeabilidade do tegumento. A dureza do tegumento e atribuida a camadas de celulas em palicada, que apresentam paredes espessas e recobertas externamente por uma camada cerosa (Marcos Filho, 2005). No entanto, existem varios tratamentos que podem ser usados com exito para superar esse tipo de dormencia, tais como: escarificacao mecanica por abrasao (Ramos e Zanon, 1986; Varela et al., 1991; Nuno, 1995; Lemus Filho et al., 1997; Alves et al., 2000; Bruno et al., 2001); escarificacao quimica com [H.sub.2]S[O.sub.4] (Eira et al., 1993; Nuno, 1995; Alves et al., 2000; Varela et al., 1991), embebicao em agua quente (Eira et al., 1993; Nuno, 1995), exposicao a altas temperaturas e resfriamento rapido (Ramos e Zanon, 1986). Porem, o tempo de aplicacao e a eficiencia dos tratamentos de superacao de dormencia dependem da especie (Veasey et al., 2000).

A ruptura do tegumento por meio dos metodos de escarificacao, alem de aumentar a permeabilidade a agua e gases, pode promover aumento da sensibilidade a luz e a temperatura, atuando sobre o metabolismo das sementes e, consequentemente, sobre a dormencia (Carvalho e Nakagawa, 2000).

O presente trabalho teve como objetivo identificar metodos para superar a dormencia e promover a germinacao de sementes de barbatimao das especies Stryphnodendron adstringens e Stryphnodendron polyphyllum.

Material e metodos

Frutos de Stryphnodendron adstringens e de Stryphnodendron polyphyllum foram colhidos em sete fragmentos de cerrado em, aproximadamente, 95 plantas-mae por especie avaliada. As sementes foram extraidas das vagens e submetidas a uma limpeza para a retirada de sementes chochas, mal formadas e danificadas. Para melhor caracterizacao da qualidade das sementes utilizadas no trabalho, para cada especie, foi calculado o rendimento de sementes sujas e de sementes limpas por quilograma de vagem colhida.

Os tratamentos de superacao de dormencia testados foram os seguintes:

- testemunha - sementes sem tratamento;

- escarificacao mecanica - friccao manual da semente no lado oposto ao embriao, em lixa numero 220;

- agua quente por 5 e por 15 minutos - imersao das sementes em agua pelo tempo previsto, cuja temperatura inicial foi de 87[degrees]C e finais, de 72[degrees]C, para 5 minutos, e de 58[degrees]C, para 15 minutos, seguida por secagem a sombra;

- escarificacao acida por 30, 45, 60, 75, 90 e 105 minutos - imersao das sementes em acido sulfurico 36 N, 95%, pelo tempo previsto, seguida de lavagem em agua corrente e secagem a sombra;

- choque termico 1 - manutencao das sementes em camara a 0[degrees]C e 50% UR por 1 h, seguida de imersao em agua quente por 10 minutos, cuja temperatura inicial foi de 85[degrees]C e final, de 57[degrees]C, seguida por secagem a sombra;

- choque termico 2 - manutencao das sementes a 40[degrees]C e 40% UR, por 6 horas, em estufa com circulacao forcada de ar, seguida de imersao em agua a 0[degrees]C, por 10 minutos, cuja temperatura inicial foi de 0[degrees]C e final, de 3[degrees]C, seguida por secagem a sombra; e

- choque termico 3 - manutencao das sementes a 40 [degrees]C e 40% UR, por 6 horas, em estufa com circulacao forcada de ar, seguida de imersao em agua a 25[degrees]C, que se manteve nesta temperatura durante os 10 minutos do tratamento, seguido de secagem a sombra.

As sementes foram avaliadas pelo teste de germinacao com quatro subamostras de 50 sementes a 25[degrees]C e luz, e a contagem das plantulas foi realizada, semanalmente, do setimo ao 42[degrees] dia apos a semeadura, quando foram calculadas as porcentagens de plantulas normais, anormais, sementes dormentes e mortas. Foi tambem avaliada a primeira contagem, realizada aos sete dias apos a semeadura, contabilizando-se o numero de plantulas normais, o que reflete a velocidade de germinacao, um indice de vigor.

Para cada uma das especies, o experimento foi instalado em delineamento estatistico, inteiramente casualizado, com quatro repeticoes. As medias das caracteristicas avaliadas foram comparadas pelo teste de Tukey (p < 0,05), com os dados transformados em [(x + 1/2).sup.1/2].

Resultados e discussa discussao

Um quilograma de vagens de Stryphnodendron adstringens possibilitou a obtencao de 117 g de sementes com impurezas que, apos a limpeza, renderam 77 g de sementes beneficiadas, e um quilograma de vagens de Stryphnodendron polyphyllum possibilitou a obtencao de 229 g de sementes com impurezas que, apos a limpeza, renderam 153 g de sementes beneficiadas. As vagens de S. adstringens apresentam menor comprimento e sao mais duras e espessas que as de S. polyphyllum, o que pode explicar a menor producao de sementes por quilograma de vagem (Lorenzi, 2002 a e b).

Embora essa ultima especie apresente maior producao de sementes por quilograma de vagem, os dados obtidos mostram que aproximadamente 65% das sementes produzidas em ambas as especies apresentavam caracteristicas de integridade fisica semelhantes, ou seja, sem danos aparentes, antes de serem submetidas aos tratamentos de superacao de dormencia.

De acordo com os dados apresentados nas Tabelas 1 e 2 para S. adstringens e S. polyphyllum, os tratamentos de [H.sub.2]S[O.sub.4], nos periodos de 45 a 90 minutos e de 45 a 105 minutos, respectivamente, apresentaram maior eficiencia na superacao da dormencia das sementes, quando comparados aos demais, pois resultaram em maior porcentagem e velocidade de germinacao registrada pelas plantulas normais e primeira contagem. Estes resultados nao diferiram estatisticamente do tratamento de lixa que, embora seja um metodo trabalhoso e viavel apenas para pequenos volumes de sementes, e utilizado como referencia em trabalhos de superacao de dormencia de sementes com tegumento impermeavel (Alves et al., 2000; Santos et al., 2004).

Varios autores confirmam os resultados obtidos no presente trabalho, apresentando o tratamento com acido sulfurico como um dos mais promissores na superacao da dormencia de sementes de varias especies (Eira et al., 1993; Torres e Santos, 1994; Ribas et al., 1996; Jeller e Perez, 1999). A sua eficiencia foi constatada para sementes de Leucaena leucocephala (Nuno, 1995; Cavalcante e Peres, 1996), Enterolobium contortisiliquum (Eira et al., 1993), Cassia bicapsulares, Cassia speciosa e Cassia javanica (Rodrigues et al., 1990), Prosopis juliflora (Bastos et al., 1992) e Stryphnodendron pulcherrimum (Varela et al., 1991), Mimosa caesalpinifolia (Martins et al., 1992), Copaifera langsdorfii (Peres e Prado, 1993), Acacia senegal (Torres e Santos, 1994), Mimosa bimucronata (Ribas et al., 1996), Guazuma ulmifolia (Araujo Neto, 1997), Parkia multijuga (Bianchetti et al., 1998), Caesalpiniae ferrea (Lopes et al., 1998), Leucaena diversifolia (Bertalot e Nakagawa, 1998), entre outras especies.

Apesar da eficiencia dos tratamentos com acido sulfurico, sua utilizacao apresenta algumas desvantagens, tais como o perigo de queimaduras ao tecnico ou operario que executa a escarificacao devido a sua acao corrosiva, a elevacao da temperatura e a respingos quando em contato com a agua, dificuldades na utilizacao para volumes relativamente grandes de sementes, alto custo e dificuldade de aquisicao do produto. Por isso, em viveiros, a imersao em agua quente e um metodo de superacao de dormencia mais empregado por causa da facilidade do tratamento, baixo custo e pequeno risco ao trabalhador, entretanto, este tratamento nao se mostrou eficiente neste trabalho para nenhuma das especies avaliadas (Tabelas 1 e 2).

Para S. adstringens, o tratamento de imersao em [H.sub.2]O quente por ambos os periodos, tambem promoveram aumento das plantulas normais e da velocidade de germinacao, detectado pela primeira contagem do teste de germinacao, por causa da superacao significativa da dormencia das sementes (Tabela 1). No entanto, com resultados inferiores aos obtidos com a lixa e com [H.sub.2]S[O.sub.4], principalmente se comparados aos periodos de imersao de 45 a 90 minutos. Para S. polyphyllum, a agua quente tambem apresentou resultados menos eficientes de germinacao, superacao de dormencia e velocidade de germinacao, detectado pela primeira contagem do teste de germinacao, que os obtidos com lixa e com [H.sub.2]S[O.sub.4].

Esses resultados concordam com os obtidos para sementes de Senna macranthera (Santarem e Aquila, 1995), Enterolobium contortisiliquum (Eira et al., 1993) e Leucaena leucocephala (Nuno, 1995), nos quais o tratamento com agua quente proporcionou menor superacao de dormencia e promocao de germinacao das sementes quando comparadas aos tratamentos com acido sulfurico.

Para S. adstringens (Tabela 1), a porcentagem de plantulas anormais nao foi afetada por nenhum dos tratamentos testados e para S. polyphyllum (Tabela 2), somente o tratamento com lixa aumentou significativamente esse parametro.

Verifica-se, na Tabela 1, que, para S. adstringens, os tratamentos com choques termicos 1, 2 e 3 nao foram eficientes na superacao da dormencia e nao tiveram efeito sobre a porcentagem de sementes mortas, de plantulas anormais e sobre a primeira contagem de germinacao, apresentando resultados semelhantes aos da testemunha. Somente quanto a porcentagem de plantulas normais, o choque termico 1 apresentou resultados promissores, porem, ainda assim, inferiores aos obtidos nos demais tratamentos.

As sementes de S. polyphyllum apresentaram respostas diferentes das de S. adstringens aos tratamentos de choque termico. Os dados da Tabela 2 indicam que, para S. polyphyllum, o choque termico 1 (0[degrees]C por 1 h, seguida de imersao em agua quente por 10 minutos) apresentou resultados similares aos obtidos com a imersao em agua quente por 15 minutos, pois promoveu o aumento das plantulas normais dada a superacao significativa da dormencia das sementes, nao tendo apresentado efeito sobre os demais parametros avaliados e com resultados menos promissores que os obtidos com lixa e com [H.sub.2]S[O.sub.4] quanto a germinacao, superacao de dormencia e primeira contagem de germinacao. Para essa especie, os choques termicos 2 e 3 nao tiveram efeito diverso da testemunha quanto a porcentagem de plantulas normais, anormais e primeira contagem de germinacao; no entanto, reduziram significativamente a porcentagem de sementes mortas.

Conclusao

Sementes de barbatimao de diferentes especies respondem, de forma diversa, a alguns tratamentos de superacao de dormencia.

A escarificacao das sementes com [H.sub.2]S[O.sub.4], por 45 minutos, ou com lixa, pode ser utilizada com eficiencia para a superacao da dormencia e promocao da germinacao de ambas as especies de barbatimao.

Agradecimentos

A Fundacao de Amparo a Pesquisa do Estado de Sao Paulo (Fapesp), pela concessao de bolsa de estudo a Armando Tadeo Rodriguez da Camara.

Received on January 29, 2007. Accepted on August 10, 2007.

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Cibele Chalita Martins *, Armando Tadeo Rodriguez da Camara, Carla Gomes Machado e Joao Nakagawa

Departamento de Producao Vegetal, Faculdade de Ciencias Agronomicas, Campus de Botucatu, Universidade Estadual Paulista, Rua Jose Barbosa de Barros, 1780, Cx. Postal 237, Fazenda Experimental Lageado, 18610-307, Botucatu, Sao Paulo, Brasil. * Autor para correspondencia. E-mail: cibele@fca.unesp.br
Tabela 1. Porcentagem de plantulas normais, anormais,
sementes dormentes, mortas e vigor avaliado pelo teste de
germinacao de sementes de Stryphnodendron adstringens, apos
tratamentos de superacao de dormencia. Botucatu, Unesp,
2007(1).

Tratamentos de Plantulas (%) Sementes (%)
superacao de Normais Anormais Dormentes
dormencia

Testemunha 6,0e 0,5 a 89,0de
Lixa 88,5a 0,0 a 0,5a
[H.sub.2]O quente - 5 min. 58,5c 1,5 a 25,0c
[H.sub.2]O quente - 15 min. 61,5bc 1,5 a 23,0bc
[H.sub.2]S[O.sub.4] - 30 min. 75,5abc 0,5 a 15,0b
[H.sub.2]S[O.sub.4] - 45 min. 90,5a 0,0 a 0,5a
[H.sub.2]S[O.sub.4] - 60 min. 90,5a 0,5 a 0,0a
[H.sub.2]S[O.sub.4] - 75 min. 91,5a 0,0 a 0,0a
[H.sub.2]S[O.sub.4] - 90 min. 87,5a 0,0 a 0,0a
[H.sub.2]S[O.sub.4] - 105 min. 81,5ab 0,0 a 0,0a
Choque termico 1 22,5d 0,5 a 74,0d
Choque termico 2 4,5 e 0,5 a 92,0de
Choque termico 3 2,5e 0,5 a 93,5e
CV% 7,44 44,84 9,55
DMS 1,32 1,00 1,03

Tratamentos de Sementes (%)
superacao de Mortas Primeira
dormencia Contagem

Testemunha 4,5 ab 4,0de
Lixa 11,0 abc 88,5 a
[H.sub.2]O quente - 5 min. 15,0 bc 18,0 bc
[H.sub.2]O quente - 15 min. 14,0 abc 22,0 b
[H.sub.2]S[O.sub.4] - 30 min. 9,0 abc 65,0 a
[H.sub.2]S[O.sub.4] - 45 min. 9,0 abc 77,5 a
[H.sub.2]S[O.sub.4] - 60 min. 9,0 abc 89,0 a
[H.sub.2]S[O.sub.4] - 75 min. 8,5 abc 90,0 a
[H.sub.2]S[O.sub.4] - 90 min. 12,5 abc 87,5 a
[H.sub.2]S[O.sub.4] - 105 min. 18,5 c 80,0 a
Choque termico 1 3,0 a 8,5 cd
Choque termico 2 3,0 a 2,5 de
Choque termico 3 3,5 ab 1,5 e
CV% 28,24 9,62
DMS 2,08 1,49

Para cada caracteristica avaliada, medias seguidas pela mesma
letra na coluna nao diferem estatisticamente entre si pelo teste
Tukey de (p < 0,05). O procedimento estatistico foi realizado com
os dados transformados em [(x + 1/2).sup.1/2] e as medias
apresentadas sao dos dados originais.

Tabela 2. Porcentagem de plantulas normais, anormais,
sementes dormentes, mortas e vigor avaliado pelo teste de
germinacao de sementes de Stryphnodendron pholyphyllum, apos
tratamentos de superacao de dormencia. Botucatu, Unesp, 2007(1)

Tratamentos de
superacao de Plantulas (%) Sementes (%)
dormencia Normais Anormais Dormentes

Testemunha 5,0cd 0,5a 72,5 de
Lixa 72,0a 9,5b 0,0 a
[H.sub.2]O quente - 5 min. 9,0bc 0,5a 56,0 cd
[H.sub.2]O quente - 15 min. 15,5b 1,0a 46,5 c
[H.sub.2]S[O.sub.4] - 30 min. 65,5a 3,0ab 7,0 b
[H.sub.2]S[O.sub.4] - 45 min. 77,5a 1,5a 0,0 a
[H.sub.2]S[O.sub.4] - 60 min. 71,5a 1,5a 0,5 a
[H.sub.2]S[O.sub.4] - 75 min. 71,5a 2,5a 0,5 a
[H.sub.2]S[O.sub.4] - 90 min. 64,0a 2,0a 1,0 a
[H.sub.2]S[O.sub.4] - 105 min. 65,0a 5,0ab 0,0 a
Choque termico 1 16,5b 0,5a 48,5 c
Choque termico 2 2,0d 0,0a 91,5 e
Choque termico 3 1,0d 0,0a 89,5 e
CV% 10,41 46,25 12,11
DMS 1,48 1,58 1,31

Tratamentos de
superacao de Sementes (%)Primeira
dormencia Mortas Contagem

Testemunha 22,0cde 2,5bc
Lixa 18,5bc 72,0a
[H.sub.2]O quente - 5 min. 34,5de 6,5bc
[H.sub.2]O quente - 15 min. 37,0e 6,0bc
[H.sub.2]S[O.sub.4] - 30 min. 24,5cde 63,0a
[H.sub.2]S[O.sub.4] - 45 min. 21,0cd 76,5a
[H.sub.2]S[O.sub.4] - 60 min. 26,5cde 71,5a
[H.sub.2]S[O.sub.4] - 75 min. 25,5cde 71,5a
[H.sub.2]S[O.sub.4] - 90 min. 33,0de 64,0a
[H.sub.2]S[O.sub.4] - 105 min. 30,0cde 65,0a
Choque termico 1 34,5cde 8,5b
Choque termico 2 6,5a 2,0c
Choque termico 3 9,5ab 1,0c
CV% 11,48 11,19
DMS 1,40 1,51

(1) Para cada caracteristica avaliada, medias seguidas pela mesma
letra na coluna nao diferem estatisticamente entre si pelo teste de
Tukey (p < 0,05). O procedimento estatistico foi realizado com os
dados transformados em [(x + 1/2).sup.1/2] e as medias
apresentadas sao dos dados originais.
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Author:Martins, Cibele Chalita; da Camara, Armando Tadeo Rodriguez; Machado, Carla Gomes; Nakagawa, Joao
Publication:Acta Scientiarum Agronomy (UEM)
Date:Jul 1, 2008
Words:3615
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