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Fatores associados ao consumo de bebidas alcoolicas pelos adolescentes de uma Escola Publica da cidade de Maringa, Estado do Parana.

Introdução

O consumo de bebidas alcoólicas é o hábito social mais antigo e disseminado entre as populações. As justificativas para o seu consumo são as mais diversas possíveis, sendo atribuídos efeitos calmante, desinibitório, afrodisíaco e estimulante do apetite (Cardin et al., 1986; Llambrich, 2005). A partir do século XX, foram realizados estudos sistematizados para avaliar os problemas que o consumo exagerado de bebidas alcoólicas acarreta nas populações (Cardin et al., 1986; Berridge, 1990; Valle, 1998). No ano de 1990, estimou-se que cerca de 5% das mortes de pessoas com idade entre cinco e 29 anos ocorreram pelo uso do álcool, além do óbito, a invalidez permanente em indivíduos jovens é uma grave consequência do consumo exagerado de bebidas alcoólicas (Jernigan, 2001).

As causas do consumo exagerado de bebidas alcoólicas podem estar relacionadas a um conjunto de fatores biopsicossociais (Bertolote, 1997; Vaillant, 1999). A hereditariedade e a predisposição ambiental são fatores biológicos relacionados com a dependência e o consumo do álcool (Cloninger, 1987). O lugar e a cultura a que o indivíduo pertence ou, até mesmo, o ambiente vivido na infância podem ser fatores que contribuem para o desenvolvimento do alcoolismo (Vaillant, 1999). Quanto ao aspecto psicológico, o consumo do álcool funciona como um mecanismo de fuga, pois é consumido principalmente por indivíduos tímidos e aqueles com medo de tomar iniciativas ou de assumir responsabilidades (Kolck et al., 1991; Chalder et al., 2006). O desemprego e a privação social são algumas condições socioeconômicas que podem influenciar o indivíduo quanto ao hábito de consumir ou não as bebidas alcoólicas (Pillon e Luis, 2004).

A adolescência é uma fase na vida do indivíduo, que está em constante desenvolvimento biológico, psicológico e social. Nesta fase, o adolescente possui muitas dúvidas, além de sofrer forte influência para o consumo de bebidas alcoólicas pelo apelo da mídia em favor do consumo destas bebidas, ou também pela influência direta da família ou de grupos de amigos (Muza et al., 1997; Llambrich, 2005).

Como o hábito adquirido pelo adolescente pode ser mantido por toda a sua vida adulta e como o alcoolismo é um problema de grande prevalência populacional e elevado custo social por estar associado a mortes no trânsito, desentendimentos familiares e afetivos, separação de casais, homicídios, espancamentos de crianças e mulheres, deserção do trabalho e da escola (Jernigan et al., 2000; Nascimento e Justo, 2000; Jernigan, 2001; Osterberg, 2004; Gallego et al., 2005), neste trabalho, foi avaliado o consumo de bebidas alcoólicas pelos adolescentes estudantes de uma Escola da Rede Estadual de Ensino de Maringá, Estado do Paraná, e também foram identificados os possíveis fatores associados a esse consumo.

Material e métodos

Contatos com os entrevistados

Primeiramente, foi enviado à direção da escola um ofício solicitando autorização para a realização da pesquisa. Posteriormente, foi encaminhado aos entrevistados o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido, que continha as garantias previstas na Resolução 196/96 do Conselho Nacional de Saúde, com os objetivos do trabalho. Somente após a concordância do entrevistado ou de seu responsável, os trabalhos foram iniciados. O projeto de pesquisa foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa envolvendo Seres Humanos do Centro Universitário de Maringá, Estado do Paraná.

População - A população em estudo constituiuse de adolescentes estudantes de uma Escola da Rede Estadual de Ensino, localizada no município de Maringá, Estado do Paraná.

Amostra - Foram selecionados 87 adolescentes estudantes. Esta seleção ocorreu de forma aleatória e o cálculo da amostra foi realizado utilizando o programa EPIINFO 2002 -- versão 6.0. O tamanho da população da qual a amostra foi obtida corresponde ao total de estudantes matriculados no período vespertino e com idade entre 12 e 20 anos.

Instrumento para coleta de dados -- Um questionário foi elaborado abordando parâmetros de identificação (sexo, idade, aspectos pessoais e familiares relacionados ao consumo de bebidas alcoólicas). O questionário foi aplicado por uma das autoras, garantindo a uniformidade no contato e na coleta de dados. As entrevistas foram individuais, agendadas previamente e realizadas na própria escola.

Análise dos dados - Os dados obtidos foram organizados em tabelas e gráficos pelo programa Excel (Microsoft Office).

Resultados e discussão

Um total de 87 adolescentes estudantes do ensino fundamental e médio, com idade entre 12 e 20 anos foi entrevistado, sendo 51,72% (n = 45) do sexo masculino e 48,28% (n = 42) do sexo feminino. Neste estudo, foi verificado que 74,71% (n = 65) dos entrevistados consomem algum tipo de bebida alcoólica e apenas 25,29% (n = 22) dos adolescentes não ingerem nenhum tipo de bebida alcoólica. Este resultado é condizente com o descrito por Carlini-Cotrim (1999) em que 76% dos estudantes de escolas públicas de dez capitais brasileiras consomem bebidas alcoólicas.

A Figura 1 representa o grupo de adolescentes que consome bebidas alcoólicas (n = 65) e demonstra que existe certa aceitabilidade pelos pais, em relação ao consumo de bebidas alcoólicas pelos filhos, pois 67,70% (n = 44) dos pais estão cientes do consumo destas bebidas; verificou-se, também, que, em 9,23% (n = 6) e 1,54% (n = 1) dos casos, somente a mãe ou o pai está ciente do consumo de bebidas alcoólicas pelos filhos, respectivamente, enquanto, 21,53% (n = 14) dos pais não estão cientes de que os filhos fazem uso de bebida alcoólica.

Como a maioria dos pais está ciente de que seus filhos consomem bebidas alcoólicas, isto representa uma sociedade tolerante quanto ao consumo de tais bebidas. Deve ser ressaltado que o álcool é considerado uma droga que causa dependência física e psíquica com relativa facilidade no decorrer do tempo, portanto a continuidade do hábito de consumir bebidas alcoólicas pode transformar-se em vício e a exposição do jovem aos efeitos do álcool pode acarretar prejuízos que se estendem ao longo da vida (Jernigan et al., 2000; Gallego et al., 2005).

Aproximadamente, 10% da população que consome bebida alcoólica acaba desenvolvendo quadro de dependência alcoólica, caracterizado por alterações em nível social, psicológico e orgânico (Oliveira e Luís, 1996; Araújo e Gomes, 1998; Jernigan et al., 2000; Pechansky et al., 2004; Gallego et al., 2005). Entre os adolescentes que consomem bebidas alcoólicas (n = 65), foi verificado que 67,70% (n = 44) iniciaram o hábito de consumir tais bebidas com os amigos e 32,30% (n = 21) com a própria família. No entanto, Trois et al. (1997) e Llambrich (2005) relatam que a primeira experiência com bebidas alcoólicas ocorre no ambiente familiar por influência, principalmente, do pai ou de um parente próximo e, à medida que aumenta a idade, o adolescente passa a beber mais com os amigos e menos com os pais.

Os amigos dos adolescentes são considerados como os principais motivadores para o início do consumo de bebidas alcoólicas, pois o fato de consumirem tais bebidas é uma maneira de inserirse no mundo adulto, representando uma prova de maturidade; no caso dos adolescentes do sexo masculino, é uma forma de provar sua masculinidade frente ao grupo (Araújo e Gomes, 1998; Primo e Stein, 2004; Llambrich, 2005; Gallego et al., 2005).

Com relação às adolescentes do sexo feminino, verificou-se que o grupo de amigos também desempenha influência muito grande no consumo de bebidas alcoólicas. É descrito aumento na proporção de mulheres que consomem bebidas alcoólicas desde o período pós-guerra, com a tendência de equivalência com o sexo masculino, principalmente nos finais de semana (Nascimento e Justo, 2000; Jernigan, 2001; Edwards et al., 2005; Gallego et al., 2005; Souza et al., 2005).

Existem evidências de que fatores dentro do ambiente familiar, como a negligência, o distanciamento emocional, a rejeição dos pais e a tensão familiar, estejam relacionados com o consumo de bebidas alcoólicas. Sabe-se que, nas famílias multiproblemáticas, há maiores chances de um indivíduo ter uma infância infeliz e o uso do álcool estaria associado à necessidade do indivíduo de se refugiar das frustrações, da realidade ou de esquecer os problemas (Araújo e Gomes, 1998; Vaillant, 1999; Nascimento e Justo, 2000; Gallego et al., 2005; Souza et al., 2005; Chalder et al., 2006).

O maior consumo de bebidas alcoólicas e o alcoolismo também são observados entre adolescentes com histórico de pais alcoólatras, pois se verifica que estes adolescentes apresentam um número maior de problemas comportamentais, quando comparados com os filhos de pais abstinentes do álcool. Isso sugere que o consumo de álcool pelos pais também pode ser um fator de risco para o desenvolvimento do alcoolismo (Souza et al., 2005; Chalder et al., 2006).

As características ambientais vivenciadas na infância e também o próprio estilo de vida do adolescente, que pode ser caracterizado por elevados níveis de estresse, de ansiedade, de baixa autoestima, de sentimentos depressivos e de problemas relacionados com a escola, podem ser considerados como fatores determinantes para que o indivíduo desenvolva ou não o alcoolismo (Vaillant, 1999; Nascimento e Justo, 2000; Jernigan, 2001; Pillon e Luis, 2004; Chalder et al., 2006).

Figura 2 ilustra que, do total de adolescentes que consomem bebidas alcoólicas (n = 65), cerca de 9,24% (n = 6) deles começaram a beber com menos de dez anos; 12,30% (n = 8) com idade entre dez a 12 anos; 32,30% (n = 21) de 12 a 14 anos; 36,92% (n = 24) de 14 a 16 anos e 9,24% (n = 6) com mais de 16 anos. Estes resultados são condizentes com os descritos por Jernigan (2001), Pechanski et al. (2004), Gallego et al. (2005), Llambrich (2005), nos quais é relatado que as primeiras experiências com o álcool ocorrem por volta dos dez a 15 anos de idade. Tal comportamento do adolescente, associado com a postura permissiva da sociedade, é uma clara demonstração de que as leis não estão sendo cumpridas; além disso, há estímulo ao consumo, desencadeado principalmente pelas propagandas e comerciais sobre bebidas alcoólicas, o que indica a necessidade de revisão da legislação sobre a propaganda desses produtos (Jernigan et al., 2000; Osterberg, 2004; Gallego et al., 2005; Llambrich, 2005).

A confirmação de que a legislação não está sendo cumprida é retratada no fato de que 39,22% dos adolescentes menores de 18 anos de idade relataram que compram sua própria bebida alcoólica, não encontrando nenhuma dificuldade em obtê-la. Embora exista a proibição legal do consumo de álcool para menores de 18 anos, o álcool é uma droga legalizada pela sociedade brasileira e seu consumo social é aceito, pois o uso do álcool entre adolescentes é naturalmente comum nos meios sociais, principalmente nas festas com os amigos. Nestes casos, muitos adolescentes bebem com frequência e têm dificuldades para recusar a bebida, principalmente, pelo fato do álcool atuar como um facilitador da aceitação pelo grupo de amigos. Os adolescentes também consomem bebidas alcoólicas no ambiente familiar, em festividades, ou mesmo em ambientes públicos, demonstrando a necessidade de criar mecanismos ou habilidades para que o adolescente venha a resistir a esta pressão social proveniente de familiares, amigos e meios de comunicação, considerados fatores determinantes para o consumo de bebidas alcoólicas (Llambrich, 2005; Osterberg, 2004; Gallego et al., 2005; Pechansky et al., 2004).

De acordo com a Figura 3, as bebidas alcoólicas mais consumidos pelos adolescentes foram, respectivamente, o vinho, com 33,85% (n = 22) de preferência, a cerveja com 32,31% (n = 21), batidinhas, com 26,15% (n = 17), e destilados com 7,69% (n = 5). Isso demonstra que a maioria dos entrevistados (n = 43) prefere as bebidas fermentadas, que apresentam menor concentração de álcool, sendo esta uma tendência mundial, uma vez que a maioria dos indivíduos com sintomas de intoxicação pelo álcool relata que a cerveja foi a bebida mais comumente utilizada (Jernigan et al., 2000; Jernigan, 2001). No entanto, deve-se estar atento, pois a história descreve que, desde a Idade Média, as bebidas alcoólicas destiladas eram consumidas com mais frequência, pelo fato de dissipar as preocupações mais rapidamente do que o vinho e a cerveja (Mansur, 1988). Portanto, estes resultados podem ser um indicativo de que os adolescentes começam a ingerir bebidas alcoólicas fermentadas e, com a evolução do hábito para o vício, é possível que comecem a ingerir bebidas alcoólicas destiladas para satisfazer o organismo, que passa a requerer uma maior quantidade de álcool.

A Figura 4 ilustra a frequência do consumo de bebidas alcoólicas, em que 6,16% (n = 4) dos adolescentes consomem bebidas alcoólicas duas a três vezes por semana; 36,92% (n = 24) fazem uso todo o final de semana; 20,00% (n = 13) de duas a quatro vezes por mês e 36,92% (n = 24) uma vez por mês. Estes resultados são condizentes com a literatura, pois Llambrich (2005) também descreve esse consumo compulsivo entre os jovens de ambos os sexos, principalmente nos finais de semana. Neste caso, é possível verificar que, apesar do consumo de bebidas alcoólicas não ser diário, alguns cuidados devem ser tomados, pois segundo Mansur (1988), as pessoas que não bebem diariamente, mas que esporadicamente ingerem grandes quantidades de bebidas alcoólicas (em finais de semana, por exemplo) são consideradas alcoolistas.

Cerca de 77,96% (n = 51) dos adolescentes que consomem bebidas alcoólicas relataram que, na última vez que consumiram tais bebidas, beberam o suficiente para ficarem alegres; 13,56% (n = 9) o suficiente para ficarem bêbados e 8,48% (n = 5) dos adolescentes disseram que beberam o suficiente para ficarem desacordados. Verifica-se que, nestes casos, todos apresentaram algum nível de embriaguez, conforme descrito por Mansur (1988).

Além dos sintomas da embriaguez, o consumo excessivo de bebidas alcoólicas é uma das principais causas de acidentes de trânsito, pois o álcool produz incoordenação motora e retardamento dos reflexos; no entanto, o fator mais importante como causa de acidentes de trânsito está na questão da perda da autocrítica, visto que, sob a ação do álcool, as pessoas sentem-se mais corajosas, ousam mais, pensam menos nos riscos e nas consequências dos seus atos (Mansur, 1988; Jernigan, 2001; Osterberg, 2004).

A prevalência de acidentes automobilísticos fatais associados com o álcool, entre os jovens com idade entre 16 e 20 anos, é mais do que o dobro em relação à prevalência encontrada nos maiores de 21 anos (Pechansky et al., 2004; Gallego et al., 2005). Isso pode ser explicado pelo fato dos adolescentes apresentarem tolerância menor aos efeitos do álcool (Jernigan, 2001).

Por isso, quanto maior a disponibilidade de bebidas alcoólicas, maior será o problema trazido por elas, portanto o limite de idade deveria ser expandido ao máximo possível, uma vez que os jovens constituem um grupo de alto risco (Mansur, 1988; Jernigan, 2001; Osterberg, 2004; Pechansky et al., 2004; Chalder et al., 2006).

O consumo exagerado de bebidas alcoólicas igualmente aumenta os riscos de violência sexual, tanto para o agressor quanto para a vítima (Jernigan et al., 2000; Jernigan, 2001; Osterberg, 2004; Pechansky et al., 2004). A gravidez, as experiências sexuais precoces ou indesejadas, o sexo desprotegido parecem estar relacionados com a quantidade de álcool consumida, pois nestes casos também há interferência na elaboração do juízo crítico (Jernigan, 2001; Pechansky et al., 2004).

O consumo de álcool na adolescência também está associado a uma série de prejuízos acadêmicos, como, por exemplo, déficit de memória, interferindo no processo de aprendizagem (Jernigan, 2001; Pechansky et al., 2004). A queda do rendimento escolar pode diminuir a autoestima do jovem, o que representa um conhecido fator de risco para o consumo e abuso de substâncias psicoativas. Além do mais, sabe-se que o uso do álcool na adolescência expõe o indivíduo a maior risco de dependência química na idade adulta (Pechansky et al., 2004; Edwards et al., 2005).

Conclusão

O consumo de substâncias psicoativas, como o álcool, na adolescência, requer grande preocupação, uma vez que esta substância provoca problemas no organismo do indivíduo que as consome e também para a sociedade.

A adolescência é o grupo que gera a maior preocupação quanto ao consumo de álcool, pois o hábito de beber vem aumentando progressivamente entre os jovens e não está havendo controle eficaz pelos órgãos de saúde pública para regular e coibir tal prática. As entidades governamentais não têm desenvolvido programas específicos e regulares em escolas e nos meios de comunicação com a finalidade de prevenir a população para os diversos efeitos nocivos do álcool.

O consumo exagerado de bebidas alcoólicas acaba iludindo os jovens, dando a impressão de que pode ajudá-los a contornar dificuldades de convívio social. No entanto, aumenta a chance de o jovem optar por algum comportamento de risco, diminuindo a possibilidade de sexo seguro ou envolvendo-o com acidentes automobilísticos. Além destes riscos, sabe-se que quanto mais cedo um jovem começa a beber, maior é a chance de vir a tornar-se um adulto alcoolista.

Os meios de comunicação também podem ser considerados como responsáveis pelo consumo excessivo de álcool, uma vez que veiculam a imagem positiva da bebida, ressaltando que é uma facilitadora das interações sociais; por isso há a necessidade de revisar a legislação sobre os comerciais e propagandas de bebidas alcoólicas.

A família exerce grande influência nos adolescentes, pois é no ambiente familiar que o adolescente vai ser caracterizado, conhecendo o caminho que deverá seguir, seja correto ou não. Daí a importância do estabelecimento de programas educacionais destinados tanto para os adolescentes quanto para seus pais ou responsáveis, visando à conscientização e aos esclarecimentos necessários sobre os efeitos nocivos que o consumo exagerado de bebidas alcoólicas pode causar.

Received on February 25, 2008. Accepted on June 10, 2008.

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Alba Aparecida Garnica Wesselovicz (1), Terezinha Geralda Sousa (2), Edilson Nobuyoshi Kaneshima (3) e Alice Maria Souza-Kaneshima (1) *

(1) Centro Universitário de Maringá, Av. Guedner, 1610, 87050-390, Jardim Aclimação, Maringá, Paraná, Brasil. (2) Rede Estadual de Ensino, Maringá, Paraná, Brasil. (3) Departamento de Análises Clínicas, Universidade Estadual de Maringá, Maringá, Paraná, Brasil. * Autor para correspondência. E-mail: edilsonealice@hotmail.com
Figura 1. Percentual de pais cientes quanto ao hábito dos 65
adolescentes de uma escola pública de Maringá, Paraná, que
relataram consumirem bebidas alcoólicas.

Pai e Mãe cientes                67,70%
Mãe ciente                        9,23%
Pai ciente                        1,54
Pai e Mãe não estão cientes      21,53%

Note: Table créé d'un histogramme.

Figura 2. Idade de início do consumo de bebidas alcoólicas
relatada pelos 65 adolescentes estudantes da rede pública de
ensino de Maringá, Estado do Paraná.

menos de 10 anos        9,24%
entre 10 e 12 anos     12,30%
entre 12 e 14 anos     32,30%
entre 14 e 16 anos     36,92%
maior de 16 anos        9,24%

Note: Table créé d'un histogramme.

Figura 3. Bebidas alcoólicas mais consumidas pelos 65
adolescentes estudantes da rede pública de ensino de Maringá,
Estado do Paraná.

Vinho        33,85%
cerveja      32,31%
batidinhas   26,15%
destilados    7,69%

Note: Table créé d'un histogramme.

Figura 4. Frequência do consumo de bebidas alcoólicas relatada
pelos 65 adolescentes estudantes da rede pública de ensino de
Maringá, Estado do Paraná.

2 a 3 vezes por              6,16%
semana
todo final de semana        36,92%
2 a 4 vezes por mês         20,00%
1 vez por mês               36,92%

Note: Table créé d'un histogramme.
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Title Annotation:texto en portugués
Author:Garnica Wesselovicz, Alba Aparecida; Sousa, Terezinha Geralda; Nobuyoshi Kaneshima, Edilson; Souza-K
Publication:Acta Scientiarum Health Sciences (UEM)
Date:Apr 1, 2008
Words:4102
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