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Effect of plant growth regulator application on agronomic traits and soybean yield/Efeito da aplicacao de biorregulador no desempenho agronomico e produtividade da soja.

Introducao

A soja (Glycine max (L.) Merrill), cultura tipica do continente asiatico, e uma das principais culturas mundialmente produzidas dado seu alto valor economico e nutricional. Dentre os principais paises produtores de soja, destacam-se os Estados Unidos, o Brasil, a Argentina, a China e a India, sendo que o Brasil ocupa a segunda posicao no ranking de produtores mundiais de soja (Embrapa Soja, 2004).

Dados da FAO revelaram que a producao mundial em 2004 foi em torno de 200 milhoes de toneladas e que o Brasil produziu aproximadamente 50 milhoes de toneladas, representando 25% da safra mundial.

A demanda anual por esta oleaginosa e crescente, tendo na industria de moagem seu principal destino final, absorvendo cerca de 95% do volume colhido para transformacao em oleo vegetal e em farelo de soja. Acima de 30% do oleo vegetal produzido no mundo e proveniente da cultura da soja. Alem disso, a soja tem um papel importantissimo no arracoamento animal (Os caminhos ..., 2005).

Atualmente, a importancia da soja tambem vem sendo enfatizada como alternativa na prevencao de doencas cronicas e na alimentacao humana, podendo ser transformada em diversos alimentos proteicos, tais como, farinha, leite, proteina texturizada e creme, bem como para uso industrial na fabricacao de derivados nao tradicionais, como biodiesel, tintas, vernizes, entre outros. Isso configura um aumento na demanda do produto, alem de ser alvo de exportacoes para outros paises (Embrapa Soja, 2004).

Ademais, o Brasil e o pais que representa uma das ultimas fronteiras agricolas, contando com apenas 7% da sua area ocupada, ou seja, 47 milhoes de hectares de sua area territorial de 851 milhoes de hectares, para a producao de graos (Os caminhos ..., 2005), o que configura elevado potencial para exploracao na producao de soja. De acordo com projecoes da Embrapa Soja (1998), ate o final de 2010, o Brasil podera se firmar como lider mundial na producao dessa oleaginosa chegando a produzir cerca de 57 a 75 milhoes de toneladas ate o final desse periodo.

Dada a importancia da soja como fator socio-economico, pesquisas vem sendo dirigidas para essa cultura, no sentido de se alcancar maiores produtividades associada a reducao nos custos de producao. Nesse sentido, aliado ao conhecimento das exigencias nutricionais e hidricas e o uso de cultivares com elevadas produtividades, resistentes ao acamamento, resistentes a pragas e doencas e adaptacao as mais diversas condicoes edafoclimaticas, faz-se necessaria a busca por tecnologias inovadoras que auxiliem na expressao do rendimento da cultura. Nesse contexto, entra o papel dos biorreguladores e bioestimulantes vegetais, os quais tem apresentado resultados favoraveis no aumento da produtividade de algumas culturas, tais como citros, feijao, milho, soja e algodao (Castro et al., 1998; Alleoni et al., 2000, Milleo et al., 2000b; Vieira e Castro, 2001; Vieira e Castro, 2004; Braccini et al., 2005; Ferrari et al., 2008).

Os biorreguladores vegetais sao substancias sinteticas que, aplicadas exogenamente, possuem acoes similares aos grupos de reguladores vegetais conhecidos (citocininas, giberelinas, auxinas, acido abcisico e etileno) (Vieira e Castro, 2002). De acordo com Castro e Vieira (2001), essas substancias, em baixas concentracoes, inibem, promovem ou modificam processos morfologicos e fisiologicos dos vegetais.

Segundo Castro e Vieira (2001), a mistura de dois ou mais biorreguladores ou de biorreguladores com outras substancias (aminoacidos, nutrientes e vitaminas) da origem ao bioestimulante ou estimulante vegetal. Levando-se em conta que o Stimulate[R] tem em sua concentracao 0,005% do acido indolbutirico (auxina), 0,009% de cinetina (citocinina) e 0,005% de acido giberelico (giberelina), sendo eles hormonios vegetais que atuam como mediadores de processos morfologicos e fisiologicos, acredita-se que este biorregulador pode, em funcao da sua composicao, concentracao e proporcao de substancias, incrementar o crescimento e o desenvolvimento vegetal, estimular a divisao celular podendo, tambem, aumentar a absorcao de agua e nutrientes pelas plantas (Vieira e Castro, 2002). Este produto tem sido especialmente eficiente, quando aplicado com fertilizantes foliares, sendo, tambem, compativel com defensivos agricolas (Castro et al., 1998).

De acordo com Castro e Melotto (1989), essas substancias naturais ou sinteticas podem ser aplicadas diretamente nas plantas (folhas, frutos e sementes), provocando alteracoes nos processos vitais e estruturais, tendo por finalidade incrementar a producao, melhorar a qualidade e facilitar a colheita. Por meio dessas substancias pode-se interferir em processos fisiologicos, tais como: a germinacao das sementes, o vigor inicial das plantulas, o crescimento e o desenvolvimento radicular e foliar, e a producao de compostos organicos (Vieira e Castro, 2004). Esta interferencia pode ocorrer pela aplicacao dessas substancias via sementes, via solo ou via foliar, porem precisam ser absorvidas para que possam exercer sua funcao (Castro e Melotto, 1989).

O presente trabalho teve por objetivo avaliar o efeito da aplicacao de biorregulador no desempenho agronomico das plantas e na produtividade de sementes da cultura da soja.

Material e metodos

O experimento foi conduzido nos anos agricolas de 2005/2006 e 2006/2007 em campo experimental da Cooperativa Agropecuaria e Industrial de Itambe (Estado do Parana) localizado na latitude 23[grados]39'40" Sul e longitude 51[grados]59'25" Oeste, estando a uma altitude media de 428 metros. As avaliacoes de produtividade e da massa de mil sementes foram conduzidas no Laboratorio de Tecnologia de Sementes do Nucleo de Pesquisa Aplicada a Agricultura (Nupagri), pertencente a Universidade Estadual de Maringa (UEM), Estado do Parana.

O solo da area experimental foi classificado como ARGISSOLO VERMELHO Eutroferrico de textura argilosa (Embrapa, 1999). Segundo a classificacao de Koeppen, o tipo climatico predominante na area e o Cfa--subtropical umido mesotermico. Esse tipo de clima se caracteriza pela predominancia de veroes quentes, baixa frequencia de geadas severas e uma tendencia de concentracao de chuvas no periodo de verao (Iapar, 1987). Os dados de precipitacao pluvial, temperaturas maxima e minima e umidade relativa do ar, referentes ao periodo de duracao do experimento encontram-se na Tabela 1. Os resultados da analise quimica do solo, realizada antes da instalacao do experimento, encontram-se na Tabela 2.

A area experimental foi previamente dessecada com 2,5 L [ha.sup.-1] do herbicida Glifosato em mistura com 0,5 L [ha.sup.-1] de oleo mineral. Os tratos culturais e adubacao foram realizados conforme recomendacoes da Embrapa Soja (2005).

Foi utilizada no experimento, a cultivar de soja CD 216, pertencente ao grupo de maturacao precoce, com ciclo medio de 112 dias. As sementes de soja foram semeadas com espacamento de 0,45 m entre linhas, na profundidade de, aproximadamente, tres centimetros e uma densidade de semeadura de 16 sementes por metro linear, em area de plantio direto. As parcelas foram constituidas de seis linhas de cinco metros de comprimento. Para as avaliacoes utilizou-se uma area util de 5,4 [m.sup.2], em que foram consideradas apenas as duas fileiras centrais, descartando-se 1 metro de cada extremidade das fileiras como bordaduras.

Os tratamentos foram compostos pelo tratamento de sementes com biorregulador e uma testemunha nao tratada (controle), alem de tres doses do biorregulador aplicadas via foliar em dois estadios de desenvolvimento da cultura, ou seja, [V.sub.5] e [R.sub.3], mais uma testemunha sem aplicacao. As dosagens utilizadas foram as seguintes: via tratamento de sementes (0 e 500 mL 100 [kg.sup.-1] de sementes) e pulverizacao foliar (0; 250; 375 e 500 mL [ha.sup.-1]). O biorregulador na formulacao liquida e composto por tres reguladores vegetais: 0,9 g [L.sup.-1] de cinetina (citocinina), 0,5 g [L.sup.-1] de acido giberelico (giberelina) e 0,5 g [L.sup.-1] de acido indol-butirico (auxina).

O tratamento de sementes com o biorregulador foi realizado por ocasiao da semeadura, juntamente com a aplicacao do fungicida Derosal Plus (Carbendazin + Thiram) na dose de 200 mL 100 kg-1 de sementes, em que, utilizando-se sacos plasticos para o condicionamento das sementes e, por meio de agitacao manual, promoveu-se maior contato entre as sementes e o produto. Para as aplicacoes foliares, efetuadas nos estadios [V.sub.5] e [R.sub.3], foi utilizado pulverizador costal com capacidade de 20 L, com bico 0,2 ADGA duplo leque sem inducao de ar, propiciando um volume de calda de 165,3 L [ha.sup.-1]. Por ocasiao do estadio [R.sub.8], ou seja, quando 95% das vagens apresentavam a coloracao tipica de vagem madura (Fehr et al., 1971), foram efetuadas as seguintes determinacoes: altura media das plantas e numero de vagens por planta.

Para a determinacao da altura das plantas, foram avaliadas 10 plantas, escolhidas ao acaso na area util das parcelas, realizando a medicao com o auxilio de regua milimetrada, sendo os resultados expressos em centimetros. O numero de vagens por planta foi avaliado por meio da contagem manual do numero de vagens presentes nas mesmas 10 plantas escolhidas aleatoriamente na area util de cada parcela.

As plantas foram colhidas manualmente, cinco a oito dias apos o estadio de desenvolvimento [R.sub.8]. Em seguida, as sementes foram debulhadas das vagens em maquina trilhadora estacionaria, limpas com o auxilio de peneiras, secas em condicoes naturais e acondicionadas em sacos de papel kraft.

Partindo-se do rendimento de sementes nas parcelas, foram calculadas as produtividades em kg [ha.sup.-1], para cada tratamento. Em seguida, foi determinada a massa de mil sementes, por meio da pesagem de oito subamostras de 100 sementes, para cada repeticao de campo, com o auxilio de balanca analitica com precisao de um miligrama, multiplicando-se os resultados por 10. Para o calculo do rendimento e da massa de mil sementes, o grau de umidade das sementes, determinado por meio do metodo de estufa a 105 [+ or -] 3[degrees]C (Brasil, 1992), foi corrigido para 13% base umida.

O delineamento experimental adotado foi em blocos completos casualizados, com quatro repeticoes. Os tratamentos foram arranjados no esquema fatorial 2 x 4 x 2 (tratamento de sementes x aplicacao foliar x estadio de desenvolvimento), para os dois anos agricolas. Os resultados foram submetidos a analise de variancia e o teste F foi conclusivo na comparacao das medias dos efeitos de tratamento de sementes e de estadios fenologicos. A analise de regressao foi utilizada para verificar o comportamento das variaveis, em funcao das doses de biorregulador, em nivel de 5% de probabilidade.

Resultados e discuss discussao ao

Os resultados da analise de variancia revelaram efeitos significativos, em nivel de 5% de probabilidade, para o efeito principal estadio de desenvolvimento, bem como para o desdobramento das interacoes de segunda ordem, nas variaveis produtividade e massa de mil sementes.

As medias da altura das plantas, do numero de vagens por planta, da produtividade e da massa de mil sementes da cultivar CD 216, em resposta ao tratamento de sementes e aplicacao foliar de diferentes doses do biorregulador, em dois estadios de desenvolvimento no ano agricola 2005/06, encontram-se na Tabela 3.

Observa-se que, para os dados de altura das plantas e numero de vagens por planta, o tratamento de sementes com o biorregulador nao promoveu diferencas significativas (p > 0,05) na aplicacao foliar do produto entre os dois estadios de desenvolvimento avaliados ([V.sub.5] e [R.sub.3]), quando foram utilizadas as quatro doses do biorregulador na cultura da soja, nos dois anos agricolas (Tabelas 4 e 5). Estes resultados contrariam aqueles obtidos por Milleo et al. (2000a), que observaram maior producao de vagens na cultura da soja com a aplicacao de Stimulate[R] via tratamento de sementes. Fernandes et al. (1993), porem, observaram que houve decrescimo na altura das plantas, quando foi aplicado regulador vegetal via sementes, associado a aplicacao via pulverizacao foliar.

Provavelmente, para o primeiro ano agricola, o numero de vagens por planta nao diferiu significativamente entre o tratamento e a testemunha (Tabela 3), em virtude do estresse hidrico sofrido pela cultura no segundo decendio de janeiro de 2006, periodo este que correspondeu a fase de enchimento dos graos (Tabela 1). O deficit hidrico tem influencia direta na taxa fotossintetica, a qual esta diretamente associada com a producao de fotoassimilados e, consequentemente, com a produtividade de sementes, e sua importancia varia com o estadio fenologico em que se encontra a planta (Taiz e Zeiger, 2004). Este fato, provavelmente, comprometeu tanto a formacao como o enchimento das vagens, em concordancia com as observacoes realizadas por Araujo et al. (1996) e Alleoni et al. (2000).

Quanto a produtividade de sementes, observouse que, no primeiro ano agricola, quando as sementes nao foram tratadas com biorregulador, apenas na aplicacao via foliar da dose de 375 mL [ha.sup.-1] houve diferenca significativa na referida caracteristica, sendo que os melhores resultados foram obtidos quando o produto foi aplicado no estadio [R.sub.3]. Nesse caso, a produtividade foi significativamente superior, em relacao a aplicacao da mesma dose no estadio [V.sub.5] (Tabela 3). Nas demais doses aplicadas via foliar nao houve diferenca significativa entre os estadios de desenvolvimento, quando nao foi realizado o tratamento de sementes.

Todavia, quando as sementes foram previamente tratadas com o biorregulador, ainda no primeiro ano agricola, foi possivel observar que houve diferenca significativa na produtividade com aplicacao foliar do produto utilizando a dose de 250 mL [ha.sup.-1], ou seja, a produtividade de sementes foi significativamente aumentada, quando foi realizada a pulverizacao foliar no estadio [R.sub.3], em comparacao com o mesmo tratamento aplicado no estadio [V.sub.5] (Tabela 3). Em contrapartida, nas demais doses aplicadas via foliar, nao houve diferencas significativas entre os estadios de desenvolvimento avaliados, quando foi realizado o tratamento de sementes com biorregulador.

Por meio da analise dos dados da Tabela 3, observa-se que, quando nao foi realizado o tratamento de sementes com biorregulador no primeiro ano agricola, nao houve diferenca significativa na massa de mil sementes entre os estadios de desenvolvimento [V.sub.5] e [R.sub.3], em todas as doses do produto aplicadas via foliar. Entretanto, ao se realizar o tratamento de sementes com biorregulador, os resultados foram semelhantes aos obtidos na avaliacao da produtividade de sementes, ou seja, houve diferenca significativa na massa de mil sementes, quando o produto foi aplicado via foliar no estadio R3, utilizando a dose de 250 mL [ha.sup.-1]. Nas demais doses aplicadas via foliar, nao houve diferencas significativas entre os estadios de aplicacao. Os resultados obtidos nesse ensaio indicaram que o biorregulador apresentou efeito benefico em aumentar a massa de mil sementes, no tratamento em questao, que se refletiu em maior produtividade de sementes.

Para o segundo ano agricola (Tabela 4), observou-se que, quando as sementes nao foram tratadas com biorregulador, nao houve diferenca significativa na produtividade em nenhum dos demais tratamentos. No entanto, a produtividade de sementes foi aumentada significativamente, quando foi realizado o tratamento de sementes conjuntamente com aplicacao via foliar na dose de 500 mL [ha.sup.-1], no estadio [R.sub.3], em comparacao com o mesmo tratamento aplicado no estadio [V.sub.5].

Por meio da analise da Tabela 4, observa-se que, quando nao foi realizado o tratamento de sementes com biorregulador, houve diferenca significativa na massa de mil sementes, quando o produto foi aplicado via foliar no estadio [R.sub.3], utilizando a dose de 500 mL [ha.sup.-1]. Entretanto, ao se realizar o tratamento de sementes com o produto, nao houve diferenca significativa entre os estadios de desenvolvimento [V.sub.5] e [R.sub.3], em todas as doses do biorregulador aplicadas via foliar.

As medias das caracteristicas agronomicas e dos componentes do rendimento de sementes, em resposta a aplicacao foliar de diferentes doses do biorregulador, com e sem tratamento de sementes, em dois estadios de desenvolvimento da cultura da soja no ano agricola de 2005/06, encontram-se na Tabela 5.

Nos resultados da altura das plantas e do numero de vagens por planta, observa-se que a aplicacao do biorregulador via foliar nos dois estadios de desenvolvimento, ou seja, [V.sub.5] e [R.sub.3], nao promoveu diferencas significativas nas referidas variaveis, quando o tratamento de sementes foi ou nao realizado (Tabela 5). Resultados semelhantes foram obtidos por Castro (1981) e Laca-Buendia et al. (1984), porem trabalhando com outros tipos de biorreguladores. Reis Junior (2003), tambem observou que as alturas de planta e de insercao da 1a vagem na cultura da soja nao foram influenciadas pelo biorregulador. Contudo, Alleoni et al. (2000) e Milleo et al. (2000a), trabalhando com aplicacoes de Stimulate[R] nas culturas do feijoeiro e da soja, respectivamente, observaram aumentos significativos no numero de vagens por planta, contrariando os resultados obtidos nesse trabalho.

Na avaliacao da produtividade de sementes obtida no primeiro ano agricola (Tabela 5), observase que nao houve diferenca significativa em todos os tratamentos, com excecao, da aplicacao foliar de 250 mL [ha.sup.-1] do biorregulador no estadio fenologico [R.sub.3], em que a produtividade foi significativamente maior, quando foi realizado o tratamento previo das sementes com o biorregulador. Os resultados obtidos indicaram que, para as condicoes desse trabalho e ano agricola, o tratamento de sementes so foi efetivo em aumentar o rendimento da soja, quando foi realizado em conjunto com a pulverizacao foliar do produto no estadio [R.sub.3], utilizando a dose de 250 mL [ha.sup.-1]. Esses resultados estao de acordo com Vieira e Castro (2001) e Castro et al. (2004), em que aplicacoes de Stimulate[R], via tratamento de sementes, promoveram incrementos significativos na produtividade da cultura da soja.

Segundo Taiz e Zeiger (2004), hormonios e nutrientes sao substancias que controlam a relacao fonte/dreno de assimilados em plantas. O maior rendimento alcancado no estadio reprodutivo [R.sub.3] pode ser explicado por esta relacao. Provavelmente, quando o estimulante e aplicado nesta fase, serve como dreno para a liberacao e/ou remobilizacao de carboidratos, originando graos verdadeiros e influenciando positivamente na produtividade.

Em relacao a caracteristica massa de mil sementes, no primeiro ano agricola, nota-se que nao houve diferenca significativa, quando as sementes foram ou nao tratadas com o biorregulador, independente da dose aplicada via foliar no estadio [V.sub.5] (Tabela 5). Porem, ao se realizar a pulverizacao foliar do produto no estadio [R.sub.3] com a dose de 375 mL [ha.sup.-1], observa-se que a massa de mil sementes aumentou significativamente, quando as sementes foram concomitantemente tratadas.

Na Tabela 6 sao apresentadas as medias das caracteristicas agronomicas e dos componentes do rendimento de sementes, em resposta a aplicacao foliar de diferentes doses do biorregulador, com e sem tratamento de sementes, em dois estadios de desenvolvimento da cultura da soja no ano agricola de 2006/07.

A semelhanca dos resultados obtidos no ano agricola anterior, novamente nao foi observada diferenca significativa entre os tratamentos para as variaveis altura das plantas e numero de vagens por planta (Tabela 6).

Ainda no segundo ano agricola (Tabela 6), observase que independentemente de as pulverizacoes foliares serem realizadas em [V.sub.5] ou [R.sub.3], nao houve diferenca significativa em produtividade, quando foi ou nao realizado o tratamento de sementes; nesse caso, supoese que a efetividade do biorregulador e mais pronunciada e apresenta melhores resultados quando ha uma condicao de estresse, como a seca que ocorreu no primeiro ano agricola.

Porem, em relacao a massa de mil sementes, para o ano de 2006/07, observou-se que ao se realizar a pulverizacao foliar do produto no estadio [V.sub.5] com a dose de 500 mL [ha.sup.-1], a massa de mil sementes aumentou significativamente, quando as sementes foram concomitantemente tratadas.

O comportamento das variaveis produtividade e massa de mil sementes, em funcao das doses crescentes do biorregulador aplicado via foliar, para o ano agricola de 2005/06, esta ilustrado na Figura 1.

Em relacao aos valores de produtividade de sementes frente a aplicacao crescente de doses de biorregulador via foliar no primeiro ano agricola (Figura 1A), observou-se um comportamento quadratico para a referida variavel, com a aplicacao foliar do produto no estadio [R.sub.3], associado com o tratamento de sementes.

A partir do ajuste da equacao de regressao foi possivel estimar a resposta maxima de produtividade de 2927,65 kg [ha.sup.-1] (maximo da funcao), a qual pode ser alcancada pela aplicacao da dose de 211,4 mL [ha.sup.-1] (ponto de maximo) de biorregulador via foliar.

Aumentos na produtividade de sementes tambem foram encontrados em diversos outros trabalhos realizados com Stimulate[R] (Vieira e Castro, 2001; Milleo, 2002; Rodrigues e Domingues, 2002; Castro et al., 2004) e com Stimulate[R] 10X (Braccini et al., 2005) na cultura da soja.

[FIGURA 1 OMITIR]

Nota-se que os dados de massa de mil sementes para o primeiro ano agricola apresentaram comportamento semelhante aos resultados obtidos na avaliacao da produtividade, ou seja, o maior rendimento poderia ser justificado pelo aumento na massa de mil sementes. O tratamento de aplicacao do biorregulador via foliar no estadio [R.sub.3], associado ao tratamento de sementes, permitiu o ajuste de equacao de regressao quadratica para a caracteristica massa de mil sementes (Figura 1B). A partir da equacao de regressao ajustada foi possivel estimar a resposta maxima da massa de mil sementes em 136,16 g, a qual foi alcancada pela aplicacao da dose de 265 mL [ha.sup.-1] de biorregulador via foliar (ponto de maximo).

Para o segundo ano agricola (2006/07) nao foi observada diferenca significativa da aplicacao foliar de doses crescentes do biorregulador, tanto para os dados de produtividade como para a massa de mil sementes (Tabela 7). Observa-se, contudo, que os resultados obtidos no segundo ano agricola para as duas caracteristicas avaliadas foram superiores aqueles do primeiro ano, em virtude das condicoes climaticas mais favoraveis observadas em 2006/07 (Tabela 1).

Portanto, a partir dos resultados obtidos e possivel inferir que um dos principios basicos para melhorar a eficacia do biorregulador na cultura da soja foi a condicao climatica adversa, ou seja, a ocorrencia de veranico no primeiro ano em estudo.

Os resultados dos dois anos agricolas demonstraram que ha a necessidade de mais estudos em relacao a eficacia do uso do biorregulador na cultura da soja.

Conclusao

As caracteristicas altura das plantas e numero de vagens por planta nao foram influenciadas pela aplicacao do biorregulador nos dois anos agricolas.

No ano agricola de 2005/06, a maior produtividade de sementes (2.927 kg [ha.sup.-1]) foi alcancada pela aplicacao da dose de 211 mL [ha.sup.-1] de biorregulador via foliar no estadio [R.sub.3], associado com o tratamento de sementes.

No segundo ano agricola nao houve diferenca significativa (p > 0,05) entre os tratamentos na produtividade sementes, muito embora os resultados alcancados tenham sido superiores aos obtidos no primeiro ano.

Um dos principios basicos para melhorar a eficacia do biorregulador na cultura da soja e a condicao climatica adversa.

Received onJuly 06, 2007.

Accepted on October 16, 2007.

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Lia Mara Moterle (1) *, Renato Frederico dos Santos (2), Alessandro de Lucca e Braccini (3), Carlos Alberto Scapim (3) e Mauro Cezar Barbosa (1)

(1) Programa de Pos-graduacao em Agronomia, Universidade Estadual de Maringa, Av. Colombo, 5790, 87020-900, Maringa, Parana, Brasil. (2) Cooperativa Agropecuaria e Industrial de Itambe, Itambe, Parana, Brasil. (3) Departamento de Agronomia, Universidade Estadual de Maringa, Maringa, Parana, Brasil. * Autor para correspondencia. E-mail: lmoterle@hotmail.com
Tabela 1. Dados de temperaturas maxima e minima, precipitacao
pluvial e umidade relativa do ar da manha, no periodo de
conducao do experimento (Itambe, Estado do Parana) (1).

 Temperatura ([grados]C) Precipitacao Umidade
 (3)
Mes/Ano (2) Maxima Minima Pluvial(mm) Relativa (%)

 (1) 29,4 19,5 79,1 74
Outubro/ (2) 29,4 19,4 24,9 71,3
2005 (3) 28,3 19,6 75,0 78,6

 (1) 29,3 18,6 5,0 64,3
Novembro/ (2) 31,7 20,1 0,0 57,3
2005 (3) 30,2 19,2 95,0 68,0

 (1) 29,0 19,9 48,0 69,6
Dezembro/ (2) 29,6 19,4 50,0 66,6
2005 (3) 31,3 20,3 0,0 68,0

 (1) 30,6 21,7 51,0 73,6
Janeiro/ (2) 33,5 22,4 0,0 58,0
2006 (3) 30,4 21,0 43,0 78,6
 (1) 31,8 22,0 106,0 73,0
Fevereiro/ (2) 29,7 20,7 59,0 81,0
2006 (3) 29,1 19,3 68,0 77,3

 (1) 29,3 18,6 46,0 70,6
Outubro/ (2) 29,4 19,5 16,0 72,0
2006 (3) 31,9 19,8 27,5 58,6

 (1) 28,7 19,0 34,0 72,6
Novembro/ (2) 31,0 19,2 17,0 53,6
2006 (3) 32,1 21,5 98,0 66,0

 (1) 30,1 20,2 24,0 73,6
Dezembro/ (2) 32,4 22,3 125,0 65,6
2006 (3) 29,3 20,7 143,5 80,0

 (1) 28,8 21,6 123,0 86,6
Janeiro/ (2) 29,4 21,2 73,5 80,0
2007 (3) 29,9 21,4 50,9 79,6

 (1) 30,9 22,0 33,0 75,0
Fevereiro/ (2) 29,5 20,1 82,0 73,6
2007 (3) 31,4 20,9 57,5 71,0

[1] Ponte: Estacao Climatologica Principal de Maringa--Convenio
UEMQNMET; [2] (1), (2) e (3) representara os decendios do mes;
[3] Precipitacao coletada proxima a area experimental.

Tabela 2. Resultados da analise quimica do solo na camada de 0 - 20 cm
do solo ARGISSOLO VERMELHO Eutroferrico, antes da implantacao da
cultura.

Profundidade P (1) PH (2) [H.sup.+] + [Al.
(cm) [Al.sup.3+] sup.3+]
 mxi [dm. Ca[Cl. [H.sub.2]O
 sup.3] sub.2]

0-20 15,64 5,7 6,8 2,8 0

Profundidade [K.sup. [Ca. [Mg.sup. SB CTC V
 +(1)] sup.2+] 2+(3)]
(cm) -- [cmol.sub.c [dm.sup.-3] %

0-20 0,49 8,69 2,1 11,41 14,15 80,64

Profundidade C (4)
(cm) g [dm.sup.-3]

0-20 21,10

(1) Extrator Mehlich 1; (2) Ca[Cl.sub.2] 0,01 mol [L.sup.-1]; (3)
KCI 1 mol [L.sup.-1]; (4) Metodo Walkley-Black.

Tabela 3. Medias da altura das plantas, numero de vagens por
planta, produtividade e massa de mil sementes, em resposta a
aplicacao foliar de diferentes doses de biorregulador, em dois
estadios de desenvolvimento da cultura da soja, cour e sem
tratamento de sementes (ltambe, Estado do Parana - 2005/06).

 Doses (mL [ha.sup.-1])
TS Estadio Zero 250 375 500
 Altura das plantas (cm)

Nao [V.sub.5] 80,1 A 80,6 A 78,6 A 75,3 A
tratada [R.sub.3] 75,O A 78,9 A 76,7 A 78,1 A

Tratada [V.sub.5] 78,7 A 77,4 A 75,2 A 79,4 A
 [R.sub.3] 77,0 A 81,9 A 76,7 A 81,4 A

 Numero de vagens por planta

Nao [V.sub.5] 63,1 A 61,3 A 63,8 A 55,5 A
tratada [R.sub.3] 51,0 A 55,6 A 53,0 A 56,5 A

Tratada [V.sub.5] 59,5 A 62,3 A 57,5 A 54,1 A
 [R.sub.3] 50,7 A 50,0 A 53,4 A 48,5 A

 Produtividade de seurentes (kg [ha.sup.-1)
Nao [V.sub.5] 2.232 A 2.400 A 2.028 B 2.443 A
tratada [R.sub.3] 2.329 A 2.342 A 2.645 A 2.277 A

Tratada [V.sub.5] 2.571 A 2.156 B 2.260 A 2.243 A
 [R.sub.3] 2.499 A 3.088 A 2.456 A 2.269 A

 Massa de mil sementes (g)
Nao [V.sub.5] 119,5 A 125,1 A 127,6 A 132,0 A
tratada [R.sub.3] 122,2 A 124,8 A 112,5 A 126,6 A

Tratada [V.sub.5] 128,7 A 119,8 B 121,3 A 130,9 A
 [R.sub.3] 120,0 A 137,6 A 131,3A 124,3 A

Medias seguidas de letras maiusculas na mesma coluna nao diferem
entre si, a 5 % de probabilidade, pelo teste F.

Tabela 4. Medias da altura das plantas, numero de vagens por
planta, produtividade e massa de mil sementes, em resposta a
aplicacao foliar de diferentes doses de biorregulador, em dois
estadios de desenvolvimento da cultura da soja, cour e sem
tratamento de sementes (ltambe, Estado do Parana-2006/07).

 Doses (mL [ha.sup.-1])
TS Estadio Zero 250 375 500

 Altura das plantas (cm)

Nao [V.sub.5] 102,8 A 100,1 A 100,6 A 99,9 A
tratada [R.sub.3] 101,7 A 106,4 A 105,1 A 101,6 A

Tratada [V.sub.5] 104,8 A 101,O A 100,8 A 102,8 A
 [R.sub.3] 103,0 A 102,9 A 100,6 A 102,5 A

 Numero de vagens por planta
Nao [V.sub.5] 55,8 A 55,9 A 58,3 A 51,6 A
tratada [R.sub.3] 50,8 A 51,1 A 53,2 A 51,3 A

Tratada [V.sub.5] 52,9 A 52,6 A 56,6 A 51,8 A
 [R.sub.3] 53,3 A 57,1 A 50,8 A 51,8 A

 Produtividade de seurentes (kg [ha.sup.-1])
Nao [V.sub.5] 3.646 A 3.369 A 3.464 A 3.497 A
tratada [R.sub.3] 3.492 A 3.520 A 3.491 A 3.454 A

Tratada [V.sub.5] 3.632 A 3.528 A 3.549 A 3.362 B
 [R.sub.3] 3.572 A 3.548 A 3.532 A 3.655 A

 Massa de mil sementes (g)
Nao [V.sub.5] 170,1 A 169,0 A 174,0 A 159,4 B
tratada [R.sub.3] 166,3 A 172,5 A 172,1 A 171,6 A

tratada [V.sub.5] 169,4 A 167,0 A 171,1 A 169,5 A
 [R.sub.3] 169,0 A 170,8 A 171,1 A 169,5 A

Medias seguidas de letras maiusculas na mesura coluna nao diferem
entre si, a 5 % de probabilidade, pelo teste P.

Tabela 5. Medias da altura das plantas, numero de vagens por
planta, produtividade e massa de mil sementes, em resposta a
aplicacao foliar de diferentes doses de biorregulador, com e sem
tratamento de sementes, em dois estadios de desenvolvimento da
cultura da soja (ltambe, Estado do Parana - 2005/06).

 Doses (mL [ha.sup.-1])
Estadio TS Zero 250 375 500

 Altura das plantas (cm)
 Nao 80,1 A 80,6 A 78,7 A 75,3 A
[V.sub.5] tratada
 Tratada 78,7 A 77,4 A 75,2 A 79,4 A

 Nao 75,0 A 78,9 A 76,7 A 78,1 A
 tratada
[R.sub.3] Tratada 77,0 A 81,9 A 76,7 A 81,4 A

 Numero de vagens por planta
 Nao 63,1 A 61,3 A 63,8 A 55,5 A
[V.sub.5] tratada
 Tratada 59,5 A 62,3 A 57,5 A 54,1 A
 Nao 51,0 A 55,6 A 53,0 A 56,5 A
[R.sub.3] tratada
 Tratada 50,7 A 50,0 A 53,4A 48,5 A

 Produtividade de sementes (kg [ha.sup.-1])
 Nao 2.232 A 2.400 A 2.028A 2.443A
[V.sub.5] tratada
 Tratada 2.571 A 2.156 A 2.260A 2.243A
 Nao 2.329 A 2.342 B 2.645A 2.277A
[R.sub.3] tratada
 Tratada 2.499 A 3.088 A 2.456A 2.269A

 Massa de mil sementes (g)
 Nao 119,5 A 125,1 A 127,6 A 132,0 A
[V.sub.5] tratada
 Tratada 128,7 A 119,8 A 121,3 A 130,9 A
 Nao 122,2 A 124,8 A 112,5 B 126,6 A
[R.sub.3] tratada
 Tratada 120,0 A 137,6 A 131,3 A 124,3 A

Medias seguidas de letras mnusculas na mesma coluna nao diferem
entre si, a 5 % de probabilidade, pelo teste F.

Tabela 6. Medias da altura das plantas, numero de vagens por
planta, massa de mil sementes e produtividade de sementes, em
resposta a aplicacao foliar de diferentes doses de biorregulador,
com e sem tratamento de sementes, em dois estadios de
desenvolvimento da cultura da soja (ltambe, Estado do Parana-2006/07).

 Doses (mL [ha.sup.-1])
Estadio TS Zero 250 375 500

 Altura das plantas (cm)
 Nao 102,8 A 100,1 A 100,6A 99,9 A
[V.sup.5] tratada
 Tratada 104,8 A 101,O A 1008A 102,8 A
 Nao 101,7 A 106,4 A 105,1A 101,6 A
[R.sub.3] tratada
 Tratada 103,O A 102,9 A 100,6A 102,5 A

 Numero de vagens por planta
 Nao 55,8 A 55,9 A 58,3A 51,6 A
[V.sub.5] tratada
 Tratada 52,9 A 52,6 A 56,6A 51,8 A
 Nao 50,8 A 51,1 A 53,2A 51,3 A
[R.sub.3] tratada
 Tratada 53,3 A 57,1 A 50,8A 51,8 A

 Produtividade de sementes (kg ha)
 Nao 3.646 A 3.369 A 3.464A 3.497 A
[V.sub.5] tratada
 Tratada 3.632 A 3.528 A 3.549A 3.362 A
 Nao 3.492 A 3.520 A 3.491A 3.454 A
[R.sub.3] tratada
 Tratada 3.572 A 3.548 A 3.532A 3.655 A

 Massa de mil sementes (g)
 Nao 170,1 A 169,O A 174,O A 159,4 B
[V.sub.5] tratada
 Tratada 169,4 A 167,0 A 171,1 A 169,5 A
 Nao 166,3 A 172,5 A 172,1 A 171,6 A
[R.sub.3] tratada
 Tratada 169,0 A 170,8 A 171,1 A 169,5 A

Medias seguidas de letras mnusculas na mesma coluna nao diferem
entre si, a 5 % de probabilidade, pelo teste F.

Tabela 7. Produtividade e massa de mil sementes na cultura da
soja, em funcao do aumento nas doses de biorregulador via
aplicacao foliar (Itambe, Estado do Parana-2006/07).

 Medias
Tratamentos Produtividade Massa de mil sementes (g)
 (kg [ha.sup-1])

[V.sub.5]-s/TS Y = Y = 3.494 Y = Y = 168,1
[V.sub.5]-c/TS Y = Y = 3.518 Y = Y = 169,2
[R.sub.3]-s/TS Y = Y = 3.489 Y = Y = 170,6
[R.sub.3]-c/TS Y = Y = 3.576 Y = Y = 170,1
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Title Annotation:Texto en Portuguese
Author:Moterle, Lia Mara; dos Santos, Renato Frederico; Braccini, Alessandro de Lucca; Scapim, Carlos Alber
Publication:Acta Scientiarum Agronomy (UEM)
Date:Oct 1, 2008
Words:6503
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