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Curtimento de peles de peixe com taninos vegetal e sintetico.

Introdução

A aquicultura é uma das atividades agropecuárias com maior crescimento no mundo, sendo a piscicultura sua atividade mais promissora (Souza, 2004). Boa parte dos peixes produzidos tem sido comercializada na forma de filé, eliminando resíduos como a pele. No processo de filetagem, a pele de peixe, que representa em média 7,5% do seu peso total, é considerada um subproduto que pode ser beneficiado por um processo de curtimento e transformado em couro (Souza et al., 1999; Souza, 2004).

Durante o processo de curtimento, a pele é submetida a determinados processos com a utilização de produtos químicos ou vegetais que reagem com as fibras colágenas. As fibras são separadas pela remoção do material interfibrilar, por meio da ação dos produtos químicos e substâncias curtentes, transformando-as em couro ou peles processadas. Com esse tratamento, a pele se torna um produto imputrescível e com qualidades físico-mecânicas, como maciez, elasticidade, flexibilidade e resistência à tração, que permitem sua aplicação na indústria de confecção de vestuário, calçados ou artefatos em geral (Souza, 2004).

A resistência do couro é influenciada por fatores como: a espécie de peixe, idade ou peso, sentido da pele (transversal ou longitudinal, em relação ao comprimento do peixe), a conservação e o processo de curtimento. Este em função dos tipos e concentrações de produtos químicos utilizados (óleos, os diversos curtentes, ácidos e enzimas), o tempo e a ação mecânica em cada etapa do processo.

Nussbaum (2002) relata que os produtos mais utilizados para o curtimento são os sais de cromo, alumínio, zincônio e, dentre os taninos, os vegetais (extraídos de plantas) e os sintéticos. Os tanantes vegetais são misturas complexas de muitas substâncias encontradas em cascas, raízes, folhas e frutos. São extraídos do barbatimão (Styphnodendron barbatimão), angico (Piptadenia rígida), quebracho (Schinopsis lorentzii), mimosa (A. decurens), entre outros, sendo solúveis em água (Hoinacki, 1989; Souza, 2004).

Assim como o cromo, os taninos podem ser aplicados nas etapas de curtimento e recurtimento. Dependendo da finalidade do couro, na etapa do recurtimento, podem ser dadas as características finais e diferentes ao couro, por meio da ação de novos agentes curtentes, como uma complementação do curtimento propriamente dito, proporcionando maior maciez ao couro ou um couro mais encartonado ou mais cheio, com menor elasticidade.

Os taninos vegetais normais possuem capacidade de precipitar alcaloides, gelatina e outras proteínas. Essa capacidade de interação com as proteínas foi um dos fatores que levou há séculos o seu uso no curtimento de peles. O tipo de reação varia com a razão do tanino para a proteína. Pesquisas de cunho científico, porém, demonstraram que a afinidade dos taninos vegetais pelas proteínas (colágeno) é diretamente proporcional ao tamanho da cadeia molecular dos taninos condensados. Segundo Kiefer (1994), a ação curtente, ou afinidade de um polifenol em se ligar com a estrutura fibrosa da proteína, depende de seu peso molecular, ou tamanho da partícula, e do número de hidroxilas fenólicas. O uso do tanino no curtimento vem tomando o lugar do cromo, que é utilizado no curtimento na forma, principalmente, hexavalente (dicromatos), forma esta altamente tóxica para o homem (Jardim et al., 2004; Pott e Pott, 1994).

Pela necessidade de aplicação de produtos químicos menos poluentes ao meio ambiente, buscam-se alternativas para a substituição do cromo, por ser um metal pesado, surgindo, então, o couro ecológico, processado com produtos naturais sem a aplicação de sais de cromo. Portanto, no presente experimento, objetivou-se avaliar a resistência das peles de peixes submetidas a diferentes técnicas de curtimento (com tanino vegetal e sintético) sem a presença dos sais de cromo.

Material e métodos

O experimento foi realizado no Laboratório de Processamento de Peles de Peixe e demais Espécies de Pequeno e Médio Porte da Universidade Estadual de Maringá, Estado do Paraná, localizado na Fazenda Experimental de Iguatemi (FEI).

Delineamento experimental

O experimento foi realizado em delineamento inteiramente casualizado, com seis tratamentos ([T.sub.1] = 10% tanino vegetal; [T.sub.2]=10% tanino sintético; [T.sub.3] = 5% tanino vegetal + 5% sintético; [T.sub.4] = 12% tanino vegetal; [T.sub.5] = 12% tanino sintético; [T.sub.6] = 6% tanino vegetal + 6% sintético), com dez repetições por tratamento, analisado em triplicata. A unidade experimental foi o couro.

Animais experimentais e processamento

Para o processo de curtimento, as peles foram submetidas a uma série de etapas de acordo com Hoinacki (1989) e Souza (2004). As etapas foram o remolho, descarne, caleiro, desencalagem, purga, desengraxe, piquel, curtimento, neutralização, recurtimento, tingimeto, engraxe, fixação, secagem e amaciamento.

As peles foram curtidas com diferentes produtos (tanino vegetal, tanino sintético e combinação de tanino vegetal e sintético) e níveis (10 e 12%) de curtentes. Após a etapa de curtimento para cada tratamento, os couros foram recurtidos com 4% de tanino referente ao tanino utilizado no curtimento.

Retirada dos corpos corpos-de-prova e testes físico-mecânicos

Após o curtimento das peles, foram retirados os corpos-de-prova (Figura 1) para os testes de determinação de tração (N [mm.sup.-2]) e alongamento (%) (ABNT, 1997a) e rasgamento progressivo (N mm-1) (ABNT, 1990), para avaliar a resistência do couro. Também foi verificada a força de tração (N) e a força máxima (N) aplicada no teste de rasgamento progressivo. Os corpos-de-prova foram retirados do couro (ABNT, 1990) com auxílio de um balancim e, em seguida, levados para o laboratório com ambiente climatizado em torno de 23[degré]C e umidade relativa do ar de 50%, por 24h (ABNT, 1988). Foram determinadas as medidas de espessura (mm) de cada amostra (ABNT, 1997b) para os cálculos de resistência à tração e alongamento (ABNT, 1997a) e rasgamento progressivo (ABNT, 1990). Para os testes de resistência, foi utilizado o dinamômetro da marca EMIC, com velocidade de afastamento entre as cargas de 100 [+ ou -] 20 mm [min..sup.-1].

Foram retirados os corpos-de-prova no sentido longitudinal do couro, em relação ao comprimento do corpo do peixe, para as análises de resistência (Figura 1).

[FIGURE 1 OMITTED]

Análise estatística

Os resultados dos testes físico-mecânicos foram submetidos à análise de variância e as médias foram comparadas pelo teste de Tukey, em nível de 5% de probabilidade os dados foram analisados pelo programa estatístico SAEG (1997).

Resultados e discussão

Na Tabela 1, constam os resultados da determinação de tração e alongamento dos couros submetidos a diferentes técnicas de curtimento sem utilização de sais de cromo.

As maiores espessuras foram para os couros submetidos ao curtimento com 5% tanino vegetal + 5% tanino sintético, diferindo apenas dos couros curtidos com 12% tanino sintético (Tabela 1).

Os couros curtidos com 12% de taninos, vegetal (13,48 N [mm.sup.-2]) e a combinação dos taninos (vegetal + sintético = 13,94 N [mm.sup.-2]) apresentaram significativamente maior resistência à tração, apesar de não terem diferido de curtidos com 10% de tanino vegetal (10,45 N mm-2) e 10% da combinação dos taninos (11,88 N [mm.sup.-2]). Portanto, os couros curtidos apenas com taninos sintéticos, independentemente da concentração aplicada, apresentaram menor resistência à tração ([T.sub.2]= 8,65 N [mm.sup.-2] e [T.sub.5]= 9,21 N [mm.sup.-2]).

A força utilizada para o teste de tração foi significativamente superior para as peles curtidas com 12% de tanino vegetal (97,40N), em relação às peles curtidas com 10% tanino vegetal (70,20 N), não diferindo das peles que foram aplicadas às combinações 5% tanino vegetal + 5% tanino sintético (87,50 N) e 6% tanino vegetal + 6% sintético (89,60 N). Todavia, quando utilizado somente o tanino sintético, independentemente da proporção, a força aplicada foi significativamente inferior (10% tanino sintético = 57,11 N e 12% tanino sintético = 56,09 N).

Não houve diferença significativa para alongamento entre os tratamentos analisados (Tabela 1).

As proporções e as combinações dos taninos vegetais e sintéticos não interferiram na espessura, no teste de rasgamento progressivo e na força máxima aplicada no teste de resistência (Tabela 2).

Apesar de as técnicas analisadas utilizarem taninos, tomaram-se como parâmetros resultados com curtimento das peles bovinas ao cromo, para comparar a utilização destes couros para vestuário.

De acordo com Vademécum (2004), os valores de referência para couros curtidos ao cromo para vestuário, independentemente do recurtimento, devem ser de, no máximo, 60% para o alongamento na ruptura (elasticidade), no mínimo, de 25 N mm-2 para a tração ou tensão e, no mínimo, 35 N mm-1 para resistência de rasgamento progressivo. Todavia, para Hoinacki (1989), os valores de referência da resistência do couro bovino curtido ao cromo, baseados nos Niveles de Calidad Aceptables en la Indústria del Cuero de Organización de las Naciones Unidas para el Desarrollo Industrial (1976), para elongação ou alongamento até a ruptura, são de, no mínimo, 60%; para a tração, no mínimo, 9,80 N [mm.sup.-2]; para o rasgamento progressivo, 14,72 N [mm.sup.-1].

Os valores obtidos para elasticidade foram superiores ao indicado por Vademécum (2004) e dentro do estabelecido por Hoinacki (1989), porém a resistência à tração obtida nos couros de peixe curtidos com tanino sintético foi inferior aos valores referência de Hoinacki (1989). Todavia, quanto ao rasgamento progressivo, independentemente da proporção e combinação dos taninos, os valores obtidos foram satisfatórios ao indicado por Vademécum (2004) e superiores ao indicado por Hoinacki (1989) para a confecção de vestuário.

Pode-se observar, na Tabela 2, que mesmo não tendo ocorrido diferença significativa para o teste de rasgamento progressivo, os valores dos resultados foram superiores aos valores de referência, independentemente da concentração ou proporção dos taninos utilizados.

Souza et al. (2006a) relatam que peles de tilápiado-Nilo curtidas e recurtidas com 6,5 e 8% de combinações de taninos sintéticos apresentaram resistência à tração de 9,89 N [mm.sup.-2], alongamento de 66,52% e rasgamento progressivo de 13,11 N [mm.sup.-1]. Os valores obtidos para tração e alongamento foram próximos aos obtidos neste experimento quando utilizado apenas um tipo de tanino sintético. Para o rasgamento, os valores obtidos nos tratamentos foram superiores aos relatados por Souza et al. (2006a).

Souza et al. (2004) analisaram técnicas de recurtimento ([T.sub.1] = tanino vegetal; [T.sub.2] = tanino sintético e [T.sub.3] = tanino sintético e vegetal) para peles de tilápia-do-Nilo. O curtimento foi realizado com 6% de sais de cromo e 4% de taninos, e as amostras foram analisadas no sentido longitudinal ao corpo do peixe. Para o teste de tração e rasgamento progressivo, os autores não observaram diferença entre os tratamentos, cujos valores foram: [T.sub.1]=10,32 N [mm.sup.-2] e 12,50N [mm.sup.-1]; [T.sub.2]=9,27 N [mm.sup.-2] e 10,27 N [mm.sup.-1]; [T.sub.3]=8,9 N [mm.sup.-2] e 11,24 N [mm.sup.-1], respectivamente, para os dois testes analisados. Esses valores foram próximos aos obtidos neste experimento. É interessante que a técnica utilizada proporcione maior resistência aos couros (tração, alongamento e rasgamento progressivo), com a mínima aplicação de sais de cromo ou ausência desses sais.

Segundo Souza et al. (2006b), analisando couros de tilápia-do-Nilo curtidos com cromo e recurtidos com [T.sub.1]=4% de sais de cromo, [T.sub.2]=6% tanino vegetal e [T.sub.3]=6% tanino sintético, não houve diferença significativa para tração e rasgamento progressivo ([T.sub.1]=9,03 N [mm.sup.-2] e 27,91 N [mm.sup.-1]; [T.sub.2]=8,75 N [mm.sup.-2] e 25,43 N [mm.sup.-1]; [T.sub.3]=8,83 N [mm.sup.-2] e 27,33 N [mm.sup.-1], respectivamente). Estes valores relatados por Souza et al. (2006b) foram inferiores aos obtidos neste experimento, no qual as peles foram processadas sem a presença de sais de cromo.

Considerando os valores obtidos no teste de resistência à tração e rasgamento para as peles de tilápia submetidas à proporção e combinação dos taninos analisados neste experimento, não é possível confeccionar vestuários a partir desses couros, os quais podem ser usados para confecção de artigos como bolsas, cintos, carteiras, artefatos em geral. Portanto, a técnica de curtimento interfere na resistência dos couros de peixes.

Conclusão

O curtimento com tanino vegetal e sintético e com a combinação dos taninos vegetal e sintético influencia na resistência dos couros de tilápia.

As peles de tilápia, quando curtidas e recurtidas apenas com tanino sintético, independentemente da concentração (10 ou 12%), apresentaram pior resistência à tração. Quando comparados com os que receberam 10% de taninos (vegetal e a combinação dos taninos), esses couros não apresentaram diferença na resistência.

As técnicas aplicadas no processamento não afetaram os resultados da elasticidade e resistência ao rasgamento.

Agradecimentos

Especial agradecimento à Secretaria Especial de Aquicultura e Pesca da Presidência da República, pelo apoio na obtenção dos equipamentos do laboratório de curtimento. À empresa Tanac, pelo apoio com os taninos utilizados no experimento.

Received on October 31, 2007.

Accepted on July 07, 2008.

Referências

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HOINACKI, E. Peles e couros: origens, defeitos e industrialização. 2. ed. rev. e ampl. Porto Alegre: Henrique d'Ávila Bertaso, 1989.

JARDIM, M.I.A. et al. Ensaios Preliminares no Uso de Tanino Vegetal no Curtimento da Pele de Avestruz (Struthio camelus domesticus). SEMANA DE BIOLOGIA, 5., SEMANA DE PRODUÇÃO CIENTÍFICA DO CURSO DE CIÊNCIAS BIOLÓGICAS, 3., SEMANA NACIONAL DE CIÊNCIA E TECNOLOGIA, 1., Campo Grande, Resumos... Campo Grande: Uniderp, 2004. p. 34-36.

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POTT, A.; POTT, V.J. Plantas do Pantanal. Corumbá: Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuário, Centro Pesquisa Agro do Pantanal Corumbá. Embrapa, 1994. p. 320

SAEG - Sistemas de Análises Estatísticas e Genéticas. Versão 7.1. Viçosa: Universidade Federal de Viçosa, 1997.

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SOUZA, M.L.R. et al. Avaliação da resistência da pele de tilápia-do-Nilo (Oreochomis niloticus) nos sentidos longitudinal, transversal e diagonal, depois de submetida ao curtimento com sais de cromo e recurtimento com diferentes agentes curtentes. Acta Sci. Anim. Sci., Maringá, v. 28, n. 3, p. 361-367, 2006b.

VADEMÉCUM para el técnico em curtición. 3. ed. rev. y ampl. Ludwigshanfen: Basf, 2004.

Ariana Martins Vieira (1), Yslene Rocha Kachba (1), Maria Luiza Rodrigues de Souza Franco (2) *, Karla Fabrícia de Oliveira (1), Leandro Cesar de Godoy (3) e Eliane Gasparino (2)

(1) Curso de Engenharia de Produção, Universidade Estadual de Maringá, Maringá, Paraná, Brasil. (2) Departamento de Zootecnia, Universidade Estadual de Maringá, Av. Colombo, 5790, 87020-900, Maringá, Paraná, Brasil. (3) Curso de Graduação em Zootecnia, Universidade Estadual de Maringá, Maringá, Paraná, Brasil. * Autor para correspondência. E-mail: mlrsouza@uem.br
Tabela 1. Médias dos resultados dos testes de resistência de traçao
e alongamento das peles da tilápia-do-Nilo submetidas ao curtimento
com diferentes proporções de tanino vegetal, tanino sintético e sua
combinaç?o.
Table 1. Average results of the tests of traction resistance and
lengthening of Nile tilapia skins, submitted to tanning with
different ratios of vegetable tannins, synthetic tannins and
their combination.

Tratantentos                Espessura(mm)              Força (N)
Treatments                  Thickness (mm)            Strength (N)

T1=10% tanino vegetal   0,69 ab [+ ou -] 0,11   70,20 bc [+ ou -] 15,84
TI-10% vegetable
tannins
T2=10% tanino           0,66 ab [+ ou -] 0,90    57,11 c [+ ou -] 19,77
sintético
T2=10% synthetic
tannins
T3=5% tanino             0,73 a [+ ou -] 0,13   87,50 ab [+ ou -] 20,63
vegetal + 5% tanino
sintético
T3=5% vegetable
tannins + 5%
synthetic tannins
T4=12% tanino vegetal   0,72 ab [+ ou -] 0,08    97,40 a [+ ou -] 18,15
T4=12% vegetable
tannins
T5=12% tanino            0,59 b [+ ou -] 0,07    56,09 c [+ ou -] 9,48
sintético
T5=12% synthetic
tannins
T6=6% tanino            0,67 ab [+ ou -] 0,09   89,60 ab [+ ou -] 32,40
vegetal + 6% tanino
sintético
T6=6% vegetable
tannins + 6%
synthetic tannins

CV (%)                          14,63                    26,77

Tratantentos             Traçáo(N [mm.sup.- 2])       Alongantento(%)
Treatments              Traction (N [mm.sup.-2])      Leniyheuing (%)

T1=10% tanino vegetal    10,45 ab [+ ou -] 3,62    66,30 [+ ou -] 13,53
TI-10% vegetable
tannins
T2=10% tanino              8,65 b [+ ou -] 2,40    63,67 [+ ou -] 22,86
sintético
T2=10% synthetic
tannins
T3=5% tanino             11,88 ab [+ ou -] 2,73    66,70 [+ ou -] 13,09
vegetal + 5% tanino
sintético
T3=5% vegetable
tannins + 5%
synthetic tannins
T4=12% tanino vegetal     13,48 a [+ ou -] 2,54    75,50 [+ ou -] 13,24
T4=12% vegetable
tannins
T5=12% tanino              9,21 b [+ ou -] 1,91    65,81 [+ ou -] 10,22
sintético
T5=12% synthetic
tannins
T6=6% tanino              13,94 a [+ ou -] 3,27    72,30 [+ ou -] 9,42
vegetal + 6% tanino
sintético
T6=6% vegetable
tannins + 6%
synthetic tannins

CV (%)                             24,80                   20,67

Valores médios na mesma coluna com a mesma letra n?o diferem
significativamente pelo teste de Tukey (p > 0,05).
Mean values in the same column with the same letter differ
statistically by the Turkey test (p > 0.05).

Tabela 2. Médias dos resultados dos testes de resistência de
rasgamento progressivo das peles da tilápia-do-Nilo submetidas
ao curtimento com diferentes proporções de tanino vegetal,
tanino sintético e sua combinaç?o.

Table 2. Average results of the tests of resistance to graduate
tearing of Nile tilapia skins, submitted to tanning with different
ratios of vegetable tannins, synthetic tannins and their
combinition.

Tratamentos                   Espessura (mm)     Rasgo (N [mm.sup.-1])
Treatments                    Thickness (mm)          Tearing (N -
                                                      [mm.sup.-1])

T1=10% tanino vegetal       0,85 [+ ou -] 0,07    36,66 [+ ou -] 8,88
T1=10% vegetable tannins
T2=10% tanino sintético     0,85 [+ ou -] 0,26    35,67 [+ ou -] 12,40
T2=10% synthetic tannings
T3=5% tanino vegetal +      0,76 [+ ou -] 0,08    40,63 [+ ou -] 8,91
5% tanino sintético
T3=5% vegetable tannins
+ 5% synthetic tannins
T4=12% tanino vegetal       0,70 [+ ou -] 0,04    35,69 [+ ou -] 8,63
T4=12% vegetable tannins
T5=12% tanino sintético     0,69 [+ ou -] 0,09    38,48 [+ ou -] 16,32
T5=12% synthetic tannins
T6=6% tanino vegetal +      0,74 [+ ou -] 0,08    41,35 [+ ou -] 7,29
6% tanino sintético
T6=6% vegetable tannins
+ 6% synthetic tannins

CV (%)                             16,18                  28,38

Tratamentos                   Força máxima (N)
Treatments                  Maximum strength (N)

T1=10% tanino vegetal       31,10 [+ ou -] 8,44
T1=10% vegetable tannins
T2=10% tanino sintético     29,22 [+ ou -] 9,87
T2=10% synthetic tannings
T3=5% tanino vegetal +      31,20 [+ ou -] 7,68
5% tanino sintético
T3=5% vegetable tannins
+ 5% synthetic tannins
T4=12% tanino vegetal       25,10 [+ ou -] 5,68
T4=12% vegetable tannins
T5=12% tanino sintético     26,10 [+ ou -] 8,97
T5=12% synthetic tannins
T6=6% tanino vegetal +      30,30 [+ ou -] 4,37
6% tanino sintético
T6=6% vegetable tannins
+ 6% synthetic tannins

CV (%)                             26,70
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Title Annotation:Texto en Portuguese
Author:Martins Vieira, Ariana; Rocha Kachba, Yslene; Rodrigues de Souza Franco, Maria Luiza; Fabrícia de Ol
Publication:Acta Scientiarum Animal Sciences (UEM)
Date:Jul 1, 2008
Words:3632
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