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Consumo e digestibilidade aparente das fracoes fibrosas de silagem de sorgo (Sorghum bicolor [L.] Moench) por ovinos.


Introdução

A globalização da economia, com elevado grau de profissionalismo, exige que os pecuaristas pratiquem a pecuária empresarial, com destacada eficiência (Costa et al., 2005). Na Amazônia, a exploração de ruminantes para produção de carne e leite é desenvolvida em sistemas de produção que precisam ser ajustados, principalmente na alimentação, fator que influencia o componente econômico, por ser de custo elevado (Rodrigues Filho et al., 2002).

Nessa região, existem condições favoráveis à produção, com suprimento de energia radiante e chuvas abundantes, que permitem elevada produção de forrageiras de boa qualidade e ambiente sadio para o rebanho. Apesar dessas características favoráveis, a baixa rentabilidade da pecuária torna a atividade pouco atrativa, a qual é praticada basicamente por produtores que não usam inovações tecnológicas, como o suprimento das demandas nutricionais dos animais, em períodos de menor disponibilidade de forragem, associada ao menor valor nutritivo.

O uso de silagem pode contribuir para elevar a produtividade animal e, consequentemente, a rentabilidade dos sistemas produtivos (Lourenço Júnior et al., 2004). O sorgo é bastante usado para silagem, pelo seu potencial de produção de biomassa em condições de deficiência hídrica e solos pobres, por ser tolerante às doenças e pragas, pela facilidade de cultivo e conservação, pelo bom valor nutritivo, por ser fonte de fibra digestível e amido, além de ser excelente para consumo animal, o que proporciona destacado desempenho na produção de carne e leite, e pode ser fornecido para animais em pastejo ou estabulados (Ferreira et al., 1995; Restle et al., 1998).

Assim, este trabalho visa avaliar o consumo e a digestibilidade aparente das frações fibrosas da silagem de sorgo, com diferentes níveis de concentrado, como alternativa para alimentação suplementar de ruminantes em pastejo, na Amazônia Oriental.

Material e métodos

A pesquisa foi desenvolvida na Embrapa Amazônia Oriental, em Belém, Estado do Pará, no período de 17 de janeiro a 08 de fevereiro de 2005. Para estimativa do consumo voluntário e digestibilidade aparente, foram utilizados 16 ovinos deslanados, mestiços Santa Inês, com idade média de cinco meses e peso vivo médio de 23 kg, castrados e vermifugados, distribuídos em gaiolas metabólicas individuais, de madeira, com bebedouro e cocho para suplementação alimentar e mineral. Foram utilizadas quatro dietas experimentais distribuídas nos níveis de 0, 15, 30 e 45% de concentrado na silagem de sorgo. As análises foram realizadas nos Laboratórios da Embrapa Amazônia Oriental e do Departamento de Zootecnia da Universidade Federal Rural da Amazônia--UFRA.

O sorgo foi coletado três meses após o plantio e, no mesmo dia, triturado em máquina forrageira, ensilado e compactado. Após 90 dias de ensilagem, o material começou a ser utilizado. A silagem foi retirada diariamente do silo, misturada à ração concentrada (Tabela 1), e a mistura foi fornecida aos animais, diariamente, às 8:30 e 16h. O ensaio teve duração de 21 dias, sendo 14 dias em período de adaptação, com dieta à vontade, para estabilizar o consumo, e sete dias para coleta dos dados experimentais. Foram realizadas determinações de matéria seca, matéria orgânica, resíduo mineral fixo, proteína bruta e energia bruta, lignina, celulose, fibra detergente neutro, fibra detergente ácida e tanino condensado.

Todos os animais experimentais receberam água e mistura mineral à vontade. Tanto no período de adaptação quanto no de coleta de dados, os animais foram pesados pela manhã. Foram fornecidos os alimentos e coletadas as suas sobras, as quais foram devidamente pesadas, para determinação do consumo da MS; também foram coletadas as fezes, das quais se retiraram amostras para análise laboratorial, de acordo com a metodologia preconizada por Harris (1970). As amostras coletadas foram secas a 65[degré]C, em estufa de ventilação forçada de ar, trituradas em moinho tipo Willey e acondicionadas em sacos de plástico.

Os teores de matéria seca, matéria orgânica, resíduo mineral fixo, proteína bruta e energia bruta foram determinados segundo as marchas analíticas descritas por Silva e Queiroz (1992); de lignina, celulose, fibra detergente neutro, fibra detergente ácida, segundo as recomendações de Van Soest et al. (1991). Os teores de tanino condensado foram determinados pelo método Vanilina--HCl (Prince et al., 1978). A composição química da dieta experimental encontra-se na Tabela 2.

Os coeficientes de digestibilidade aparente da matéria seca (CDMS), matéria orgânica (CDMO), fibra em detergente neutro (CDFDN) e fibra em detergente ácido (CDFDA) foram determinados pelo método de coleta total de fezes. Foram determinados os consumos da matéria seca (CMS), matéria orgânica (CMO), fibra em detergente neutro (CFDN) e fibra em detergente ácido (CFDA), de acordo com Silva e Leão (1979).

Para os cálculos de CDMS, CDMO, CDFDN e CDFDA, adotou-se a fórmula: CDAN (%) = [(NCON--NEXC)/NCOM] x 100, em que: CDAN = coeficiente de digestibilidade aparente do nutriente; NCON = quantidade do nutriente consumido, em gramas; e NEXC = quantidade do nutriente excretado, em gramas.

O experimento foi conduzido em delineamento experimental inteiramente casualizado, com quatro tratamentos e quatro repetições, de acordo com o modelo matemático [Y.sub.ij] = m+[T.sub.i]+[E.sub.ij], em que Yij = variável de resposta; m = média geral; Ti = efeito de tratamento e Eij = erro experimental. Para as variáveis estudadas foi usada a análise de regressão. Todas as análises utilizaram o aplicativo Statistical Analysis System (SAS Institute, 1988).

Resultados e discussão

Pode-se observar que houve diferença significativa entre os tratamentos para os teores de MS, MO, RMF, PB, FDN, FDA, Lig, Cel e TC. Os teores de MS, MO e PB aumentaram com a inclusão do concentrado nas dietas experimentais. Os consumos de MS, em g [dia.sup.-1] e em % do PV [dia.sup.-1], MO em g [dia.sup.-1], bem como o consumo de FDN e FDA, encontram-se na Tabela 3.

Os consumos da MS são semelhantes aos observados por Cardoso et al. (2006), de 765, 773 e 954 g [dia.sup.-1], utilizando 24,4; 38,0 e 52,7% de concentrado. São superiores, porém, aos obtidos por Pereira (2006), de 2,10; 2,25 e 2,45%, utilizando 20; 35 e 50% de concentrado, e por Moreira et al. (2001), de 1,7%, usando apenas silagem de sorgo.

Os resultados deste trabalho podem ser considerados satisfatórios, na silagem com e sem concentrado, pois de acordo com o NRC (1985), em condições tropicais, ovinos e caprinos de corte consomem entre 1,5 a 3% do PV [dia.sup.-1] de MS. Os consumos de matéria orgânica apresentaram similar tendência aos do consumo de matéria seca, na silagem de sorgo, com adição de 15, 30 e 45% de concentrado na dieta experimental.

Nas Figuras 1, 2 e 3, estão ilustradas as regressões para estimar os consumos de matéria (CMS), em g de MS [dia.sup.-1] e % PV [dia.sup.-1], e o consumo da matéria orgânica (CMO), em g [dia.sup.-1], em função do nível de concentrado na dieta experimental.

Verifica-se, na Figura 1, o efeito quadrático no CMS (g [dia.sup.-1]), em função dos níveis crescentes de concentrado. O nível de 43,17% de concentrado na dieta fornece a estimativa máxima de consumo de MS, de 800 g [dia.sup.-1]. Pela equação de regressão (Figura 2), é possível determinar o nível máximo de CMS, de 3,75%, e mínimo, de 2,60%; no nível máximo de 35,09% de concentrado na dieta, o CMO foi de 688,65 g [dia.sup.-1] (Figura 3).

[FIGURE 1 OMITTED]

[FIGURE 2 OMITTED]

[FIGURE 3 OMITTED]

A adição de 15, 30 e 45% de concentrado na dieta experimental reduziu o CFDN, na ordem de 9,42, 13,11 e 19,63%, e o CFDA, na ordem de 10,15, 18,30 e 27,45%. Os consumos de FDN e FDA foram semelhantes, nas diferentes dietas, equilibrados pelo aumento do consumo de matéria seca, com teores decrescentes de FDN (66,3 para 45,4%) e de FDA (40,14 para 24,63%), com incremento do concentrado. O consumo da FDN e da FDA, na silagem de sorgo, foi de 413,2 e 242,38 g [dia.sup.-1], porém abaixo do mencionado por Martins et al. (2003b).

Embora Rodrigues et al. (2001) não tenham verificado efeitos de níveis de concentrado sobre o consumo do FDN e da FDA, Silva et al. (1999) e Pereira (2006) observaram decréscimos nos consumos dessas frações fibrosas com o incremento do concentrado na dieta. Essas diferentes respostas podem ser atribuídas às variações na proporção volumoso:concentrado, tipo de volumoso e fontes e formas de grãos no concentrado.

Na Figura 4, encontram-se as regressões para estimar o CFDN (g [dia.sup.-1]) e o CFDA (g [dia.sup.-1]), em função do nível de concentrado na dieta experimental.

Na Tabela 4, podem ser observados os CDMS e CDMO, CDFDN e CDFDA, em função do nível de concentrado.

[FIGURE 4 OMITTED]

A adição de 15, 30 e 45% de concentrado na dieta elevou o CDMS em 62; 68,1 e 70%, respectivamente, da mesma forma que Silva et al. (1999) registraram valores de 65,5; 68,96 e 72,5%, ao utilizarem dieta à base de 20, 35 e 50% de concentrado, associado à silagem de sorgo.

O valor do CDMS da silagem (48,32%) foi semelhante (50 e 52,2%) aos valores obtidos por Martins et al. (2003a), embora estes autores tenham determinado nível de digestibilidade de até 61,8%. No entanto, Pascoal et al. (2001) e Pereira (2006) não observaram diferenças significativas no CDMS (58 e 64%) e CDMO (59 e 65%), utilizando 30, 50 e 70% e 25, 30 e 50% de concentrado na silagem de sorgo, respectivamente. Rode et al. (1985) e Van Soest (1994) justificam a elevação no CDMS e no CDMO, com a adição de concentrado na ração, pela elevação de carboidratos não-estruturais, que são mais digestíveis em relação aos estruturais.

Na Figura 5, estão apresentadas as equações de regressão para estimar a digestibilidade da matéria seca (% CDMS) e matéria orgânica (% CDMO), em função do nível de concentrado na dieta experimental.

[FIGURE 5 OMITTED]

As equações da Figura 5 indicam que a digestibilidade da silagem de sorgo se eleva linearmente, com maiores níveis de concentrado na dieta, semelhantemente aos resultados mencionados na literatura (Gonçalves et al., 1991; Berchielli, 1994; Araújo et al., 1998; Bürger et al., 2000; Cardoso et al., 2000 e Dias et al., 2000). O CDMS alcançou o máximo de 70,49%, no nível de 41,15% de concentrado, enquanto o CDMO atingiu o máximo no nível de 24,29% de concentrado.

A adição de 15, 30 e 45% de concentrado na dieta reduziu os índices de CDFDN, na ordem de 20,76; 43,38 e 83,20%, e de 10,32; 34,96 e 51% de CDFDA. Esses valores foram inferiores aos de Pereira (2006), trabalhando com silagem de sorgo. Os índices de CDFDN e do CDFDA (56,68 e 47,02%), na silagem de sorgo, foram superiores aos valores observados por Martins et al. (2003b), com diferentes cultivares de sorgo. A redução nos coeficientes de digestibilidade da FDN e da FDA deve-se à diminuição dos seus teores na MS e à elevação dos carboidratos solúveis, reduzindo os microrganismos celulolíticos no rúmen (Zago, 1991).

Na Figura 6, observam-se as regressões para estimar os CDFDN e o CDFDA, em função do nível de concentrado na dieta.

[FIGURE 6 OMITTED]

As regressões do CDFDN e do CDFDA apresentam comportamentos lineares, com correlação negativa entre as digestibilidades das duas frações fibrosas e o nível de concentrado. Noguera (2000) observou correlações negativas entre DIVMS e FDN (r = -0,68; p < 0,01) e FDA (r = -0,66; p < 0,01), valores inferiores aos desta pesquisa. Bueno et al. (2004) justificam que baixos níveis de CDFDN e CDFDA decorrem do elevado teor de lignina na MS. Para Henrique et al. (1998) e Valdez et al. (1988), esse fato se deve ao baixo teor de hemicelulose. Com base nessas observações, a redução nos valores de CDFDN e CDFDA encontrada no presente artigo pode ser explicada pela baixa qualidade da fração fibrosa da silagem de sorgo, com aumento nos níveis de concentrado.

Conclusão

A silagem de sorgo possui potencial produtivo, com elevada disponibilidade de matéria seca e bom valor nutritivo, constituindo-se em alternativa para ser utilizada como suplemento alimentar nos sistemas de produção de ruminantes, principalmente em períodos críticos de forragem, contribuindo para manter bons níveis nutricionais e elevar o desempenho animal. A utilização de concentrado na silagem de sorgo proporciona utilização da matéria seca da forragem e eleva o valor nutritivo da dieta. Níveis entre 30 a 45% de concentrado possibilitam maior consumo e digestibilidade das frações fibrosas.

Received on November 07, 2006.

Accepted on August 1st, 2008.

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Jaime Édson Simon (1), José de Brito Lourenço Júnior (2*), Geane Dias Gonçalves Ferreira (3), Núbia de Fátima Alves dos Santos (4), Benjamim de Souza Nahum (2) Edwana Mara Moreira Monteiro (4)

(1) Universidade Federal do Pará, Belém, Pará, Brasil. (2) Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, Embrapa Amazônia Oriental, Travessa. Dr. Enéas Pinheiro, s/n, 66095-260. Belém, Pará, Brasil. (3) Universidade Federal Rural de Pernambuco, Recife, Pernambuco, Brasil. (4) Universidade Federal Rural da Amazônia, Belém, Pará, Brasil. *Autor para correspondência. E-mail: lourenco@amazon.com.br
Tabela 1. Composigdo da ragdo experimental. Table 1. Composition
of experimental diet.

Ingrediente
Ingredient

Milho triturado                 52,20
Ground corn

Farelo de soja                   8,00
Soybean meal

Farelo de trigo                 36,20
Wheat bran

Calcário                         2,80
Lime

Fosfato bicálcico                0,40
Dicalcium phosphate

Sal comum                        0,30
Common salt

Premix (vitaminas e minerais)    0,10
Prernix (Vitamin and mineral)

Total                            100,0
Total

Tabela 2. Composiçáo química da dieta experimental.

Table 2. Chemical composition of experimental diet.

Componente                    % de concentrado na dieta
component                     % concentrate in diet

                        0               15             30

Materia Seca           34,76 (d)      38,79 (c)      43,18 (b)
Dry matter

Materia Orgánica       93,54 (d)      93,64 (c)      94,22 (b)
Organic matter

Resíduo Mineral         6,46 (a)       6,36 (b)       5,78 (c)

Fixo
Ash

Lignina                 4,43 (a)       3,86 (b)       3,02 (c)
Lignin

Celulose               35,71 (a)      28,10 (b)      26,10 (b)
Cellulose

Energia bruta (kcal   4.150,21 (d)   4.513,40 (c)   4.620,00 (b)
[kg.sup.-1])
cross energy

Proteína bruta          7,61 (d)       9,20 (c)      14,63 (b)
Cradepnotein

Fibra em               66,30 (a)      53,31 (b)      48,74 (c)

Detergente Neutro
Neutral deteigent
fiber

Fibra em               40,14 (a)      31,96 (b)      29,12 (c)

Detergente Ácido
Acid deteigent
fiber

Tanino                  1,08 (a)       0,96 (b)       0,75 (c)
Tan'nin

Componente             % de concentrado na dieta
component              % concentrate in diet

                          45

Materia Seca           45,10 (a)
Dry matter

Materia Orgánica       94,62 (a)
Organic matter

Resíduo Mineral         5,38 (d)

Fixo
Ash

Lignina                 2,28 (d)
Lignin

Celulose               22,35 (c)
Cellulose

Energia bruta (kcal   4.850,00 (a)
[kg.sup.-1])
cross energy

Proteína bruta         20,12 (a)
Cradepnotein

Fibra em               45,39 (d)

Detergente Neutro
Neutral deteigent
fiber

Fibra em               24,63 (d)

Detergente Ácido
Acid deteigent
fiber

Tanino                  0,65 (d)
Tan'nin

Medias com letras diferentes sobrescritas na mesma linha diferem
entre si (p < 0,05) pelo teste de Duncan.
Meara with dj act lenes in the same rov dg (p < 0.05) by Duruan test.

Tabela 3. Consumo de matéria seca, mat6ria organica, fibra em
detergente ácido e fibra em detergente neutro.

Table 3. Intake of dry matter, organic matter, acid detergent fiber and
neutral detergent fiber.

Consumo                       % de concentrado na dieta
Intake                          % concentrate in diet

                                0           15           30

g de MS [dia.sup.-1]         591,79 (d)   709,60 (c)   781,56 (b)
g ofDM [day.sup.-1]

% do PV [dia.sup.-1]           2,60 (d)     3,00 (c)     3,30 (b)
% ofLW [day.sup.-1]

g de MO [dia.sup.-1]         553,60       664,47 (b)   735,86 (c)
g of OM [day.sup.-1]

Resíduo Mineral Fixo          37,72        45,14        44,80
Ash

Fibra em Detergente Ácido    242,38       220,05       204,91

Acid deteigent fiber

Fibra em Detergente Neutro   413,20       377,62       365,30
Neutral detergent fiber

Consumo                       % de concentrado na dieta
Intake                          % concentrate in diet

                                  45

g de MS [dia.sup.-1]           798,03 (a)
g ofDM [day.sup.-1]

% do PV [dia.sup.-1]             3,36 (a)
% ofLW [day.sup.-1]

g de MO [dia.sup.-1]           755,10 (d)
g of OM [day.sup.-1]

Resíduo Mineral Fixo            45,34
Ash

Fibra em Detergente Ácido       19,018

Acid deteigent fiber

Fibra em Detergente Neutro     345,40
Neutral detergent fiber

Medias com letras diferentes sobrescritas na mesma linha diferem
entre si (p < 0,05) pelo teste de Duncan.

Meares with dg ent tettes 7m the same row d (p < 0.05) by Dunmn test.

Tabela 4. Coeficientes de digestibilidade da materia seca, materia
orgánica, fibra em detergente neutro e fibra em detergente ácido.

Table 4. Dígestibdíly coefitáent ofdry matter, organic matter,
neutral detergent fiber and acid detergent fiber.

Componente (%)           % de concentrado na dieta
Component (%)              % concentrate in diet

                   0           15          30          45

CDMS             48,32 (d)   61,96 (c)   68,12 (c)   69,77 (a)
DCDM

CDMO             50,03 (d)   62,22 (c)   69,12 (c)   70,50 (a)
DCOM

CDFDN            56,68 (a)   46,94 (c)   39,53 (b)   31,94 (d)
DCNDF

CDFDA            47,02 (a)   42,62 (b)   34,84 (c)   31,14 (d)
CDADF

Medias com letras diferentes sobrescritas na mesma linha diferem
entre si (p < 0,05) pelo teste de Duncan; CDMS--Coeficiente de
digestibilidade da materia seca; CDMO--Coeficiente de digestibilidade
da materia orgánica; CDFDN--Coeficiente de digestibi idade da fibra
em detergente neutro; CDFDA--Coeficiente de digestibihdade da fibra
em detergente ácido.

Means with different letters in the same row differ (p < 0.05) by
Duncan test. DCDM--Digestibility coefficient of dry matter,
DCOM--Digestibility coefficient of organic matter, DCNDF--Digestibility
coefficient of neutral detergen fiber, DCNDF-Digestibility coefficient
of acid detergent fiber.
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Title Annotation:Texto en Portuguese
Author:Simon, Jaime Edson; de Brito Lourenco, Jose, Jr.; Dias Goncalves Ferreira, Geane; de Fatima Alves do
Publication:Acta Scientiarum Animal Sciences (UEM)
Date:Jul 1, 2008
Words:4288
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