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Consumo e comportamento ingestivo de caprinos e ovinos alimentados com palma gigante (Opuntia ficus-indica Mill) e palma orelha-de-elefante (Opuntia sp.).


Introdução

Nos últimos anos, tem crescido o desenvolvimento de tecnologias de produção de espécies forrageiras adaptadas a estresse hídrico, com destaque para a palma forrageira. Embora introduzida no Brasil no século XVII, somente no início do século XX, a palma teve seu cultivo direcionado para produção de forragem. De meados da década de 60 até o final da década de 70, o cultivo da palma foi drasticamente reduzido. Entretanto, pelos últimos períodos de estiagem, a palma voltou a ser considerada um alimento estratégico para os anos secos, quando o crescimento de outras forrageiras é limitado pela baixa precipitação pluviométrica. Segundo Farias et al. (1984), estima-se que existam mais de 400.000 ha plantados com palma no Nordeste.

A composição química da palma forrageira varia segundo a espécie, a cultivar e a idade do cladódio (Santos, 1989) e suas principais características são: alto conteúdo de água, minerais e carboidratos e baixo conteúdo de proteína. Ao contrário de outras forragens, a palma forrageira possui baixo percentual de parede celular e alta concentração de carboidratos não-fibrosos, possuindo aproximadamente 28% de fibra em detergente neutro, 48% de carboidratos não-estruturais, 7,4% de ácido galacturônico e 12% de amido (Batista et al., 2003).

No Nordeste brasileiro, são cultivadas predominantemente duas espécies, a Opuntia ficusindica Mill e a Nopalea cochenillifera Salm Dyck, principalmente as variedades redonda, gigante e miúda, as quais são variedades sem espinhos. Outras variedades têm sido geradas ou introduzidas pela Empresa Pernambucana de Pesquisa Agropecuária - IPA, com o objetivo de obter clones mais produtivos, de melhor valor nutritivo e resistentes a pragas e doenças. A resistência a doenças é uma característica determinante na seleção de uma variedade de palma, pois, a partir do ano de 2000, um percentual considerável dos palmais tem sido infestado pela cochonilha do carmim, o que tem causado sérios prejuízos aos produtores do Sertão de Pernambuco.

Dentre as variedades de palma testadas, a Miúda, Orelha-de-elefante e Algerian têm apresentado resistência a este inseto (Vasconcelos et al., 2002). A palma miúda já é utilizada, normalmente, na região, entretanto, é uma variedade mais exigente em fertilidade de solo e sensível a cochonilha de escama; a variedade Orelha-de-elefante, introduzida no Nordeste há cinco anos, é menos exigente em fertilidade do solo, no entanto, apresenta grande quantidade de espinhos, o que pode comprometer sua palatabilidade e dificultar seu manejo como planta forrageira.

A alimentação é um dos fatores mais limitantes para a obtenção de bons resultados na criação de animais. Pelo custo e pela estacionalidade de produção das forragens, o estudo do comportamento ingestivo torna-se um meio importante para avaliar a resposta do animal. O conhecimento do comportamento ingestivo é uma ferramenta de grande importância na avaliação das dietas, pois possibilita ajustar o manejo alimentar dos animais para obtenção de melhor desempenho produtivo e reprodutivo.

De acordo com Hodgson (1990), os ruminantes adaptam-se às diversas condições de alimentação, manejo e ambiente, modificando seus parâmetros de comportamento ingestivo para alcançar determinado nível de consumo, compatível com as exigências nutricionais. Animais confinados gastam em torno de 1h consumindo alimentos ricos em energia, ou até mais de 6h, quando os alimentos possuem baixo teor de energia e alto de fibra. Da mesma forma, o tempo despendido em ruminação é influenciado pela natureza da dieta e, provavelmente, é proporcional ao teor do conteúdo da parede celular dos volumosos.

A ruminação, em animais estabulados, consome normalmente 8h por dia (Camargo, 1988). Damasceno et al. (1999) verificaram que há preferência dos animais em ruminar deitados, principalmente, nos períodos fora das horas mais quentes do dia. Sendo assim, as maiores frequências de ruminação ocorrem entre 22 e 5h e as maiores frequências de ócio ocorrem, normalmente, entre 11 e 14h, estabilizando-se das 22 às 7h.

Este trabalho objetivou avaliar o consumo de ração e o comportamento ingestivo de caprinos e ovinos alimentados com palma Orelha-de-elefante quando comparada à palma Gigante.

Material e métodos

O experimento foi realizado na Estação Experimental de Sertânia, pertencente à Empresa Pernambucana de Pesquisa Agropecuária -- IPA, no período de março a abril de 2006. Este município está localizado no Estado de Pernambuco e tem como coordenadas geográficas de posição 8[degré]31'16" de Latitude Sul e 36[degré]33'00" de Longitude Oeste, com Altitude de 558 m. A precipitação pluviométrica anual é de 635 mm e os meses mais chuvosos são março e abril. O clima é semi-árido quente e a temperatura média anual é de 25[degré]C (Wikipedia, 2006).

Foram utilizados 20 animais, sendo dez caprinos e dez ovinos, mestiços, machos e inteiros. Inicialmente, os animais foram pesados e alojados em galpão coletivo, sendo contidos individualmente por meio de cordas. Os animais dispunham de cocho de madeira e balde de plástico adaptado para bebedouro, para que se pudesse avaliar individualmente o consumo de alimentos.

Os animais foram distribuídos em delineamento inteiramente casualizado, em arranjo fatorial 2 x 2. As rações consistiam de palma Orelha-de-elefante ou palma Gigante (Opuntia fícus-indica Mill), Feno de Buffel (Cenchrus ciliaris L.), Farelo de Soja e Sal Mineral (Tabela 2). A composição química dos ingredientes é apresentada na Tabela 1 e a das dietas na Tabela 2.

A ração foi fornecida duas vezes ao dia, às 8 e às 14h, na forma de ração completa. A palma foi picada com faca. O fornecimento era ajustado, diariamente, pelo consumo do dia anterior, permitindo sobras de 10%. Na coleta da amostras de sobras, a palma foi separada do feno e do farelo de soja, a fim de quantificar o consumo individual dos ingredientes.

O experimento teve duração de 40 dias, sendo dez para adaptação dos animais e 30 para avaliação do consumo total de ração e do comportamento ingestivo.

Foram coletadas amostras dos ingredientes e das sobras, as quais foram pré-secas em estufa com ventilação de ar forçada a 55[degré]C e moídas passando por peneira de malha de 2 mm, para posteriores determinações dos teores de matéria seca (MS), extrato etéreo (EE), proteína bruta (PB) e cinzas, segundo Silva e Queiroz (2002), e fibra em detergente neutro (FDN) e fibra em detergente ácido (FDA), segundo Van Soest (1991). Para a estimativa de carboidratos totais (CHT), foi usada a equação proposta por Sniffen et al. (1992), CHT = 100 - (%PB + %EE + %MM), e na determinação dos carboidratos não-fibrosos (CNF) empregou-se a equação descrita por Hall (2001), em que CNF = 100% - (%PB + %FDN - FDNPB + %EE + %MM).

As observações comportamentais foram feitas 30 dias após o início do experimento, sendo realizadas visualmente pelo método de varredura instantânea em intervalos de 5 min., utilizando-se a metodologia proposta por Johnson e Combs (1991), adaptada para um período de 24h. O galpão foi mantido com iluminação artificial no período da noite, durante todo o período experimental.

As variáveis comportamentais observadas foram: Em Pé Ruminando (EPR), Deitado Ruminando (DR), Ócio em Pé (OEP), Ócio Deitado (OD). A eficiência de ruminação em função da MS (ERU, g MS [minuto.sup.-1]) e da FDN ([ERU.sub.FDN], g FDN [minuto.sup.-1]), a eficiência de alimentação (EAL g MS [minuto.sup.-1]), o tempo de alimentação (TAL minutos [dia.sup.-1]) e o tempo de ruminação total (TRU minutos [dia.sup.-1]) foram avaliados de acordo com a metodologia de Bürguer et al. (2000) e calculados pelas seguintes equações:

EAL = CMS/TAL (g [MS.sup.-1] [min.sup.-1]) (1)

ERUMS = CMS/TRU (g [MS.sup.-1] [min.sup.-1]) (2)

ERUFDN = CFDN/TRU (g [FDN.sup.-1] [min.sup.-1]) (3)

Os dados de tempo de alimentação, tempo de ruminação e de ócio, durante as 24h, foram submetidos à análise de variância, sendo aplicado o teste de Tukey (p > 0,05), quando necessário, utilizando-se o programa Statistical Analysis System Institute (SAS, 2000).

Resultados e discussão

Não houve interação espécie animal x variedade de palma (p > 0,05) sobre os consumos de nutrientes, tendo-se verificado efeito da variedade de palma e da espécie animal (Tabela 3).

Os consumos de matéria seca (CMS), extrato etéreo (CEE), fibra em detergente ácido (CFDA), carboidratos totais (CCHT) e carboidratos não-fibrosos (CCNF) foram menores (p < 0,05) quando os animais recebiam palma Orelha-de-elefante. Verificou-se ainda que os consumos de fibra em detergente neutro (CFDN) e matéria orgânica (CMO) apresentaram diferença entre as variedades de palma quando os consumos foram expressos em gramas, enquanto o consumo de proteína bruta (CPB) (p < 0,05) sofreu influência da espécie animal quando o consumo foi expresso em gramas.

A ingestão de matéria seca pelos animais que receberam palma Gigante foi de, aproximadamente, 1,00 kg [dia.sup.-1] e pelos que receberam palma Orelhade-elefante, de 0,64 kg [dia.sup.-1], o que correspondeu a um consumo de 2,6 e 1,7% do PV, respectivamente. Dependendo do estágio fisiológico dos animais, nas regiões tropicais, o CMS, segundo Devendra (1978), situa-se entre 3 e 5% do PV. Provavelmente, a ocorrência de chuvas durante o experimento, a produção de gases no rúmen e a formação de espuma - pela rápida digestão da MS associada à presença de mucilagem na palma - tenham contribuído para a redução do consumo de matéria seca. Além disso, a grande quantidade de espinhos na palma Orelha-de-elefante, provavelmente, influenciou a redução do consumo, quando a dieta continha esta variedade de palma forrageira.

Os maiores consumos de MO, FDN, FDA, EE, CHT e CNF verificados nos animais que receberam palma Gigante na ração devem-se ao maior consumo de MS, mas não há diferença em relação ao consumo de PB.

Na Tabela 4, são apresentados os dados da composição percentual dos ingredientes e químicas das dietas selecionadas pelos ovinos e caprinos.

Os caprinos são animais com alta capacidade para selecionar os ingredientes mais específicos da ração e, com isso, modificar a proporção dos ingredientes da dieta, como pode ser observado na Tabela 4. Pelo fato de os caprinos terem selecionado mais concentrado e feno, quando a dieta era composta por palma Orelha-de-elefante, houve aumento no consumo de PB para esta dieta.

Os ovinos reduziram o consumo de matéria seca das dietas com palma Orelha-de-elefante, mas mantiveram a composição dos ingredientes das duas dietas semelhante, enquanto os caprinos aumentaram o percentual de palma Gigante e reduziram o de palma Orelha-de-elefante (Tabela 4). Isso se deve ao fato de a palma Gigante ser mais palatável, refletindo em melhor aceitação pelos animais, o que não ocorreu com a palma Orelha-de-elefante, que, apesar de possuir composição química semelhante à palma Gigante, foi menos consumida pelos ovinos e, principalmente, pelos caprinos. A presença de pelos e espinhos na palma Orelha-deelefante, provavelmente, foi o fator que mais interferiu na sua aceitação por estes animais. Cavalcanti (2007 -- informação pessoal) verificou que a palma Gigante possui, em média, 1,3 espinhos/raquete, enquanto a palma Orelha-de-elefante possui 23,7.

McMillan et al. (2002), avaliando o consumo de palma com espinhos (O. macrorhiza Engelm.) e sem espinhos (O. rufida Engelm.) e o efeito do nível de alfafa sobre o consumo de palma por caprinos, verificaram que as cabras consumiram mais palma sem espinho, quando o consumo foi expresso com base na matéria natural, mas com base na matéria seca, o consumo foi similar.

Neste trabalho, observou-se que os animais removiam, no cocho, o feno e o farelo de soja aderidos à palma antes de ingeri-la, comportamento mais acentuado nos caprinos, os quais também quebravam os espinhos presentes na palma Orelhade-elefante antes de consumi-la.

Os resultados das variáveis comportamentais, tempo de alimentação (TAL), tempo de ruminação (TRU), tempo de mastigação total (TMT), eficiência de alimentação (EAL) e de ruminação em função do consumo de MS e FDN([ERU.sub.MS] e [ERU.sub.FDN]) e ócio total (OT) são apresentados na Tabela 5.

Não houve interação espécie animal x variedade de palma (p > 0,05) sobre as variáveis comportamentais analisadas, verificando-se apenas efeito da variedade de palma e da espécie animal, cujos resultados são apresentados na Tabela 5. Também não foi observado efeito da variedade de palma, da espécie animal e da interação espécie animal x variedade de palma (p > 0,05) sobre o tempo gasto com alimentação e eficiência de alimentação, cujos valores foram, em média, 225 min. e 3,6 g de MS [min.sup.-1], respectivamente. No entanto, o tempo gasto com ruminação foi maior para a dieta com palma Gigante, provavelmente, pelo maior consumo de MS e de FDN verificado nas dietas com esta variedade de palma, como pode ser observado na Tabela 3. Consequentemente, os animais que consumiram palma Orelha-de-elefante ficaram mais tempo em ócio.

Gonçalves et al. (2001), trabalhando com cabras leiteiras alimentadas com diferente relação volumoso:concentrado, verificaram que, com o aumento do nível de fibra nas dietas, aumentaram os tempos despendidos com ingestão e ruminação e, em contrapartida, houve redução no tempo despendido em ócio. Segundo Van Soest (1994), o tempo gasto em ruminação é proporcional ao teor de parede celular dos alimentos, assim, ao se elevar o nível de FDN das dietas, haverá aumento no tempo despendido com ruminação. Dulphy et al. (1980) relatam que, aumentando o nível de concentrado nas dietas e diminuindo o de fibra, o tempo despendido em ruminação decresce. Portanto, essas afirmações estão em concordância com os resultados obtidos, no presente trabalho, uma vez que a palma Gigante apresentou menor tempo de ócio.

Quando se comparam as espécies caprina e ovina, verifica-se que a eficiência de ruminação tanto de MS quanto de FDN, foi maior para a espécie ovina, por ter apresentado consumo semelhante aos caprinos e menor tempo de ruminação.

As médias das variáveis de ócio e ruminação sobre a preferência de lados pelos ovinos e caprinos são apresentadas na Tabela 6.

Os animais se mantiveram deitados, aproximadamente, 72% do tempo em ócio, não havendo preferência (p > 0,05) pelo lado escolhido para deitar. Também, durante a ruminação, caprinos e ovino preferiram ficar deitados, em média, 84% do tempo.

Os animais gastaram mais tempo ruminando deitados do que em pé, entretanto, não houve diferença quanto ao lado escolhido para deitarem. Resultado semelhante foi encontrado por Ribeiro et al. (2006), trabalhando com caprinos submetidos à alimentação à vontade e restrita, que também não verificaram diferença significativa quanto à preferência de lado ao deitar.

Conclusão

As espécies caprina e ovina apresentaram comportamentos ingestivos semelhantes.

A palma Orelha-de-elefante reduz o consumo de matéria seca por caprinos e ovinos.

Received on April 26, 2007. Accepted on May 15, 2008.

Referências

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WIKIPEDIA. Sertânia. Disponível em: <http://pt.wikipedia. org/wiki/sert%C3%A2nia>. Acesso em: 20 set. 2006.

Maria Caroline de Almeida Cavalcanti (1) *, Ângela Maria Vieira Batista (2), Adriana Guim (2), Mário de Andrade Lira (3), Valéria Louro Ribeiro (1) e Agenor Costa Ribeiro Neto (2)

(1) Programa de Pós-graduação em Zootecnia, Universidade Federal Rural de Pernambuco, Rua Dom Manoel de Medeiros, s/n, 52171-900, Recife, Pernambuco, Brasil. (2) Departamento de Zootecnia, Universidade Federal Rural de Pernambuco, Recife, Pernambuco, Brasil. (3) Empresa Pernambucana de Pesquisa Agropecuária, Recife, Pernambuco, Brasil. * Autor para correspondência: E-mail: carolinezte@gmail.com
Tabela 1. Composição química dos ingredientes.

Table 1. Chemical composition of íngredients.

                     palma Gigante     palma Orelha-
                     Cactos Pear        de-elefante
                                        Prickly Pear

MS (%)                   8,00               7,50
DM (%)
PB (%MS)                 2,40               2,55
CP (% DM)
EE (%MS)                 2,31               1,73
EE (% DM)
FDN (%MS)               31,80              30,05
NDF (7DM)
[FDN.sub.cp] (%MS)      27,49              26,59
[NDF.sub.cp] (%DM)
FDA (%MS)               18,24              15,72
ADF (%DM)
MO (%MS)                82,40              80,76
OM (%DM)

                       Feno de       Farelo de Soja (%)
                        Buffel        Soybean Meal (%)
                     Buffel Gras,
                         Hay

MS (%)                  80,00              84,14
DM (%)
PB (%MS)                 1,25              46,04
CP (% DM)
EE (%MS)                 1,31               1,89
EE (% DM)
FDN (%MS)               86,12              19,63
NDF (7DM)
[FDN.sub.cp] (%MS)      79,56              16,53
[NDF.sub.cp] (%DM)
FDA (%MS)               51,20               8,20
ADF (%DM)
MO (%MS)                91,50              89,48
OM (%DM)

Tabela 2. Composição percentual e química das dietas
experimentais, com base da matéria seca.

Table 2. Percentual and chetnical composition of experimental
diet on dry matter basis.

Ingredientes                        Tratamentos
Ingredients                          Treatment

                                 T1            T2

palma Gigante                   60,0           0,0
Cactos Gigante

palma Orelha-de-elefante         0,0          60,0
Prickly Pear

Feno de Buffel                  25,0          25,0
Buffel Grass Hay

Farelo de Soja                  15,0          15,0
Soybean Meal

Total                          100,0         100,0
Total

Composição química da dieta experimental
Chemical composition of experimental diet

MS (%)
DM (%)                          12,51         11,78

PB (%MS)                         8,66          8,75
CP (%DM)

EE (%MS)                         2,00          1,65
EE (%DM)

FDN (%MS)                       43,55         42,50
NDF (7DM)

FDA (%MS)                       24,97         23,46
ADF (%DM)

MO (%MS)                        85,74         84,75
OM (%DM)

Tabela 3. Média dos consumos de matéria seca (CMS), proteína
bruta (CPB), extrato etéreo (CEE), fibra em detergente neutro
(CFDN), fibra em detergente ácido (CFDA), matéria orgânica
(CMO), carboidratos totais (CCHT) e carboidratos não-fibrosos
(CCNF) de ovinos e caprinos alimentados com palma
Orelha-de-elefante e palma Gigante.

Table 3. Means of dry matter intake (DMI), crude protein (CPI),
ether extract (EEI), neutral detergent fiber (NDFI), acid
detergent fiber (ADFI), organic matter (OMI) total carbohydrates
(TCHI), and non fibrous carbohydrates (NFCI) intake

Variável                     Variedade de palma
Variable                     Varieties of Cactus

                                         Orelha-de
                           Gigante       -elefante
                         Cactus pear    Prickly pear

CMS (g [dia.sup.-1])      1006,43a        640,81b
DMI (g [day.sup.-1]
CMS (%PV)                    2,64a          1,69b
DMI (%BW)
CMS (g[PV.sup.0,75])        65,31a         41,75b
DMI ([Kg.sup.0,75])

CPB (g [dia.sup.-1])        73,43a         72,26a
CPI (g [day.sup.-1])
CPB (% PV)                   0,19a          0,19a
CPI (%BW)
CPB (g[PV.sup.0,75])         4,74a          4,81a
CPI ([Kg.sup.0,75]))

CEE (g [dia.sup.-1])        21,22a         10,47b
EEI (g [day.sup.-1])
CEE (% PV)                   0,05a          0,02b
EEI(%BW)
CEE (g[PV.sup.0,75])         1,39a          0,68b
EEI([Kg.sup.0,75])

CFDN (g [dia.sup.-1])      398,65a        262,79b
NDFI (g [day.sup.-1])
CFDN (% PV)                  1,03a          0,70b
DFI(%BW)
CFDN (g[PV.sup.0,75])       25,58a         17,28b
NDFI([Kg.sup.0,75])

CFDA (g [dia.sup.-1])      230,15a        146,06b
ADFI(g [day.sup.-1])
CFDA (% PV)                  0,59a          0,39b
ADFI(%BW)
CFDA (g[PV.sup.0,75])       14,74a          9,60b
ADFI([Kg.sup.0,75])

CMO (g [dia.sup.-1])       850,62a        535,42b
OMI (g [day.sup.-1])
CMO (% PV)                   2,23a          1,41b
OMI(%BW)
CMO (g[PV.sup.0,75])        55,15a         34,93b
OMI([Kg.sup.0,75)

CCHT (g [dia.sup.-1])      763,08a        460,08b
TCHI (g [day.sup.-1])
CCHT (% PV)                  2,00a          1,20b
TCHI(%BW)
CCHT (g[PV.sup.0,75])       49,50a         29,90b
TCHI([Kg.sup.0,75])

CCNF (g [dia.sup.-1])      364,43a        197,29b
NFCI (g [day.sup.-1])
CCNF (% PV)                  0,97a          0,51b
NFCI(%BW)
CCNF (g[PV.sup.0,75])       23,93a         12,62b
NFCI([Kg.sup.0,75]))

Variável                        Espécie Animal            CV
Variable                        Animal Species            (%)

                            Ovino         Caprino
                            Sheep          Goats

CMS (g [dia.sup.-1])       929,27a        717,97a         27,23
DMI (g [day.sup.-1]
CMS (%PV)                    2,23a          2,09a         23,03
DMI (%BW)
CMS (g[PV.sup.0,75])        56,48a         50,58a         22,41
DMI ([Kg.sup.0,75])

CPB (g [dia.sup.-1])        84,91a         60,78b         27,43
CPI (g [day.sup.-1])
CPB (% PV)                   0,21a          0,18a         28,59
CPI (%BW)
CPB (g[PV.sup.0,75])         5,24a          4,31a         27,15
CPI ([Kg.sup.0,75]))

CEE (g [dia.sup.-1])        17,73a         13,96b         24,8
EEI (g [day.sup.-1])
CEE (% PV)                   0,04a          0,04a         23,93
EEI(%BW)
CEE (g[PV.sup.0,75])         1,08a          0,99a         22,23
EEI([Kg.sup.0,75])

CFDN (g [dia.sup.-1])      383,75a        277,69a         33,86
NDFI (g [day.sup.-1])
CFDN (% PV)                  0,92a          0,81a         25,3
DFI(%BW)
CFDN (g[PV.sup.0,75])       23,24a         19,62a         26,00
NDFI([Kg.sup.0,75])

CFDA (g [dia.sup.-1])      220,16a        156,05a         36,55
ADFI(g [day.sup.-1])
CFDA (% PV)                  0,52a          0,46a         26,79
ADFI(%BW)
CFDA (g[PV.sup.0,75])       13,31a         11,03a         27,87
ADFI([Kg.sup.0,75])

CMO (g [dia.sup.-1])       784,34a        601,69b         27,46
OMI (g [day.sup.-1])
CMO (% PV)                   1,88a          1,75a         22,93
OMI(%BW)
CMO (g[PV.sup.0,75])        47,68a         42,40a         22,38
OMI([Kg.sup.0,75)

CCHT (g [dia.sup.-1])      692,22a        530,94a         28,82
TCHI (g [day.sup.-1])
CCHT (% PV)                  1,65a          1,55a         23,97
TCHI(%BW)
CCHT (g[PV.sup.0,75])       42,00a         37,40a         23,52
TCHI([Kg.sup.0,75])

CCNF (g [dia.sup.-1])      308,47a        253,25a         30,28
NFCI (g [day.sup.-1])
CCNF (% PV)                  0,74a          0,74a         30,04
NFCI(%BW)
CCNF (g[PV.sup.0,75])       18,77a         17,78a         28,68
NFCI([Kg.sup.0,75]))

(a, b) Médias na linha seguidas de letras distintas diferem entre
si estatisticamente pelo teste F (p < 0,05).

(a, b) Means, within a row, followed by different letters are
different by the F-test (p < 0,05).

Tabela 4. Composição percentual dos ingredientes e química das
dietas selecionadas por ovinos e caprinos.

Table 4. Percentage and chemical composition of experimental diets
on selection by sheep and goats.

                              Gigante           Média
                             Caaus palm        Average

                          Ovino     Caprino
                          Sheep      Goats

palma                     68,34      79,69     74,01a
Cactus

Feno + Farelo de soja     31,20      19,67     25,43b
Hay + Soybean meal

Composição química
Chemícal mmposition

MS (%)                    11,48      9,77      10,62a
DM(%)
MO (%MS)                  84,83      83,92     84,37a
OM (%DM)
PB (%MS)                   7,90       6,68      7,29b
CP (%DM)
EE (%MS)                   2,10       2,16      2,13a
EE(%DM)
FDN (%MS)                  4,083      3,956    38,71a
NDF (%DM)
FDA (%MS)                  2,360      2,089    22,24a
ADF (%DM)

                            Orelha-de-elefa     Média       CV
                             Prickly pear      Average      (%)

                          Ovino     Caprino
                          Sheep      Goats

palma                     60,09      53,02     56,55b      20,26
Cactus

Feno + Farelo de soja     39,13      46,01     42,57a      38,48
Hay + Soybean meal

Composição química
Chemícal mmposition

MS (%)                    10,78      13,11     11,94a      19,84
DM(%)
MO (%MS)                  83,36      84,14     83,75a       1,55
OM (%DM)
PB (%MS)                  11,71      12,21     11,96a      28,99
CP (%DM)
EE (%MS)                   1,61       1,65      1,63b       9,00
EE(%DM)
FDN (%MS)                 40,88      45,53     42,20a      11,70
NDF (%DM)
FDA (%MS)                 22,85      24,09     23,47a      12,94
ADF (%DM)

(a, b) Médias na linha seguidas de letras distintas diferem entre si
estatisticamente pelo teste F (p < 0,05).

(a, b) Means, within a row, followed by different letters are
different by the F-test (p < 0,05).

Tabela 5. Média das variáveis comportamentais, tempos de
alimentação (TAL), tempo de ruminação (TRU), tempo de
mastigação total (TMT), eficiìncia de alimentação (EAL) e de
ruminação (ERU) em função do consumo de MS e FDN ([ERU.sub.MS]
e [ERU.sub.FDN]), ócio total (OT) de caprinos e ovinos
consumindo palma Orelha-de-elefante e Gigante.

Table 5. Means of the variables behavioral, of times with feeding
(FT), rumination (RT), the total chewing (TTC), feeding efficiency
(FEF) and rumination efficiency (RUE) of DM ([RUE.sub.DM]) and
NDF([RUE.sub.NDF]) and idle (IT), intake of sheep and goats fed
cactus Orelha-de-elefante and cactus Gigante.

Variável                              Variedade de palma
Variable                              Varieties of Cactus

                                    Gigante    Orelha-de-
                                               elefante
                                    Cactus
                                     pear      Prickly pear

TAL (min [dia.sup.-1])              245,00a    205,00a
FT

TRU (min [dia.sup.-1])              259,50a    214,00b
RT

TMT (min [dia.sup.-1])              504,50a    419,00b
TMT

EAL (g MS [min.sup.-1])              4,11a      3,13a
FEF

[ERU.sub.MS] (g MS [min.sup.-1])     3,88a      2,99a
RUE

[ERU.sub.FDN](g FDN [min.sup.-1])    1,54a      1,23a
RUE

OT (min [dia.sup.-1])               935,00b    1022,00a
IT

Variável                              Espécies Animal       CV
Variable                               Animal Species       (%)

                                     Ovino     Caprino
                                     Sheep      Goats

TAL (min [dia.sup.-1])              239,50a    210,50a     30,81
FT

TRU (min [dia.sup.-1])              211,50b    262,00a     18,53
RT

TMT (min [dia.sup.-1])              451,00a    472,50a     16,8
TMT

EAL (g MS [min.sup.-1])              3,88a      3,41a      33,41
FEF

[ERU.sub.MS] (g MS [min.sup.-1])     4,39a      2,74b      24,08
RUE

[ERU.sub.FDN](g FDN [min.sup.-1])    1,81a      1,06b      23,80
RUE

OT (min [dia.sup.-1])               990,00a    967,00a     8,05
IT

(a, b) Médias na linha seguidas de letras distintas diferem entre
si estatisticamente pelo teste F (p < 0,05).

(a, b) Means, within a row, followed by different letters are
different by the F-test (p < 0,05).

Tabela 6. Médias das variáveis ócio em pé (OEP), ócio deitado
esquerdo (ODE), ócio deitado direito (ODD), em pé ruminando
(EPR), deitado ruminando esquerdo (DRE) e deitado ruminando
direito (DRD) por caprinos e ovinos.

Table 6. Means of variables of standing idle (ST), left lying idle
(LLI), right lying idle (RLI), in standing ruminating (SR), lying
ruminating left (LRL) and lying ruminating right (LRR) by goats
and sheep.

                                   Variáveis
                                   Variables

                         OEP          ODE          ODD
                         IF           LLI          RLI
Variedade de palma
Variety of cactus

Gigante                 275,0        311,0        349,0
Cactus pear

Orelha-de-elefante      271,0        376,0        374,0
Priekly pear

Espécie animal
Animal species

Ovino                   241,0        411,0        338,0
Sheep
Caprino                 305,0        276,0        385,0
Goat,
Media                   273,3a       343,5a       361,7a
Average

                                   Variáveis
                                   Variables

                         EPR          DRE          DRD
                         FR           LRL          LRR

Variedade de palma
Variety of cactus

Gigante                  48,0         98,5         113
Cactus pear

Orelha-de-elefante       29,0         95,5         89,5
Priekly pear

Espécie animal
Animal species

Ovino                    20,5        101,5         89,5
Sheep
Caprino                  56,5         92,5        113,0
Goat,
Media                    38,5b        97,0a       101,2 (a)
Average

(a, b) Médias na linha seguidas de letras distintas diferem entre si
estatisticamente pelo teste F (p < 0,05)

(a, b) Means within a row, followed by different letters are different
by the F-test (p < 0,05).
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Author:Almeida Cavalcanti, Maria Caroline de; Vieira Batista, Ângela Maria; Guim, Adriana; Andrade Lira, Má
Publication:Acta Scientiarum Animal Sciences (UEM)
Date:Apr 1, 2008
Words:5222
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